
O Observatório Insight chega à sua quarta edição. Desde 2016 que esta é uma plataforma de grande importância para responder à necessidade de maior conhecimento sobre a internacionalização das PME portuguesas. Desde o início que o principal objetivo é compreender as dinâmicas de internacionalização, os níveis de confiança e as perspetivas de desenvolvimento futuro. Tudo isto para que possamos apoiar as nossas PME no futuro, olhando para o que se tem feito até aqui.
Não é de estranhar, portanto, que o sentimento das empresas internacionalizadas se tenha alterado tanto quando comparado com o início do ano. É isso que nos demonstra a comparação com um inquérito realizado em fevereiro de 2020, onde 90% das empresas internacionalizadas afirmaram que este ano seria positivo ou muito positivo. Oito meses depois, em outubro, 47% das empresas inquiridas previam quebras superiores a 10%, quando no início do ano apenas 2% estimavam quebras na atividade internacional.
Este dado apenas demonstra a profunda alteração de cenário que a pandemia provocou. Mas é imperativo destacar um facto extraordinário que este Insight demonstra: apesar das enormes incertezas em relação ao futuro, continua a existir otimismo e, acima de tudo, uma enorme resiliência.
As empresas estão dispostas a enfrentar os desafios que se avizinham para construir um futuro sustentável e estável. Têm também consciência dos obstáculos e da mudança de paradigma. Mas sozinhas, pouco ou nada poderão alcançar. O que este Insight demonstra é que todo o ecossistema económico deve remar para o mesmo lado, apoiando todos que dele fazem parte. A CCIP aqui estará para o fazer, apoiando as nossas empresas para que possam atravessar esta tempestade.
Autor: Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa
Veja o vídeo de Bruno Bobone onde explica a importância do Insight.


Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Ao longo dos últimos anos o Papa Francisco tem-se referido à atividade económica como uma nobre vocação. E é nobre porque é capaz de criar riqueza, de criar emprego e de contribuir para o desenvolvimento económico das sociedades.
São os empresários que receberam essa vocação quem tem a responsabilidade de a pôr em prática e de conseguir cumprir as expectativas de desenvolvimento de uma comunidade.
A vocação não é em si mesma um mérito de quem a recebe. É um dom e como tal não é conquistado. O mérito total do empresário que arriscou é a aplicação prática dessa vocação, através do trabalho e do risco assumido em cada investimento.
É esse ato responsável de pôr a render os seus talentos que lhe atribui a nobreza da sua circunstância. É aí que o empresário se pode assumir como detentor de uma vocação nobre.
Ser nobre é sempre sinónimo de qualidades especiais. Representa alguém que se distingue dos seus pares por possuir capacidades diferentes da maioria e que lhe permite acesso a responsabilidades na direção de uma comunidade.
Mas ser nobre é ter a responsabilidade de entregar os resultados dessa nobreza, das suas capacidades diferentes e das suas competências superiores. É ter como missão contribuir para que aqueles que dirige sejam tratados com humanidade e que tenham uma vida digna e um desenvolvimento constante.
Ora, nas empresas, a vocação nobre tem obrigação de ser aplicada naquilo que é o seu objetivo: criar riqueza. Mas tem de criar riqueza de forma que não ponha em causa a dignidade da pessoa humana nem a sociedade em que se insere ou a natureza que a rodeia. Tem de criar riqueza com respeito.
Mas tem também de ter em atenção qual será o destino dessa riqueza e a vocação nobre do empresário. Isso implica que a riqueza criada se destine a cuidar daqueles que colaboraram para criação dessa mesma riqueza, de uma forma justa e digna.
Estamos a viver a Semana Santa, na preparação da Páscoa, um tempo de meditação e de preparação e arrependimento. Em Portugal, país em que 80% da população se considera católica, seria um bom momento para que empresários e dirigentes da sociedade utilizassem este tempo para compreender o que temos de fazer para conseguir criar bom trabalho, bons produtos e boa riqueza no dia-a-dia das empresas.
Mas também para compreender como podemos assegurar que essa boa riqueza criada pelas empresas seja distribuída de forma a tornar a vida de todos mais digna e condigna com a convicção que, como católicos, devemos ter da função de cada um de nós no mundo e que é de amar o próximo como a si mesmo.
Gostaria de desafiar todos os portugueses, católicos e não católicos, empresários e trabalhadores, ricos e pobres, a aproveitar este tempo de reflexão - para uns motivado pela vivência da Quaresma e para outros resultante da violência do confinamento - para nos darmos conta de tudo o que foi falado neste ano de pandemia sobre a solidariedade e sobre a heroicidade de ajudar os que mais necessitam, para que possamos, em conjunto, mudar a estrutura da nossa sociedade deixando de estar divididos e passando a estar solidários, garantindo que partilhamos de uma forma mais justa e que nos unimos verdadeiramente para produzir maior riqueza e para termos mais para distribuir.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Na reunião da concertação social da passada semana, Francisco Assis tentou santificar-se salvando o mundo das injustiças e das desigualdades.
Apresentou um documento com o título: "Manual de linguagem neutra".
É a entronização do politicamente correto em que tudo se pretende e não se pretende nada.
Como se alguma coisa mudasse por se mudar os termos que se utilizam para os definir e como se alguém deixasse de estar marginalizado ou maltratado por lhe mudarem o nome ou o adjetivo.
A mudança que se procura, e que é essencial, é uma mudança cultural de verdadeiro respeito e de atenção a cada um. Uma cultura integradora e inclusiva que veja em cada um as suas virtudes e que as estimule e valorize.
Mas, claro, isto dá muito trabalho.
É preciso educar, cuidar, responsabilizar, solidarizar e acima de tudo tolerar e confiar. Tudo o contrário daquilo que defendem os atuais donos da nova verdade, que querem criar uma sociedade permissiva baseada no facilitismo, na desunião, no egoísmo e na desconfiança.
Assim, para que se pretenda que se faz de facto um trabalho no que respeita à integração e ao respeito por todos os membros da nossa sociedade, sem esse esforço que lhe é essencial, a alternativa simplista que nos é apresentada é a de criar um manual de comportamento, neste caso linguístico e, a partir deste, uma censura baseada na denúncia, para que se encontrem culpados e descansem as consciências sem que verdadeiramente nada tenha mudado.
Já assistimos muitas vezes a este tipo de caminho de fingimento que cria um embrulho para mudar o conteúdo. Passou-se exatamente a mesma coisa com a tentativa de criar transparência no setor económico.
Criaram-se uns quantos códigos, inventaram-se novas palavras, esqueceu-se a educação e acabámos cheios de governança nas empresas - e com bancos falidos por falta de respeito pelas normas básicas da confiança. Carregados de códigos de ética, mas sem qualquer pejo em roubar todos os acionistas e depositantes.
Não é por definir uma pessoa pela cor, pela raça ou por qualquer outra característica que se desrespeita um qualquer membro da sociedade em que vivemos. Todos eles se orgulham da sua raça e essa não será nunca a sua vergonha. É na educação, no respeito pelos outros e no amor ao próximo que poderemos ir buscar as bases de uma sociedade justa, inclusiva e respeitadora de cada um.
Dizer que alguém é de raça cigana ou de etnia cigana é exatamente a mesma coisa e não melhora em nada o respeito por um ser humano. Aquilo que melhora é saber que essa pessoa é uma pessoa e como tal merece todo o meu respeito, e isso não muda com o nome, mas sim com a educação.
Por essa lógica, acabarão por criar "etnistas" em vez de racistas, o que também resultará exatamente no mesmo desrespeito social.
Fica ainda também a incompetência do proposto no manual que quer transformar "gestores" em "população em cargos de gestão". Não se compreende se, por passar uma palavra masculina a uma frase feminina, passará a ser mais inclusiva. Porque não advogam antes uma "germanização" do português, criando o género neutro, ou a "britanização"da nossa língua, tratando tudo como neutro.
Ah, claro, isso daria imenso trabalho...
Do que estou certíssimo é de que há racismo nos países que falam inglês e há também desigualdade em muitos desses países em que a língua nada ajudou!
O tempo que passamos a mudar os nomes às coisas é exatamente o tempo que não dedicamos a tratar dessas mesmas coisas.

A CCIP continua a estar ao lado de todas as empresas que pretendem exportar ou expandir os seus negócios para economias em franco crescimento. Em Março de 2021, foi a vez de as levar ao Panamá e Costa Rica (de 22 a 29 de Março).
O Panamá é o segundo país da América Latina com a maior taxa de crescimento do PIB projetada para 2021, traduzindo-se num ambiente em que os investimentos públicos são altos e o investimento privado continua forte.
Já a Costa Rica teve um crescimento económico estável nos últimos 25 anos, resultado de uma estratégia de crescimento voltada para o exterior, atraindo o investimento estrangeiro e o comércio internacional.
Os dois mercados estão estragicamente localizados, o que permite um claro destaque das empresas portuguesas que exportem os seus produtos ou serviços para estas geografias.

A pandemia, com todas as suas regras e restrições, veio mostrar às organizações, grandes e pequenas, a necessidade absoluta de adotar novas formas de relacionamento com clientes e empregados não por uma questão de diferenciação, mas sim por pura necessidade de manutenção da sua atividade.
Quer tenha sido a força de trabalho que num único dia se tornou remota, ou os clientes que deixaram de poder utilizar os tradicionais canais de relacionamento com a organização, em qualquer caso o digital foi a saída, para qualquer destas abordagens.
No entanto, grandes e pequenas organizações têm perante si desafios distintos. Enquanto uma grande empresa tem acesso a recursos para poder reunir-se das melhores condições para definir e executar a sua estratégia, as PME têm normalmente maiores restrições orçamentais e de recursos, apesar de terem uma maior flexibilidade. Esta ausência de recursos obriga as PME a serem muito mais precisas nos seus objetivos e flexíveis ao executar a mudança.
Uma transformação digital é uma estratégia essencialmente centrada na excelência operacional da organização e nas experiências que esta proporciona a clientes e colaboradores sempre que estes com ela interagem. Para alcançar estes objetivos a organização recorre à utilização de tecnologia, à recolha e exploração intensiva dos dados, e ao redesenho dos processos. Estes três fatores, combinados em novas configurações permitem à organização definir o programa de mudança capaz de levar a organização a transitar do seu estado atual para níveis superiores de funcionamento.
Desenhar um programa de mudança não é, no entanto, tarefa simples. É absolutamente necessário criar uma equipa que reúna um elevado conhecimento de tecnologia e de exploração analítica de dados e que, conhecendo igualmente o negócio, seja capaz de entender as melhores oportunidades combinar estes fatores de forma a transformar o negócio. As PME raramente possuem na sua estrutura todos estes elementos, forçando-as à escolha criteriosa de serviços especializados que a possam apoiar, na realização dessa transformação.
O programa de transformação e mudança de uma PME deve centrar-se nos seguintes esforços:
Transversal a todos estes aspetos, a adoção de políticas de tomada de decisão conduzidas pela análise continuada dos dados permite que a organização seja capaz de identificar novas oportunidades de melhorar a sua eficiência, melhor compreender os hábitos e anseios dos seus clientes e de melhor apetrechar os seus colaboradores.
Mas o programa de transformação é apenas isso, um programa. Mais do que o definir é fundamental executá-lo, e é aqui que reside o risco de alguma coisa correr mal.
As PME têm uma vantagem importante quando se trata da capacidade de uma organização executar a mudança, fruto da sua pequena ou média dimensão, estas organizações são mais ágeis comparativamente com as grandes organizações, e têm igualmente maior facilidade em desenvolver ligações sólidas com os seus clientes e colaboradores.
De pouco servirá ter a melhor estratégia se a organização não for capaz de partilhar a cultura necessária para a concretizar. Se os seus colaboradores não abraçarem a visão da empresa terão pouco entusiasmo na execução do plano e a estratégia terá fracas hipóteses de ser bem-sucedida.
Torna-se assim, o fator crucial para executar a mudança, conseguir reunir a equipa certa de tecnologia, dados e processos capaz de trabalhar em conjunto, enquadrada por um líder forte capaz de trazer a mudança, alguém que seja capaz de não deixar que “a estratégia seja comida pela cultura ao pequeno-almoço” (Peter Drucker).
Autor: Luís Teodoro, Administrador na SoftFinança
A Softfinança apoia a 2ª edição Pós-Graduação - Gestão Aplicada para Gestores de PME

