
#Publireportagem
Desde a crise da dívida em 2011, as empresas portuguesas aumentaram a sua vocação exportadora contribuindo de forma evidente para o equilíbrio da balança comercial e para o fortalecimento da economia nacional. Esta tendência foi interrompida pela pandemia COVID-19 que tem trazido pesadas consequências económicas e financeiras para Portugal. Apesar da incerteza sobre o futuro, o aparecimento da vacina deverá acelerar a recuperação em termos de saúde, sociais e económicos.
Poderemos confiar em que as exportadoras portuguesas representarão, mais uma vez, um importante papel na recuperação da economia nacional. São de destacar alguns setores que, em setembro deste ano, já apresentaram crescimentos face a 2019; são exemplos, a metalurgia, os produtos alimentares (com realce para os vinhos), as máquinas e material elétrico e a fileira têxtil.
Apesar do presente contexto, as exportadoras reconhecem que, redesenhando as suas estratégias de crescimento, de inovação (dados do Eurostat apontam para uma relação direta entre a inovação das empresas e as suas exportações), de diversificação de risco e com abordagem a novos mercados e com novos processos (necessidade de reconversão dos planos de aprendizagem e transferência de conhecimento para plataformas digitais existentes no mercado), as encomendas surgirão.
As empresas para serem competitivas nos mercados externos precisam, em regra, de deter uma certa dimensão que lhes permita capacidade de resposta e músculo financeiro para abordar os mercados externos, de apostar na inovação e dispor de meios digitais.
Exportar online e utilizar os mercados digitais de venda de produtos, fazem parte do caminho que deverá ser seguido pelos exportadores portugueses. Em concreto, as exportadoras deverão expandir a cooperação digital, readaptar os procedimentos e processos para trabalhar em conjunto e interagir com os clientes, desenvolver plataformas digitais de aprendizagem, de transferência do conhecimento e aceleração da transformação digital dos processos. Estes deverão ser os principais passos a dar na sequência da pandemia da covid-19, como forma de minimizar as incertezas sobre a sua internacionalização.
É de sublinhar a relevância dada no Plano de Recuperação e Resiliência no sentido de apoiar as empresas a procurarem a sua transição digital, com processos mais amigos do ambiente, e com melhores qualificações.
A Caixa posiciona-se como um banco que apoia as exportações e importações num contínuo processo de inovação e com uma aposta forte nas mais modernas soluções tecnológicas digitais, com uma oferta que permite o financiamento das empresas - seguindo uma cultura de risco - com soluções de liquidez, com soluções para garantir a segurança das transações de comércio internacional. Contando com equipas de especialistas em Portugal e na vasta rede internacional do Grupo Caixa, com um conjunto de bancos correspondentes em cerca de 200 países e com sofisticadas plataformas digitais próprias (Caixadirecta Empresas) e plataformas de e-trade internacionais) que permitem às empresas ganhos em eficiência, segurança e rapidez e numa filosofia 100% digital. O simulador iAPEX da Caixa ajuda as empresas na seleção de mercados de exportação mais adequados e atrativos para o seu produto (mais de 8.000 produtos simuláveis), com a correspondência na oferta da Caixa para cada mercado escolhido.
São também fundamentais a colaboração e a estreita ligação entre os vários players do negócio internacional: bancos, transitários, alfândegas, seguradoras e crédito, associações empresariais, agências públicas de apoio ao comércio externo, câmaras de comércio bilaterais e a CCIP - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, da qual a Caixa é parceira há vários anos. Todos têm de fazer um forte esforço de adaptação a processos mais rápidos, desmaterializados, confiando no papel dos bancos e na capacidade destes em ajudar as empresas a reduzir os riscos envolvidos nos processos de exportação.
Deixo o compromisso renovado da Caixa em estar sempre ao lado das empresas, independentemente das conjunturas, e em estabelecer relações duradouras e disponibilizar soluções simples e flexíveis aos nossos clientes, em alinhamento com as políticas públicas e com os programas de financiamento à economia. Destaco o Programa Internacionalizar 2030 como um elemento importante na estratégia do governo e em complemento com as linhas de crédito dito à indústria exportadora, nas suas diversas modalidades.
Francisco Cary
Administrador Executivo da Caixa Geral de Depósitos
Dezembro 2020

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A necessidade de reduzirmos a exposição ao risco de contágio e combater a propagação do vírus alterou, de um momento para o outro, a forma como trabalhamos, como adquirimos bens e serviços, como comunicamos, tanto a nível pessoal como profissional.
E mudou as rotinas diárias de todos - famílias, alunos e empresas -, empurrando-as para um mundo virtual e tornando-as fortemente dependentes de sistemas informáticos, de ferramentas de comunicação digital e de trabalho remoto.
Perante a ameaça do vírus, o foco das organizações centrou-se na proteção da saúde dos seus trabalhadores e em garantir a continuidade do seu negócio e operações, o que potenciou a exposição a riscos e vulnerabilidades no que à segurança cibernética diz respeito.
Por um lado, pelo aumento dos possíveis alvos gerado pela proliferação dos pontos de acesso e, por outro, pelo incremento das fragilidades de segurança cibernética decorrentes da transição/transformação digital muito acelerada e pragmática, por vezes pouco planeada.
Os cibercriminosos aproveitaram e exploraram este contexto mais favorável para causar disrupção e maximizar danos e lucros indevidos. E fazem-no de forma profissional, estruturada e muito organizada, lançando ataques progressivamente mais diversificados e sofisticados. Estima-se que a indústria ilícita de cibercrime movimente mais de 10 biliões de euros este ano.
Segundo os dados mais recentes do Gabinete de Cibercrime da Procuradoria Geral da República, só nos primeiros cinco meses deste ano já tinham sido registadas mais 139% de denúncias de crimes cibernéticos do que em todo o ano de 2019.
A própria Interpol destacou que, no primeiro quadrimestre do corrente ano, foram detetadas: 907.000 mensagens de spam, 737 incidentes referentes a malware e 48.000 endereço eletrónico (URLs) maliciosos – todos relativos ao COVID-19.
Relevantes também são os dados indicados por sites especializados que monitorizam o número de eventos cibernéticos maliciosos concretizados e tentados. Por exemplo, o site: https://cybermap.kaspersky.com/pt refere que ocorrem centenas de milhares de incidentes por dia em Portugal! Aliás, Portugal figura, diariamente, no top 30 no ranking de países que são alvo de maiores ataques/incidentes cyber.
Importa destacar que, cada vez mais, existe uma maior consciencialização das empresas e dos seus administradores para esta problemática, até porque a dependência do negócio do mundo cibernético é crescente. Por isso, atualmente, uma das principais obrigações dos gestores é garantir a continuidade de negócio e proteger atividades, informação e dados (seus e dos seus clientes).
Esta afirmação é corroborada pelos resultados do estudo «MDS Research - Situação Económica em Portugal», realizado pela MDS no passado mês de junho. Este estudo revelou “…que os empresários e gestores estão preocupados com a sustentabilidade dos seus negócios, identificando como os principais riscos da sua atividade, passíveis de ser cobertos, a continuidade do negócio, a saúde dos colaboradores, o crédito a clientes e o risco cibernético.” “De realçar que mais de um terço (34,8%) das empresas sinalizou o risco cibernético, o qual se terá tornado ainda mais relevante com a adoção do teletrabalho e o crescente número de ataques que vieram a público.”.
A atual pandemia forçou as organizações a reagirem e a readaptarem-se, sendo que aquelas que tinham práticas de gestão de risco e planos de continuidade de negócio robustos estiveram em melhores condições para se readaptar.
Nesta linha de raciocínio, é crítico para o sucesso e continuidade dos negócios que todos os riscos suscetíveis de afetar as organizações (incluindo-se obviamente os riscos cibernéticos) sejam objeto de cuidada análise e gestão.
Com efeito, para sobreviverem as organizações têm de elevar a gestão dos riscos cibernéticos para um patamar estratégico. Numa primeira fase é essencial compreender e avaliar cada risco, quer na sua ocorrência, quer nos seus impactos, e, numa segunda fase, promover e implementar estratégias de prevenção, de resposta e de recuperação que diminuam a probabilidade de ocorrência, minimizem o impacto de um incidente de cibersegurança e garantam a continuidade do negócio.
A atividade de gestão de risco cyber das empresas abrange, forçosamente, a sua transferência para o mercado segurador, através do cyber seguro, de forma a aumentarem a sua resiliência e garantirem a continuidade das suas operações e atividades.
É de salientar que o seguro cibernético não substitui nem exclui os mecanismos de segurança e os planos eficazes de resposta a incidentes; como também estes, não tornam o seguro desnecessário ou redundante. Estas realidades complementam-se. Aliás, é já um facto indiscutível que a maioria dos incidentes resulta, por variadíssimas razões e formas, do erro humano (por exemplo, a simples perda de um portátil ou de um telemóvel; o descarregar, por descuido, um ficheiro malicioso anexo a um email de phishing, etc.) e não, unicamente, de problemas na infraestrutura de segurança.
O próprio seguro tem acompanhado a alteração das necessidades de mercado e evoluído para responder, eficazmente, às necessidades dos segurados e ser capaz de reduzir, com significado, o impacto económico e operacional de incidentes.
Uma solução de seguro atual e bem construída ultrapassa os limites e modelos de atuação das apólices tradicionais, disponibilizando uma oferta integrada de serviços e coberturas. Serviços que incluem a prevenção e monitorização de ataques, resposta urgente em caso de sinistro, bem como acesso a redes de especialistas informáticos e peritos forenses com experiência comprovada no tratamento de sinistros.
Simultaneamente, estes seguros garantem os custos relacionados com os danos e prejuízos sofridos pela própria empresa, perdas de lucros resultantes de interrupção de negócio, e responsabilidades perante terceiros.
Para concretizar melhor as valências do seguro e explicar o que o seguro em ação, partilhamos um exemplo real que afetou uma empresa portuguesa.
Em meados de abril uma pequena empresa recebeu um email proveniente de um domínio estrangeiro informando que o seu sistema de informático tinha sido atacado e infetado com vírus e que iria ser bloqueado, sendo que posteriormente a toda a base de dados iria ser destruída. Para impedir o bloqueio e destruição dos dados o hacker exigiu 10.000€ de resgaste.
A empresa acionou de imediato a sua apólice de seguro cyber. A seguradora disponibilizou os serviços dos seus especialistas e peritos forenses que detetaram qual tinha sido a “porta de entrada” do hacker (tinha sido o descarregar por parte de um colaborador de um ficheiro relacionado com o Covid-19 anexo a um email fraudulento). O segurado beneficiou, também e desde a primeira hora, de apoio jurídico. Volvidos 5 dias os especialistas conseguiram repor o sistema operacional e recuperar os dados.
A seguradora suportou todos estes custos, que ascenderam a vários milhares de euros. Adicionalmente, e como a empresa esteve inativa e teve que suspender a sua atividade comercial, a seguradora pagou as perdas de lucros que sofreu. Não existiram reclamações de clientes decorrentes da falha na segurança da rede do segurado ou falha na proteção dos dados, todavia, se tal tivesse sucedido, estariam cobertas.
Conforme se constata, um seguro cyber competente oferece, a preços ainda reduzidos, um leque muito alargado de serviços e coberturas.
Em suma, o risco cibernético deixou de ser apenas emergente para passar a ser, definitivamente, presente. De facto, pode-se afirmar que, para todos nós, um incidente cibernético é certo - apenas a sua hora é que é incerta.
Já não é uma realidade longínqua, abstracta, que só afeta os outros ou só as grandes organizações. Não! Afeta de forma transversal e dura, toda a sociedade, isto é, cidadãos, famílias e organizações, sejam elas de pequena, média ou grande dimensão.
Pelo exposto, a gestão e transferência desse risco é - e será mais do que nunca - não só um factor crítico de sucesso, mas inclusivamente de sobrevivência e continuidade dos negócios.
Pedro Pinhal
Diretor Técnico e Sinistros da MDS Portugal

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Temos novo presidente. Não falo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas de Joe Biden. Apesar de todos sabermos que Biden "só" é presidente dos americanos, na realidade é o presidente de todos nós.
E é-o porque nos envolvemos na sua eleição e se nós, europeus, pudéssemos escolher o presidente dos Estados Unidos, Biden teria ganho de uma forma muito mais convincente.
Como bem sabemos, Donald Trump teve sempre muito mais críticos fora dos Estados Unidos do que lá dentro e, ainda que nos tenha custado, foi o candidato derrotado com mais votos de sempre.
Ninguém tem dúvida de que o presidente dos Estados Unidos tem uma enorme importância para a nossa vida. Desde a queda do Muro de Berlim, e até há pouco tempo, assistimos a uma ordem global que se baseava no poder de uma potência.
Isso permitiu reduzir tensões e inaugurar um período de estabilidade. Deixámos de nos preocupar com a gestão dos nossos interesses na escolha do nosso posicionamento internacional em termos de alianças. Essa ordem mundial, sem oposição, muito contribuiu para a globalização e para o crescimento da influência dos interesses americanos em todo o mundo.
O mundo está de novo a bipolarizar-se, tendo a China criado um poder que se bate com a América e que condiciona e condicionará a ordem que conhecíamos. Hoje temos duas superpotências que batalham pelo mesmo espaço de dominância política e económica: a era unipolar terminou.
Nesta perspetiva torna-se fundamental para Portugal e para a Europa redefinir o seu posicionamento.
É preciso assegurar um lugar que lhe garanta o crescimento económico e o desenvolvimento social. Tudo isto está dependente dos acordos e da posição negocial que consiga estabelecer. A União Europeia decidiu não esperar pelo início do novo ciclo nos Estados Unidos e celebrou um acordo de princípio sobre investimentos com a China, no final do ano passado. É um novo paradigma, onde os líderes europeus sinalizam que pretendem sair de baixo da asa de Washington. Mas é algo que não deverá ser bem recebido na Casa Branca.
Neste ambiente, e sabendo hoje que a Europa é o bloco económico com maiores níveis de consumo que ambas as potências necessitam de conquistar, torna-se fundamental conseguir estabelecer a estratégia para melhor conduzir essas negociações. O que naturalmente passará por conseguir reabrir portas com os Estados Unidos para a celebração de um tratado de livre comércio que assegure os interesses das exportações europeias e permita um estádio de potencial crescimento da economia.
Mas significa também recuperar o papel dos Estados Unidos e da sua posição nos acordos de que se alheou, e que vão desde o compromisso com os acordos de Paris, com a sua participação orçamental na NATO, na OMS e na OCDE. O regresso a alguns destes compromissos foi assinado por Biden no seu primeiro dia na Casa Branca.
Outro objetivo terá de ser a cooperação entre os dois blocos nas decisões de modo a enquadrar as posições a tomar frente aos interesses chineses. A meta é estruturar a relação com a China de maneira a tornar-se complementar e não conflituosa, sempre que possível. O princípio de acordo alcançado entre Bruxelas e Pequim pode ter sido um primeiro passo.
Para que tudo isto seja uma realidade precisamos que Biden seja um presidente forte, com uma visão global, seguindo a tradição norte-americana desde a II Guerra Mundial, e que queira também ser, verdadeiramente, um presidente de muito mais do que apenas dos americanos.
Que queira reconciliar os Estados Unidos com o mundo e traga a estabilidade estratégica que permita voltarmos a viver num clima de menor sobressalto, tão prejudicial às empresas e ao crescimento económico mundial.
E que assim se torne de facto o presidente de todos nós.

