
É por isso que é essencial que os gestores prestem atenção às suas Pessoas. A todos aqueles que, ano após ano, vivem e colaboram entre si para que os resultados sejam melhores, para que as empresas prosperem e, com elas, a qualidade de vida de todos nós.
Mas as Pessoas não são todas iguais. Têm diferentes graus de competência, de disponibilidade, de motivação, de gosto. Para além disso, temos ainda questões de adaptabilidade ou adequação às diferentes funções que as mais variadas actividades encerram.
E sendo assim, importa perguntar o que podemos - e devemos - fazer para conseguir os melhores talentos para as nossas organizações e para que eles fiquem a trabalhar connosco.
Falamos naturalmente de atracção, gestão e retenção de Pessoas, a pedra de toque de uma boa gestão.
Atendendo a que a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é o parceiro de referência das empresas, desde 1834, e sendo esta “a” questão mais relevante, entendemos iniciar um processo, naturalmente conjunto, que nos permita identificar as melhores soluções, formas e estratégias para gerir estes temas.
No final do dia o que queremos é aprender a atrair, a reter e a gerir melhor as nossas Pessoas.Com este propósito, desafiámos 24 responsáveis por Pessoas em empresas Portuguesas, para nos darem a conhecer quais as suas soluções criativas, que deverão ser válidas quer para uma pequena empresa, quer para uma grande.
Estas soluções criativas que já recebemos e que muito agradecemos estão compiladas no e-book “Como atrair, reter e gerir talento? 24 Soluções criativas de Empresas Portuguesas”.
Temos a certeza de que irá encontrar ideias que se adaptam ao seu negócio e “conselhos” que poderá usar na gestão das suas Pessoas, garantindo um maior bem estar no local de trabalho e, em consequência, uma maior produtividade.

João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP, recebeu o Presidente do recém-criado Portuguese Business Council no Kuwait. Trata-se da primeira estrutura privada de apoio às empresas portuguesas que pretendam entrar neste mercado, bem como a investidores locais que pretendam apostar em Portugal.
O Kuwait é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo, com a Cidade do Kuwait servindo como capital política e económica do país. O país tem a quinta maior reserva de petróleo do mundo e os derivados de petróleo representam cerca de 95% das receitas de exportação. O Kuwait tem o décimo primeiro maior PIB per capita do mundo e tem o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do mundo árabe.
O Portuguese Business Council no Kuwait integra desde Junho a Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas.
A CCIP irá realizar uma missão empresarial a este mercado em 2021, em data a anunciar brevemente.
30-07-2020

A partir do dia 1 de Janeiro de 2021, o Reino Unido deixará de fazer parte da União Aduaneira da UE e, independentemente da concretização de um acordo comercial, cujas negociações estão a decorrer e a registar poucos progressos, as trocas comerciais entre a UE e o Reino Unido passam a ser sujeitas a procedimentos aduaneiros e a controles alfandegários, à semelhança do que acontece com qualquer outro pais terceiro.
Se o acordo comercial for concluído a tempo de entrar em vigor após dia 31 de Dezembro 2020, as futuras relações comerciais entre a UE e o Reino Unido serão regidas pelos termos nele previstos. Se o acordo não for concluído a tempo, as exportações para o Reino Unido passam a estar sujeitas, a partir do dia 1 de Janeiro de 2021, à pauta aduaneira do Reino Unido. No site oficial do Governo Britânico foi publicada a lista de bens importados pelo Reino Unido com origem na UE, que serão objecto de controlo a partir de 1 de Janeiro de 2021.
O Governo Britânico lançou também a campanha “Keep Business Moving” e criou uma página com informação, para as empresas da UE, das medidas a tomar de modo a evitar disrupções e minimizar perturbações no comércio com o Reino Unido, para além do final do período de transição.
O impacto da saída do Reino Unido dependerá, em muito, do tipo de relação que for estabelecida, sendo fundamental que as partes interessadas e especialmente os operadores económicos se preparem desde já para essa realidade, de modo a evitar disrupções e minimizar perturbações à sua actividade.
A Comissão Europeia publicou recentemente uma Comunicação sobre os preparativos destinados a fazer face ao final do período de transição entre a União Europeia e o Reino Unido. Mais informaçoes sobre a saída do Reino Unido da UE poderão ser consultadas no site da Comissão Europeia através deste link.
A Direção-Geral das Atividades Económicas, do Ministério da Economia e da Transição Digital, dedica uma parcela do seu site ao Brexit, incluindo uma ligação para os diversos avisos preparatórios que a Comissão Europeia tem vindo a publicar.
O Reino Unido é um importante mercado para Portugal. Ocupa a quarta posição no ranking de destino das exportações nacionais de bens e a primeira posição nas exportações de serviços. Em 2019, as exportações de bens para o Reino Unido atingiram 3.642 milhões de euros, o que representa uma quota de 6,7% das exportações portuguesas. De Janeiro a Maio do corrente ano, as exportações atingiram 1.177 milhões de euros, representando uma quota de 6,3%. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, 3.995 empresas exportaram, em 2019, para este mercado.
O impacto da saída do Reino Unido dependerá, em muito, do tipo de relação que for estabelecida, sendo fundamental, no entanto, que as empresas se comecem desde já a preparar.

O 1º semestre de 2020 foi desafiante para todos, e que semestre este! Tivemos de nos adaptar às circunstâncias para mantermos a proximidade com as empresas, apoiando-as no desenvolvimento das competências e no aprofundamento de conhecimentos dos seus colaboradores.
Em seis meses capacitámos 352 colaboradores de 265 empresas, mais 208 empresas que no mesmo período do ano passado. Realizámos 15 acções de formação, 12 das quais na modalidade de live training, e atingimos um índice de satisfação global de 4.39 (numa escala de 1 a 5). Mais de metade dos participantes afirmou recomendar os nossos serviços na área de formação.

Mais uma vez cumprimos um dos nossos propósitos, estar junto do tecido empresarial português, formando continuamente as suas pessoas para que em conjunto possamos desenvolver a economia nacional.
Os desafios para o 2º semestre foram lançados.
Queremos, cada vez mais, estar junto das pessoas e ajudá-las no seu caminho de desenvolvimento ou aprofundamento de competências, por isso, algumas das nossas formações estão já desenhadas para uma modalidade de live training, mas queremos muito voltar ao presencial, garantindo e salvaguardando sempre todas as condições de segurança (mas quem sabe se o e-learning ou b-learning não passam a ser também uma forma de fazer formação com a CCIP);
A aposta na qualidade pedagógica da nossa formação é uma preocupação e foco e neste sentido, temos a certeza de que no final do ano estaremos reconhecidos e certificados como uma entidade formadora de referência.
Para além disto vamos:
Para estes desafios, e outros que surjam, esperamos contar consigo!
Veja todas as sessões e eventos já disponíveis até ao final do ano, tanto na modalidade de aprendizagem presencial como online.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem vindo a desenvolver anualmente o Estudo Económico Europeu em colaboração com a Eurochambres – Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias.
Este Estudo, que tem por objectivo aferir as perspectivas económicas das empresas para o ano 2021, é baseado num inquérito desenvolvido em 29 países, numa acção coordenada pelas respectivas Câmaras de Comércio e Indústria. Na qualidade de representante em Portugal da Eurochambres, cumpre à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa conduzir este inquérito a nível nacional.
Face à importância de que se reveste esta iniciativa, solicitamos o seu contributo, até ao próximo dia 15 de Setembro, para a elaboração deste Estudo, mediante o preenchimento de um questionário, que demora cerca de 1 minuto a responder.
O relatório, elaborado pela Eurochambres, com as conclusões deste estudo e com as comparações entre os vários países participantes estará disponível no final do próximo mês de Novembro. Este relatório poderá ser solicitado directamente para jpc@ccip.pt (João Paes Cabral).
Agradecemos antecipadamente a sua participação!

Em primeiro lugar importa tratar o documento como aquilo que pretende ser: uma visão estratégica.
O documento avalia bem as circunstâncias em que nos encontramos e alerta com alguma importância para os erros do modelo económico-social em que vivemos nas últimas décadas.
Esta não é, para a Câmara de Comércio, uma novidade. Temos levantado continuamente questões que consideramos fundamentais à preservação do sistema democrático no nosso país e na Europa, tanto naquilo que se relaciona com as condições de distribuição da riqueza como com a necessidade de promover um maior envolvimento de todos os stakeholders na condução dos projectos empresariais. Também temos advogado uma maior participação activa e consciente do Estado, tanto através de um trabalho sério dos reguladores das diferentes actividades, como naquilo que consideramos essencial ao desenvolvimento da nossa sociedade, como são a justiça, o trabalho e a fiscalidade.
Para além disto temos defendido e promovido a ideia da criação de uma relação de trabalho baseado no conceito do salário digno, em contraposição ao salário mínimo, baseada na promoção da produtividade da nossa força de trabalho, condição indispensável ao crescimento e consolidação da nossa economia, tema que não é sequer abordado neste documento.
Estou convencido de que todos estamos de acordo de que o Estado, numa situação de crise deve intervir financeiramente nas empresas que são estratégicas ao nosso país e que estejam necessitadas de uma ajuda momentânea para retomarem a sua actividade normal quando terminar esta crise.
Quanto aos processos a desenvolver para conseguir o objectivo a que se propôs, estamos seguramente de acordo com muitos desses projectos, dos quais ressaltam com urgência a exploração profunda e sistematizada dos recursos marítimos (nosso projecto hyper cluster da economia do mar), para o que propõe inclusivamente a criação de uma universidade do mar, também um tema que promovemos, ainda que nunca nos Açores, por considerarmos que a sua posição geográfica seria positiva para um polo mais técnico de investigação dessa instituição, mas muito negativa para todas as restantes disciplinas e para a formação de jovens nacionais e internacionais que teriam uma maior dificuldade nas acessibilidades das ilhas.
Importante também a afirmação da centralidade das empresas como factor de desenvolvimento privilegiado, “motor real do crescimento e da criação de riqueza”, a diversificação da economia, a promoção de empresas de média e grande dimensão e a centralidade da pessoa na economia.
A análise sobre a dicotomia entre a vocação continental e marítima é ainda uma questão essencial ao enquadramento de uma estratégia para o futuro de Portugal e, no caso em análise tendo a concordar com a visão de que a complementaridade das duas é o caminho mais positivo para assegurar o nosso desenvolvimento.
Tenho mais dúvidas sobre as mudanças profundas resultantes da digitalização forçada pela pandemia e, apesar de reconhecer o efeito que esta teve na adaptação de toda uma população às novas tecnologias e ter sido, talvez, o único medo que foi vencido neste período, não estou ainda seguro das vantagens e inconvenientes que daqui possam resultar e menos ainda do seu efeito real no desenvolvimento da sociedade e da vida das pessoas.
Aquilo que creio que falta no enquadramento não é tanto na identificação da evolução tecnológica, que está lá, mas sim na falha de reconhecer aquilo que o recolhimento do confinamento nos permitiu descobrir sobre a necessidade que temos de olhar mais por cada indivíduo e pelo seu crescimento enquanto pessoa, de forma a permitir assumir cada vez mais as suas decisões de modo de viver, em função daquilo que verdadeiramente quer para a sua vida e sempre buscando um caminho de felicidade.
Voltando ao documento em questão e não querendo ser exaustivo na sua avaliação, gostei da frase em que diz que Portugal não é um país periférico, com a qual estou de acordo, bem como dos seis futuros para o Portugal atlântico e servidor do continente europeu.
A reindustrialização é um tema essencial para Portugal e para a Europa, que resulta evidente nos efeitos provocados pela epidemia e o aproveitamento dos recursos naturais, minerais e energéticos é incontornável, a par de um fortíssimo desenvolvimento das nossas competências na área das soft skills, sejam elas de software informático sejam das grandes qualidades que temos enquanto povo de forte carácter social e sociável.
No tema da maior intervenção do Estado nas empresas, assunto que tem sempre um estigma enorme para todos os que se lembram bem daquilo que foi o percurso das economias estatizadas e do que sofremos em Portugal por causa dessa prisão ideológica, eu pessoalmente não tenho qualquer dúvida de que alguma coisa há que mudar. A gestão privada das empresas, sem dúvida muito mais eficiente e resiliente, tem sempre em consideração, em primeiro lugar, os interesses dos seus accionistas e stakeholders. No caso das empresas presentes em sectores estratégicos para o desenvolvimento da economia é fundamental encontrar soluções que permitam efectivamente que haja algumas condições de controlo sobre a sua gestão, por forma a não se perderem esses importantes activos para a economia nacional.
Este cenário exigirá um sistema de justiça mais eficaz e uma regulação eficiente e rigorosa que promova um equilíbrio virtuoso entre estado e mercado, que assegure a autonomia e a responsabilização da sua gestão.
A visão e a missão não merecem qualquer comentário para além de que a economia não deverá ter qualquer cor, deverá só ser sustentável.
As condições de base que elenca são hoje utópicas e não me parece que esteja ao nosso alcance realizar tão tremenda tarefa em pouco tempo! Uma administração pública que responda aos novos desafios, uma justiça eficiente, um correcto aproveitamento dos recursos financeiros e um território resiliente, que valorize o seu capital natural, ordenado numa estrutura polinucleada.
Rede de infra-estruturas – ainda que tenha ouvido grandes críticas a esta ideia de fomento do investimento público, penso que é essencial apostar nas infra-estruturas que aqui aponta como fundamentais ao desenvolvimento e sustentabilidade da nossa economia.
Qualificação da População, digital, ciência e tecnologia – na sua essência está bem elencado, é muito importante avaliar a dimensão do investimento para cada um dos processos e os objectivos concretos a atingir.
O Sector Social – este é um dos temas mais difíceis de avaliar uma vez que, estando todos de acordo sobre o apoio que é necessário dar aos mais desfavorecidos, a influência ideológica que esteja por detrás destes programas criará responsabilidades futuras incomensuráveis, o que torna este um dos elementos que mais atenção deve merecer na sua implementação. (O programa de formação de professores é um tema que terá influencia em todo o futuro da sociedade portuguesa e do seu desenvolvimento).
Neste tema também penso ser um erro não enquadrar todo o trabalho desenvolvido pela iniciativa privada, em particular pelas igrejas, de forma a estabelecer um plano estratégico comum que permitisse maximizar os resultados e minimizar os investimentos.
A reindustrialização do País – para além dos clusters identificados, falta uma referência essencial à criação de industriais. Não haverá qualquer avanço na industria sem voltemos a promover a figura do industrial e criar apetência por estes investimentos. Ao longo dos últimos 50 anos promovemos a transformação do tecido empresarial português, da agricultura e da industria, para o sector dos serviços e o argumento foi fácil: menor nível de investimento e menor tempo de espera pelos resultados. Voltar atrás é muito mais difícil.
A transição energética e electrificação da economia – em geral parece-me bem.
Coesão do território, agricultura e floresta – de acordo no essencial e gosto especialmente do ”desenhar planos de paisagem” muito necessário na sua vertente de beleza da natureza mas acima de tudo pela sua eficiência no potencial aproveitamento dos recursos tanto para produção como de infraestruturação. (casas semeadas por todo o país implicam infra-estruturas caríssimas de apoio).
Um novo paradigma para as cidades e a mobilidade – sem comentários
Cultura, serviços, turismo e comércio – parece-me bastante fraco este capítulo mas na verdade estes sectores dependem muito mais da actividade privada e individual do que de grandes projectos de investimento.
Para além de uma aposta na atracção de turistas e de desenvolvimento de promoções que aumentem a actividade comercial deveria ser investido, na área da cultura, num programa de formação em gestão de actividades culturais que permitam associar o desenvolvimento de projectos de interesse cultural com resultados económicos que os permitam desenvolver e aumentar a capacidade de criação. Promover os hábitos de leitura seria essencial no nosso país.
No que respeita ao financiamento e para lá das ajudas europeias, penso que tem algum interesse a figura do fundo de base pública aberto a fundos privados. O conceito é semelhante ao das parcerias publico-privadas com a vantagem de que os benefícios se mantêm juntos sem a possibilidade de ser só uma das partes a ser beneficiada. Contudo, é muito importante conhecer mais detalhes sobre o seu funcionamento.
Sou também apologista do banco de fomento. A estratégia de crescimento económico de Portugal tem que ter um recurso de apoio financeiro aos projectos que considere essenciais ao seu desenvolvimento. É fundamental assegurar aqui uma grande transparência da sua gestão e da sua regulação.
A intervenção do Estado nas empresas, que aqui aparece como um apoio salvador para as dificuldades que todas sofreram, poderá ser um presente envenenado se não for cuidado a forma de fechar este tema.
Na linha de pensamento da CCIP, sou pouco favorável ao tema dos subsídios, seja a que título for. Prefiro uma participação temporária da entidade financiadora ou empréstimos, do que subsídios.
Deixo parágrafo 5, das justificações do insucesso, sem comentários.
Como nota final e muito importante, acredito que os empresários portugueses deveriam juntar-se, agrupar-se, associar-se de qualquer forma para, em conjuntos maiores ou menores, estabelecerem estratégias de investimento para os próximos anos, aproveitando todo o capital que a Europa nos vai dispensar, de forma a liderarem a reformulação da economia nacional criando grandes projectos com capacidade internacional, lançando Portugal para a liderança do desenvolvimento económico.
Aproveitando naturalmente tudo aquilo que o plano de recuperação económica nos venha a facilitar, mas assegurando que aqueles fundos imensos serão bem utilizados por quem sabe criar riqueza e não aproveitados por aqueles que sabem ser amigos dos decisores.
Bruno Bobone
Presidente
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Vivemos tempos atípicos, tempos que nos obrigam a alterar planos, mentalidades e costumes a que sempre nos habituámos. Estes tempos obrigaram-nos a parar, a pensar e acima de tudo a reinventarmo-nos. Sabemos que é um novo momento para a indústria dos eventos e a aposta em eventos híbridos ou virtuais poderá ser a solução para o futuro do sector.
Na Câmara de Comércio, acreditamos que os eventos continuam a ser a melhor forma de partilhar experiências, vivências e uma excelente oportunidade para fazer networking e, por esses motivos, continuamos empenhados em proporcionar a melhor experiência às empresas que confiam na Câmara de Comércio para realizarem o seu evento.
Realizar um evento híbrido significa juntar dois formatos distintos: online e presencial.
Na prática o evento acontece presencial e virtualmente, tudo ao mesmo tempo. Ou seja, os participantes e oradores podem estar, parcial ou totalmente, à distância.
Sabemos que os eventos digitais vão ganhando cada vez mais importância nesta fase que atravessamos. Por isso, disponibilizamos novas opções para realizar os seus eventos, sejam eles virtuais ou híbridos. Optar por um evento híbrido permite juntar um evento tradicional realizado numa sala ou num auditório, com a vantagem de poder ter um maior número de participantes, muita interactividade e, ainda, rentabilizar o investimento, amplificando a sua mensagem através da transmissão do evento nas suas redes sociais.
Continuamos a apoiar as empresas e a criar soluções que respondam às suas necessidades. Desde o início de Abril, organizámos mais de 40 eventos em formato digital, entre eles webinares, mesas-redondas virtuais, e-conferências e formação, com uma adesão superior a 3.200 participantes. Queremos continuar a apostar nesta solução para ajudar as organizações a comunicarem de forma estratégica e segmentada junto dos seus públicos-alvo, beneficiando da nossa experiência.
Vamos explorar a melhor forma de a sua empresa realizar o seu evento na Câmara de Comércio?
Conheça os packs disponíveis. Fale connosco eventos@ccip.pt ou 213 224 056