O Observatório Insight, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) em colaboração com o E-Monitor, apresenta a sua quarta edição, disponibilizada gratuitamente.
Desde a sua génese, em 2016, que o Insight pretende assumir-se como uma plataforma de conhecimento para compreender a realidade das PME internacionalizadas, as suas atividades de internacionalização e as perspetivas de desenvolvimento futuro.
" Esta é, provavelmente, a edição mais importante até ao momento porque estamos a viver uma fase crítica que veio alterar completamente a realidade das empresas."
Bruno Bobone, Presidente da CCIP
Num inquérito realizado em fevereiro de 2020 (cujos resultados nunca chegaram a ser apresentados), pouco antes do pico da pandemia na europa, o InSight confrontou-se com 90% das empresas internacionalizadas inquiridas a afirmarem que 2020 seria um ano positivo, ou muito positivo, ainda que desafiante face à crescente competitividade dos mercados internacionais.
Em outubro, os resultados ilustram uma realidade totalmente distinta, passando-se de apenas 2% dos inquiridos a preverem uma quebra de atividade internacional, para 47% a anteciparem quebras em 2020 superiores a 10%. A realidade mudou de forma inequívoca e, com ela, mudaram as perspetivas de futuro!
O regresso a níveis de atividade 2019 demorará a concretizar-se e será um processo exigente. Se é verdade que a maioria das empresas (54%) projetam a recuperação total da atividade para 2021 ou 2022, importa ter em linha de vista o facto de que, para mais de 20%, a expectativa é a de que recuperação demore mais de 3 anos a concretizar-se (perspetivas que refletem a realidade de uma “Economia dos 90%” que muitos especialistas têm vindo a descrever).
Aceda gratuitamente ao estudo Insight
O futuro está a começar a ser construído com um otimismo ainda prevalecente! Da nossa parte fica a garantia que continuaremos a acompanhar a história e a apoiar as empresas neste caminho.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Depois de um ano de combate contra um inimigo comum em que assistimos e aplaudimos a dedicação e o espírito de entreajuda dos portugueses - e muito especialmente os médicos - colocando o bem dos outros acima dos interesses individuais, vale a pena analisar as decisões tomadas por alguns dos nossos governantes que chocam com aquele espírito.
Num momento em que estamos a fazer frente a um perigo exterior à comunidade e que ameaça toda uma população por igual, seria expectável uma posição de união e atitudes que reforçassem as nossas forças e nos permitissem assegurar a máxima eficácia.
Daí que me tenha espantado a atitude da ministra da Saúde que, desde março de 2020, nunca perdeu uma oportunidade para ostracizar os grupos hospitalares privados, de estabelecer claras diferenças de tratamento e, claro, sempre tentando justificar as suas atitudes atrás de pretensas incapacidades.
Hoje, em face da enorme exigência de meios que requereu a pandemia e em face da óbvia necessidade de contar com todos, dando o dito por não dito, acabou por reconhecer a excelente ajuda que aqueles operadores trouxeram ao trabalho de cuidar de todos os portugueses que não mereciam aquela discriminação.
Mas esta foi apenas a primeira das atitudes que vieram a ser tomadas no sentido da divisão entre portugueses.
A segunda foi a determinação de que apenas seriam sujeitos a vacinação prioritária os médicos ao serviço de hospitais públicos, em detrimento dos que trabalham em hospitais de gestão privada. Tal era a discriminação que, em pouco tempo, se solucionou o problema.
Depois foram as escolas. Fomos informados de que, no início do segundo confinamento, as escolas privadas estavam proibidas de oferecer aulas por meios digitais. O governo atuou em nome da igualdade, que sempre trouxe pobreza, porque na sua cabeça marxista o que conta é nivelar por baixo. Felizmente reverteu perante a pressão.
Mais recentemente, assistimos à fobia a privados no setor da aviação, num jogo impercetível comandado pelo número um ideológico do governo, o ministro que ninguém controla e que tudo pode.
Em todos estes casos, forçado pela opinião pública, veio o primeiro-ministro desdizer os seus ministros e alterar as decisões por eles tomadas, ainda que nunca a tempo de serem verdadeiramente inócuas.
Mas há um caso em que isso ainda não aconteceu: a absurda diferença de tratamento entre funcionários públicos e privados. Num momento em que o Estado teve de assumir a responsabilidade de solucionar o apoio a todos quantos sofreram de falta de trabalho resultante da pandemia, as pessoas afetadas sofreram uma redução significativa do seu rendimento e muitas receberam cerca de 60% do seu salário. No caso da função pública, ninguém perdeu rendimento e nem sequer foi afetado pela eliminação do subsídio de almoço.
Todos sabemos que gerir uma crise desta dimensão implica decisões muito corajosas e muitas vezes incompreendidas, mas decidir tratar com diferença e promover decisões ideológicas num momento de enorme dificuldade parece-me grave e injusto.
Para além de injusto, é destrutivo para a sociedade em que vivemos. Demonstra ainda a incompetência para o lugar dos governantes que promoveram aquelas medidas, por razão obscura e de interesse próprio.
É responsabilidade do governo garantir a sobrevivência de todos os portugueses. Compete-lhe tudo fazer para que todos sejam tratados igualmente e não aproveitar uma crise para fazer política, promovendo a divisão em vez da união e agravando o sofrimento das pessoas. Isto não é governar.
Nos termos estatutários, designadamente ao abrigo do artigo 23º, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa convocou os seus Sócios para a Assembleia Geral, a ter lugar no próximo dia 26 de março de 2021, pelas 15:00 horas. A mesma será realizada exclusivamente através de meios telemáticos.
Ordem de trabalhos
1 – Análise e discussão do Relatório Anual de Atividades da Instituição, Balanço e Contas, bem como do Parecer do Conselho Fiscal relativos ao exercício de 2020 e deliberar sobre os dois primeiros;
2 – Análise e discussão da proposta de aplicação de resultados;
3 – Deliberar mandatar a Direção para aquisição de um ou mais imóveis pelo preço, termos e condições que entender convenientes e no melhor interesse da Associação, nos termos previstos e permitidos pela alínea f) do artigo 20º dos Estatutos.
O Relatório e Contas da Direção e o Parecer do Conselho Fiscal encontram-se à disposição dos Associados.
Para mais informações poderá contactar o gabinete.associado@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estamos há quase 60 dias fechados em casa. Muitos dirão que o confinamento foi indispensável pois sem isso não se teria contrariado a fatalidade da pandemia.
Outros dirão que não era preciso fazer tanto, pois existem exemplos em que menores rigores tiveram iguais efeitos.
O que eu sei é que com menos de 60 anos apenas morreram 640 pessoas. Que a maioria das pessoas que acederam aos cuidados intensivos tinham mais de 60 anos. Que os novos desempregados são praticamente todos de idade inferior a 60 anos. Que a economia poderia ter funcionado abertamente com todos aqueles que, com menos de 60 anos, arriscando ser infectados com o vírus, mas sem consequências letais, teriam mantido o mundo numa actividade razoável e sem se expor a uma situação de pobreza dramática que iremos enfrentar.
É muito difícil tomar decisões em face de uma situação nova e desconhecida, quando ainda não se sabe como se vai desenvolver. Mais difícil ainda quando em resultado dessas decisões podem ocorrer mortes.
E é praticamente impossível nestas circunstâncias decidir contra tudo aquilo que o mundo inteiro parece acreditar.
É por isto que estamos em confinamento e estamos tão tranquilos. Contudo, penso que aquilo que aprendemos das experiências passadas devia ter-nos colocado noutro caminho, mais inteligente e, ainda que prudente, menos nefasto para a população.
Nisto, penso que falharam as nossas elites, uma vez que quase todos têm sido mais ou menos coniventes com as decisões tomadas.
Na realidade, a primeira abordagem dos serviços públicos sobre a pandemia foi despreocupada e ligeira - como tendem a ser quase todas as opiniões daqueles que nos lideram. Que a doença não iria chegar a Portugal, que não seria tão contagiosa e que as máscaras seriam até negativas para a contenção da doença são três exemplos da irresponsabilidade de quem nos dirige.
Estas três afirmações são inúteis, não têm sentido, num momento em que nada se conhece, e desmobilizam a prudência dos cidadãos face a um potencial perigo.
Depois confinámos uma primeira vez a totalidade do país. Já nessa altura se podia concluir que esta pandemia era extremamente contagiosa, mas que efectivamente apenas era letal para as pessoas mais idosas e para os que tivessem outras determinadas doenças.
Aceita-se a primeira decisão ainda que se devesse já nesse momento preparar as condições para que se protegessem aqueles que seriam os principais prejudicados pela doença e que seriam também os principais responsáveis pelas dificuldades do SNS, ao ocuparem em grande número as camas de cuidados intensivos.
Hoje, ao fim de mais um confinamento total, e quando começamos a verificar os resultados das medidas tomadas, através do número de desempregados que apenas começou a subir e do aumento do número das famílias que necessitam de apoio para a sua sobrevivência, percebemos que teria valido a pena apostar noutro caminho.
Fugir do politicamente correcto em que não se quis assumir que a idade era verdadeiramente um factor de letalidade, que se justificava confinar uma parte da população, obrigando os restantes a cumprir normas de protecção exigentes para viverem um dia-a-dia normal que lhes permitisse continuar a trabalhar e viver, seria a solução que menos prejudicaria a vida de muitos que serão os que pagarão os custos das decisões tomadas.
Para manterem a sua imagem perante aqueles que teriam de ser confinados para objectivamente ultrapassar os perigos desta doença, optaram os nossos dirigentes por fechar toda a economia. Em vez de sofrerem uns quantos por uma falta de liberdade destinada a protegê-los deste mal, vão pagar muitas famílias com uma vida de pobreza por terem perdido tudo o que tinham durante este período em que não quisemos viver.
Assim como nas vésperas da Segunda Guerra, as decisões foram tomadas por medo de se assumir uma posição de força face a um mal que acabaria por destruir a Europa. Desta vez, o mal também beneficiou do medo de afectar a qualidade de vida de apenas uma parte, acabando por prejudicar enormemente muitos outros.
Ainda não aprendemos a ouvir Churchill.

Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, esteve à conversa com Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, sobre o relançamento da economia portuguesa e as medidas de apoio às empresas.
“Tomámos uma decisão de prolongar o regime do apoio à retoma progressiva até setembro deste ano, eventualmente mantendo até níveis mais intensos de redução da TSU para as empresas que estão neste regime”, referiu Pedro Siza Vieira.
A gravação está disponível no canal Youtube da CCIP. Clique na imagem para ver.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Uma discussão que terá sido demasiado curta para que possa ser suficientemente ampla e para que possa ser verdadeiramente promotora de alternativas àquela que é a vontade de quem governa.
E não há nenhum mal em que se faça a vontade de quem governa, foi para isso que foram eleitos. Aquilo que não é bom é criar a expectativa aos portugueses de que serão responsáveis pelas escolhas feitas para a recuperação económica do nosso país quando na realidade isso não será verdade.
Também não é inteligente poder utilizar as ideias de todos os que estarão envolvidos nessa retoma e não tirar proveito disso.
O mais importante é que saia daqui um projeto que sirva verdadeiramente o futuro de Portugal.
Contudo, aquilo que lemos no projeto apresentado é muito mais um aproveitamento de dinheiros para pagar os prejuízos passados do que para projetar Portugal para um futuro melhor para os portugueses.
Já todos se deram conta de que o Estado resolveu ficar com dois terços do valor da bazuca, deixando apenas um terço para as empresas, que são quem representa a grande capacidade criativa para a economia do nosso país.
E isto acontece porque o Estado tem medo de apostar num ganho futuro resultante de um maior desenvolvimento das nossas estruturas produtivas, que lhe assegurariam um muito maior rendimento através do aumento da produção de riqueza, escolhendo garantir, desde já, o suficiente para cobrir os seus custos de passado.
É também o medo que leva o Estado a decidir atribuir um valor muito reduzido à capitalização das empresas, fator essencial à sua capacidade de desenvolvimento e que tem sido sempre o seu principal fator de incapacidade para crescer e ganhar novos mercados. Acresce a tudo isto que o mesmo Estado que assim toma decisões resolveu entregar a atribuição de verbas através da discricionariedade do banco de fomento - que até hoje ninguém sabe como funcionará.
Por outro lado, com base na mesma preocupação de resolver os seus problemas de custo de funcionamento, cativou para si dois terços do valor do investimento na "digitalização" do Estado, mas nada refere quanto à desejável diminuição do número de funcionários públicos que resultará desse processo.
Ora, todos sabemos que a digitalização é instrumental. Serve essencialmente para obter um aumento significativo da eficiência dos processos e facilitar a vida dos contribuintes, implicando a diminuição da intervenção do fator humano e levando à redução da despesa com pessoal (que na administração pública central, em 2021, ascende a 18,7 mil milhões). "Digitalizar" o Estado tem de ser um investimento reprodutivo e não uma mera troca de equipamentos e redes importados.
Para além destes pontos mais evidentes, que nos levam a acreditar que o governo está mais preocupado em garantir a sua própria liquidez e que terá medo de se arriscar a verdadeiramente desenvolver a nossa economia, a falta de referência clara aos projetos de internacionalização e à criação de projetos ligados ao mar - o recurso que mais nos dá diferença competitiva - são claros indicadores da postura defensiva da nossa elite e confirmam a tendência de medo com que enfrentamos os nossos desafios.
Portugal poderia ter, com as verbas disponíveis neste programa de recuperação, uma oportunidade única de se tornar um país desenvolvido, com competências de intervenção em novos mercados, com a criação de empresas mais fortes e resilientes que conquistem lugares de destaque para a economia do nosso país.
De tornar a vida dos portugueses numa vida digna, com crescimento e de qualidade. De criar nos portugueses de novo um orgulho em participar nas decisões que determinam o caminho do mundo podendo beneficiar dos seus resultados. De fazer verdadeiramente a diferença.
Desiludam-se os otimistas. Com este plano que aí vem vence, mais uma vez, a falta de ambição e de visão. E perdem - inexoravelmente - os portugueses que defendem a adequação do Estado às necessidades das pessoas e não a submissão das pessoas às necessidades do Estado.

Ao longo de dois dias, os cerca de 550 participantes assistiram a 16 sessões entre conferências, workshops e mesas redondas sobre temas tão variados como Love Brands, Fenómenos no Digital, Trabalhar com Criadores de Conteúdo, Copywriting, Neuromarketing, e-commerce entre outros.
Todo o evento decorreu dentro de uma WebApp que permitia diversas funcionalidades:

Os participantes terão novamente acesso à plataforma, durante um mês, para que possam rever os conteúdos e continuar a criar ligações.
Desde a sua realização, a CCIP tem recebido diversos testemunhos sobre a 9ª edição do Bootcamp de Marketing Digital
"Foi a primeira vez que participei no Bootcamp e estou extremamente satisfeita. Os temas abordados foram super oportunos, com oradores de excelência e uma estrutura muito bem definida. Parabéns não só pelo conteúdo, mas também pela webapp, estava muito bem construída. 5 estrelas!"
"Apesar de conhecer a qualidade das iniciativas da CCIP, este evento surpreendeu-me pela dinâmica e pela capacidade de "agarrar" os participantes! A surpresa prendeu-se com a capacidade de transpor a participação física para o digital. Os Oradores foram excelentes, pelo que este tempo dedicado ao Marketing foi muito, muito proveitoso! Parabéns pela iniciativa e um agradecimento à equipa da CCIP que mais diretamente esteve envolvida na organização desta iniciativa! Até ao próximo!"
"Foi a primeira vez que participei no evento e estou totalmente satisfeita. Sem dúvida que tenho vontade de repetir e tenho muita pena de não ter vindo nas edições anteriores, tenho noção que perdi algo incrível. Gostei muito e com certeza que vou recomendar!"
"Foi absolutamente extraordinário. Desde a organização, à excelência dos oradores, às temáticas discutidas e à interação, através de plataforma, que foi possível manter com oradores, organização e todos os participantes. Depois desta maratona de dois dias fica, sem dúvida, a informação, o conhecimento, as dicas, as partilhas e diferentes perspetivas para absorver, refletir e "crescer"."
"Deixo o meu sincero agradecimento à CCIP pela organização extremamente profissional do evento. A plataforma foi bastante intuitiva, o programa foi forte, palestrantes adequados aos temas e toda a equipa prestável. Tive uma experiência muito positiva e estarei atenta a próximas iniciativas!"
"A diversidade de temas e oradores pertinentes para mim foi o melhor. A organização está de parabéns, a nível de conteúdo foi riquíssimo."
"A organização superou as minhas expectativas, está mesmo de parabéns! Os convidados e oradores foram excelentes para falar dos assuntos em questão. A rede de Networking que o evento proporciona é simplesmente INCRÍVEL. Não tinha conhecimento de mais de metade das pessoas e das empresas que estiveram presentes, por isso foi muito bom!”"
Se não teve oportunidade de se inscrever e pretende ter acesso às gravações na íntegra do evento por um valor especial, envie um e-mail para eventos@ccip.pt

A Câmara de Comércio renovou a parceria com a NOVA SBE para lançar a 2ª edição da Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores PME, que terá início em maio e decorrerá até outubro.
“Esta é uma solução formativa muito orientada para as PME, que formam a grande maioria do nosso tecido empresarial, e que, por isso, terá muitos frutos a curto e médio prazo não só nos participantes, mas também na dinamização das empresas”, afirma Bruno Bobone, presidente da CCIP, numa espécie de balanço sobre a 1ª edição desta pós-graduação, que foi o “pontapé de saída” para um projeto que acreditamos necessário para os nossos empresários e que os transformará em gestores profissionalizados e mais capacitados.
A nossa aposta nesta Formação de Executivos assentou em 3 premissas:
Nesta 2ª edição, Rui Fonseca, CEO da Altronix (empresa Heróis PME), mantém-se como Embaixador do programa. Também a SAGE e a YUNIT Consulting renovaram a sua ligação a esta iniciativa, à qual se juntou a Softfinança.
À semelhança do que já aconteceu na 1ª edição, a comparticipação financeira da CCIP proporcionará aos interessados frequentarem uma formação de excelência com um investimento bastante mais acessível, quando comparado com outros programas semelhantes.
Os módulos decorrem de 15 em 15 dias, às sextas-feiras e sábados, na sede da CCIP. As inscrições estão abertas até dia 7 de maio.
Para consultar todas as informações sobre a 2ª edição da Pós-Graduação descarregue aqui a brochura e conheça o programa, docentes, valores de inscrição entre outras informações.