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Perante estes cenários de mudança e de exigência de transformação as empresas têm de estar preparadas, por um lado reagindo de forma competente a novos estímulos ou condicionantes, por outro, e sobretudo, dotando a organização de uma agilidade que permita mais rapidamente acomodar os desafios. É aqui que as empresas devem centrar a sua atenção e parte relevante dos seus investimentos. Os últimos 100 anos apresentaram-nos um conjunto de crises de diferentes naturezas que nos leva a crer que este será o contexto natural e permanente para fazer e gerir negócios. Tivemos crises com origem financeira, energética e de matérias primas. Assistimos a conflitos com escala e repercussões mundiais. Encolhemos o planeta com a Globalização com tudo o que implica de oportunidades e condicionantes. Hoje sofremos o impacto de uma Pandemia com tudo o que já tivemos de lidar, desde a saúde pública, à economia e até ao nível social. Para saber resistir, continuar a investir e a crescer, é exigido às empresas uma agilidade e capacidade de reação que só possível de forma eficaz se enfrentarmos estes momentos de disrupção como sendo um paradigma de normalidade.
A forma como as organizações reagem perante os diferentes estímulos, sejam eles de oportunidade ou de mudança, determinam de forma definitiva os resultados e o futuro das organizações. Quando confrontados com momentos como este, de profundo estímulo à mudança, os gestores têm de estar alerta para reconhecerem essas potenciais oportunidades ou ameaças. Identificamos três momentos críticos onde a rapidez se exige para fazer a diferença:
Temos acompanhado as empresas ao longo dos últimos anos trabalhando desde a estratégia, à revisão dos modelos de negócio e ao business plan para desenhar cenários e sustentar decisões. Todas estas peças são cruciais para que o caminho a trilhar seja mais firme e seguro, mas o recurso a todos estes instrumentos, associado ao timing certo e à velocidade da sua implementação, faz a diferença nos casos de sucesso.
As respostas efetivas a crises exigem toda esta agilidade organizacional. A combinação destes três momentos e a adequada articulação entre estas fases determinam e condicionam o futuro. É certo que a mudança envolve incerteza e risco, mas a atuação nestes momentos determina se as empresas estão só a competir ou a jogar para ganhar nesta corrida pelos resultados.
Vencer hoje exige ter os olhos no Mundo mesmo que para agir numa geografia mais restrita. Gerir implica ter gestores com a cabeça bem no alto para ver longe o caminho a percorrer, mas, ao mesmo tempo, os pés bem assentes na terra para preparar todos os pequenos passos necessários para competir.
Se há momentos em que a mudança comportamental permite a melhoria e o crescimento desejados, quando procuramos dar saltos significativos perante os desafios mais importantes, só conseguimos com êxito através de uma mudança rápida e ágil de paradigma.
Faça o download gratuito do Estudo Insight aqui


Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da CCIP, conversou com o Dinheiro Vivo sobre as dificuldades que as empresas exportadoras estão a enfrentar e do aumento da procura de serviços de apoio à internacionalização.
O Diretor de Comércio Internacional acredita que o tecido empresarial exportador está bem preparado para procurar oportunidades, mas salienta que fazer previsões no atual contexto é muito difícil.
“Portugal goza de uma imagem internacional em termos turísticos, empresariais e de credibilidade como há muitos anos não víamos e o investimento estrangeiro aqui, até à pandemia, atingiu valores recorde, pelo que temos todas as condições para uma recuperação rápida e sustentada. Mas vai ser preciso manter o foco na internacionalização e nas exportações (fazendo crescer a sua importância no PIB nacional) e captar o investimento estrangeiro e o capital de que precisamos, num quadro de concorrência internacional a que o nosso vice-presidente, Paulo Portas, ainda recentemente se referiu como muito exigente."
Pedro Magalhães aborda ainda a dificuldade que há em realizar Missões Empresariais presencialmente, apesar dessa ser a vontade das empresas. Reconhece que "o contacto pessoal é sempre diferente, gerador de confiança e empatia e garantia de que se conhece em maior detalhe a realidade de cada empresa envolvida", mas, assegura que, quando necessário as Missões Empresariais assumem o formato virtual para que as empresas possam concretizar as reuniões previstas.
Veja a entrevista completa ""Empresas procuram ainda mais" serviços de apoio à internacionalização"
que 
Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi há praticamente dois anos que tive a oportunidade de publicamente desafiar Marcelo Rebelo de Sousa a candidatar-se a um segundo mandato. Fui provavelmente o primeiro a fazê-lo e fi-lo exatamente pelas mesmas razões que me levam a escrever - hoje, aqui - este texto.
Durante largas décadas a Europa e o mundo evoluíram no sentido da democracia e da liberdade. A ideia de mudar o acesso ao poder, atribuindo aos atos eleitorais a base desse mesmo poder, era a solução ambicionada pelo mundo para conseguir chegar a um estádio de liberdade e respeito pelas pessoas.
Com este sistema de governação, e confiantes de que este sistema nos permitiria a confiança para nos abrirmos ao mundo, avançámos na globalização. E fizemo-lo sempre baseados no paradigma de sucesso da economia de mercado - o sistema que mais contribuiu para a criação de riqueza.
Contudo, tanto pela habituação ao sistema, pelo comodismo que se instalou através dessa mesma criação de riqueza, como pela clara perda de foco sobre aquilo que é a essência de todas as nossas ações - e que é a pessoa humana -, a verdade é que chegámos a um ponto em que o sistema deixou de nos encantar e passou a ser a razão de todas as frustrações, e como tal condenável.
É em resultado desta sensação de frustração que assistimos ao despontar por todo o mundo de movimentos de contestação que se afirmam contra o politicamente correto e que se tornam muito apelativos, pois geralmente prometem aquilo que as pessoas gostariam de conquistar.
Para combater essas frustrações torna-se fundamental a promoção de projetos que vão ao encontro dos anseios das pessoas que, na sua origem, se fundam em questões que verdadeiramente importa corrigir e melhorar. Contudo, quando associadas aos temas mais populistas, promovem a instabilidade e a imprevisibilidade e acabam por criar situações com as quais não queremos conviver, mas que não poderemos evitar.
Veja-se o caso daquilo que sucedeu nos Estados Unidos: mesmo os mais entusiastas defensores das políticas imprevisíveis de Donald Trump nunca suspeitariam que poderia tudo terminar com um assalto ao Capitólio. Da mesma maneira, os admiradores de Maduro não poderiam acreditar que um país com a riqueza da Venezuela pudesse estar a passar fome, nem que a China voltasse a ter um presidente vitalício.
É neste mundo que temos de ir votar. Ainda que em Portugal o papel constitucional do presidente da República não seja decisivo para tudo mudar nesta matéria, o presidente é a referência do país que queremos e é o garante do tipo de sociedade que pretendemos para o nosso futuro.
E o que eu quero é uma sociedade que se foque na qualidade das pessoas que a compõem, em que todos importam e em que todos têm o direito de ser felizes. Uma sociedade em que o respeito verdadeiro pelas pessoas e pelos seus ideais seja intocável.
Em que as religiões sejam respeitadas pelo que representam para os crentes e em que o bem comum tenha primazia sobre o bem individual.
Uma sociedade em que haja oportunidades iguais para todos, onde haja uma preocupação de criar riqueza, mas que seja sempre criada com o objetivo de ser distribuída com justiça por todos os seus membros.
Uma sociedade e um país em que procuremos todos juntos encontrar um caminho integrador e inclusivo em que produzamos sempre mais pela complementaridade do que pela competição.
Um país em que seja mais importante ser feliz do que ser rico, ajudar do que ganhar, ser pessoa e parte do todo, do que ser só mais um membro de uma fação.
É por tudo isto que acredito que vale a pena Marcelo..

Com missões nos Emirados Árabes Unidos e no Cazaquistão, a Câmara de Comércio e Indústria de Portugal (CCIP) entrou em 2020 a acompanhar empresas de vários setores e a fazer a ponte entre as agendas das indústrias nacionais e potenciais importadores, distribuidores, clientes finais e novos parceiros de negócio. Cada missão tem em vista a criação de uma nova relação laboral entre Portugal e um determinado mercado internacional, com a CCIP a organizar reuniões de negócios que respondam às necessidades individuais das empresas e à procura do mercado no qual pretendem entrar.
Pedro Magalhães, diretor de comércio internacional da CCIP, refere que todo o processo de internacionalização “envolve um trabalho prévio com as empresas para perceber em detalhe aquilo que elas procuram ao nível de contactos e aquilo que existe ao nível da oferta local, para haver um matching ideal”.
Com a chegada da pandemia e do confinamento, os serviços da CCIP foram forçosamente adaptados. De março a setembro, todas as ações de preparação de agendas e reuniões presenciais – que implicavam a deslocação aos mercados – foram suspensas, passando a acontecer de forma virtual. “Fizemos vários webinars sobre outros mercados, bootcamps sobre internacionalização totalmente online. Passámos tudo para o digital, para conseguir responder às necessidades das empresas que continuavam à procura de contactos a nível internacional, mas estavam impedidos de fazer as suas deslocações”, explica Pedro Magalhães. A partir de setembro, principalmente nos meses de novembro e dezembro, as missões presenciais foram retomadas, uma vez que as empresas acreditam ser este o modelo mais indicado para concretizar negócios e explorar novos mercados. “Sou um defensor das duas vertentes. Acho que é possível fazer algumas coisas de forma virtual, mas nada substitui o contacto físico com as pessoas”, comenta.
Para o responsável, “é impensável haver uma ligação contratual, ou uma relação que se crie com um cliente, se as coisas forem todas feitas de forma virtual”. O diretor salienta a falta de condições técnicas na maioria dos mercados e a importância do contacto pessoal e da visita às instalações locais para que seja criada uma “noção mais precisa daquilo que é o mercado e uma relação com um potencial cliente importador ou distribuidor”.
Pedro Magalhães mostra-se, no entanto, confiante de que a incerteza deixada pela pandemia transformou o pensamento das empresas que, embora não descartem totalmente o formato virtual, também pretendem recuperar na totalidade as missões presenciais.
“A alternativa virtual foi muito boa para o tempo que vivemos. Mas creio que o futuro e, pelo que tenho visto pelas empresas, muitas delas querem voltar a viajar, querem voltar presencialmente, e depois fazer um modelo híbrido – em vez de se deslocarem dez vezes por ano, passam a deslocar-se cinco, por exemplo”, explica.
No que respeita a 2021, a CCIP pretende que as missões anteriormente realizadas de forma presencial em Portugal, na sua maioria em Lisboa, passem a ser virtuais e substituídas por seminários temáticos sobre os mercados, webinars, programas de export mentoring, entre outras iniciativas. Também prevista está a visita a Portugal de potenciais compradores, importadores, retalhistas e distribuidores internacionais, dos setores alimentar e de bebidas, têxtil e de vinhos.
“Tendo em conta as enormes incertezas que nos reserva 2021, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional”, refere Pedro Magalhães.
Quanto às 45 missões empresariais internacionais previstas, estas irão manter-se num registo misto – virtual e presencial –, sendo cada mês do ano associado a um mercado diferente. Planeados estão já janeiro, como o mês de África; em fevereiro será dado destaque ao Médio Oriente; em março à América Latina e em abril à zona da Eurásia. Os destinos escolhidos têm apresentado um crescimento económico significativo e, em missões anteriores, trouxeram bons resultados a empresas portu- guesas, como o caso do México, de Marrocos, da Rússia, da Costa do Marfim e da Coreia do Sul.
Será também dada continuidade aos seminários “Meet-the-Market”, desta vez em formato online e gratuito, que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e às iniciativas online one-to-one, cujas sessões individuais e personalizadas juntam empresas e representantes locais dos diversos mercados.
A CCIP vai, ainda, promover ações de formação para a in- ternacionalização das empresas, assim como um serviço de consultoria individual e de mentoring para as indústrias portuguesas que pretendam iniciar a sua expansão nos mercados internacionais.
“Procuramos pegar em cada empresa e trabalhá-la de forma customizada”, afirma Pedro Magalhães, salientando ser esse o fator que marca a diferença, uma vez que “o foco é conseguir reuniões que deem negócio”. O processo de preparação de uma missão empresarial pode levar entre 30 e 45 dias, tempo em que a CCIP trabalha como intermediária entre o consultor local e a empresa cliente, “para garantir que o processo é uniforme”. Pedro Magalhães explica: “Focamo-nos em trazer às empresas uma agenda muito concreta, em que elas já sabem quem vão ver - as empresas portuguesas validam todas estas reuniões antes de se deslocarem ao mercado. É um trabalho que demora mês ou mês e meio a preparar, a juntar contactos, a empresa portuguesa valida e depois inicia-se o processo de marcação das reuniões”.
Uma missão empresarial internacional pode durar entre cinco e sete dias. No total, os custos de cada missão podem rondar entre os três e os quatro mil euros, incluindo as deslocações ao país de destino, alojamento, seguro e agendamento de reuniões. O responsável revela que a CCIP vai ainda lançar a quarta edição do Barómetro para a Internacionalização, um inquérito realizado a mais de 750 indústrias portuguesas que resume o “estado da arte das empresas sobre a internacionalização, as suas perspetivas para o futuro e sobre o impacto que teve a pandemia em 2020”.
Antecipando os resultados do inquérito, Pedro Magalhães afirma que, em 2020, o setor da metalomecânica foi o maior exportador a nível nacional, seguindo-se a indústria alimentar que, embora seja um setor sem índices elevados de exportação, tem vindo a aumentar o seu volume de negócios. Em terceiro lugar surge o setor dos vinhos, cujo consumo aumentou exponencialmente durante o período de confinamento, e o setor das tecnologias da informação. Por último surgem as empresas da área farmacêutica, têxtil e calçado, turismo, restauração e hotelaria, que sofreram reduções ao longo de 2020.
Entrevista a Pedro Magalhães à revista PME Magazine.
Texto por: Mafalda Marques e Maria Inês Jorge