Criado em 2020, o Portuguese Business Council Kuwait tem como objectivo ajudar os seus membros a entrar no mercado do Kuwait, fazer negócios neste mercado e exportar, bem como apoiar as empresas do Kuwait a encontrar os produtos, tecnologias, serviços e outros parceiros que precisem em Portugal.
A equipa do PBCKW ajuda ainda as empresas a identificar oportunidades comerciais, encontrar parceiros de negócios locais, criar uma empresa, promover produtos e serviços e obter pesquisas de mercado.

A Câmara de Comércio é desde 2017 membro da Rede de Acreditação Internacional para os Certificados de Origem (International Certificate of Origin Accreditation Chain).
Agora é também a entidade Coordenadora a nível nacional da ICC (International Chamber of Commerce) para a Certificação de Origem (National Coordinating Body).
A Rede de Acreditação dos Certificados de Origem da ICC é cada vez mais reconhecida, não apenas pelas Câmaras emissoras, mas também pelas alfândegas e pelos operadores económicos. A presença de uma entidade emissora nesta rede é sinónimo de qualidade e integridade.
Este selo garante às empresas exportadores, bancos e administrações aduaneiras que os Certificados de Origem que utilizam são emitidos de acordo com os padrões de certificação mais rigorosos e com base nas diretrizes internacionais da ICC, sendo por isso, mais eficientes e seguros, permitindo aos operadores poupar tempo e dinheiro.
A desmaterialização de processos para além de ser uma realidade para as empresas é também uma forte aposta da CCIP que tem vindo a apostar nessa transformação, nomeadamente nos Certificados de Origem em formato digital.
Deste modo, poucas horas depois de um expedidor fazer o seu pedido de Certificado de Origem, na Câmara de Comércio, vai receber o documento válido no seu email, de forma totalmente electrónica. No prazo máximo de 24 horas, em qualquer lugar do mundo, qualquer um dos seus clientes, fornecedores, alfândegas, ou outro parceiro de negócios, pode verificar, de forma autónoma e electrónica, a integridade e credibilidade desse Certificado de Origem.
Caso ainda seja necessário receber o Certificado de Origem em papel, a CCIP disponibiliza o mesmo sem qualquer custo adicional.

A pandemia Covid-19 alterou as formas de trabalho e relacionamento e contribuiu para acelerar a transformação digital já em curso em muitas organizações. As empresas agora, mais do que nunca, têm de tirar partido de uma presença digital para promover os seus negócios, e nos negócios internacionais não é diferente.
A implementação de uma estratégia de marketing digital internacional é uma ferramenta indispensável para qualquer empresa que queira internacionalizar. Não só permite que seja possível efectuar validações sobre ideias, produtos ou serviços que pretendemos exportar, mas também efectuá-lo com um custo reduzido para as organizações.
Não é surpresa para ninguém que a grande maioria dos consumidores ou compradores profissionais utiliza a Internet (motores de busca, redes sociais, etc.) para encontrar informações sobre fornecedores, produtos, marcas, concorrentes, etc. Por isso, nós também temos de lá estar!
O marketing digital é uma poderosa alavanca para a internacionalização. Mas quais são as ferramentas e opções que tenho à minha disposição? Não basta “traduzir” o nosso site e lançá-lo para conquistar novos mercados. Precisamos de implementar estratégias concretas através de ferramentas concretas.
A redes sociais são um “altifalante” perfeito para atingimos um público enorme. Se, além disso, realizarmos um estudo preliminar do mercado em que queremos ter presença e conhecermos e analisarmos sua cultura, hábitos de consumo, o seu “modo de vida”, poderemos implementar estratégias de marketing mais precisas.
É importante adaptarmos as comunicações ao mercado para onde vamos bem como os conteúdos do nosso site, nomeadamente até ponderar utilizar domínios locais como .es, .fr, entre outros.
Mas não basta adaptarmos o nosso site, temos de o dar a conhecer, posicionar e alcançar as primeiras posições nos motores de busca. Nesta vertente, uma boa estratégia de SEO desempenha um papel fundamental.

Existem também algumas ferramentas gratuitas que nos ajudam a fazer uma primeira validação da receptividade do nosso produto ou serviço no mercado alvo.
Google Trends ou Market Finder são algumas das opções a considerar. Permitem segmentar as nossas pesquisas por palavras-chave por país e idioma, indicam a quantidade de pesquisas locais mensais e o grau de competição com outras marcas. Também nos ajudam a conhecer a sazonalidade do volume de pesquisa de determinados produtos ou serviços e segmentar por idioma ou localização geográfica.
Através do Answer the Public conseguimos introduzir palavras-chave e ele devolve-nos uma lista de perguntas que os utilizadores fazem relacionadas com ela. É uma ferramenta muito interessante para sabermos quais as perguntas que o nosso público-alvo está a fazer nos motores de pesquisa.
Agora que já temos um overview do nosso mercado e analisámos as pesquisas, o objectivo é captar a atenção desse público.
Podemos optar por uma estratégia de anúncios pagos, nomeadamente o Facebook Ads, que possibilita uma grande segmentação internacional, seja por sexo, gostos, localização geográfica ou interesses. Ou pelo LinkedIn, numa perspectiva de captação de leads, nomeadamente através de campanhas in-Mail com formulário disponibilizado pela própria rede, que têm uma elevada taxa de conversão, e permitem, segmentarmos a nossa mensagem tendo em conta variáveis como localização geográfica, tipologia de empresa, cargo, entre outras.
O marketing de conteúdo vai permitir a angariação de leads qualificadas para alimentar o nosso funil de vendas. Após a criação desta base de dados, está na hora de tirarmos partido do email-marketing e iniciarmos uma conversação com esses contactos por forma a atrairmos e convertermos os nossos potenciais clientes.
Por último, temos de monitorizar, avaliar e corrigir, se necessário, todas estas estratégias que planeámos, seja através do Google Analytics no qual podemos visualizar de onde nos estão a chegar os clientes / potenciais clientes (país, região, cidade, tipo de acesso, sistema operativo, etc.) ou via redes sociais, através da utilização de plataformas como o Swonkie ou o Hootsuite.
Na prática, é essencial que a estratégia de marketing digital internacional esteja integrada na estratégia nacional, efectuar uma validação prévia dos mercados-alvo, gerir e promover conteúdos, gerar leads e analisar métricas para depois tomarmos a decisão de ir ou não para o mercado de forma sustentada.
Autora:
Andreia Jotta
Directora de Marketing & Comunicação