O ECO lançou uma iniciativa destinada a dar destaque aos responsáveis dos principais sectores de atividade no âmbito das estratégias de retoma em 2021 para a qual desafiou a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa a participar. Esta rubrica tem como objetivo de divulgar, amplificar e promover diferentes sectores da economia, as suas perspetivas, expectativas e o seu contributo para a retoma.
O mês de março será então dedicado à Internacionalização das empresas portuguesas onde irá encontrar:
Para além disso, foram também desenvolvidos diversos artigos:
Ao apoiar esta iniciativa, a CCIP pretende reforçar a sua notoriedade enquanto principal player no apoio à internacionalização das empresas portuguesas, dando maior visibilidade às iniciativas e serviços da área internacional.

O investimento em formação profissional tem deixado de ser percecionado com um mero cumprimento da legislação para passar ser visto como uma ferramenta de excelência na valorização do capital humano.
É crucial dotar as pessoas, e consequentemente as empresas, das ferramentas e competências necessárias para gerirem eficazmente pessoas, enfrentarem novos desafios, otimizarem as vendas online e organizarem melhor o seu tempo. Tudo isto com o objetivo de facilitar os processos de mudança e promover a sua capacidade de adaptação e resiliência.
Durante este 1º trimestre, a Câmara de Comércio dinamizou um conjunto de ações que estão em linha com as necessidades que nos foram partilhadas pelas empresas e seus colaboradores: foram mais de 140h de formação e 190 pessoas que viram as suas competências reforçadas em áreas como o desenvolvimento pessoal, vendas, marketing e finanças.
Já planeadas diversas ações de formação para o 2º semestre que irão abordar algumas temáticas novas, como por exemplo: “Felicidade no Trabalho”, “Alta Performance & Home Office”, “Inglês Corporativo”, “Fiscalidade no E-Commerce”, “Certificação de Origem no âmbito da exportação de mercadorias”, “Cartas de Crédito”, entre muitas outros temas. De destacar a 2ª edição da pós-graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME.
Na área de eventos do site estão disponíveis informações mais detalhadas sobre as formações. Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A democracia foi a grande conquista do 25 de Abril e foi querida tanto pelos que nele participaram como pelos que contribuíram para a reestruturação do modelo de vida que desde aí fomos criando.
Com maior e menor acordo sobre o caminho político que foi sendo escolhido, fomos convivendo e desenhando a nossa sociedade acreditando que Portugal merecia a nossa dedicação e o nosso esforço.
E foi assim porque a democracia representava o respeito pela opinião de todos, a possibilidade de ser diferente, de pensar diferente e de manifestar as ideias de cada um sem que isso levasse a uma censura ou mesmo a uma ostracização da sociedade.
Seria, talvez, uma consciência muito teórica e inocente, própria de quem tinha vivido num sistema essencialmente paternalista que nos indicava o caminho, cuidava de nós tentando que não nos magoássemos e, para isso, controlava os nossos movimentos e as nossas ideias de maneira que não pudéssemos arriscar viver.
Mas a verdade é que ninguém gosta de ser preso nos seus movimentos - e desde a adolescência todos vamos pondo em causa a autoridade paternal e queremos caminhar por nós mesmos.
A frase de que mais me lembro desses tempos era a de que a minha liberdade, direito fundamental da vida, termina no momento em que inibe a liberdade do outro. Quer isto dizer que a democracia que todos quisemos era baseada na tolerância e no respeito mútuo.
Com o passar dos tempos, e muito por culpa da ambição de alcançar o poder, os políticos e as suas organizações trocaram a defesa de projetos de governo do país baseado em ideias e estratégias de crescimento da sociedade, seja económica seja social ou culturalmente, passando a defender soluções de carácter muito mais imediato, cedendo à tentação de oferecer benefícios a setores que representam a garantia da sua eleição, comprometendo as suas convicções sobre o efetivo interesse nacional.
Entrámos no permissivismo em contraposição à tolerância. Apesar de poder parecer que são quase sinónimos, estas duas palavras definem dois conceitos de vida radicalmente opostos.
Enquanto a tolerância é uma atitude de grandiosidade, a permissividade é uma atitude que resulta do medo de perder e que não ambiciona melhorar nem engrandecer coisa nenhuma.
Infelizmente esta enorme clivagem na condução das democracias não é uma característica nacional. Podemos ver o seu resultado em muitos outros países, como é o caso de Espanha, hoje a conviver com uma situação que advém claramente de uma atitude de muitos anos e que acabou nesta loucura social em que parte da população, pensando estar a defender uma posição política, está apenas a tentar justificar um criminoso.
No caso espanhol, os políticos foram abdicando das suas responsabilidades, na educação, na justiça e em outras áreas essenciais, ao longo de décadas. Essa lógica levou à criação de um governo constituído por forças com visões antagónicas da sociedade - apenas para assegurar o acesso ao poder - e que hoje se posicionam em lados opostos, numa questão que não pode permitir dúvidas. Com isto vão claramente contribuir para mais um passo na destruição da democracia.
Este é um momento crítico em que todos os responsáveis políticos têm de assumir as suas responsabilidades de líderes de uma sociedade. Em que têm de defender este valor superior que é a democracia.
A permissividade eleitoralista tem de deixar de condicionar a nossa maneira de viver sob pena de, em pouco tempo, vermos desaparecer a liberdade que tanto prezamos.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
O que se está a passar com os partidos da direita tradicional?
Temos assistido, nos últimos anos, a uma mudança na estrutura partidária da direita, com o reforço de forças mais radicais e a perda de influência dos partidos tradicionais, representantes de uma direita mais moderada.
Isto acontece porque a oferta partidária não tem estado a dar resposta às ansiedades do seu eleitorado, confirmando a separação - ou mesmo o divórcio - entre políticos e eleitores (pessoas, portanto).
Este é o momento em que aqueles partidos podem e devem mudar. Em que devem alterar a sua atuação e servir o seu eleitorado como ele quer ser
servido.
O resultado das eleições presidenciais é um sinal forte que teve como objetivo mostrar exatamente essa frustração. O processo é reversível, mas é preciso atuar já. Políticas claras, menos tramas internas feitas de conspirações e guerrilhas, um discurso mais objetivo: é isso que se pede. E não é pedir muito.
A direita tem de perceber que o politicamente correto, que resultou de uma falsa tentativa de manter a unidade dentro da democracia, permitiu a criação de um sistema de controlo sobre a vida dos portugueses, por parte dos partidos radicais de esquerda.
Esses partidos souberam utilizar a sua militância para introduzir uma atitude de censura baseada num novo moralismo para a sociedade portuguesa, criando uma enorme frustração aos eleitores de direita.
É preciso que a direita deixe de ter medo de defender aquilo que é a base das suas convicções para que possa voltar a ser o refúgio dos seus eleitores.
Por outro lado, o foco excessivo destes partidos e dos seus líderes no objetivo económico fez desaparecer do seu projeto político os restantes elementos fundamentais da vida e da sociedade.
Para lá de um combate reativo nos temas que a esquerda tem promovido, nunca a direita se propôs seriamente a tratar de temas sociais, culturais e políticos que se tornaram campo de ação da esquerda, mas que foram claramente elementos fundamentais para a eleição do Presidente da República que, sendo de direita, sempre se dedicou à causa social, cultural e política.
Por último, a direita tradicional precisa de criar espaços de intervenção que levem os seus apoiantes a voltarem a querer estar presentes em eventos de debate, em manifestações de posição pública sobre temas que os galvanizem e que lhes deem a esperança e a vontade de promover a mudança e de fazer parte dessa mudança. De deixarem de se sentir cansados e comodamente quietos e passarem sentir de novo que a sua voz importa, que é necessária e que será reconhecida.
Para tudo isto e como sempre, a direita precisa de um novo líder. Que aglutine a direita, que lhe dê uma nova razão de viver. Que diga a verdade e que não se esconda atrás de conceitos inventados pelo politicamente correto. Que esteja disponível para lutar por aquilo que são os seus valores.
Um líder que dê esperança e que defenda uma sociedade livre e verdadeira. Uma sociedade em que as pessoas são mais importantes do que as instituições, mas que tenha instituições fortes para as servirem.
Um líder que verdadeiramente se bata por Portugal.

Quem não mede não controla, quem não controla não consegue gerir uma empresa. Isto torna difícil tomar decisões assertivas.
Você não consegue gerir o que não mede e não consegue melhorar o que não é testado!
Os nossos resultados são o reflexo da qualidade da informação que temos no momento de decisão, independentemente do departamento que está a tomar decisões.
É assim que começo este artigo, para o convidar a participar na formação que iremos realizar, em parceira com a CCIP, no dia 23 de fevereiro, sobre Controlo Financeiro 360º.
Uma das áreas que a formação irá abordar é “testar e medir” nas diferentes vertentes do seu negócio. Esta é uma estratégia simples, que pode ser aplicada em diferentes departamentos e que é crítica para a tomada de decisão e controlo de uma organização.
Sem nos apercebermos testamos tudo na nossa vida diariamente. Estamos constantemente a tomar decisões com base na informação que vamos observando.
Por exemplo, antes de comprarmos um carro novo realizamos um test drive. Acordar de manhã e verificar o tempo antes de escolher a roupa para o dia, também é uma forma de testar. Estamos sempre a fazê-lo, só não pensamos nisso.
No entanto, algumas empresas insistem em abraçar novas estratégias que podem ser caras, com pouca ou nenhuma ideia do resultado. É imperativo testar uma nova estratégia antes de investir a maior parte do orçamento. Pode ser uma estratégia ousada, inovadora, mas vamos encarar os factos, ninguém consegue ter a certeza sobre o resultado de uma estratégia se não a testar e medir primeiro.
Comprometa apenas 10 a 15% do orçamento para uma nova estratégia e teste os resultados antes de massificar a estratégia.
Isto leva-nos a compreender o equilíbrio da frase “testar e medir”.
Não faz sentido testar uma estratégia e não se medir os resultados. Uma medição cuidada e uma análise dos resultados de uma estratégia em fase de testes vai fornecer muita informação necessária para ter em conta na tomada de decisão. Os resultados da medição vão quantificar o sucesso da estratégia em teste. Os resultados podem depois ser extrapolados para testar a solidez da estratégia.
Um mailing de teste para 500 famílias produz 10 respostas. Cada resposta resulta numa venda média de 150€, com uma margem de 40%, o que significa 60€ de lucros por venda realizada, portanto 600€ de lucro no total (60€ X 10 respostas).
Vamos assumir que o custo total do envio do mailing é 1€ cada, ou, por outras palavras, 500€ no total. Então, a empresa apresentou um lucro líquido de 100€ (600€ - 500€).
Neste caso, testamos e medimos o impacto que pode vir a ter uma estratégia de Marketing quando massificada.
A verdade sobre testar e medir é que pode (e deve) ser aplicada em todas as áreas do seu negócio. Isto implica saber para onde quer ir e o que quer alcançar. E isso passa por saber onde esteve e onde pode vir a estar, testando e medindo todas as estratégias.
Não se esqueça, você não consegue gerir o que não mede e não consegue melhorar o que não é testado!
Saiba mais informações sobre a formação aqui.
Artigo de Hugo Monteiro | Coach Empresarial & Consultor & Formador

Depois de algumas alterações e reajustes devido à conjuntura em que vivemos atualmente, a Câmara de Comércio conseguiu levar com sucesso empresas portuguesas ao Egito, desde o setor alimentar e bebidas, passando pela construção, e também indústria automóvel especializada.
A Missão Empresarial ao Egito teve início no dia 8 de fevereiro e o regresso a Portugal foi no dia 12. Para os dias 9, 10 e 11 foram agendadas uma média de 7 reuniões individuais para cada uma das empresas, com boas perspetivas de negócios.
Veja algumas fotografias desta viagem de negócios:




Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Falar de causa própria em público exige um enorme rigor e uma humildade acrescida: vou tentar, mas, confesso que não sei se consigo, tão grande é o orgulho.
O Grupo Pinto Basto, a que estou ligado, comemora neste ano o seu 250.º aniversário. Em 1853, a partir de Londres, o Barão de Forrester escreveu em The Prize Essay on Portugal: "Os Ferreira Pinto Basto são uma família muito antiga e muito próspera (...). Cultivam o seu próprio milho, azeitona, fruta, lúpulo e legumes; criam os seus próprios cavalos, gado, ovelhas e porcos; produzem o seu próprio pão, vinho, manteiga, queijo e óleo, e refinam o seu próprio couro; constroem os seus próprios coches; são os arquitetos e construtores das suas vastas residências; são empreiteiros de obras públicas e, não raramente, de empréstimos governamentais também. Desde o Minho ao Algarve, possuem um conjunto de pousadas em propriedades suas, com uma distância entre elas de um dia de caminho."
Esta breve citação remete-nos para a descrição de um conglomerado de base familiar que tem resistido, com momentos piores e outros melhores, mas sempre com um sentido de responsabilidade e gosto pelo risco, numa busca permanente pela criação e pela partilha. Hoje o Grupo tem um perfil diferente, mas não mudou o essencial.
A empresa existe para criar riqueza. Mas o seu verdadeiro objetivo só se concretiza quando essa riqueza é distribuída por todos quantos nela e com ela trabalham. Em 2019, cerca de duzentos CEO das maiores corporações americanas lançaram uma declaração sobre o que deve ser o propósito da empresa, assumindo um compromisso para benefício dos chamados stakeholders - clientes, funcionários, fornecedores, comunidades e acionistas, e por essa ordem.
Que os americanos merecem uma economia que permita a cada pessoa ter sucesso e levar uma vida com sentido e dignidade; - o mercado é o melhor meio para gerar bons empregos, uma economia forte e sustentável, inovação, um meio ambiente saudável e oportunidades para todos;
Não deixa de ser extraordinário que sejam alguns dos homens mais bem pagos nos EUA a liderar a mudança sensata que se impõe ao capitalismo ocidental. E uma mudança que não deixa de ser um bom regresso aos princípios da gestão e da boa convivência humana.
A Pinto Basto, criada em 1771 por Domingos Ferreira Pinto Basto, adquire com o seu filho José uma dimensão e uma consolidação que permitiram a longevidade que a trouxe até aos dias de hoje.
O senhor Pinto Basto acreditava que ser empresário é ser criativo, trabalhador e inovador. Que a empresa é feita por pessoas que precisam de ser cuidadas e realizadas, que investe na instrução dos seus empregados, tanto técnica como social e cultural, criando creches nas suas empresas, promovendo clubes desportivos, orquestras e teatros para que possam ter acesso a maior educação e a viverem a vida com maior conhecimento e oportunidades.
Foi com esta visão que se desenvolveu a caminhada deste grupo familiar que chega a 2021 com um quarto de milénio de vida, sempre com a consciência de que é a pessoa que importa.
É uma visão que está longe de ser universal. Mas é a razão de a Pinto Basto ter conseguido aqui chegar.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Assistimos nos últimos dias a um absurdo na distribuição de vacinas, sem qualquer razão de prioridade e apenas porque, de uma forma ou de outra, o poder de decidir falhou e usaram-se critérios errados. Tal foi feito de forma abusiva, seja por falta de controlo, seja por más decisões.
A verdade é que, num momento em que estamos a viver uma situação de crise profunda, em que há pessoas em risco de morte iminente por terem características específicas e que, por isso, eram consideradas prioritárias na vacinação, foram preteridas por outras que não o eram.
E isto numa altura em que todo o processo está sob o intenso escrutínio não só da comunicação social, mas de toda a população. E a tolerância para este tipo de erros não é - nem pode ser - grande.
O pequeníssimo número dos decisores que passaram por esta situação e que se demitiram vem demonstrar a falta de preparação e de qualidade que têm muitas das nossas elites e da permissividade em que se encontra a nossa sociedade.
Estamos agora também na iminência de receber uma enorme quantidade de dinheiro da Europa - a bazuca - e, como no caso da distribuição das vacinas, a sua atribuição vai passar por decisores que estarão nas mesmas condições dos que decidiram sobre aquelas.
Ora, num tema que não implica a morte de cidadãos e em que a capacidade de controlo é muito mais difícil de implementar, com a permissividade e falta de qualidade, como é que podemos acreditar que se vão aplicar aqueles capitais sem a interferência dos que decidem em seu próprio favor ou que, por incapacidade, deixam que os seus próximos se aproveitem?
O país está a sofrer com uma pandemia e já sabemos que não a tratámos com o cuidado necessário. Permitimos demasiada influência ideológica e faltou o rigor que seria indispensável.
Ao mesmo tempo, assistimos a uma falta de rigor nas atitudes de vários ministros e na aplicação das vacinas - acredito que sem conhecimento do governo. Isto deixa-nos com uma enorme desconfiança, injusta por vezes, sobre todos os que são responsáveis neste país.
O país está doente muito para lá da pandemia!
Não temos formação das nossas elites, dos nossos decisores. Precisamos de investir em formação técnica, mas muito mais em formação cívica, em que os responsáveis assumam o seu papel de servir o país e não a si mesmos. Precisamos de mostrar que vale a pena lutar por Portugal e compreender que será muito mais o que ganhamos juntos do que aquilo que cada um pode fazer por si roubando os seus iguais.
Mas precisamos também de uma liderança corajosa, que intervenha quando as coisas estão mal, que não se desculpe, mas que assuma a responsabilidade de mudar.
Sem estas duas mudanças, o país continuará a definhar e a estar sujeito ao saque daqueles que não têm vergonha. Sujeitaremos todos aqueles que não têm poder a uma situação em que nem uns nem outros viverão melhor e em que a podridão começará a eclodir.
Podemos continuar a beneficiar de todas as ajudas, seja de vacinas, seja de apoios financeiros, mas, se não mudarmos a nossa maneira de conviver em Portugal, morrerão os mais frágeis por não receberem vacinas. E morrerá o país porque lhe roubarão os apoios. E quanto mais dinheiro for injetado neste sistema, maior será a sua podridão.
É fundamental acreditar que temos de formar elites fortes para termos gente forte neste nosso Portugal!

A Made2Web estabeleceu uma parceria corporate com a Câmara de Comércio com o objetivo de estar cada vez mais próxima das empresas portuguesas.
No vídeo que partilhamos, Miguel Vicente, CEO da Made2Web, refere que pretende apoiar os Associados na capacitação e desenvolvimento de planos de crescimento no digital.
Clique na imagem para ver o vídeo.
A Made2Web é especialista em Marketing Digital, através de estratégias de Inbound Marketing, Account Based Marketing, E-commerce e Desenvolvimento Web. Enquanto Agência digital que promove o posicionamento dos websites no topo do Google, ao torná-los mais visiveis está a contribuir para um potencial aumento nas vendas digitais, garantindo maior integração entre a área de Vendas e o Marketing.

A Direção-Geral das Atividades Económicas, do Ministério da Economia e da Transição Digital, em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai organizar no dia 10 de fevereiro, das 14h00 às 18h00, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, um webinar sobre Política Comercial.
Neste webinar (ver programa) serão discutidos temas relevantes para a internacionalização das empresas e para a defesa da indústria, nomeadamente os acordos de comércio livre da União Europeia ou os instrumentos de defesa comercial.
Será também apresentada pela Comissão Europeia, a nova plataforma ACCESS2MARKETS, ferramenta online de apoio à internacionalização das empresas europeias.
O webinar contará com a participação do Alto Responsável para a Execução da Política Comercial, da Comissão Europeia, Denis Redonnet e de S. Exas. a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias e o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres.
As inscrições encontram-se abertas até ao dia 9 de fevereiro, através do preenchimento do respetivo formulário neste link.

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Desde a crise da dívida em 2011, as empresas portuguesas aumentaram a sua vocação exportadora contribuindo de forma evidente para o equilíbrio da balança comercial e para o fortalecimento da economia nacional. Esta tendência foi interrompida pela pandemia COVID-19 que tem trazido pesadas consequências económicas e financeiras para Portugal. Apesar da incerteza sobre o futuro, o aparecimento da vacina deverá acelerar a recuperação em termos de saúde, sociais e económicos.
Poderemos confiar em que as exportadoras portuguesas representarão, mais uma vez, um importante papel na recuperação da economia nacional. São de destacar alguns setores que, em setembro deste ano, já apresentaram crescimentos face a 2019; são exemplos, a metalurgia, os produtos alimentares (com realce para os vinhos), as máquinas e material elétrico e a fileira têxtil.
Apesar do presente contexto, as exportadoras reconhecem que, redesenhando as suas estratégias de crescimento, de inovação (dados do Eurostat apontam para uma relação direta entre a inovação das empresas e as suas exportações), de diversificação de risco e com abordagem a novos mercados e com novos processos (necessidade de reconversão dos planos de aprendizagem e transferência de conhecimento para plataformas digitais existentes no mercado), as encomendas surgirão.
As empresas para serem competitivas nos mercados externos precisam, em regra, de deter uma certa dimensão que lhes permita capacidade de resposta e músculo financeiro para abordar os mercados externos, de apostar na inovação e dispor de meios digitais.
Exportar online e utilizar os mercados digitais de venda de produtos, fazem parte do caminho que deverá ser seguido pelos exportadores portugueses. Em concreto, as exportadoras deverão expandir a cooperação digital, readaptar os procedimentos e processos para trabalhar em conjunto e interagir com os clientes, desenvolver plataformas digitais de aprendizagem, de transferência do conhecimento e aceleração da transformação digital dos processos. Estes deverão ser os principais passos a dar na sequência da pandemia da covid-19, como forma de minimizar as incertezas sobre a sua internacionalização.
É de sublinhar a relevância dada no Plano de Recuperação e Resiliência no sentido de apoiar as empresas a procurarem a sua transição digital, com processos mais amigos do ambiente, e com melhores qualificações.
A Caixa posiciona-se como um banco que apoia as exportações e importações num contínuo processo de inovação e com uma aposta forte nas mais modernas soluções tecnológicas digitais, com uma oferta que permite o financiamento das empresas - seguindo uma cultura de risco - com soluções de liquidez, com soluções para garantir a segurança das transações de comércio internacional. Contando com equipas de especialistas em Portugal e na vasta rede internacional do Grupo Caixa, com um conjunto de bancos correspondentes em cerca de 200 países e com sofisticadas plataformas digitais próprias (Caixadirecta Empresas) e plataformas de e-trade internacionais) que permitem às empresas ganhos em eficiência, segurança e rapidez e numa filosofia 100% digital. O simulador iAPEX da Caixa ajuda as empresas na seleção de mercados de exportação mais adequados e atrativos para o seu produto (mais de 8.000 produtos simuláveis), com a correspondência na oferta da Caixa para cada mercado escolhido.
São também fundamentais a colaboração e a estreita ligação entre os vários players do negócio internacional: bancos, transitários, alfândegas, seguradoras e crédito, associações empresariais, agências públicas de apoio ao comércio externo, câmaras de comércio bilaterais e a CCIP - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, da qual a Caixa é parceira há vários anos. Todos têm de fazer um forte esforço de adaptação a processos mais rápidos, desmaterializados, confiando no papel dos bancos e na capacidade destes em ajudar as empresas a reduzir os riscos envolvidos nos processos de exportação.
Deixo o compromisso renovado da Caixa em estar sempre ao lado das empresas, independentemente das conjunturas, e em estabelecer relações duradouras e disponibilizar soluções simples e flexíveis aos nossos clientes, em alinhamento com as políticas públicas e com os programas de financiamento à economia. Destaco o Programa Internacionalizar 2030 como um elemento importante na estratégia do governo e em complemento com as linhas de crédito dito à indústria exportadora, nas suas diversas modalidades.
Francisco Cary
Administrador Executivo da Caixa Geral de Depósitos
Dezembro 2020

