
No passado dia 17 de Julho foi assinado, em Tóquio, entre a União Europeia e o Japão, o Acordo de Parceria Económica, que é considerado o maior acordo de comércio celebrado na história da UE.
As negociações iniciaram-se em 2013 e foram concluídas em Dezembro de 2017, prevendo-se que entre em vigor, no inicio de 2019, depois do texto ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Governo Japonês.
As negociações incidiram também em muitas medidas não pautais que constituíam uma preocupação para as empresas europeias, uma vez que alguns requisitos técnicos e procedimentos de certificação japoneses têm dificultado por vezes a abordagem a este mercado.
O Acordo protege os direitos de propriedade intelectual da UE no mercado japonês e reconhece 205 Indicações Geográficas (produtos agrícolas provenientes de uma origem geográfica especifica) que usufruirão do mesmo nível de protecção no Japão de que beneficiam actualmente na UE. Para além disso, irá criar oportunidades não só ao nível da exportação de produtos e serviços mas, também, no acesso aos mercados públicos.
O mercado japonês, com 127 milhões de habitantes, é um dos mais competitivos a nível mundial, com consumidores sofisticados, com elevado poder de compra e grande apetência por produtos europeus. A procura japonesa coincide em grande parte com a oferta nacional, especialmente em produtos, com particular potencial para o reforço das exportações portuguesas, tais como: vestuário e calçado; têxteis-lar; materiais de construção; cerâmicas; vinhos; produtos alimentares e mobiliário, entre outros.
O comércio entre o Japão e Portugal tem, assim, grandes potencialidades para se desenvolver. O Japão, como cliente de Portugal, ocupou em 2017 a 39ª posição, e como fornecedor de Portugal, a 28º posição.
As exportações portuguesas para o Japão, em 2017, totalizaram 145,7 milhões de euros, sendo que as importações de produtos nipónicos, no mesmo período, ascenderam a 333,1 milhões de euros.
As principais exportações, por grupos de produtos, foram constituídas essencialmente por produtos alimentares (39,1%); máquinas e aparelhos (20,8%); calçado (8,1%); agrícolas (8%); químicos (6,3%) e madeira e cortiça (5%). Quanto às importações provenientes do Japão, estas dizem respeito principalmente a veículos e outro material de transporte (37,9%); máquinas e aparelhos (32,6%); plásticos e borracha (11%): instrumentos de óptica e precisão (5,9%); metais comuns (2,8%) e químicos (2,4%).
Em 2017, os dados mais recentes disponibilizados pelo INE revelam que 945 empresas portuguesas exportaram para este mercado.
Nos grupos de produtos em que se concentram as exportações portuguesas vão sentir-se, sem dúvida, efeitos positivos da eliminação das tarifas aplicadas e o número de empresas portuguesas exportadoras para este mercado irá certamente aumentar, uma vez que se abrem novas oportunidades para as empresas que pretendam diversificar o destino das suas exportações.
Mais informações sobre os principais elementos do Acordo de Parceria Económica, poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia através deste link.

A vaga da digitalização de processos é uma realidade para as empresas e, na CCIP, temos vindo a apostar nessa transformação, nomeadamente nos Certificados de Origem em formato digital.
“A tecnologia consegue trazer para as empresas enormes benefícios e a aposta na desmaterialização dos processos é sempre um investimento acertado”, explica Bruno Mourão Martins, Director do departamento de Comércio Internacional da CCIP, “conseguir optimizar processos traz enormes poupanças de tempo e financeiras”, acrescenta.
Considerando a importância deste aspecto para as empresas, a Câmara de Comércio ultrapassou diversas barreiras e resistências, e investiu na desmaterialização dos processos de Certificação de Origem.
Quais são então, na prática, as alterações subjacentes?
Com um Certificado de Origem Electrónico (eCO), obtido na Câmara de Comércio, as empresas passam a beneficiar de diversas vantagens:
Eficiência – A possibilidade de receber o seu eCO por e-mail, logo após a emissão e poucas horas após o pedido.
Redução de custos – Com a apresentação do eCO, poupa tempo e dinheiro:
Integração – eCO significa que são documentos digitais que podem ser integrados de forma simples nos vários processos e plataformas de fornecedores e parceiros, agilizando e aproximando de forma simples toda a cadeia do comércio internacional.
Transparência – Todos os processos de negócio digitais são mais transparentes. Os eCO da Câmara de Comércio ao serem emitidos electronicamente, garantem uma transparência em todo o processo, permitindo acompanhar e validar, em tempo real, o documento.
Segurança – Os eCO são emitidos de acordo com um conjunto de processos de qualidade e regras internacionais, da International Chamber of Commerce, que permitem reforçar a integridade e a credibilidade do seu titular. O reconhecimento mundial da qualidade desta acreditação internacional, bem como as assinaturas digitais, de entidades certificadoras nacionais, contribui para a construção de uma relação de confiança com as entidades que utilizam o eCO.
Competitividade – Optimizar processos de forma mais simples, executá-los em menos tempo, reduzir custos, integrar toda a cadeia de comércio internacional, aumentar a produtividade, prestar um melhor serviço aos clientes e parceiros, são apenas algumas das vantagens competitivas que a utilização dos eCO conseguem oferecer a todas as entidades que o utilizam.
Consulte o guia de preenchimento passo-a-passo

Bruno Bobone, Presidente da CCIP, foi entrevistado para a revista 100 Maiores e melhores empresas – distrito de Leiria e concelho de Ourém, uma publicação do semanário REGIÃO DE LEIRIA.
Trata-se de uma publicação de 164 páginas dedicada à dinâmica empresarial do distrito de Leiria e concelho de Ourém, com rankings quantitativos, qualitativos e geográficos, permitindo uma radiografia da actividade empresarial deste território. A revista é referenciada como o primeiro grande estudo que se publica anualmente sobre o desempenho das empresas.
Ao longo da entrevista, Bruno Bobone, fala da situação socioeconómica do país, do trabalho que as empresas nacionais têm desenvolvido ao nível da internacionalização, o papel da CCIP na economia portuguesa, a economia do mar, e muitos outros temas.
Veja agora a entrevista conduzida por Hermínia Saraiva.
Acredita que Portugal saiu da crise graças à coragem das empresas de se internacionalizarem. As mesmas empresas que garantiram que "os produtos portugueses já não estão na última prateleira do supermercado".
Nas últimas décadas temos vivido em condições um pouco pobres e continuamos a fazer um caminho que não nos vai tirar da pobreza. Porque não podemos achar que estamos a contribuir para o desenvolvimento do pais se não trouxermos alguma riqueza aos portugueses. Nessa perspetiva tenho defendido que é preciso mudar o paradigma. Uma das condições é fazer crescer a economia e recuperámos da crise em que estivemos envolvidos, não porque a troika tenha feito alguma coisa, não porque os governos tenham feito grandes mudanças, mas fundamentalmente porque as empresas inverteram o ciclo que estavam a viver e tornaram-se uma fonte de rendimento, equilibraram a balança de pagamentos, trouxeram riqueza ao país. A crise trouxe-nos alguma vantagem, as empresas não puderam depender tanto do Estado, tiveram que ir à procura de soluções. tornaram-se autónomas, saíram daqui e fizeram um grande trabalho. Houve um crescimento da internacionalização que nos deu dimensão, capacidade de intervir no mercado, empresas mais fortes, mais competentes. Isso é fundamental, mas temos que passar à fase seguinte. Fazer a distribuição dessa riqueza. Porque não basta ter riqueza, é preciso uma distribuição justa por duas razões: primeiro, porque é justo e isso é indiscutível. Segundo porque é eficaz. Se distribuirmos a riqueza vamos comprometer as pessoas que recebem essa riqueza a estar mais motivadas, mais envolvidas, e serão um ativo muito mais valioso para as empresas, para o pais e para a economia.
O SMN é uma conversa do século passado, já não tem qualquer sentido. O salário mínimo não permite a ninguém viver com dignidade e, portanto, não pode ser um objetivo nem das centrais patronais, nem dos sindicatos. Eventualmente tem que existir um salário mínimo para que não haja abusos. Mas não pode ser esse o objetivo. Um salário digno tem que ser muito superior ao que é hoje o SMN.
Cada caso será um caso. Tem que haver uma certa responsabilidade de parte a parte e aí as centrais sindicais e as entidades patronais podem ter um papel fundamental, mas têm que se dedicar a estabelecer as regras e os critérios para isso. O salário digno só é possível se houver um aumento de produtividade das empresas. Porque com a riqueza que produzimos hoje não é possível. Tem que se dar às pessoas a possibilidade de ganharem mais, mas com a contrapartida que estão mais comprometidas e conseguem ajudará produtividade. Isto é claramente um projeto comum de trabalhadores, gestores e patrões.
É muito difícil estar a dizer um valor porque cada realidade é uma realidade, viver em Lisboa é diferente de viver no interior. Não se pode dizer que há um número mágico. Mas o salário digno é aquele que permite a uma pessoa ter a sua família. pagar a casa, a educação dos filhos, ter alguma capacidade de entretenimento, desenvolver-se culturalmente, e isto tem que ser estabelecido como mínimo, não é só ter dinheiro para se alimentar. Porque viver não é trabalhar.
Temos todo o nosso trabalho na internacionalização. As empresas portuguesas fizeram esse desenvolvimento desde o início da crise. mas nós desde 2004, antes da crise, que começámos a trabalhar nisso e a dar às empresas oportunidades. Como? Estudamos mercados, acompanhamos as empresas em missões, dando um acompanhamento muito mais completo do que a maioria das outras organizações, porque fazemos missões pequenas para que as empresas sejam verdadeiramente acompanhadas. Temos organizações do outro lado, muitas vezes com as Câmaras de Comércio Portuguesas no exterior, que nos ajudam a montar reuniões. Preparamos isto com um cuidado enorme e isso tem dado muitos resultados. A solução tem sido tão boa que hoje em dia somos procurados pelas empresas para fazer missões individuais.
Estamos a olhar para o mundo inteiro. Começámos pelos mercados mais óbvios, depois fomos aos mercados mais importantes, e agora já estamos a ver os mercados de oportunidade. Estudamos o que é a produção do mercado português e tentamos juntar o interesse do mercado e o interesse da produção. Mas também seguimos sugestões dos nossos associados ou de alguém que tenha feito alguma aproximação à CCIP. Preparamos sempre a missão com uma apresentação do país, tentamos trazer organizações que já estejam lá a trabalhar, que expliquem como é que entraram...
De preferência. Quando não há portuguesas vêm de outro país, porque apesar de tudo é melhor ter a noção de um estrangeiro que entrou num pais do que não ter. As empresas que têm experiência lá podem contar quais são as dificuldades reais que se vão encontrar. Todo o trabalho é feito profissionalmente, nós precisamos de ganhar dinheiro, porque como não somos subsidiados pelo Estado temos mesmo que dar um resultado efetivo do trabalho que prestamos.
Eficiência. Porque quem depende do Estado acaba por estar dependente das normas com que lhes é atribuído um subsídio. Quando me candidato a fazer uma missão e a receber um determinado fundo, tenho que fazer a missão obrigatoriamente, quer tenha clientes ou não. Ao passo que assim posso fazer exatamente o contrário: procuro quem procura determinado mercado, tento marcar umas datas, se as empresas preferirem outras, mudo, se as empresas em última instância não aparecerem, não vou. Não vou encher a missão com pessoas desinteressadas apenas para dizer que fiz esse trabalho. Por outro lado, dá-me uma autonomia relativamente ao Estado enorme. Posso dizer e fazer aquilo que acho que devo fazer, sem estar nunca sujeito a uma critica por parte de quem me paga, o que obviamente me condicionaria. Portanto, é muito importante, não é só publicidade.
... total, mas de exigência e não de subserviência. E a AICEP tem trabalhado connosco extraordinariamente bem, até porque somos complementares à AICEP, quando em cada país temos a versão privada daquilo que a AICEP tem.
As empresas portuguesas precisam, em primeiro lugar, de estruturas fortes para competirem no mercado internacional, precisam de capital e estruturas de gestão. Isso dificilmente o Estado poderá... quer dizer, pode. Se houver uma política fiscal promotora do desenvolvimento das empresas é evidente que estas vão ter uma estrutura mais forte e mais capacidade para intervir nos mercados externos. É muito mais importante ter empresas ricas que distribuam pelos seus trabalhadores a riqueza e que depois o Estado venha a beneficiar do imposto pago por todos, do que estar a ir à essência buscar o dinheiro que depois já não é distribuído. A política fiscal é claramente uma das áreas onde o Estado devia fazer mais. À parte disso, nos mercados de destino devia criar condições para que as empresas portuguesas tenham no mínimo iguais facilidades, ou eventualmente, se pudermos ter mais, melhor.
Depende dos sectores, depende das empresas. Há empresas preparadas para determinados mercados, outras não. Um dos locais onde temos um sucesso extraordinário é, por exemplo, nos mercados mais recônditos de África onde conseguimos estar com urna postura que praticamente mais ninguém no mundo é capaz de ter, porque nos adaptamos às populações, aos costumes, porque estamos dispostos a colaborar com as pessoas. Agora, também não estamos a dizer que todos as empresas devem ir para esses mercados. É difícil escolher. Temos um mercado: é o mundo, e temos que saber geri-lo à nossa medida.
Antes pelo contrário. Há orgulho e há um reconhecimento internacional daquilo que é produzido em Portugal. Já não estamos na última prateleira do supermercado, antes pelo contrário. Portugal é procurado, tem produtos de grande qualidade e a nova indústria vem mostrar isso. E a velha indústria que também se transformou. Repare nos sapatos, a evolução que a indústria dos sapatos fez nos últimos anos foi extraordinária. A indústria dos moldes tem-se reformulado e hoje em dia é uma referência no mundo. Portugal reinventou-se. Agora precisa de ultrapassar a questão da mão-de-obra barata e passar a ter um salário digno.
Temos um território terrestre com 95.000 km2, um território marítimo com 1,7 milhões e estamos a candidatarmo-nos à gestão de 3.8 milhões km2. Estamos a falar de ser um país maior do que a índia. Queixamo-nos que somos um país pequeno. Não é verdade, somos um país enorme e devemos especializarmo-nos no que temos no nosso território. Se não temos terra, porque está completamente explorada, e temos mar, é no mar que temos que fazer o nosso desenvolvimento. O mar, é o futuro.
Essa é a primeira asneira. Temos a possibilidade de ter riqueza de recursos naturais e estamos a tomar uma atitude que já tomámos no passado em relação à energia nuclear, [alegando] que tinha efeitos negativos para o ambiente, e que é hoje a base da contestação à exploração de petróleo. Com isso acabamos por perder uma riqueza que, se fosse explorada, nos podia permitir fazer a transferência de energia suja para a energia limpa, podíamos transformar um país pobre num país com capacidade para grandes investimentos. No final, temos o mundo sujeito aos perigos que estamos a querer evitar com todos os outros a beneficiarem dessa riqueza e os únicos que perdem somos nós. Pensar que isso é burrice.
Não tem problema. Na costa de Aljezur, por exemplo, estamos a falar em fazer prospeção a 50 km da costa. A nossa capacidade de visão quando estamos à beira mar é de l8 km no máximo num dia limpo. E a 30 km passam navios cheios de lixo atómico, com tudo e mais alguma coisa e nunca ninguém levantou problemas. Sem esta exploração, e primeiro é preciso provar que é rentável, estamos mais uma vez a apostar na pobreza do país, que é resultado da nossa própria decisão, não é uma condição que nos foi dada.
O tecido empresarial da região de Leiria é desde há muitos anos dos tecidos mais fortes do pais, tem grandes empresários, gente muito trabalhadora, com grande capacidade de investimento, com grande coragem. O tecido empresarial é fortíssimo, cria muita riqueza, distribui bastante riqueza. Como as empresas não são excessivamente grandes, e há uma ligação muito grande entre os patrões e empregados, isso acaba por ser uma forma de trazer o salário digno sem ser pelas estruturas de que estava a falar.
Tem um papel importante, aqui na CCIP há um grupo de seis empresas que são nossas associadas e participam bastante na parte de internacionalização. Mas há muitas empresas não associadas, e que deviam ser, que também têm usado o nosso serviço de missões, vão a muitos destinos, e acabam por ser empresas que têm desenvolvido grandes trabalhos nos destinos onde vão.
A partir do momento em que as empresas começaram o caminho da internacionalização, aumentaram diariamente os desafios, porque cada vez é preciso chegar mais longe, ser mais eficiente, garantir que ganham mais mercado. E agora vamos começar a ter o que não tivemos no princípio: as outras empresas a olharem para nós como rivais a sério, enquanto que antigamente achavam que não eramos capazes e davam-nos a possibilidade de entrar. Agora temos que ser mais competentes, ter mais capacidade de combate para podermos ganhar os mercados onde temos que ir, até porque os mercados que ganhamos foram os mais óbvios, e aqueles que temos que ganhar são aqueles que são mais competitivos e mais difíceis.