As delegações do Hong Kong Economic and Trade Office (HKETO), em Bruxelas e em Berlim, vão organizar, no dia 5 de fevereiro às 09h00, um webinar com a chefe do Executivo de Hong Kong, Mrs. Carrie Lam, que irá falar sobre as oportunidades de negócio para as empresas europeias.
Este evento online contará também com a participação do Secretary for Commerce and Economic Development, Mr. Eduard Yau, do Secretary for Environment Mr. Wong Kam-seng e do Secretary for Financial Services and Treasury, Mr. Christopher Hui.
Os interessados podem fazer a inscrição através deste link.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semana no Diário de Notícias.
Estamos a viver um tempo de dificuldades, preocupação e aflição. A pandemia chegou sem aviso e criou nas estruturas do nosso país uma tensão terrível. Ninguém tinha qualquer ideia de quais seriam os seus efeitos nem de como seria possível ultrapassá-los.
A primeira reação foi de união. Apesar de todos termos feito avaliações diferentes e de sermos diferentes na nossa forma de reagir aos acontecimentos, a população portuguesa compreendeu as decisões dos governantes e reagimos de uma forma ordeira e alinhada, que nos permitiu ter entre março e maio uma situação pandémica razoável.
As coisas foram evoluindo. Tivemos momentos melhores e piores, decisões mais prudentes ou mais arriscadas que resultam desta navegação à vista, em que temos de conciliar a vida, a saúde e a capacidade de dar às pessoas a possibilidade de ter para viver. E continuámos unidos.
É uma grande lição que precisamos de guardar dentro de nós, agora que se aproxima o tempo de começar a preparar a retoma da nossa vida. Temos de nos manter unidos e lutar por um bem maior que é Portugal.
Nesta nova fase em que devemos entrar brevemente, depois de passado o período de confinamento, para recuperarmos do Natal e do frio, vamos precisar de todos os recursos para podermos voltar ao crescimento que verificámos antes da pandemia, essencial para que todos os portugueses possam voltar a viver com normalidade e com uma nova esperança.
A solução para a pandemia resultou de um trabalho extraordinário realizado pela iniciativa privada. Empresas farmacêuticas, tantas vezes criticadas, conseguiram criar uma vacina num tempo recorde, o que foi acompanhado por um trabalho extraordinário do setor público, primeiro na aprovação e depois na vacinação das pessoas.
Foi um exemplo excecional de que as capacidades disponíveis são sempre mais eficientes quando cooperam do que quando se digladiam.
É este exemplo que é fundamental manter bem presente para que consigamos chegar aos objetivos que são essenciais para a retoma. Juntar esforços entre público e privado. Fazê-lo sem preconceitos ideológicos, sem a pequenez da divisão, mas com generosidade e sentido de responsabilidade. Colocar o bem comum em primeiro lugar resulta em criar benefício para todos.
Outro exemplo que a vacina nos deixou foi a cooperação entre pessoas de diferentes origens e realidades que nos trouxeram a solução da nossa sobrevivência. Provou-se uma vez mais que não há superiores nem inferiores. Somos todos pessoas e pertencemos uns aos outros.
Vivemos num tempo de cooperação entre países. É um tempo de sociedades abertas que usufruem das potencialidades que chegam de fora, de multilateralismo e de tolerância, mais uma vez, o caso da vacina da BioNtech é paradigmático neste aspeto, criada por um casal de imigrantes turcos na Alemanha. Ainda que haja quem queira pôr tudo isto em causa, não há qualquer dúvida de que foi esta a receita que permitiu que o mundo conhecesse o seu período de maior expansão e desenvolvimento.
Não se pode defender um mundo aberto e multilateral e, dentro de casa, cerrar fileiras em detrimento do outro, impedindo a cooperação entre todos. Se a receita resultou a nível global, resultará, certamente, cá dentro. Que público e privado se unam, cooperem, ajudando o país. A bola está do lado dos nossos governantes e políticos, uma vez que a população acabou de provar que é capaz.

Terminou a 1ª edição da Pós Graduação sobre Gestão Aplicada para Gestores de PME, promovida pela CCIP em parceria com a Nova SBE, que teve como patrocinadores a SAGE e Yunit Consulting e como embaixador Rui Fonseca, CEO da Altronix.
31 gestores de Micro e PME reuniram-se, durante alguns meses e de 15 em 15 dias, com um objetivo comum: fortalecer as suas competências de gestão e prepararem-se melhor para os desafios futuros que se apresentam todos os dias às suas organizações.
Embora a pandemia tenha trazido desafios acrescidos ao calendário previsto, estes gestores deram provas da sua resiliência e vontade! Prova disso é o balanço da viagem que foi feita por Nadim Habib, business mentor dos participantes, que destaca a “importância da aprendizagem para ambos os lados, organização e participantes, em que se conseguiu construir uma pós-graduação forte, com experiências interessantes e, acima de tudo, impacto nas empresas e, quem sabe, na economia portuguesa”!
Na tarde do passado dia 15 de janeiro, nas instalações da Nova SBE, os grupos de participantes tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos finais a um júri composto por Andreia Jotta (Diretora de Marketing da CCIP), Nadim Habib (Docente da NOVA SBE e Orientador dos grupos de trabalho), Bernardo Maciel (Diretor Geral da Yunit Consulting) e Isália Barata (Diretora de Marketing da SAGE).
A todos os participantes, patrocinadores e embaixador desta 1ª edição da Pós Graduação, os nossos mais sinceros parabéns e agradecimentos pela confiança que depositaram em nós ao serem os primeiros a associarem-se à CCIP no “pontapé de saída” deste projeto. A 2ª edição está de volta este ano, com novidades muito em breve!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semana no Diário de Notícias.
Em maio de 2019, o Papa Francisco desafiou os jovens católicos a debaterem e a porem em prática "uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a devasta. Um acontecimento que nos ajude a estar unidos, a conhecer-nos uns aos outros, e que nos leve a estabelecer um "pacto" para mudar a economia atual e atribuir uma alma à economia de amanhã".
O Papa, sempre preocupado com a centralidade da pessoa humana em tudo o que serve para estruturar a vida, compreendeu que era fundamental propor uma revolução no modelo económico mundial. No seguimento dos seus antecessores, decidiu apelar aos católicos para que participem ativamente na construção do futuro do mundo. Mas veio, mais ainda, desafiar os católicos a liderar essa mudança que considera absolutamente fundamental para que o mundo sirva a humanidade de uma forma mais justa, com os valores que servem aos homens e que cuidam verdadeiramente do seu desenvolvimento no caminho da felicidade. Uma mudança que se destina à humanidade e que deve ser realizada, não apenas por católicos, mas por todos.
E decide que só os jovens poderão liderar essa revolução, aproveitando o seu idealismo e a sua energia, criando as pontes necessárias com outras gerações, culturas e regiões.
Apesar disto o mundo duvidou. Como poderia um grupo de jovens em Assis (daí a economia de Francisco), promover uma mudança do modelo económico mundial, tão condicionado por interesses ligados ao modelo anterior? Era uma boa iniciativa, mas pouco mais do que uma boa ideia...
Eis senão quando, inesperadamente, o mundo é assolado por uma pandemia que coloca fechada em casa uma parte substancial da população mundial. De um momento para o outro tudo se põe em causa.
Rapidamente a pessoa passa à frente da economia. A preocupação sobre o próximo instala-se em cada um de nós. Usamos a máscara para proteger o outro. Aceitamos não satisfazer os nossos apetites e as nossas vontades para assegurar o bem comum.
E hoje, por todo o lado, ouvimos dizer que temos de aprender e manter o que aprendemos com a pandemia. Que podemos dar maior autonomia e flexibilidade aos que trabalham, que temos de criar condições para os que têm situações precárias, que cada pessoa vale mais do que a criação de riqueza.
É realmente uma oportunidade que não podemos desaproveitar. Temos de mudar o modelo económico para que as pessoas sejam o centro da preocupação. Temos de acreditar que se todos viverem melhor seremos mais produtivos e criaremos mais riqueza que nos trará mais bem-estar.
É verdade que não houve modelo económico no mundo que criasse tanta riqueza como aquele que se baseia na economia de mercado. Contudo, sem que haja uma preocupação social a criação da riqueza, por si só, cria situações de desequilíbrio na sociedade que a põem em causa. É preciso associar o social ao modelo da economia de mercado e criar a economia social de mercado. Há que garantir que se distribui a riqueza criada.
O Papa Francisco desafiou-nos a fazer aquilo que parecia improvável. Em 2020 veio uma pandemia que torna possível e desejável essa mudança!

Em 2020, realizámos mais de 380 horas de formação, capacitámos mais 500 pessoas e a nossa média de participantes por ação de formação mais do que duplicou: 10 para 22. Do total das 25 ações realizadas, 21 foram em formato live training.
O ano de 2020 ficou também marcado pelo facto de termos conseguido com sucesso ser uma Entidade Formadora Certificada e reconhecida a nível nacional. A nossa preocupação com a qualidade é agora uma certeza maior, e tem um selo a comprovar!
Em fevereiro, iniciámos em parceria com a NOVA SBE, a 1ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME que contou com a presença de 31 empresários que, no final de janeiro, passam a ser pós graduados e estarão mais capacitados para gerir as suas empresas. Como numa equipa vencedora não se mexe, muito brevemente iniciaremos a 2ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME! E ainda se pode inscrever nesta segunda edição.
2020 foi um ano desafiante para todos. Ficámos mais forte e com mais certezas daquilo que queremos para o futuro! Na área de formação da CCIP isso passará por implementar uma plataforma de e-learning totalmente customizada (contamos lançar o 1º curso em formato e-learning ainda no 1º semestre), pela aposta num plano de formação inter empresas que vá ao encontro das necessidades reais de quem diariamente trabalha nas empresas (plano do 1º trimestre), e por aumentar a proximidade com os nossos associados, e não associados, recordando que estamos também disponíveis para os apoiar no processo de formação à medida das suas equipas.
A quem nos acompanhou este último ano, o nosso obrigada! E aos que se juntarão a nós em 2021, sejam desde já bem vindos!
Para este novo ano esperamos contar com a preferência de todos e prometemos continuar a marcar a diferença no nosso serviço e relacionamento com as organizações.
Bom Ano.
Cátia Moura
Responsável pela Formação CCIP

Bruno Bobone, Presidente da CCIP, partilhou duas lições, que na sua prespectiva não devem ser esquecidas em 2021.
1 Em 2020 vivemos dos tempos mais dramáticos das nossas existências. Perdemos valor na economia, esteve em risco a sobrevivência de muitas pessoas, famílias e empresas, a morte rondou. Ao mesmo tempo abriram-se oportunidades: demos passos enormes numa digitalização mais inclusiva, voltámos a ter consciência da importância da vida, percebemos que há mais maneiras de viver.
Todas as crises trazem lições. Temos agora a oportunidade de recriar o nosso futuro com base na experiência feita. Quem enfrenta a morte sabe valorizar melhor a vida.
Em 2020 deixámos que o medo tomasse conta das nossas decisões. Nem sempre acreditámos que a solução passa por confiar mais nos indivíduos. Deixámos muitas vezes que fosse o Estado a marcar caminho, num processo de infantilização das pessoas e da sua vontade que muitos querem impor. E que temos de contrariar.
Quem faz a história são as pessoas e a vontade de cada um na recusa de seguir os ditames do momento. Assim, aquilo que vos proponho para o ano de 2021, ano da esperança, é que criemos um futuro mais inclusivo, mais humanizado, assente no poder de cada um. Em que a economia seja vista como um instrumento e não um fim. A economia é uma ferramenta de criação de riqueza, que apenas se justifica se essa riqueza se destinar a promover o nosso crescimento como pessoas e a criar caminho para atingir patamares de vida dignos. O objetivo de vida de cada pessoa é ser feliz e hoje aprendemos que somos cada um responsável pela felicidade de todos. De resto, duvido de que na equação do PIB real este critério já esteja a ser considerado.
2 É certo que nem tudo o que veio do Estado foi nefasto. Graças a uma rápida consciencialização do tamanho dos perigos, governos e organizações internacionais entenderam-se no essencial para criar plataformas de ajuda como nunca tínhamos visto.
E assistimos a uma excelente articulação entre ciência, indústria e estados que permitiu a vacina em tempo recorde: cientistas e indústria descobriram e desenvolveram, o Estado aprovou. Talvez deva ser este o modelo que nos deve inspirar, é isto que devemos querer. Iniciativa privada forte, responsável, com disponibilidade para investir, sabendo que o Estado está lá para não criar dificuldades. Imagine, caro leitor, esta prática levada ao limite e aplicada, por exemplo, ao licenciamento industrial. lmagine que cada autarca, cada burocrata deste país, entendia a criação de emprego como prioridade de vida ou morte; imagine que a administração pública passava a responder em dias ou poucas semanas aos requerimentos, porque se não o fizesse teria uma opinião pública forte a exigir prazos e responsabilidades. Imagine que poderia votar nas presidenciais de 24 de janeiro a partir de casa; imagine que o ministro da Economia era obrigado a fazer conferências de imprensa diárias para prestar contas sobre empregos e empresas nascidas, mortas ou recuperadas.
Portugal precisa de escolher o seu caminho para este novo futuro. Temos de pôr a tecnologia ao serviço dos processos, ganhar competitividade, diminuir a burocracia, exigir responsabilidade, aumentar a produtividade, para que se possa distribuir por todos os ganhos obtidos.
Há muitos anos que defendo que não haverá futuro se o rendimento de cada um não melhorar significativamente. A covid e as desgraças que trouxe não podem ter sido em vão. Aproveitemos as lições.
PS. Permitam-me uma palavra a todos os que não desistiram e souberam resistir. O regresso da edição diária em papel do Diário de Notícias é a demonstração de que há sempre caminho quando há vontade.