Quando se perspectiva uma abordagem a novos mercados, não é possível dissociá-la da documentação essencial ao nosso objectivo. Constatamos que o cumprimento de determinadas formalidades pode ser complexo e moroso. Ao mesmo tempo, a globalização implica, entre muitos outros factores, assegurar as regras e procedimentos de determinado destino. As empresas deparam-se com a “imensa papelada” que é preciso garantir.
É aceitável que estas novas abordagens podem gerar uma certa impessoalidade em alguns processos face ao passado. Há alguns anos, o despachante oficial deslocava-se às alfândegas presencialmente, com os “papéis necessários” para desalfandegar as mercadorias dos seus clientes. Existia um relacionamento estabelecido entre os funcionários das alfândegas e os despachantes oficiais. Actualmente, não funciona desta forma. Podemos concluir que quase todos os procedimentos são feitos de forma digital, não sendo assim necessária, na maioria das vezes, a deslocação física dos despachantes às alfândegas.
Presentemente, a figura do despachante oficial e do transitário, assume um papel diferenciador, não se resumindo só numa vertente operacional. Actualmente, estes profissionais podem ser considerados especialistas de comércio internacional e players fundamentais da cadeia logística. As suas competências estendem-se ainda mais, quando falamos de profissionais que estão continuamente a capacitar-se no âmbito das suas actividades, disponibilizando conteúdos e informações diferenciadas e exclusivas, à medida das necessidades dos seus clientes.
O Código Aduaneiro da União prevê, desde 2001, por directiva do Parlamento Europeu e do Conselho, a digitalização dos procedimentos aduaneiros dos Estados Membros.
Desde 2007 que o Estado Português disponibiliza verbas para a informatização dos procedimentos. Fomos pioneiros na União Europeia na introdução de plataformas digitais que, não só aceleraram os prazos dos processos, como os tornaram mais eficientes e seguros. A título de exemplo: um empresário português, que no passado esperava cerca de 40 dias para receber um reembolso de IVA, actualmente, recebe-o em cerca de 4 dias. A evolução é notória.
Estes exemplos relatam de forma prática como a digitalização nos processos teve uma enorme influência no comércio internacional, nomeadamente na vertente da documentação necessária a assegurar nas operações mundiais.
O TRACES é uma ferramenta multilingue de gestão em linha, que notifica, certifica e controla o comércio, melhorando a segurança da cadeia alimentar (animais, produtos de origem animal, alimentos para animais, géneros alimentícios de origem não animal, plantas, sementes e material de propagação).
Tem como principais objectivos, reforçar a cooperação com parceiros da União Europeia, facilitar o comércio, acelerar os procedimentos administrativos e melhorar a gestão de riscos das ameaças sanitárias.
Em simultâneo, visa combater a fraude, reforça a segurança da cadeia alimentar, da saúde animal e, no futuro, da fitossanidade. Esta ferramenta, permite um maior controlo, eficiência e eficácia das operações internacionais.
O Blockchain é uma tecnologia que tem o mesmo potencial de disrupção que a internet teve há alguns anos. A tecnologia consiste em ter acesso a um banco de dados distribuído e descentralizado para o registo de informações, que não podem ser modificadas. É claro que ainda existem diversos desafios para popularizar esta tecnologia entre as empresas, mas os primeiros passos já estão em curso e algumas empresas já estão a adoptar medidas.
A título de exemplo, o serviço de alfândega da Coreia do Sul assinou um acordo com a Samsung SDS para implementar a tecnologia Blockchain no seu sistema de despacho aduaneiro. O novo alinhamento é destinado a organizações activas em operações de exportação, permitindo-lhes agilizar e garantir a partilha de documentos em cada etapa, desde declarações aduaneiras dos produtos exportados até à entrega, para além de detectar e impedir a utilização de documentos falsificados. Juntamente com o serviço alfandegário da Coreia do Sul, 48 organizações diferentes, incluindo agências públicas, empresas de distribuição e seguradoras também entraram no acordo.
A Samsung SDS anunciou também o lançamento do BankSign, em parceria com a Federação Coreana de Bancos. Trata-se de uma ferramenta de certificação, baseada nesta tecnologia, direccionada para bancos.
O BankSign permite que os clientes adquiram uma certificação, válida até três anos, substituindo o sistema de certificação existente, que requer uma renovação anual e o registo e autenticação com cada banco.
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, entidade nacional coordenadora da emissão de Certificados de Origem, com atribuição por parte da International Chamber of Commerce, é uma das maiores emissoras nacionais de documentos de exportação e tem liderado este processo de digitalização em Portugal, recomendando e ajudando as empresas a apostarem na digitalização da documentação necessária na abordagem a novos mercados de destino das suas mercadorias.
As empresas portuguesas já têm a possibilidade de requerer um Certificado de Origem Electrónico – eCO, que pode ser validado pelo importador em qualquer parte do mundo, dispensando a apresentação de papel. No prazo máximo de 24 horas, após a emissão, em qualquer lugar do mundo, clientes, fornecedores, alfândegas, ou outro parceiro de negócios de uma empresa, podem validar, de forma autónoma e electrónica, a integridade e credibilidade desse Certificado de Origem.
Actualmente, para além de outras áreas, estamos a trabalhar no projecto e-ATA, que prevê a digitalização do documento Carnet ATA, que assegura a exportação e importação temporárias sem prestar garantias. Este projecto já está em fase de testes. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e a International Chamber of Commerce estão em contacto contínuo sobre o tema, nomeadamente no que diz respeito às medidas que estão em curso e que ainda estão por vir. Para além disso, a CCIP mantém um relacionamento estreito com a Autoridade Tributária e Aduaneira, sobre procedimentos inerentes ao Carnet ATA, seja no que diz respeito aos que estão em vigor ou sobre o seu futuro.
Concluindo, a documentação internacional privilegiará o suporte digital em todas as suas vertentes. Não se trata de uma mera substituição de certificados e documentos (anteriormente físicos) por versões digitais. Trata-se de uma revolução digital, a qual devemos acompanhar, estudar e preparar-nos convenientemente para que possamos prosperar neste mercado global e competitivo, onde o maior desafio é unir tecnologia e empatia interpessoal. E não será no futuro, já está a acontecer.
Autor
Pedro Magalhães
Director de Comércio Internacional da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Nunca, como hoje, a coesão social foi tão necessária. Estamo-nos a preparar para aquela que será, provavelmente, a crise das nossas vidas. As dificuldades geradas por esta pandemia vão ser enormes em todo o mundo. São muitos os obstáculos que políticos, empresas, empresários, trabalhadores e qualquer cidadão vão ter de enfrentar, sem que a responsabilidade possa ser atribuída a ninguém. Não podemos, de maneira nenhuma, acrescentar mais obstáculos a este enorme desafio por meros caprichos.
Por isso, a atitude face ao presente e ao futuro terá, necessariamente, de ser diferente daquela que foi no passado. Todos devem estar alinhados num mesmo objectivo. Isto deveria ser sempre assim. Mas torna-se ainda mais urgente num contexto de crise. Os sindicatos e patrões terão um papel preponderante. E é fundamental que tenham uma atitude construtiva perante as dificuldades que se avizinham.
Mais do que nunca, os trabalhadores vão precisar de um sindicalismo que os defenda, que os enquadre num contexto de colaboração e que promova a sua participação nas decisões fundamentais das empresas para as quais contribuem. Isto tem de ser feito em oposição à contínua estimulação das lutas sociais dentro das organizações, o que acaba por destruir o valor destas e minar as relações de confiança entre trabalhadores e administradores. Com isto sai prejudicada a produtividade e a evolução da empresa, o que, no final do dia, afecta toda a gente, especialmente num período de grande instabilidade como o que vivemos.
Temos exemplos práticos bem recentes de uma situação destas. Todos os portos do país conseguiram o feito notável de registar crescimento no meio deste autêntico caos. A única excepção foi o porto de Lisboa, onde um grupo minoritário de privilegiados se deu ao luxo de convocar uma greve na antecâmara da pandemia. Os resultados desta irresponsabilidade estão à vista: no primeiro trimestre, o porto de Lisboa caiu 21%. Este tipo de atitudes ganham um desfasamento maior quando, ao mesmo tempo, vemos milhares de pessoas que, pondo a sua saúde em risco, não olham a esforços para ajudar o país a ultrapassar esta grave crise sanitária e económica. Esses são os heróis desta pandemia e os exemplos que todos deveríamos seguir.
O mesmo se coloca no regresso às aulas. A coordenação com os professores e os seus sindicatos tem de ser total para que a abertura das escolas seja feita de forma organizada e célere. Os alunos têm de voltar às aulas para que os seus encarregados de educação possam ficar livres para ir trabalhar. Isso é essencial para reiniciar o motor económico.
Isto também deve ser feito para evitar que o foco do Governo e das pessoas em geral se desvie das escolas e passe para aqueles que podem, verdadeiramente, perder a vida com este vírus. Isto é, os idosos.
Não podemos ficar parados à espera de que este vírus desapareça. Foram já muitos os especialistas que explicaram que isso só acontecerá com uma vacina, cuja produção e distribuição em massa poderá levar muitos meses a estarem concluídas. Até lá devemos preocupar-nos seriamente em proteger os mais vulneráveis: os idosos da doença, e os mais pobres da destruição da economia.
Autor:
Bruno Bobone
Presidente da Câmara de Comércio e Indústria portuguesa

Quantas vezes já ouvimos nas últimas horas, dias ou meses a expressão “o mundo mudou…”? Vezes sem conta, é verdade, e até já estamos cansados de tanto a ouvir. Contudo, é uma realidade a que todos temos de nos adaptar para conseguirmos seguir em frente.
Durantes estes meses foram muitas as mudanças que tivemos de fazer no nosso dia-a-dia. Certamente foram muitas as pesquisas que fez para se manter informado e actualizado e até deve ter aproveitado para assistir a webinares ou frequentar ações de formação online. Mas não ficou com aquela sensação “falta-me aqui alguma coisa” ou “precisava de consolidar isto de uma outra forma”?
Nós na CCIP também nos adaptamos aos novos tempos e durante o confinamento social estivemos junto das pessoas e das empresas de diversas formas, entre elas as acções de formação online. Demos sempre a cara e estivemos lá, sempre, para o que fosse necessário. Tivemos de reajustar o plano de formação do 1º semestre e pensar no do 2º semestre onde vamos privilegiar o presencial (garantindo todas as questões de segurança) mas onde o online também ganhará protagonismo.
Nesta área/era do digital, estamos a pensar e a desenhar projectos que nos permitirão chegar a mais pessoas, apoiando-as no desenvolvimento dos seus saberes para que em conjunto ajudemos a economia nacional.
A pensar nas Pessoas desenhamos projectos de formação, mas queremos, e vamos chegar mais além, pois temos a certeza que a CCIP é, e pode ser, um forte aliado nos Recursos Humanos das nossas empresas, e aqui, muito brevemente teremos notícias para si!
Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas de uma coisa temos a certeza, temos de estar preparados para pensar “fora da caixa” e adaptarmo-nos diariamente pois o mundo é daqueles que conseguem dar a volta e reinventar-se.
Autora:
Cátia Moura
Gestora de Formação

Face aos mais recentes acontecimentos globais e ao impacto do COVID-19 nos vários mercados, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa actualizou o seu plano de acções internacionais 2020.
Adaptando as várias actividades à nova realidade e sempre com o intuito de responder às necessidades das empresas portuguesas, o Departamento de Comércio Internacional criou um novo plano que prevê a abordagem a diversos mercados de interesse e potencial para as empresas portuguesas, com segurança e todos os cuidados necessários para que as empresas continuem a sua actividade exportadora e de prospecção de novos mercados.
Neste sentido, até ao final do ano, iremos realizar novas actividades, como os Webinars sobre mercados externos ou, em conjunto com outras entidades/ organismos, abordando temas para que possa ficar a par das novas realidades e conhecer instrumentos inovadores que possibilitem as trocas comerciais internacionais.
Continuaremos com as desenvolver as acções tradicionais desenvolvidas por este Departamento, com as devidas adaptações, tais como os One-to-One, os Meet-the-Market e os Export Mentoring que passarão a ser Online.
Enquanto modo preferencial de fazer negócios para a maioria das empresas que a CCIP tem apoiado nos últimos anos, as Missões Empresariais a mercados externos continuam a fazer parte integrante deste Plano. A escolha dos mercados prende-se quer com a experiência acumulada no apoio à internacionalização das empresas, quer pelo potencial de crescimento económico e por oferecerem às empresas oportunidades de negócio nas mais diversas áreas. Ao longo dos próximos meses, e sempre que viável, serão explorados mercados como a Geórgia, Polónia, Azerbaijão, África do Sul, Chile, Suíça, Rússia, Coreia do Sul, Cazaquistão, México, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Marrocos.
Conheça o novo plano internacional aqui.
Para mais informações entre em contacto com o Departamento de Comércio Internacional através do e-mail internacional@ccip.pt ou do telefone +351 213 224 067

O 1º semestre de 2020 foi desafiante para todos. Tivemos de nos reinventar e conseguimos estar junto das pessoas apoiando-as no desenvolvimento das suas competências e conhecimentos.
Os desafios para o 2º semestre foram lançados e desenvolvemos um plano de formação com o propósito de continuarmos juntos, com formações importantes para o desenvolvimento das equipas, nas modalidades presencial e online.
O percurso formativo do próximo semestre passa por trabalhar com inteligência emocional, desenvolver e conhecer estratégias de marketing digital, reactivar o negócio online e offline para conquistar novos clientes.
Terá também a oportunidade de conhecer os direitos dos consumidores para PME com que conhece de perto as preocupações dos consumidores nacionais.
Mantemos o percurso evolutivo disponibilizando a formação de documentos internacionais em dois níveis e apostamos numa nova edição do Master Course, mas desta vez no Porto.
Explore o calendário de formação do 2º semestre de 2020
Para mais informações contacte formacao@ccip.pt

Bruno Bobone (Presidente da Câmara de Comércio), Paulo Portas (Vice-presidente da Câmara de Comércio), Nuno Fernandes Thomaz (Presidente da Centromarca), Pedro Janela (CEO da WY GROUP), Joaquim Falcão de Lima (Director de marketing estratégico e marketing intelligence da BRISA), Florêncio Garcia (Retail & Petrol Iberian Sector Director da Kantar) e Pedro Pimentel (Director Geral da Centromarca), foram os oradores convidados para analisar temas como “Geopolítica e Geoestratégia”, “Digital” e “Mercados e Consumidor”.
As marcas, se já o foram, nesta fase vão ter de se mostrar como “verdadeiras companheiras de viagem das pessoas”, concluiu Pedro Pimentel que “temos de fazer com que este casamento entre marcas e consumidores funcione e que funcione não só nos bons momentos, mas também nos maus momentos. As marcas vão ter de mostrar muita humildade, relevância, perceber os problemas dos consumidores e não exagerar naquilo que é uma mensagem que pode ser entendida como excessiva num período em que as pessoas passam dificuldades”.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa apoia o estudo realizado pela Universidade Europeia, dedicado aos desafios da gestão de Pessoas em trabalho remoto.
O estudo teve como objectivos centrais perceber quais os principais desafios que se colocam às empresas, à gestão de pessoas e às próprias pessoas, que na conjuntura de COVID19, estão a trabalhar remotamente. Neste sentido, pretendeu-se contribuir para responder às seguintes questões de investigação:
1. Quais são as condições de prática de trabalho remoto e o grau de conforto das pessoas com este enquadramento?
2. Qual a percepção de subordinados e pessoas com cargos de chefia relativamente à quantidade e qualidade do trabalho executado de forma remota?
3. Quais são as principais vantagens, desvantagens e dificuldades que as pessoas sentem em situação de trabalho remoto?
O Estudo realizado a 539 pessoas, durante o período de confinamento, concluiu que, apesar das contingências vividas, não basta “colocar as pessoas a trabalhar remotamente”, sendo necessário que quem as gere, atenda a algumas questões, nomeadamente: ao nível da promoção do desempenho, do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, de promoção do bem-estar e da preparação das condições adequadas para teletrabalhar.
Apoios