No dia 12 de Julho, o Secretário-Geral da Câmara de Comércio, João Pedro Guimarães, recebeu uma delegação iraniana, composta pelo Secretário-Geral da Câmara de Comércio do Irão, pelo Presidente do Portuguese Iran-Business Council, por membros do Parlamento do Irão e por diplomatas da Embaixada do Irão em Lisboa.
Foi mais uma oportunidade de apresentar as boas práticas e resultados da CCIP e de partilhar experiências com instituições homólogas no estrangeiro.

Com o objectivo de apoiar as empresas no âmbito do Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD), a CCIP lançou uma rúbrica, na sua newsletter quinzenal, que irá abordar alguns aspectos relacionados com este tema. Nesta edição, damos-lhe a conhecer um caso prático sobre um incidente de segurança com dados sensíveis. Conheça agora o caso.
Uma Clínica especializada em tratamento de doentes com HIV enviou um e-mail ao paciente X copiando os restantes pacientes da clínica, tendo os mesmos tido acesso aos resultados clínicos do paciente X. O envio deste e-mail constitui um incidente de segurança? Se sim, o que fazer?
Com efeito, é proibido o tratamento de dados pessoais que revelem a origem racial ou étnica, as opiniões políticas, as convicções religiosas ou filosóficas, ou a filiação sindical, bem como o tratamento de dados genéticos, dados biométricos para identificar uma pessoa de forma inequívoca, dados relativos à saúde ou dados relativos à vida sexual ou orientação sexual de uma pessoa.
Neste caso, estamos perante o tratamento de dados relativos à saúde do paciente X, isto é, dados pessoais relacionados com a condição física ou mental de uma pessoa singular, através da divulgação, via e-mail, para os demais pacientes da clínica, dando conta que o mesmo é portador de HIV.
Conforme mencionado, é proibido o tratamento de dados pessoais relativos à saúde dos pacientes, salvo nos casos de:
Nada nos leva a crer que se verifique a existência de qualquer situação prevista nas excepções acima referidas, pelo que será forçoso concluir que o tratamento de dados pessoais relativos à saúde, tal como descrito, revela-se vedado nos termos do nº 1 do artigo 9º do RGPD.
Assim, o paciente X tem o direito a apresentar, à Comissão Nacional de Protecção de Dados, a sua reclamação, bem como a ser indemnizado pelo responsável pelo tratamento ou subcontratante, pelos danos patrimoniais e não patrimoniais incorridos.
A infração acima descrita – tratamento indevido de dados sensíveis – está sujeita à aplicação de sansões.
Note-se que, neste caso, o envio do e-mail, constitui um incidente de segurança pois verificou-se uma violação de dados pessoais – ou seja, uma falha da segurança que provoque, de modo acidental ou ilícito, a destruição, a perda, a alteração, a divulgação ou o acesso, não autorizados, a dados pessoais transmitidos, conservados ou sujeitos a qualquer outro tipo de tratamento.
Face a este incidente de segurança, o responsável pelo tratamento, neste caso a Clínica em causa, deverá notificar a Comissão Nacional de Protecção de Dados, da violação de dados pessoais até 72 horas após ter tido conhecimento da mesma. Se este prazo não for cumprido, a notificação à autoridade de controlo deve ser acompanhada dos motivos do atraso.
Por outro lado, sempre que a violação dos dados pessoais for susceptível de implicar um elevado risco para os titulares dos dados, o responsável pelo tratamento deve comunicar também a violação de dados pessoais ao titular dos dados, sem demora injustificada. Deverá descrever, em linguagem clara e simples, a natureza da violação dos dados pessoais e fornecer as informações e recomendações previstas no Regulamento.
Quaisquer violações de dados pessoais devem ser documentadas.
Caso prático desenvolvido por: Azeredo Perdigão & Associados – Sociedade de Advogados

A Sage estabeleceu uma parceria corporate com a Câmara de Comércio, com o objectivo de apoiar as empresas portuguesas no processo de digitalização dos seus negócios a nível local ou internacional.
No âmbito desta parceria a CCIP deu a palavra ao seu Associado Corporate. Procurámos conhecer os milestones, a relevância da cloud, a importância da rede de parceiros, as perspectivas para os próximos 5 anos e as mais-valias que reconhece na CCIP.
Para ver a versão resumida do vídeo, clique aqui.
Segundo Josep María Raventós, esta é uma parceria-chave para a Sage, uma vez que aproxima a empresa de um largo número de organizações que podem alavancar os seus negócios através de soluções que aceleram as interacções do negócio em qualquer lugar e a qualquer escala, local ou internacional – um factor decisivo para empresas em processo de internacionalização.
A Sage é líder global no fornecimento de tecnologia que visa apoiar empresas, de todas as dimensões, na sua gestão empresarial diária. Através da Sage Business Cloud – a única solução de gestão empresarial de que os clientes precisam, que inclui as áreas de Contabilidade, Financeiro, Gestão Empresarial, Recursos Humanos e Salários, Pagamentos & Banking, a Sage pretende libertar os empreendedores e gestores dos encargos administrativos, para que possam ter mais tempo disponível para fazer o que mais gostam. Actualmente conta com três milhões de clientes em 23 países, através de 13.000 colaboradores e uma rede abrangente de contabilistas e parceiros.

Acompanhados pelo Director de Relações Internacionais, Pedro Magalhães, os 7 participantes que integram a missão estão a ter, em média, 4 reuniões diárias com empresas locais, de acordo com o pretendido ao nível de contactos.
No dia 10 de Julho, a comitiva foi recebida pela Senhora Embaixadora de Portugal em Adis Abeba, Dra. Helena Malcata, para um jantar informal.
A Etiópia, está situada no continente africano, mas está também às portas das grandes economias do Médio Oriente, e perspectiva-se que, este ano, ocupe o lugar de economia em maior crescimento da África Oriental. Com resultados económicos impressionantes no contexto em que está inserida, o PIB da Etiópia aumentará a uma média de 7% no período 2018-22.
Mais uma vez, a Câmara de Comércio aposta em agendas de qualidade em mercados em crescimento, levando as empresas nacionais a expandir os seus negócios!

O Lisbon International Startups Meeting, que se realiza nos dias 3 e 4 de Julho, na Universidade Lusófona, vai reunir empreendedores e investidores em diversos workshops e momentos de networking.
A Câmara de Comércio é parceira desta iniciativa que contará com a participação de Bruno Mourão Martins, no painel de júris da “Startup Competition”. Também a Invest Lisboa será oradora neste evento, no painel sobre a atractividade de Portugal neste âmbito.
Ainda vai a tempo de inscrever a sua startup numa competição internacional que atribuirá prémios até 100.000€.