Portugal assumiu a Presidência, anteriormente, em 1992, 2000 e 2007. A Presidência do Conselho é exercida em regime rotativo pelos Estados-Membros da UE, por períodos de seis meses.
No âmbito do Tratado de Lisboa de 2009, foi estabelecido que as Presidências passam a ter um programa de trabalho acordado entre os três Estados-Membros que exercem a Presidência consecutivamente trabalhando em estreita cooperação através dos chamados “trios”.
O trio define os objetivos a longo prazo e prepara uma agenda comum que estabelece os temas e questões que o Conselho irá tratar ao longo de um período de 18 meses.
Portugal sucede à Alemanha e precede a Eslovénia, países com os quais integra o trio de Presidências. Os três países, em conjunto, elaboraram um programa para 18 meses, a partir do qual cada Presidência define as suas prioridades específicas.
Alcançar uma Europa solidária e preparada para enfrentar situações de crise, é uma das prioridades da Presidência Portuguesa que pretende:
- Mitigar os efeitos da crise;
- Implementar o novo Quadro Financeiro Plurianual e o Fundo de Recuperação da UE para fazer face à pandemia (Next Generation EU);
- Promover o crescimento sustentável e a criação de emprego;
- Promover a recuperação ancorada no Pacto Ecológico Europeu e transição digital.
- Reforço da democracia e Estado de Direito;
- Defesa dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais;
- Proteção dos cidadãos europeus.
Rumo a uma Europa social mais forte, num contexto de retoma económica, a Presidência Portuguesa tem como objetivos:
- Mitigar os efeitos do desemprego
- Combater a pobreza, a exclusão social e as desigualdades
- Realizar uma Cimeira Social, no dia 7 de maio, no Porto, para debater a dimensão social na retoma e no desenvolvimento da economia europeia, bem como na transição digital e climática, e impulsionar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.
Para alcançar uma europa mais verde, a Presidência Portuguesa pretende:
Acelerar a transição digital inclusiva e justa é uma das prioridades da Presidência Portuguesa, que pretende:
Reforçar o papel da Europa no mundo, assente na sua abertura, no multilateralismo efetivo e no reforço das parcerias internacionais faz parte dos objetivos da Presidência Portuguesa que definiu como prioridades:
Mais informações sobre as prioridades da Presidência Portuguesa e o calendário oficial podem ser obtidas através do novo site da Presidência Portuguesa da UE.

O ano que termina foi sem dúvida desafiante para todas as empresas e seus colaboradores, exigindo de todos uma maior flexibilidade, agilidade e capacidade de adaptação à mudança.
Mais do que duplicámos o nº de empresas que apoiámos na sua capacitação (300) e formámos mais de 500 colaboradores.
Num ano tão atípico, e de uma forma global, a formação foi sem dúvida a grande aposta de várias pessoas e empresas e, no nosso questionário anual de levantamento de necessidades formativas, que contou com a participação de 174 empresas, pudemos comprovar isso mesmo.
Mais de metade dos participantes (57%) referiu que frequentar ações de formação é bastante importante e interessante por três principais razões: aquisição de novos conhecimentos e competências; e/ou melhorar o desempenho profissional e/ou atualizar conhecimentos.
Os resultados que obtivemos com este levantamento de necessidades de formação veio também confirmar que a forma como se fazia formação teve ser alterada e repensada, ou seja, a disponibilidade para frequentar formações e a modalidade em que estas chegam até ao cliente final está diferente, e tem de ser diferente.
Da amostra de 174 respostas, 51% refere que tem preferência por ações de formação em horário pós-laboral e 41% prefere o horário laboral. Relativamente à modalidade de realização, 54% tem interesse por ações de formação em e-learning, 45% por ações mistas (presencial e online) e as ações mais curtas, como os webinares, despertam o interesse para 44% das pessoas que colaboraram.
São percentagens significativas que vêm reforçar as nossas apostas para o ano de 2021.
Relativamente às áreas de formação, as respostas obtidas não deixam grandes dúvidas sobre aquelas que são as principais preocupações e apostas das pessoas para o seu crescimento e desenvolvimento.
Procuraremos sempre colaborar com associados/formadores de referência, com metodologias novas, programas pertinentes e atuais. Para já, conheça o nosso plano de formação para o 1º trimestre de 2021. Todas as inscrições efetuadas até 31 de dezembro beneficiarão de um desconto de 10%.
Para mais informações ou esclarecimentos envie email para cmoura@ccip.pt

A Comissão Europeia publicou, no dia 12 de novembro, o quarto relatório anual de implementação dos acordos comerciais. A União Europeia (UE) possuí atualmente em vigor 45 acordos comerciais, que abrangem 77 países, e este relatório analisa e fornece informações sobre 36 dos principais acordos comerciais celebrados com 65 países.
O comércio de mercadorias da UE, em 2019, com os 65 países abrangidos pelo relatório, aumentou 3,4 %; no resto do mundo o crescimento foi de 2,5%. A Suíça foi o principal parceiro preferencial da UE, representando 21% do comércio, seguida da Turquia com 11%, do Japão com 10% e da Noruega com 8,5%. Em conjunto este grupo de países foi responsável por metade do comércio preferencial da UE. No contexto do comércio internacional português, entre o grupo dos 65 países, a Turquia foi o nosso principal parceiro, representando 4,6% do comércio com países extra UE, seguida da Suíça com 2,7% e do Canadá com 2,2%.
Os resultados mais positivos ocorreram nos setores:
Agroalimentar: as exportações da UE para os parceiros comerciais registaram um aumento de 8,7% em comparação com o ano anterior. As bebidas foram os principais produtos exportados, representando 15% do total das exportações agroalimentares. Os três principais mercados de destino das exportações agroalimentares da UE, entre os parceiros comerciais preferenciais, foram a Suíça, o Japão e a Noruega, representando, em conjunto, cerca de 11% das exportações agroalimentares.
Bens Industriais: as exportações de bens industriais registaram um aumento de 3,7%, com um crescimento mais acentuado nos produtos químicos (6,3%) e equipamento de transporte (5,7%), entre outros.
O relatório analisa também os progressos realizados na aplicação dos capítulos consagrados ao “Comércio e Desenvolvimento Sustentável”, que figuram em todos os acordos denominados de “acordos de nova geração”. Através da aplicação destes capítulos, a UE pretende maximizar o efeito multiplicador propiciado pelo incremento do comércio e do investimento para progredir em questões fundamentais como a promoção do trabalho digno e a proteção do ambiente ou a luta contra as alterações climáticas.
A Comissão Europeia estima que a pandemia do novo coronavírus tenha, em 2020, um grave efeito na diminuição do comércio entre a UE e os seus parceiros comerciais. Que as exportações para países terceiros poderão diminuir entre 9 % e 15 % e que as importações poderão diminuir entre 11% e 14 %. A extensa rede de acordos comerciais da UE pode contribuir para contrariar e atenuar estes efeitos negativos, reforçar a resiliência e diversificar as cadeias de abastecimento. No que respeita às exportações nacionais de mercadorias, dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que entre janeiro e setembro de 2020, as exportações para países terceiros diminuíram 11,9% e as importações 16,1%.
Recentemente a Comissão Europeia lançou o portal “Access2Markets”, que disponibiliza informação sobre 120 destinos de exportação nomeadamente: direitos aduaneiros, impostos internos, regras de origem aplicáveis e procedimentos aduaneiros. Neste portal as empresas podem ainda apresentar casos concretos de obstáculos relacionados com o acesso aos mercados, para que a Comissão Europeia possa analisar a denuncia, identificar o problema reportado e desenvolver as ações tidas por relevantes. (fonte: Comissão Europeia).
Para mais informações:

No passado dia 21 de setembro, a UE e o Canadá celebraram o terceiro aniversário da entrada em vigor provisória do Acordo Económico e Comercial Global (CETA).
Entre os produtos industriais, as máquinas e os produtos farmacêuticos registaram o maior crescimento em termos de exportações da UE em comparação com 2019, 9,4% e 11,6% respectivamente.
Com a sua aplicação foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias. Gradualmente, num prazo de 3, de 5, e de 7 anos, desde a entrada em vigor do acordo, atingir-se-ão os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização, podendo as empresas da UE poupar até 590 milhões de euros por ano só em direitos aduaneiros.
O CETA confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos jamais oferecido a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.
No contexto do comércio internacional português, não sendo um dos principais parceiros comerciais, o Canadá é, ainda assim, um importante mercado para o comércio internacional português e com potencial de crescimento. Ocupou, em 2019, a 15º posição no ranking de clientes e a 39º no de fornecedores, com quotas de 1% e 0,27% respetivamente.
A balança comercial bilateral com o Canadá, nos últimos cinco anos (2015-2019), foi sempre favorável a Portugal. No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2019, por grupos de produtos, destacam-se os veículos e outro material de transporte (49,4% do total), seguidos de produtos alimentares (10,2 %), de matérias têxteis (6,4%), dos plásticos e borracha (5,2%), de metais comuns (4,9%)e do calçado (4,6%) que, no seu conjunto, representaram 76,2% das nossas vendas para este mercado.
Em 2019 exportaram para o Canadá 1.779 empresas portuguesas e as vendas atingiram 600 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 75% em relação a 2018. Determinados grupos de produtos registaram um acentuado crescimento, destacando-se as vendas de veículos e material de transporte com um aumento superior a 1.000%; vestuário (16,5%); matérias têxteis (9,7%); instrumentos de ótica e precisão (6,8%) e produtos agrícolas (6,4 %).
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de janeiro a setembro de 2020, as exportações portuguesas alcançaram 231,5 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 48%, comparativamente com o período homologo, essencialmente motivada por um decréscimo das vendas de veículos e material de transporte (-96%); de metais comuns (-62%); de instrumentos de ótica e precisão (-57%); de calçado (-34%) e de vestuário (-18%). Em contrapartida, neste mesmo período, destaca-se o crescimento das exportações dos produtos químicos (160%); das máquinas e aparelhos (51%); das pastas celulósicas e papel (39%); das peles e couros (32,1%) e dos produtos agrícolas (6%).
O CETA veio facilitar as exportações para o mercado canadiano e proporcionar importantes oportunidades de negócio. Mais informações poderão ser obtidas através dos seguintes links:
Conheça o Plano de Ações Internacionais da CCIP para 2021, que contempla missões empresariais a mais de 30 mercados!

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias desenvolve, anualmente, em colaboração com as Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, um Estudo Económico Europeu, o qual é resultado de um inquérito anual à actividade das empresas e tem por objectivo a recolha de informação e de opinião junto dos empresários na Europa, sobre alguns aspectos da actividade empresarial, nomeadamente, evolução da procura e das vendas; investimento; emprego e clima de negócios.
Os resultados indicam que as empresas portuguesas estão relativamente confiantes, em relação ao futuro, face ao actual contexto pandémico.
Conheça os resultados .

Sinopse
Este livro é um manual eminentemente prático que expõe as modernas teorias de gestão, e que, beneficiando da vasta e rica experiência do autor como consultor e administrador de grupos empresariais familiares, lhe confere um caráter de guião do caminho a percorrer pelas empresas familiares para o sucesso, a perenidade e a estabilidade.
Sabendo-se que o insucesso e o mau desempenho destas empresas estão, com muita frequência, na base de conflitos e na desagregação da família, o autor fornece pistas, conselhos e traça quadros de atuação para evitar os erros mais comuns e aumentar o desempenho e a excelência deste tipo de organizações.
Nos quinze capítulos em que se estrutura o livro, e numa ótica de saber fazer são expostas e explicadas as ferramentas teóricas da gestão adaptadas e ajustadas às empresas familiares.
Como leitores privilegiados deste livro, encontram-se os quadros gestores de empresas familiares, que sejam membros da família ou não, e que pretendam adquirir ou melhorar os seus conhecimentos de gestão empresarial.
E porque o sistema família-empresa é abordado de forma integrada, a sua leitura será recomendável, aos próprios empresários e a todo o tipo de quadros que exerçam atividades nas organizações da sua família.
Luís Todo Bom é engenheiro químico (IST) e MBA (UNL/Wharton Sch.). Teve formação executiva nas universidades de Stanford e Cranfield. É professor convidado do ISCTE Executive Education. É membro conselheiro e especialista em engenharia e gestão industrial da Ordem dos Engenheiros e da Academia de Engenharia. Foi e é consultor e administrador não-executivo de diversas empresas, incluindo grupos familiares. Foi presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Portugal Telecom e do Fundo de Turismo e vice-presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Marconi e da AIPortuense. Lecionou no ISCTE as unidades curriculares Projeto Empresarial, Gestão Estratégica e Gestão da Inovação. Foi Secretário de Estado da Indústria e Energia do X Governo Constitucional.

A Câmara de Comércio retomou as Missões Empresariais presenciais com uma viagem aos Emirados Árabes Unidos, que conta com a participação de 8 empresas portuguesas. A Missão teve início dia 22 de novembro, estando o regresso agendado para o próximo dia 27, sexta-feira.
Para além da presença do Vice-Presidente da CCIP, Paulo Portas, e do Diretor de Comércio Internacional, Pedro Magalhães, viajam com a Câmara de Comércio um conjunto de empresários de diversos setores de atividade, nomeadamente:
Para além das reuniões individuais de negócios, pré-avaliadas e aprovadas pelas participantes, o programa da Missão inclui uma visita ao Sharjah Research, Technology & Innovation Park, um jantar cultural e um encontro com Presidente do Portuguese Business Council no Dubai.
O Departamento de Comércio Internacional da CCIP apresentou recentemente o seu plano de atividades para 2021, estando já abertas as inscrições para as missões que irão decorrer em janeiro de 2021.

Em muitas empresas, os departamentos de marketing foram obrigados a dar um “passo à gigante” para o futuro. Repensaram os seus planos de marketing em pouco tempo e puseram-nos em prática numa velocidade estonteante.
O impacto do coronavírus em praticamente todos os setores de atividade foi e é indiscutível, sendo que, no campo do marketing digital, foi responsável por uma evolução brutal em todas as organizações.
Nesta 2ª edição do e-book sobre as Tendências de Marketing, procurámos uma vez mais sentir o pulso das empresas e dar voz aos que lideram os departamentos de marketing e comunicação no nosso país.
Convidamos todos os interessados a fazer o download gratuito desta publicação e a conhecer o que vai estar no topo da lista de prioridades das equipas de marketing no próximo ano.
Aceda aqui ao E-book sobre as Tendências de Marketing para 2021

A Maleo vai iniciar um ciclo de conversas informais a que chamou maleo.talks, no próximo dia 18 de novembro.
Neste momento de incerteza, importa refletir sobre o futuro, assim como desafios e soluções que se apresentam para as empresas e os seus colaboradores e por isso mesmo, o tema em análise são as “Oportunidades para as empresas no pós pandemia”.
Para saber mais e inscrições, visite a página da Maleo

O que vai encontrar?