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A necessidade de reduzirmos a exposição ao risco de contágio e combater a propagação do vírus alterou, de um momento para o outro, a forma como trabalhamos, como adquirimos bens e serviços, como comunicamos, tanto a nível pessoal como profissional.
E mudou as rotinas diárias de todos - famílias, alunos e empresas -, empurrando-as para um mundo virtual e tornando-as fortemente dependentes de sistemas informáticos, de ferramentas de comunicação digital e de trabalho remoto.
Perante a ameaça do vírus, o foco das organizações centrou-se na proteção da saúde dos seus trabalhadores e em garantir a continuidade do seu negócio e operações, o que potenciou a exposição a riscos e vulnerabilidades no que à segurança cibernética diz respeito.
Por um lado, pelo aumento dos possíveis alvos gerado pela proliferação dos pontos de acesso e, por outro, pelo incremento das fragilidades de segurança cibernética decorrentes da transição/transformação digital muito acelerada e pragmática, por vezes pouco planeada.
Os cibercriminosos aproveitaram e exploraram este contexto mais favorável para causar disrupção e maximizar danos e lucros indevidos. E fazem-no de forma profissional, estruturada e muito organizada, lançando ataques progressivamente mais diversificados e sofisticados. Estima-se que a indústria ilícita de cibercrime movimente mais de 10 biliões de euros este ano.
Segundo os dados mais recentes do Gabinete de Cibercrime da Procuradoria Geral da República, só nos primeiros cinco meses deste ano já tinham sido registadas mais 139% de denúncias de crimes cibernéticos do que em todo o ano de 2019.
A própria Interpol destacou que, no primeiro quadrimestre do corrente ano, foram detetadas: 907.000 mensagens de spam, 737 incidentes referentes a malware e 48.000 endereço eletrónico (URLs) maliciosos – todos relativos ao COVID-19.
Relevantes também são os dados indicados por sites especializados que monitorizam o número de eventos cibernéticos maliciosos concretizados e tentados. Por exemplo, o site: https://cybermap.kaspersky.com/pt refere que ocorrem centenas de milhares de incidentes por dia em Portugal! Aliás, Portugal figura, diariamente, no top 30 no ranking de países que são alvo de maiores ataques/incidentes cyber.
Importa destacar que, cada vez mais, existe uma maior consciencialização das empresas e dos seus administradores para esta problemática, até porque a dependência do negócio do mundo cibernético é crescente. Por isso, atualmente, uma das principais obrigações dos gestores é garantir a continuidade de negócio e proteger atividades, informação e dados (seus e dos seus clientes).
Esta afirmação é corroborada pelos resultados do estudo «MDS Research - Situação Económica em Portugal», realizado pela MDS no passado mês de junho. Este estudo revelou “…que os empresários e gestores estão preocupados com a sustentabilidade dos seus negócios, identificando como os principais riscos da sua atividade, passíveis de ser cobertos, a continuidade do negócio, a saúde dos colaboradores, o crédito a clientes e o risco cibernético.” “De realçar que mais de um terço (34,8%) das empresas sinalizou o risco cibernético, o qual se terá tornado ainda mais relevante com a adoção do teletrabalho e o crescente número de ataques que vieram a público.”.
A atual pandemia forçou as organizações a reagirem e a readaptarem-se, sendo que aquelas que tinham práticas de gestão de risco e planos de continuidade de negócio robustos estiveram em melhores condições para se readaptar.
Nesta linha de raciocínio, é crítico para o sucesso e continuidade dos negócios que todos os riscos suscetíveis de afetar as organizações (incluindo-se obviamente os riscos cibernéticos) sejam objeto de cuidada análise e gestão.
Com efeito, para sobreviverem as organizações têm de elevar a gestão dos riscos cibernéticos para um patamar estratégico. Numa primeira fase é essencial compreender e avaliar cada risco, quer na sua ocorrência, quer nos seus impactos, e, numa segunda fase, promover e implementar estratégias de prevenção, de resposta e de recuperação que diminuam a probabilidade de ocorrência, minimizem o impacto de um incidente de cibersegurança e garantam a continuidade do negócio.
A atividade de gestão de risco cyber das empresas abrange, forçosamente, a sua transferência para o mercado segurador, através do cyber seguro, de forma a aumentarem a sua resiliência e garantirem a continuidade das suas operações e atividades.
É de salientar que o seguro cibernético não substitui nem exclui os mecanismos de segurança e os planos eficazes de resposta a incidentes; como também estes, não tornam o seguro desnecessário ou redundante. Estas realidades complementam-se. Aliás, é já um facto indiscutível que a maioria dos incidentes resulta, por variadíssimas razões e formas, do erro humano (por exemplo, a simples perda de um portátil ou de um telemóvel; o descarregar, por descuido, um ficheiro malicioso anexo a um email de phishing, etc.) e não, unicamente, de problemas na infraestrutura de segurança.
O próprio seguro tem acompanhado a alteração das necessidades de mercado e evoluído para responder, eficazmente, às necessidades dos segurados e ser capaz de reduzir, com significado, o impacto económico e operacional de incidentes.
Uma solução de seguro atual e bem construída ultrapassa os limites e modelos de atuação das apólices tradicionais, disponibilizando uma oferta integrada de serviços e coberturas. Serviços que incluem a prevenção e monitorização de ataques, resposta urgente em caso de sinistro, bem como acesso a redes de especialistas informáticos e peritos forenses com experiência comprovada no tratamento de sinistros.
Simultaneamente, estes seguros garantem os custos relacionados com os danos e prejuízos sofridos pela própria empresa, perdas de lucros resultantes de interrupção de negócio, e responsabilidades perante terceiros.
Para concretizar melhor as valências do seguro e explicar o que o seguro em ação, partilhamos um exemplo real que afetou uma empresa portuguesa.
Em meados de abril uma pequena empresa recebeu um email proveniente de um domínio estrangeiro informando que o seu sistema de informático tinha sido atacado e infetado com vírus e que iria ser bloqueado, sendo que posteriormente a toda a base de dados iria ser destruída. Para impedir o bloqueio e destruição dos dados o hacker exigiu 10.000€ de resgaste.
A empresa acionou de imediato a sua apólice de seguro cyber. A seguradora disponibilizou os serviços dos seus especialistas e peritos forenses que detetaram qual tinha sido a “porta de entrada” do hacker (tinha sido o descarregar por parte de um colaborador de um ficheiro relacionado com o Covid-19 anexo a um email fraudulento). O segurado beneficiou, também e desde a primeira hora, de apoio jurídico. Volvidos 5 dias os especialistas conseguiram repor o sistema operacional e recuperar os dados.
A seguradora suportou todos estes custos, que ascenderam a vários milhares de euros. Adicionalmente, e como a empresa esteve inativa e teve que suspender a sua atividade comercial, a seguradora pagou as perdas de lucros que sofreu. Não existiram reclamações de clientes decorrentes da falha na segurança da rede do segurado ou falha na proteção dos dados, todavia, se tal tivesse sucedido, estariam cobertas.
Conforme se constata, um seguro cyber competente oferece, a preços ainda reduzidos, um leque muito alargado de serviços e coberturas.
Em suma, o risco cibernético deixou de ser apenas emergente para passar a ser, definitivamente, presente. De facto, pode-se afirmar que, para todos nós, um incidente cibernético é certo - apenas a sua hora é que é incerta.
Já não é uma realidade longínqua, abstracta, que só afeta os outros ou só as grandes organizações. Não! Afeta de forma transversal e dura, toda a sociedade, isto é, cidadãos, famílias e organizações, sejam elas de pequena, média ou grande dimensão.
Pelo exposto, a gestão e transferência desse risco é - e será mais do que nunca - não só um factor crítico de sucesso, mas inclusivamente de sobrevivência e continuidade dos negócios.
Pedro Pinhal
Diretor Técnico e Sinistros da MDS Portugal

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Temos novo presidente. Não falo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas de Joe Biden. Apesar de todos sabermos que Biden "só" é presidente dos americanos, na realidade é o presidente de todos nós.
E é-o porque nos envolvemos na sua eleição e se nós, europeus, pudéssemos escolher o presidente dos Estados Unidos, Biden teria ganho de uma forma muito mais convincente.
Como bem sabemos, Donald Trump teve sempre muito mais críticos fora dos Estados Unidos do que lá dentro e, ainda que nos tenha custado, foi o candidato derrotado com mais votos de sempre.
Ninguém tem dúvida de que o presidente dos Estados Unidos tem uma enorme importância para a nossa vida. Desde a queda do Muro de Berlim, e até há pouco tempo, assistimos a uma ordem global que se baseava no poder de uma potência.
Isso permitiu reduzir tensões e inaugurar um período de estabilidade. Deixámos de nos preocupar com a gestão dos nossos interesses na escolha do nosso posicionamento internacional em termos de alianças. Essa ordem mundial, sem oposição, muito contribuiu para a globalização e para o crescimento da influência dos interesses americanos em todo o mundo.
O mundo está de novo a bipolarizar-se, tendo a China criado um poder que se bate com a América e que condiciona e condicionará a ordem que conhecíamos. Hoje temos duas superpotências que batalham pelo mesmo espaço de dominância política e económica: a era unipolar terminou.
Nesta perspetiva torna-se fundamental para Portugal e para a Europa redefinir o seu posicionamento.
É preciso assegurar um lugar que lhe garanta o crescimento económico e o desenvolvimento social. Tudo isto está dependente dos acordos e da posição negocial que consiga estabelecer. A União Europeia decidiu não esperar pelo início do novo ciclo nos Estados Unidos e celebrou um acordo de princípio sobre investimentos com a China, no final do ano passado. É um novo paradigma, onde os líderes europeus sinalizam que pretendem sair de baixo da asa de Washington. Mas é algo que não deverá ser bem recebido na Casa Branca.
Neste ambiente, e sabendo hoje que a Europa é o bloco económico com maiores níveis de consumo que ambas as potências necessitam de conquistar, torna-se fundamental conseguir estabelecer a estratégia para melhor conduzir essas negociações. O que naturalmente passará por conseguir reabrir portas com os Estados Unidos para a celebração de um tratado de livre comércio que assegure os interesses das exportações europeias e permita um estádio de potencial crescimento da economia.
Mas significa também recuperar o papel dos Estados Unidos e da sua posição nos acordos de que se alheou, e que vão desde o compromisso com os acordos de Paris, com a sua participação orçamental na NATO, na OMS e na OCDE. O regresso a alguns destes compromissos foi assinado por Biden no seu primeiro dia na Casa Branca.
Outro objetivo terá de ser a cooperação entre os dois blocos nas decisões de modo a enquadrar as posições a tomar frente aos interesses chineses. A meta é estruturar a relação com a China de maneira a tornar-se complementar e não conflituosa, sempre que possível. O princípio de acordo alcançado entre Bruxelas e Pequim pode ter sido um primeiro passo.
Para que tudo isto seja uma realidade precisamos que Biden seja um presidente forte, com uma visão global, seguindo a tradição norte-americana desde a II Guerra Mundial, e que queira também ser, verdadeiramente, um presidente de muito mais do que apenas dos americanos.
Que queira reconciliar os Estados Unidos com o mundo e traga a estabilidade estratégica que permita voltarmos a viver num clima de menor sobressalto, tão prejudicial às empresas e ao crescimento económico mundial.
E que assim se torne de facto o presidente de todos nós.

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Perante estes cenários de mudança e de exigência de transformação as empresas têm de estar preparadas, por um lado reagindo de forma competente a novos estímulos ou condicionantes, por outro, e sobretudo, dotando a organização de uma agilidade que permita mais rapidamente acomodar os desafios. É aqui que as empresas devem centrar a sua atenção e parte relevante dos seus investimentos. Os últimos 100 anos apresentaram-nos um conjunto de crises de diferentes naturezas que nos leva a crer que este será o contexto natural e permanente para fazer e gerir negócios. Tivemos crises com origem financeira, energética e de matérias primas. Assistimos a conflitos com escala e repercussões mundiais. Encolhemos o planeta com a Globalização com tudo o que implica de oportunidades e condicionantes. Hoje sofremos o impacto de uma Pandemia com tudo o que já tivemos de lidar, desde a saúde pública, à economia e até ao nível social. Para saber resistir, continuar a investir e a crescer, é exigido às empresas uma agilidade e capacidade de reação que só possível de forma eficaz se enfrentarmos estes momentos de disrupção como sendo um paradigma de normalidade.
A forma como as organizações reagem perante os diferentes estímulos, sejam eles de oportunidade ou de mudança, determinam de forma definitiva os resultados e o futuro das organizações. Quando confrontados com momentos como este, de profundo estímulo à mudança, os gestores têm de estar alerta para reconhecerem essas potenciais oportunidades ou ameaças. Identificamos três momentos críticos onde a rapidez se exige para fazer a diferença:
Temos acompanhado as empresas ao longo dos últimos anos trabalhando desde a estratégia, à revisão dos modelos de negócio e ao business plan para desenhar cenários e sustentar decisões. Todas estas peças são cruciais para que o caminho a trilhar seja mais firme e seguro, mas o recurso a todos estes instrumentos, associado ao timing certo e à velocidade da sua implementação, faz a diferença nos casos de sucesso.
As respostas efetivas a crises exigem toda esta agilidade organizacional. A combinação destes três momentos e a adequada articulação entre estas fases determinam e condicionam o futuro. É certo que a mudança envolve incerteza e risco, mas a atuação nestes momentos determina se as empresas estão só a competir ou a jogar para ganhar nesta corrida pelos resultados.
Vencer hoje exige ter os olhos no Mundo mesmo que para agir numa geografia mais restrita. Gerir implica ter gestores com a cabeça bem no alto para ver longe o caminho a percorrer, mas, ao mesmo tempo, os pés bem assentes na terra para preparar todos os pequenos passos necessários para competir.
Se há momentos em que a mudança comportamental permite a melhoria e o crescimento desejados, quando procuramos dar saltos significativos perante os desafios mais importantes, só conseguimos com êxito através de uma mudança rápida e ágil de paradigma.
Faça o download gratuito do Estudo Insight aqui


Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da CCIP, conversou com o Dinheiro Vivo sobre as dificuldades que as empresas exportadoras estão a enfrentar e do aumento da procura de serviços de apoio à internacionalização.
O Diretor de Comércio Internacional acredita que o tecido empresarial exportador está bem preparado para procurar oportunidades, mas salienta que fazer previsões no atual contexto é muito difícil.
“Portugal goza de uma imagem internacional em termos turísticos, empresariais e de credibilidade como há muitos anos não víamos e o investimento estrangeiro aqui, até à pandemia, atingiu valores recorde, pelo que temos todas as condições para uma recuperação rápida e sustentada. Mas vai ser preciso manter o foco na internacionalização e nas exportações (fazendo crescer a sua importância no PIB nacional) e captar o investimento estrangeiro e o capital de que precisamos, num quadro de concorrência internacional a que o nosso vice-presidente, Paulo Portas, ainda recentemente se referiu como muito exigente."
Pedro Magalhães aborda ainda a dificuldade que há em realizar Missões Empresariais presencialmente, apesar dessa ser a vontade das empresas. Reconhece que "o contacto pessoal é sempre diferente, gerador de confiança e empatia e garantia de que se conhece em maior detalhe a realidade de cada empresa envolvida", mas, assegura que, quando necessário as Missões Empresariais assumem o formato virtual para que as empresas possam concretizar as reuniões previstas.
Veja a entrevista completa ""Empresas procuram ainda mais" serviços de apoio à internacionalização"
que 
Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi há praticamente dois anos que tive a oportunidade de publicamente desafiar Marcelo Rebelo de Sousa a candidatar-se a um segundo mandato. Fui provavelmente o primeiro a fazê-lo e fi-lo exatamente pelas mesmas razões que me levam a escrever - hoje, aqui - este texto.
Durante largas décadas a Europa e o mundo evoluíram no sentido da democracia e da liberdade. A ideia de mudar o acesso ao poder, atribuindo aos atos eleitorais a base desse mesmo poder, era a solução ambicionada pelo mundo para conseguir chegar a um estádio de liberdade e respeito pelas pessoas.
Com este sistema de governação, e confiantes de que este sistema nos permitiria a confiança para nos abrirmos ao mundo, avançámos na globalização. E fizemo-lo sempre baseados no paradigma de sucesso da economia de mercado - o sistema que mais contribuiu para a criação de riqueza.
Contudo, tanto pela habituação ao sistema, pelo comodismo que se instalou através dessa mesma criação de riqueza, como pela clara perda de foco sobre aquilo que é a essência de todas as nossas ações - e que é a pessoa humana -, a verdade é que chegámos a um ponto em que o sistema deixou de nos encantar e passou a ser a razão de todas as frustrações, e como tal condenável.
É em resultado desta sensação de frustração que assistimos ao despontar por todo o mundo de movimentos de contestação que se afirmam contra o politicamente correto e que se tornam muito apelativos, pois geralmente prometem aquilo que as pessoas gostariam de conquistar.
Para combater essas frustrações torna-se fundamental a promoção de projetos que vão ao encontro dos anseios das pessoas que, na sua origem, se fundam em questões que verdadeiramente importa corrigir e melhorar. Contudo, quando associadas aos temas mais populistas, promovem a instabilidade e a imprevisibilidade e acabam por criar situações com as quais não queremos conviver, mas que não poderemos evitar.
Veja-se o caso daquilo que sucedeu nos Estados Unidos: mesmo os mais entusiastas defensores das políticas imprevisíveis de Donald Trump nunca suspeitariam que poderia tudo terminar com um assalto ao Capitólio. Da mesma maneira, os admiradores de Maduro não poderiam acreditar que um país com a riqueza da Venezuela pudesse estar a passar fome, nem que a China voltasse a ter um presidente vitalício.
É neste mundo que temos de ir votar. Ainda que em Portugal o papel constitucional do presidente da República não seja decisivo para tudo mudar nesta matéria, o presidente é a referência do país que queremos e é o garante do tipo de sociedade que pretendemos para o nosso futuro.
E o que eu quero é uma sociedade que se foque na qualidade das pessoas que a compõem, em que todos importam e em que todos têm o direito de ser felizes. Uma sociedade em que o respeito verdadeiro pelas pessoas e pelos seus ideais seja intocável.
Em que as religiões sejam respeitadas pelo que representam para os crentes e em que o bem comum tenha primazia sobre o bem individual.
Uma sociedade em que haja oportunidades iguais para todos, onde haja uma preocupação de criar riqueza, mas que seja sempre criada com o objetivo de ser distribuída com justiça por todos os seus membros.
Uma sociedade e um país em que procuremos todos juntos encontrar um caminho integrador e inclusivo em que produzamos sempre mais pela complementaridade do que pela competição.
Um país em que seja mais importante ser feliz do que ser rico, ajudar do que ganhar, ser pessoa e parte do todo, do que ser só mais um membro de uma fação.
É por tudo isto que acredito que vale a pena Marcelo..