A Câmara de Comércio realizou, no dia 7 de Junho, um seminário dedicado ao novo Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD), que entrou em vigor no dia 25 de Maio.
Este evento, que contou com o patrocínio da Askblue, Sage e SGS, tinha como principal objectivo juntar um painel de oradores de referência para, em conjunto, fazermos uma análise do “Estado da Nação”, exactamente um ano após o 1º evento realizado pela CCIP sobre esta temática.
Depois da recepção de João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP, Clara Guerra, Consultora Coordenadora de Relações Internacionais da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), iniciou a sua intervenção dizendo que “esta nação está desinformada” e que é necessário desmistificar alguns mitos, nomeadamente a questão de o regime sancionatório não implicar apenas coimas, mas prever também medidas correctivas. Clara Guerra explicou que a CNPD irá aplicar o Regulamento com “precaução e compreensão” e que nenhuma empresa irá à falência devido às eventuais coimas.
A mudança do mindset é uma das principais barreiras a serem ultrapassadas para o sucesso de uma implementação bem-sucedida, afirmou Clara Guerra. Este será seguramente um ano de transição para todas as empresas e devemos encarar o RGPD como uma oportunidade que poderá solidificar a reputação das empresas e representar ganhos de competitividade.
A consultora da CNPD alertou para possíveis oportunistas que “lançam o pânico e não estão minimamente preparados para assegurar uma boa assessoria” sendo, por esse motivo, importante recorrer a opiniões sustentadas em factos. Salientou ainda que a Comissão Nacional de Protecção de Dados está disponível para ajudar as empresas a cumprirem estas regras e, para isso, irá aumentar a sua capacidade de apoio.
João Queirós, Senior Manager de Business Consulting da Askblue, alertou para o compliance do RGPD não ter terminado no dia 25 de Maio, tratando-se, pois, de um processo de gestão contínuo, sustentado e evolutivo. Depois do “frenesim” inicial de adaptação de Políticas de Privacidade, obtenção de consentimentos e registo de actividades é necessário olhar para a segurança da informação e gestão de risco para implementar uma cultura de segurança.
As medidas de segurança têm de responder aos objectivos de controlo do risco e a sua definição e implementação tem de ser coerente e consistente.
Magda Cocco, Sócia responsável pelas áreas de Telecoms, Privacidade, Dados Pessoais & Cibersegurança da VdA, centrou a sua intervenção no “Data Economy” salientando que os dados são um activo muito importante para as empresas, chamando-lhes “o petróleo do século”. Num discurso claro e dinâmico, a oradora referiu que o Regulamento é de interpretação complexa e o compliance é distinto mediante o sector de actividade da empresa. A Sócia da VdA concordou com Clara Guerra, no que diz respeito à falta de conhecimento sobre a temática, mas considera que a protecção de dados vai estar na agenda do Top Management das organizações, nos próximos anos.

moderada por Andreia Jotta, Directora de Marketing da CCIP

Nuno Menezes, Legal Manager/CIPP-E da Teleperformance, referiu que o maior desafio foi o levantamento e registo de tratamento de dados, devido ao elevado número de clientes, colaboradores e parceiros, mas que, desde o início, tiveram apoio da casa mãe.
Gonçalo Pereira, Responsável de Protecção de Dados do LIDL, explicou que o processo partiu da sede na Alemanha e não adquiriram novas soluções de software, optando por utilizar as já existentes. Para o Responsável de Protecção de Dados, o maior desafio foi chegar a todos os colaboradores.
Mariana Sousa, DPO do grupo José de Melo Saúde, mencionou que o envolvimento dos colaboradores foi sempre uma das principais preocupações e dificuldades. Durante a sua implementação, o grupo José de Melo Saúde fez um grande investimento em formação, comunicação e sensibilização para esta temática. Mariana Sousa partilhou que mais de 1.000 colaboradores receberam uma formação sólida sobre a temática, criaram um site interno e passaram a colocar alguma informação junto ao recibo de vencimento.
Miguel Jacinto, Chief Information Security Officer & Data Protection Officer do Eurobic, considera o RGPD uma oportunidade de negócio. Embora o Regulamento os tenha obrigado a alterar e criar novos processos, chegaram a dia 25 de Maio sem contratempos e, no dia 26, os trabalhos não pararam!
Jorge Antunes, Director Business Development EMEA da Hitachi Consulting, ficou responsável pelo tema da gestão do consentimento. Durante a sua apresentação falou-nos dos vários tipos de consentimento, as origens dos mesmos e a sua contextualização, o armazenamento e a informação que deve ser guardada, bem como os direitos inerentes ao RGPD.
Para o Director da Hitachi Consulting, os desafios mais comuns para as organizações são:
Para Jorge Antunes, “o consentimento é a componente mais visível do RGPD mas é apenas a ponta do icebergue” e acrescentou ainda que “é na correcta e adequada infraestrutura de suporte que reside a solução para a gestão do consentimento”.
moderada por Sandra Veloso | Data Privacy Certified CCIP/E, CIPM

A Head of Product Marketing da SAGE, Cristina Francisco, explicou que a Sage, enquanto fornecedor de soluções que contêm informações sensíveis, tem a preocupação constante de ser uma boa adviser para os seus clientes sendo esta, muitas vezes, que alerta as empresas sobre a importância da escolha dos subcontratantes. Deixou ainda uma mensagem final sobre a importância de entender a génese deste Regulamento e que a aplicação do mesmo deverá ser entendida como uma mais valia na relação com os parceiros e clientes.
Luís Lopes, IT Strategy & Operations Manager da Procensus, iniciou a sua intervenção referindo que “as empresas nem sempre percebem que são subcontratantes” exemplificando empresas como gabinetes de contabilidade, consultoras, informáticas, entre outras. A chave para o sucesso dos subcontratantes, no que diz respeito ao RGPD, é darem confiança aos seus clientes.
Paulo Alexandre, Chief Security Officer da SGS Portugal, partilhou que ao longo das prestações de serviços aos seus clientes, não identifica grandes diferenças no cumprimento do RGPD entre empresas e subcontratantes, no entanto destacou que se deparou com a existências de subsubcontratantes tornando mais complexa a aplicação das regras.
De forma geral, os oradores foram unânimes a salientar 3 aspectos:
O seminário “RGPD: O Estado da Nação” foi uma iniciativa da Câmara de Comércio e contou com a participação de cerca de 160 gestores, na sua maioria CEO e Managers.
Para os participantes, esta iniciativa foi uma mais valia devido à diversidade de oradores e a sua experiência, à objectividade das apresentações e intervenções, à combinação entre o rigor do compliance e a flexibilização adaptada às empresas e à visão obtida sobre o impacto do RGPD no dia-a-dia das empresas.
Quer testar os seus conhecimentos sobre o RGPD?A Pacsis oferece-lhe um acesso gratuito à aplicação “RGPD essentials” até 16 de Julho.


A CCIP tem hoje mais de 1.000 empresas associadas por todo o país e uma rede de parceiros internacionais que conta com 42 Câmaras de Comércio Portuguesas, em 29 países. Somos uma iniciativa da sociedade civil, financiada exclusivamente por fundos privados. Esta é uma opção assumida por nós, que nos confere total independência e autonomia no desenvolvimento da nossa actividade e que reflecte os princípios em que acreditamos: São os empresários que têm que ser o factor de mudança e agentes do processo de desenvolvimento económico e não apenas meros beneficiários do mesmo.
Neste contexto, gostaria de destacar quatro vectores que consideramos fundamentais para a melhoria do desempenho socioeconómico do país: a internacionalização, o salário digno; a justiça económica; e a economia do Mar.
O apoio à internacionalização tem sido um dos principais pilares de actuação e crescimento da Câmara, com resultados encorajadores que nos motivam para fazer cada vez mais. É um tema que continuará a ser um objectivo desta Câmara.
É convicção minha e desta Câmara que todos os portugueses devem receber um salário digno para que estejam motivados e empenhados no desenvolvimento do seu país. Os salários baixos nunca podem ser a base de sustentação de uma sociedade. Para estabelecer um salário digno que seja sustentável é necessário introduzir na equação o factor produtividade, sendo que esta tem que estar ligada à distribuição do rendimento. Todos e cada um de nós, trabalhadores e empresários, devemos lutar pelo estabelecimento efectivo de um salário digno. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa reafirma, hoje, o seu compromisso de contribuir positivamente para este desígnio.
O terceiro vector é o da justiça económica. Esta casa realizou um estudo cujas conclusões revelam o forte impacto do funcionamento da justiça no desenvolvimento económico. A complexidade do sistema e a sua falta de celeridade são apontados pelos empresários como os principais obstáculos ao investimento em Portugal.
Na persecução deste objectivo colectivo acreditamos que é preciso ver no mar, não apenas o nosso passado mas, sobretudo, o nosso futuro. Em 2009, a Câmara de Comércio levou a cabo o seu primeiro grande estudo, o “Hypercluster da Economia do Mar”, da autoria do Professor Ernâni Lopes, que avaliou o potencial da economia do mar, à época, em 20 mil milhões de euros. De referir que desde então a economia do Mar passou a estar na agenda política dos Governos. Portugal tem hoje um território com a dimensão de 1,7 milhões de quilómetros quadrados e com o reconhecimento da sua plataforma continental poderá atingir os 3,8 milhões de quilómetros quadrados, tornando-se num país maior que a Índia. Este é o momento de potenciar o mar enquanto factor de desenvolvimento socioeconómico e para dinamizar os nossos recursos marítimos e costeiros.
É neste contexto que Portugal aguarda, com expectativa, a sondagem de pesquisa de petróleo que se realizará ao largo da costa de Aljezur. A não realização desta sondagem de prospeção significaria que o país se ia dar ao luxo de ficar na ignorância relativamente a um recurso ainda tão importante para as nossas vidas e com um imenso valor económico. Como condição devemos assumir que o produto resultante da riqueza que possa vir a ser produzida por este recurso seja dirigida exclusivamente para duas linhas investimento: uma ligada com a renovação energética do nosso país; e outra para a investigação e desenvolvimento da economia do mar, este sim um factor de riqueza futuro que Portugal não pode perder.
Foi para nós uma honra receber o Presidente da República na nossa casa e ver reconhecidos todos os esforços que os empresários portugueses realizaram nos últimos anos. Muito obrigado, Senhor Presidente, pelo seu apoio e pelo seu empenho e trabalho incansável em prol de um Portugal melhor!
Bruno Bobone
Presidente da CCIP
Excerto do discurso de abertura do almoço de celebração do 184º aniversário da CCIP, que contou com a presença do Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
Veja o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa aqui.


O Presidente da CCIP, Bruno Bobone, foi entrevistado por Rosália Amorim e Anselmo Crespo, no programa “a vida do dinheiro”, uma parceria TSF e Dinheiro Vivo. Bruno Bobone destacou a defesa de salários dignos, a justiça económica e a economia do mar. Ao longo da entrevista falou também sobre a produtividade dos colaboradores, a legislação laboral, Donald Trump, o actual governo e o Orçamento do Estado.
“Ninguém com o valor do salário mínimo actual pode viver minimamente bem: não pode cuidar da sua casa, não pode cuidar da sua família, não pode dar qualquer expectativa de desenvolvimento e crescimento e era fundamental que nos preocupássemos em conseguir entregar às pessoas esse mínimo razoável de vida.” explicou o Presidente da CCIP sobre a defesa de salários dignos.
No que se refere à legislação laboral, Bruno Bobone explica que “perguntámos aos associados e empresários (…) quais seriam as maiores dificuldades criadas às empresas para o seu desenvolvimento, e o contrato colectivo de trabalho, a legislação do trabalho não aparece nas três primeiras linhas”.

