
O grupo Tinsa é a maior empresa de avaliações imobiliárias na Europa e na América Latina, estando igualmente já presente em Africa.
Fundiu-se em 2019 com a PVW, fundada em 2003, que já liderava a atividade em Portugal e que passou a fazer parte do grupo.
A nova PVWTINSA tem escritórios em Lisboa no Porto e no Algarve e conta com a maior rede nacional de avaliadores CMVM.
Mais de três milhões de avaliações anuais em três continentes levam a assinatura da Tinsa, sendo que mais de 2 milhões são geradas com apoio adicional de soluções digitais e bases de dados próprias ou utilizando modelos de avaliação automatizados ou software de avaliação especializado.
Liderança digital e internacionalização são os dois principais pilares da estratégia da TINSA.
Com uma presença já muito forte junto das instituições financeiras a aposta da PVW TINSA tem sido nas empresas, prestando cada vez mais serviços de avaliação de ativos imobiliários e mobiliários para efeitos contabilísticos, renegociações de créditos, determinação de preços de transferência, atualização de valores de ativos que estavam a custo histórico no balanço e apoiando processos de fusões e aquisições ou de tomada de decisão.
É para este novo mercado que nos temos vindo a dirigir, efetuando já muitas avaliações para empresas bem conhecidas onde os imóveis estavam com valores que não refletiam a realidade de uma maior solidez espelhada nas contas e nas demostrações financeiras.
A CCIP tem assumido um papel preponderante na nossa maior visibilidade junto do mundo empresarial e sabemos que poderemos continuar a contar com esse imprescindível apoio.
José Manuel Morgado
Managing Partner

Os empresários portugueses sentem múltiplos desafios nas reuniões internacionais, seja pela cultura, domínio da língua ou dificuldade de negócios.
Desafiámos Helga Stewart a partilhar algumas dicas e sugestões práticas para a realização de uma reunião comercial bem-sucedida.
Helga Stewart é fundadora da Lead-Results e especialista na aceleração de vendas B2B. Responde aos desafios que a prospeção de novos clientes representa para os responsáveis pelo crescimento do negócio.
É a primeira e única especialista de vendas em Portugal certificada "Fellow" pelo Institute of Sales Management (ISM) do Reino Unido, o nível mais elevado de reconhecimento de excelência no setor.
Capacita empresários e profissionais comerciais, destacando-se pela sua abordagem prática. O seu know-how de uma experiência profissional on-the-job internacional de 21 anos traduz-se em perspetivas testadas, frescas e inovadoras e boas práticas certificadas pelos padrões de qualidade mais rigorosos internacionalmente.
Atualmente docente na Nova SBE Executive Education e Coordenadora Científica dos seus programas de Vendas B2B é também a Diretora Executiva do Nova SBE Sales Lab.
Existem diversos fatores que influenciam uma conversa comercial. Helga Stewart destaca o saber transmitir e comunicar com o cliente.
Durante a conversa é necessário escutar para perceber qual a realidade, riscos e os resultados que pretende alcançar. O foco da reunião deverá ser o problema (dor/necessidade) apresentado pelo cliente e a resolução do mesmo.
Os maiores desafios das reuniões virtuais passam pela dificuldade criar envolvimento, nomeadamente pelo baixo nível de atenção e os diversos elementos que podem ser fatores de distração por parte do cliente. Para evitar a situação é importante que a conversa seja moderada, diferenciadora, memorável e impactante!
A atenção do cliente é fulcral e, para isso, é necessário adaptar e simplificar o discurso ao potencial cliente e manter o foco no tema da reunião. Deve manter em mente a necessidade de transmitir uma mensagem relevante e que gere confiança e segurança.
Estimular o envolvimento do cliente é muito importante para a realização de uma reunião comercial. A CEO da Lead Results partilhou algumas dicas, entre elas: a preparação da reunião através de um e-mail direcionado para o cliente e a criação de expectativa e controlo na reunião.
A linguagem corporal é um tipo de comunicação não-verbal, estando presente em gestos, postura e expressões faciais. A análise destes fatores relevante pois permite perceber o que o cliente está a sentir e adaptar o discurso ao momento.
Helga Stewart foi oradora na 7ª edição do Bootcamp Internacional, onde ministrou o workshop “Como fazer uma reunião comercial em diferentes cantos do mundo”. Descubra as dicas e sugestões práticas partilhadas pela oradora aqui.

No segundo semestre de 2021, a Câmara de Comércio continua a apostar em mercados considerados menos tradicionais, para trazer uma maior diversificação de oportunidades para as empresas portuguesas: Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Israel, Rússia, China, Suécia, Escandinávia e Peru são alguns desses exemplos.
Este Plano foi estrategicamente construído a pensar nos objetivos e desafios das empresas portuguesas de diversos setores de atividade, com o objetivo apoiarmos a expansão dos negócios a nível internacional.
Conheça as próximas iniciativas internacionais aqui!
Para qualquer esclarecimento, por favor contacte: internacional@ccip.pt ou 213 224 067

Com o objetivo de estar ao lado das empresas portuguesas nos seus processos de expansão internacional, a CCIP organizou uma Missão Empresarial à Polónia de 20 a 24 de junho de 2021.
Em conjunto com uma equipa de consultores locais, especialistas neste mercado, a Câmara de Comércio preparou agendas de reuniões para empresas portuguesas no setor têxtil, indústria automóvel, consultoria de IT e dispositivos médicos. Para cada uma das empresas portuguesas participantes, foram selecionadas as empresas polacas mais interessantes e adequadas, para que cada participante pudesse pré-selecionar as que mais lhe interessavam, de acordo com os seus objetivos específicos para este mercado. No final, cada empresa portuguesa ficou com a sua agenda de reuniões individual, previamente aprovada.
As Missões Empresariais da Câmara de Comércio têm mostrado ser uma mais-valia para as empresas participantes, quer para o estabelecimento de contactos com empresas locais, que de outra forma seria mais demorado e custoso, quer pelo apoio da CCIP durante toda a Missão. O acompanhamento da CCIP tem demonstrado ser uma mais valia para as empresas, com taxas de satisfação acima dos 90%.
Consulte o nosso Plano de Ações Internacionais 2021 para saber onde vamos a seguir. Acompanha-nos na próxima Missão?

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Vivemos num tempo em que o "agora" comanda as nossas vidas e esquecemo-nos de que é na continuidade que construímos a nossa felicidade. Tudo decidimos pelo resultado que esperamos obter o mais rapidamente possível e com esta atitude comprometemos qualquer hipótese de um futuro melhor. Um projeto de vida é absolutamente indispensável para podermos caminhar e construir a nossa passagem na Terra. Não é difícil dar exemplos desta realidade nas mais diferentes componentes da nossa vida. Seja na educação dos nossos filhos, na escolha do emprego, na opção dos nossos investimentos ou nas nossas escolhas políticas. Para sabermos medir o nosso sucesso em qualquer daquelas vertentes temos de estabelecer objetivos para cada uma delas. E para conseguir atingir aqueles objetivos temos de planear o nosso caminho. É exatamente isso que não fazemos hoje.
Estamos nas vésperas de novo período eleitoral com decisões que afetarão as nossas vidas nos próximos quatro anos e, uma vez mais, corremos o risco de decidir sem pensar no que mais importa:
Quem são as pessoas em quem vamos votar?
O que pensam essas pessoas sobre a vida dos portugueses?
Em que é que acreditam como valores da sua conduta?
Como veem o futuro do nosso país?
Que objetivos colocam e que caminho escolhem para aí chegar?
Pelo contrário, escolheremos aquele que parece dar-nos mais benefícios no imediato, que parece mais simpático, ou apenas aquele que é apoiado pelo partido em que temos votado, sem sequer sabermos se representa os seus ideais. Com este caminho continuaremos cada vez mais a comprometer a qualidade das nossas escolhas, permitindo o crescimento das soluções populistas com promessas de resultados imediatos, sempre conseguidos à custa de irremediáveis prejuízos futuros. O resultado destas opções será sempre uma situação catastrófica que terá de ser resolvida com uma solução de governo forte e de liberdades diminuídas. É por isso que acredito ser este o momento de voltar a tratar de nós com maior preocupação, aplicando mais tempo à análise dos candidatos e à sua proposta de ação para o cargo que pretendem desempenhar. É fundamental conseguir exigir a cada candidato que venha a público explicar aquilo que pretende fazer e é essencial podermos distinguir sobre a qualidade desses candidatos e dessas propostas. Por isso é indispensável pedir um debate, aberto e acessível ao público, entre os candidatos que permita a cada um expor as suas ideias, que permita também serem questionados sobre essas ideias e propostas, de forma que fique claro aquilo que podemos esperar da sua atuação. Mas é também essencial que os eleitores compreendam a importância desta oportunidade para que seja verdadeiramente melhorada a nossa escolha. Eu quero ouvir um debate entre Medina e Moedas, mas todos os restantes eleitores devem exigir ouvir os candidatos da sua região para que depois possamos avaliar a sua performance e os seus resultados.
Todos reconhecem que o mundo precisa de mudar e que a pandemia nos ajudou a compreender o que temos de fazer diferente. Para mim é claro que a mudança está na qualidade de quem nos dirige e na responsabilidade que assume perante o nosso futuro. Para isso temos de escolher bem para exigir melhor.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi há já 47 anos que vivemos um momento único de celebração de liberdade.
Muitos foram os que se bateram por esse momento, desde os que o fizeram dentro do sistema que dominava o país - através da sua influência para alterar o próprio sistema - até aos que viveram na clandestinidade - lutando e arriscando muito - para conseguir mudar aquilo que não estava bem e que era, essencialmente, a falta de liberdade.
Uma pessoa nunca poderá ser feliz se não puder viver em liberdade.
De imediato, os partidos mais à esquerda pretenderam assumir a propriedade dessa liberdade, assumindo-se como os verdadeiros detentores do poder de julgar tudo aquilo que seria ou não aceite como integrante dos seus conceitos.
Começou aí, desde o início, o erro da nossa democracia. Havia em Portugal uns que tinham mais direitos do que os outros. Os que sabiam e que podiam decidir sobre aquilo que é liberdade e o que o não é. Uma posição dominada por uma minoria de pretensos intelectuais da democracia que se autopromoveram a essa função.
E assim fomos vivendo durante estes 47 anos, sujeitos a uma ditadura de opinião que não permitia a existência de partidos de extrema-direita, mas que admite como defensores da liberdade partidos de extrema-esquerda que defenderam e defendem regimes políticos que não admitem qualquer princípio de democracia nos seus países-modelo.
Mas o povo é sereno e de brandos costumes, por isso lá foi mantendo na liderança dos seus governos os partidos que representavam a defesa de uma visão do mundo plural, sem se preocupar demasiado com esses autocratas da democracia.
E o hábito de "deixar andar" com que temos levado a nossa vida política garantiu a continuidade desta indiferença perigosa, que um dia nos vai trazer dissabores.
Mas em 2015, um destes partidos, num momento de necessidade de assumir uma visão mais pragmática da vida política portuguesa, decidiu abrir a governação aos partidos que verdadeiramente não têm qualquer convicção de liberdade.
É a partir desta decisão que se começa a questionar a situação em que vivia a democracia portuguesa, o seu desequilíbrio esquerdista, a inimputabilidade daqueles que se foram assumindo como os donos do regime, que teve em Otelo o seu expoente mais vergonhoso.
É também a partir deste momento que a direita mais extremista se assume e aparece a propor alternativas de comportamentos que têm acolhimento em parte da população, o que é fácil de compreender, e que resulta de uma reação natural ao peso dos que se foram mantendo como os detentores da verdade.
Esta manifestação de vontade de mudar e de sair da dependência dos pretensos sábios da democracia levou toda a esquerda mais radical a assumir aquilo que a caracteriza de verdade, começando a tentar controlar o sistema através de uma censura, que começou nos jornais e na opinião pública.
É muito grave esta primeira manifestação clara da intenção dos que se sentem ameaçados por não conseguirem mais manter o domínio da realidade política do nosso país, que mais não fazem do que repetir tudo aquilo que se passou em todas as tomadas de poder ditatorial na história, seja pelos extremos da direita ou da esquerda.
A nossa indiferença manteve-se e nem sequer nos demos conta, nem as pessoas nem - espante-se - os partidos políticos, de que aprovámos no parlamento legislação que permite decidir qual é a "verdade" aceite pelo sistema:
"O Estado apoia a criação de estruturas de verificação de factos por órgãos de comunicação social devidamente registados e incentiva a atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas dotadas do estatuto de utilidade pública" (artigo 6.º, n.º 6 da Lei 27/2021).
"Entidades fidedignas"?
"Selos de qualidade"?
"Estruturas de verificação" com o apoio do Estado?
A censura vem sempre com a capa de servir a liberdade e acaba sempre com a sua supressão.
A censura é o pior inimigo da liberdade. A censura é um produto do medo. Mas só o medo nos tira a liberdade.
Não tenham medo e gritem comigo: por favor, não me tirem a liberdade!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Dei-me conta nesta semana de que, para além da estirpe inglesa, da sul-africana, da brasileira, da indiana e da chinesa - que não se pode chamar assim -, há uma estirpe muito mais difícil de combater e dominar pela sua capacidade criativa.
É a estirpe portuguesa!
Ao contrário das restantes, esta estirpe tem características muito específicas e é muito sensível às regiões em que se instala.
Por exemplo, é, ao contrário de todas as outras, uma estirpe que começa o seu trabalho noturno cerca das 23h00, razão pela qual os nossos restaurantes têm de fechar as suas portas pelas 22h30, de modo que os clientes cheguem a casa em segurança antes que o vírus pegue ao serviço.
É também uma estirpe que se tornou, ao contrário da inglesa, fanática pelos jogos de futebol, o que não permite ao cidadão português, amante de bola, ir ao estádio. Pela razão oposta da estirpe inglesa, demasiado snob para desportos populares, e que deixa os sortudos cidadãos britânicos livres de qualquer impedimento de se deleitarem com os jogos dos seus clubes de eleição.
Por outro lado, a nossa estirpe é politicamente favorável à regionalização. Na cidade do Porto nunca ataca as pessoas que estejam à noite na rua a festejar os santos populares, não sendo ainda certo se atacará mais a partir das 23 horas ou se, neste caso, abdica de qualquer atividade noturna.
Em Lisboa, o vírus tem uma reação totalmente em linha com o seu dia-a-dia, não alterando o seu comportamento nem se deixando seduzir nem pela santidade nem pelo popular, que hoje tanto move os políticos.
Mas este sentimento regionalista não é só devido à época de festejos dos padroeiros, visto que já na experiência vivida nos restaurantes do Porto e de Lisboa se vinha a verificar esta alteração dos comportamentos virais.
Num restaurante do Porto as pessoas nunca podem sentar-se frente a frente, obrigando a que a conversa seja feita de cara à banda. Não há qualquer alteração no tipo de contacto pois, naturalmente, as pessoas estando lado a lado continuam a falar viradas uma para a outra mantendo exatamente igual a probabilidade de contaminação que ocorre nos restaurantes de Lisboa, em que a única vantagem é a de não se correr o risco de sair do almoço, ou do jantar, com um valente torcicolo.
Provavelmente, penso que ainda não foi confirmado, a estirpe portuguesa chegando ao Porto torna-se menos arguta e pode ser enganada pela disposição dos lugares na mesa, que dão a impressão de que um não está a almoçar com o outro e assim não se dissemina a doença.
Mas uma das mais importantes diferenças desta nossa estirpe lusa é o seu comportamento extraordinário como medicina preventiva. Num tempo em que estamos cada vez mais cientes do efeito do sol no desenvolvimento de doenças cancerígenas e em que não tivemos a mesma capacidade de deteção desses tumores devido ao constrangimento criado pela pandemia, o vírus decidiu que a praia será um dos locais de maior incidência das suas atividades. É de referir que a sua preocupação com a saúde dos portugueses é tão forte que nem sequer a questão de a praia se encontrar ao ar livre terá qualquer influência sobre a ineficácia da sua virilidade.
Meus caros amigos, sejamos razoáveis!
Não podemos continuar a criticar os nossos dirigentes por todas as dificuldades que tiveram em determinar critérios para combater este vírus que foi letal essencialmente para determinados tipos de grupos que não foram nunca protegidos, porque não podemos, em democracia, diferenciar entre pessoas, quando este vírus decidiu escolher Portugal para ser o seu local de maior criatividade.
Como quase diz o nosso fado: tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é parvo!