Com missões nos Emirados Árabes Unidos e no Cazaquistão, a Câmara de Comércio e Indústria de Portugal (CCIP) entrou em 2020 a acompanhar empresas de vários setores e a fazer a ponte entre as agendas das indústrias nacionais e potenciais importadores, distribuidores, clientes finais e novos parceiros de negócio. Cada missão tem em vista a criação de uma nova relação laboral entre Portugal e um determinado mercado internacional, com a CCIP a organizar reuniões de negócios que respondam às necessidades individuais das empresas e à procura do mercado no qual pretendem entrar.
Pedro Magalhães, diretor de comércio internacional da CCIP, refere que todo o processo de internacionalização “envolve um trabalho prévio com as empresas para perceber em detalhe aquilo que elas procuram ao nível de contactos e aquilo que existe ao nível da oferta local, para haver um matching ideal”.
Com a chegada da pandemia e do confinamento, os serviços da CCIP foram forçosamente adaptados. De março a setembro, todas as ações de preparação de agendas e reuniões presenciais – que implicavam a deslocação aos mercados – foram suspensas, passando a acontecer de forma virtual. “Fizemos vários webinars sobre outros mercados, bootcamps sobre internacionalização totalmente online. Passámos tudo para o digital, para conseguir responder às necessidades das empresas que continuavam à procura de contactos a nível internacional, mas estavam impedidos de fazer as suas deslocações”, explica Pedro Magalhães. A partir de setembro, principalmente nos meses de novembro e dezembro, as missões presenciais foram retomadas, uma vez que as empresas acreditam ser este o modelo mais indicado para concretizar negócios e explorar novos mercados. “Sou um defensor das duas vertentes. Acho que é possível fazer algumas coisas de forma virtual, mas nada substitui o contacto físico com as pessoas”, comenta.
Para o responsável, “é impensável haver uma ligação contratual, ou uma relação que se crie com um cliente, se as coisas forem todas feitas de forma virtual”. O diretor salienta a falta de condições técnicas na maioria dos mercados e a importância do contacto pessoal e da visita às instalações locais para que seja criada uma “noção mais precisa daquilo que é o mercado e uma relação com um potencial cliente importador ou distribuidor”.
Pedro Magalhães mostra-se, no entanto, confiante de que a incerteza deixada pela pandemia transformou o pensamento das empresas que, embora não descartem totalmente o formato virtual, também pretendem recuperar na totalidade as missões presenciais.
“A alternativa virtual foi muito boa para o tempo que vivemos. Mas creio que o futuro e, pelo que tenho visto pelas empresas, muitas delas querem voltar a viajar, querem voltar presencialmente, e depois fazer um modelo híbrido – em vez de se deslocarem dez vezes por ano, passam a deslocar-se cinco, por exemplo”, explica.
No que respeita a 2021, a CCIP pretende que as missões anteriormente realizadas de forma presencial em Portugal, na sua maioria em Lisboa, passem a ser virtuais e substituídas por seminários temáticos sobre os mercados, webinars, programas de export mentoring, entre outras iniciativas. Também prevista está a visita a Portugal de potenciais compradores, importadores, retalhistas e distribuidores internacionais, dos setores alimentar e de bebidas, têxtil e de vinhos.
“Tendo em conta as enormes incertezas que nos reserva 2021, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional”, refere Pedro Magalhães.
Quanto às 45 missões empresariais internacionais previstas, estas irão manter-se num registo misto – virtual e presencial –, sendo cada mês do ano associado a um mercado diferente. Planeados estão já janeiro, como o mês de África; em fevereiro será dado destaque ao Médio Oriente; em março à América Latina e em abril à zona da Eurásia. Os destinos escolhidos têm apresentado um crescimento económico significativo e, em missões anteriores, trouxeram bons resultados a empresas portu- guesas, como o caso do México, de Marrocos, da Rússia, da Costa do Marfim e da Coreia do Sul.
Será também dada continuidade aos seminários “Meet-the-Market”, desta vez em formato online e gratuito, que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e às iniciativas online one-to-one, cujas sessões individuais e personalizadas juntam empresas e representantes locais dos diversos mercados.
A CCIP vai, ainda, promover ações de formação para a in- ternacionalização das empresas, assim como um serviço de consultoria individual e de mentoring para as indústrias portuguesas que pretendam iniciar a sua expansão nos mercados internacionais.
“Procuramos pegar em cada empresa e trabalhá-la de forma customizada”, afirma Pedro Magalhães, salientando ser esse o fator que marca a diferença, uma vez que “o foco é conseguir reuniões que deem negócio”. O processo de preparação de uma missão empresarial pode levar entre 30 e 45 dias, tempo em que a CCIP trabalha como intermediária entre o consultor local e a empresa cliente, “para garantir que o processo é uniforme”. Pedro Magalhães explica: “Focamo-nos em trazer às empresas uma agenda muito concreta, em que elas já sabem quem vão ver - as empresas portuguesas validam todas estas reuniões antes de se deslocarem ao mercado. É um trabalho que demora mês ou mês e meio a preparar, a juntar contactos, a empresa portuguesa valida e depois inicia-se o processo de marcação das reuniões”.
Uma missão empresarial internacional pode durar entre cinco e sete dias. No total, os custos de cada missão podem rondar entre os três e os quatro mil euros, incluindo as deslocações ao país de destino, alojamento, seguro e agendamento de reuniões. O responsável revela que a CCIP vai ainda lançar a quarta edição do Barómetro para a Internacionalização, um inquérito realizado a mais de 750 indústrias portuguesas que resume o “estado da arte das empresas sobre a internacionalização, as suas perspetivas para o futuro e sobre o impacto que teve a pandemia em 2020”.
Antecipando os resultados do inquérito, Pedro Magalhães afirma que, em 2020, o setor da metalomecânica foi o maior exportador a nível nacional, seguindo-se a indústria alimentar que, embora seja um setor sem índices elevados de exportação, tem vindo a aumentar o seu volume de negócios. Em terceiro lugar surge o setor dos vinhos, cujo consumo aumentou exponencialmente durante o período de confinamento, e o setor das tecnologias da informação. Por último surgem as empresas da área farmacêutica, têxtil e calçado, turismo, restauração e hotelaria, que sofreram reduções ao longo de 2020.
Entrevista a Pedro Magalhães à revista PME Magazine.
Texto por: Mafalda Marques e Maria Inês Jorge

As delegações do Hong Kong Economic and Trade Office (HKETO), em Bruxelas e em Berlim, vão organizar, no dia 5 de fevereiro às 09h00, um webinar com a chefe do Executivo de Hong Kong, Mrs. Carrie Lam, que irá falar sobre as oportunidades de negócio para as empresas europeias.
Este evento online contará também com a participação do Secretary for Commerce and Economic Development, Mr. Eduard Yau, do Secretary for Environment Mr. Wong Kam-seng e do Secretary for Financial Services and Treasury, Mr. Christopher Hui.
Os interessados podem fazer a inscrição através deste link.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semana no Diário de Notícias.
Estamos a viver um tempo de dificuldades, preocupação e aflição. A pandemia chegou sem aviso e criou nas estruturas do nosso país uma tensão terrível. Ninguém tinha qualquer ideia de quais seriam os seus efeitos nem de como seria possível ultrapassá-los.
A primeira reação foi de união. Apesar de todos termos feito avaliações diferentes e de sermos diferentes na nossa forma de reagir aos acontecimentos, a população portuguesa compreendeu as decisões dos governantes e reagimos de uma forma ordeira e alinhada, que nos permitiu ter entre março e maio uma situação pandémica razoável.
As coisas foram evoluindo. Tivemos momentos melhores e piores, decisões mais prudentes ou mais arriscadas que resultam desta navegação à vista, em que temos de conciliar a vida, a saúde e a capacidade de dar às pessoas a possibilidade de ter para viver. E continuámos unidos.
É uma grande lição que precisamos de guardar dentro de nós, agora que se aproxima o tempo de começar a preparar a retoma da nossa vida. Temos de nos manter unidos e lutar por um bem maior que é Portugal.
Nesta nova fase em que devemos entrar brevemente, depois de passado o período de confinamento, para recuperarmos do Natal e do frio, vamos precisar de todos os recursos para podermos voltar ao crescimento que verificámos antes da pandemia, essencial para que todos os portugueses possam voltar a viver com normalidade e com uma nova esperança.
A solução para a pandemia resultou de um trabalho extraordinário realizado pela iniciativa privada. Empresas farmacêuticas, tantas vezes criticadas, conseguiram criar uma vacina num tempo recorde, o que foi acompanhado por um trabalho extraordinário do setor público, primeiro na aprovação e depois na vacinação das pessoas.
Foi um exemplo excecional de que as capacidades disponíveis são sempre mais eficientes quando cooperam do que quando se digladiam.
É este exemplo que é fundamental manter bem presente para que consigamos chegar aos objetivos que são essenciais para a retoma. Juntar esforços entre público e privado. Fazê-lo sem preconceitos ideológicos, sem a pequenez da divisão, mas com generosidade e sentido de responsabilidade. Colocar o bem comum em primeiro lugar resulta em criar benefício para todos.
Outro exemplo que a vacina nos deixou foi a cooperação entre pessoas de diferentes origens e realidades que nos trouxeram a solução da nossa sobrevivência. Provou-se uma vez mais que não há superiores nem inferiores. Somos todos pessoas e pertencemos uns aos outros.
Vivemos num tempo de cooperação entre países. É um tempo de sociedades abertas que usufruem das potencialidades que chegam de fora, de multilateralismo e de tolerância, mais uma vez, o caso da vacina da BioNtech é paradigmático neste aspeto, criada por um casal de imigrantes turcos na Alemanha. Ainda que haja quem queira pôr tudo isto em causa, não há qualquer dúvida de que foi esta a receita que permitiu que o mundo conhecesse o seu período de maior expansão e desenvolvimento.
Não se pode defender um mundo aberto e multilateral e, dentro de casa, cerrar fileiras em detrimento do outro, impedindo a cooperação entre todos. Se a receita resultou a nível global, resultará, certamente, cá dentro. Que público e privado se unam, cooperem, ajudando o país. A bola está do lado dos nossos governantes e políticos, uma vez que a população acabou de provar que é capaz.

Terminou a 1ª edição da Pós Graduação sobre Gestão Aplicada para Gestores de PME, promovida pela CCIP em parceria com a Nova SBE, que teve como patrocinadores a SAGE e Yunit Consulting e como embaixador Rui Fonseca, CEO da Altronix.
31 gestores de Micro e PME reuniram-se, durante alguns meses e de 15 em 15 dias, com um objetivo comum: fortalecer as suas competências de gestão e prepararem-se melhor para os desafios futuros que se apresentam todos os dias às suas organizações.
Embora a pandemia tenha trazido desafios acrescidos ao calendário previsto, estes gestores deram provas da sua resiliência e vontade! Prova disso é o balanço da viagem que foi feita por Nadim Habib, business mentor dos participantes, que destaca a “importância da aprendizagem para ambos os lados, organização e participantes, em que se conseguiu construir uma pós-graduação forte, com experiências interessantes e, acima de tudo, impacto nas empresas e, quem sabe, na economia portuguesa”!
Na tarde do passado dia 15 de janeiro, nas instalações da Nova SBE, os grupos de participantes tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos finais a um júri composto por Andreia Jotta (Diretora de Marketing da CCIP), Nadim Habib (Docente da NOVA SBE e Orientador dos grupos de trabalho), Bernardo Maciel (Diretor Geral da Yunit Consulting) e Isália Barata (Diretora de Marketing da SAGE).
A todos os participantes, patrocinadores e embaixador desta 1ª edição da Pós Graduação, os nossos mais sinceros parabéns e agradecimentos pela confiança que depositaram em nós ao serem os primeiros a associarem-se à CCIP no “pontapé de saída” deste projeto. A 2ª edição está de volta este ano, com novidades muito em breve!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semana no Diário de Notícias.
Em maio de 2019, o Papa Francisco desafiou os jovens católicos a debaterem e a porem em prática "uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a devasta. Um acontecimento que nos ajude a estar unidos, a conhecer-nos uns aos outros, e que nos leve a estabelecer um "pacto" para mudar a economia atual e atribuir uma alma à economia de amanhã".
O Papa, sempre preocupado com a centralidade da pessoa humana em tudo o que serve para estruturar a vida, compreendeu que era fundamental propor uma revolução no modelo económico mundial. No seguimento dos seus antecessores, decidiu apelar aos católicos para que participem ativamente na construção do futuro do mundo. Mas veio, mais ainda, desafiar os católicos a liderar essa mudança que considera absolutamente fundamental para que o mundo sirva a humanidade de uma forma mais justa, com os valores que servem aos homens e que cuidam verdadeiramente do seu desenvolvimento no caminho da felicidade. Uma mudança que se destina à humanidade e que deve ser realizada, não apenas por católicos, mas por todos.
E decide que só os jovens poderão liderar essa revolução, aproveitando o seu idealismo e a sua energia, criando as pontes necessárias com outras gerações, culturas e regiões.
Apesar disto o mundo duvidou. Como poderia um grupo de jovens em Assis (daí a economia de Francisco), promover uma mudança do modelo económico mundial, tão condicionado por interesses ligados ao modelo anterior? Era uma boa iniciativa, mas pouco mais do que uma boa ideia...
Eis senão quando, inesperadamente, o mundo é assolado por uma pandemia que coloca fechada em casa uma parte substancial da população mundial. De um momento para o outro tudo se põe em causa.
Rapidamente a pessoa passa à frente da economia. A preocupação sobre o próximo instala-se em cada um de nós. Usamos a máscara para proteger o outro. Aceitamos não satisfazer os nossos apetites e as nossas vontades para assegurar o bem comum.
E hoje, por todo o lado, ouvimos dizer que temos de aprender e manter o que aprendemos com a pandemia. Que podemos dar maior autonomia e flexibilidade aos que trabalham, que temos de criar condições para os que têm situações precárias, que cada pessoa vale mais do que a criação de riqueza.
É realmente uma oportunidade que não podemos desaproveitar. Temos de mudar o modelo económico para que as pessoas sejam o centro da preocupação. Temos de acreditar que se todos viverem melhor seremos mais produtivos e criaremos mais riqueza que nos trará mais bem-estar.
É verdade que não houve modelo económico no mundo que criasse tanta riqueza como aquele que se baseia na economia de mercado. Contudo, sem que haja uma preocupação social a criação da riqueza, por si só, cria situações de desequilíbrio na sociedade que a põem em causa. É preciso associar o social ao modelo da economia de mercado e criar a economia social de mercado. Há que garantir que se distribui a riqueza criada.
O Papa Francisco desafiou-nos a fazer aquilo que parecia improvável. Em 2020 veio uma pandemia que torna possível e desejável essa mudança!