Consultar o plano de ações internacionais para 2021
O plano contempla a abordagem a realização de cerca de 45 missões empresariais, entre o formato presencial e virtual, com um foco principal fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa. A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objetivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais. Neste sentido iremos realizar missões empresariais presenciais e virtuais a destinos em franco crescimento e que já têm trazido resultados muito positivos a empresas portuguesas, casos como o México, Marrocos, Rússia, Costa do Marfim e Coreia do Sul, são alguns desses exemplos.
Vamos continuar com os seminários “Meet-the-Market”, totalmente em formato Webinar – 100% online e 100% gratuito - que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e reuniões “One-to-One, que consistem em sessões individuais e personalizadas entre as empresas e os nossos representantes locais de diversos mercados – também em formato 100% online.
Uma das principais novidades para 2021 será a realização de 4 missões inversas a Portugal de compradores, importadores, retalhistas e distribuidores internacionais, nos setores alimentar e bebidas, têxtil e vinhos.
Numa perspetiva de constante inovação e adequação às necessidades das empresas, será também disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização.
De acordo com Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio, “o plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus Associados é, como costumo dizer, um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. Em 2021, o regresso ao comércio internacional vai ser mais necessário do que nunca, para recuperar a economia”.
Tendo tido oportunidade de acompanhar pessoalmente algumas das missões realizadas nos últimos anos, o Vice-Presidente da CCIP afirma ainda que “muitas empresas reforçaram os seus contactos internacionais e as vendas em novos mercados, frequentando as missões que organizamos nas quais temos a preocupação de garantir as adequadas reuniões B2B – seja de forma presencial ou virtual".
Também em 2021, será lançada a 5ª edição do Estudo Insight, que já nos um olhar aprofundado sobre os processos de exportação de mais de 1.00 pme portuguesas e adequar estratégias para o futuro.
Teremos um conjunto de ações de formação para a Internacionalização, com sessões práticas e especificas sobre as temáticas que envolvem os processos de internacionalização.
A Câmara de Comércio conta com uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para suas iniciativas de apoio à internacionalização, com um foco especial na Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas. Contamos, assim, com o apoio estratégico do único banco do Mundo presente em sete países de Língua Portuguesa, que nos tem apoiado no trabalho de sensibilização das empresas portuguesas para as principais "ferramentas" e operações bancárias a utilizar no comércio internacional.
Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio vê com otimismo 2021. “Tendo em conta as enormes incertezas que nos reserva 2021, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional. Vamos continuar a estar ao lado das empresas, apoiando-as com contatos de qualidade em mais de 50 mercados distintos, com um foco claro na customização."
Quer começar hoje mesmo a impulsionar o seu negócio além-fronteiras?
Consultar o plano de ações internacionais para 2021
A equipa de comércio internacional da CCIP está ao dispor das empresas portuguesas.
Fale connosco!
Email: internacional@ccip.pt
Telefone: +351 213 224 050

Os governos de todo o mundo continuam a ter nas suas mãos uma enorme tarefa: proteger a saúde dos seus cidadãos enquanto tentam limitar o impacto económico do coronavírus. No entanto, o principal problema é que muitas das tentativas de estímulo ao (re)início das atividades e ao retorno à vida pré-pandémica, têm levado ao aumento do número de casos, o que por sua vez tem colocado um travão no crescimento económico. É um círculo vicioso que, em última análise, parece significar que as economias estão condenadas se o fizerem e condenadas se não o fizerem.
O Banco Mundial prevê que a economia global terá uma contração de 5,2% em 2020, a contração mais acentuada em oito décadas. O Financial Times relata que a União Europeia enfrenta “uma recessão histórica”, com uma queda do PIB de 12,1% em toda a Zona Euro. Em Portugal, os números avançados recentemente pelo Banco de Portugal apontam para uma recessão à volta dos 8,1%, com uma queda das exportações de 19,5% e das importações em 12,4%.
Existe uma probabilidade muito grande de que o mundo em geral possa continuar numa posição económica precária até que se encontre uma vacina, que esta seja aprovada e amplamente distribuída pelo globo. Até lá, os países continuarão muito provavelmente a tentar o exercício de equilíbrio entre abrir as suas economias o máximo possível, enquanto controlam a propagação do vírus e esperam pelo fim da pandemia.
A Câmara de Comércio tem falado com inúmeras empresas Portuguesas exportadoras de diferentes setores, dimensões e distribuição geográfica e, na sua grande maioria e retirando as empresas ligadas ao setor do Turismo, tem recebido um feedback otimista em relação ao que será 2021, para o desenvolvimento das suas atividades internacionais. Estou certo de que o estudo Insight, que a Câmara de Comércio lançará ainda este ano, transmitirá alguma desta sensibilidade. Ao mesmo tempo, os resultados preliminares do Estudo Económico Europeu que a Câmara de Comércio apresentará em meados de Novembro deste ano, são também muito otimistas, revelando a maioria das mais de 300 empresas inquiridas, que esperam um ano 2021 com resultados positivos para as suas atividades económicas.
Em linha com este sentimento otimista que recebemos por parte das empresas exportadoras, a Câmara de Comércio está a crescer significativamente no que concerne aos serviços de comércio internacional, nomeadamente na emissão de Certificados de Origem, de Carnets ATA, da preparação de agendas individuais de contactos de qualidade a nível internacional e nas missões virtuais a mercados externos. Os passados meses de Setembro e de Outubro trouxeram consigo uma procura dos nossos serviços acima do nível do período pré-covid, o que faz com que todos aspiremos a que a retoma tão desejada se reflita nas vidas das empresas com a maior celeridade possível.
Sabemos que não iremos voltar ao mesmo lugar onde nos encontrávamos no final de 2019, e que fazer qualquer tipo de previsão durante este período é muito arriscada, mas tendo em conta este cenário, ao dia de hoje, 2021 tem tudo para ser um ano com melhores resultados do que aqueles que estamos a ter em 2020!

Pedro Magalhães
Diretor de Comércio Internacional da CCIP

A CCIP está já a preparar o plano de formações para 2021 e queremos saber quais as áreas que gostava de ver aprofundadas.
Queremos continuar a apresentar um plano com as áreas de formação de maior interesse e necessidade para si e este nosso objetivo só é conseguido com o seu apoio.
Pedimos-lhe que nos dispense alguns minutos do seu tempo para preencher o nosso Questionário de Levantamento de Necessidades.
Com a sua ajuda vamos conseguir apresentar um plano de formação ajustado!

A Comissão Europeia encontra-se a trabalhar numa iniciativa legislativa com o objetivo de reforçar o quadro de proteção e facilitação do investimento na UE. A iniciativa faz parte do Plano de Ação da União dos Mercados de Capitais e está prevista ser apresentada no primeiro semestre de 2021.
Neste âmbito, a Comissão Europeia encomendou a realização de um estudo e a recolha de casos/evidências sobre as experiências dos investidores relacionadas com a proteção do investimento na UE face às medidas públicas. O estudo inclui um questionário que fornecerá indícios para a avaliação de impacto e contribuirá para a preparação da respetiva proposta legislativa.
O questionário foi concebido especificamente para investidores da UE envolvidos em investimentos transfronteiriços noutros Estados-Membros da UE, ou interessados em realizar investimentos transfronteiriços que não o puderam fazer devido a barreiras específicas relacionadas com a proteção do investimento.
As empresas que se enquadrem numa das situações acima referidas e que queiram participar na consulta poderão aceder ao questionário, até dia 23 de Outubro.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa recebeu a visita de Armando Abreu, recém eleito Presidente da Federação das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil (FCCP), que sucedeu a Nuno Rebelo de Sousa. O grande propósito da gestão à frente da FCCP será o fortalecimento e integração das entidades portuguesas no Brasil.
Atualmente com 17 câmaras filiadas, a entidade fundada por António Bacelar Carrelhas, Rômulo Alexandre e mais alguns empresários, perfila-se como uma das mais representativas da diplomacia económica bilateral no Brasil. O mandato corresponderá ao período 2020-2022.
Esta reunião teve como principal propósito discutir os termos da organização da IX Reunião Anual das Câmaras de Comércio Portuguesas – que se realizará em Fortaleza, Brasil, a 15 e 16 de março de 2021.

Bruno Bobone é o primeiro português a liderar a Associação Mundial de Empresários Cristãos (Uniapac).
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e do Conselho de Administração do Grupo Pinto Basto tornou-se o primeiro português a presidir à Uniapac, associação fundada em 1931 em Roma, e que junta associações empresarias de 41 países representando mais de 55 mil empresários.
Bruno Bobone vai liderar a instituição durante um mandato de três anos, “tendo estabelecido como prioridade da sua presidência a defesa da gestão e do empreendedorismo como vocação nobre, centrada na realização da pessoa.
Em entrevista à Renascença e à Ecclesia, defende o conceito de salário digno e a participação dos trabalhadores nas grandes decisões das empresas, pede a desburocratização, mas defende a fiscalização e alerta que, face à pandemia, é preciso responsabilidade e razoabilidade, mas não se pode deixar o medo dominar.
Questionado sobre que medidas ou incentivos espera desta Orçamento para a situação em que vivemos, Bruno Bobone diz ter "algumas dúvidas sobre as decisões que estão a ser tomadas relativamente à estatização excessiva de algum investimento. Acho que se devia acreditar mais nas empresas... Assim como as empresas não devem ter medo de promover, de motivar os seus trabalhadores, o Estado não pode ter medo de promover e motivar as empresas. Devia haver mais privados na evolução, na aplicação de todos estes valores orçamentais."
Veja algumas notícias sobre este tema:
“A vida normal tem de ser promovida e é preciso ter coragem para o fazer”
Bruno Bobone assume presidência da Associação Mundial de Empresários Cristãos

E é neste binómio (retenção-atração) que está o busílis da questão. As empresas para conseguirem atrair com sucesso os perfis que pretendem terão de conseguir, primeiramente, reter com sucesso os que já se encontram na organização. O sucesso de um retroalimentará o sucesso do outro. Este ciclo virtuoso será, a meu ver, uma das primeiras condições para as empresas conseguirem diferenciarem-se das demais, criando uma EVP (employer value proposition) sólida e capaz de atrair novo talento e assim fazer perdurar a dinâmica retenção-atração.
Para que esta retenção ocorra, as empresas terão de ser capazes de acompanhar o ritmo bastante acelerado das tendências atuais. Temas como employee mapping e employee journey têm estado na ordem do dia, tendo sempre como objetivo máximo colocar os holofotes na experiência/vivência do colaborador e nas formas de patrocinar o seu bem-estar e simultaneamente promover a sua permanência na Organização em função da potenciação das suas competências e mais valias.
Por outro lado, existem um conjunto de temas que terão de ser endereçados na definição das políticas de planeamento de RH das Organizações no sentido de potenciar o grau de atratividade da organização aos olhos do mercado, nomeadamente:
Numa perspetiva mais “terra-a-terra” e menos concetual de atração de talento, as empresas terão que, em primeiro lugar, refletir sobre que perfil realmente procuram e se esse perfil faz efetivamente fit com a realidade que oferecem. O overload de informação sobre as diferentes tipologias geracionais e sobre os perfis mais bem-sucedidos para uma boa adaptação ao atual contexto profissional VUCA, faz com que todos andem à procura do mesmo tipo de perfil (mais evidente em funções de entery level, como por exemplo em programas de trainees). Muitas vezes, pretendem “contratar Messis e Ronaldos quando na verdade as suas equipas jogam na 2ª divisão”, o que acaba invariavelmente por terminar numa baixa retenção dos referidos talentos, derivado à clara desmotivação e misfit com o contexto que encontram nas empresas.
Paralelamente, esta demanda pela atração de talento conduz igualmente a novos desafios para os Consultores de RH que apoiam as organizações no processo de recrutamento. Acredito, que enquanto Parceiros dos nossos Clientes, teremos de adotar uma abordagem cada vez mais estratégica e integrada na gestão de um processo de seleção, até de forma a diminuir a perceção que ainda subsiste deste serviço como meramente transacional.
Mais do que nunca, torna-se fundamental ser capaz de ajudar as empresas a:
Miguel Abreu | RAY Human Capital
19/08/2020

A Eurochambres vai organizar entre 12 e 14 de Outubro o ciclo de eventos online “Rebooting Europe”.
Neste ciclo de sessões temáticas serão debatidos importantes temas sobre a recuperação económica pós-Covid 19:
Consulte a agenda completa e inscreva-se aqui.


O Embaixador do Turquemenistão, Shohrat Jumayeve, e o Conselheiro Económico da Embaixada, Gadam Besherov, foram recebidos, no dia 2 de Outubro, pelo Secretário Geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, João Pedro Guimarães.
O principal objectivo desta visita foi estreitar as relações institucionais e apresentar as oportunidades de negócio no Turquemenistão para as empresas portuguesas com vista à dinamização das relações económicas bilaterais.

Numa iniciativa da FICCI – Federation of Indian Chambers of Commerce and Industry, vai realizar-se de 12 a 15 de outubro, em formato digital, a conferência “FICCI Leads 2020: Reimagine de World”.
Esta iniciativa constitui-se como uma plataforma de compromisso sobre questões fundamentais que suportam a procura pela prosperidade económica global com sustentabilidade, inclusão e bem-estar social
Tem como objectivo promover uma visão partilhada entre os líderes globais, por forma a repensar o crescimento económico nos pilares da globalização e da economia "Atma-Nirbhar" (expressão que pretende designar uma economia autossuficiente e resiliente).
Poderá aceder ao programa e fazer a sua inscrição através deste link.