Ao longo dos dois dias, os participantes assistiram a 15 sessões entre conferências, workshops e mesas redondas sobre temas tão variados como internacionalizar a marca Portugal, apoios e incentivos às empresas, como fazer uma reunião comercial em diferentes cantos do mundo, entre outros.
Todo o evento decorreu de forma digital e, para permitir uma experiência melhorada, foi desenvolvida uma WebApp que permitia, entre outras funcionalidades:
Quando questionados sobre o interesse em participar noutros eventos semelhantes, 100% dos respondentes confirmaram o interesse!
| 13 | 402 | 1413 | 379 |
| marcas na área de exposição | participantes | mensagens trocadas | medalhas conquistadas |
"Gostei de ter participado. As minhas dores são as mesmas de outros e se eles já venceram eu também vou vencer. Abri três leads, agora vamos trabalhar para a concretização."
"Parabéns pelo vosso sempre profissionalismo, dedicação, qualidade técnica e desenvoltura corporativa."
"O evento foi recheado de temas muito interessantes associados a participações de profissionais de diversos sectores o que enriqueceu a análise de cada um dos temas apresentados."
"Adoro os vossos bootcamps!"

O 1º semestre ainda não terminou, mas podemos adiantar que já concretizámos 196 horas de formação e capacitámos 296 pessoas nas mais variadas áreas!
Contudo, ainda, este mês, temos algumas ações calendarizadas como o workshop sobre a certificação de origem e produtividade e planeamento inteligente.
Arrancámos em maio com a 2ª edição da Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME em parceria com a NOVA SBE e, até outubro, 31 gestores estarão focados no seu processo de crescimento pessoal e profissional.
Esta aposta e este crescimento também tem sido feito à medida das empresas, com um trabalho totalmente customizado e ajustado. Em parceria com os nossos Associados temos acompanhado o processo formativo de equipas de trabalho de várias empresas. Este ano são já mais de 100 horas de formação e cerca de 50 pessoas que confiaram nas nossas soluções.
Novos projetos e novidades vão surgir, mas para já partilhamos o plano de formação do 3º trimestre que traz uma novidade: pela primeira vez vamos estar juntos no mês de agosto!
Os meses de julho e setembro estão focados em temas da área internacional e, em agosto, vamos dinamizar um workshop prático sobre o que podemos fazer e como fazer para nos (re)adaptarmos a uma nova mudança: o regresso progressivo do presencial (ou misto) às empresas, para grande parte das pessoas.
No nosso site, no calendário de eventos estão disponíveis informações mais detalhadas sobre as ações dos próximos meses. Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Desde já há alguns anos que assistimos a uma tomada dos lugares públicos por pessoas com pouca preparação, tanto profissional como cultural, acabando por prestar um mau serviço ao nosso país. Na sua generalidade são pessoas que fizeram carreira partidária ou de assessoria governativa a outros que partilhavam a sua origem.
A culpa não é deles! É, sim, de quem lá os coloca, mas é também e principalmente de todos nós que não estamos disponíveis para assumir o lugar público.
E temos normalmente boas razões para não o fazer. Seja pelo excesso de exposição e de devassa das nossas vidas, seja pelo pouco que paga esse serviço a bem da nação e dos nossos concidadãos, seja porque não queremos correr o risco de perder ou de assumir as responsabilidades - a verdade é que não estamos lá.
E não estando disponíveis, terão de ser aqueles outros, que muitas vezes nada terão a perder, a tomar conta do nosso país e das nossas cidades.
Mas, desta vez, apareceu alguém que não tem medo de perder, que não tem medo de se expor, que está preocupado com o seu país e com os seus concidadãos. Que não hesitou em abdicar de um excelente lugar, garantido e bem remunerado, para se dedicar ao bem comum.
Uma pessoa que já deu provas da sua competência, da sua capacidade de trabalho e da sua independência.
Uma pessoa com princípios e valores e que os vive de uma forma verdadeira, ao ponto de deixar o seu lugar de elite e a sua vida bem-sucedida porque acredita que há um bem maior ao servir a comunidade.
Mas aquilo que mais me atrai na sua candidatura, sem desvalorizar em nada o que antes referi, é a sua preocupação com as pessoas.
A centralidade da pessoa humana no projeto público de Carlos Moedas é uma enorme revolução na política portuguesa, em que tudo faz sentido e tudo se constrói em torno do que é melhor para a forma de viver daqueles que do seu trabalho vão depender.
Hoje, todos aqueles que desempenham funções de liderança pública preocupam-se essencialmente com a dimensão espetacular dos seus projetos, com a sua dimensão e visibilidade, e com o protagonismo gerado.
Passado o momento da visibilidade, poucos se preocupam em lhes dar a continuidade indispensável à obtenção dos resultados em prol de todos aqueles a quem estavam destinados.
Realizar a Web Summit está muito bem. Mas quem sabe hoje qual foi o verdadeiro resultado desse evento na vida dos habitantes de Lisboa?
Promover o turismo é fundamental, mas quem se preocupou em tornar Lisboa numa cidade em que as pessoas querem viver beneficiando da riqueza criada por esse mesmo turismo?
Entre 2010 e 2019 Lisboa perdeu cerca de 42 mil habitantes. Como se faz uma cidade sem cidadãos?
Carlos Moedas não deixará de promover grandes eventos nem retirará turistas à cidade de Lisboa.
Mas Carlos Moedas vai seguramente ouvir os seus concidadãos para conseguir melhor resolver o convívio entre interesses - que são por vezes antagónicos e outras vezes complementares -, para dar aos lisboetas uma nova forma de viver, com mais tempo para cada um aproveitar a sua vida, os seus amigos, o seu trabalho, a sua cultura e o seu lazer.
E a grande revolução de Carlos Moedas vai ser trazer à política portuguesa um conceito fundamental: servir os portugueses e ajudá-los a caminhar para serem felizes!

Desde 2016, a CCIP já organizou mais de 90 Missões – em formato presencial ou virtual – e trabalhou com mais de 400 empresas portuguesas de renome que apostam na internacionalização como forma de expansão do seu negócio.
A CCIP tem a satisfação de poder contar com vários clientes que confiam nos seus serviços de apoio à internacionalização, nomeadamente as Missões Empresariais, onde para cada empresa participante é construída uma agenda individual de reuniões focada no contacto com potenciais clientes / distribuidores / importadores / parceiros de negócio, feita a partir dos objetivos individuais e do tipo de contactos pretendido pela empresa.
É com um enorme orgulho que a CCIP acompanha os seus clientes na esfera internacional, ajudando a impulsionar a “marca Portugal” pelo mundo fora.
Veja alguns testemunhos de empresas que beneficiaram da ajuda da CCIP para aumentar os seus negócios pelo mundo fora:
Tenho a referir que foi bem organizada, com um painel de reuniões interessante e diverso. O apoio no terreno antes e durante a missão, prestado pela CCIP, foi muito importante. Não teremos dúvidas em participar nestas iniciativas sempre e quando o mercado alvo nos interessar.
David Santiago Sousa
Key Account Manager | Carmo Wood
Em termos globais gostei imenso da missão. As empresas que me apresentaram foram, na sua grande maioria, muito interessantes e com potencial para se concretizar negócios. Felizmente tudo correu bem e já conseguimos concretizar um negócio e com perspetivas de fechar outros.
Francisco Capela
General Manager | WEX - Comércio Internacional
Graças ao apoio da Câmara de Comércio e Indústria, tivemos a oportunidade de conhecer e aprender em diferentes mercados como os Emirados Árabes Unidos e o Egito, ajudando-nos a conhecer clientes potenciais através de missões comerciais presenciais, ações essenciais para alcançar a introdução da nossa marca nestes mercados. Atualmente, já estamos presentes nos Emirados Árabes Unidos e em processo de registo para iniciar a penetração no Egito nos próximos meses.
Carlos Jimenez
International Commercial Executive | Carob World
A presente missão ajudou-nos a reforçar a nossa rede de contactos na região, que prevemos concretizar grandes implementações da nossa tecnologia nos próximos 6 meses, o que é bastante rápido no nosso setor de tecnologia industrial.
André Godinho Luz
Managing Partner | Infinite Foundry
O trabalho realizado pela CCIP no agendamento de reuniões para o mercado alemão decorreu com enorme profissionalismo, dedicação, persistência e foco no atingimento dos objetivos.
Mário Rodrigues
Sales Manager | Soul & Flavors Distribuição Produtos Regionais Lda
A metodologia usada para estabelecimento de contactos, o planeamento e organização da marcação de Reuniões Online, bem como o apoio durante e após as mesmas, minimizaram o impacto e eventuais desvantagens de não ser possível realizar uma visita presencial aos mercados. Uma aposta de sucesso da CCIP que deverá ser mantida, mesmo no futuro pós pandémico.
Cláudia Oliveira
International Area Manager | Laboratório Medinfar SA
“O balanço que faço é muito positivo. Todos os contactos proporcionados tinham potencial para efectuar negócio, o que é o que se espera de este tipo de missões. Seguramente que iremos estar presentes em futuros eventos do mesmo género.”
Pedro Gaspar
Partner | Portuguese Olive Oil Partners
“Queria dar os parabéns pela forma cuidada e profissional como foi organizada esta missão ao México.
Considero que o profissionalismo demonstrado virá a que participemos novamente em ações semelhantes.”
Fernando Oliveira
Sales Director | Global Fire
A participação da Trim NW, Lda na missão empresarial a Marrocos em Dezembro de 2017 foi a primeira atividade da nova estratégia de expansão.
Desde aí temos repetido a experiência por entendermos que é uma mais valia para certos mercados, quer do ponto de vista do acompanhamento durante a missão, bem como na organização e preparação dos contactos.
Iremos certamente contar com a Câmara de Comércio para nos continuar a apoiar neste e noutro tipo de ações.
Ricardo Fernandes
Diretor Comercial | Trim NW


A fraude na certificação de origem não é uma novidade no mundo do comércio internacional. No entanto, desde o surto de COVID-19, existiu um aumento significativo do número de casos de fraude, nomeadamente quando se trata de remessas para o combate à pandemia.
Os funcionários das alfândegas, a nível mundial, procuram constantemente o Selo ICC WCF CO das Câmaras de Comércios Acreditadas pela ICC nos CO que recebem, antes de permitir que as mercadorias entrem no seu país, de forma a garantir a autenticidade dos mesmos.
Com o site de verificação de CO, este processo é realizado em apenas alguns minutos, garantindo o rápido desalfandegamento das mercadorias. Deste modo, não constitui uma surpresa que o site de verificação, no ano de 2020, tenha atingido um número recorde de acessos por parte das alfândegas (+ 193% em relação a 2019).
Em janeiro de 2013, todas as organizações e administrações alfandegárias mundiais foram notificadas sobre a implementação do site de verificação para os CO desenvolvido pela ICC WCF. Criado para apoiar os membros da Cadeia de Acreditação de CO da ICC WCF International, o site permite que as autoridades alfandegárias verifiquem a autenticidade dos CO emitidos pelas Câmaras Acreditadas, através da utilização de uma plataforma segura.
As autoridades aduaneiras podem validar o CO inserindo na plataforma o número do certificado e selecionando a Câmara de Comércio Acreditada emissora. As informações do CO são imediatamente disponibilizadas, nomeadamente a data de emissão, o nome do expedidor e as informações de contacto da Câmara emissora. Se o CO não tiver sido emitido por uma Câmara Acreditada, surge de imediato uma notificação de segurança, garantindo assim a fiabilidade do sistema de verificação.
Criado para os membros da Cadeia de Acreditação de CO, o site de verificação reforça os padrões internacionalmente aceites na Certificação de Origem.
Para garantir a autenticidade das informações apresentadas, apenas as Câmaras emissoras estão autorizadas a transferir dados para a plataforma global.
Os dados transferidos são carregados diariamente no site de verificação de CO. As informações incluem o número do CO, a data de emissão e o nome do expedidor do CO.
O site de verificação permite que as autoridades alfandegárias, embaixadas e quaisquer outras entidades envolvidas no processo de verificação, confirmem a autenticidade da informação presente nos CO ainda antes da chegada das mercadorias.
Para saber mais fale connosco através do telefone 21 322 40 50 ou do email certif@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi publicada nesta semana uma sondagem que prevê para o PSD uma percentagem de votos inferior à que teve nas últimas eleições.
Neste momento estamos a viver o sexto ano do mandato de António Costa à frente do governo do nosso país, e, apesar de serem reconhecidos pela comunicação social, pelos partidos políticos e pela população em geral vários casos de gestão governativa negativos, a verdade é que a probabilidade de se verificar uma alternância a este governo é praticamente nula.
Todos sabemos, e eu, que fui seu companheiro de liceu ainda mais, que António Costa é um grande político, muito inteligente e rápido na sua gestão e que isso, a par de uma primeira sensação de melhoria de qualidade de vida após os quatro anos de contenção a que estivemos sujeitos, são condições que lhe dão uma certa vantagem na apreciação popular.
Contudo, nem sequer isso justifica que não haja, à direita, uma solução alternativa que entusiasme os portugueses que se revêm no valor da pessoa humana, na iniciativa privada, na defesa do Bem Comum, na defesa do compromisso com a sociedade, no rigor das decisões governativas e no desenvolvimento da economia com o objetivo de criar riqueza que beneficie a população portuguesa.
A eleição de António Costa e a maioria parlamentar que se gerou provocaram uma mudança na liderança dos partidos da oposição tradicionais e no lançamento de novos partidos dentro desse espectro.
Ainda assim, e apesar da falta de oposição ou de alternativa ao projeto socialista, nem as novas direções dos antigos partidos, nem os novos projetos conseguiram criar uma verdadeira onda de apoio que mobilizasse uma população de direita e do centro, que normalmente estaria hoje a trabalhar numa alternativa à situação atual e a organizar-se para dar continuidade à alternância que caracteriza as democracias de sucesso.
Na realidade, a falta de projeto estimulante e motivador resultou naquilo que as sondagens nos transmitem hoje: ninguém se move!
É preciso acordar Portugal!
É preciso encontrar lideranças mais estruturadas, com carisma e com um projeto que seja inovador na nossa forma de viver, que justifique que cada um se envolva na luta por um Portugal melhor e maior, que nos faça sair do marasmo em que nos encontramos, sem líder nem projeto que nos faça acreditar e que nos deixe sonhar.
Portugal está a viver um novo período de eleições em que a estrutura partidária não está a realizar a sua função de promover a mudança, de nos fazer chegar mais longe.
É tempo de voltar a defender Portugal. Temos que sair à rua para dizer o que queremos, exigir daqueles que se apresentam para nos governar aquilo que Portugal precisa para que os portugueses vivam melhor.
Precisamos de deixar este modelo em que apenas se preocupam em parecer, e passar a procurar que o nosso país seja um país de valor, de responsabilidade, comprometido com o desenvolvimento do Mundo, cuidando do Mundo, mas também criando condições de vida digna, de respeito pelos nossos concidadãos.
Temos que deixar de ser comandados por quem apenas quer o poder e passar a participar nas decisões que comandam o caminho de Portugal.
Por este nosso país maravilhoso vale a pena lutar. Vale a pena sair do nosso conforto e trabalhar para o Bem Comum e para cada um dos que cá vive!

Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da CCIP, acompanhou várias empresas portuguesas numa Missão Empresarial presencial a Belgrado, capital da Sérvia.
As missões empresariais da Câmara de Comércio são focadas em proporcionar novos negócios. Nestas iniciativas, garantimos que cada empresa participante tem uma agenda de reuniões individual, com contactos de qualidade, adequada ao seu setor e objetivos.
No âmbito desta missão foram preparadas, em parceria com o consultor local, agendas individuais e personalizadas para empresas ligadas aos setores das TIC, Telecomunicações e Indústria Automóvel. Assim, os empresários tiveram oportunidade de reunir com potenciais clientes finais, distribuidores e parceiros locais.
Tendo coincidido neste período a deslocação institucional do Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, foi proporcionado um encontro de networking, na Embaixada Portuguesa em Belgrado, entre a comitiva portuguesa e empresas sérvias com interesse no mercado português.
Outros encontros e iniciativas contaram com a participação de Eurico Brilhante Dias que, nomeadamente, visitou a unidade industrial da Cabopol, uma empresa que se dedica à produção de termoplásticos e que representa um importante investimento português na Sérvia.
A deslocação presencial das empresas portuguesas aos mercados tem demonstrado excelentes resultados na concretização de negócios a nível internacional, contribuindo para o aumento das exportações portuguesas.
Este ano, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa já organizou missões empresarias em formato presencial a mercados como o Egito (fevereiro), Panamá e Costa Rica (março), Geórgia (abril) e Sérvia (maio), estando previstas mais deslocações nos próximos meses. Veja o Plano Internacional da CCIP e fale connosco para mais informações.

Nesta cerimónia, os alunos da edição piloto receberam os seus diplomas e certificados pelas mãos dos patrocinadores: Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, e Josep Raventós, Country Manager da Sage Portugal, acompanhados por Bruno Bobone, Presidente da CCIP.


A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa felicita os alunos por esta conquista! Para a CCIP é um orgulho contribuir para uma nova geração de gestores mais preparados para enfrentar os desafios da gestão empresarial.
A 2ª edição da Pós-Graduação CCIP/Nova-SBE conta com 30 participantes que iniciaram o seu percurso na aquisição de novos conhecimentos e partilha de experiências. Especialmente para eles, os patrocinadores da nova edição (SofFinança, Yunit Consulting e Sage Portugal) assim como o embaixador do programa, Rui Fonseca, CEO da Altronix, transmitiram uma mensagem de motivação e reforçaram a importância da aposta numa formação de executivos relevante.

Aos novos alunos a CCIP dá as boas-vindas e deseja muito sucesso neste percurso de 4 meses que inicia agora.
Para mais informações sobre a Pós-Graduação de Gestão Aplicada para Gestores de PME, contacte formacao@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
O vírus quando já não mata passa a ser uma doença normal! Em Portugal morreram, durante a pandemia, cerca de 17 mil pessoas, sendo que 650 tinham menos de 60 anos. Destas 650, a sua quase totalidade tinha comorbilidades.
Hoje, tanto em Portugal como na Europa, na América do Norte e na América do Sul, estes grupos de risco estão praticamente todos vacinados e, por isso, estamos a assistir a uma diminuição sustentada do número de mortes associadas a esta doença, que tenderá para desaparecer à medida que a vacinação vá prosseguindo.
A estatística de casualidades desta pandemia vem reforçar a ideia de que a forma de tratar assumida pelos líderes das várias nações foi francamente incompetente ao não terem tido a coragem de isolar e proteger grupos de risco, que encheram os hospitais e criaram as situações de catástrofe nos serviços de saúde.
Pelo contrário, reagindo por medo e falta de clareza, deixaram estas populações desprotegidas e criaram fortes e graves medidas de limitação à liberdade da sociedade em geral, através de proibições de circulação e de desenvolvimento de atividades que, por um lado destruíram psicologicamente os cidadãos e, por outro, prejudicaram enormemente a economia criando uma nova onda de pobreza de que nos vamos dar conta a partir dos tempos mais próximos.
A desculpa de falta de conhecimento da situação, que poderia ter sido aceite no início da crise, deixou de fazer qualquer sentido a partir do verão do ano de 2020, altura em que se tornou claro quais eram os grupos afetados dramaticamente pelo vírus.
A esta falta de coragem e de competência para enfrentar a crise da pandemia, à falta de confiança na população que tem demonstrado sempre uma enorme competência na tomada de cuidados sobre os seus comportamentos e através da impunidade com que se limitou a liberdade aos cidadãos, veio juntar-se uma postura de poder ditatorial que passou a permitir todas e quaisquer decisões sem que pudessem ser contrariadas por quem se sentisse prejudicado ou mesmo sujeito a um abuso de poder.
A limitação dos horários de funcionamento de algumas atividades, que promoveram a concentração de pessoas nos supermercados, a limitação dos horários dos restaurantes, que ainda hoje se mantêm sem qualquer razão entendível, as decisões de operacionalidade dos recintos públicos que levaram o aeroporto de Lisboa a manter portas fechadas para obrigar todas as pessoas a utilizar apenas uma porta para entrar e outra para sair - e muitas outras, são a demonstração de que apenas havia vontade de criar proibições e de abusar do poder sem qualquer efeito positivo para a gestão da crise pandémica.
A requisição das instalações do empreendimento Zmar, em Odemira, apenas veio reforçar a postura de desrespeito democrático pelos cidadãos por parte das autoridades, dando-nos a ideia de que, afinal, tudo aquilo que nos parecia ser sagrado, e que era a liberdade individual de cada português, apenas funciona para quem pode, para quem está junto de quem pode ou para quem tem a força para exigir, como foi o caso de algumas entidades políticas.
Se aceitámos posturas irrazoáveis durante o período em que a pandemia estava mais ativa, isso justifica-se por este povo ser correto e humanista, sempre preparado para corresponder ao apelo da solidariedade.
Mas hoje basta! Não são aceitáveis negacionismos: nem de quem não quis ver a ameaça nem de quem nos nega, agora, um futuro.
Não queremos mais ditadura. Queremos voltar a viver, a ser donos da nossa vontade e a ser respeitados por aqueles que nos deviam servir e que muitas vezes se servem de nós.

É inquestionável o papel que os jogos olímpicos assumem no panorama internacional. Falamos do maior evento desportivo a nível global, de uma competição que estimula e agrega povos dos seis continentes.
Já referia Pierre de Coubertin, considerado o fundador dos jogos olímpicos da era moderna, “o importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.
Um dos eixos de trabalho é garantir que todos os equipamentos necessários à competição dos atletas viajem para o país anfitrião, sem qualquer contratempo. Tendo 6 continentes a participar, falamos duma logística com um nível de complexidade que abrange todo o planeta. Neste sentido e para evitar atrasos e adversidades, torna-se essencial contar com mecanismos que facilitem todo este processo.
Desde há várias olimpíadas que a Câmara de Comércio contribui de uma forma eficaz para a chegada dos bens dos nossos atletas ao país anfitrião. Este contributo é assegurado através da emissão de um passaporte temporário de mercadorias (Carnet ATA), a utilizar nas alfândegas respetivas e que vai garantir que estão reunidas as condições aduaneiras para evitar qualquer problema ou cobrança de valores nestes casos.
Já sobejamente conhecido por diversas federações nacionais e atletas, é possível afirmar que nomes ligados à vela, jet-ski, remo, equitação, futebol, pesca submarina, entre outros, já utilizam este documento.
Estando em ano de olimpíadas, a CCIP deseja a todos os atletas participantes uma excelente competição e se possível, algumas medalhas para Portugal!
Autora: Sónia Morgadinho, Consultora ATA @ Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Depois de receber o prémio de diplomata económico do ano em 2020 atribuído pela CCIP, o embaixador de Portugal no Senegal, Vítor Sereno, lançou a unio, uma aplicação informática que se destina a ajudar os empresários portugueses a encontrar oportunidades de negócio no estrangeiro e que foi apresentada ao público esta segunda-feira, dia 10 de maio, no quadro da Presidência Portuguesa da União Europeia.
Ao inscreverem-se, as empresas portuguesas e senegalesas inserem os seus dados, serviços e necessidades. Desta forma, passam a ter automaticamente contacto com aquelas que estejam a disponibilizar serviços que respondam a essas necessidades ou oportunidades. "Se houver um match entre as duas abre-se uma sala de chat onde os seus responsáveis podem conversar, trocar contactos e experiências e a partir daí potenciar parcerias e negócios", referiu Vítor Sereno.
João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP, explicou que “criámos o prémio Francisco de Melo e Torres que distingue, anualmente o chefe de missão diplomática que se tenha destacado pelo seu empenho pessoal no apoio à internacionalização das empresas portuguesas e na captação do investimento estrangeiro, contribuindo para o crescimento da economia portuguesa. Neste contexto, a criação e desenvolvimento da aplicação unio, projeto do embaixador de Portugal no Senegal, Vítor Sereno, insere-se perfeitamente no espírito do prémio e vem, uma vez mais reforçar o excelente trabalho que tem realizado à frente da nossa missão diplomática em Dakar.”
O Prémio atribuído pela CCIP, no valor de 25 mil euros, permitiu desenvolver esta aplicação que teve um investimento de 15 mil euros. “O remanescente será utilizado um grande seminário sobre petróleo e gás que está a ser preparado também", indicou o diplomata.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A CPLP é, sem qualquer dúvida, o espaço natural de desenvolvimento do mercado português. Contudo, quando foi criada, baseava-se em três pilares que lhe davam a forma, o objetivo e o caminho. A concertação político-diplomática, a cooperação e a promoção e a difusão da língua portuguesa eram as metas que se estabeleceram nessa altura e que serviram bem para criar este conceito.
Em 1996, com uma visão clara de que os países de língua portuguesa beneficiariam muito de ter uma voz comum a defender os seus interesses, era muito importante dar o pontapé de saída para este enorme projeto.
Passados estes anos de consolidação desta ideia, tornou-se óbvio que a CPLP não poderia cumprir a sua missão sem envolver dois novos aspetos essenciais à vida dos países e dos seus cidadãos, que são fundamentais ao desenvolvimento das sociedades que os compõem.
Uma comunidade nunca é uma verdadeira comunidade se os seus membros não tiverem iguais direitos de acesso à totalidade do seu espaço comunitário.
É fundamental conseguir instituir uma livre circulação de pessoas entre os países que compõem a CPLP, de forma a falarmos, de facto, de uma comunidade que se sente unida e que só nessas condições poderá defender interesses comuns.
Por outro lado, uma ideia de união que nos comprometa a todos a cooperar no sentido do desenvolvimento precisa de ter interesses comuns mais fortes do que os interesses individuais de cada um dos seus membros e isso só é possível introduzindo o pilar económico na sua estrutura.
A partir do momento em que se inclua a economia, com uma perspetiva muito clara de que todos podem contribuir para o desenvolvimento de cada um, então passaremos a encontrar muito mais pontos de convergência para as decisões conjuntas que precisamos de tomar se queremos vir a ser uma verdadeira comunidade.
A introdução deste pilar económico na estrutura da CPLP tem a vantagem de associar, aos intervenientes que desde o seu início acompanharam e acarinharam a formação desta organização, que maioritariamente seriam representantes do setor governativo dos Estados que a compõem, os representantes da iniciativa privada e das empresas. Estes têm sempre uma maior capacidade de intervenção direta nos mercados e nas suas gentes e verão nesta decisão a oportunidade de fazer crescer os seus mercados naturais para a dimensão total da CPLP que hoje engloba cerca de 260 milhões de pessoas.
Esta motivação dada aos empresários é claramente uma forma de fazer crescer o interesse de todas por um projeto que é querido a todos os países mas que sem estes nunca chegará verdadeiramente a atingir os seus objetivos.
A criação da Confederação Empresarial da CPLP foi um grande passo nesse sentido. E a cimeira que hoje se realiza em Malabo demonstrou com clareza como todos podemos ser úteis e retirar vantagens deste projeto que une os utilizadores da língua portuguesa num projeto comum de desenvolvimento.
O apoio dado pelos Estados representados neste evento, em alguns casos através dos seus mais altos representantes, foi inequívoco e em uníssono se ouviu com clareza as suas palavras de compromisso profundo com este caminho.
Neste mandato presidencial liderado por Cabo Verde foi dada força ao processo da livre circulação dentro do espaço de língua portuguesa, com um apoio inequívoco de Portugal. Na próxima presidência será promovido o pilar económico.
É fundamental que Portugal não perca esta oportunidade.
Para as empresas portuguesas e para o desenvolvimento da nossa economia é indispensável a promoção de dimensão dos mercados em que operamos e a promoção de mercados que nos deem vantagens competitivas para nos permitir continuar a crescer na concorrência com as grandes empresas internacionais.
Não nos podemos distrair com a Europa e esquecer o que mais nos pode ajudar.
Costa Silva, na sua estratégia, disse com muita clareza: sempre que nos virámos para a Europa definhámos e apenas crescemos quando nos virámos para o mar. A CPLP está no caminho e do lado do mar.
É fundamental caminhar por aí e cuidar daqueles que podem verdadeiramente ser a solução do nosso país!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Enrique Shaw foi um empresário argentino que viveu a sua experiência empresarial sempre trazendo os ensinamentos de Jesus Cristo no seu dia-a-dia.
Foi militar, foi empresário, foi preso, mas, em todas as fases da sua vida, nunca deixou de ter presente a preocupação de olhar o outro como pessoa, como destino essencial de todas as suas decisões.
A sua frase, "para juzgar a un obrero primero hay que amarlo", é bem representativa da sua visão do mundo e, no seu caso, do mundo empresarial.
No final da semana passada, o Papa Francisco declarou a Venerabilidade de Enrique Shaw.
E o que é que torna tão importante esta declaração, num momento em que a Igreja Católica tem tido uma postura de tornar santos todos aqueles que, cumprindo os critérios essenciais a essa santificação, sejam exemplos de vida que possam ser seguidos por todos os crentes?
A perspetiva de reconhecer um empresário como exemplo de um caminho de santidade é inédita e aproxima muito duas realidades que costumamos considerar como quase antagónicas, apesar de nada na sua essência o justificar.
Toda a religião tem como projeto a salvação da humanidade. E, porque isso está sempre ligado à criação divina, a primeira obrigação de cada pessoa é adorar a Deus.
A forma de adorar a Deus no nosso dia-a-dia é apenas possível através das nossas ações e dos seus efeitos nos outros.
Por outro lado, a vida de empresário está normalmente associada a uma perspetiva de competitividade que leva a pensar que tudo se pode esquecer e que tudo se torna permitido para conseguir atingir o melhor resultado possível.
É por isso que esta declaração se torna tão relevante, porque aproxima a razão de ser empresário da razão de viver.
Porque uma vida como a de Enrique Shaw mostra que também o empresário pode ser exemplo de vida e amar aqueles que o rodeiam. Ou ainda mais, que é através da relação com aqueles que consigo trabalham que o empresário consegue atingir o seu melhor resultado.
O empresário é, na sua génese, um criador. Tem uma ideia, desenha um projeto e cria uma nova oportunidade de desenvolvimento. E cria emprego e novas oportunidades de vida para todos quantos com ele caminham.
Não há maior amor do que criar oportunidades aos outros. É fundamental que quem seja capaz de ter esta vocação tão nobre de empreender compreenda que o seu êxito está em conseguir que todos aqueles que com ele colaboram no empreendimento sejam parte da sua vida.
Mas este processo de santificação tem ainda o mérito de fazer ver aos que são responsáveis pela Igreja que sejam também capazes de melhor compreender a enorme função que tem e deve ter o empresário na construção de um mundo melhor, em que todos tenham lugar e em que todos se sintam incluídos.
Um mundo que podemos construir em conjunto, sem ter objetivos contrários, já que a criação de felicidade é promotora da motivação de fazer melhor e a vontade de incluir todos torna-nos mais próximos e mais resilientes perante as dificuldades.
É, por isso, muito importante que encontremos nesta declaração de Venerabilidade de Enrique Shaw a oportunidade de mudar a nossa forma de nos confrontarmos, dirigentes e empregados, responsáveis religiosos e responsáveis das empresas.
É o momento para mudar e deixar de combater para passarmos a colaborar entre todos.
Enrique Shaw quando estava a morrer precisou de transfusões de sangue e todos se admiraram de ver que todos os seus empregados estavam à porta do hospital para lhe dar o que ele precisava e ele dizia que tinha o orgulho de ter o sangue dos seus colaboradores nas suas veias.
Mais do que dizia Enrique Shaw, para julgar um operário e para julgar um empresário, é preciso primeiro amá-lo.