No âmbito da celebração do 184º aniversário, a CCIP organizou um almoço, no dia 18 de Junho, que contou com a presença do Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
No seu discurso aos empresários presentes, o Presidente da República fez algumas referências históricas sobre o ano de fundação da CCIP (1834), salientando a urgência de recuperação do país, sentida na altura, e a necessidade de uma organização da burguesia para “dar força a uma nova fase de investimento e crescimento, uma vez que se tratava de reinventar um país que precisava urgentemente de esperança”.
Segundo o chefe de Estado, ao longo de quase dois séculos, os empresários portugueses e comerciantes industriais, que deram origem a esta instituição, enfrentaram inúmeros desafios: bancarrotas, ultimatos, bloqueios, crises de financiamento, ditaduras, mudanças de regime, o fim do ciclo colonial e imperial, a entrada em novos e lives mercados e a crescente internacionalização das empresas. Reptos que foram utrapassados num permanente “esforço de adaptação e modernização”.
No plano nacional, elogiou "a fibra e a força dos empresários, dos empreendedores e dos gestores portugueses", identificando o novo desafio que se coloca às empresas: a economia global na era digital.
O Presidente da República destacou ainda 7 aspectos que vão marcar as nossas vidas nos tempos mais próximos:
Relativamente ao último ponto, o Marcelo Rebelo de Sousa salientou que "o óbvio é que a actual fórmula governativa vote o Orçamento do Estado para 2019, assim mostrando que é capaz de durar uma legislatura e de se constituir como uma das soluções alternativas sólidas para Portugal, e que até às eleições europeias da Primavera e legislativas do Outono haja estabilidade política".
Veja aqui o discurso completo.


A Sage é uma referência no desenvolvimento de soluções que ajudam as organizações a modernizar e inovar os seus negócios e, como tal, através desta parceria, pretende partilhar o seu know-how que pode ajudar a alavancar o sucesso das empresas associadas da CCIP.
Segundo Josep María Raventós, esta é uma parceria-chave para a Sage, uma vez que aproxima a empresa de um largo número de organizações que podem alavancar os seus negócios através de soluções que aceleram as interacções do negócio em qualquer lugar e a qualquer escala, local ou internacional – um factor decisivo para empresas em processo de internacionalização. “Tal como fazemos com todos os nossos Clientes e Parceiros, pretendemos partilhar com os associados da CCIP o nosso talento no desenvolvimento e comercialização de soluções e serviços de gestão, bem como o vasto conhecimento que os nossos profissionais têm sobre o tecido empresarial português”, refere o Country Manager da Sage Portugal.
De acordo com Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, “esta parceria representa um importante contributo para a modernização do tecido empresarial português, uma vez que, a Sage apresenta uma importante oferta de serviços na área da digitalização dos processos das empresas que passamos a oferecer aos nossos associados”.
A Sage é líder global no fornecimento de tecnologia que visa apoiar empresas, de todas as dimensões, na sua gestão empresarial diária. Através da Sage Business Cloud – a única solução de gestão empresarial de que os clientes precisam, que inclui as áreas de Contabilidade, Financeiro, Gestão Empresarial, Recursos Humanos e Salários, Pagamentos & Banking, a Sage pretende libertar os empreendedores e gestores dos encargos administrativos, para que possam ter mais tempo disponível para fazer o que mais gostam. Actualmente conta com três milhões de clientes em 23 países, através de 13.000 colaboradores e uma rede abrangente de contabilistas e parceiros.

A Eurochambres - Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, na qual a Câmara de Comércio é a única entidade portuguesa filiada, apelou para que o G20 a organize uma “reunião urgente” para coordenar uma estratégia que responda a “possíveis riscos de uma guerra comercial global”.
Esta considera que pode estar “iminente” uma guerra comercial global, depois das últimas decisões dos Estados Unidos relacionadas com o aumento das tarifas aduaneiras das importações de aço e alumínio provenientes do Canadá, União Europeia e do México.
Christoph Leitl, presidente da Eurochambres, afirma em comunicado “Vamos defender a globalização e o sistema global de comércio. Amanhã pode ser demasiado tarde!”.

Em 2016, observámos a prevalência de modelos de internacionalização «low cost / capital light», com apenas 28% dos inquiridos a admitirem que, para a internacionalização das suas empresas, tinha sido necessário um esforço de investimento elevado.
Assim se compreendeu que, nesse mesmo 1.º inquérito do InSight, 85% das empresas tenham afirmado que os processos de internacionalização são, em geral, financiados por capitais próprios. E, assim se compreende que nesta 2.ª incursão apenas 23% dos inquiridos refiram a «dificuldade de acesso ao crédito » como uma preocupação.
Neste contexto, no que diz respeito a condicionantes impostas por factores financeiros, são sobretudo aspectos de gestão tesouraria aqueles que mais impactam as estratégias de internacionalização das PME inquiridas – 54% referiram os riscos de cobrança como sendo os principais riscos a que estão expostas na sua actividade internacional; 34% enunciaram os riscos cambiais.
Uma análise cruzada dos resultados permite concluir que estes riscos, apesar de relevantes, aparentam não ser barreiras para as actividades internacionais das PME inquiridas, estando ao seu dispor um amplo conjunto de soluções comerciais para os mitigar (na sua grande maioria independentes do sistema financeiro) – 67% dos inquiridos escolhem a moeda de facturação para anular riscos cambiais; 59% garantem o recebimento antecipado / pagamento no acto da encomenda para minimizar riscos de cobrança.

O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
Aceda à versão completa do estudo aqui
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Pelo 12º ano consecutivo, o Centro de Arbitragem Comercial (CAC) vai realizar o seu Congresso anual – um evento considerado uma referência no panorama da arbitragem em Portugal – nos dias 5 e 6 de Julho, no Dom Pedro Lisboa Business & Leisure Hotel.
Este XII Congresso tem como temática geral “O Processo Arbitral: Aspetos Práticos”, procurando-se, desta forma, uma abordagem que, a par de uma visão dogmática ao tema, tenha uma acentuada vertente de ordem prática.
Como vem sendo hábito nas últimas edições, irá decorrer também uma Sessão Sub-40, direcionada a jovens arbitralistas, um movimento que tem vindo a ganhar importância em vários países. A sessão deste ano terá em vista um tema cada vez mais atual e de relevo: a inteligência artificial. Será a inteligência artificial bem-vinda e possível na arbitragem?

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no fecho do ano de 2017, as exportações de bens e serviços aumentaram 7,9%, em volume, e foi a vertente que mais contribuiu para o crescimento da economia portuguesa. A análise do primeiro trimestre de 2018 revelou um crescimento positivo (na ordem dos 2,7%), já o mês de Março registou uma descida na ordem dos 5,7%, no sector dos bens.
Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foi entrevistado pela revista Exame, no âmbito das exportações nacionais. Segundo o Presidente, não há dúvida de que o trabalho desenvolvido, especialmente pelas PME, tem sido extraordinário e o futuro aponta para a contínua aposta nas exportações.
Ao longo da conversa, Bruno Bobone destaca a autonomia do sector empresarial do Estado e a crescente valorização da marca Portugal.
Quando questionado sobre os factores que podem ser decisivos na manutenção da competitividade internacional, refere diversos aspectos:
- formação ao nível de gestão que permita gerir à distância
- reforçar e optimizar os processos produtivos
- fortalecer processos de inovação
- capacitação e qualificação de recursos humanos em competências profissionais e na cultura dos mercados em que são colocados.
"São os empresários que têm de ser o factor de mudança e os agentes do processo de desenvolvimento económico, e não apenas meros beneficiários do mesmo."

A 4ª edição do Bootcamp para a Internacionalização realizou-se no dia 11 de Maio e contou com a presença de cerca de 90 empresários.
O Bootcamp tem como objectivos:
⇒ Dar a conhecer diferentes abordagens e estratégias para a internacionalização
⇒ Identificar as ferramentas essenciais para garantir o sucesso das operações
⇒ Analisar case-studies
Este ano, a CCIP reuniu 13 especialistas em diversas áreas que, complementadas, permitem uma internacionalização bem sucedida, entre elas: e-commerce, riscos, protecção da marca, ferramentas online para prospecção, processos de negociação, modelos de negócio, factores críticos de sucesso e competências diferenciadoras.
Após o evento, a CCIP realizou um inquérito de satisfação aos participantes tendo estes salientado positivamente diversos aspectos, nomeadamento: a diversidade de sub-temas, a qualidade das sessões e dos oradores, as mesas redondas que permitiram sessões mais “intimistas” e um contacto muito directo com os oradores.
Quando questionados sobre o cumprimento das suas expectativas os participantes enviaram-nos comentários como “Gostava de repetir para aprender mais!”, “Fez aumentar a crença nas condições da minha empresa se vir a internacionalizar este ano.” e “Foi uma agradável surpresa. Aprendi bastante e já estou a colocar em prática.”, reforçando a importância do trabalho que a Câmara de Comércio tem vindo a desenvolver nesta área.



Durante a realização do estudo InSight pretendemos compreender quais os factores de contexto, as alavancas e as ferramentas que permitem às PME prosseguir esta dinâmica de crescimento tão acentuado da sua actividade internacional.

Por um lado, e percebendo a enorme criticidade que «os primeiros clientes de um mercado externo» assumem na prossecução das estratégias de internacionalização das PME inquiridas (21% referiram-nos como «muito críticos» e 27% como «críticos»), quisemos perceber o que torna mais eficaz e eficiente encontrar esses clientes e com eles estabelecer relações comerciais.
Por outro lado, recordando uma das mais importantes ideias do 1.º inquérito, a de que as PME portuguesas prosseguem estratégias de internacionalização low-cost & low-risk, tentámos, nesta 2.ª incursão quantitativa, perceber quais os aspectos que mais têm contribuído para minimizar riscos e manter controlados os custos de abertura de novos mercados.
Quisemos também compreender o grau de relevância de diversas acções no desenvolvimento da actividade internacional das empresas.
Importa, neste contexto salientar que a centralidade das feiras não é transversal a todos os sectores. Se num extremo do espectro temos as indústrias [em que 65% das empresas inquiridas já participaram em feiras], o retalho [64%] e o alojamento e restauração [60%], no outro extremo temos sectores como a construção ou os transportes.
Na verdade, para cerca de 24% dos inquiridos observou-se um grau de concordância máximo com a ideia de que: «Participar em feiras com stands representa, geralmente, um investimento significativo sem retorno imediato».


54% dos gestores referem como «muito importante» a «facilidade de identificar e comunicar com novos clientes através da internet e de plataformas digitais» e 53% afirmam essa mesma «muita importância» no que se prende com a «facilidade em consultar informação sobre mercados na internet» (percentagens para 80% e 81% respectivamente se se considerar também aqueles respondentes que referem «importante» – 4 numa escala de 1 a 5).
Mas o digital é muito mais abrangente! É quase omnipresente ao longo de todo o ciclo de relação, da prospeção de mercados, até ao pós-venda, passando pela acção comercial one-to-one. Os dados levam-nos a imaginar relações que se conseguem gerir e alimentar de forma remota, em que o contacto presencial é pontual e focado em actividades de muito elevado valor acrescentado.
Neste mundo da comunicação permanente multicanal, fomos perceber a utilização que as empresas fazem dos diferentes canais e em que momentos o fazem no decurso da sua actividade e na relação com os seus clientes. Os resultados permitem-nos perceber uma criticidade e prevalência do e-mail em toda a cadeia, com expressiva apropriação por parte dos inquiridos. O contacto presencial é outro canal reconhecidamente crítico para as empresas, sobretudo nas primeiras fases do ciclo relacional com os seus clientes,
que exigem, naturalmente, um maior envolvimento e proximidade entre as partes.

