juntos-salvamos-a-economia

QUEBRA DAS VENDAS LEVA EMPRESAS A APELAR AO ESTADO PAGAMENTO A HORAS E REDUÇÃO DE IMPOSTOS

 

Os resultados do inquérito realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) sobre o impacto do coronavírus na actividade empresarial dos seus Associados são preocupantes: quebra nas vendas, problemas de liquidez e dificuldade de pagamentos de salários.

Os números revelam que mais de 68% das empresas inquiridas sentem um impacto negativo ao nível das vendas no mercado nacional. A maioria das empresas (57,7%) estima que o declínio das vendas em 2020 possa ser superior a 20%. Esta expectativa é ainda maior para as microempresas - 72,4% estimam uma quebra superior a 20% nas vendas.

 

Face a este contexto, as empresas pedem a implementação de várias medidas e destacam a importância das empresas públicas e Estado pagarem a horas. Os tempos médios de pagamento em Portugal têm vindo a diminuir, no entanto o Estado demora em média 75 dias a pagar a fornecedores, quando a média europeia é de 42 dias (European Payement Report 2019).

 

Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio, reconhece o esforço do Governo Português na implementação de medidas de apoio à economia, contudo afirma que é urgente ir mais longe.

 

“O nosso tecido empresarial, constituído, essencialmente, por pequenas e médias empresas necessita de medidas que travem a sua asfixia financeira, por isso é fundamental: a isenção de pagamento de alguns impostos e segurança social; a concessão de empréstimos a fundo perdido ou mesmo a criação de um programa cheque empresa. Por outro lado, é fundamental aumentar as linhas de crédito à medida que o tempo for passando e garantir a sua verdadeira flexibilização.”

 

Os factores indicados como os que mais podem prejudicar a actividade empresarial são: a diminuição da procura (78,8%), problemas de tesouraria (55,9%), quebra na produção (35,4%), restrições de viagens (36,6%) e cancelamento de feiras (34,1%).

As empresas estão igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 23,1% dos inquiridos referem que não conseguem resistir mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Parte significativa das empresas (30%) refere ainda não estar em condições de cumprir com as obrigações salariais e fiscais de Março e Abril.

Este estudo recolheu respostas de 161 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (16,2%), indústria (18,6%) e serviços (65,2%) entre 18 e 22 de Março.
Foram analisados os resultados globais e apuradas também as respostas por dimensão: microempresas (47,8%); pequenas empresas (35,5%); médias empresas (14,2%) e grandes empresas (2,5%), sendo que a dimensão se baseia apenas no critério do volume de emprego, não tendo sido considerado o volume de negócios.

 

Veja o resumo dos resultados do inquérito 

Saiba como fazer parte da rede da Câmara de Comércio

 

Torne-se nosso associado

 

Apresentação Câmara de Comércio