O México é a 15ª maior economia do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, e o principal parceiro da UE na América Latina. As trocas comerciais de bens, entre a UE e o México, totalizaram 61,9 mil milhões de euros, em 2019, e as de serviços totalizaram 17,1 mil milhões de euros em 2018, de acordo com as estatísticas mais recentes. Desde a entrada em vigor do acordo inicial o comércio de bens mais do que triplicou.
O acordo comercial modernizado irá contribuir para impulsionar as relações comerciais bilaterais e as empresas da UE irão beneficiar de um acesso privilegiado a um mercado de mais de 128 milhões de consumidores. Praticamente todos os bens comercializados entre a UE e México ficam isentos de direitos aduaneiros que permitirão às empresas europeias poupar até 100 milhões de euros, por ano, em direitos aduaneiros.
O acordo contempla, ainda, medidas para combater a corrupção e a lavagem de dinheiro, bem como uma maior proteção de investimentos, regras progressivas sobre o desenvolvimento sustentável em conformidade com o Acordo de Paris sobre o clima, e procedimentos alfandegários simplificados que irão facilitar as exportações.
A revisão jurídica do acordo está agora na sua fase final. Uma vez concluído o processo, o acordo será traduzido para todas as línguas da UE. Quando as traduções estiverem concluídas, a proposta da Comissão será transmitida, para assinatura e conclusão, ao Conselho e ao Parlamento Europeu. (fonte Comissão Europeia)
No contexto do comércio internacional português, o México ocupou, em 2019, a 25ª posição no ranking de clientes e a 55ª no de fornecedores com quotas de 0,54% e 0,11% respectivamente.
No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2019, por grupos de produtos, destacam-se os químicos (24,5% do total), seguidas de máquinas e aparelhos (21,6%), plásticos e borracha (13%), madeira e cortiça (7,7%), pastas celulósicas e papel (7,3%), matérias têxteis (5,6%), veículos e outro material de transporte (4,2%) e metais comuns (4%) que, no seu conjunto, representaram 87,9 % das nossas vendas para este mercado.
Em 2019 exportaram para o México mais de 800 empresas portuguesas e as vendas atingiram 322,7 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 6,9% em relação a 2018.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de Janeiro a Fevereiro de 2020, as exportações portuguesas alcançaram 46 milhões de euros, o que corresponde a um ligeiro decréscimo (3,8%) comparativamente com o período homólogo.
Face ao potencial de negócios deste mercado e às oportunidades existentes, a Câmara de Comércio está já a preparar a 9ª missão empresarial ao México que se irá realizar de 29 de Junho a 2 de Julho e que é inteiramente dedicada ao sector da alimentação e bebidas. No âmbito do programa desta missão, as empresas terão a oportunidade de participar num showcase com espaço individual para exposição dos seus produtos. O programa contempla ainda uma visita a supermercados e centros de distribuição, bem como a organização de reuniões individuais com parceiros mexicanos do sector da alimentação e bebidas.
Mais informações sobre os principais elementos do acordo comercial com o México, poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia através deste link.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa lançou um novo serviço para ajudar as empresas a encontrar o agente comercial internacional certo para o seu negócio.
Sendo certo que a internacionalização não é um processo simples, há mercados que exigem uma maior proximidade e conhecimento da realidade local. A Alemanha, Áustria e Suíça são alguns desses casos.
A CCIP propõe-se a encontrar o agente comercial certo para desenvolver o seu negócio através de um processo criterioso e customizado aos seus objectivos, num destes mercados.
… é alguém que está interessado em realizar tarefas de promoção e gestão de exportações dos produtos ou serviços produzidos ou distribuídos pela sua empresa.
Dado o seu conhecimento e experiência profissional no mercado em questão pode ser a melhor opção para muitas empresas.
Para expandir os negócios e reduzir custos, muitas empresas optam por ter representantes comerciais em vez de uma equipa de vendas própria.
Por vezes, o Agente consegue trazer resultados mais rapidamente nas vendas de uma empresa e representa menos custos.
“Acreditamos que as empresas que recorrerem a este serviço poderão beneficiar de uma expansão dos seus negócios nestes mercados, reduzindo custos e acedendo aos canais de venda de uma forma mais directa.”, referiu Pedro Magalhães, Director de Comércio Internacional da CCIP.

Uma iniciativa 100% online e 100% gratuita, fruto da época extraordinária que vivemos e que nos forçou a todos a estar em teletrabalho nas nossas casas.
Foram realizados 6 webinars sobre esta temática tão relevante, com oradores especialistas que apresentaram informação actualizada sobre as suas respectivas áreas.
Com esta iniciativa, a CCIP, permitiu às empresas:
Começámos a semana apresentando o percurso que a Câmara de Comércio tem feito no apoio às empresas nos seus processos de internacionalização, com exemplos concretos dos passos que devem e não devem ser tomados numa abordagem aos mercados externos.
Seguiram-se 3 sessões sobre os mercados Mexicano, Polaco e Azeri, com intervenções de especialistas locais que nos trouxeram as oportunidades e as barreiras de se fazer negócio nestes países.
Finalizámos a semana com duas sessões, uma dedicada às ferramentas de Marketing Digital e outra aos Instrumentos Financeiros para a exportação.
O balanço final foi muito positivo, com mais de 450 participantes de inúmeros sectores de actividade, que tiveram oportunidade de esclarecer as suas dúvidas em tempo real e com um dinamismo e nível de interactividade muito grande.
Gostava de ver ou rever estes conteúdos? Veja aqui a Semana da Internacionalização.
“Parabéns pela iniciativa e pela qualidade do webinar”
“A duração é adequada e os interlocutores transmitem em linhas gerais a realidade dos mercados. A linguagem e clara e precisa. Sinceramente sinto me confortável com o método e conteúdo”
“Muito boa iniciativa. parabéns.”
“O tema do webinar é o seu verdadeiro ponto forte. Existe uma necessidade de clarificar, educar e partilhar experiências com as empresas portuguesas, por forma a capacitar para o desafio da internacionalização.”
Para qualquer questão sobre o apoio que a sua empresa pode beneficiar através da Câmara de Comércio – internacional@ccip.pt

De acordo com um estudo realizado e publicado pela Hays (Guia do Mercado Laboral 2020), quando colocada a questão sobre o que é mais valorizado pelos profissionais vs benefícios que as empresas oferecem, a formação aparece em terceiro lugar com 62% dos profissionais a valorizarem este benefício.
Estes resultados levam-nos a inferir que a aposta na formação deve ser cada vez mais privilegiada pelas empresas e neste sentido constatamos que já há empresas a apostar na formação interna sendo para isso necessário capacitar colaboradores do ponto de vista pedagógico – como ser formador?
Por outro lado, esta certificação não é só importante e necessária ao nível da formação interna. A obtenção do CCP – Certificado de Competências Pedagógicas – é obrigatória para quem ministra formação junto de entidades formadoras certificadas pela DGERT – Direcção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.
Quem pondera ser formador, por paixão ou por necessidade tem que ter presente que é necessário frequentar o curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores, pois para além de ir aprender, a probabilidade de desempenhar a sua “nova” função é muito maior uma vez que são cada vez mais as entidades formadoras certificadas pela DGDERT.
A formação inicial de formadores é fundamental para o desenvolvimento de competências pedagógicas de base, essenciais para o desempenho da actividade de formador.
A função de formador certificado tem vindo a destacar-se cada vez mais no mercado global, graças às suas competências pedagógicas que ajudam à disseminação e partilha de boas práticas.
Um formador gere uma equipa, de formandos e é um líder na medida em que envolve e motiva o grupo, proporcionando as condições necessárias à sua aprendizagem.
Durante o curso, o formador estuda técnicas de discurso que ajudam a transmitir a mensagem de forma mais clara. Esta capacidade pode ajudar em reuniões ou entrevistas.
O formador precisa de organizar-se e planear de forma eficiente a sua acção, tendo também que saber gerir o tempo para que o conteúdo programado seja ministrado no tempo disponível.
Um profissional que saiba planear e gerir, de forma eficaz e eficiente o seu trabalho, num determinado período de tempo, dá lucro à empresa/organização.
A minha formação superior de base habilitava-me à obtenção automática do CCP mas optei por fazer a FPIF, e partilho consigo os motivos:
Com objectivo de apresentar alternativas formativas que ajudem as empresas e as pessoas a disseminar boas práticas, a CCIP vai realizar a 1ª edição da Formação Pedagógica Inicial de Formadores, na modalidade de e-learning. Vão ser 90 horas, com início a 12 de Maio, que lhe permite certificar-se, a nível nacional, como formador.
Autora do Artigo:
Cátia Moura
Gestora de Formação da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa lançou um desafio aos seus Associados: unirem-se para apoiar a recuperação da economia nacional dos impactos causados pela pandemia do coronavírus. Pedimos aos Associados CCIP que identificassem áreas determinantes para ultrapassar este enorme desafio e que oferecessem às empresas portuguesas o seu conhecimento de forma gratuita. A resposta foi incrível.
Esta iniciativa, movida a optimismo, tem como objectivo apoiar as empresas portuguesas neste momento de regresso, com vista à rápida recuperação da economia nacional. Ao longo do mês de Maio, vamos disponibilizar gratuitamente a todas as empresas:
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Artigo de Opinião escrito por Bruno Bobone, Presidente da CCIP para o Observador
É praticamente unânime a opinião de que o Estado terá um papel decisivo na mitigação dos efeitos da grave crise económica que a pandemia da Covid-19 está a gerar. O que não é tão unânime é a forma e os moldes como as linhas de apoio devem chegar às empresas.
Não há dúvidas de que há, hoje, cada vez mais empresas portuguesas cuja sobrevivência está posta em causa. O Estado tem de agir antes de essa situação se tornar irremediável para muitas delas. Ou seja, o plano de apoio preparado pelo Governo tem de ser, antes de tudo, célere. E isso implica que o acesso seja pouco burocrático e simples.
Nesta perspectiva, a decisão do governo garantindo linhas de crédito para serem distribuídas às empresas de uma forma geral, foi uma boa medida que só pecou por estar a demorar excessivamente. Mas agora torna-se fundamental começar a fazer uma avaliação criteriosa quando se abrem os cofres do Estado. Porque, se por um lado, a sobrevivência da Economia nacional a curto-prazo deve ser a missão fundamental à volta da qual toda a classe política e empresarial devem unir-se, por outro, a cura para este problema não pode colocar em causa a sustentabilidade do país no médio/longo-prazo.
Estamos todos convencidos de que os apoios agora disponibilizados não serão suficientes para as necessidades das empresas e estamos também conscientes de que haverá muitos casos em que nem com estes apoios será possível salvar as empresas dos efeitos provocados por esta pandemia.
Por isso, agora é o tempo de fazer uma primeira avaliação sobre os resultados destas primeiras ajudas, determinar aquilo que é importante e possível salvar e dirigir para aí todos os nossos recursos que são exíguos e que se não forem bem dirigidos poderão ser totalmente ineficientes.
É uma tarefa difícil e complexa, tal como são os tempos em que vivemos. Mas esta missão nunca será completada com sucesso se todo o planeamento não for executado tendo como base um critério rigoroso. Não vale a pena aumentar linhas de apoio sem acompanhar a eficácia das mesmas.
O endividamento do Estado não pode ser feito sem este tipo de critério e rigor. Todos sabemos quanto nos custou recuperar de um endividamento de 132% do PIB e neste momento nem sequer podemos contar com a enorme capacidade de internacionalização das empresas portuguesas e contributo para as exportações com a economia mundial à beira de uma recessão sem precedentes.
Contudo, é fundamental, no quadro das ajudas do Estado, activar, urgentemente, as garantias às seguradoras de crédito de forma a assegurar a continuidade das exportações, sob pena de perdermos mercados. Também aqui a celeridade é essencial e o sucesso desta medida será um factor de maior importância para a recuperação da economia.
Por muito difícil e delicada que seja essa decisão, há que saber escolher e avaliar o risco do crédito concedido. Os negócios apoiados terão de obedecer a critérios cuidadosamente delineados, para que o financiamento seja eficazmente aplicado no curto, médio e longo prazo, salvaguardando assim o futuro da economia nacional.
Por fim, tudo isto só terá os resultados necessários se nos dispusermos imediatamente a ir trabalhar. Todos sabemos já que a pandemia apenas tem efeitos graves nas gerações mais idosas pelo que toda a população activa está fora de risco. Por isso vamos trabalhar para não permitir que Portugal volte a enfrentar tempos de grande dureza na vida dos seus cidadãos.
A equação que servir de base para o plano de salvação da economia nacional poderá ser difícil de construir. Mas nela têm de estar incluídas três premissas fundamentais: apoio financeiro com celeridade, critério e facilidade de acesso.
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87% das empresas pede a diminuição das restrições e a retoma das actividades económicasNo âmbito da sua missão de apoio às empresas, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) realiza, desde a primeira hora desta crise, um trabalho contínuo de acompanhamento dos problemas que atingem o tecido empresarial português. Neste contexto, a CCIP realizou o seu 3º inquérito sobre os impactos da COVID-19, já com perspectivas de regresso à atividade económica.
As empresas indicam estar igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 26,9% garante que não resiste mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Parte significativa (16,2%), das empresas inquiridas indica, ainda, que já não vai conseguir cumprir as obrigações salariais e fiscais de abril.
A este trabalho junta-se o produzido pelo Gabinete de Apoio da CCIP, em colaboração com o Ministério da Economia e Transição Digital, que desde o dia 7 de Abril de 2020 recebeu mais de 400 pedidos de ajuda com uma taxa de reposta de 96%. Esta estrutura de acompanhamento das empresas tem permitido esclarecer dúvidas relativas às linhas de apoio do Governo e questões jurídicas, nomeadamente, no âmbito do direito fiscal e laboral. O gabinete conta com o apoio da Yunit para matérias de investimento, financiamento ou sistemas de incentivos e ainda o apoio jurídico da sociedade de advogados Azeredo Perdigão & Associados.
Por outro lado, o gabinete tem reportado ao Ministério da Economia as dificuldades e principais necessidades transmitidas pelos responsáveis das empresas.
Para Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio, “este trabalho é uma radiografia da maior importância que identifica o conjunto das dificuldades do nosso tecido empresarial, facilitando a adequação das respostas e das estratégias de apoio do Governo. Este é o momento de retoma da actividade económica e prepararmo-nos para tempos muitos exigentes em termos de gestão que vão obrigar a soluções inovadoras numa nova realidade de mercado.”
Veja o relatório completo da 3ª incursão aos impactos do coronavírus nas empresas.
A recolha das respostas de 160 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (18,8%), indústria (19,4%) e serviços (61,9%) - decorreu entre 15 e 20 de Abril de 2020.