O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
Aceda à versão completa do estudo aqui
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Bruno Bobone, Presidente da CCIP, escreveu, no jornal Público, um artigo de opinião dedicado a um dos maiores desafios globais das próximas décadas, a alteração do paradigma da energia.
No seu texto, Bruno Bobone refere que “é fundamental encontrar os caminhos viáveis para reduzir as emissões de carbono, garantindo o acesso universal e a segurança energética da população mundial”, nesse contexto é essencial que os governos assumam políticas de energia de longo prazo que respondam aos reptos da transição energética.
Ao longo do seu artigo, o Presidente da CCIP fala-nos da aposta que Portugal fez nas energias renováveis e da dependência energética do exterior. Sobre a pesquisa de petróleo ao largo da costa de Aljezur, considera que “a não realização desta sondagem significaria que o país se ia dar ao luxo de ficar na ignorância relativamente a um recurso ainda tão importante para as nossas vidas e com um imenso valor económico”.
Embora defenda “com convicção que este nosso país estude, avalie e explore a possibilidade da existência de petróleo, que nos poderá trazer a capacidade de fazer a transição para uma economia mais limpa”, Bruno Bobone põe como condição que a utilização da riqueza deste recurso seja dirigida, em exclusivo, para duas linhas de investimento: uma para a renovação energética e outra dedicada à investigação e desenvolvimento da economia do mar.

No mês de Maio, entre os dias 13 e 17, a Câmara de Comércio organizou uma Missão Empresarial ao Peru, que contou com a participação de empresas de diferentes sectores de actividade, acompanhadas pelo Director de Relações Internacionais da CCIP, Pedro Magalhães.
Para além dos três dias de reuniões individuais, os empresários que integraram a missão foram recebidos Ministra Conselheira da Embaixada de Portugal em Lima, Dra. Isabel Raimundo, que ofereceu um jantar à delegação portuguesa.
O Peru é hoje um verdadeiro hub regional para a zona Este do Pacífico, dada a sua localização central na costa Oeste da América do Sul. As relações privilegiadas que mantém com países fronteiriços como o Brasil e a Colômbia, primeira e terceira economias sul-americanas, a importância do porto de Callao, o carácter estável e sustentável do crescimento da sua economia, o seu posicionamento como pólo de atracção de investimento estrangeiro e os esforços encetados nos últimos anos para uma melhoria no ambiente de negócios são outros factores que contribuem para a projecção do Peru como centro económico, comercial e de negócios na região sul-americana.
A par destes factores positivos, o sucesso da Missão Empresarial ao Peru revela também as várias oportunidades que este mercado tem para oferecer às empresas portuguesas. Neste sentido a Câmara de Comércio organizará uma nova missão a este mercado em Dezembro deste ano.
Se pretender saber mais informações sobre a nova edição contacte: internacional@ccip.pt

No cumprimento da missão a que se propôs, o InSight desenvolveu um indicador da confiança dos gestores das PME internacionalizadas, a bem de uma compreensão do mood destas entidades e das variáveis que a ele subjazem.
Pretendemos compreender esse mood fazendo confluir os sentimentos dos inquiridos relativamente ao presente que vivem e as suas expectativas face ao futuro que proactivamente tentam construir.

O Mood das PME internacionalizadas apresenta-se globalmente positivo, com 49% dos decisores com mood positivo e 41% com mood neutro.
O mood encontra-se altamente relacionado com o crescimento verificado pelas empresas no passado recente. Não sendo uma surpresa, a maioria das empresas que cresceram no último ano de actividade são também as mais optimistas.

Os sectores mais optimistas são, nomeadamente, o Horeca e os transportes e, em menor grau, os serviços técnicos.
Em comum, todos eles têm como característica estarem expostos à procura internacional, directamente (como no caso do canal Horeca, por via do turismo) ou indirectamente (no caso dos serviços técnicos).
Os sectores mais dependentes de procura interna, como seja a construção, apresentam menores níveis de optimismo.
O mood das empresas é tanto mais optimista quanto maior tende a ser a abrangência geográfica da actividade internacional das empresas inquiridas.
As empresas presentes em mais de 20 mercados externos são mais optimistas [67%]. A abrangência geográfica da sua actividade internacional permite-lhes ter uma menor dependência dos mercados externos onde estão presentes, e desta forma mitigar o risco da sua actividade.
Empresas presentes em apenas 1 mercado externo revelam um mood mais heterógeneo. E, são também, quando comparadas com as restantes, as mais pessimistas [21%].

O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
Aceda à versão completa do estudo aqui
Outras noticias sobre o estudo
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Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, dedicou um artigo à importância das alianças estratégicas para impulsionar o crescimento do tecido empresarial português.
No seu texto, Bruno Bobone refere que Portugal é o 2º país da União Europeia com maior número de PME por cada 100 habitantes. A sua relevância é tal que representam 99,9% do tecido empresarial e dão emprego a 4 em cada 5 trabalhadores.
"Sabemos que as PME são a base do tecido empresarial e também sabemos bem que as grandes empresas contribuem com uma percentagem substancial do PIB de Portugal. Só com uma aliança estreita entre todos os sectores do empresariado português poderemos continuar na vanguarda desta onda de crescimento com que estamos a surpreender a Europa. Devemos unir-nos agora e na CCIP continuaremos a trabalhar, diária e arduamente, para cumprir este objectivo."
O Presidente da CCIP sugere ainda dois modelos de negócio que poderão ser seguidos pelas empresas portuguesas.

Por ocasião da visita oficial a Portugal da Presidente da República de Malta, S.E Marie-Louise Coleiro Preca, - a primeira Visita de Estado de um Presidente maltês a Portugal - a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Embaixada da República de Malta em Lisboa, organizaram no dia 15 de Maio, em colaboração com a Malta Chamber of Commerce Enterprise and Industry e a TRADEMALTA, o Fórum Empresarial Portugal-Malta.
Este Fórum, que contou com a participação de mais de 90 empresários, teve como objectivo dar a conhecer às empresas portuguesas as oportunidades de negócio que o mercado maltês apresenta e fomentar os laços comerciais entre os dois países, através de reuniões bilaterais.
Esta iniciativa contou com intervenções especiais de diversas personalidades, nomeadamente:
- S.E Marie-Louise Coleiro Preca, Presidente da República de Malta
- Carmelo Abela, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comércio
- Christian Cardona, Ministro da Economia, do Investimento e das Pequenas Empresas de Malta
- Aaron Farrugia, Secretário de Estado para os Fundos Europeus de Malta
- Manuel Caldeira Cabral, Ministro da Economia
- Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa
Miguel Fleming de Oliveira, Director da Portugalfruits Lda., associado da CCIP, participou no evento tendo referido que "a presença da Portugalfruits Lda. em eventos promovidos pela CCIP é de uma inesgotável mais-valia em termos de abertura de horizontes e novas oportunidades de negócio, em diferentes mercados-alvo que a nossa empresa veio definindo".

No final do mês de Abril (de 23 a 27), a Câmara de Comércio organizou uma Missão Empresarial à Rússia, que contou com a participação de 6 empresários portugueses, de diferentes sectores de actividade, acompanhados por João Paes Cabral, Director de Assuntos Europeus da CCIP.
Esta Missão teve a duração de três dias, nos quais foram realizadas 40 reuniões individuais que decorreram, na sua maioria, em Moscovo.
Para além das reuniões individuais, os empresários foram recebidos pelo Senhor Embaixador de Portugal em Moscovo, Paulo Vizeu Pinheiro, que ofereceu um jantar à delegação portuguesa, que contou também com a presença da Delegada da AICEP em Moscovo.
Enquanto maior país do mundo, e 12ª economia, a Rússia apresenta um mercado de 147 milhões de consumidores. Apesar da crise financeira, das sanções internacionais e da queda do preço do petróleo, a economia russa começou a recuperar em 2017, fruto em parte do aumento do consumo doméstico. A estabilização da economia deverá também permitir um crescimento continuado do investimento em 2018. A inflação continuará a cair, prevendo-se que ronde os 4,1% este ano, e o índice de preço deverá aumentar, bem como o valor das exportações. No ranking do Banco Mundial “Ease of Doing Business 2018” a Rússia ocupa o 35º lugar, num universo de 190 países.
A par destes factores positivos, o sucesso da Missão Empresarial à Rússia traduz as várias oportunidades que este mercado representa para as empresas portuguesas e que merecem ser exploradas!

A Câmara de Comércio Polónia-Portugal (PPCC), fundada em Março de 2008, em Varsóvia, pelos maiores investidores portugueses na Polónia (Jerónimo Martins, Bank Millennium, Mota-Engil, Simoldes, Colep, Martifer, EDP-R) é uma organização independente, sem fins lucrativos. Actualmente, a PPCC é a 4ª maior Câmara Portuguesa no estrangeiro e a 6ª maior Câmara Bilateral na Polónia.
Ao longo dos anos, a PPCC tem desenvolvido várias iniciativas que visam promover Portugal e o desenvolvimento de contactos B2B entre os dois países e das quais se destacam a Semana Portuguesa “Flavours of Portugal”, este ano na sua 9ª edição; o Grand Tasting of Portuguese Wines, organizado anualmente com a Wines of Portugal, desde 2015; o PPCC Tourism Fair, evento de carácter B2B dedicado à promoção de fluxos turísticos da Polónia para Portugal; além de inúmeros seminários, missões empresariais e eventos de carácter member2member.
Os esforços da PPCC resultaram na atribuição do Prémio Melhor Câmara Portuguesa no Estrangeiro, em 2015, pelo júri composto por representantes da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, do Ministério de Negócios Estrangeiros e da AICEP.
A celebração de 10 aniversário da PPCC, que se realizou no dia 10 de Maio, em Varsóvia, contou com a presença e discursos das seguintes personalidades:
- João Brás Jorge, Presidente da PPCC (abertura)
- Paulo Alexandre Ferreira, Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Ministério de Economia de Portugal
- Andrzej Stanisławek, Senador, Presidente de Grupo Parlamentar Polónia-Portugal
- Jacek Junosza Kisielewski, Embaixador da Polónia em Lisboa;
- João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP

No final do ano passado, a Câmara de Comércio desafiou a MDS Portugal a apoiar o Estudo InSight, uma plataforma de conhecimento que tem como objectivo compreender a realidade das PME internacionalizadas, as suas actividades de internacionalização e as perspectivas de desenvolvimento futuro.
O desafio foi aceite!
Veja agora a entrevista a Mário Vinhas, Deputy Executive Director da MDS Portugal, sobre os motivos que os levaram a patrocinar o estudo InSight.
MV: Na MDS fomentamos o conhecimento e a inovação, procurando estar sempre na primeira linha da informação relevante e actual. Este estudo, que temos o orgulho de ajudar a viabilizar, disponibiliza Insights muito relevantes que nos permitem melhorar o apoio que prestamos às empresas, ajudando-as a enfrentar os desafios que os processos de investimento acarretam, quer passem pela exportação ou internacionalização.
Num mercado cada vez mais global e competitivo, a informação actualizada e detalhada sobre os processos de internacionalização assume um papel crítico. Por isso, é importante compreender a realidade das empresas exportadoras, nomeadamente das PME’s portuguesas.
MV: A MDS é um grupo multinacional que actua na área da corretagem de seguro e resseguro e consultoria de risco. Estamos directamente presentes em 8 países, entre os quais Portugal, Brasil, Espanha e Angola, mas temos interesses em cerca de uma centena, através da nossa participada Brokerslink. Na MDS cedo percebemos as vantagens e a necessidade de internacionalização, do próprio Grupo e das empresas nossas clientes.
Este estudo permite prosseguir esse caminho, constituindo também uma oportunidade de diversificação de serviços e soluções. Conhecendo melhor as características, necessidades, preocupações e mercados de actuação das empresas, poderemos oferecer programas de seguros mais ajustados e optimizados.
MV: Na MDS partilhamos da visão retratada pelo estudo. Durante o período de crise enfrentado pela economia portuguesa, muitas empresas encaravam a internacionalização como uma via para fazer face aos desafios que enfrentavam. Os resultados obtidos e a crescente globalização das economias continuam a incentivar e impulsionar as empresas portuguesas a exportarem. Tenha sido, ou não, uma necessidade, a verdade é que as empresas portuguesas têm qualidade, são competitivas e sabem onde podem fazer a diferença. Por isso, as oportunidades do mercado global devem e podem ser exploradas, hoje e, cada vez mais, no futuro.
MV: Todas as empresas necessitam de definir uma política de gestão de risco que proteja os seus activos e a sustentabilidade da actividade, qualquer que seja a sua dimensão ou âmbito geográfico. O estudo dos vários riscos a que empresa se encontra exposta deverá fazer parte da sua estratégia, antecedendo, por exemplo, a decisão de iniciar um possível processo de investimento, exportação ou internacionalização.
No caso das empresas exportadoras e internacionalizadas, a complexidade da análise é acrescida e deverá ser acautelada uma política transversal a todos os mercados - coerente, centralizada e controlada. No entanto, cada mercado acarreta novos desafios decorrentes de um ambiente económico, social, legal e regulatório e político específico.
As empresas exportadoras enfrentam riscos de fluxo de pagamentos, crédito, cambial, responsabilidade civil com produtos, riscos associados às viagens efetuadas pelos colaboradores, continuidade de negócio, entrega de produtos, cyber risks ou defesa da marca, entre outros. No caso das empresas internacionalizadas, o nível de investimento em ativos pessoais e patrimoniais é maior, acrescendo ao nível de risco que enfrentam a diversidade de fatores e o aumento da exposição face aos mesmos.
Os mercados externos podem apresentar muitas oportunidades de negócio, no entanto, a salvaguarda dos bens das empresas exportadoras e internacionalizadas, assim como da sua reputação, terá de ser assegurada sob pena que ameaçar a continuidade da sua actividade. A consultoria de riscos e a contratação de seguros é fundamental para assegurar o desenvolvimento sustentável do negócio. Consultores como a MDS, com acesso a informação detalhada e actualizada de cada mercado e um vasto know-how, podem ajudar as empresas a minimizar riscos, optimizar estratégias e potenciar rendimentos, através de uma correcta definição da política de gestão de risco.
O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.