Em 2020, realizámos mais de 380 horas de formação, capacitámos mais 500 pessoas e a nossa média de participantes por ação de formação mais do que duplicou: 10 para 22. Do total das 25 ações realizadas, 21 foram em formato live training.
O ano de 2020 ficou também marcado pelo facto de termos conseguido com sucesso ser uma Entidade Formadora Certificada e reconhecida a nível nacional. A nossa preocupação com a qualidade é agora uma certeza maior, e tem um selo a comprovar!
Em fevereiro, iniciámos em parceria com a NOVA SBE, a 1ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME que contou com a presença de 31 empresários que, no final de janeiro, passam a ser pós graduados e estarão mais capacitados para gerir as suas empresas. Como numa equipa vencedora não se mexe, muito brevemente iniciaremos a 2ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME! E ainda se pode inscrever nesta segunda edição.
2020 foi um ano desafiante para todos. Ficámos mais forte e com mais certezas daquilo que queremos para o futuro! Na área de formação da CCIP isso passará por implementar uma plataforma de e-learning totalmente customizada (contamos lançar o 1º curso em formato e-learning ainda no 1º semestre), pela aposta num plano de formação inter empresas que vá ao encontro das necessidades reais de quem diariamente trabalha nas empresas (plano do 1º trimestre), e por aumentar a proximidade com os nossos associados, e não associados, recordando que estamos também disponíveis para os apoiar no processo de formação à medida das suas equipas.
A quem nos acompanhou este último ano, o nosso obrigada! E aos que se juntarão a nós em 2021, sejam desde já bem vindos!
Para este novo ano esperamos contar com a preferência de todos e prometemos continuar a marcar a diferença no nosso serviço e relacionamento com as organizações.
Bom Ano.
Cátia Moura
Responsável pela Formação CCIP

Bruno Bobone, Presidente da CCIP, partilhou duas lições, que na sua prespectiva não devem ser esquecidas em 2021.
1 Em 2020 vivemos dos tempos mais dramáticos das nossas existências. Perdemos valor na economia, esteve em risco a sobrevivência de muitas pessoas, famílias e empresas, a morte rondou. Ao mesmo tempo abriram-se oportunidades: demos passos enormes numa digitalização mais inclusiva, voltámos a ter consciência da importância da vida, percebemos que há mais maneiras de viver.
Todas as crises trazem lições. Temos agora a oportunidade de recriar o nosso futuro com base na experiência feita. Quem enfrenta a morte sabe valorizar melhor a vida.
Em 2020 deixámos que o medo tomasse conta das nossas decisões. Nem sempre acreditámos que a solução passa por confiar mais nos indivíduos. Deixámos muitas vezes que fosse o Estado a marcar caminho, num processo de infantilização das pessoas e da sua vontade que muitos querem impor. E que temos de contrariar.
Quem faz a história são as pessoas e a vontade de cada um na recusa de seguir os ditames do momento. Assim, aquilo que vos proponho para o ano de 2021, ano da esperança, é que criemos um futuro mais inclusivo, mais humanizado, assente no poder de cada um. Em que a economia seja vista como um instrumento e não um fim. A economia é uma ferramenta de criação de riqueza, que apenas se justifica se essa riqueza se destinar a promover o nosso crescimento como pessoas e a criar caminho para atingir patamares de vida dignos. O objetivo de vida de cada pessoa é ser feliz e hoje aprendemos que somos cada um responsável pela felicidade de todos. De resto, duvido de que na equação do PIB real este critério já esteja a ser considerado.
2 É certo que nem tudo o que veio do Estado foi nefasto. Graças a uma rápida consciencialização do tamanho dos perigos, governos e organizações internacionais entenderam-se no essencial para criar plataformas de ajuda como nunca tínhamos visto.
E assistimos a uma excelente articulação entre ciência, indústria e estados que permitiu a vacina em tempo recorde: cientistas e indústria descobriram e desenvolveram, o Estado aprovou. Talvez deva ser este o modelo que nos deve inspirar, é isto que devemos querer. Iniciativa privada forte, responsável, com disponibilidade para investir, sabendo que o Estado está lá para não criar dificuldades. Imagine, caro leitor, esta prática levada ao limite e aplicada, por exemplo, ao licenciamento industrial. lmagine que cada autarca, cada burocrata deste país, entendia a criação de emprego como prioridade de vida ou morte; imagine que a administração pública passava a responder em dias ou poucas semanas aos requerimentos, porque se não o fizesse teria uma opinião pública forte a exigir prazos e responsabilidades. Imagine que poderia votar nas presidenciais de 24 de janeiro a partir de casa; imagine que o ministro da Economia era obrigado a fazer conferências de imprensa diárias para prestar contas sobre empregos e empresas nascidas, mortas ou recuperadas.
Portugal precisa de escolher o seu caminho para este novo futuro. Temos de pôr a tecnologia ao serviço dos processos, ganhar competitividade, diminuir a burocracia, exigir responsabilidade, aumentar a produtividade, para que se possa distribuir por todos os ganhos obtidos.
Há muitos anos que defendo que não haverá futuro se o rendimento de cada um não melhorar significativamente. A covid e as desgraças que trouxe não podem ter sido em vão. Aproveitemos as lições.
PS. Permitam-me uma palavra a todos os que não desistiram e souberam resistir. O regresso da edição diária em papel do Diário de Notícias é a demonstração de que há sempre caminho quando há vontade.

Portugal assumiu a Presidência, anteriormente, em 1992, 2000 e 2007. A Presidência do Conselho é exercida em regime rotativo pelos Estados-Membros da UE, por períodos de seis meses.
No âmbito do Tratado de Lisboa de 2009, foi estabelecido que as Presidências passam a ter um programa de trabalho acordado entre os três Estados-Membros que exercem a Presidência consecutivamente trabalhando em estreita cooperação através dos chamados “trios”.
O trio define os objetivos a longo prazo e prepara uma agenda comum que estabelece os temas e questões que o Conselho irá tratar ao longo de um período de 18 meses.
Portugal sucede à Alemanha e precede a Eslovénia, países com os quais integra o trio de Presidências. Os três países, em conjunto, elaboraram um programa para 18 meses, a partir do qual cada Presidência define as suas prioridades específicas.
Alcançar uma Europa solidária e preparada para enfrentar situações de crise, é uma das prioridades da Presidência Portuguesa que pretende:
- Mitigar os efeitos da crise;
- Implementar o novo Quadro Financeiro Plurianual e o Fundo de Recuperação da UE para fazer face à pandemia (Next Generation EU);
- Promover o crescimento sustentável e a criação de emprego;
- Promover a recuperação ancorada no Pacto Ecológico Europeu e transição digital.
- Reforço da democracia e Estado de Direito;
- Defesa dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais;
- Proteção dos cidadãos europeus.
Rumo a uma Europa social mais forte, num contexto de retoma económica, a Presidência Portuguesa tem como objetivos:
- Mitigar os efeitos do desemprego
- Combater a pobreza, a exclusão social e as desigualdades
- Realizar uma Cimeira Social, no dia 7 de maio, no Porto, para debater a dimensão social na retoma e no desenvolvimento da economia europeia, bem como na transição digital e climática, e impulsionar a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.
Para alcançar uma europa mais verde, a Presidência Portuguesa pretende:
Acelerar a transição digital inclusiva e justa é uma das prioridades da Presidência Portuguesa, que pretende:
Reforçar o papel da Europa no mundo, assente na sua abertura, no multilateralismo efetivo e no reforço das parcerias internacionais faz parte dos objetivos da Presidência Portuguesa que definiu como prioridades:
Mais informações sobre as prioridades da Presidência Portuguesa e o calendário oficial podem ser obtidas através do novo site da Presidência Portuguesa da UE.

O ano que termina foi sem dúvida desafiante para todas as empresas e seus colaboradores, exigindo de todos uma maior flexibilidade, agilidade e capacidade de adaptação à mudança.
Mais do que duplicámos o nº de empresas que apoiámos na sua capacitação (300) e formámos mais de 500 colaboradores.
Num ano tão atípico, e de uma forma global, a formação foi sem dúvida a grande aposta de várias pessoas e empresas e, no nosso questionário anual de levantamento de necessidades formativas, que contou com a participação de 174 empresas, pudemos comprovar isso mesmo.
Mais de metade dos participantes (57%) referiu que frequentar ações de formação é bastante importante e interessante por três principais razões: aquisição de novos conhecimentos e competências; e/ou melhorar o desempenho profissional e/ou atualizar conhecimentos.
Os resultados que obtivemos com este levantamento de necessidades de formação veio também confirmar que a forma como se fazia formação teve ser alterada e repensada, ou seja, a disponibilidade para frequentar formações e a modalidade em que estas chegam até ao cliente final está diferente, e tem de ser diferente.
Da amostra de 174 respostas, 51% refere que tem preferência por ações de formação em horário pós-laboral e 41% prefere o horário laboral. Relativamente à modalidade de realização, 54% tem interesse por ações de formação em e-learning, 45% por ações mistas (presencial e online) e as ações mais curtas, como os webinares, despertam o interesse para 44% das pessoas que colaboraram.
São percentagens significativas que vêm reforçar as nossas apostas para o ano de 2021.
Relativamente às áreas de formação, as respostas obtidas não deixam grandes dúvidas sobre aquelas que são as principais preocupações e apostas das pessoas para o seu crescimento e desenvolvimento.
Procuraremos sempre colaborar com associados/formadores de referência, com metodologias novas, programas pertinentes e atuais. Para já, conheça o nosso plano de formação para o 1º trimestre de 2021. Todas as inscrições efetuadas até 31 de dezembro beneficiarão de um desconto de 10%.
Para mais informações ou esclarecimentos envie email para cmoura@ccip.pt

A Comissão Europeia publicou, no dia 12 de novembro, o quarto relatório anual de implementação dos acordos comerciais. A União Europeia (UE) possuí atualmente em vigor 45 acordos comerciais, que abrangem 77 países, e este relatório analisa e fornece informações sobre 36 dos principais acordos comerciais celebrados com 65 países.
O comércio de mercadorias da UE, em 2019, com os 65 países abrangidos pelo relatório, aumentou 3,4 %; no resto do mundo o crescimento foi de 2,5%. A Suíça foi o principal parceiro preferencial da UE, representando 21% do comércio, seguida da Turquia com 11%, do Japão com 10% e da Noruega com 8,5%. Em conjunto este grupo de países foi responsável por metade do comércio preferencial da UE. No contexto do comércio internacional português, entre o grupo dos 65 países, a Turquia foi o nosso principal parceiro, representando 4,6% do comércio com países extra UE, seguida da Suíça com 2,7% e do Canadá com 2,2%.
Os resultados mais positivos ocorreram nos setores:
Agroalimentar: as exportações da UE para os parceiros comerciais registaram um aumento de 8,7% em comparação com o ano anterior. As bebidas foram os principais produtos exportados, representando 15% do total das exportações agroalimentares. Os três principais mercados de destino das exportações agroalimentares da UE, entre os parceiros comerciais preferenciais, foram a Suíça, o Japão e a Noruega, representando, em conjunto, cerca de 11% das exportações agroalimentares.
Bens Industriais: as exportações de bens industriais registaram um aumento de 3,7%, com um crescimento mais acentuado nos produtos químicos (6,3%) e equipamento de transporte (5,7%), entre outros.
O relatório analisa também os progressos realizados na aplicação dos capítulos consagrados ao “Comércio e Desenvolvimento Sustentável”, que figuram em todos os acordos denominados de “acordos de nova geração”. Através da aplicação destes capítulos, a UE pretende maximizar o efeito multiplicador propiciado pelo incremento do comércio e do investimento para progredir em questões fundamentais como a promoção do trabalho digno e a proteção do ambiente ou a luta contra as alterações climáticas.
A Comissão Europeia estima que a pandemia do novo coronavírus tenha, em 2020, um grave efeito na diminuição do comércio entre a UE e os seus parceiros comerciais. Que as exportações para países terceiros poderão diminuir entre 9 % e 15 % e que as importações poderão diminuir entre 11% e 14 %. A extensa rede de acordos comerciais da UE pode contribuir para contrariar e atenuar estes efeitos negativos, reforçar a resiliência e diversificar as cadeias de abastecimento. No que respeita às exportações nacionais de mercadorias, dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que entre janeiro e setembro de 2020, as exportações para países terceiros diminuíram 11,9% e as importações 16,1%.
Recentemente a Comissão Europeia lançou o portal “Access2Markets”, que disponibiliza informação sobre 120 destinos de exportação nomeadamente: direitos aduaneiros, impostos internos, regras de origem aplicáveis e procedimentos aduaneiros. Neste portal as empresas podem ainda apresentar casos concretos de obstáculos relacionados com o acesso aos mercados, para que a Comissão Europeia possa analisar a denuncia, identificar o problema reportado e desenvolver as ações tidas por relevantes. (fonte: Comissão Europeia).
Para mais informações:

No passado dia 21 de setembro, a UE e o Canadá celebraram o terceiro aniversário da entrada em vigor provisória do Acordo Económico e Comercial Global (CETA).
Entre os produtos industriais, as máquinas e os produtos farmacêuticos registaram o maior crescimento em termos de exportações da UE em comparação com 2019, 9,4% e 11,6% respectivamente.
Com a sua aplicação foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias. Gradualmente, num prazo de 3, de 5, e de 7 anos, desde a entrada em vigor do acordo, atingir-se-ão os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização, podendo as empresas da UE poupar até 590 milhões de euros por ano só em direitos aduaneiros.
O CETA confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos jamais oferecido a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.
No contexto do comércio internacional português, não sendo um dos principais parceiros comerciais, o Canadá é, ainda assim, um importante mercado para o comércio internacional português e com potencial de crescimento. Ocupou, em 2019, a 15º posição no ranking de clientes e a 39º no de fornecedores, com quotas de 1% e 0,27% respetivamente.
A balança comercial bilateral com o Canadá, nos últimos cinco anos (2015-2019), foi sempre favorável a Portugal. No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2019, por grupos de produtos, destacam-se os veículos e outro material de transporte (49,4% do total), seguidos de produtos alimentares (10,2 %), de matérias têxteis (6,4%), dos plásticos e borracha (5,2%), de metais comuns (4,9%)e do calçado (4,6%) que, no seu conjunto, representaram 76,2% das nossas vendas para este mercado.
Em 2019 exportaram para o Canadá 1.779 empresas portuguesas e as vendas atingiram 600 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 75% em relação a 2018. Determinados grupos de produtos registaram um acentuado crescimento, destacando-se as vendas de veículos e material de transporte com um aumento superior a 1.000%; vestuário (16,5%); matérias têxteis (9,7%); instrumentos de ótica e precisão (6,8%) e produtos agrícolas (6,4 %).
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de janeiro a setembro de 2020, as exportações portuguesas alcançaram 231,5 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 48%, comparativamente com o período homologo, essencialmente motivada por um decréscimo das vendas de veículos e material de transporte (-96%); de metais comuns (-62%); de instrumentos de ótica e precisão (-57%); de calçado (-34%) e de vestuário (-18%). Em contrapartida, neste mesmo período, destaca-se o crescimento das exportações dos produtos químicos (160%); das máquinas e aparelhos (51%); das pastas celulósicas e papel (39%); das peles e couros (32,1%) e dos produtos agrícolas (6%).
O CETA veio facilitar as exportações para o mercado canadiano e proporcionar importantes oportunidades de negócio. Mais informações poderão ser obtidas através dos seguintes links:
Conheça o Plano de Ações Internacionais da CCIP para 2021, que contempla missões empresariais a mais de 30 mercados!