O Gabinete de Apoio às Empresas foi lançado no dia 7 de Abril e, até dia 20 de Abril, recepcionou:

Os mesmos geraram processo de diversos âmbitos, nomeadamente:

Tratámos diversos temas, nomeadamente: Acesso às moratórias; Apoio a trabalhadores Independentes e ENI; Apoio aos sócios Gerentes; Apoios e Linhas de Crédito; Apoios laborais; Aval Sócios-Gerentes; Certidões de situação contributiva regularizada; Certificado IAPMEI; Comportamento Bancário / Condições para Financiamento; Diferimento pagamento Segurança Social + IVA; Dívidas do Estado às empresas; Dúvidas sobre linha de crédito; Empréstimos Bancários; Financiamento/Linha de Crédito; Garantias Bancárias Covid 19; Lay Off para Empresas e Sócios Gerentes; Lei sobre reembolso; Medidas Extraordinárias de Apoio; Moratória Renda; Questões laborais; Segurança Social; Subsídios, entre outros.
Para além da equipa da CCIP, o gabinete conta com a colaboração do Ministério da Economia e Transição Digital, o apoio da Yunit Consulting para matérias de investimento, financiamento ou sistemas de incentivos e ainda com o apoio jurídico da sociedade de advogados Azeredo Perdigão & Associados.
Se precisa:
Conte connosco para apoiar o seu negócio. O Gabinete de Apoio às Empresas está disponível para todas as empresas em território nacional e é 100% gratuito.
Partilhe connosco as suas dúvidas.
Aceda ao Gabinete de Apoio às Empresas no âmbito do Covid-19

Entre os subscritores estão nomes como Bruno Bobone (Empresário e Presidente da CCIP), Miguel Pinto Luz (Autarca e ex-secretário de Estado do PSD); Pedro Santa Clara (economista e professor catedrático na Nova SBE); António Saraiva (Presidente da CIP); Carlos Silva (Secretário Geral da UGT); Manuel Rodrigues (docente em Finanças na King’s College London); Ana Paula Martins (bastonária da Ordem dos Farmacêuticos); Mário Vaz (Presidente da Vodafone Portugal); Miguel Almeida (Presidente da NOS); Pedro Proença (Presidente da Liga Portuguesa de Futebol); Vítor Sobral (chef); Ricardo Mexia (Presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública); Martins da Cruz (Embaixador e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros), entre outros, reconhecem os esforços feitos para combater o vírus, mas pedem que “em consonância com o parecer dos técnicos especialistas, o estado de emergência venha a ser levantado gradualmente com a mitigação da epidemia”.
Citando exemplos como o Japão, Singapura e a Coreia do Sul, os subscritores desta carta acreditam ser possível, “com medidas de contenção muito rigorosas manter a economia em funcionamento sem “lockdown” e, ao mesmo tempo, conter a propagação do vírus num patamar inferior a um número restrito de casos por dia”.
Bruno Bobone acredita que Portugal tem condições para começar a arrancar gradualmente com a economia. Explica que “60% das fábricas não fecharam, isso é a prova que se pode continuar a trabalhar. Ao criarmos um pânico generalizado porque ninguém quer sair de casa para trabalhar, estamos a promover um drama social: não há criação de riqueza, as pessoas vão deixar de ter dinheiro e isso vai levar as pessoas a grandes dificuldades”.

Esta estrutura vai permitir estabelecer uma relação de maior proximidade entre as empresas e o Ministério da Economia e Transição Digital, através da Câmara de Comércio que servirá de interlocutor no apoio e esclarecimento das dúvidas das empresas e reportará ao Ministério os resultados deste acompanhamento.
O gabinete de crise é aberto a todas as empresas e de forma gratuita. São disponibilizados dois canais de comunicação, o website e o telefone 213 224 056 (disponível nos dias úteis das 09h00 às 18h00). Para além da equipa da CCIP, o gabinete conta com o apoio da Yunit Consulting para matérias de investimento, financiamento ou sistemas de incentivos e ainda o apoio jurídico da sociedade de advogados Azeredo Perdigão & Associados.
Recorde-se que no último inquérito sobre o impacto do coronavírus na economia portuguesa, realizado pela CCIP, as empresas apontavam para dificuldades no acesso às medidas de apoio do Governo. Foi neste contexto que a CCIP apresentou a proposta de criação do gabinete ao Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital de forma a agilizar o acesso às informações necessárias e, consequentemente, ao conjunto de apoios disponibilizados para as empresas.

O debate contou com a participação de António Pires de Lima, gestor de empresas e ex-ministro da Economia; Bruno Bobone, gestor e presidente da Câmara de Comércio de Indústria Portuguesa; Aquiles Araújo Barros, presidente executivo da Castelbel; Luis León, fiscalista; e João Vieira Pereira, director do Expresso.
A extensão do Estado de Emergência já era expectável para os presentes, uma vez que 15 dias não iriam resolver a situação.
O Presidente da CCIP falou da dificuldade por parte das empresas em acompanhar as alterações às medidas extraordinárias que têm surgido, referindo que a falta de clareza torna o processo mais difícil.
Para Bruno Bobone é fulcral implementar um Gabinete de Crise, que envolva vários participantes e que abra linhas de comunicação entre o Governo e as empresas e vice-versa, que permita acompanhar a eficácia e os resultados dessas medidas. “Já propusemos ao Ministério da Economia fazer uma auscultação dos empresários por forma a que estes transfiram para nós (CCIP) as suas preocupações e dúvidas e nós transferimo-las para o Governo”, acrescentou.

A CCIP desafiou os seus Associados a reflectirem se está ao seu alcance ajudar, de alguma forma, outras empresas a ultrapassar os impactos do Covid19.
Coisas que podem parecer tão simples como esclarecer as medidas de apoio do governo, ajudar a comunicar em tempos de crise, definir planos de contingência, incentivar a repensar os negócios e preparar o pós-covid, são alguns exemplos que podem fazer toda a diferença.
Até dia 6 de Abril, a Câmara de Comércio está a recolher os contributos dos seus Associados.
Se é Associado da CCIP e pretende integrar este projecto, contacte-nos através do e-mail gabinete.associado@ccip.pt

O inquérito “Juntos Podemos Salvar a Economia II”, que a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa realizou, junto dos Associados, teve por objectivo monitorizar a evolução do impacto da COVID-19, na actividade empresarial, e recolher informação sobre a forma como as empresas estão a reagir ao conjunto de medidas aprovadas pelo Governo.
É ao nível das vendas no mercado nacional que uma vincada maioria de empresas (73,5%) está a sentir o impacto negativo mais significativo, seguindo-se os problemas ao nível da tesouraria que foram indicados por 43,2%. A comparação com as respostas do inquérito anterior revela que, no espaço de uma semana, o número de empresas que está a sentir um impacto ao nível das vendas no mercado nacional aumentou cerca de 5 pontos percentuais (p.p) e ao nível da tesouraria aumentou 6 (p.p).
As empresas estão igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 35,2% referem que não conseguem resistir mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Fazendo uma comparação com os resultados obtidos no último inquérito, este indicador revela um acentuado aumento de 12 p.p. Parte, não menos significativa (9,3%), das empresas revela que já não conseguiu cumprir com as obrigações salariais e fiscais de Março.
Questionadas acerca da necessidade de recorrer às medidas de apoio lançadas pelo Governo, a maioria das empresas inquiridas (52,5%) refere que vai pedir o fracionamento do pagamento de impostos, 48,8% refere que vai diferir os pagamentos à segurança social, 40,1% considera vir a recorrer às linhas de crédito, e 38,3% indica que vai recorrer ao lay-off simplificado. A análise individual das respostas revela também que 11% das empresas inquiridas não pretende aceder, de imediato, a uma ou mais destas medidas.
Quando questionadas sobre os maiores constrangimentos no acesso às várias medidas, as empresas (66,1%) apontam desde logo, à cabeça, a imprevisibilidade legislativa decorrente das sucessivas alterações. A exigência da diminuição de facturação e/ou ratings associados a certas medidas foi referida por 54,3% das empresas, a obrigatoriedade de resultados de exploração positivos por 22,8%, a obrigatoriedade de ter a situação regularizada face à Autoridade Tributária e Segurança Social por 13,6% e a não inclusão de profissionais liberais por 9,3%.
Veja o relatório completo desta 2ª edição e consulte também os resultados da 1ª edição.
A recolha das respostas de 162 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (21%), indústria (19,5%) e serviços (59,5%), decorreu entre 28 e 31 de Março de 2020.

No mundo em que vivemos, volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), onde a única certeza que temos é a imprevisibilidade do que nos rodeia, a formação e a aprendizagem contínuas são as ferramentas que temos à nossa disposição para conseguirmos adaptarmo-nos, e melhorarmos as nossas capacidades, aptidões e competências. E, desta forma, evoluirmos e ajudarmos a evoluir as organizações em que nos inserimos.
Numa perspectiva organizacional, na qual assistimos a uma grande “guerra” pelos melhores talentos, a formação contínua e estratégica desempenha um papel fundamental.
Isto passa, numa primeira fase, por efectuar um correcto diagnóstico das necessidades, envolvendo diferentes interlocutores internos. Depois, por alinhar esse diagnóstico com a estratégia global da organização (para onde vai, quais os objectivos a curto/médio prazo, etc.). Esta será uma das etapas mais importantes e que implicará uma maior atenção por parte da organização.
Depois de tudo validado e alinhado, passamos então à definição de um plano estratégico de formação, que se detalhará num conjunto de acções e programas de formação.
Após a implementação desse plano, é fundamental monitorizar e avaliar o que foi feito, envolvendo para isso também os próprios formadores, para que possamos validar se estamos no caminho certo, se recorremos às metodologias e ferramentas adequadas. Esta esta é muitíssimo importante para efectuarmos os ajustamentos necessários ao plano e corrigir o que foi menos conseguido.
Por último, há que validar se as acções produziram o resultado desejado, validando junto das equipas se os colaboradores implementaram os conhecimentos apreendidos no âmbito das suas funções e se estes promoveram uma melhoria das suas atitudes, competências ou técnicas. Aqui, conseguimos reunir também inputs importantes para o ponto de partida de um novo ciclo de acções.
Aqui estamos perante uma verdadeira learning organization estruturada, que promove o verdadeiro potencial da formação e a evolução dos seus colaboradores!
Autora:
Andreia Jotta
Directora de Marketing e Comunicação
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