Procurámos apoiar as empresas neste processo através da partilha de experiência de 25 empresas em 4 áreas determinantes: Pessoas / Experiência do cliente, Processos Operacionais/Tecnologia, Modelos de Negócio e Liderança para fazer acontecer.
Foi um dia intenso, com muita partilha de conhecimento e know-how, onde tivemos oportunidade de ouvir intervenções que trouxeram uma grande relevância aos temas abordados.
A CCIP agradece aos mais de 500 participantes que estiveram connosco ao longo do dia, às 35 marcas que estiveram presentes na área de exposição e que apoiaram esta iniciativa desde o primeiro momento e a todos os oradores que contribuíram para o sucesso desta 3ª edição do Open Day!
Veja a transmissão do Open Day da CCIP no Youtube.
“Ontem foi um dia muito bom. Tive o privilégio de participar num mega evento com mais de 500 pessoas proporcionado pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Adoro participar nestes eventos e partilhar a cultura da Altronix e a minha experiência de 30 anos de trabalho.” Rui Fonseca, CEO @Altronix
“Muito obrigado pelo convite e muitos parabéns pela extraordinária organização. Sem dúvida alguma foi um grande sucesso!” Josep Raventós, Country Manager @ Sage Portugal
“We had a lot of fun yesterday, talking #BrandPurpose to Portugal's chamber of commerce - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. We also ran our very first virtual exhibition stand. Over the next couple of days we will share some of the content that we shared with the CCIP including the first chapter to the book On Purpose, a diagnostic tool for measuring how purposeful your organisation is, as well as our whitepaper on customer experience.” The Caffeine Partnership
“Um dia em grande com imensa energia. Obrigada pelo convite, foi um prazer participar e espero que tenha sido útil. Um abraço” Helga Saraiva-Stewart, CEO @ Lead Results
“Obrigado pelo convite para participar. Espero que tenham gostado. Até já.” Ricardo Parreira, CEO @PHC
“Obrigado pelo convite e a todos os que assistiram. Parabéns à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e sua equipa pela excelente organização” Miguel Vicente, CEO @ Made2Web

Na sequência da sua assinatura e uma vez aprovado no Parlamento Europeu, o acordo será oficialmente adotado pelo Conselho, devendo entrar em vigor no início de 2021.
Entre as 100 indicações geográficas protegidas incluem-se seis respeitantes aos seguintes produtos portugueses: Pera Rocha do Oeste, Vinhos do Alentejo, do Dão, do Douro, do Porto e Vinho Verde.
Quatro anos após a sua entrada em vigor, o acordo, abrangerá mais 175 indicações geográficas de ambos os lados, incluindo sete portuguesas: Azeite de Moura, de Trás - os – Montes, do Alentejo Interior, Vinho da Bairrada e Vinho da Madeira, Presunto de Barrancos /Paleta de Barrancos e Queijo S. Jorge.
O mercado chinês apresenta um grande potencial de crescimento para o setor de alimentação e bebidas. Em 2019, a China foi o terceiro destino de produtos agroalimentares da UE, atingindo 14,5 mil milhões de euros. A China é também o segundo destino das exportações de produtos da UE protegidos enquanto indicações geográficas, incluindo vinhos, produtos agroalimentares e as bebidas espirituosas, que representam 9% em valor (fonte: Comissão Europeia).
Os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelam que as exportações portuguesas de produtos agrícolas e agroalimentares, para este mercado, totalizaram 75,7 milhões de euros em 2019. De acordo com dados mais recentes, de janeiro a março de 2020, as exportações alcançaram 17,1 milhões de euros.
Mais informações:
Lista das indicações geográficas europeias protegidas
Lista das indicações geográficas chinesas protegidas

Desde o dia 7 de Setembro que a formação na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa passou a ser certificada pela DGERT em 5 áreas distintas:
A DGERT - Direcção Geral do Emprego e das Relações Laborais – é a organização responsável pela certificação de todas as entidades formadoras no nosso país.
Esta certificação representa um justo reconhecimento do percurso que temos vindo a fazer na CCIP para melhorar os procedimentos e implementar as melhores práticas na gestão da formação.
Ainda assim, consideramos este apenas um primeiro passo num processo que se quer de continuado crescimento.
A partir de agora os níveis de exigência vão subir e será um desafio mantermos os referenciais de qualidade com que nos comprometemos.

As Conferências de Lisboa realizam a sua 4ª edição de 30 de setembro a 2 de outubro, desta vez em formato online. Este ano os debates centram-se na Aceleração das Mudanças Globais e nos impactos da pandemia.
A aceleração das mudanças globais está a afetar cada vez mais o ambiente e os nossos modos de vida, com o futuro a entrar rapidamente no presente, forçando pessoas, sociedades e sistemas políticos a enfrentarem novas realidades – algumas das quais difíceis de compreender ou até de reconhecer. Junte-se a dezenas de oradores para três tardes de debate sobre estas mudanças internacionais, que afetam o futuro do planeta e das nossas sociedades.
Tendências Demográficas | Alterações Climáticas e Transições Energéticas | Revolução Digital | Desigualdade e Modelos de Crescimento | Mudanças Geopolíticas | Desafios Societais
A Conferência é transmitida na plataforma Zoom (com acesso a tradução simultânea e inscrição obrigatória) e no Youtube do Clube de Lisboa, neste caso sem tradução nem necessidade de registo prévio.
Programa e informações aqui.

Depois de uns meses de pausa obrigatória, devido ao covid-19, no passado dia 4 de setembro retomámos o #ProgramaExecutivoCCIP, a Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME.
Esta Pós Graduação está a ser desenvolvida em parceria com a NOVA SBE, onde contamos com a presença de 31 empresários que estão motivados e empenhados em desenvolver e aprofundar as suas competências em áreas como:
O Programa Executivo decorre de forma presencial de 15 em 15 dias, às sextas-feiras e sábados entre as 09h00 e as 18h00.
Tendo em consideração o contexto atual, e por forma a garantirmos todas as condições de segurança e higiene, foi partilhado com os participantes o “guia de boas práticas da CCIP” com a indicação de todas as regras e normas internas e da DGS, e para garantirmos a distância de segurança as aulas decorrem no nosso Salão Nobre.
Dada a pertinência do tema e existindo a necessidade e pertinência em capacitar os gestores de PME estamos já a preparar a 2ª edição desta Pós Graduação com a NOVA SBE que arrancará em 2021. Se pretender receber informação em primeira mão, envie-nos um email para formacao@ccip.pt.
Esta Programa Executivo conta com o apoio da Yunit e da Sage e tem como embaixador o Rui Fonseca (CEO da Altronix).

As Câmaras de Comércio a nível internacional têm vindo a adaptar os seus serviços, procurando superar as exigências dos seus Associados, através da agilização dos seus processos, aumentando assim a rapidez e eficácia na prestação dos seus serviços. A CCIP não foge à regra e na última década implementou uma série de alterações no seu departamento de Certificados de Origem, com o propósito de garantir aos seus clientes a melhor qualidade na prestação do serviço.
Em 2011, iniciámos a reestruturação do departamento com a implementação de um conjunto de novos processos, bem como otimizações dos formulários e contactos existentes, de forma a garantir que todos os Certificados de Origem passassem a ser emitidos, no máximo, em 24 horas.
No ano seguinte, começámos a disponibilizar o Certificado de Origem no formato digital (digitalização do documento em formato papel), facilitando o acesso ao mesmo por parte das empresas exportadoras e dos seus clientes finais. Iniciámos também a emissão de um novo documento, com vista a ajudar as empresas na exportação:
O Certificado de Venda Livre - que permite a livre comercialização das mercadorias, certificando que o produto não está sujeito a qualquer restrição comercial ou de qualidade no país de origem.
Em 2014, celebrámos o protocolo com a Ordem dos Despachantes Oficiais (ODO) e com a Associação dos Transitários de Portugal (APAT) de forma a que ambas instituições pudessem usufruir de condições particulares na relação com a CCIP.
O ano de 2015 marca de forma indiscutível a mudança no paradigma de atuação da CCIP na Certificação de Origem, ao obter a acreditação da International Chamber of Commerce (ICC), passando a pertencer a um grupo restrito de câmaras de comércio acreditadas a nível mundial, e a única em Portugal, que seguem as regras de emissão e os níveis de qualidade e segurança exigidos internacionalmente.
Este selo garante às empresas exportadoras, bancos e administrações aduaneiras, que os Certificados de Origem que utilizam são emitidos de acordo com os padrões de certificação mais rigorosos e com base nas diretrizes internacionais da ICC, sendo por isso, mais eficientes e seguros.
A vaga na digitalização de processos tem sido uma realidade para todas as empresas e, na CCIP, apostámos fortemente nessa transformação, nomeadamente nos Certificados de Origem.
Assim, em 2018, ocorre a implementação do Certificado de Origem Eletrónico (eCO). O eCO é emitido de acordo com regras internacionais de acreditação da ICC, o que significa que a sua emissão cumpre um conjunto de requisitos de qualidade que podem ser validados eletronicamente em qualquer parte do mundo, acedendo ao portal desta entidade, facilitando assim o processo de exportação.
Atualmente, os eCOs são emitidos por diversas Câmaras de Comércio em todo o mundo e contribuem significativamente para um ambiente comercial mais seguro, ajudando as empresas exportadoras a economizar tempo, recursos e dinheiro.
Durante este ano, a Câmara de Comércio passou a ser a nova entidade coordenadora da ICC para a Acreditação da Certificação de Origem em Portugal. Isto tem subjacente um enorme reconhecimento internacional atribuído à CCIP, tendo todas as entidades emissoras de certificados de origem, a nível nacional, que recorrer à CCIP para aceder à rede de acreditação internacional da ICC.
Não podemos deixar de mencionar que, no decorrer deste ano, e em virtude do contexto de pandemia que estamos a viver, a CCIP, à semelhança de todas as entidades, teve de ajustar-se e transformou os seus procedimentos por forma a garantir a disponibilização dos Certificados de Origem de forma ininterrupta, o que foi conseguido em absoluto. Estivemos fisicamente afastados, mas sempre perto das empresas nas suas exportações e nos seus negócios.
As incertezas do futuro levantam algumas dúvidas para quem quer vingar no mercado internacional. Mas na CCIP podemos garantir que, independentemente das circunstâncias, manteremos sempre o nosso compromisso e dedicação, ficando ao lado dos nossos Associados, Clientes e Parceiros.
Agora, tal como no passado, pode contar com a Equipa de Comércio Internacional na obtenção dos seus documentos internacionais. Para mais informações contacte a CCIP, através do telefone 21 322 40 50 ou do email certif@ccip.pt.
Autor: André Costa | Coordenador Emissão de Certificados de Origem | Departamento de Comércio Internacional da Câmara de Comércio

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa lança anualmente um estudo dedicado à internacionalização das empresas, concretamente PME, portuguesas. O InSight é um observatório que pretende compreender a atividade de internacionalização das pequenas e médias empresas portuguesas e a sua perspetiva de desenvolvimento futuro.
O lançamento da 4ª edição estava previsto para abril, mas nessa altura o mundo foi atingido por uma pandemia que teve (e tem) impactos na atividade das empresas. Na CCIP não podíamos ficar indiferentes a estas alterações e, por isso mesmo, decidimos complementar esta edição com a perspetiva no pós-covid.
Para conseguirmos entregar um conteúdo verdadeiramente útil precisamos da sua ajuda através da resposta a um questionário.
O Estudo vai decorrer durante o mês de setembro e os resultados serão apresentados em novembro de 2020. A sua resposta é muito importante.
O que nos propomos?

O Vietname é o segundo país do sudeste asiático, depois de Singapura, a beneficiar de um acordo de comércio com a UE.
É uma das principais economias na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), com 95 milhões de consumidores e, com um crescimento económico superior a 6% nos últimos anos, está entre as 50 maiores economias mundiais. É o segundo maior parceiro comercial da UE na ASEAN, a seguir a Singapura, com trocas comerciais de bens, em 2019, no valor de 45,53 mil milhões de euros e de 3,9 mil milhões de euros em serviços, em 2018.
O Vietname, como cliente de Portugal, ocupou em 2019 a 58ª posição e como fornecedor a 29º posição. Os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que 293 empresas portuguesas exportaram para este mercado em 2019.
As exportações para este mercado, em 2019, totalizaram 48 milhões de euros, sendo que as importações de produtos vietnamitas, no mesmo período, ascenderam a 359 milhões de euros.
As principais exportações portuguesas foram constituídas essencialmente por máquinas e aparelhos (50,8%); matérias têxteis (13,3%); químicos (10,5%); produtos agrícolas (4,2%); produtos alimentares (4,7%); plásticos e borracha (2,9%) e veículos e outro material de transporte (2,5%). Quanto às importações provenientes do Vietname, estas dizem respeito principalmente a máquinas e aparelhos (58,5%); produtos agrícolas (14,8%); calçado (5,3%); matérias têxteis (4,9%); produtos alimentares (4,7%); plásticos e borracha (2,9%); veículos e outro material de transporte (2,5%) e metais comuns (2,2%).
O acordo comercial irá eliminar 99 % dos direitos aduaneiros, aplicáveis aos bens da UE, de uma forma progressiva, ao longo de 10 anos, sendo que 65% dos direitos aduaneiros aplicados pelo Vietname foram eliminados de imediato com a entrada em vigor deste acordo. As empresas da UE passam também a poder participar em concursos para contratos públicos no Vietname em pé de igualdade com as empresas nacionais.
Para que os exportadores possam beneficiar da isenção ou redução dos direitos aduaneiros é necessário que estejam registados no Sistema de Exportador Registado (sistema REX).
Com a entrada em vigor deste acordo o comércio entre Portugal e o Vietname tem grandes potencialidades para se desenvolver e irá proporcionar novas oportunidades para as empresas diversificarem os mercados de destino das suas exportações.
Em 2017 foi constituída a Câmara de Comércio e Indústria Portugal - Vietname (CCIPV) que integra a rede das Câmaras de Comércio Portuguesa (RCCP) coordenada pela CCIP. A CCIPV tem como principal missão promover as relações económicas entre Portugal e o Vietname.
Mais informações sobre as relações económicas com o Vietname e os principais elementos do acordo de comércio , poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia e também no site da Direção-Geral das Actividades Económicas (DGAE).