De 8 a 10 de Outubro a Invest Lisboa irá participar na Expo Real, uma das principais feiras internacionais de investimento imobiliário, com o stand de Lisboa.
A participação na EXPO REAL é uma grande oportunidade para as empresas promoverem os seus produtos, serviços e projectos a investidores e empresas muito capitalizadas que têm mostrado um interesse cada vez maior em Lisboa, como destino dos seus investimentos, e nas empresas portuguesas, como fornecedores de produtos e serviços do sector imobiliário.
Convidamos empresas e instituições a juntarem-se no stand de Lisboa obtendo, assim, importantes ganhos de visibilidade sob uma marca cada vez mais apelativa a nível internacional e reduzindo os custos e as preocupações com a logística.
A Invest Lisboa, já organizou a participação de mais de 100 empresas em Stands colectivos, em 19 feiras internacionais de imobiliário, incluindo MIPIM 2013, 2015, 2016, 2017 e 2018 e EXPO REAL 2014, 2015, 2016 e 2017.
Contacte Invest Lisboa aqui para receber as condições de participação.

Durante da realização do Estudo InSight quisemos perceber, em detalhe, os requisitos das empresas inquiridas na selecção dos colaboradores que estão, ou poderão vir a estar, alocados à actividade internacional.
De maneira geral, as empresas privilegiam um perfil eminentemente comercial, no entanto, é tanto mais detalhado e completo, quanto mais madura for a actividade da empresa no mercado externo.

O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
Aceda à versão completa do estudo aqui
Outras noticias sobre o estudo
A internacionalização faz parte do ADN das PME Portuguesas
Alavancas que potenciam a internacionalização das PME
Modelos de internacionalização das PME portuguesas

A Câmara de Comércio organizou mais uma Missão Empresarial ao México que contou com o acompanhamento pessoal do Vice-Presidente da CCIP, Paulo Portas, e na qual participaram 16 empresários, representantes de 13 empresas portuguesas de diversos sectores de actividade.
Ao longo dos 5 dias (entre 15 e 20 de Abril) foram realizadas mais de 100 reuniões, agendadas de acordo com os objectivos individuais, previamente definidos pelas empresas, fruto das quais foram assinados 10 non disclosure agreements e 4 pedidos de encomendas – um excelente indicador para uma primeira abordagem ao mercado.
A missão contou também com diversos momentos de networking dos quais se destaca a presença do Embaixador de Portugal no México, Jorge Roza de Oliveira, e um jantar com um empresário português residente no México desde os anos 80. As empresas participantes tiveram também a possibilidade de reunir com as contrapartes mexicanas, representantes do seu sector de actividade.
As empresas participantes nesta missão viram as suas expectativas cumpridas e consideram que tiveram boas reuniões, que lhes trarão negócios no curto prazo. De maneira geral acreditam que têm condições para vingar neste mercado e pensam voltar ao México.
“Os acompanhamentos diários e feedback são importantíssimos para o decorrer do sucesso da missão” – testemunho de um participante

Para aproveitar ao máximo o contexto económico favorável que Portugal enfrenta na actualidade devemos empreender uma série de mudanças importantes, como sociedade e como país. Nesta ocasião gostaria de salientar um vector fundamental que exige profundas transformações: a relação que existe entre sindicatos e confederações patronais, isto é, entre os representantes dos trabalhadores e dos seus empregadores, os empresários.
Hoje em dia, os sindicatos enfrentam um processo de enfraquecimento considerável a nível internacional, expresso na perda sustentada de membros que se tem vindo a registar, nos últimos anos, em todo o mundo. No contexto português, as organizações sindicais procuraram adiar esta perda de capacidade de influência negociando formas totalmente artificiais de reanimar sectores de actividade que lhes permitam sustentar-se.
Por outro lado, as confederações patronais mantêm vivas as suas reivindicações de conter ao máximo possível os custos de produção, em especial face a um sistema fiscal português que não cessa de impor novos encargos, os quais, naturalmente, limitam a capacidade de iniciativa empresarial. Não obstante, na busca deste objectivo, os empresários ainda não conseguiram implementar os mecanismos que lhes permitem gerar a riqueza suficiente para garantir condições salariais – e de vida – dignas aos seus empregados.
As confederações não consideram que a solução para o problema da riqueza dos seus empregados seja da sua responsabilidade, nem os sindicatos entendem que a principal função de qualquer dos seus trabalhadores é a maximização da criação de riqueza por parte da empresa em que trabalham.
A primeira responsabilidade de um líder empresarial é assegurar-se de que a sua equipa está bem preparada e incentivada para o desafio de enfrentar o mercado. A primeira responsabilidade de um trabalhador é assegurar-se de que o seu trabalho é da melhor qualidade e eficácia possíveis para garantir que a sua empresa terá riqueza suficiente para compensar os meios nela investidos, entre os quais se inclui o trabalho.
Até estes dois postulados serem assumidos por estes dois grupos, nós, portugueses, não teremos a capacidade para empreender negócios competitivos e sustentáveis no mundo actual.
E é aqui que entra em jogo a importância do salário, a sua natureza e a sua definição. Ninguém no seu perfeito juízo pode sustentar que o salário mínimo actual em Portugal é adequado. Todos sabemos que nenhum cidadão português pode viver em condições verdadeiramente dignas com apenas 580 euros por mês. E, por isso, defendo há bastante tempo que o importante não é o salário mínimo, mas sim o salário digno. Todos e cada um de nós, trabalhadores e empresários, devemos lutar pelo estabelecimento efectivo de um salário digno.
Ora, para estabelecer um salário digno que seja sustentável é necessário introduzir na equação a condição da produtividade. Para dividir a riqueza realmente existente, de uma forma que seja benéfica, tanto para o trabalhador, como para o empresário, o aumento da produtividade torna-se um factor fundamental. Devemos aumentar ao máximo a produtividade do nosso trabalho para ter a rentabilidade necessária para o crescimento das empresas.
Ao mesmo tempo, é fundamental compreender que temos de distribuir melhor essa riqueza, beneficiando de forma justa o capital e o trabalho para garantir a continuidade das nossas organizações. O prémio por produtividade como um elemento do contrato de trabalho é, neste sentido, uma ferramenta poderosa. Se o trabalhador aumenta a produtividade da empresa, deve ser recompensado por isso, o que melhorará as suas condições materiais e, ao mesmo tempo, ajudará a ter trabalhadores mais motivados para o desenvolvimento das suas tarefas e para se qualificarem.
O aumento da produtividade e a distribuição justa da riqueza gerada através deste aumento constitui assim um círculo virtuoso que acaba por criar uma sociedade melhor: uma sociedade composta por cidadãos que recebem melhores retribuições, uma sociedade mais rica que, consequentemente, tem uma maior capacidade de consumo, o que aumenta o nível de procura interna que acaba por beneficiar os empresários que vendem os seus produtos num mercado nacional dinâmico.
Por isso, a relação entre empresários e trabalhadores, hoje, não pode ser um combate entre dois lados. Os dois lados devem constituir-se enquanto equipa, dois complementos que se devem respeitar e ajudar para, juntos, chegarem mais longe. A definição de um salário digno através de esquemas que considerem os níveis de produtividade pode – e deve – cumprir um papel fundamental nesta equação.
Um número importante de empresas portuguesas já percebeu as potencialidades que esta transformação reveste e, por isso, muitas delas recompensam os seus trabalhadores e têm sistemas de distribuição de prémios em todos os níveis da empresa. Pelo mesmo motivo, mas com sentido inverso, muitos sindicatos continuam a perder capacidade de influência no contexto actual: a proposta combativa que os sindicatos mantêm já não atrai os trabalhadores, que compreenderam as mudanças que se têm vindo a verificar no mundo do trabalho.
O momento actual é o indicado para dar início a esta discussão. Devemos aproveitar a oportunidade de aceitar um salário digno mais elevado, desde que a produtividade seja introduzida como um factor essencial nas relações laborais. Só assim será possível garantir uma distribuição mais justa do rendimento, condições dignas de trabalho para os portugueses e uma relação mais harmoniosa entre as entidades patronais e os sindicatos, que são essenciais na defesa das vantagens dos trabalhadores tanto no que se refere à garantia da sustentabilidade das decisões importantes da organização, como no que respeita à distribuição da riqueza criada pelo aumento da produtividade. Só assim será possível, em suma, garantir uma economia mais próspera e preparada para competir na economia global actual.
Bruno Bobone
Presidente da Câmara de Comércio


Em 2016, foi impressionante constatar que, para mais de 40% das empresas inquiridas, o crescimento da actividade internacional verificado nos 2 exercícios anteriores (2015 e o próprio 2016) havia superado os 10% e que, para mais 19% das inquiridas, esse crescimento havia superado uns impressionantes os 20%.


Este crescimento é, em grande medida alicerçado pela contínua capacidade de somar mercados. Em 2017, cerca de 45% das empresas inquiridas entraram em pelo menos 1 mercado novo, sendo que 20% afirmam ter aberto entre 2 a 5 novos mercados.
Esta investigação confirma o que os indicadores avançados do INE e do Banco de Portugal referem quanto aos níveis de confiança dos empresários em geral e das empresas internacionalizadas /exportadoras em particular: é elevada a confiança e alto o optimismo relativamente às perspectivas de crescimento da actividade internacional das PME para 2018 (semelhante ao que era à entrada de 2017).

Se parte do crescimento observado em 2017 se prendeu com a abertura de novos mercados, também o crescimento perspectivado para 2018, se explica, em grande medida, com o foco destas empresas em continuar a dinâmica expansão para novos mercados.

Naturalmente, os «novos mercados alvo» para 2018 são em tudo idênticos aos «novos mercados» conquistados em 2017, com os Estados Unidos (apesar do seu mood proteccionista) a liderar o ranking.