A nuvem de incerteza e as notícias negativas associadas aos efeitos da pandemia COVID-19, têm pautado o dia a dia das pessoas e das empresas portuguesas no último mês, pelo menos.
Os resultados do estudo que a Câmara de Comércio realizou aos seus Associados, a propósito do impacto da pandemia COVID-19, foram avassaladores. Espera-se uma redução de mais de 20% nas vendas das empresas portuguesas durante este ano. São números preocupantes e que fazem com que as empresas tenham forçosamente que encontrar alternativas, suportadas por um apoio governamental forte e que permita mitigar o impacto que todos estamos a sofrer.
Neste sentido e fruto da enorme capacidade e resiliência do ser humano, assistimos a transformações no modo como vivemos e trabalhamos, e em particular na forma de comunicar e de chegar aos clientes, numa clara tentativa de sobrevivência e de nos mantermos activos.
A última crise financeira de 2008 trouxe consigo o aparecimento de inúmeras empresas que hoje em dia são referências mundiais (Whatsapp, Instagram, Airbnb, Uber, Dropbox, Netflix, etc.), fruto da transformação sentida na altura e da necessidade de reinvenção. Aquelas empresas que não souberem adequar os seus produtos e serviços às condicionantes do momento que estamos a viver, terão muita dificuldade em manter-se à tona.
Curiosamente, todas as empresas referenciadas no parágrafo anterior, pertencem ao “mundo digital”. O digital saltou para as nossas vidas já há algum tempo, mas nunca com tanta força como agora. E os “late adopters” são agora forçados a recorrerem às ferramentas digitais para poderem acompanhar o desenvolvimento do mundo, da sua família e dos seus amigos. Nunca antes a geração das pessoas com 60 e 70 anos esteve tão conectada. Inúmeras pessoas que se recusavam a fazer as suas compras de supermercado online vêem agora esta alternativa como algo prático, cómodo e sem custos acrescidos; para poderem falar com os seus filhos e netos, têm forçosamente que se conectar ao telemóvel ou ao computador. E isto entrará na rotina de muitos, mesmo após o período da pandemia. O comportamento do consumidor já estava a sofrer grandes alterações, mas sem dúvida que agora assistiremos a muitas mais, e cada vez mais rápidas.
Assistimos neste momento a inúmeras empresas a funcionar em teletrabalho, possibilitando aos seus colaboradores que continuem a desempenhar as funções à distância; compras online com record de vendas neste ultimo mês; supermercados e restaurantes com entregas em casa; consultas por telefone e em videoconferência; reuniões de equipas em plataformas de partilha de informação comum (Zoom, Teams, etc.); ginásios virtuais; webinars e eventos online; estes são alguns dos exemplos do que se têm observado neste período extraordinário.
A Câmara de Comércio, antecipando esta tendência, é a única entidade em Portugal que emite Certificados de Origem Electrónicos acreditados com o selo de garantia da International Chamber of Commerce. Fazemo-lo desde 2017, ajudando as empresas portuguesas a economizar tempo e dinheiro nas suas exportações.
Ao mesmo tempo lançámos no final da semana passada um novo Serviço de Reuniões Online, com potenciais clientes, importadores, distribuidores ou parceiros em diversos mercados internacionais. Desta forma e sem sair de casa, poderá estar em contacto directo com os interlocutores certos que lhe poderão permitir fazer mais negócios a nível internacional.
Continuaremos a estar ao lado das empresas portuguesas, ajudando-as principalmente nestas alturas mais complexas e que exigem uma flexibilidade e capacidade de adaptação sem precedentes!
Pedro Magalhães
Director de Comércio Internacional
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Os resultados do inquérito realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) sobre o impacto do coronavírus na actividade empresarial dos seus Associados são preocupantes: quebra nas vendas, problemas de liquidez e dificuldade de pagamentos de salários.
Os números revelam que mais de 68% das empresas inquiridas sentem um impacto negativo ao nível das vendas no mercado nacional. A maioria das empresas (57,7%) estima que o declínio das vendas em 2020 possa ser superior a 20%. Esta expectativa é ainda maior para as microempresas - 72,4% estimam uma quebra superior a 20% nas vendas.
Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio, reconhece o esforço do Governo Português na implementação de medidas de apoio à economia, contudo afirma que é urgente ir mais longe.
Os factores indicados como os que mais podem prejudicar a actividade empresarial são: a diminuição da procura (78,8%), problemas de tesouraria (55,9%), quebra na produção (35,4%), restrições de viagens (36,6%) e cancelamento de feiras (34,1%).
As empresas estão igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 23,1% dos inquiridos referem que não conseguem resistir mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Parte significativa das empresas (30%) refere ainda não estar em condições de cumprir com as obrigações salariais e fiscais de Março e Abril.
Este estudo recolheu respostas de 161 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (16,2%), indústria (18,6%) e serviços (65,2%) entre 18 e 22 de Março.
Foram analisados os resultados globais e apuradas também as respostas por dimensão: microempresas (47,8%); pequenas empresas (35,5%); médias empresas (14,2%) e grandes empresas (2,5%), sendo que a dimensão se baseia apenas no critério do volume de emprego, não tendo sido considerado o volume de negócios.

A Câmara de Comércio disponibiliza-lhe um novo serviço de marcação de reuniões de negócio online com empresas estrangeiras.
Colocamos ao seu dispor a nossa rede de parceiros/consultores a nível mundial que assegura a qualidade dos contactos a realizar, de acordo com os seus objectivos.
Através do serviço de Marcação de Reuniões Online com empresas estrageiras poderá:
Para mais informações contacte a equipa de Comércio Internacional
Pedro Magalhães | pmagalhaes@ccip.pt
Carolina Patrício | cpatricio@ccip.pt
Telefone: +351 213 224 067

Aos Associados da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa,
Estamos todos a viver um momento sombrio, onde a apreensão e a incerteza invadem os nossos espíritos. A saúde de todos nós deve continuar a ser a prioridade.
Mas esta situação está a colocar também uma nuvem negra por cima de muitas das nossas empresas. Nestes tempos inéditos, o futuro da nossa economia está no limbo.
Ao contrário do que temos lido nas afirmações públicas dos vários responsáveis, o problema criado pelo surto do coronavírus é essencialmente financeiro, ainda mais do que económico. As empresas estão a sofrer, no imediato, uma pressão de tesouraria gigantesca.
Saibam que têm na Câmara de Comércio um parceiro incansável na persecução dos vossos superiores interesses e das empresas portuguesas. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para conter o máximo possível as consequências económicas e financeiras deste surto que irrompeu pelas nossas vidas.
A Direcção da Câmara de Comércio já se reuniu para definir a melhor estratégia para concretizar este objectivo, e vai propor uma série de medidas ao Governo para conter uma eventual sangria nas empresas portuguesas.
Tenhamos confiança de que a solidariedade, a perseverança e a união de todos serão capazes de ultrapassar todos os obstáculos que aparecerem no nosso caminho.
Bruno Bobone
Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

A Direcção Geral da Saúde (DGS) emitiu uma orientação sobre “Infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19) Procedimentos de prevenção, controlo e vigilância em empresas”.
Esta orientação descreve as principais etapas que as empresas devem considerar para estabelecer um Plano de Contingência no âmbito da infecção pelo novo Coronavírus SARS-CoV-2 2 , agente causal da COVID-19, assim como os procedimentos a adoptar perante um Trabalhador com sintomas desta infecção. Consulte aqui o documento completo.

Uma Employer Value Proposition é, de modo geral, uma forma de expressar os benefícios e diferenciais para a carreira que os colaboradores conseguem obter ao trabalhar numa determinada empresa. A EVP é o que uma organização, de facto, oferece aos colaboradores em troca do trabalho que realizam, tal como o ordenado, plano de carreira e o próprio ambiente de trabalho. É também importante considerar para a construção de EVP quais são as promessas de valor inseridas na cultura organizacional.
A EVP é uma abordagem que está totalmente centrada no colaborador e alinhada às estratégias organizacionais para a gestão de pessoas: reúne um conjunto de valências que são decisivas nas diferentes fases de gestão de colaboradores (e.g. atração, desenvolvimento, gestão de talento) que, num mercado competitivo, são decisivas para procurar garantir que existe o talento certo para a estratégia da organização.
Assim, a EVP parte do contexto mais real e intrínseco da organização (valores, cultura, objectivos da gestão, “propósito”) para aspetos facilmente operacionalizáveis (política retributiva, benefícios), outros mais relativos (desenvolvimento de competências, plano de carreira) e outros à mercê da perceção construída (reputação, integridade, responsabilidade social). Ora aqui já temos conceitos tão distintos como: entidade empregadora; chefias (e respetivos exemplos); recursos humanos; salário; expectativas de carreira; marketing (e respetivas perceções). E é isto mesmo… A Employer Value Proposition (EVP) abrange todas estas área que estão associadas à satisfação e motivação dos colaboradores, sendo o seu grande benefício.
Para que ter gestão mais eficaz e garantir que a organização se torne diferenciadora no mercado é necessário conhecer as metodologias e ferramentas de análise ao nosso dispor e os planos de implementação estratégicos adequados mediante o que os actuais e futuros colaboradores valorizam nas organizações.
A Psicotec e a CCIP estão a organizar uma formação de 16 horas dedicadas à Construção de Employer Value Proposition e Employer Branding.
Através desta formação será possível conhecer as ferramentas que poderão ser utilizadas para este fim. A construção de um EVP eficaz reforça também o conceito de marca empregadora. É através dele que as empresas apresentam a relevância no mercado para atuar como um factor-chave na atracção, compromisso e retenção de talentos.
Autor:
Pedro Franco e Eva Costa, Psicotec

O crescimento económico passa por ir além-fronteiras e em levar o melhor que se faz e Portugal, para o resto do mundo.
Pedro Magalhães, Director de Comércio Internacional da CCIP, esteve no Programa Sociedade Civil dedicado à internacionalização das empresas para partilhar a sua experiência e conhecimento.
Esta edição contou também com a participação de Soumodip Sarkar, Professor do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, e Nuno Barra, Administrador da Vista Alegre.
O Sociedade Civil é um programa da RTP2 focado no serviço público

Esta viagem de negócios contou com a participação de 8 empresas portuguesas, dos mais variados sectores de actividade, desde os vinhos e café, à construção e arquitectura, até à realidade aumentada e energia.
Num total de três dias intensivos, os nossos parceiros locais agendaram mais de 60 reuniões individuais de negócios de acordo com os objectivos por cada empresa. Dependendo dos perfis de empresas pretendidos, foram agendas reuniões com importadores e distribuidores alimentares, museus, entidades governamentais de energia, empresas de construção e clientes finais das mais variadas áreas.
O Cazaquistão é o segundo maior país da região, com cerca de 18,6 milhões de habitantes e a sua integração na União Económica Euroasiática - em vigor desde Janeiro de 2015 e que integra a Rússia, a Bielorrússia, a Arménia e o Quirguistão – torna o país uma plataforma de acesso a um mercado de 182 milhões potenciais consumidores.
A aspiração estratégica do Cazaquistão é tornar-se uma economia moderna e diversificada em sectores de alta qualidade e alta tecnologia desenvolvidos. Tendo em mente este objectivo, o país parece apostar numa abertura ao exterior cada vez maior e na atracção de investimento estrangeiro.

Quando se aborda o tema dos procedimentos aduaneiros, não estamos a falar simplesmente sobre procedimentos nacionais e locais, mas sim globais. Isto, por si só, já se traduz numa maior complexidade geral, principalmente no que diz respeito aos fluxos das operações logísticas, pois, envolve regras e procedimentos específicos que devem ser cumpridos em todos os países.
O que está a acontecer actualmente e o que os especialistas da área de comércio internacional preveem para o futuro dos procedimentos aduaneiros?
Os pontos chaves são a Digitalização de documentos, o blockchain e a inteligência artificial.
Podemos até concordar que isto pode gerar uma certa impessoalidade em alguns procedimentos, por exemplo: há anos atrás, o despachante oficial deslocava-se às alfândegas presencialmente, com os devidos “papéis” necessários para desalfandegar as mercadorias dos seus clientes. Havia ali um relacionamento estabelecido entre os funcionários das alfandegas e os despachantes oficiais. Hoje em dia não funciona desta forma. Podemos afirmar que quase todos os procedimentos são feitos de forma digital, não sendo necessária, na maioria das vezes, a deslocação física dos despachantes às alfândegas.
Actualmente, a figura do despachante oficial e do transitário, vai muito além do era há anos atrás. Hoje em dia, estes profissionais podem ser considerados especialistas de comércio internacional e players fundamentais da cadeia logística. As suas competências estendem-se ainda mais quando falamos de profissionais que estão continuamente a capacitar-se no âmbito das suas actividades. Ou seja, profissionais que disponibilizam conteúdos e informações diferenciadas e exclusivas, à medida dos clientes. Mesmo na era digital, é comprovado por estudos de marketing que os clientes esperam este tipo de abordagem dos prestadores de serviços.
O Código Aduaneiro da União prevê, desde 2001, por directiva do Parlamento Europeu e do Conselho, a digitalização dos procedimentos aduaneiros dos Estados Membros.
Desde 2007, o Estado Português disponibiliza verbas para a informatização dos processos aduaneiros. Fomos pioneiros na União Europeia na introdução de plataformas digitais que não só aceleraram os prazos dos procedimentos, mas os tornaram mais eficientes e precisamente seguros. Podemos exemplificar: um empresário português, que no passado esperava cerca de 40 dias para receber um reembolso de IVA, actualmente recebe-o em cerca de 4 dias. Podemos considerar isto uma enorme evolução.
Estes foram apenas exemplos práticos de como a digitalização já afectou os procedimentos aduaneiros até aqui, mas agora vamos olhar para o futuro!
O TRACES é uma ferramenta multilingue de gestão em linha que notifica, certifica e controla o comércio:
Tem como objectivo reforçar a cooperação com parceiros da União Europeia, facilitar o comércio, acelerar os procedimentos administrativos e melhorar a gestão de riscos das ameaças sanitárias, ao mesmo tempo que combate a fraude e reforça a segurança da cadeia alimentar e da saúde animal e, no futuro, da fitossanidade. Esta ferramenta assegura, e irá assegurar cada vez mais, o controlo e melhor eficiência e eficácia das operações internacionais.
O Blockchain é uma tecnologia que tem o mesmo potencial de disrupção que a internet teve há anos atrás. A tecnologia consiste em ter acesso a um banco de dados distribuído e descentralizado para o registo de informações, que não podem ser modificadas. É claro que ainda existem diversos desafios para popularizar esta tecnologia entre as empresas, mas os primeiros passos já estão em curso e algumas empresas já estão a adoptar medidas. Quer um exemplo prático no âmbito dos procedimentos aduaneiros?
O serviço de alfândega da Coreia do Sul assinou um acordo com a Samsung SDS para implementar a tecnologia Blockchain no seu sistema de despacho aduaneiro. O novo produto é destinado a organizações activas em operações de exportação, permitindo-lhes agilizar e garantir a partilha de documentos em cada etapa. Desde declarações aduaneiras dos produtos exportados até à entrega, para além de detectar e impedir a utilização de documentos falsificados. Juntamente com o serviço alfandegário da Coreia do Sul, 48 organizações diferentes, incluindo agências públicas, empresas de distribuição e seguradoras também entraram no acordo.
A Samsung SDS anunciou também o lançamento do BankSign, em parceria com a Federação Coreana de Bancos. Trata-se de uma ferramenta de certificação, baseada nesta tecnologia, direcionada para bancos. O BankSign permite que os clientes adquiram uma certificação, válida até três anos, substituindo o sistema de certificação existente, que requer uma renovação anual e o registo e autenticação com cada banco.
A CCIP é um player fundamental na liderança destas tendências mantendo relacionamentos estreitos com diversas entidades públicas e privadas (nacionais e internacionais) sobre os novos procedimentos aduaneiros.
Actualmente, o projecto e-ATA que prevê a digitalização do documento Carnet ATA está em fase de testes, até Abril de 2020. A CCIP e a ICC (World Chambers Federation) estão em contacto contínuo sobre o tema, nomeadamente no que diz respeito às medidas que estão em curso e que ainda estão por vir. Para além disso, a CCIP mantém um relacionamento estreito com a Autoridade Tributária e Aduaneira, sobre procedimentos inerentes ao carnet ATA, seja no que diz respeito aos que estão em vigor ou sobre o seu futuro.
Em suma, a digitalização dos procedimentos aduaneiros não se limita à substituição de certificados e documentos, anteriormente físicos, por versões digitais. Trata-se de uma revolução digital, a qual devemos acompanhar, estudar e preparar-nos para que possamos prosperar neste mercado global e competitivo, onde o maior desafio é unir tecnologia e empatia interpessoal, pois, “ainda” somos integralmente humanos.
Autor do artigo:
Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional
Veja as nossas formações
3 e 4 de Março Documentos Internacionais - nível I
13 e 20 de Abril Master Course: Procedimentos Aduaneiros e o Comércio Internacional (1ª edição no Porto)
21 e 22 de Maio Documentos Internacionais - nível II

