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Empresários, políticos, profissionais da saúde ou da comunicação social, representantes desportivos, líderes de confederações patronais e de sindicatos, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e chefs subscreveram uma carta, enviada ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Assembleia da República, onde pedem uma estratégia integrada para a retoma gradual da actividade económica.

 

Entre os subscritores estão nomes como Bruno Bobone (Empresário e Presidente da CCIP), Miguel Pinto Luz (Autarca e ex-secretário de Estado do PSD); Pedro Santa Clara (economista e professor catedrático na Nova SBE); António Saraiva (Presidente da CIP); Carlos Silva (Secretário Geral da UGT); Manuel Rodrigues (docente em Finanças na King’s College London); Ana Paula Martins (bastonária da Ordem dos Farmacêuticos); Mário Vaz (Presidente da Vodafone Portugal); Miguel Almeida (Presidente da NOS); Pedro Proença (Presidente da Liga Portuguesa de Futebol); Vítor Sobral (chef); Ricardo Mexia (Presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública); Martins da Cruz (Embaixador e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros), entre outros, reconhecem os esforços feitos para combater o vírus, mas pedem que “em consonância com o parecer dos técnicos especialistas, o estado de emergência venha a ser levantado gradualmente com a mitigação da epidemia”.

 

“Acreditamos que não é possível suspender a actividade económica até que não exista qualquer risco de contágio. O nosso modelo de sociedade não suportaria uma espera tão prolongada. Mas também consideramos que seria uma atrevida inconsciência retomar a actividade sem adotar cuidados adicionais que garantam que não teremos um ressurgimento a curto e médio prazo.”

 

Citando exemplos como o Japão, Singapura e a Coreia do Sul, os subscritores desta carta acreditam ser possível, “com medidas de contenção muito rigorosas manter a economia em funcionamento sem “lockdown” e, ao mesmo tempo, conter a propagação do vírus num patamar inferior a um número restrito de casos por dia”.

 

"Depois de termos exigido aos profissionais de saúde que fossem heróis para nos salvarem desta pandemia, como é que não exigimos a todos os outros portugueses que sejam heróis para nos salvar desta crise económica que estamos a enfrentar”.- Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

 

Bruno Bobone acredita que Portugal tem condições para começar a arrancar gradualmente com a economia. Explica que “60% das fábricas não fecharam, isso é a prova que se pode continuar a trabalhar. Ao criarmos um pânico generalizado porque ninguém quer sair de casa para trabalhar, estamos a promover um drama social: não há criação de riqueza, as pessoas vão deixar de ter dinheiro e isso vai levar as pessoas a grandes dificuldades”.

 

Veja a carta aqui.

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