Por forma a concretizar os objectivos de crescimento a que se propõem, as empresas inquiridas vão continuar a investir na sua internacionalização, em 45% dos casos com esforços idênticos aos de 2017, e com níveis mais elevados para 43% das PME.
O gráfico seguinte permite compreender que o investimento na internacionalização é canalizado para concretizar 3 grandes objectivos: reforçar a posição em mercados em que já se actua (43% dos respondentes); promover a expansão para novos mercados; contratar mais colaboradores para a actividade internacional (% obtidas em pergunta de resposta múltipla).
Os sectores da indústria [49% afirmam que o investimento vai crescer], dos transportes [53%] e do alojamento e restauração [50%] são aqueles em que o propósito de fortalecer investimento é mais marcante, facto que se justifica pela muito positiva tendência que estes 3 sectores têm evidenciado no passado recente.
Com base nos resultados do 1.º inquérito InSight compreendemos que a principal vantagem competitiva que as PME portuguesas exploravam na sua actividade internacional era «a qualidade dos seus produtos e/ou dos serviços prestados» [factor então enunciado por 82% dos respondentes]. Subjacente à criticidade da qualidade da oferta, estava o reconhecimento, de que a qualificação dos recursos humanos [referida por 26%] era decisiva.
Assim se percebem as respostas dadas neste 2.º inquérito à questão: «Quais os aspectos que considera terem de ser melhorados, para potenciar a actividade internacional da sua empresa?». Constata-se um muito relevante esforço na qualificação (e aumento do número) dos recursos humanos afectos à actividade internacional, a par do propósito de aumentar capacidade, defendendo a competitividade!
A receita mantém-se: potenciar a actividade internacional passa por «aumentar a capacidade e operação», sem perder a competitividade de «preço».
O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
Aceda à versão completa do estudo aqui
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A internacionalização faz parte do ADN das PME Portuguesas
Alavancas que potenciam a internacionalização das PME
Modelos de internacionalização das PME portuguesas
Internacionalização: uma realidade diferenciada

Últimos lugares no stand de Lisboa no Salão do Imobiliário e Turismo Português de Paris.
De 18 a 20 de Maio de 2018, a Invest Lisboa irá participar, pelo 7º ano consecutivo, no Salão do Imobiliário e Turismo Português de Paris com um stand sob a marca Lisboa. É uma excelente oportunidade para a sua empresa participar num evento que tem despertado um interesse crescente junto do público francês e da comunidade portuguesa e luso-descendente. A França é, aliás, um dos países que mais investe em imobiliário em Portugal.
São esperados mais de 16.000 visitantes que pretendem conhecer a oferta Imobiliária e Turística assim como apreciar a cultura e a gastronomia nacional.
Para mais informações contacte Diogo Ivo Cruz.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa esteve no Auditório Infante D. Henrique, no Porto de Leixões, no dia 11 de Abril, onde participou no seminário “1 Meeting 2 Export”, um projecto desenvolvido pela Mundo’s – Associação para a Internacionalização de Empresas Portuguesas em Mercados Francófonos.
O seminário foi moderado pelo jornalista Júlio Magalhães e contou com a intervenção de Bruno Mourão Martins, director na CCIP, que expressou a sua satisfação pela criação do projecto “1 Meeting 2 Export”, por considerar que “os processos de internacionalização carecem de um planeamento minucioso, procedimento que falta muitas vezes às empresas portuguesas que se aventuram no estrangeiro, comprometendo os resultados das próprias missões, situação que programas como este ajudam a minimizar, viabilizando as operações”.
Este evento contou também com a presença do ex-Secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, que referiu haver “uma grande necessidade de reforçar o branding de Portugal, de forma a que os mercados reconheçam o potencial do nosso país, pelo que é necessário agir com inteligência económica a vários níveis”.
A associação Mundo’s apresentou as linhas gerais deste projecto, identificando concretamente os procedimentos em que pode apoiar as empresas do sector.

A Câmara de Comércio voltou a Marrocos para mais uma Missão Empresarial, que decorreu entre 9 e 13 de Abril.
Em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa marcou novamente presença em Marrocos, levando consigo empresas portuguesas para três dias de reuniões com potenciais clientes e parceiros de negócio.
Marrocos é um parceiro de longa data de Portugal, que se caracteriza dentro do Magrebe pela sua estabilidade política e económica, rara na região. Essa circunstância permite-lhe, a par das reformas económicas, manter uma economia aberta e dinâmica com países de todo o mundo.
Neste contexto económico, as empresas portuguesas participaram em reuniões B2B, previamente agendadas, de acordo com o seu perfil e com os objectivos e o tipo de contactos por estas pretendidos.

- Textos Anabela Campos
A cumprir o segundo mandato à frente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), Bruno Bobone, não podia estar mais satisfeito. Reanimou a rede das Câmaras de Comércio portuguesas, e conseguiu chegar ao sétimo encontro internacional, realizado em Berlim, com um trunfo: o ambicionado reconhecimento das Câmaras de Comércio no exterior pelo Estado português.
Um selo de credibilidade que era aguardado há cerca de uma década por aquela que gosta de ser reconhecida como a AICEP privada. Frontal, o também presidente do Grupo Pinto Basto é duro nas críticas à EDP, defende o aumento de salários e a descida
de impostos e lamenta a dificuldade de acesso ao crédito e a falta de músculo financeiro da AICEP.
As empresas portuguesas, admite Bruno Bobone, estão com dificuldade de acesso ao crédito e isso está a asfixiá-las. “Os bancos não estão a emprestar dinheiro às empresas. Com isso matamos empresas em situação difícil mas que podiam desenvolver-se caso tivessem acesso a crédito. É uma asneira. A desculpa de que há novas regras para a banca impostas por Bruxelas não colhe. Vamos a Bruxelas discutir várias coisas, porque não discutimos esta questão”, frisa o empresário. “Parece haver a ideia de que Bruxelas pode decidir como irá ser o futuro da banca em Portugal, temos de nos revoltar contra isso. Não há razão nenhuma para que Bruxelas decida quantos bancos irá haver em Portugal e de quem serão”, acrescenta. Bobone admite que fica a impressão de que Bruxelas deu um empurrão para que a propriedade da banca portuguesa fosse espanhola, e isso é negativo. “Será mais difícil uma empresa portuguesa com dificuldades ser apoiada por um banco espanhol do que por um banco português.”

Eu, pessoalmente, e todos nós na CCIP queremos que as nossas empresas estejam cada vez melhor preparadas para cumprir este novo desígnio, com a convicção absoluta de que as exportações nacionais transformaram o perfil da nossa economia e que as empresas exportadoras são um dos motores de desenvolvimento do país.
Neste sentido, num mercado tão globalizado e competitivo como o actual, uma das chaves fundamentais para o êxito é o acesso e a utilização de informação fiável. As empresas devem dispor de ferramentas apropriadas que lhes permitam ter acesso aos dados mais detalhados e precisos possível, assim como aos conhecimentos necessários para empreender e enfrentar um processo tão complexo como é o da internacionalização.
Por este motivo, na CCIP, em conjunto com o E-Monitor de Return on Ideas, e com o apoio da CGD, da MDS e da Yunit Consulting, promovemos a criação do Observatório INSIGHT, uma plataforma de informação e conhecimento que nos permite compreender a realidade das PME exportadoras portuguesas, identificando as principais tendências do mercado actual.
No ano passado apresentámos os primeiros dados, produto do trabalho do Observatório, materializados no Inquérito INSIGHT e, há algumas semanas, tornámos públicos os resultados da segunda edição. Este documento apresenta uma análise pormenorizada das várias dimensões que integram, actualmente, o processo de internacionalização das empresas portuguesas.
E, neste espaço, gostaria de sublinhar uma série de aspectos que, no meu ponto de vista, são extremamente reveladores do estado actual do processo de internacionalização do nosso tecido empresarial:
Todas estas dimensões dão conta da complexidade do processo de internacionalização e da necessidade sistematizar a informação existente. Só assim é possível compreender a realidade das PME internacionalizadas portuguesas, as suas actividades de internacionalização, as suas perspectivas de desenvolvimento futuro e, desta forma, fazer um uso estratégico deste conhecimento.
Bruno Bobone
Presidente | Câmara de Comércio
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A Câmara de Comércio dedicou o mês de Março às mulheres gestoras, no âmbito do dia da mulher, realizando uma campanha nas redes sociais. Esta iniciativa teve como objectivo valorizar o seu papel na sociedade, dar a conhecer o que pensam algumas das gestoras de empresas nossas Associadas sobre este tema e incentivar um ambiente progressivamente mais propício a uma maior equidade de género no panorama dos lugares de topo e no ecossistema das empresas de pequena, média e grande dimensão.
Assim, a CCIP seleccionou um grupo de mulheres que considera serem uma referência, em diversas áreas, e pedimos-lhes que completassem a frase “Ser mulher nos negócios é…”.
6 mulheres aceitaram o nosso desafio e colaboraram nesta campanha:
- Mariana Belmar da Costa | Directora Executiva | NBC Medical
- Rita Oliveira | CEO | Shift Thinkers
- Helena Lencastre | CEO | Multidados.com
- Laura Azevedo | Chief Compliance Officer | Clarke, Modet & Cº Portugal
- Helena Rodrigues | CEO | Allby
- Leonor Sottomayor | Head of Public Affairs | Sonae






A Câmara de Comércio promove anualmente um almoço exclusivo com membros da Direcção e os Associados Corporate – grupo que este ano integra a Brisa, a Camelo, a DHL Express, o EuroBic, a Makro, a MDS e a Sage.
Esta iniciativa é uma oportunidade para, em conjunto com a Direcção da Câmara de Comércio, efectuar um balanço das actividades do ano anterior, apresentar os projectos para 2018 e promover uma reflexão conjunta sobre diferentes eixos de intervenção que possam ir de encontro às expectativas e interesses dos nossos Associados. A promoção da importância da sociedade civil participativa e das empresas como motor da economia nacional doram alguns dos temas abordados.

No 1.º InSight, confrontámo-nos com PME que viam na internacionalização uma das principais alavancas do crescimento da sua actividade.
Contrapondo um tempo de profunda contracção do mercado interno, a internacionalização era o caminho possível para prosseguir um crescimento que é sempre desejado e naturalmente necessário.
Recorde-se algumas das respostas obtidas nesse 1.º inquérito:
Nesta 2ª edição, prevalece a visão de que a internacionalização é o principal caminho de crescimento para as PME internacionalizadas (da amostra).


Se o propósito que está na génese do investimento na internacionalização condiciona as estratégias e o mood das PME internacionalizadas e dos seus gestores, há uma outra variável que em muito explica a forma como se gere e potencia a actividade internacional: o peso que a actividade internacional tem no volume de negócios das empresas.
São, obviamente, marcantes as diferenças de actuação entre, por exemplo, empresas para quem a actividade internacional representa mais de 80% da facturação e outras para as quais esse peso não atinja sequer os 10%.
Esta «evidência óbvia» é aqui salientada conquanto, olhando para os resultados do inquérito, é fundamental perceber que a «média da amostra», esconde uma realidade polarizada. A média de respostas é composta por (i) 25% de respondentes de empresas cuja actividade internacional é core na sua actividade global, representando acima de 80% do seu volume de negócios e (ii) cerca de 37% para quem a actividade internacional se situa abaixo dos 30% do seu volume de negócios.
Aprofundando esta análise, constata-se o importante efeito que a maturidade e/ou a antiguidade dos processos de internacionalização têm na performance das PME inquiridas.
De facto, para as empresas mais expostas a mercados estrangeiros, a internacionalização é um processo incremental, de permanente consolidação, em que, como os resultados do 1.º inquérito deixaram claro, ano após ano, se soma novos mercados, se cristaliza a relação com clientes críticos.
Assim se compreende o teor dos gráficos seguintes, em que nos confrontamos com o facto de:

Em linha com a tese proposta de que há uma evidente correlação entre a antiguidade do processo de internacionalização e o número de mercados em que as empresas estão presentes (e entre estas duas variáveis e o contributo da internacionalização para o volume de negócios das PME), podemos destacar os resultados do gráfico infra.
Nele se constata que PME presentes em mais de 5 mercados internacionais revelam uma actividade internacional naturalmente mais expressiva no seu volume de negócios – registe-se que para 41% das empresas presentes entre 10 e 20 mercados o peso da actividade internacional no volume de negócios é superior a 80%.