Sabia que as Empresas mais “digitais” e com uma estrutura lean estarão melhor preparadas para o próximo triénio?
Veja as 5 dicas que preparámos a pensar nas PME.
Existem mais de 10 concursos abertos. Pergunte-nos como podemos ajudar, através do nosso Gabinete de Apoio à Estratégia e Investimento, uma parceria com a YUNIT Consulting - a consultora de apoio a PME com as mais elevadas taxas de aprovação no mercado, em projectos submetidos.
Se tem produtos e serviços vendáveis online, aposte no e-commerce mas integrado com o “físico”. A diferença está em ter a melhor estratégia que cruze as duas existências (online e offline) entendendo e respeitando a chamada “jornada de compra do cliente”.
O cliente já é digital e você? Os processos, pessoas e tecnologias em uso na empresa já o capacitam para as exigências deste tipo de cliente e garantem a sua vantagem competitiva num mercado cada vez mais global? A sua empresa é ágil e eficaz internamente, assim como no contato e suporte ao cliente?
O cliente alvo que pretende atingir é digital? Usa as redes sociais e a internet numa base diária? Este cliente está muito mais receptivo ao marketing online e às referências de outros consumidores ou de influenciadores. O marketing “tradicional” tem os dias contados. Já fez a mudança de paradigma?
O cliente hoje é alvo de milhares de solicitações e de informação que é, na sua maioria, intoxicante e sem evidenciar a diferenciação da marca; por outro lado, as pessoas estão cada vez mais sensíveis a marcas emocionais que apelem, por exemplo, à ecologia ou à sustentabilidade. Também o respeito pelo “lado humano”, nomeadamente dos colaboradores, é uma boa aposta para a chamada “humanização da marca”.
Em relação ao primeiro ponto, interessa enquadrar melhor o âmbito da actuação do gabinete de apoio ao investimento das PME, através dos nossos parceiros de consultoria especializada na área, a YUNIT:
Para além do referido, é importante saber que pode financiar, através de incentivos a “fundo perdido” e de empréstimos com bonificação total (de juros e encargos), as opções de investimento delineadas que visam a inovação de produtos, serviços ou processos (SI Inovação Produtiva).
Importante, igualmente, entender como acelerar as exportações, recorrendo a apoios da AICEP para a entrada ou reforço da presença nos mercados externos seleccionados (SI Internacionalização PME).
O detalhe sobre os programas de apoio assim como a natureza dos concursos abertos, poderão ser esclarecidos junto dos nossos serviços e do parceiro YUNIT.
Comece já hoje a trabalhar estas áreas. Fale com o Gabinete de Apoio à Estratégia e Investimento da CCIP, que assegura uma orientação especializada no âmbito das diferentes fases de transformação das empresas, nomeadamente: Consultoria estratégica, ao investimento, fiscal, inovação, I&D, Digital, certificações e muitas outras.
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* lean - O pensamento "lean" consiste num conjunto de princípios que visam simplificar o modo como uma organização produz e entrega valor aos seus clientes enquanto todos os desperdícios são eliminados. O ponto de partida é reconhecer que apenas uma pequena fracção do tempo e esforço de uma organização é convertida em valor. Após definido o valor de um produto ou serviço na perspectiva do cliente, todas as actividades que não acrescentam valor, devem ser eliminadas.

O impacto económico do novo coronavírus já se faz sentir em muitos países. As medidas de contenção da epidemia bem como da prevenção das zonas ainda não atingidas estão a reduzir fortemente a actividade económica especialmente na China, mas em praticamente todo o mundo há consequências directas e indirectas, nomeadamente no turismo e na aviação comercial.
José Gomes Ferreira convidou Bruno Bobone, Presidente da CCIP; João Marques da Cruz, gestor e presidente da Câmara do Comércio Luso-Chinesa; João Confraria, economista; Miguel Silveira, comandante de aviação comercial e presidente da Associação Portuguesa dos Pilotos de Linha Aérea, para discutirem este tema.

Felizmente a visão sobre a formação, refiro-me à formação como o instrumento ao serviço do desenvolvimento das pessoas e das organizações, tem vindo a melhorar e a ser reconhecida/valorizada pelas empresas.
Há uns dias ouvi a Emília Silva (H@W - Happiness at Work.pt) dizer que a visão da formação está a deixar ser “aquela coisa aborrecida” em que as pessoas vão assistir a uma formação, com a qual não se identificam mas que foram “convidadas” a ir só porque sim ou porque na visão de alguém fazia sentido aquela pessoa ir.
Temos que estar conscientes que pessoas válidas, com boas competências e adaptadas à realidade são o mais importante, sobretudo neste mundo cada vez mais VUCA (volatil, incerto, complexo e ambiguo).
As empresas hoje olham a formação como um meio para a gestão de talento e como alavanca para o seu crescimento e desenvolvimento e a Rita Catarino (Senior Consultant da Hays Portugal), numa das suas afirmações a propósito dos resultados divulgados no Guia de Mercado Laboral 2020, recentemente publicado, diz que “As empresas têm dado mais importância à gestão do seu capital humano, pois necessitam de desenvolver competências e de formar profissionais com melhores skills e expertise”.
Resumidamente, Formação de Adultos, é:
Autor:
Cátia Moura
Gestora de Formação
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

O programa de incentivos tem como objectivo actuar em três domínios diferentes, tendo diferentes prazos de candidatura conforme a prioridade do projecto. A saber:
Para empresas que comercializem exclusivamente em canais digitais (mercado nacional e externo) que pretendam aumentar o volume de exportações e implementar estratégias de transformação digital.
Candidaturas até 13 de Abril de 2020.
Para empresas exportadoras para o Reino Unido que pretendam expandir e diversificar o seu mercado internacional.
Candidaturas até 11 de Maio de 2020.
Para empresas já exportadoras que pretendam reforçar a presença nos mercados internacionais.
Candidaturas até 8 de Junho de 2020.
Os apoios destinam-se a projectos que reforcem a capacitação empresarial das PME para a internacionalização, com vista ao aumento das exportações. Apresentamos alguns dos principais investimentos elegíveis:
O programa, aberto às Regiões NUTS III do continente – Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, concede um incentivo não reembolsável com uma taxa de financiamento de 45%, com excepção dos incentivos ao PO Regional de Lisboa, com uma taxa máxima de apoio de 40%.
A CCIP em parceria com a Yunit Consulting asseguram um apoio especializado na internacionalização do seu negócio. Apresente-nos o seu projecto através do Gabinete de Apoio à Estratégia e Investimento, uma parceria da CCIP com a Yunit Consulting.
Marque a sua video chamada através do email gabinete.associado@ccip.pt

A Europa continua, e continuará por muitos anos, a ser o principal mercado de destino das exportações de bens e serviços nacionais (cerca de 70% do valor total de exportações, segundo dados do INE). É “normal” que assim seja. A proximidade geográfica, a cada vez maior notoriedade dos bens e serviços portugueses e uma vantagem notória preço-qualidade são fatores ainda muito atrativos para os principais importadores europeus (Alemanha, Espanha, França e Reino Unido).
Mas a incerteza e as notícias de abrandamento económico do “velho continente” lançam alertas que merecem um olhar mais cuidado. Segundo dados da AICEP, a percentagem de empresas portuguesas que exportavam apenas para um mercado em 2018 era de 69%. Se pensarmos que a maior parte destas empresas exporta para a Europa, facilmente percebemos a fragilidade do nosso tecido empresarial exportador, no que concerne à dependência de um único mercado.
No entanto, o estudo Insight – um olhar sobre a internacionalização das PME - que a Câmara de Comércio realiza todos os anos, tem permitido também verificar que existe uma tendência crescente das empresas exportadoras em apostar em novos mercados. A percentagem de empresas inquiridas que entraram num novo mercado em 2018 era de 47% e que ponderavam entrar num novo mercado em 2019 era de 86%, incluída aqui a Europa. EUA, Brasil, México, EAU, China e Canadá foram os mercados fora da Europa que as empresas apontaram como novos mercados no seu radar. Isto é também demonstrativo que existe uma noção da necessidade em alargar novos destinos de exportação.
É também muito interessante analisar onde é que alguns mercados com forte predominância exportadora têm apostado nos últimos anos. Este benchmarking permite-nos perceber o que está a acontecer de tendências exportadoras, fazer comparações proporcionais e adequar as nossas estratégias. Espanha tem apostado muito na América Latina, sendo por exemplo o maior parceiro comercial do México, logo atrás dos EUA. Além disso têm crescido exponencialmente as empresas espanholas na Ásia, casos da Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Vietname. Por outro lado, temos verificado muitas empresas Italianas a apostar nos mercados africanos, casos da Costa do Marfim, Etiópia, Senegal ou África do Sul.
A importância dos acordos de comércio livre é sem dúvida um factor a ter em conta na abordagem a novos mercados. Estes acordos permitem incentivar o comércio exterior e ampliar o acesso dos produtos nacionais a mais mercados internacionais. O principal objectivo é o fortalecimento das relações comerciais entre os signatários e garantir a livre circulação de mercadorias entre eles.
Os empresários procuram rentabilidade e vão forçosamente atrás de clientes onde consigam obter maiores vantagens. Face às inúmeras transformações a que o comércio internacional está exposto nos dias de hoje – Brexit, terrorismo, protecionismo, vírus, tensões políticas, entre tantas outras – torna-se imprescindível assegurar uma continuidade e sustentabilidade mais ou menos estável para as nossas empresas. E a diversificação de mercados permite precisamente atenuar os impactos de uma situação menos positiva numa determinada região do globo.
A Câmara de Comércio tem vindo a organizar anualmente missões empresariais a diferentes regiões nos 5 continentes. Trata-se de missões feitas à medida das necessidades de cada empresa, com a preparação de agendas de contactos de qualidade que permitem às empresas reunirem com o perfil de importadores, distribuidores ou cliente final desejado. Temos felizmente conseguido resultados muito positivos para as empresas nacionais, que se traduzem numa contribuição expressa para o aumento das nossas exportações enquanto país.
Continuaremos, em 2020, a ajudar as empresas portuguesas a entrar em mercados que permitam um aumento e uma maior diversificação das exportações nacionais, com um plano que contempla missões empresariais a mais de 15 diferentes mercados, com destaque para o Vietname, a África do Sul, o Cazaquistão, a Costa de Marfim, Marrocos, Brasil e o México, entre outros.
Convido-vos a consultar todas as nossas acções no Plano Internacional 2020.
Autor:
Pedro Magalhães
Director de Comércio Internacional
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Está previsto que o Reino Unido deixe de pertencer à União Europeia ao fim do dia 31 de Janeiro de 2020. Pode acontecer, tanto uma saída com acordo, como uma saída sem acordo, mas tudo indica que será a primeira opção, o que é fundamental para que as empresas portuguesas avaliem os riscos, definam planos de contingência e tomem as medidas necessárias para acautelar os possíveis cenários.
O que significa saída com acordo? Haverá um período para que o Reino Unido negocie com a União Europeia o regime de relacionamento futuro (provavelmente um acordo de comércio livre aprofundado). Este período transitório assegura que, pelo menos até 31 de Dezembro de 2020, se apliquem as mesmas regras até aqui praticadas – importações, exportações, movimento de pessoas, estabelecimento, legislação, etc. ou seja, até lá mantém-se tudo igual para os cidadãos e empresas portuguesas.
O que significa uma saída sem acordo? O Reino Unido deixará de ser um Estado-Membro a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020. Será tratado como um país terceiro e deixam de se aplicar todos os direitos europeus (acordos, legislação comum, liberdade de circulação ou inexistência de formalidades aduaneiras).
Não existirá um período transitório para que as empresas portuguesas se adaptem progressivamente, ou seja, todas as actividades da sua empresa que impliquem uma relação directa e indirecta com o território britânico serão afectadas, já a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020.
Neste caso, deixa de haver livre circulação de mercadorias entre a UE e o Reino Unido e será necessário que conheça as regras e os procedimentos que serão aplicados através das informações disponibilizadas no portal da Autoridade Tributária e Aduaneira, para além da necessidade do registo da sua empresa no EORI – Sistema de Identificação e Registo de Operadores Económicos, caso ainda não o tenha feito.
Deverá ser avaliado o custo/tempo do desalfandegamento em Portugal e no Reino Unido, da armazenagem, da preparação de documentação, restrições/proibições de certas mercadorias, ou do envolvimento de outras entidades nas operações existentes.
As suas exportações para o Reino Unido ficarão sujeitas a direitos aduaneiros.
O Reino Unido propôs um regime pautal temporário, por um período de 12 meses após a data de saída, a ser aplicado às suas importações. Prevê a isenção de direitos aduaneiros para cerca de 87% das suas importações (em valor).
Após esse período de 12 meses, as exportações para o Reino Unido ficarão sujeitas aos direitos aduaneiros consolidados na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as importações oriundas do Reino Unido ficarão sujeitas à Pauta Aduaneira Comum da UE.
Devo solicitar um carnet ATA no caso de uma exportação temporária para o Reino Unido prevista para fevereiro de 2020?
Vamos considerar, em princípio, a hipótese mais provável, soft Brexit (com acordo).
Como o Carnet ATA tem validade até um ano (com possibilidade de extensão em alguns destinos) e pode ser utilizado para diversas viagens e destinos dentro deste período, a CCIP, sugere às empresas portuguesas que solicitem o documento por forma a minimizar o risco de pagamentos alfandegários futuros.
Em termos práticos, imagine que a sua empresa actualmente envia materiais profissionais para o Reino Unido, através de um Carnet ATA, sem qualquer necessidade de garantias (pagamentos alfandegários). Este cenário poderá alterar-se ao fim do período de transição e passar a ser necessário um Carnet ATA ou outra garantia, nomeadamente pagamento de direitos e/ou taxas alfandegárias.
Mesmo o Reino Unido não averbando no Carnet ATA, a importação temporária das mercadorias devido a não aplicabilidade (período de transição), o documento pode servir no futuro para garantir a isenção do pagamento de direitos e taxas alfandegárias na altura do regresso das mercadorias à UE.
Vamos considerar agora, a hipótese menos provável, hard Brexit (sem acordo).
O Carnet ATA será aplicável nas movimentações de mercadorias entre Portugal e o Reino Unido já a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020.
As empresas portuguesas deverão acompanhar as actualizações sobre o desfecho do Brexit para perceberem sobre a necessidade (ou não) da solicitação de um
Certificado de Origem para exportações definitivas com destino ao Reino Unido.
A nossa equipa de comércio internacional está disponível para esclarecer todas as dúvidas que tenha. Sabemos que cada empresa possui suas particularidades e fazemos o possível para orientar de forma transparente e personalizada, apoiando as suas operações internacionais.
Para saber mais, fale connosco!
21 322 4064 ou ata@ccip.pt (Carnet ATA)
21 322 4066 ou certif@ccip.pt (Certificados de Origem)
Autor do artigo:
Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