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias desenvolve, anualmente, em colaboração com as Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, um Estudo Económico Europeu, o qual é resultado de um inquérito anual à actividade das empresas e tem por objectivo a recolha de informação e de opinião junto dos empresários na Europa, sobre alguns aspectos da actividade empresarial, nomeadamente, evolução da procura e das vendas; investimento; emprego e clima de negócios.
Os resultados indicam que as empresas portuguesas estão relativamente confiantes, em relação ao futuro, face ao actual contexto pandémico.
Conheça os resultados .

Sinopse
Este livro é um manual eminentemente prático que expõe as modernas teorias de gestão, e que, beneficiando da vasta e rica experiência do autor como consultor e administrador de grupos empresariais familiares, lhe confere um caráter de guião do caminho a percorrer pelas empresas familiares para o sucesso, a perenidade e a estabilidade.
Sabendo-se que o insucesso e o mau desempenho destas empresas estão, com muita frequência, na base de conflitos e na desagregação da família, o autor fornece pistas, conselhos e traça quadros de atuação para evitar os erros mais comuns e aumentar o desempenho e a excelência deste tipo de organizações.
Nos quinze capítulos em que se estrutura o livro, e numa ótica de saber fazer são expostas e explicadas as ferramentas teóricas da gestão adaptadas e ajustadas às empresas familiares.
Como leitores privilegiados deste livro, encontram-se os quadros gestores de empresas familiares, que sejam membros da família ou não, e que pretendam adquirir ou melhorar os seus conhecimentos de gestão empresarial.
E porque o sistema família-empresa é abordado de forma integrada, a sua leitura será recomendável, aos próprios empresários e a todo o tipo de quadros que exerçam atividades nas organizações da sua família.
Luís Todo Bom é engenheiro químico (IST) e MBA (UNL/Wharton Sch.). Teve formação executiva nas universidades de Stanford e Cranfield. É professor convidado do ISCTE Executive Education. É membro conselheiro e especialista em engenharia e gestão industrial da Ordem dos Engenheiros e da Academia de Engenharia. Foi e é consultor e administrador não-executivo de diversas empresas, incluindo grupos familiares. Foi presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Portugal Telecom e do Fundo de Turismo e vice-presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Marconi e da AIPortuense. Lecionou no ISCTE as unidades curriculares Projeto Empresarial, Gestão Estratégica e Gestão da Inovação. Foi Secretário de Estado da Indústria e Energia do X Governo Constitucional.

A Câmara de Comércio retomou as Missões Empresariais presenciais com uma viagem aos Emirados Árabes Unidos, que conta com a participação de 8 empresas portuguesas. A Missão teve início dia 22 de novembro, estando o regresso agendado para o próximo dia 27, sexta-feira.
Para além da presença do Vice-Presidente da CCIP, Paulo Portas, e do Diretor de Comércio Internacional, Pedro Magalhães, viajam com a Câmara de Comércio um conjunto de empresários de diversos setores de atividade, nomeadamente:
Para além das reuniões individuais de negócios, pré-avaliadas e aprovadas pelas participantes, o programa da Missão inclui uma visita ao Sharjah Research, Technology & Innovation Park, um jantar cultural e um encontro com Presidente do Portuguese Business Council no Dubai.
O Departamento de Comércio Internacional da CCIP apresentou recentemente o seu plano de atividades para 2021, estando já abertas as inscrições para as missões que irão decorrer em janeiro de 2021.

Em muitas empresas, os departamentos de marketing foram obrigados a dar um “passo à gigante” para o futuro. Repensaram os seus planos de marketing em pouco tempo e puseram-nos em prática numa velocidade estonteante.
O impacto do coronavírus em praticamente todos os setores de atividade foi e é indiscutível, sendo que, no campo do marketing digital, foi responsável por uma evolução brutal em todas as organizações.
Nesta 2ª edição do e-book sobre as Tendências de Marketing, procurámos uma vez mais sentir o pulso das empresas e dar voz aos que lideram os departamentos de marketing e comunicação no nosso país.
Convidamos todos os interessados a fazer o download gratuito desta publicação e a conhecer o que vai estar no topo da lista de prioridades das equipas de marketing no próximo ano.
Aceda aqui ao E-book sobre as Tendências de Marketing para 2021

A Maleo vai iniciar um ciclo de conversas informais a que chamou maleo.talks, no próximo dia 18 de novembro.
Neste momento de incerteza, importa refletir sobre o futuro, assim como desafios e soluções que se apresentam para as empresas e os seus colaboradores e por isso mesmo, o tema em análise são as “Oportunidades para as empresas no pós pandemia”.
Para saber mais e inscrições, visite a página da Maleo

O que vai encontrar?

Consultar o plano de ações internacionais para 2021
O plano contempla a abordagem a realização de cerca de 45 missões empresariais, entre o formato presencial e virtual, com um foco principal fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa. A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objetivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais. Neste sentido iremos realizar missões empresariais presenciais e virtuais a destinos em franco crescimento e que já têm trazido resultados muito positivos a empresas portuguesas, casos como o México, Marrocos, Rússia, Costa do Marfim e Coreia do Sul, são alguns desses exemplos.
Vamos continuar com os seminários “Meet-the-Market”, totalmente em formato Webinar – 100% online e 100% gratuito - que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e reuniões “One-to-One, que consistem em sessões individuais e personalizadas entre as empresas e os nossos representantes locais de diversos mercados – também em formato 100% online.
Uma das principais novidades para 2021 será a realização de 4 missões inversas a Portugal de compradores, importadores, retalhistas e distribuidores internacionais, nos setores alimentar e bebidas, têxtil e vinhos.
Numa perspetiva de constante inovação e adequação às necessidades das empresas, será também disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização.
De acordo com Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio, “o plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus Associados é, como costumo dizer, um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. Em 2021, o regresso ao comércio internacional vai ser mais necessário do que nunca, para recuperar a economia”.
Tendo tido oportunidade de acompanhar pessoalmente algumas das missões realizadas nos últimos anos, o Vice-Presidente da CCIP afirma ainda que “muitas empresas reforçaram os seus contactos internacionais e as vendas em novos mercados, frequentando as missões que organizamos nas quais temos a preocupação de garantir as adequadas reuniões B2B – seja de forma presencial ou virtual".
Também em 2021, será lançada a 5ª edição do Estudo Insight, que já nos um olhar aprofundado sobre os processos de exportação de mais de 1.00 pme portuguesas e adequar estratégias para o futuro.
Teremos um conjunto de ações de formação para a Internacionalização, com sessões práticas e especificas sobre as temáticas que envolvem os processos de internacionalização.
A Câmara de Comércio conta com uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para suas iniciativas de apoio à internacionalização, com um foco especial na Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas. Contamos, assim, com o apoio estratégico do único banco do Mundo presente em sete países de Língua Portuguesa, que nos tem apoiado no trabalho de sensibilização das empresas portuguesas para as principais "ferramentas" e operações bancárias a utilizar no comércio internacional.
Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio vê com otimismo 2021. “Tendo em conta as enormes incertezas que nos reserva 2021, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional. Vamos continuar a estar ao lado das empresas, apoiando-as com contatos de qualidade em mais de 50 mercados distintos, com um foco claro na customização."
Quer começar hoje mesmo a impulsionar o seu negócio além-fronteiras?
Consultar o plano de ações internacionais para 2021
A equipa de comércio internacional da CCIP está ao dispor das empresas portuguesas.
Fale connosco!
Email: internacional@ccip.pt
Telefone: +351 213 224 050

Os governos de todo o mundo continuam a ter nas suas mãos uma enorme tarefa: proteger a saúde dos seus cidadãos enquanto tentam limitar o impacto económico do coronavírus. No entanto, o principal problema é que muitas das tentativas de estímulo ao (re)início das atividades e ao retorno à vida pré-pandémica, têm levado ao aumento do número de casos, o que por sua vez tem colocado um travão no crescimento económico. É um círculo vicioso que, em última análise, parece significar que as economias estão condenadas se o fizerem e condenadas se não o fizerem.
O Banco Mundial prevê que a economia global terá uma contração de 5,2% em 2020, a contração mais acentuada em oito décadas. O Financial Times relata que a União Europeia enfrenta “uma recessão histórica”, com uma queda do PIB de 12,1% em toda a Zona Euro. Em Portugal, os números avançados recentemente pelo Banco de Portugal apontam para uma recessão à volta dos 8,1%, com uma queda das exportações de 19,5% e das importações em 12,4%.
Existe uma probabilidade muito grande de que o mundo em geral possa continuar numa posição económica precária até que se encontre uma vacina, que esta seja aprovada e amplamente distribuída pelo globo. Até lá, os países continuarão muito provavelmente a tentar o exercício de equilíbrio entre abrir as suas economias o máximo possível, enquanto controlam a propagação do vírus e esperam pelo fim da pandemia.
A Câmara de Comércio tem falado com inúmeras empresas Portuguesas exportadoras de diferentes setores, dimensões e distribuição geográfica e, na sua grande maioria e retirando as empresas ligadas ao setor do Turismo, tem recebido um feedback otimista em relação ao que será 2021, para o desenvolvimento das suas atividades internacionais. Estou certo de que o estudo Insight, que a Câmara de Comércio lançará ainda este ano, transmitirá alguma desta sensibilidade. Ao mesmo tempo, os resultados preliminares do Estudo Económico Europeu que a Câmara de Comércio apresentará em meados de Novembro deste ano, são também muito otimistas, revelando a maioria das mais de 300 empresas inquiridas, que esperam um ano 2021 com resultados positivos para as suas atividades económicas.
Em linha com este sentimento otimista que recebemos por parte das empresas exportadoras, a Câmara de Comércio está a crescer significativamente no que concerne aos serviços de comércio internacional, nomeadamente na emissão de Certificados de Origem, de Carnets ATA, da preparação de agendas individuais de contactos de qualidade a nível internacional e nas missões virtuais a mercados externos. Os passados meses de Setembro e de Outubro trouxeram consigo uma procura dos nossos serviços acima do nível do período pré-covid, o que faz com que todos aspiremos a que a retoma tão desejada se reflita nas vidas das empresas com a maior celeridade possível.
Sabemos que não iremos voltar ao mesmo lugar onde nos encontrávamos no final de 2019, e que fazer qualquer tipo de previsão durante este período é muito arriscada, mas tendo em conta este cenário, ao dia de hoje, 2021 tem tudo para ser um ano com melhores resultados do que aqueles que estamos a ter em 2020!

Pedro Magalhães
Diretor de Comércio Internacional da CCIP

A CCIP está já a preparar o plano de formações para 2021 e queremos saber quais as áreas que gostava de ver aprofundadas.
Queremos continuar a apresentar um plano com as áreas de formação de maior interesse e necessidade para si e este nosso objetivo só é conseguido com o seu apoio.
Pedimos-lhe que nos dispense alguns minutos do seu tempo para preencher o nosso Questionário de Levantamento de Necessidades.
Com a sua ajuda vamos conseguir apresentar um plano de formação ajustado!

A Comissão Europeia encontra-se a trabalhar numa iniciativa legislativa com o objetivo de reforçar o quadro de proteção e facilitação do investimento na UE. A iniciativa faz parte do Plano de Ação da União dos Mercados de Capitais e está prevista ser apresentada no primeiro semestre de 2021.
Neste âmbito, a Comissão Europeia encomendou a realização de um estudo e a recolha de casos/evidências sobre as experiências dos investidores relacionadas com a proteção do investimento na UE face às medidas públicas. O estudo inclui um questionário que fornecerá indícios para a avaliação de impacto e contribuirá para a preparação da respetiva proposta legislativa.
O questionário foi concebido especificamente para investidores da UE envolvidos em investimentos transfronteiriços noutros Estados-Membros da UE, ou interessados em realizar investimentos transfronteiriços que não o puderam fazer devido a barreiras específicas relacionadas com a proteção do investimento.
As empresas que se enquadrem numa das situações acima referidas e que queiram participar na consulta poderão aceder ao questionário, até dia 23 de Outubro.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa recebeu a visita de Armando Abreu, recém eleito Presidente da Federação das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil (FCCP), que sucedeu a Nuno Rebelo de Sousa. O grande propósito da gestão à frente da FCCP será o fortalecimento e integração das entidades portuguesas no Brasil.
Atualmente com 17 câmaras filiadas, a entidade fundada por António Bacelar Carrelhas, Rômulo Alexandre e mais alguns empresários, perfila-se como uma das mais representativas da diplomacia económica bilateral no Brasil. O mandato corresponderá ao período 2020-2022.
Esta reunião teve como principal propósito discutir os termos da organização da IX Reunião Anual das Câmaras de Comércio Portuguesas – que se realizará em Fortaleza, Brasil, a 15 e 16 de março de 2021.