Nadim Habib partilhou com a audiência: “Eu não sei cozinhar, mas a minha mulher comprou uma bimby e eu já sei fazer bolo de chocolate”. Quando serve esse bolo aos seus amigos dizem-lhe que não foi ele que o fez, mas sim a bimby. Ao que lhes responde “querem um bom bolo de chocolate ou preferem que eu invente e tente ser artista?”. Nadim acredita que se o for, 9 em cada 10 vão correr mal, mas se seguir a receita, corre sempre bem. Estamos a falar de um bolo de chocolate, embora o professor da Nova SBE considere que na gestão de uma empresa, a situação é a mesma.
O contexto pandémico em que vivemos há mais de um ano trouxe muitas mudanças. No entanto, muitos gestores continuam a tratar a pandemia como uma exceção e que, “quando tudo passar”, voltamos ao ponto de partida e que iremos regressar “àquele normal”. Mas na realidade não será assim!
A economia e a nossa forma de trabalhar mudaram de forma permanente e, se continuarmos a encarar esta mudança como uma exceção ou uma situação temporária, enfrentamos um problema. Como alertou Nadim Habib, no passado dia 23 de abril, perante uma audiência online de mais de 150 gestores, “se persistirmos nesta visão, é certo que chegará o dia em que não conseguiremos acompanhar o ritmo e será o fim.” Temos de repensar a nossa forma de trabalhar e voltar a ganhar rentabilidade e crescimento!
Na sua intervenção, no âmbito do webinar dedicado à jornada de profissionalização de um gestor de PME, Nadim referiu que, já em 2019, estávamos a ter “sinais” de que as coisas não eram sustentáveis e que era preciso mudar. Mudar o quê? Na sua perspetiva, os gestores destacavam duas áreas: a organização e o planeamento.
Sobre a organização afirmou que “organizamos para controlar”, mas que há uma grande diferença entre organização e controle. Por exemplo “a simples marcação de férias pode dar a noção de que estamos a organizar quando as pessoas marcam as suas férias, mas isto não é organização, é controlo. É alguém a controlar que todas as pessoas têm as férias marcadas. E isto é muito diferente daquilo que começamos a encontrar em empresas novas, pequenas e grandes, que estão a dizer aos seus funcionários que não há limite de férias, tirem os dias que quiserem, mas preocupem-se em garantir que todos os elementos da equipa estão coordenados.” Isto é uma forma diferente de organizar e que traz resultados mais interessantes.
Relativamente ao planeamento, os gestores referem que têm de planear melhor, mas na realidade, mesmo quando o conseguimos fazer podemos não conseguir cumprir com o que planeámos, porque o mundo muda e o mundo mudou. E o planeamento também tem necessariamente de mudar.
“Há pessoas que pensam que gerir é uma arte, no sentido de que qualquer pessoa o pode fazer, e isto é um problema por dois motivos. Pois a arte é altamente subjetiva e uma empresa não é subjetiva, os lucros são muito objetivos, há crescimento ou não há crescimento, tenho clientes satisfeitos, ou não tenho clientes satisfeitos, tenho pessoas que querem trabalhar comigo ou não tenho, e isto não é arte, é ciência!”.
Todos nós conhecemos empresas de sucesso e com bons desempenhos. Isso acontece porque implementam práticas de gestão com rigor e ciência e que trabalham essa gestão com muita disciplina. Não é muito relevante se gerimos uma empresa porque queremos deixar um legado para a família, ou porque queremos ter rendimentos no final do mês ou porque queremos mudar o mundo. O que mais importa é “que devemos perceber que para gerir uma empresa é preciso ciência, rigor e disciplina”.
E essa ciência pode ser encontrada num programa de gestão, que tem que incutir, necessariamente, três coisas nas pessoas:
Desta forma, quando abordamos a gestão de um ponto de vista científico e a gerimos dessa forma, no prazo de 3 a 6 meses é possível ter melhores resultados.
Começamos a ter uma empresa que funciona bem, sem grande intervenção do seu gestor ou fundador, e que lhe permitirá começar a planear os próximos 6 a 24 meses, sem estar preocupado em “apagar fogos”.
Em síntese, quando gerimos uma organização e queremos construir rentabilidade daqui para a frente, devemos ter:
1. Uma visão clara e estratégica sobre a maneira de funcionar;
2. Disciplina para implementar as coisas, mesmo que sem resultados imediatos, e
3. Refletir em como queremos desenhar a empresa para daqui a 6, 12 ou 24 meses.
Nadim Habib termina a sua exposição com um conselho “abordem a gestão como ciência”, “estudem a gestão como deve ser, implementem os procedimentos e práticas gradualmente e, um dia, ao acordarem, de repente, vão ver que têm mais sucesso”.
Nadim Habib
Mestre em Economia pela London School of Economics e um comunicador nato. Consultor internacional nas áreas de estratégia, inovação e criatividade, sendo frequentemente convidado como orador. Com uma vasta experiência internacional de gestão, é professor assistente na Nova-SBE e no Curso Executivo da CCIP, onde leciona o módulo dedicado à Agilidade Organizacional.
Saiba mais sobre a 2ª edição do curso executivo da CCIP/Nova-SBE.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
É tempo de assumirmos a nossa responsabilidade.
Cada ano que passa vamos assistindo a um maior fosso entre as lideranças políticas do país e os cidadãos.
A mais evidente prova dessa separação está à vista no constante aumento da abstenção nas eleições, uma tendência que prevalece sem retorno.
É claro que o mais fácil é pôr as culpas naqueles que ocupam esses lugares de chefia e dizer que são incompetentes. É a solução mais simples, que resolve a minha consciência e absolve a minha culpa, mas não muda nada e nada soluciona.
O comum dos cidadãos vê nos líderes e na atividade política uma espécie de lepra da qual quer distância e que lhe dá repulsa. Tratamo-los por "eles", os que assumem essa função e sempre calculamos que só lá estão porque querem tirar benefícios por isso.
É esse o nosso erro e é essa a razão pela qual estamos cada vez mais desmoralizados com o caminho do país.
Mas, graças a Deus, a culpa também é minha!
Costumo dizer que só quando tenho eu a culpa é que posso mudar aquilo que está errado. Quando não sou responsável, dependo dos outros e nada posso fazer.
A verdade é que o nosso país e o sistema democrático em que vivemos está a ser condenado por não assumirmos a nossa responsabilidade de cuidar dele.
Viver numa democracia, sistema em que todos temos a capacidade de decidir sobre o nosso futuro, em que não nos colocamos nas mãos de um, ou de poucos, para que decidam por nós, significa que temos de assumir a responsabilidade de cuidar do país e da sua condução para garantir que vamos para onde queremos e conseguimos aquilo que pretendemos.
Isso significa também pensar no modelo de sociedade que desejamos, de nos batermos por essas ideias e de trabalhar para a comunidade, de modo a ajudar a construir esse modelo.
Em concreto, significa ter um comportamento cívico participativo, assumir as responsabilidades e poder dizer: eu também tenho a culpa e, por isso, posso mudar!
Para isso é fundamental aumentar a educação cívica da nossa juventude, criar na sua educação uma perspetiva de responsabilidade, não só pela sua vida como pelo desenvolvimento da sociedade em que vivem. Compreender que ser político não significa ter vantagens, mas sim ter responsabilidades, e que todos somos chamados a assumi-las.
Implica respeitar aqueles que nos educam para que possamos aprender mais e melhor.
Mas, acima de tudo, sermos capazes de voltar a ser responsáveis pela vida deste país - e não a entregar-nos nas mãos de uns quantos para que decidam por nós.
A perda da democracia não resulta de haver correntes políticas que propõem regimes totalitários, mas da desistência de um povo de trabalhar e cuidar da sua democracia.
A escolha de soluções de lideranças paternalistas advém da frustração da forma como funciona, ou não funciona, a democracia e isso é da responsabilidade de cada um de nós.
Estamos a chegar a um ponto de saturação já muito avançado, o que se manifesta no extremar das soluções políticas que têm surgido ao longo dos anos. Ainda estamos a tempo de retomar o nosso caminho e de não perder a liberdade de decidir.
Mas para inverter esse caminho temos de compreender que temos a responsabilidade e o poder de o fazer. Temos de ter a vontade e o querer. Temos de assumir o trabalho de cuidar.
Para isso tenho de ter a consciência de que a culpa também é minha e por isso posso mudar!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Assistimos na passada sexta-feira a um episódio da maior importância no que respeita à justiça portuguesa.
A leitura da decisão instrutória do processo Operação Marquês foi acompanhada por uma parte importante dos cidadãos nacionais, que no final ficaram muito mal impressionados com o sistema judicial português.
Na sua decisão, o juiz Ivo Rosa conseguiu reconhecer que o acusado tinha praticado atos de corrupção, mas não pode ser julgado por isso. Que o acusado recebeu dinheiro de outras pessoas sem que houvesse razão para tal acontecer, mas encontrou razões para o justificar e para o ilibar do pagamento de imposto que paga o comum dos mortais, apenas por receber o seu salário honesto. Não acusou aqueles que receberam dinheiro e pagaram favores, mas acusou os seus acusadores. Finalmente o juiz Ivo Rosa ilibou pessoas, apesar de reconhecer que foram parte em transferências de valores importantes não justificadas, sem nunca o ter preocupado a origem e a razão dessas transferências.
Em face desta situação, as reações fizeram-se sentir e dividiram-se entre aqueles que consideram que o Juiz Ivo Rosa é incompetente por não conseguir pronunciar quem é corrompido nem quem é corruptor, outros que, ainda que justifiquem a sua competência, consideram que errou em várias das suas decisões e os terceiros que, por alguma relação política ou pessoal com os arguidos, preferem reconhecer que, apesar da postura amigável do juiz Ivo Rosa, ainda assim há uma pronúncia aos acusados que não deixa de ser alguma justiça.
Em todas elas há uma coincidência.
A sensação de que a justiça não foi alcançada!
E não importa se a competência do juiz advém da sua formação de origem nem se o processo penal deve ou não ser encarado desta ou de outra maneira. Aquilo que se pretende de um processo judicial é que faça justiça, e isso falhou.
A existência de apenas dois juízes para se ocuparem desta fase do processo não é compreendida, mas que estes dois juízes tenham entendimentos tão distintos daquilo que é a justiça funciona como uma desacreditação de todo o sistema. Se sair um juiz, a probabilidade é de que seja pronunciado, se sair outro, já não.
Daquilo que entendi, a decisão do juiz de instrução baseia-se na sua análise sobre se há uma previsibilidade substancial de que haja uma condenação, caso em que deve decidir-se pela pronúncia.
Ora, esta dependência da justiça sobre a capacidade de previsão de um juiz não deixa de a tornar, ainda mais, um certo jogo de sorte, já que, presumo eu, as avaliações das capacidades prospetivas não farão parte da prova de exame para juiz.
Na verdade, aquilo que verificamos, se formos analisar os casos que têm sido tornados públicos e que estiveram nas mãos do juiz Ivo Rosa, é que a capacidade de previsão deste juiz é bastante fraca, já que, em muitos deles, depois de decidir não pronunciar muitos daqueles que estavam acusados pelo Ministério Público, estes acabaram por ser julgados e condenados.
Ou seja, tudo leva a concluir que não há dúvida de que o sistema judicial português não está a funcionar e que as suas decisões deixaram todos convencidos de que a justiça não foi feita. É certo que ainda há todo um caminho e que existem muitas possibilidades de mudar aquilo que foi agora decidido. Mas se é para mudar porque não se faz certo desde o princípio?
Na verdade, aquilo que esta decisão de Ivo Rosa nos veio trazer foi a certeza de que o sistema judicial português tem de ser mudado.
Por isso digo que temos hoje, a partir das diferentes reações à decisão deste juiz, a oportunidade de mudar a justiça portuguesa e essa mudança pode ser verdadeiramente a sua salvação.

A saída do Reino Unido da União Europeia trouxe consigo alterações substanciais, no que diz respeito à circulação das mercadorias. Atualmente, assistimos a um contexto diferente do que era habitual. Onde antes se aplicavam as regras de livre circulação de mercadorias, agora existe a obrigatoriedade de declaração junto das alfândegas correspondentes.
Assim, quem se desloca para o Reino Unido com mercadorias novas ou usadas, sejam elas de âmbito profissional, para demonstração em feiras, amostras comerciais, material científico e desportivo, entre outros, e cujo objetivo não seja uma transação comercial (ou seja, a intenção é sair do país e regressar), terá obrigatoriamente que assegurar as respetivas formalidades, sob pena de enfrentar o pagamento de garantias e retenção das mercadorias.
Na Câmara de Comércio recebemos inúmeros pedidos de esclarecimento sobre como fazer uma exportação temporária para fora da União Europeia. Para ajudar a clarificar algumas dúvidas, desenhámos um fluxo que ilustra as várias hipóteses, bem como os seus perigos, riscos e vantagens.