Em síntese, à medida que o estágio de internacionalização das empresas evolui, o peso desta actividade passa a ser, naturalmente, mais representativo no seu volume de negócios total e, como veremos na próxima edição da newsletter CCIP, garante de resultados positivos.
O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
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Outras noticias sobre o estudo
A internacionalização faz parte do ADN das PME Portuguesas

A VII reunião anual das Câmaras de Comércio em Berlim foi palco da entrega dos Prémios Câmara de Comércio. A entrega ficou a cargo de Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado para a Internacionalização, e Bruno Bobone, Presidente da CCIP.
Os vencedores desta edição foram:
Prémio Câmara de Comércio Portuguesa do Ano
Câmara de Comércio Indústria e Serviços de Portugal em Marrocos
Recebido por José Maria Teixeira | Presidente
Prémio Revelação
Associação de Jovens Empresários Portugal-China
Recebido por Carolina Guedes | Directora Executiva
Distinção pela nova designação e co-organização da VII reunião
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha
Recebido por Rogério Pires | Presidente
Menções Honrosas
Camara Brasil-Portugal | Ceará
Câmara Portuguesa de Minas Gerais
Câmara de Comércio Polónia-Portugal
Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil | São Paulo
Câmara de Comércio Indústria e Turismo Portugal-Republica Dominicana
Focado no reforço da notoriedade e da relevância, em Portugal e no estrangeiro, das Câmaras de Comércio Portuguesas, este encontro teve como tema principal o decreto de lei 154/2017 que prevê a alteração do regime jurídico das Câmaras de Comércio e Indústria e o seu respectivo reconhecimento.
A reunião teve lugar nos dias 21 e 22 de Março e contou com a participação de representantes de 20 Câmaras de Comércio Portuguesas no estrangeiro. A Câmara de Comércio estará representada por Bruno Bobone, Miguel Horta e Costa e Paulo Portas, presidente e vice-presidentes, respectivamente. O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias e o Embaixador de Portugal em Berlim, João Mira Gomes, também marcaram presença no jantar de encerramento do dia 21.


Os Prémios Europeus de Promoção Empresarial (European Enterprise Promotion Awards – EEPA) são uma iniciativa da Comissão Europeia alinhada com as prioridades da estratégia Europa 2020, que tem como objectivo potenciar a divulgação de actividades reconhecidas como boas práticas no âmbito da promoção da iniciativa empresarial na Europa.
Com base num concurso lançado anualmente, são identificados em várias áreas os melhores projectos pela especificidade do seu contributo no desenvolvimento económico e do emprego das regiões.
Os Prémios Europeus de Promoção Empresarial pretendem contribuir para:
Portugal encontra-se no conjunto dos países que detêm, até ao momento, mais galardões atribuídos pela Comissão Europeia, sinal do dinamismo e do investimento que o país, as regiões, e as cidades estão a fazer em prol do desenvolvimento do ecossistema empreendedor nacional.

Os resultados de 2017 do estudo InSight confirmam, naturalmente, que a «exportação», em diferentes derivadas, continua a ser o modelo de internacionalização prevalecente utilizado pelas PME portuguesas. De facto, na amostra, menos de 15% têm presença física em mercados internacionais e só 1% têm, nesses mercados, capacidade produtiva.
A ideia da prevalência do que, na 1.ª incursão, designámos de «modelo único», não poderia, evidentemente, ser recriada em apenas um ano! Internacionalização para as PME é quase exclusivamente sinónimo de exportações.

Num contexto de quase «modelo único» verificam-se, ainda assim, interessantes diferenças na forma como empresas de distintos sectores prosseguem as suas estratégias de internacionalização. São estruturais as diferenças entre empresas industriais, de produto, e empresas prestadoras de serviços.
Em linha com os resultados de 2016, confirma-se a «necessidade» que as empresas de prestação de serviços internacionalizadas (sejam elas, consultoras, empresas de engenharia ou as de assessoria jurídica) têm de assegurar «presença física» nos mercados de destino como forma de garantir a venda e a entrega de bens não transaccionáveis.

Assim se compreende o facto de ser no sector dos serviços que se observa uma maior diversidade de modelos de internacionalização: 25% dos casos referem o estabelecimento de joint-ventures com parceiros locais; 19% enunciam a abertura de sucursais e/ou filiais; 10% afirmam ter escritórios de representação nos mercados de destino.
No extremo oposto do espectro, pela natureza da sua actividade, a indústria é o sector em que uma maior proporção das empresas afirma exportar directamente para os seus clientes internacionais.
Refira-se como nota importante, o facto de que, no sector agrícola, cujas exportações têm crescido de forma muito expressiva no passado recente, há um imenso peso de empresas que afirmam ser «exportadoras ocasionais», aparentemente ainda não tendo abordagens sistemáticas a esta dimensão do seu negócio.
O estudo InSight foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
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Outras noticias sobre o estudo

A Assembleia Geral ordinária dos Sócios da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa vai realizar-se no dia 28 de Março, pelas 14h30.
Ordem de Trabalhos
1. Análise, discussão e votação do Relatório Anual de Actividades da Instituição, Balanço e Contas, relativos ao exercício de 2017, bem como do Parecer do Conselho Fiscal;
2. Discussão da proposta de alteração do Artigo 16º dos Estatutos.
O Relatório e Contas da Direcção e o Parecer do Conselho Fiscal encontram-se à disposição dos Associados, na sede da Instituição, sendo remetidos pelo correio quando solicitado.
Os Associados que não possam comparecer, poderão fazer-se representar pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, preenchendo esta minuta e enviando a mesma para o e-mail: gabinete.associado@ccip.pt.

Focado no reforço da notoriedade e da relevância, em Portugal e no estrangeiro, das Câmaras de Comércio Portuguesas, este encontro é uma iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa em co-organização com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa na Alemanha, liderada por Rogério Pires.
A reunião terá lugar nos dias 21 e 22 de Março e conta com a participação de representantes de 20 Câmaras de Comércio Portuguesas no estrangeiro. A Câmara de Comércio estará representada por Bruno Bobone, Miguel Horta e Costa e Paulo Portas, presidente e vice-presidentes, respectivamente. O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias e o Embaixador de Portugal em Berlim, João Mira Gomes, marcarão também presença no jantar de encerramento do dia 21.
O primeiro dia será dedicado a reuniões internas de balanço das actividades das Câmaras de Comércio Portuguesas neste último ano, bem como às estratégias a adoptar em 2018. Será também abordada a actual situação político-económica mundial e as suas implicações para o comércio internacional, no geral, e para as Câmaras de Comércio Portuguesas, em particular, entre outros temas relevantes. Em cima da mesa, estará também o novo regime jurídico que possibilita, agora, o reconhecimento oficial das Câmaras de Comércio Portuguesas no estrangeiro.
Para o segundo dia, está agendada uma visita ao Parlamento Alemão.
A reunião será, ainda, palco da entrega do Prémio Câmara de Comércio Portuguesa 2017 e do Prémio Câmara de Comércio Portuguesa Revelação 2017. O objectivo do primeiro dos prémios citados é valorizar anualmente a Câmara de Comércio Portuguesa que se tenha distinguido pelos resultados obtidos no apoio à internacionalização das empresas portuguesas, na captação de investimento estrangeiro e na promoção da imagem de Portugal durante o ano anterior. Já o segundo, pretende reconhecer a Câmara de Comércio Portuguesa com menos de 5 anos de integração na Rede que mais se tenha destacado no mesmo papel.

As exportações de Portugal para a Rússia, aumentaram em 2017 cerca de 23%, enquanto as importações cresceram 30%, ambos em comparação a 2016, refere o Jornal de Negócios.
Enquanto maior país do mundo, e 12ª Economia, a Rússia apresenta um mercado de 147 milhões de consumidores. A par da sua dimensão, é o 1º produtor mundial de petróleo, o 2º de gás natural, e o 5º de energia eléctrica, sendo ainda um dos principais exportadores de metais, como o aço e o alumínio primário.
Pela sua posição geoestratégica, extensão territorial, pela vasta riqueza em recursos naturais, principalmente energéticos, pelo desempenho económico das últimas décadas e pela dimensão do seu mercado, a Rússia tem-se tornado um alvo de interesse crescente para investidores internacionais. Em clara recuperação face à realidade dos anos 90, é hoje inegável a importância que a economia russa revela na economia e comércio mundiais e na atracção de fluxos de investimento.
- É a sexta maior economia do mundo
- Espera crescer até 4,3 triliões USD em 2019
- Tem o PIB per capita mais alto entre os países de BRICS
- No que diz respeito à exportação de produtos portugueses para a Rússia, os sectores que mais se destacaram, em 2017, foram: têxteis e sapatos, equipamentos e transportes, indústria quimica, alimentar e agricultura, madeira e metais.
* fonte: Optimistic
Conheça o caso real da F.Lima, apresentado na primeira pessoa durante o Zoom In: Rússia, um evento promovido pela CCIP.
Se procura um parceiro para alavancar a sua internacionalização para a Rússia, conte com a Câmara de Comércio e integre a Missão Empresarial a este mercado, que se realiza de 23 a 27 de Abril. Veja aqui o programa

A 2ª edição do estudo InSight permitiu-nos compreender que a dinâmica de crescimento que as PME registaram no âmbito da sua actividade internacional é estruturalmente alavancada por um conjunto de ferramentas e factores que tornam a internacionalização, mais fácil, menos onerosa e com riscos passíveis de ser geridos.
Este estudo foi realizado pela Câmara de Comércio em colaboração com o E-Monitor e conta com o patrocínio da CGD, MDS e Yunit Consulting. O segundo inquérito anual do InSight foi executado entre 24 de Outubro e 25 de Novembro de 2017, tendo sido respondido por 761 empresas, das quais 598 internacionalizadas/exportadoras.
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Outras noticias sobre o estudo
A internacionalização faz parte do ADN das PME Portuguesas

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa esteve na Trofa (no passado dia 20 de Fevereiro), onde participou no seminário com o tema “Internacionalização e acesso a mercados externos”, organizado pela Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA). Neste evento foram abordados aspectos relevantes para as empresas que pretendem iniciar as suas exportações ou reforçar a presença em mercados externos.
A selecção dos mercados, as motivações das empresas, os recursos e as barreiras existentes e os documentos de apoio à exportação foram alguns dos temas apresentados nesta sessão de trabalho.
Promovido pela AEBA e inserido num projecto para a região do Baixo Ave de Iniciação às exportações por Micro e PME e capacitação interna e externa às empresas, este seminário contou com do testemunho de duas empresas de sucesso da região: LITEL e TSF.

A Câmara de Comércio disponibiliza um novo meio para promover os seus produtos, serviços e eventos, contactando de forma directa com uma vasta rede de empresas.
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A nona semana portuguesa "Flavours of Portugal" 2018 decorrerá em Varsóvia, de 21 a 26 de Maio.
Este evento anual é organizado pela Câmara de Comércio Polónia-Portugal (PPCC), sendo já considerado o maior evento de promoção da cultura e produtos portugueses na Polónia e Europa de Leste, organizado com o apoio da Embaixada de Portugal em Varsóvia e da AICEP Varsóvia.
Todos os anos o “Flavours of Portugal” é visitado pelos principais importadores e distribuidores polacos do sector de Food&Beverage, bem como pelos principais parceiros de negócios dos patrocinadores oficiais e pelos mais altos dignatários de vários países com presença diplomática na Polónia.
Assista ao vídeo da "Flavours of Portugal 2015" e obtenha mais informações aqui.