Ser optimista, é acreditar que existe sempre uma solução para cada desafio e que em conjunto, a equipa consegue lá chegar. Liderar no futuro não vai ser fácil, o futuro é incerto, pode trazer os maiores desafios, mas se acreditarmos que somos resilientes e capazes de contornar os mais variados dilemas, o mais certo é ficarmos mais fortes e unidos ao conseguirmos ultrapassá-los.
O optimismo é uma característica dos líderes carismáticos e cada vez mais, essencial na liderança de equipas. O optimismo pode ajudar a manter o foco e o rumo que a equipa deve seguir.
Mas atenção, ser um líder optimista não significa ser irrealista ou não enfrentar os factos menos positivos, significa antes, ter um olhar de esperança em qualquer que seja o cenário que a equipa ou a empresa esteja a enfrentar.
Em baixo, 4 estratégias que podem ajudar a manter o optimismo na liderança da sua equipa.
Sejamos realistas, os contratempos existem e podem aparecer quando menos esperamos. Isso faz parte de qualquer negócio. Não desanime quando as coisas não correm como estava à espera, vença a decepção e oriente o seu foco para ultrapassar o contratempo. Se ficar decepcionado e não agir, a equipa vai seguir o seu exemplo.
Envolva a equipa na solução, pois as pessoas gostam verdadeiramente de ajudar e fazer parte da solução.
Longas horas de trabalho, ambientes altamente stressantes, podem levar a um cansaço que pode afectar a sua energia e a energia da equipa.
Esforce-se para criar um equilíbrio saudável e manter bons hábitos na equipa.
Ninguém consegue ser optimista se não dormir bem, alimentar-se bem e sentir que tem as coisas sob controlo.
Mais uma vez, o líder é o exemplo que a equipa segue, por isso seja um bom exemplo de equilíbrio.
Quando o líder reconhece e agradece às pessoas individualmente pelos seus esforços e realizações, está a passar uma mensagem de que valoriza as pessoas da equipa.
O reconhecimento e um feedback positivo e encorajador podem fazer milagres na produtividade da equipa. Ninguém gosta de chefes rabugentos e mal com a vida, que deitam abaixo a autoestima das pessoas por tudo e por nada. Mostre que acredita neles e que está lá para os ajudar a fazerem cada vez melhor.
Pergunte-lhes “como é que eu te posso ajudar?” e ajude.
Uma comunicação inspiradora pode ser a razão por que as pessoas querem ficar na sua equipa e estão dispostas a dar o seu melhor.
Se não tem naturalmente essa competência, procure desenvolvê-la, faça um coaching nessa área e com ajuda de um profissional, aprenda a comunicar com impacto. A equipa vai beneficiar muito com isso.
Aprenda a usar o storytelling na sua comunicação e a transmitir uma imagem do futuro mais optimista.
Promover o optimismo na equipa, não é ter excesso de confiança, é olhar para o futuro, com as lentes certas. É saudável para si, porque se sente melhor no dia-a-dia, para a sua equipa, porque tem um bom ambiente para trabalhar e para empresa que beneficia dessa energia que se converte em resultados.
Ainda existem dúvidas desse lado?! 😊
Autora
Anabela ChastreLicenciada em Comunicação, Pós-graduada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e Mestre em Politicas de Desenvolvimento de Recursos Humanos, pela Universidade de Lisboa.
É Certificada Internacionalmente em Life Coaching, Executive Coaching e Strategic Mentoring.
Tem 20 anos de experiência na área da Formação Comportamental e Coaching executivo, entre Portugal, África e Brasil.
É Docente Universitária, Oradora Internacional e Autora de 3 livros sobre Liderança Pessoal e de Equipas.
É gerente da empresa Atitude Certa – Formação e Coaching na Lusofonia e Presidente Cimeira Lusófona de Liderança.
Acredita que ter a Atitude Certa é dar o melhor a cada segundo em tudo o que se faz e é com esse propósito que vive e trabalha!

Muitas vezes pergunto-me, porque é que existe tanto preconceito associado à palavra “felicidade” no mundo das organizações. Adoramos dizer que queremos ser felizes, mas depois temos vergonha de dizer que queremos ser felizes a trabalhar.
Se nos perguntam os nossos desejos para o nosso futuro, a resposta vai variar entre ter saúde, um bom trabalho, dinheiro…
Desconstruindo esta afirmação:
- Se queremos ter dinheiro, temos de trabalhar (salvo raras excepções). Ora, se temos mesmo que trabalhar, não é melhor que o façamos felizes?
- Se queremos ter saúde, temos de cuidar de nós e, para além de toda a parte da nutrição e exercício físico, é essencial cuidarmos da nossa saúde mental. De acordo com o Mental Health Work Report de 2017, 3 em cada 5 trabalhadores experienciam problemas de saúde psicológica devido ao trabalho. Para além da saúde mental, sabemos que o stress aumenta a tensão arterial, pode causar taquicardia e até, alterar os níveis de colesterol. Conclusão: ser infeliz ou viver sob stress, no trabalho ou em qualquer dimensão da nossa vida, prejudica gravemente a saúde.
- Se queremos ser felizes… temos que fazer por isso. A felicidade é um estado mental, que podemos trabalhar e treinar. Este estado mental, “ajuda-nos a produzir uma maior energia, para desenvolvermos o nosso talento, as nossas capacidades e a nossa saúde” (Dra. Paloma Fuentes).
Temos mesmo que começar a olhar para a Felicidade no Trabalho como um assunto sério. As organizações são feitas de pessoas e, as pessoas, são pessoas, dentro e fora do trabalho. É importante dotá-las de ferramentas para que sejam capazes de ter maior resistência e melhor resposta nos momentos complicados da vida.
- Mas as organizações têm de fazer as pessoas felizes?
- “Nim”.
A felicidade é uma decisão individual, cada um é responsável pela sua própria felicidade e, se uma pessoa não “quer” ser feliz, nada do que a organização possa fazer, vai resultar.
O que as organizações têm de fazer, é criar condições para que as pessoas lá possam ser felizes a trabalhar.
Tudo começa com o recrutamento. O colaborador certo, para o trabalho e para a empresa. Nos processos de selecção, é imperativo que, para além das competências técnicas, se avaliem as competências sociais e se pondere se aquela pessoa se vai integrar/adequar à cultura da empresa. É fundamental fazer um bom acolhimento, assim como, um acompanhamento regular do colaborador durante todo o seu percurso na organização (saber se continua a sentir-se desafiado pela função, se considera que as suas competências estão a ser completamente aproveitadas…).
O “Empoderamento” e autonomia. As pessoas poderem tomar decisões sozinhas ou com a mínima intervenção da Liderança. Ajuda a desenvolver o sentido crítico, aumenta os índices de confiança. Pedir feedbacks e opiniões com regularidade, vai fazer com que as pessoas se sintam valorizadas e motivadas.
Agradecer e elogiar. Quantas oportunidades perdemos para o fazer. Ok, as pessoas estão ali para trabalhar. Mas se fazem algo bem feito, porque não havemos de agradecer e elogiar? O reconhecimento por parte dos managers, colegas ou clientes, aumenta a motivação e a autoestima.
Propósito. Ter um trabalho interessante e com significado. Todos conhecemos a frase de Confúcio “Escolhe um trabalho que gostes e não terás que trabalhar um dia na tua vida.”
É essencial, partilhar a visão da empresa aos colaboradores. A comunicação é um dos factores mais importantes. Passar as mensagens com transparência e garantir que são percebidas.
Sentido de justiça. “Um pequeno sentimento de injustiça, real ou percebido é suficiente para tornar um trabalhador feliz e satisfeito, num cético em relação à empresa.” (Nic Marks)
Tem que haver transparência nos processos e na tomada de decisão. As políticas salariais, de progressão e atribuição de projectos devem ser claras. Todos devem saber o que precisam fazer para poderem ser promovidos ou aumentados.
Relacionamentos positivos. Os bons relacionamentos no trabalho vão manter as equipas unidas em situações de incerteza ou mudança. Quem gosta de passar um dia inteiro rodeado de pessoas que não se suportam? Então e 5 dias por semana? É insustentável. Fomentar a entreajuda, a empatia, a gratidão e a bondade, vai contribuir para reforçar os relacionamentos o que se refletirá nos comportamentos das pessoas.
Afinal, a felicidade no trabalho, não é algo assim tão ingénuo, pois não? E até pode parecer senso comum, mas, como disse Voltaire: “O senso comum, não é assim tão comum.”
O melhor? É que está ao alcance de todos. Basta querer.
Autora:

Corporate Happiness Expert
Apaixonada pelas pessoas e pelo tema Felicidade no Trabalho.
Licenciada em Sociologia do Trabalho, pelo ISCSP – Universidade de Lisboa;
Pós-Graduada em Gestão e Estratégia Empresarial, pelo ISLA - Lisboa;
Certified Chief Happiness Officer, pela Woohoo Inc. – Copenhaga;
Partner da Woohoo Inc, desde Nov. de 2019;
Formadora certificada – Certificado de Competências Pedagógicas nº EDF 435790/2007 DL ;
12 anos de experiência em Gestão de Recursos Humanos, em Empresas como a Randstad, Kelly Services, Starbucks Coffee Portugal e Leroy Merlin;
Fundadora da H@W – Happiness at Work.

É por isso que é essencial que os gestores prestem atenção às suas Pessoas. A todos aqueles que, ano após ano, vivem e colaboram entre si para que os resultados sejam melhores, para que as empresas prosperem e, com elas, a qualidade de vida de todos nós.
Mas as Pessoas não são todas iguais. Têm diferentes graus de competência, de disponibilidade, de motivação, de gosto. Para além disso, temos ainda questões de adaptabilidade ou adequação às diferentes funções que as mais variadas actividades encerram.
E sendo assim, importa perguntar o que podemos - e devemos - fazer para conseguir os melhores talentos para as nossas organizações e para que eles fiquem a trabalhar connosco.
Falamos naturalmente de atracção, gestão e retenção de Pessoas, a pedra de toque de uma boa gestão.
Atendendo a que a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é o parceiro de referência das empresas, desde 1834, e sendo esta “a” questão mais relevante, entendemos iniciar um processo, naturalmente conjunto, que nos permita identificar as melhores soluções, formas e estratégias para gerir estes temas.
No final do dia o que queremos é aprender a atrair, a reter e a gerir melhor as nossas Pessoas.Com este propósito, desafiámos 24 responsáveis por Pessoas em empresas Portuguesas, para nos darem a conhecer quais as suas soluções criativas, que deverão ser válidas quer para uma pequena empresa, quer para uma grande.
Estas soluções criativas que já recebemos e que muito agradecemos estão compiladas no e-book “Como atrair, reter e gerir talento? 24 Soluções criativas de Empresas Portuguesas”.
Temos a certeza de que irá encontrar ideias que se adaptam ao seu negócio e “conselhos” que poderá usar na gestão das suas Pessoas, garantindo um maior bem estar no local de trabalho e, em consequência, uma maior produtividade.

João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP, recebeu o Presidente do recém-criado Portuguese Business Council no Kuwait. Trata-se da primeira estrutura privada de apoio às empresas portuguesas que pretendam entrar neste mercado, bem como a investidores locais que pretendam apostar em Portugal.
O Kuwait é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo, com a Cidade do Kuwait servindo como capital política e económica do país. O país tem a quinta maior reserva de petróleo do mundo e os derivados de petróleo representam cerca de 95% das receitas de exportação. O Kuwait tem o décimo primeiro maior PIB per capita do mundo e tem o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do mundo árabe.
O Portuguese Business Council no Kuwait integra desde Junho a Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas.
A CCIP irá realizar uma missão empresarial a este mercado em 2021, em data a anunciar brevemente.
30-07-2020

A partir do dia 1 de Janeiro de 2021, o Reino Unido deixará de fazer parte da União Aduaneira da UE e, independentemente da concretização de um acordo comercial, cujas negociações estão a decorrer e a registar poucos progressos, as trocas comerciais entre a UE e o Reino Unido passam a ser sujeitas a procedimentos aduaneiros e a controles alfandegários, à semelhança do que acontece com qualquer outro pais terceiro.
Se o acordo comercial for concluído a tempo de entrar em vigor após dia 31 de Dezembro 2020, as futuras relações comerciais entre a UE e o Reino Unido serão regidas pelos termos nele previstos. Se o acordo não for concluído a tempo, as exportações para o Reino Unido passam a estar sujeitas, a partir do dia 1 de Janeiro de 2021, à pauta aduaneira do Reino Unido. No site oficial do Governo Britânico foi publicada a lista de bens importados pelo Reino Unido com origem na UE, que serão objecto de controlo a partir de 1 de Janeiro de 2021.
O Governo Britânico lançou também a campanha “Keep Business Moving” e criou uma página com informação, para as empresas da UE, das medidas a tomar de modo a evitar disrupções e minimizar perturbações no comércio com o Reino Unido, para além do final do período de transição.
O impacto da saída do Reino Unido dependerá, em muito, do tipo de relação que for estabelecida, sendo fundamental que as partes interessadas e especialmente os operadores económicos se preparem desde já para essa realidade, de modo a evitar disrupções e minimizar perturbações à sua actividade.
A Comissão Europeia publicou recentemente uma Comunicação sobre os preparativos destinados a fazer face ao final do período de transição entre a União Europeia e o Reino Unido. Mais informaçoes sobre a saída do Reino Unido da UE poderão ser consultadas no site da Comissão Europeia através deste link.
A Direção-Geral das Atividades Económicas, do Ministério da Economia e da Transição Digital, dedica uma parcela do seu site ao Brexit, incluindo uma ligação para os diversos avisos preparatórios que a Comissão Europeia tem vindo a publicar.
O Reino Unido é um importante mercado para Portugal. Ocupa a quarta posição no ranking de destino das exportações nacionais de bens e a primeira posição nas exportações de serviços. Em 2019, as exportações de bens para o Reino Unido atingiram 3.642 milhões de euros, o que representa uma quota de 6,7% das exportações portuguesas. De Janeiro a Maio do corrente ano, as exportações atingiram 1.177 milhões de euros, representando uma quota de 6,3%. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, 3.995 empresas exportaram, em 2019, para este mercado.
O impacto da saída do Reino Unido dependerá, em muito, do tipo de relação que for estabelecida, sendo fundamental, no entanto, que as empresas se comecem desde já a preparar.

O 1º semestre de 2020 foi desafiante para todos, e que semestre este! Tivemos de nos adaptar às circunstâncias para mantermos a proximidade com as empresas, apoiando-as no desenvolvimento das competências e no aprofundamento de conhecimentos dos seus colaboradores.
Em seis meses capacitámos 352 colaboradores de 265 empresas, mais 208 empresas que no mesmo período do ano passado. Realizámos 15 acções de formação, 12 das quais na modalidade de live training, e atingimos um índice de satisfação global de 4.39 (numa escala de 1 a 5). Mais de metade dos participantes afirmou recomendar os nossos serviços na área de formação.