Para assegurar uma simplificação de todo este processo, a CCIP disponibiliza um passaporte de mercadorias (Carnet ATA), simples de pedir e de utilizar, que resolve todas as questões na alfândega sem complicações.
Esta solução, que não requer um conhecimento específico nem apoio especializado, basta ser apresentada com as mercadorias na respetiva alfândega, na entrada e saída dos bens.
O Carnet ATA é um documento alfandegário internacional que permite a entrada temporária de mercadorias em mais de 110 países/regiões, com o limite de um ano, sem pagamentos aduaneiros. As iniciais “ATA” provêm das palavras francesas e inglesas “Admission Temporaire/Temporary Admission”.
Este documento cobre diversos tipos de bens, tais como: equipamento eletrónico, ferramentas, instrumentos, joias, arte diversa, máquinas, equipamento desportivo e para competições, cavalos, entre outros.
Se precisa de fazer uma exportação temporária para o Reino Unido ou outros destinos fora da União Europeia, fale com os nossos consultores de Comércio Internacional.
Saiba mais através do telefone 213 224 064 ou do email ata@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Dizia António Costa Silva, no seu Plano de Recuperação, que Portugal sempre cresceu quando assumiu a sua vocação atlântica e definhou quando se virou para a Europa. E propunha que desta vez Portugal aproveite as duas vertentes para crescer melhor.
António Costa está completamente focado na sua ligação europeia, até pela responsabilidade que assumiu com a presidência portuguesa da União Europeia, mas esqueceu outra vertente, aquela que dá outra capacidade de crescimento e desenvolvimento, que é a atlântica.
Em todo o Projeto de Recuperação e Resiliência não há qualquer referência a um grande investimento no mar nem qualquer referência a um maior envolvimento com os países africanos de língua oficial portuguesa.
Num momento em que todo o mundo já compreendeu que o futuro terá o seu foco de maior desenvolvimento na exploração dos recursos marítimos e no desenvolvimento do continente africano nós, Portugal, que temos extraordinários recursos marítimos e que somos, ainda, referência nas relações com os países africanos, de língua oficial portuguesa e outros, decidimos que não temos qualquer interesse em investir em qualquer destas áreas, que nos poderia tornar relevantes no mundo em que vivemos.
Portugal candidatou-se a ficar com a responsabilidade de gerir uma extensão do oceano Atlântico que nos permitirá obter uma dimensão territorial superior ao subcontinente indiano. Vários governos investiram neste processo e asseguraram ter as competências para o realizar.
E agora, num momento de grande oportunidade de fazer os investimentos necessários a beneficiar deste projeto, apenas nos esquecemos de o incluir na nossa estratégia!
Quanto ao continente africano, e ao mesmo tempo em que assistimos a um avanço enorme da influência chinesa, nós, sem qualquer nota de preocupação, deixamos abandonados aqueles países, que não só têm sofrido com crises económicas fortes como estão a precisar do nosso apoio em face da pandemia.
E, claro, se não ocupamos o nosso lugar, outros o ocuparão. Assistimos, nesta semana, a uma movimentação por parte do governo espanhol para ganhar posição em África garantindo todo o apoio às suas empresas e assegurando a capacidade de lhes dar a influência para ganharem esses mercados.
E Portugal, o que tem feito? O nosso governo pensa de forma diferente: por questões de ideologia, que não lhe permitem reconhecer a importância de apoiar as empresas portuguesas, num momento em que o Conselho Económico da CPLP faz uma reunião com todos os seus membros e com representantes dos respetivos governos, em alguns casos com a participação do próprio Presidente da República, não envia qualquer representante seu a esta reunião, manifestando o claro desinteresse por este projeto, que é tão-só uma das maiores oportunidades para o crescimento da nossa economia e das nossas empresas.
Gerir momentos é uma qualidade essencial para sobreviver hoje, mas não haverá país se não existir uma visão e uma estratégia para o futuro. E as nossas empresas e os portugueses não merecem essas vistas curtas que destruirão tudo aquilo que foram eles a construir.
As vistas curtas das nossas elites não podem deitar a perder tudo aquilo que os portugueses criaram.

Ninguém tem dúvidas, hoje em dia, sobre a importância da formação para uma carreira profissional bem-sucedida. Nem se põe em causa que a formação - dos gestores e colaboradores - numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida beneficia, em primeira (e última) instância, as instituições nas quais trabalham.
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) tem este facto bem presente desde que foi criada, em 1834.
Com efeito, logo nos primeiros anos de vida, começou por pressionar as instituições responsáveis pelo Ensino Técnico no sentido de criarem o “Curso de Direito Mercantil” (lecionado ao tempo por José Maria Alves de Sá) e, em seguida, fundou o curso de “Economia Política”, que ficou a cargo de António de Oliveira Marreca.
E a verdade é que nunca mais parou. Durante estes 187 anos de história, a CCIP tem desenvolvido ações de formação (para associados e não associados), dirigidas aos gestores portugueses interessados em aprofundar os seus conhecimentos e em fazer crescer as suas operações.
Foi neste contexto que, no final de 2019, a CCIP decidiu dar mais um contributo para ajudar as empresas portuguesas a capacitarem-se e a adquirirem novas competências para se diferenciarem da concorrência e atingirem uma performance ainda melhor.
Sabemos, não temos dúvidas, de que o trabalho realizado pelos nossos empresários e gestores tem sido extraordinário e que tem sido a sua dedicação, persistência e empenho que tem estado na base do nosso crescimento, enquanto país, nos últimos anos.
No entanto, vivemos tempos que exigem conhecimentos específicos, nalguns casos, especialização, e sabemos que é importante, simultaneamente, aprender durante toda a vida.
Cientes deste facto, e assentes no conhecimento prático que temos da economia e da realidade vivida pelas empresas e por todos aqueles que vivem – e fazem viver - a nossa economia, decidimos lançar um novo curso dirigido aos gestores de PME portugueses.
No entanto, na CCIP não gostamos de fazer as coisas sozinhos; acreditamos no valor das parcerias. E temos presente que, sempre que há colaboração, a soma é maior do que as partes.
Temos também a sorte, diria o privilégio, de conseguirmos trabalhar com os melhores. E na formação não é diferente.
Foi assim que avançámos para a 1ª edição deste curso com a NOVA SBE, uma escola que é, não apenas líder nas áreas de gestão e economia como, também, reconhecidamente, uma instituição inovadora com os olhos postos no futuro.
E o sucesso foi tal que estamos agora a arrancar para a 2ª edição. A junção entre saberes com origens distintas, o terreno e a academia, não podia ser mais complementar.
Por outro lado, e numa outra vertente, a CCIP tem realizado um trabalho ímpar na internacionalização das empresas portuguesas. A internacionalização – o apoio nesta área – e, ainda, a ajuda na identificação de novos mercados de destino (diminuindo o risco da exposição quase única ao mercado da União Europeia), são também funções “originais” desta Câmara de Comércio.
Um exemplo, entre tantos ao longo da história, diz-nos que cerca de 1840 o então Ministro da Marinha consulta a nossa Câmara de Comércio sobre a oportunidade de se formar uma companhia de barcos a vapor com a finalidade de facilitarem as comunicações litorais com os portos da América. Um outro, bem mais recente, expressa-se no InSight, um estudo de cariz único em Portugal que a CCIP promove (juntamente com outro excelente parceiro, a ROI) sobre a internacionalização das PME e que vai já na 4ª edição.
Um estudo que nos ajuda a enquadrar a necessidade de fazer face à mudança, a repensar a atividade e a forma como as empresas trabalham e a importância da aquisição de competências que permitam aos gestores das PME navegar eficazmente a mudança que os tempos sempre trazem, ajudando-os a tomar melhores decisões, identificar as melhores oportunidades por forma a aumentarem a sua competitividade, em Portugal e no estrangeiro.
E a CCIP é o parceiro certo para apoiar os empresários já que, por um lado, proporciona as ferramentas e as soluções formativas juntamente com a Nova SBE, ajustadas às necessidades atuais e, por outro, presta o apoio comercial necessário aos primeiros passos na internacionalização das empresas.
Acreditamos firmemente que a conjugação destas duas realidades e áreas de trabalho, a formação e a internacionalização, poderá formar um círculo virtuoso contribuindo, no final do dia, para a melhor gestão das nossas PME exportadoras e, também, para aumentar, como todos queremos, as exportações, quer em valor, quer em termos de peso no PIB nacional.
Autor: João Pedro Guimarães, Secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

É fundamental dotar as pessoas, e consequentemente as empresas, das ferramentas e competências necessárias para enfrentarem novos desafios, facilitarem os processos de mudança e promoverem a sua capacidade de adaptação e resiliência.
Esta aquisição de competências pode ser efetuada de várias formas, sendo que a formação executiva desempenha aqui um papel fundamental porque permite consolidar e experienciar os conhecimentos adquiridos, além da troca de experiências e partilha entre empresas de diferentes sectores e dimensão.
Conseguir uma visão 360º e holística do negócio é uma ambição de muitos gestores e que significa uma compreensão das dimensões culturais, processos e pessoas de uma organização, uma “imagem única” de componentes como estratégia, atividade, comunicação e informação, recursos disponíveis, liderança, entre outras, e as suas ligações.
Isto permite tomar decisões e perceber o seu impacto nas diferentes componentes da empresa, sem se perder a abrangência e o propósito.
Abaixo partilho 12 áreas de conhecimento e intervenção que poderão servir de base a um roadmap para os gestores conseguirem mais eficazmente esta visão única e abrangente do seu negócio:
1. Aquisição e consolidação e conceitos e princípios económicos que servem de suporte a boas práticas de gestão.
2. Agilidade organizacional: em muitas organizações, o desafio estratégico está na execução. Ou, seja, na tradução de linhas orientadoras em atividades, projetos, indicadores e atitudes.
3. Identificação do potencial de criação de valor de uma empresa e o modo como esta pode, através das suas decisões estratégicas, influenciar a sua rentabilidade.
4. Integração de ferramentas de planeamento estratégico, por forma a traduzir a estratégia em ação, construir um quadro conceptual de referência comum que apoie os colaboradores na sua atividade de gestão quotidiana.
5. Aposta nas competências de negociação que permitam encarar situações negociais, quer internas ou externas, com habilidade e capacidade de decisão.
6. Compreensão da linguagem contabilística, que é por excelência a linguagem dos negócios. No atual contexto organizacional, é fundamental dispor de conhecimentos que possibilitem aos mais diversos intervenientes na atividade económica estarem aptos a compreender e a usar informação de natureza económico financeira.
7. Implementação de um processo de transformação digital que vise impactar toda a organização e implique uma aculturação do processo por todos.
8. Construção de uma cultura positiva que gere estratégias mais eficazes, melhores resultados e mais talento. Esta combinação traduz-se em equipas e pessoas mais focadas, mais motivadas e mais resilientes, que lideram a mudança em vez de se limitarem a reagir a ela.
9. Aplicação de estratégias de comunicação e persuasão a situações comuns nas organizações, desde a linguagem de venda à criação de adesão interna.
10. Promoção de competências de gestão de equipas que levem ao seu alto desempenho, na perspetiva da sua contribuição para a performance global da organização.
11. Planeamento para a internacionalização e preparação para as especificidades de novos mercados e culturas.
12. Identificação das principais tendências do Marketing do Futuro e as suas implicações no marketing das PME.
Construir uma visão 360º do negócio não é uma tarefa fácil, mas com o apoio de duas entidades líderes nas suas áreas de atividade - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e Nova School of Business and Economics – é possível!
Em parceria, foi desenhada a Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME, um programa direcionado para os desafios específicos das pequenas e médias empresas, com a garantia de qualidade da formação executiva para grandes empresas e um investimento competitivo e ajustado à sua realidade. Descubra aqui a jornada deste programa executivo.
Autor: Andreia Jotta, Diretora de Marketing e Comunicação

O Observatório Insight chega à sua quarta edição. Desde 2016 que esta é uma plataforma de grande importância para responder à necessidade de maior conhecimento sobre a internacionalização das PME portuguesas. Desde o início que o principal objetivo é compreender as dinâmicas de internacionalização, os níveis de confiança e as perspetivas de desenvolvimento futuro. Tudo isto para que possamos apoiar as nossas PME no futuro, olhando para o que se tem feito até aqui.
Não é de estranhar, portanto, que o sentimento das empresas internacionalizadas se tenha alterado tanto quando comparado com o início do ano. É isso que nos demonstra a comparação com um inquérito realizado em fevereiro de 2020, onde 90% das empresas internacionalizadas afirmaram que este ano seria positivo ou muito positivo. Oito meses depois, em outubro, 47% das empresas inquiridas previam quebras superiores a 10%, quando no início do ano apenas 2% estimavam quebras na atividade internacional.
Este dado apenas demonstra a profunda alteração de cenário que a pandemia provocou. Mas é imperativo destacar um facto extraordinário que este Insight demonstra: apesar das enormes incertezas em relação ao futuro, continua a existir otimismo e, acima de tudo, uma enorme resiliência.
As empresas estão dispostas a enfrentar os desafios que se avizinham para construir um futuro sustentável e estável. Têm também consciência dos obstáculos e da mudança de paradigma. Mas sozinhas, pouco ou nada poderão alcançar. O que este Insight demonstra é que todo o ecossistema económico deve remar para o mesmo lado, apoiando todos que dele fazem parte. A CCIP aqui estará para o fazer, apoiando as nossas empresas para que possam atravessar esta tempestade.
Autor: Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa
Veja o vídeo de Bruno Bobone onde explica a importância do Insight.


Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Ao longo dos últimos anos o Papa Francisco tem-se referido à atividade económica como uma nobre vocação. E é nobre porque é capaz de criar riqueza, de criar emprego e de contribuir para o desenvolvimento económico das sociedades.
São os empresários que receberam essa vocação quem tem a responsabilidade de a pôr em prática e de conseguir cumprir as expectativas de desenvolvimento de uma comunidade.
A vocação não é em si mesma um mérito de quem a recebe. É um dom e como tal não é conquistado. O mérito total do empresário que arriscou é a aplicação prática dessa vocação, através do trabalho e do risco assumido em cada investimento.
É esse ato responsável de pôr a render os seus talentos que lhe atribui a nobreza da sua circunstância. É aí que o empresário se pode assumir como detentor de uma vocação nobre.
Ser nobre é sempre sinónimo de qualidades especiais. Representa alguém que se distingue dos seus pares por possuir capacidades diferentes da maioria e que lhe permite acesso a responsabilidades na direção de uma comunidade.
Mas ser nobre é ter a responsabilidade de entregar os resultados dessa nobreza, das suas capacidades diferentes e das suas competências superiores. É ter como missão contribuir para que aqueles que dirige sejam tratados com humanidade e que tenham uma vida digna e um desenvolvimento constante.
Ora, nas empresas, a vocação nobre tem obrigação de ser aplicada naquilo que é o seu objetivo: criar riqueza. Mas tem de criar riqueza de forma que não ponha em causa a dignidade da pessoa humana nem a sociedade em que se insere ou a natureza que a rodeia. Tem de criar riqueza com respeito.
Mas tem também de ter em atenção qual será o destino dessa riqueza e a vocação nobre do empresário. Isso implica que a riqueza criada se destine a cuidar daqueles que colaboraram para criação dessa mesma riqueza, de uma forma justa e digna.
Estamos a viver a Semana Santa, na preparação da Páscoa, um tempo de meditação e de preparação e arrependimento. Em Portugal, país em que 80% da população se considera católica, seria um bom momento para que empresários e dirigentes da sociedade utilizassem este tempo para compreender o que temos de fazer para conseguir criar bom trabalho, bons produtos e boa riqueza no dia-a-dia das empresas.
Mas também para compreender como podemos assegurar que essa boa riqueza criada pelas empresas seja distribuída de forma a tornar a vida de todos mais digna e condigna com a convicção que, como católicos, devemos ter da função de cada um de nós no mundo e que é de amar o próximo como a si mesmo.
Gostaria de desafiar todos os portugueses, católicos e não católicos, empresários e trabalhadores, ricos e pobres, a aproveitar este tempo de reflexão - para uns motivado pela vivência da Quaresma e para outros resultante da violência do confinamento - para nos darmos conta de tudo o que foi falado neste ano de pandemia sobre a solidariedade e sobre a heroicidade de ajudar os que mais necessitam, para que possamos, em conjunto, mudar a estrutura da nossa sociedade deixando de estar divididos e passando a estar solidários, garantindo que partilhamos de uma forma mais justa e que nos unimos verdadeiramente para produzir maior riqueza e para termos mais para distribuir.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Na reunião da concertação social da passada semana, Francisco Assis tentou santificar-se salvando o mundo das injustiças e das desigualdades.
Apresentou um documento com o título: "Manual de linguagem neutra".
É a entronização do politicamente correto em que tudo se pretende e não se pretende nada.
Como se alguma coisa mudasse por se mudar os termos que se utilizam para os definir e como se alguém deixasse de estar marginalizado ou maltratado por lhe mudarem o nome ou o adjetivo.
A mudança que se procura, e que é essencial, é uma mudança cultural de verdadeiro respeito e de atenção a cada um. Uma cultura integradora e inclusiva que veja em cada um as suas virtudes e que as estimule e valorize.
Mas, claro, isto dá muito trabalho.
É preciso educar, cuidar, responsabilizar, solidarizar e acima de tudo tolerar e confiar. Tudo o contrário daquilo que defendem os atuais donos da nova verdade, que querem criar uma sociedade permissiva baseada no facilitismo, na desunião, no egoísmo e na desconfiança.
Assim, para que se pretenda que se faz de facto um trabalho no que respeita à integração e ao respeito por todos os membros da nossa sociedade, sem esse esforço que lhe é essencial, a alternativa simplista que nos é apresentada é a de criar um manual de comportamento, neste caso linguístico e, a partir deste, uma censura baseada na denúncia, para que se encontrem culpados e descansem as consciências sem que verdadeiramente nada tenha mudado.
Já assistimos muitas vezes a este tipo de caminho de fingimento que cria um embrulho para mudar o conteúdo. Passou-se exatamente a mesma coisa com a tentativa de criar transparência no setor económico.
Criaram-se uns quantos códigos, inventaram-se novas palavras, esqueceu-se a educação e acabámos cheios de governança nas empresas - e com bancos falidos por falta de respeito pelas normas básicas da confiança. Carregados de códigos de ética, mas sem qualquer pejo em roubar todos os acionistas e depositantes.
Não é por definir uma pessoa pela cor, pela raça ou por qualquer outra característica que se desrespeita um qualquer membro da sociedade em que vivemos. Todos eles se orgulham da sua raça e essa não será nunca a sua vergonha. É na educação, no respeito pelos outros e no amor ao próximo que poderemos ir buscar as bases de uma sociedade justa, inclusiva e respeitadora de cada um.
Dizer que alguém é de raça cigana ou de etnia cigana é exatamente a mesma coisa e não melhora em nada o respeito por um ser humano. Aquilo que melhora é saber que essa pessoa é uma pessoa e como tal merece todo o meu respeito, e isso não muda com o nome, mas sim com a educação.
Por essa lógica, acabarão por criar "etnistas" em vez de racistas, o que também resultará exatamente no mesmo desrespeito social.
Fica ainda também a incompetência do proposto no manual que quer transformar "gestores" em "população em cargos de gestão". Não se compreende se, por passar uma palavra masculina a uma frase feminina, passará a ser mais inclusiva. Porque não advogam antes uma "germanização" do português, criando o género neutro, ou a "britanização"da nossa língua, tratando tudo como neutro.
Ah, claro, isso daria imenso trabalho...
Do que estou certíssimo é de que há racismo nos países que falam inglês e há também desigualdade em muitos desses países em que a língua nada ajudou!
O tempo que passamos a mudar os nomes às coisas é exatamente o tempo que não dedicamos a tratar dessas mesmas coisas.

A CCIP continua a estar ao lado de todas as empresas que pretendem exportar ou expandir os seus negócios para economias em franco crescimento. Em Março de 2021, foi a vez de as levar ao Panamá e Costa Rica (de 22 a 29 de Março).
O Panamá é o segundo país da América Latina com a maior taxa de crescimento do PIB projetada para 2021, traduzindo-se num ambiente em que os investimentos públicos são altos e o investimento privado continua forte.
Já a Costa Rica teve um crescimento económico estável nos últimos 25 anos, resultado de uma estratégia de crescimento voltada para o exterior, atraindo o investimento estrangeiro e o comércio internacional.
Os dois mercados estão estragicamente localizados, o que permite um claro destaque das empresas portuguesas que exportem os seus produtos ou serviços para estas geografias.

A pandemia, com todas as suas regras e restrições, veio mostrar às organizações, grandes e pequenas, a necessidade absoluta de adotar novas formas de relacionamento com clientes e empregados não por uma questão de diferenciação, mas sim por pura necessidade de manutenção da sua atividade.
Quer tenha sido a força de trabalho que num único dia se tornou remota, ou os clientes que deixaram de poder utilizar os tradicionais canais de relacionamento com a organização, em qualquer caso o digital foi a saída, para qualquer destas abordagens.
No entanto, grandes e pequenas organizações têm perante si desafios distintos. Enquanto uma grande empresa tem acesso a recursos para poder reunir-se das melhores condições para definir e executar a sua estratégia, as PME têm normalmente maiores restrições orçamentais e de recursos, apesar de terem uma maior flexibilidade. Esta ausência de recursos obriga as PME a serem muito mais precisas nos seus objetivos e flexíveis ao executar a mudança.
Uma transformação digital é uma estratégia essencialmente centrada na excelência operacional da organização e nas experiências que esta proporciona a clientes e colaboradores sempre que estes com ela interagem. Para alcançar estes objetivos a organização recorre à utilização de tecnologia, à recolha e exploração intensiva dos dados, e ao redesenho dos processos. Estes três fatores, combinados em novas configurações permitem à organização definir o programa de mudança capaz de levar a organização a transitar do seu estado atual para níveis superiores de funcionamento.
Desenhar um programa de mudança não é, no entanto, tarefa simples. É absolutamente necessário criar uma equipa que reúna um elevado conhecimento de tecnologia e de exploração analítica de dados e que, conhecendo igualmente o negócio, seja capaz de entender as melhores oportunidades combinar estes fatores de forma a transformar o negócio. As PME raramente possuem na sua estrutura todos estes elementos, forçando-as à escolha criteriosa de serviços especializados que a possam apoiar, na realização dessa transformação.
O programa de transformação e mudança de uma PME deve centrar-se nos seguintes esforços:
Transversal a todos estes aspetos, a adoção de políticas de tomada de decisão conduzidas pela análise continuada dos dados permite que a organização seja capaz de identificar novas oportunidades de melhorar a sua eficiência, melhor compreender os hábitos e anseios dos seus clientes e de melhor apetrechar os seus colaboradores.
Mas o programa de transformação é apenas isso, um programa. Mais do que o definir é fundamental executá-lo, e é aqui que reside o risco de alguma coisa correr mal.
As PME têm uma vantagem importante quando se trata da capacidade de uma organização executar a mudança, fruto da sua pequena ou média dimensão, estas organizações são mais ágeis comparativamente com as grandes organizações, e têm igualmente maior facilidade em desenvolver ligações sólidas com os seus clientes e colaboradores.
De pouco servirá ter a melhor estratégia se a organização não for capaz de partilhar a cultura necessária para a concretizar. Se os seus colaboradores não abraçarem a visão da empresa terão pouco entusiasmo na execução do plano e a estratégia terá fracas hipóteses de ser bem-sucedida.
Torna-se assim, o fator crucial para executar a mudança, conseguir reunir a equipa certa de tecnologia, dados e processos capaz de trabalhar em conjunto, enquadrada por um líder forte capaz de trazer a mudança, alguém que seja capaz de não deixar que “a estratégia seja comida pela cultura ao pequeno-almoço” (Peter Drucker).
Autor: Luís Teodoro, Administrador na SoftFinança
A Softfinança apoia a 2ª edição Pós-Graduação - Gestão Aplicada para Gestores de PME

O Observatório Insight, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) em colaboração com o E-Monitor, apresenta a sua quarta edição, disponibilizada gratuitamente.
Desde a sua génese, em 2016, que o Insight pretende assumir-se como uma plataforma de conhecimento para compreender a realidade das PME internacionalizadas, as suas atividades de internacionalização e as perspetivas de desenvolvimento futuro.
" Esta é, provavelmente, a edição mais importante até ao momento porque estamos a viver uma fase crítica que veio alterar completamente a realidade das empresas."
Bruno Bobone, Presidente da CCIP
Num inquérito realizado em fevereiro de 2020 (cujos resultados nunca chegaram a ser apresentados), pouco antes do pico da pandemia na europa, o InSight confrontou-se com 90% das empresas internacionalizadas inquiridas a afirmarem que 2020 seria um ano positivo, ou muito positivo, ainda que desafiante face à crescente competitividade dos mercados internacionais.
Em outubro, os resultados ilustram uma realidade totalmente distinta, passando-se de apenas 2% dos inquiridos a preverem uma quebra de atividade internacional, para 47% a anteciparem quebras em 2020 superiores a 10%. A realidade mudou de forma inequívoca e, com ela, mudaram as perspetivas de futuro!
O regresso a níveis de atividade 2019 demorará a concretizar-se e será um processo exigente. Se é verdade que a maioria das empresas (54%) projetam a recuperação total da atividade para 2021 ou 2022, importa ter em linha de vista o facto de que, para mais de 20%, a expectativa é a de que recuperação demore mais de 3 anos a concretizar-se (perspetivas que refletem a realidade de uma “Economia dos 90%” que muitos especialistas têm vindo a descrever).
Aceda gratuitamente ao estudo Insight
O futuro está a começar a ser construído com um otimismo ainda prevalecente! Da nossa parte fica a garantia que continuaremos a acompanhar a história e a apoiar as empresas neste caminho.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Depois de um ano de combate contra um inimigo comum em que assistimos e aplaudimos a dedicação e o espírito de entreajuda dos portugueses - e muito especialmente os médicos - colocando o bem dos outros acima dos interesses individuais, vale a pena analisar as decisões tomadas por alguns dos nossos governantes que chocam com aquele espírito.
Num momento em que estamos a fazer frente a um perigo exterior à comunidade e que ameaça toda uma população por igual, seria expectável uma posição de união e atitudes que reforçassem as nossas forças e nos permitissem assegurar a máxima eficácia.
Daí que me tenha espantado a atitude da ministra da Saúde que, desde março de 2020, nunca perdeu uma oportunidade para ostracizar os grupos hospitalares privados, de estabelecer claras diferenças de tratamento e, claro, sempre tentando justificar as suas atitudes atrás de pretensas incapacidades.
Hoje, em face da enorme exigência de meios que requereu a pandemia e em face da óbvia necessidade de contar com todos, dando o dito por não dito, acabou por reconhecer a excelente ajuda que aqueles operadores trouxeram ao trabalho de cuidar de todos os portugueses que não mereciam aquela discriminação.
Mas esta foi apenas a primeira das atitudes que vieram a ser tomadas no sentido da divisão entre portugueses.
A segunda foi a determinação de que apenas seriam sujeitos a vacinação prioritária os médicos ao serviço de hospitais públicos, em detrimento dos que trabalham em hospitais de gestão privada. Tal era a discriminação que, em pouco tempo, se solucionou o problema.
Depois foram as escolas. Fomos informados de que, no início do segundo confinamento, as escolas privadas estavam proibidas de oferecer aulas por meios digitais. O governo atuou em nome da igualdade, que sempre trouxe pobreza, porque na sua cabeça marxista o que conta é nivelar por baixo. Felizmente reverteu perante a pressão.
Mais recentemente, assistimos à fobia a privados no setor da aviação, num jogo impercetível comandado pelo número um ideológico do governo, o ministro que ninguém controla e que tudo pode.
Em todos estes casos, forçado pela opinião pública, veio o primeiro-ministro desdizer os seus ministros e alterar as decisões por eles tomadas, ainda que nunca a tempo de serem verdadeiramente inócuas.
Mas há um caso em que isso ainda não aconteceu: a absurda diferença de tratamento entre funcionários públicos e privados. Num momento em que o Estado teve de assumir a responsabilidade de solucionar o apoio a todos quantos sofreram de falta de trabalho resultante da pandemia, as pessoas afetadas sofreram uma redução significativa do seu rendimento e muitas receberam cerca de 60% do seu salário. No caso da função pública, ninguém perdeu rendimento e nem sequer foi afetado pela eliminação do subsídio de almoço.
Todos sabemos que gerir uma crise desta dimensão implica decisões muito corajosas e muitas vezes incompreendidas, mas decidir tratar com diferença e promover decisões ideológicas num momento de enorme dificuldade parece-me grave e injusto.
Para além de injusto, é destrutivo para a sociedade em que vivemos. Demonstra ainda a incompetência para o lugar dos governantes que promoveram aquelas medidas, por razão obscura e de interesse próprio.
É responsabilidade do governo garantir a sobrevivência de todos os portugueses. Compete-lhe tudo fazer para que todos sejam tratados igualmente e não aproveitar uma crise para fazer política, promovendo a divisão em vez da união e agravando o sofrimento das pessoas. Isto não é governar.
Nos termos estatutários, designadamente ao abrigo do artigo 23º, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa convocou os seus Sócios para a Assembleia Geral, a ter lugar no próximo dia 26 de março de 2021, pelas 15:00 horas. A mesma será realizada exclusivamente através de meios telemáticos.
Ordem de trabalhos
1 – Análise e discussão do Relatório Anual de Atividades da Instituição, Balanço e Contas, bem como do Parecer do Conselho Fiscal relativos ao exercício de 2020 e deliberar sobre os dois primeiros;
2 – Análise e discussão da proposta de aplicação de resultados;
3 – Deliberar mandatar a Direção para aquisição de um ou mais imóveis pelo preço, termos e condições que entender convenientes e no melhor interesse da Associação, nos termos previstos e permitidos pela alínea f) do artigo 20º dos Estatutos.
O Relatório e Contas da Direção e o Parecer do Conselho Fiscal encontram-se à disposição dos Associados.
Para mais informações poderá contactar o gabinete.associado@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estamos há quase 60 dias fechados em casa. Muitos dirão que o confinamento foi indispensável pois sem isso não se teria contrariado a fatalidade da pandemia.
Outros dirão que não era preciso fazer tanto, pois existem exemplos em que menores rigores tiveram iguais efeitos.
O que eu sei é que com menos de 60 anos apenas morreram 640 pessoas. Que a maioria das pessoas que acederam aos cuidados intensivos tinham mais de 60 anos. Que os novos desempregados são praticamente todos de idade inferior a 60 anos. Que a economia poderia ter funcionado abertamente com todos aqueles que, com menos de 60 anos, arriscando ser infectados com o vírus, mas sem consequências letais, teriam mantido o mundo numa actividade razoável e sem se expor a uma situação de pobreza dramática que iremos enfrentar.
É muito difícil tomar decisões em face de uma situação nova e desconhecida, quando ainda não se sabe como se vai desenvolver. Mais difícil ainda quando em resultado dessas decisões podem ocorrer mortes.
E é praticamente impossível nestas circunstâncias decidir contra tudo aquilo que o mundo inteiro parece acreditar.
É por isto que estamos em confinamento e estamos tão tranquilos. Contudo, penso que aquilo que aprendemos das experiências passadas devia ter-nos colocado noutro caminho, mais inteligente e, ainda que prudente, menos nefasto para a população.
Nisto, penso que falharam as nossas elites, uma vez que quase todos têm sido mais ou menos coniventes com as decisões tomadas.
Na realidade, a primeira abordagem dos serviços públicos sobre a pandemia foi despreocupada e ligeira - como tendem a ser quase todas as opiniões daqueles que nos lideram. Que a doença não iria chegar a Portugal, que não seria tão contagiosa e que as máscaras seriam até negativas para a contenção da doença são três exemplos da irresponsabilidade de quem nos dirige.
Estas três afirmações são inúteis, não têm sentido, num momento em que nada se conhece, e desmobilizam a prudência dos cidadãos face a um potencial perigo.
Depois confinámos uma primeira vez a totalidade do país. Já nessa altura se podia concluir que esta pandemia era extremamente contagiosa, mas que efectivamente apenas era letal para as pessoas mais idosas e para os que tivessem outras determinadas doenças.
Aceita-se a primeira decisão ainda que se devesse já nesse momento preparar as condições para que se protegessem aqueles que seriam os principais prejudicados pela doença e que seriam também os principais responsáveis pelas dificuldades do SNS, ao ocuparem em grande número as camas de cuidados intensivos.
Hoje, ao fim de mais um confinamento total, e quando começamos a verificar os resultados das medidas tomadas, através do número de desempregados que apenas começou a subir e do aumento do número das famílias que necessitam de apoio para a sua sobrevivência, percebemos que teria valido a pena apostar noutro caminho.
Fugir do politicamente correcto em que não se quis assumir que a idade era verdadeiramente um factor de letalidade, que se justificava confinar uma parte da população, obrigando os restantes a cumprir normas de protecção exigentes para viverem um dia-a-dia normal que lhes permitisse continuar a trabalhar e viver, seria a solução que menos prejudicaria a vida de muitos que serão os que pagarão os custos das decisões tomadas.
Para manterem a sua imagem perante aqueles que teriam de ser confinados para objectivamente ultrapassar os perigos desta doença, optaram os nossos dirigentes por fechar toda a economia. Em vez de sofrerem uns quantos por uma falta de liberdade destinada a protegê-los deste mal, vão pagar muitas famílias com uma vida de pobreza por terem perdido tudo o que tinham durante este período em que não quisemos viver.
Assim como nas vésperas da Segunda Guerra, as decisões foram tomadas por medo de se assumir uma posição de força face a um mal que acabaria por destruir a Europa. Desta vez, o mal também beneficiou do medo de afectar a qualidade de vida de apenas uma parte, acabando por prejudicar enormemente muitos outros.
Ainda não aprendemos a ouvir Churchill.

Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, esteve à conversa com Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, sobre o relançamento da economia portuguesa e as medidas de apoio às empresas.
“Tomámos uma decisão de prolongar o regime do apoio à retoma progressiva até setembro deste ano, eventualmente mantendo até níveis mais intensos de redução da TSU para as empresas que estão neste regime”, referiu Pedro Siza Vieira.
A gravação está disponível no canal Youtube da CCIP. Clique na imagem para ver.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Uma discussão que terá sido demasiado curta para que possa ser suficientemente ampla e para que possa ser verdadeiramente promotora de alternativas àquela que é a vontade de quem governa.
E não há nenhum mal em que se faça a vontade de quem governa, foi para isso que foram eleitos. Aquilo que não é bom é criar a expectativa aos portugueses de que serão responsáveis pelas escolhas feitas para a recuperação económica do nosso país quando na realidade isso não será verdade.
Também não é inteligente poder utilizar as ideias de todos os que estarão envolvidos nessa retoma e não tirar proveito disso.
O mais importante é que saia daqui um projeto que sirva verdadeiramente o futuro de Portugal.
Contudo, aquilo que lemos no projeto apresentado é muito mais um aproveitamento de dinheiros para pagar os prejuízos passados do que para projetar Portugal para um futuro melhor para os portugueses.
Já todos se deram conta de que o Estado resolveu ficar com dois terços do valor da bazuca, deixando apenas um terço para as empresas, que são quem representa a grande capacidade criativa para a economia do nosso país.
E isto acontece porque o Estado tem medo de apostar num ganho futuro resultante de um maior desenvolvimento das nossas estruturas produtivas, que lhe assegurariam um muito maior rendimento através do aumento da produção de riqueza, escolhendo garantir, desde já, o suficiente para cobrir os seus custos de passado.
É também o medo que leva o Estado a decidir atribuir um valor muito reduzido à capitalização das empresas, fator essencial à sua capacidade de desenvolvimento e que tem sido sempre o seu principal fator de incapacidade para crescer e ganhar novos mercados. Acresce a tudo isto que o mesmo Estado que assim toma decisões resolveu entregar a atribuição de verbas através da discricionariedade do banco de fomento - que até hoje ninguém sabe como funcionará.
Por outro lado, com base na mesma preocupação de resolver os seus problemas de custo de funcionamento, cativou para si dois terços do valor do investimento na "digitalização" do Estado, mas nada refere quanto à desejável diminuição do número de funcionários públicos que resultará desse processo.
Ora, todos sabemos que a digitalização é instrumental. Serve essencialmente para obter um aumento significativo da eficiência dos processos e facilitar a vida dos contribuintes, implicando a diminuição da intervenção do fator humano e levando à redução da despesa com pessoal (que na administração pública central, em 2021, ascende a 18,7 mil milhões). "Digitalizar" o Estado tem de ser um investimento reprodutivo e não uma mera troca de equipamentos e redes importados.
Para além destes pontos mais evidentes, que nos levam a acreditar que o governo está mais preocupado em garantir a sua própria liquidez e que terá medo de se arriscar a verdadeiramente desenvolver a nossa economia, a falta de referência clara aos projetos de internacionalização e à criação de projetos ligados ao mar - o recurso que mais nos dá diferença competitiva - são claros indicadores da postura defensiva da nossa elite e confirmam a tendência de medo com que enfrentamos os nossos desafios.
Portugal poderia ter, com as verbas disponíveis neste programa de recuperação, uma oportunidade única de se tornar um país desenvolvido, com competências de intervenção em novos mercados, com a criação de empresas mais fortes e resilientes que conquistem lugares de destaque para a economia do nosso país.
De tornar a vida dos portugueses numa vida digna, com crescimento e de qualidade. De criar nos portugueses de novo um orgulho em participar nas decisões que determinam o caminho do mundo podendo beneficiar dos seus resultados. De fazer verdadeiramente a diferença.
Desiludam-se os otimistas. Com este plano que aí vem vence, mais uma vez, a falta de ambição e de visão. E perdem - inexoravelmente - os portugueses que defendem a adequação do Estado às necessidades das pessoas e não a submissão das pessoas às necessidades do Estado.

Ao longo de dois dias, os cerca de 550 participantes assistiram a 16 sessões entre conferências, workshops e mesas redondas sobre temas tão variados como Love Brands, Fenómenos no Digital, Trabalhar com Criadores de Conteúdo, Copywriting, Neuromarketing, e-commerce entre outros.
Todo o evento decorreu dentro de uma WebApp que permitia diversas funcionalidades:

Os participantes terão novamente acesso à plataforma, durante um mês, para que possam rever os conteúdos e continuar a criar ligações.
Desde a sua realização, a CCIP tem recebido diversos testemunhos sobre a 9ª edição do Bootcamp de Marketing Digital
"Foi a primeira vez que participei no Bootcamp e estou extremamente satisfeita. Os temas abordados foram super oportunos, com oradores de excelência e uma estrutura muito bem definida. Parabéns não só pelo conteúdo, mas também pela webapp, estava muito bem construída. 5 estrelas!"
"Apesar de conhecer a qualidade das iniciativas da CCIP, este evento surpreendeu-me pela dinâmica e pela capacidade de "agarrar" os participantes! A surpresa prendeu-se com a capacidade de transpor a participação física para o digital. Os Oradores foram excelentes, pelo que este tempo dedicado ao Marketing foi muito, muito proveitoso! Parabéns pela iniciativa e um agradecimento à equipa da CCIP que mais diretamente esteve envolvida na organização desta iniciativa! Até ao próximo!"
"Foi a primeira vez que participei no evento e estou totalmente satisfeita. Sem dúvida que tenho vontade de repetir e tenho muita pena de não ter vindo nas edições anteriores, tenho noção que perdi algo incrível. Gostei muito e com certeza que vou recomendar!"
"Foi absolutamente extraordinário. Desde a organização, à excelência dos oradores, às temáticas discutidas e à interação, através de plataforma, que foi possível manter com oradores, organização e todos os participantes. Depois desta maratona de dois dias fica, sem dúvida, a informação, o conhecimento, as dicas, as partilhas e diferentes perspetivas para absorver, refletir e "crescer"."
"Deixo o meu sincero agradecimento à CCIP pela organização extremamente profissional do evento. A plataforma foi bastante intuitiva, o programa foi forte, palestrantes adequados aos temas e toda a equipa prestável. Tive uma experiência muito positiva e estarei atenta a próximas iniciativas!"
"A diversidade de temas e oradores pertinentes para mim foi o melhor. A organização está de parabéns, a nível de conteúdo foi riquíssimo."
"A organização superou as minhas expectativas, está mesmo de parabéns! Os convidados e oradores foram excelentes para falar dos assuntos em questão. A rede de Networking que o evento proporciona é simplesmente INCRÍVEL. Não tinha conhecimento de mais de metade das pessoas e das empresas que estiveram presentes, por isso foi muito bom!”"
Se não teve oportunidade de se inscrever e pretende ter acesso às gravações na íntegra do evento por um valor especial, envie um e-mail para eventos@ccip.pt

A Câmara de Comércio renovou a parceria com a NOVA SBE para lançar a 2ª edição da Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores PME, que terá início em maio e decorrerá até outubro.
“Esta é uma solução formativa muito orientada para as PME, que formam a grande maioria do nosso tecido empresarial, e que, por isso, terá muitos frutos a curto e médio prazo não só nos participantes, mas também na dinamização das empresas”, afirma Bruno Bobone, presidente da CCIP, numa espécie de balanço sobre a 1ª edição desta pós-graduação, que foi o “pontapé de saída” para um projeto que acreditamos necessário para os nossos empresários e que os transformará em gestores profissionalizados e mais capacitados.
A nossa aposta nesta Formação de Executivos assentou em 3 premissas:
Nesta 2ª edição, Rui Fonseca, CEO da Altronix (empresa Heróis PME), mantém-se como Embaixador do programa. Também a SAGE e a YUNIT Consulting renovaram a sua ligação a esta iniciativa, à qual se juntou a Softfinança.
À semelhança do que já aconteceu na 1ª edição, a comparticipação financeira da CCIP proporcionará aos interessados frequentarem uma formação de excelência com um investimento bastante mais acessível, quando comparado com outros programas semelhantes.
Os módulos decorrem de 15 em 15 dias, às sextas-feiras e sábados, na sede da CCIP. As inscrições estão abertas até dia 7 de maio.
Para consultar todas as informações sobre a 2ª edição da Pós-Graduação descarregue aqui a brochura e conheça o programa, docentes, valores de inscrição entre outras informações.

O ECO lançou uma iniciativa destinada a dar destaque aos responsáveis dos principais sectores de atividade no âmbito das estratégias de retoma em 2021 para a qual desafiou a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa a participar. Esta rubrica tem como objetivo de divulgar, amplificar e promover diferentes sectores da economia, as suas perspetivas, expectativas e o seu contributo para a retoma.
O mês de março será então dedicado à Internacionalização das empresas portuguesas onde irá encontrar:
Para além disso, foram também desenvolvidos diversos artigos:
Ao apoiar esta iniciativa, a CCIP pretende reforçar a sua notoriedade enquanto principal player no apoio à internacionalização das empresas portuguesas, dando maior visibilidade às iniciativas e serviços da área internacional.

