juntos-salvamos-a-economia87% das empresas pede a diminuição das restrições e a retoma das actividades económicas

No âmbito da sua missão de apoio às empresas, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) realiza, desde a primeira hora desta crise, um trabalho contínuo de acompanhamento dos problemas que atingem o tecido empresarial português. Neste contexto, a CCIP realizou o seu 3º inquérito sobre os impactos da COVID-19, já com perspectivas de regresso à atividade económica.

 

87% das empresas são favoráveis à diminuição das restrições para promover a retoma económica, numa fase em que 77,5% está a sentir o impacto mais negativo no que se refere às vendas no mercado nacional e 51,9% ao nível da tesouraria. A comparação com as respostas do inquérito anterior revela, no espaço de três semanas, um aumento de 4 pontos percentuais (p.p) das empresas que estão a sentir um impacto em termos de vendas no mercado nacional e de 8p.p. ao nível da tesouraria.

 

As empresas indicam estar igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 26,9% garante que não resiste mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Parte significativa (16,2%), das empresas inquiridas indica, ainda, que já não vai conseguir cumprir as obrigações salariais e fiscais de abril.

A este trabalho junta-se o produzido pelo Gabinete de Apoio da CCIP, em colaboração com o Ministério da Economia e Transição Digital, que desde o dia 7 de Abril de 2020 recebeu mais de 400 pedidos de ajuda com uma taxa de reposta de 96%. Esta estrutura de acompanhamento das empresas tem permitido esclarecer dúvidas relativas às linhas de apoio do Governo e questões jurídicas, nomeadamente, no âmbito do direito fiscal e laboral. O gabinete conta com o apoio da Yunit para matérias de investimento, financiamento ou sistemas de incentivos e ainda o apoio jurídico da sociedade de advogados Azeredo Perdigão & Associados.
Por outro lado, o gabinete tem reportado ao Ministério da Economia as dificuldades e principais necessidades transmitidas pelos responsáveis das empresas.

 

Para Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio, “este trabalho é uma radiografia da maior importância que identifica o conjunto das dificuldades do nosso tecido empresarial, facilitando a adequação das respostas e das estratégias de apoio do Governo. Este é o momento de retoma da actividade económica e prepararmo-nos para tempos muitos exigentes em termos de gestão que vão obrigar a soluções inovadoras numa nova realidade de mercado.

 

Veja o relatório completo da 3ª incursão aos impactos do coronavírus nas empresas.

A recolha das respostas de 160 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (18,8%), indústria (19,4%) e serviços (61,9%) - decorreu entre 15 e 20 de Abril de 2020.

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