Ciente de que o Acordo de Paris para o Clima corresponsabiliza cada país na resposta à ameaça das alterações climáticas, a Câmara Municipal de Lisboa comprometeu-se com os objectivos previstos no Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia da União Europeia e na Rede C40, tendo definido metas para 2030 e 2050.
Neste sentido, a CML desafiou empresas e instituições para integrarem o Compromisso Lisboa Capital Verde Europeia 2020 com vista à prossecução de uma cidade neutra em carbono até 2050.
Esta iniciativa reuniu cerca de 200 entidades que, entre elas, levarão a cabo mais de 2.100 acções. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa aderiu a este movimento, manifestando a intenção de desenvolver diversas medidas em áreas como: Energia, Água, Economia circular e Cidadania.

O vice-presidente da CCIP, foi uma vez mais o keynote speaker do evento dedicado à Geoestratégia do Mundo para 2020, um tema que já marca a agenda de iniciativas da Câmara de Comércio.
“O mundo é complexo, cheio de perplexidades, embora existam muitas economias estáveis e com potencial para oferecer oportunidades de negócios às empresas portuguesas. Só é necessário saber gerir este “superavit” de imprevisibilidade, ser flexível e encontrar essas oportunidades, coisa que os portugueses fazem muito bem e que sempre souberam fazer!” – referiu.
Para o vice-presidente da CCIP, houve alguns factores de imprevisibilidade em 2019 que foram superados:
- Relação comercial EUA/China teve uma trégua
- Brexit
Existem, no entanto, factores que irão permancer:
1. Emergência da Ásia – Responsável por 55% do crescimento da economia mundial. Há 20 anos, os EUA eram o 1º cliente da maioria dos países; hoje em dia é diferente, principalmente na América Latina e África onde a China tem a maior quota de mercado.
2. Despertar dos EUA para o seu novo “rival” – É a China que é uma superpotência económica e digital e não a Rússia. Houve uma mudança do “inimigo” e também uma mudança interna: ao americanos de origem latina e asiática vão ser a maioria da população.
3. Dificuldades da Europa/UE – Para vencer neste mundo terá de saber posicionar-se e lidar com os EUA e China e perceber qual o seu papel nesta relação. A Europa tem de deixar de olhar para o mundo apenas com olhos europeus.
Deverá haver um acordo favorável com a China e a parceria com o México mantém-se. Este trava as migrações que vêm da América do Sul e já se tornou no 1º parceiro comercial dos EUA.
Depois seguem-se Canadá, China e Japão. EUA refizeram o acordo comercial bilateral com México e Canadá.
Quanto ao acordo comercial com a China, é um pouco heterodoxo porque foi negociado em 2 fases e sai fora das regras da OMC. O entendimento EUA/China veio para ficar, não é algo desta presidência, mas sim uma alteração estratégica face ao novo rival.
Está em aberto a possibilidade de um acordo comercial EUA/EU, que traria “respiração” a alguns sectores de actividade da Europa, nomeadamente à indústria automóvel alemã, o que seria vantajoso também para os restantes países da Europa.
No entanto, em 2020, vão alcançar o objectivo de serem uma “sociedade relativamente próspera”, tal como havia preconizado Deng XiaoPing. Têm um desafio pela frente, além de HK, que é Taiwan. O modelo chinês acaba por ser inspirador para diversos países, reunindo autoritarismo político com crescimento económico – Um país, dois sistemas.
A 1ª visita que efectuou foi à União Africana; tem um proteccionismo de vanguardar no que diz respeito às questões energéticas e defende que há valores europeus. A Europa de Leste cresce acima dos 3%, chegando nalguns casos a 6% - Polónia, Hungria, Roménia, República Checa, países Bálticos. O mesmo se passa com os países nórdicos. “Confio mais na inovação das empresas do que na retórica política no que há transformação energética diz respeito”. Quanto a Espanha, tem um capitalismo muito forte, embora a capacidade de entendimento que sempre existiu entre diferentes partidos tenda a desaparecer. No entanto, a Europa recusa-se a encarar as seguintes problemáticas: problema demográfico, produtividade e o défice de competitividade fiscal (melhor IRC da Europa é o da Hungria, com 8%). Em 2016, a idade média dos europeus será de 49 anos e a dos portugueses de 55. “Se não endereçarmos esta questão rapidamente, com todos os impactos que ela tem, é porque não queremos ver”.
Isto é uma grande oportunidade para as empresas nacionais, porque só apenas 15% do comércio nesta região é entre países africanos. Moçambique pode voltar ao clube dos países que cresce mais de 5%. Angola, embora lutando com alguns problemas como é a inflação, poderá crescer se conseguir atrair investimento estrangeiro. Etiópia, Ruanda, Costa do Marfim, Quénia, Senegal, Botswana, Gana são os campeões do crescimento.
A Venezuela decresceu 45% do PIB e teve um êxodo da população brutal. Só a Colômbia recebeu 1,7 milhoes de pessoas e estima-se que, no total, esse exôdo alcance os 8 milhões de pessoas. A Argentina continua em risco de default (já foi 8 vezes à falência). O Chile é a economia desta região com um rendimento per capita parecido com o da Europa (cerca de 25.000 USD). O Perú cresce muito independentemente da instabilidade política. O México e o Brasil deverão crescer mais do que no ano passado.
Outras notícias nos media:

Em Agosto de 2018, o Qatar integrou o programa do Carnet ATA, tendo sido o 78º país a integrar a Convenção ATA. Actualmente o Qatar aceita o documento apenas para mercadorias destinadas a utilização em feiras e exibições. No entanto, num futuro próximo, prevê-se que o Qatar aumente o âmbito da aplicabilidade e passe a aceitar o documento para outras finalidades, nomeadamente amostras comerciais e materiais profissionais.
Esta alteração marca o início da preparação do Qatar para o Mundial 2022.
Significa que as empresas poderão recorrer à utilização do Carnet ATA nas operações de importação e exportação temporárias que deverão ocorrer antes, durante e depois do maior evento desportivo.
Imagine a quantidade de equipamentos electrónicos, áudio visuais, bens de um modo geral, que deverão entrar no Qatar temporariamente tendo como objectivo a cobertura do mundial de 2022!
São diversos os canais de televisão e media, como também empresas, que irão enviar bens, muitos deles com alto valor agregado, para filmar, fotografar e registar todos os momentos do mundial.
O Carnet ATA é um documento que funciona basicamente como um passaporte de mercadorias. No qual o operador económico declara que os bens irão regressar à origem, após a utilização. Isto faz com que os direitos e imposições aduaneiras fiquem suspensos durante o período da validade do documento.
Após o vencimento, o documento original, deve ser devolvido à entidade emissora para a sua regularização. No caso de algum dos bens não regressar à origem, dentro da validade do Carnet ATA, será necessário que o operador económico regularize a situação. Em algumas destas situações poderá ser necessária a liquidação dos direitos, taxas alfandegárias e até mesmo coimas, dependendo do país de destino, caso as mercadorias não tenham sido reexportadas dentro do período permitido.
Não há dúvidas que será um desafio para o Qatar gerir tantas importações temporárias nos próximos anos, mas o Carnet ATA está a simplificar as operações.
Também o Brasil passou a integrar o programa ATA em 2016 tendo como principal factor motivador as Olimpíadas de 2016.
Em 2018, a CCIP registou um aumento de 15% das emissões de Carnet ATA em Portugal, com destino ao Mundial da Rússia.
O programa do Carnet ATA foi uma iniciativa conjunta da Federação Mundial das Câmaras de Comércio (WCF) e da Câmara de Comércio Internacional (CCI), em 1961, com objectivo de fomentar e facilitar o comércio internacional.
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a única entidade garante emissora de Carnets ATA em Portugal. Aqui, vai encontrar uma equipa disponível para esclarecer todas as e explicar-lhe os benefícios, pormenores e actualizações sobre o documento.
Para saber mais, fale connosco através do telefone 21 322 4064 ou do email ata@ccip.pt
Autor do artigo:
Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

Para acompanhar a rápida mudança no Comércio Internacional e dar resposta às necessidades dos diversos operadores económicos, as Câmaras de Comércio mundiais têm vindo a adaptar os seus serviços, nomeadamente, através da disponibilização do Certificado de Origem no formato electrónico (eCO). Actualmente, os eCOs são emitidos por diversas Câmaras de Comércio em todo o mundo e contribuem significativamente para um ambiente comercial mais seguro, ajudando as empresas exportadoras a economizar tempo e dinheiro.
Neste artigo damos-lhe a conhecer 3 razões pelas quais os exportadores devem utilizar os eCOs.
Em vez de contratar um estafeta ou de ter de aguardar o envio do Certificado de Origem via CTT, pode receber o eCO directamente na sua caixa de correio electrónica, poucas horas após efectuar o seu pedido de Certificado de Origem Online. Permite poupar dias no processo de obtenção do seu Certificado de Origem, assim como, no processo de envio para o seu comprador.
Com o modelo tradicional de Certificado de Origem, os exportadores tinham um custo elevado com o envio da documentação para o país importador da mercadoria. O Certificado Electrónico permite reduzir esses custos.
Os Certificados de Origem Eletrónicos são mais seguros. Cada Certificado de Origem Eletrónico emitido é assinado digitalmente, garantido a sua proveniência e autenticidade.
Os nossos Certificados são emitidos de acordo com regras internacionais de acreditação da International Chamber of Commerce, o que significa que a sua emissão corresponde a um conjunto de requisitos de qualidade e que podem ser validados electronicamente em qualquer lugar do Mundo, acedendo ao portal da ICC World Chambers Federation em https:\\certificates.iccwbo.org. A CCIP é a única entidade emissora Certificada pela ICC em Portugal.
O Certificado de Origem é um documento utilizado em relações de comércio internacional. Permite aos exportadores atestarem a origem dos seus produtos, sendo este também utilizado pelo importador com o mesmo objectivo. Praticamente todos os países do mundo consideram a origem das mercadorias importadas, para determinar o valor do imposto aplicado, pelo que, é fundamental a utilização deste documento no comércio internacional.
Os Certificados de Origem Electrónicos não são de todo uma novidade. São emitidos milhões todos os anos sem qualquer tipo de objecção, embora, ainda exista um caminho a ser percorrido, de forma a consciencializar todos os operadores de que não existe qualquer entrave na sua utilização. Deste modo, podemos afirmar que os eCOs são aceites em todo o mundo, já que, não existe qualquer legislação ou regra que impeça a aceitação dos eCOs nos diversos países importadores.
No prazo máximo de 24 horas, após a emissão, em qualquer lugar do mundo, qualquer um dos intervenientes, pode validar, de forma autónoma e electrónica, a integridade e credibilidade do Certificado de Origem Electrónico. Para validar a autenticidade do mesmo, basta utilizar os dados fornecidos no próprio Certificado de Origem (Nº de Certificado, Data de Emissão e Company ID).
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a única entidade Portuguesa emissora de Certificados de Origem Electrónicos devidamente acreditada pela ICC.
Aqui, vai encontrar uma equipa disponível para esclarecer todas as suas dúvidas e explicar-lhe os benefícios na utilização deste documento.
Para saber mais fale connosco através do telefone 21 322 40 50 ou do email certif@ccip.pt.
Autor: André Costa | Coordenador Emissão de Certificados de Origem | Departamento de Comércio Internacional da Câmara de Comércio