O investimento em formação profissional tem deixado de ser percecionado com um mero cumprimento da legislação para passar ser visto como uma ferramenta de excelência na valorização do capital humano.
É crucial dotar as pessoas, e consequentemente as empresas, das ferramentas e competências necessárias para gerirem eficazmente pessoas, enfrentarem novos desafios, otimizarem as vendas online e organizarem melhor o seu tempo. Tudo isto com o objetivo de facilitar os processos de mudança e promover a sua capacidade de adaptação e resiliência.
Durante este 1º trimestre, a Câmara de Comércio dinamizou um conjunto de ações que estão em linha com as necessidades que nos foram partilhadas pelas empresas e seus colaboradores: foram mais de 140h de formação e 190 pessoas que viram as suas competências reforçadas em áreas como o desenvolvimento pessoal, vendas, marketing e finanças.
Já planeadas diversas ações de formação para o 2º semestre que irão abordar algumas temáticas novas, como por exemplo: “Felicidade no Trabalho”, “Alta Performance & Home Office”, “Inglês Corporativo”, “Fiscalidade no E-Commerce”, “Certificação de Origem no âmbito da exportação de mercadorias”, “Cartas de Crédito”, entre muitas outros temas. De destacar a 2ª edição da pós-graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME.
Na área de eventos do site estão disponíveis informações mais detalhadas sobre as formações. Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A democracia foi a grande conquista do 25 de Abril e foi querida tanto pelos que nele participaram como pelos que contribuíram para a reestruturação do modelo de vida que desde aí fomos criando.
Com maior e menor acordo sobre o caminho político que foi sendo escolhido, fomos convivendo e desenhando a nossa sociedade acreditando que Portugal merecia a nossa dedicação e o nosso esforço.
E foi assim porque a democracia representava o respeito pela opinião de todos, a possibilidade de ser diferente, de pensar diferente e de manifestar as ideias de cada um sem que isso levasse a uma censura ou mesmo a uma ostracização da sociedade.
Seria, talvez, uma consciência muito teórica e inocente, própria de quem tinha vivido num sistema essencialmente paternalista que nos indicava o caminho, cuidava de nós tentando que não nos magoássemos e, para isso, controlava os nossos movimentos e as nossas ideias de maneira que não pudéssemos arriscar viver.
Mas a verdade é que ninguém gosta de ser preso nos seus movimentos - e desde a adolescência todos vamos pondo em causa a autoridade paternal e queremos caminhar por nós mesmos.
A frase de que mais me lembro desses tempos era a de que a minha liberdade, direito fundamental da vida, termina no momento em que inibe a liberdade do outro. Quer isto dizer que a democracia que todos quisemos era baseada na tolerância e no respeito mútuo.
Com o passar dos tempos, e muito por culpa da ambição de alcançar o poder, os políticos e as suas organizações trocaram a defesa de projetos de governo do país baseado em ideias e estratégias de crescimento da sociedade, seja económica seja social ou culturalmente, passando a defender soluções de carácter muito mais imediato, cedendo à tentação de oferecer benefícios a setores que representam a garantia da sua eleição, comprometendo as suas convicções sobre o efetivo interesse nacional.
Entrámos no permissivismo em contraposição à tolerância. Apesar de poder parecer que são quase sinónimos, estas duas palavras definem dois conceitos de vida radicalmente opostos.
Enquanto a tolerância é uma atitude de grandiosidade, a permissividade é uma atitude que resulta do medo de perder e que não ambiciona melhorar nem engrandecer coisa nenhuma.
Infelizmente esta enorme clivagem na condução das democracias não é uma característica nacional. Podemos ver o seu resultado em muitos outros países, como é o caso de Espanha, hoje a conviver com uma situação que advém claramente de uma atitude de muitos anos e que acabou nesta loucura social em que parte da população, pensando estar a defender uma posição política, está apenas a tentar justificar um criminoso.
No caso espanhol, os políticos foram abdicando das suas responsabilidades, na educação, na justiça e em outras áreas essenciais, ao longo de décadas. Essa lógica levou à criação de um governo constituído por forças com visões antagónicas da sociedade - apenas para assegurar o acesso ao poder - e que hoje se posicionam em lados opostos, numa questão que não pode permitir dúvidas. Com isto vão claramente contribuir para mais um passo na destruição da democracia.
Este é um momento crítico em que todos os responsáveis políticos têm de assumir as suas responsabilidades de líderes de uma sociedade. Em que têm de defender este valor superior que é a democracia.
A permissividade eleitoralista tem de deixar de condicionar a nossa maneira de viver sob pena de, em pouco tempo, vermos desaparecer a liberdade que tanto prezamos.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
O que se está a passar com os partidos da direita tradicional?
Temos assistido, nos últimos anos, a uma mudança na estrutura partidária da direita, com o reforço de forças mais radicais e a perda de influência dos partidos tradicionais, representantes de uma direita mais moderada.
Isto acontece porque a oferta partidária não tem estado a dar resposta às ansiedades do seu eleitorado, confirmando a separação - ou mesmo o divórcio - entre políticos e eleitores (pessoas, portanto).
Este é o momento em que aqueles partidos podem e devem mudar. Em que devem alterar a sua atuação e servir o seu eleitorado como ele quer ser
servido.
O resultado das eleições presidenciais é um sinal forte que teve como objetivo mostrar exatamente essa frustração. O processo é reversível, mas é preciso atuar já. Políticas claras, menos tramas internas feitas de conspirações e guerrilhas, um discurso mais objetivo: é isso que se pede. E não é pedir muito.
A direita tem de perceber que o politicamente correto, que resultou de uma falsa tentativa de manter a unidade dentro da democracia, permitiu a criação de um sistema de controlo sobre a vida dos portugueses, por parte dos partidos radicais de esquerda.
Esses partidos souberam utilizar a sua militância para introduzir uma atitude de censura baseada num novo moralismo para a sociedade portuguesa, criando uma enorme frustração aos eleitores de direita.
É preciso que a direita deixe de ter medo de defender aquilo que é a base das suas convicções para que possa voltar a ser o refúgio dos seus eleitores.
Por outro lado, o foco excessivo destes partidos e dos seus líderes no objetivo económico fez desaparecer do seu projeto político os restantes elementos fundamentais da vida e da sociedade.
Para lá de um combate reativo nos temas que a esquerda tem promovido, nunca a direita se propôs seriamente a tratar de temas sociais, culturais e políticos que se tornaram campo de ação da esquerda, mas que foram claramente elementos fundamentais para a eleição do Presidente da República que, sendo de direita, sempre se dedicou à causa social, cultural e política.
Por último, a direita tradicional precisa de criar espaços de intervenção que levem os seus apoiantes a voltarem a querer estar presentes em eventos de debate, em manifestações de posição pública sobre temas que os galvanizem e que lhes deem a esperança e a vontade de promover a mudança e de fazer parte dessa mudança. De deixarem de se sentir cansados e comodamente quietos e passarem sentir de novo que a sua voz importa, que é necessária e que será reconhecida.
Para tudo isto e como sempre, a direita precisa de um novo líder. Que aglutine a direita, que lhe dê uma nova razão de viver. Que diga a verdade e que não se esconda atrás de conceitos inventados pelo politicamente correto. Que esteja disponível para lutar por aquilo que são os seus valores.
Um líder que dê esperança e que defenda uma sociedade livre e verdadeira. Uma sociedade em que as pessoas são mais importantes do que as instituições, mas que tenha instituições fortes para as servirem.
Um líder que verdadeiramente se bata por Portugal.

Quem não mede não controla, quem não controla não consegue gerir uma empresa. Isto torna difícil tomar decisões assertivas.
Você não consegue gerir o que não mede e não consegue melhorar o que não é testado!
Os nossos resultados são o reflexo da qualidade da informação que temos no momento de decisão, independentemente do departamento que está a tomar decisões.
É assim que começo este artigo, para o convidar a participar na formação que iremos realizar, em parceira com a CCIP, no dia 23 de fevereiro, sobre Controlo Financeiro 360º.
Uma das áreas que a formação irá abordar é “testar e medir” nas diferentes vertentes do seu negócio. Esta é uma estratégia simples, que pode ser aplicada em diferentes departamentos e que é crítica para a tomada de decisão e controlo de uma organização.
Sem nos apercebermos testamos tudo na nossa vida diariamente. Estamos constantemente a tomar decisões com base na informação que vamos observando.
Por exemplo, antes de comprarmos um carro novo realizamos um test drive. Acordar de manhã e verificar o tempo antes de escolher a roupa para o dia, também é uma forma de testar. Estamos sempre a fazê-lo, só não pensamos nisso.
No entanto, algumas empresas insistem em abraçar novas estratégias que podem ser caras, com pouca ou nenhuma ideia do resultado. É imperativo testar uma nova estratégia antes de investir a maior parte do orçamento. Pode ser uma estratégia ousada, inovadora, mas vamos encarar os factos, ninguém consegue ter a certeza sobre o resultado de uma estratégia se não a testar e medir primeiro.
Comprometa apenas 10 a 15% do orçamento para uma nova estratégia e teste os resultados antes de massificar a estratégia.
Isto leva-nos a compreender o equilíbrio da frase “testar e medir”.
Não faz sentido testar uma estratégia e não se medir os resultados. Uma medição cuidada e uma análise dos resultados de uma estratégia em fase de testes vai fornecer muita informação necessária para ter em conta na tomada de decisão. Os resultados da medição vão quantificar o sucesso da estratégia em teste. Os resultados podem depois ser extrapolados para testar a solidez da estratégia.
Um mailing de teste para 500 famílias produz 10 respostas. Cada resposta resulta numa venda média de 150€, com uma margem de 40%, o que significa 60€ de lucros por venda realizada, portanto 600€ de lucro no total (60€ X 10 respostas).
Vamos assumir que o custo total do envio do mailing é 1€ cada, ou, por outras palavras, 500€ no total. Então, a empresa apresentou um lucro líquido de 100€ (600€ - 500€).
Neste caso, testamos e medimos o impacto que pode vir a ter uma estratégia de Marketing quando massificada.
A verdade sobre testar e medir é que pode (e deve) ser aplicada em todas as áreas do seu negócio. Isto implica saber para onde quer ir e o que quer alcançar. E isso passa por saber onde esteve e onde pode vir a estar, testando e medindo todas as estratégias.
Não se esqueça, você não consegue gerir o que não mede e não consegue melhorar o que não é testado!
Saiba mais informações sobre a formação aqui.
Artigo de Hugo Monteiro | Coach Empresarial & Consultor & Formador

Depois de algumas alterações e reajustes devido à conjuntura em que vivemos atualmente, a Câmara de Comércio conseguiu levar com sucesso empresas portuguesas ao Egito, desde o setor alimentar e bebidas, passando pela construção, e também indústria automóvel especializada.
A Missão Empresarial ao Egito teve início no dia 8 de fevereiro e o regresso a Portugal foi no dia 12. Para os dias 9, 10 e 11 foram agendadas uma média de 7 reuniões individuais para cada uma das empresas, com boas perspetivas de negócios.
Veja algumas fotografias desta viagem de negócios:




Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Falar de causa própria em público exige um enorme rigor e uma humildade acrescida: vou tentar, mas, confesso que não sei se consigo, tão grande é o orgulho.
O Grupo Pinto Basto, a que estou ligado, comemora neste ano o seu 250.º aniversário. Em 1853, a partir de Londres, o Barão de Forrester escreveu em The Prize Essay on Portugal: "Os Ferreira Pinto Basto são uma família muito antiga e muito próspera (...). Cultivam o seu próprio milho, azeitona, fruta, lúpulo e legumes; criam os seus próprios cavalos, gado, ovelhas e porcos; produzem o seu próprio pão, vinho, manteiga, queijo e óleo, e refinam o seu próprio couro; constroem os seus próprios coches; são os arquitetos e construtores das suas vastas residências; são empreiteiros de obras públicas e, não raramente, de empréstimos governamentais também. Desde o Minho ao Algarve, possuem um conjunto de pousadas em propriedades suas, com uma distância entre elas de um dia de caminho."
Esta breve citação remete-nos para a descrição de um conglomerado de base familiar que tem resistido, com momentos piores e outros melhores, mas sempre com um sentido de responsabilidade e gosto pelo risco, numa busca permanente pela criação e pela partilha. Hoje o Grupo tem um perfil diferente, mas não mudou o essencial.
A empresa existe para criar riqueza. Mas o seu verdadeiro objetivo só se concretiza quando essa riqueza é distribuída por todos quantos nela e com ela trabalham. Em 2019, cerca de duzentos CEO das maiores corporações americanas lançaram uma declaração sobre o que deve ser o propósito da empresa, assumindo um compromisso para benefício dos chamados stakeholders - clientes, funcionários, fornecedores, comunidades e acionistas, e por essa ordem.
Que os americanos merecem uma economia que permita a cada pessoa ter sucesso e levar uma vida com sentido e dignidade; - o mercado é o melhor meio para gerar bons empregos, uma economia forte e sustentável, inovação, um meio ambiente saudável e oportunidades para todos;
Não deixa de ser extraordinário que sejam alguns dos homens mais bem pagos nos EUA a liderar a mudança sensata que se impõe ao capitalismo ocidental. E uma mudança que não deixa de ser um bom regresso aos princípios da gestão e da boa convivência humana.
A Pinto Basto, criada em 1771 por Domingos Ferreira Pinto Basto, adquire com o seu filho José uma dimensão e uma consolidação que permitiram a longevidade que a trouxe até aos dias de hoje.
O senhor Pinto Basto acreditava que ser empresário é ser criativo, trabalhador e inovador. Que a empresa é feita por pessoas que precisam de ser cuidadas e realizadas, que investe na instrução dos seus empregados, tanto técnica como social e cultural, criando creches nas suas empresas, promovendo clubes desportivos, orquestras e teatros para que possam ter acesso a maior educação e a viverem a vida com maior conhecimento e oportunidades.
Foi com esta visão que se desenvolveu a caminhada deste grupo familiar que chega a 2021 com um quarto de milénio de vida, sempre com a consciência de que é a pessoa que importa.
É uma visão que está longe de ser universal. Mas é a razão de a Pinto Basto ter conseguido aqui chegar.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Assistimos nos últimos dias a um absurdo na distribuição de vacinas, sem qualquer razão de prioridade e apenas porque, de uma forma ou de outra, o poder de decidir falhou e usaram-se critérios errados. Tal foi feito de forma abusiva, seja por falta de controlo, seja por más decisões.
A verdade é que, num momento em que estamos a viver uma situação de crise profunda, em que há pessoas em risco de morte iminente por terem características específicas e que, por isso, eram consideradas prioritárias na vacinação, foram preteridas por outras que não o eram.
E isto numa altura em que todo o processo está sob o intenso escrutínio não só da comunicação social, mas de toda a população. E a tolerância para este tipo de erros não é - nem pode ser - grande.
O pequeníssimo número dos decisores que passaram por esta situação e que se demitiram vem demonstrar a falta de preparação e de qualidade que têm muitas das nossas elites e da permissividade em que se encontra a nossa sociedade.
Estamos agora também na iminência de receber uma enorme quantidade de dinheiro da Europa - a bazuca - e, como no caso da distribuição das vacinas, a sua atribuição vai passar por decisores que estarão nas mesmas condições dos que decidiram sobre aquelas.
Ora, num tema que não implica a morte de cidadãos e em que a capacidade de controlo é muito mais difícil de implementar, com a permissividade e falta de qualidade, como é que podemos acreditar que se vão aplicar aqueles capitais sem a interferência dos que decidem em seu próprio favor ou que, por incapacidade, deixam que os seus próximos se aproveitem?
O país está a sofrer com uma pandemia e já sabemos que não a tratámos com o cuidado necessário. Permitimos demasiada influência ideológica e faltou o rigor que seria indispensável.
Ao mesmo tempo, assistimos a uma falta de rigor nas atitudes de vários ministros e na aplicação das vacinas - acredito que sem conhecimento do governo. Isto deixa-nos com uma enorme desconfiança, injusta por vezes, sobre todos os que são responsáveis neste país.
O país está doente muito para lá da pandemia!
Não temos formação das nossas elites, dos nossos decisores. Precisamos de investir em formação técnica, mas muito mais em formação cívica, em que os responsáveis assumam o seu papel de servir o país e não a si mesmos. Precisamos de mostrar que vale a pena lutar por Portugal e compreender que será muito mais o que ganhamos juntos do que aquilo que cada um pode fazer por si roubando os seus iguais.
Mas precisamos também de uma liderança corajosa, que intervenha quando as coisas estão mal, que não se desculpe, mas que assuma a responsabilidade de mudar.
Sem estas duas mudanças, o país continuará a definhar e a estar sujeito ao saque daqueles que não têm vergonha. Sujeitaremos todos aqueles que não têm poder a uma situação em que nem uns nem outros viverão melhor e em que a podridão começará a eclodir.
Podemos continuar a beneficiar de todas as ajudas, seja de vacinas, seja de apoios financeiros, mas, se não mudarmos a nossa maneira de conviver em Portugal, morrerão os mais frágeis por não receberem vacinas. E morrerá o país porque lhe roubarão os apoios. E quanto mais dinheiro for injetado neste sistema, maior será a sua podridão.
É fundamental acreditar que temos de formar elites fortes para termos gente forte neste nosso Portugal!

A Made2Web estabeleceu uma parceria corporate com a Câmara de Comércio com o objetivo de estar cada vez mais próxima das empresas portuguesas.
No vídeo que partilhamos, Miguel Vicente, CEO da Made2Web, refere que pretende apoiar os Associados na capacitação e desenvolvimento de planos de crescimento no digital.
Clique na imagem para ver o vídeo.
A Made2Web é especialista em Marketing Digital, através de estratégias de Inbound Marketing, Account Based Marketing, E-commerce e Desenvolvimento Web. Enquanto Agência digital que promove o posicionamento dos websites no topo do Google, ao torná-los mais visiveis está a contribuir para um potencial aumento nas vendas digitais, garantindo maior integração entre a área de Vendas e o Marketing.

A Direção-Geral das Atividades Económicas, do Ministério da Economia e da Transição Digital, em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai organizar no dia 10 de fevereiro, das 14h00 às 18h00, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, um webinar sobre Política Comercial.
Neste webinar (ver programa) serão discutidos temas relevantes para a internacionalização das empresas e para a defesa da indústria, nomeadamente os acordos de comércio livre da União Europeia ou os instrumentos de defesa comercial.
Será também apresentada pela Comissão Europeia, a nova plataforma ACCESS2MARKETS, ferramenta online de apoio à internacionalização das empresas europeias.
O webinar contará com a participação do Alto Responsável para a Execução da Política Comercial, da Comissão Europeia, Denis Redonnet e de S. Exas. a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias e o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres.
As inscrições encontram-se abertas até ao dia 9 de fevereiro, através do preenchimento do respetivo formulário neste link.