Mais uma vez cumprimos um dos nossos propósitos, estar junto do tecido empresarial português, formando continuamente as suas pessoas para que em conjunto possamos desenvolver a economia nacional.
Os desafios para o 2º semestre foram lançados.
Queremos, cada vez mais, estar junto das pessoas e ajudá-las no seu caminho de desenvolvimento ou aprofundamento de competências, por isso, algumas das nossas formações estão já desenhadas para uma modalidade de live training, mas queremos muito voltar ao presencial, garantindo e salvaguardando sempre todas as condições de segurança (mas quem sabe se o e-learning ou b-learning não passam a ser também uma forma de fazer formação com a CCIP);
A aposta na qualidade pedagógica da nossa formação é uma preocupação e foco e neste sentido, temos a certeza de que no final do ano estaremos reconhecidos e certificados como uma entidade formadora de referência.
Para além disto vamos:
Para estes desafios, e outros que surjam, esperamos contar consigo!
Veja todas as sessões e eventos já disponíveis até ao final do ano, tanto na modalidade de aprendizagem presencial como online.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem vindo a desenvolver anualmente o Estudo Económico Europeu em colaboração com a Eurochambres – Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias.
Este Estudo, que tem por objectivo aferir as perspectivas económicas das empresas para o ano 2021, é baseado num inquérito desenvolvido em 29 países, numa acção coordenada pelas respectivas Câmaras de Comércio e Indústria. Na qualidade de representante em Portugal da Eurochambres, cumpre à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa conduzir este inquérito a nível nacional.
Face à importância de que se reveste esta iniciativa, solicitamos o seu contributo, até ao próximo dia 15 de Setembro, para a elaboração deste Estudo, mediante o preenchimento de um questionário, que demora cerca de 1 minuto a responder.
O relatório, elaborado pela Eurochambres, com as conclusões deste estudo e com as comparações entre os vários países participantes estará disponível no final do próximo mês de Novembro. Este relatório poderá ser solicitado directamente para jpc@ccip.pt (João Paes Cabral).
Agradecemos antecipadamente a sua participação!

Em primeiro lugar importa tratar o documento como aquilo que pretende ser: uma visão estratégica.
O documento avalia bem as circunstâncias em que nos encontramos e alerta com alguma importância para os erros do modelo económico-social em que vivemos nas últimas décadas.
Esta não é, para a Câmara de Comércio, uma novidade. Temos levantado continuamente questões que consideramos fundamentais à preservação do sistema democrático no nosso país e na Europa, tanto naquilo que se relaciona com as condições de distribuição da riqueza como com a necessidade de promover um maior envolvimento de todos os stakeholders na condução dos projectos empresariais. Também temos advogado uma maior participação activa e consciente do Estado, tanto através de um trabalho sério dos reguladores das diferentes actividades, como naquilo que consideramos essencial ao desenvolvimento da nossa sociedade, como são a justiça, o trabalho e a fiscalidade.
Para além disto temos defendido e promovido a ideia da criação de uma relação de trabalho baseado no conceito do salário digno, em contraposição ao salário mínimo, baseada na promoção da produtividade da nossa força de trabalho, condição indispensável ao crescimento e consolidação da nossa economia, tema que não é sequer abordado neste documento.
Estou convencido de que todos estamos de acordo de que o Estado, numa situação de crise deve intervir financeiramente nas empresas que são estratégicas ao nosso país e que estejam necessitadas de uma ajuda momentânea para retomarem a sua actividade normal quando terminar esta crise.
Quanto aos processos a desenvolver para conseguir o objectivo a que se propôs, estamos seguramente de acordo com muitos desses projectos, dos quais ressaltam com urgência a exploração profunda e sistematizada dos recursos marítimos (nosso projecto hyper cluster da economia do mar), para o que propõe inclusivamente a criação de uma universidade do mar, também um tema que promovemos, ainda que nunca nos Açores, por considerarmos que a sua posição geográfica seria positiva para um polo mais técnico de investigação dessa instituição, mas muito negativa para todas as restantes disciplinas e para a formação de jovens nacionais e internacionais que teriam uma maior dificuldade nas acessibilidades das ilhas.
Importante também a afirmação da centralidade das empresas como factor de desenvolvimento privilegiado, “motor real do crescimento e da criação de riqueza”, a diversificação da economia, a promoção de empresas de média e grande dimensão e a centralidade da pessoa na economia.
A análise sobre a dicotomia entre a vocação continental e marítima é ainda uma questão essencial ao enquadramento de uma estratégia para o futuro de Portugal e, no caso em análise tendo a concordar com a visão de que a complementaridade das duas é o caminho mais positivo para assegurar o nosso desenvolvimento.
Tenho mais dúvidas sobre as mudanças profundas resultantes da digitalização forçada pela pandemia e, apesar de reconhecer o efeito que esta teve na adaptação de toda uma população às novas tecnologias e ter sido, talvez, o único medo que foi vencido neste período, não estou ainda seguro das vantagens e inconvenientes que daqui possam resultar e menos ainda do seu efeito real no desenvolvimento da sociedade e da vida das pessoas.
Aquilo que creio que falta no enquadramento não é tanto na identificação da evolução tecnológica, que está lá, mas sim na falha de reconhecer aquilo que o recolhimento do confinamento nos permitiu descobrir sobre a necessidade que temos de olhar mais por cada indivíduo e pelo seu crescimento enquanto pessoa, de forma a permitir assumir cada vez mais as suas decisões de modo de viver, em função daquilo que verdadeiramente quer para a sua vida e sempre buscando um caminho de felicidade.
Voltando ao documento em questão e não querendo ser exaustivo na sua avaliação, gostei da frase em que diz que Portugal não é um país periférico, com a qual estou de acordo, bem como dos seis futuros para o Portugal atlântico e servidor do continente europeu.
A reindustrialização é um tema essencial para Portugal e para a Europa, que resulta evidente nos efeitos provocados pela epidemia e o aproveitamento dos recursos naturais, minerais e energéticos é incontornável, a par de um fortíssimo desenvolvimento das nossas competências na área das soft skills, sejam elas de software informático sejam das grandes qualidades que temos enquanto povo de forte carácter social e sociável.
No tema da maior intervenção do Estado nas empresas, assunto que tem sempre um estigma enorme para todos os que se lembram bem daquilo que foi o percurso das economias estatizadas e do que sofremos em Portugal por causa dessa prisão ideológica, eu pessoalmente não tenho qualquer dúvida de que alguma coisa há que mudar. A gestão privada das empresas, sem dúvida muito mais eficiente e resiliente, tem sempre em consideração, em primeiro lugar, os interesses dos seus accionistas e stakeholders. No caso das empresas presentes em sectores estratégicos para o desenvolvimento da economia é fundamental encontrar soluções que permitam efectivamente que haja algumas condições de controlo sobre a sua gestão, por forma a não se perderem esses importantes activos para a economia nacional.
Este cenário exigirá um sistema de justiça mais eficaz e uma regulação eficiente e rigorosa que promova um equilíbrio virtuoso entre estado e mercado, que assegure a autonomia e a responsabilização da sua gestão.
A visão e a missão não merecem qualquer comentário para além de que a economia não deverá ter qualquer cor, deverá só ser sustentável.
As condições de base que elenca são hoje utópicas e não me parece que esteja ao nosso alcance realizar tão tremenda tarefa em pouco tempo! Uma administração pública que responda aos novos desafios, uma justiça eficiente, um correcto aproveitamento dos recursos financeiros e um território resiliente, que valorize o seu capital natural, ordenado numa estrutura polinucleada.
Rede de infra-estruturas – ainda que tenha ouvido grandes críticas a esta ideia de fomento do investimento público, penso que é essencial apostar nas infra-estruturas que aqui aponta como fundamentais ao desenvolvimento e sustentabilidade da nossa economia.
Qualificação da População, digital, ciência e tecnologia – na sua essência está bem elencado, é muito importante avaliar a dimensão do investimento para cada um dos processos e os objectivos concretos a atingir.
O Sector Social – este é um dos temas mais difíceis de avaliar uma vez que, estando todos de acordo sobre o apoio que é necessário dar aos mais desfavorecidos, a influência ideológica que esteja por detrás destes programas criará responsabilidades futuras incomensuráveis, o que torna este um dos elementos que mais atenção deve merecer na sua implementação. (O programa de formação de professores é um tema que terá influencia em todo o futuro da sociedade portuguesa e do seu desenvolvimento).
Neste tema também penso ser um erro não enquadrar todo o trabalho desenvolvido pela iniciativa privada, em particular pelas igrejas, de forma a estabelecer um plano estratégico comum que permitisse maximizar os resultados e minimizar os investimentos.
A reindustrialização do País – para além dos clusters identificados, falta uma referência essencial à criação de industriais. Não haverá qualquer avanço na industria sem voltemos a promover a figura do industrial e criar apetência por estes investimentos. Ao longo dos últimos 50 anos promovemos a transformação do tecido empresarial português, da agricultura e da industria, para o sector dos serviços e o argumento foi fácil: menor nível de investimento e menor tempo de espera pelos resultados. Voltar atrás é muito mais difícil.
A transição energética e electrificação da economia – em geral parece-me bem.
Coesão do território, agricultura e floresta – de acordo no essencial e gosto especialmente do ”desenhar planos de paisagem” muito necessário na sua vertente de beleza da natureza mas acima de tudo pela sua eficiência no potencial aproveitamento dos recursos tanto para produção como de infraestruturação. (casas semeadas por todo o país implicam infra-estruturas caríssimas de apoio).
Um novo paradigma para as cidades e a mobilidade – sem comentários
Cultura, serviços, turismo e comércio – parece-me bastante fraco este capítulo mas na verdade estes sectores dependem muito mais da actividade privada e individual do que de grandes projectos de investimento.
Para além de uma aposta na atracção de turistas e de desenvolvimento de promoções que aumentem a actividade comercial deveria ser investido, na área da cultura, num programa de formação em gestão de actividades culturais que permitam associar o desenvolvimento de projectos de interesse cultural com resultados económicos que os permitam desenvolver e aumentar a capacidade de criação. Promover os hábitos de leitura seria essencial no nosso país.
No que respeita ao financiamento e para lá das ajudas europeias, penso que tem algum interesse a figura do fundo de base pública aberto a fundos privados. O conceito é semelhante ao das parcerias publico-privadas com a vantagem de que os benefícios se mantêm juntos sem a possibilidade de ser só uma das partes a ser beneficiada. Contudo, é muito importante conhecer mais detalhes sobre o seu funcionamento.
Sou também apologista do banco de fomento. A estratégia de crescimento económico de Portugal tem que ter um recurso de apoio financeiro aos projectos que considere essenciais ao seu desenvolvimento. É fundamental assegurar aqui uma grande transparência da sua gestão e da sua regulação.
A intervenção do Estado nas empresas, que aqui aparece como um apoio salvador para as dificuldades que todas sofreram, poderá ser um presente envenenado se não for cuidado a forma de fechar este tema.
Na linha de pensamento da CCIP, sou pouco favorável ao tema dos subsídios, seja a que título for. Prefiro uma participação temporária da entidade financiadora ou empréstimos, do que subsídios.
Deixo parágrafo 5, das justificações do insucesso, sem comentários.
Como nota final e muito importante, acredito que os empresários portugueses deveriam juntar-se, agrupar-se, associar-se de qualquer forma para, em conjuntos maiores ou menores, estabelecerem estratégias de investimento para os próximos anos, aproveitando todo o capital que a Europa nos vai dispensar, de forma a liderarem a reformulação da economia nacional criando grandes projectos com capacidade internacional, lançando Portugal para a liderança do desenvolvimento económico.
Aproveitando naturalmente tudo aquilo que o plano de recuperação económica nos venha a facilitar, mas assegurando que aqueles fundos imensos serão bem utilizados por quem sabe criar riqueza e não aproveitados por aqueles que sabem ser amigos dos decisores.
Bruno Bobone
Presidente
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Vivemos tempos atípicos, tempos que nos obrigam a alterar planos, mentalidades e costumes a que sempre nos habituámos. Estes tempos obrigaram-nos a parar, a pensar e acima de tudo a reinventarmo-nos. Sabemos que é um novo momento para a indústria dos eventos e a aposta em eventos híbridos ou virtuais poderá ser a solução para o futuro do sector.
Na Câmara de Comércio, acreditamos que os eventos continuam a ser a melhor forma de partilhar experiências, vivências e uma excelente oportunidade para fazer networking e, por esses motivos, continuamos empenhados em proporcionar a melhor experiência às empresas que confiam na Câmara de Comércio para realizarem o seu evento.
Realizar um evento híbrido significa juntar dois formatos distintos: online e presencial.
Na prática o evento acontece presencial e virtualmente, tudo ao mesmo tempo. Ou seja, os participantes e oradores podem estar, parcial ou totalmente, à distância.
Sabemos que os eventos digitais vão ganhando cada vez mais importância nesta fase que atravessamos. Por isso, disponibilizamos novas opções para realizar os seus eventos, sejam eles virtuais ou híbridos. Optar por um evento híbrido permite juntar um evento tradicional realizado numa sala ou num auditório, com a vantagem de poder ter um maior número de participantes, muita interactividade e, ainda, rentabilizar o investimento, amplificando a sua mensagem através da transmissão do evento nas suas redes sociais.
Continuamos a apoiar as empresas e a criar soluções que respondam às suas necessidades. Desde o início de Abril, organizámos mais de 40 eventos em formato digital, entre eles webinares, mesas-redondas virtuais, e-conferências e formação, com uma adesão superior a 3.200 participantes. Queremos continuar a apostar nesta solução para ajudar as organizações a comunicarem de forma estratégica e segmentada junto dos seus públicos-alvo, beneficiando da nossa experiência.
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Criado em 2020, o Portuguese Business Council Kuwait tem como objectivo ajudar os seus membros a entrar no mercado do Kuwait, fazer negócios neste mercado e exportar, bem como apoiar as empresas do Kuwait a encontrar os produtos, tecnologias, serviços e outros parceiros que precisem em Portugal.
A equipa do PBCKW ajuda ainda as empresas a identificar oportunidades comerciais, encontrar parceiros de negócios locais, criar uma empresa, promover produtos e serviços e obter pesquisas de mercado.