
Findo o primeiro semestre de 2021, fazemos um balanço das atividades realizadas no âmbito da formação CCIP.
Na área da formação terminámos o 1º semestre com números muitíssimo interessantes que refletem - e reforçam - a aposta que a CCIP tem feito nesta atividade.
Estes são resultados muito bons que nos levam a querer fazer mais e melhor!
Nos próximos meses apresentaremos novas ações e novos projetos na área da formação.
Conheça aqui o plano de formação do próximo trimestre e, se precisar de capacitar pessoas e equipas na sua empresa, temos um serviço de formação à medida totalmente customizado e com um acompanhamento permanente.
Conte connosco!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Em quase todos os comentários que li sobre a morte de Otelo Saraiva de Carvalho, notei que quem os escreveu teve muito medo de não valorizar a sua intervenção na revolução do 25 de Abril.
Em jeito de politicamente correto, houve muito poucos comentadores a referir com verdade aquilo que foi a participação de Otelo na vida política do país.
A maioria dos portugueses não têm qualquer dúvida de que o regime em que vivíamos antes da revolução de 1974 não tinha qualquer hipótese de sobreviver. Teríamos sempre de acabar por mudar, fosse no 25 de Abril fosse numa outra data qualquer.
Mas aquilo em que a maioria dos portugueses também acreditam é que apenas um sistema democrático poderia ser a alternativa em Portugal. Este era o único caminho para a convergência com o resto da Europa Ocidental e que nos levaria, pouco mais de uma década depois, a aderir à Comunidade Europeia.
Não era esse o entendimento de Otelo. Para ele, a solução de regime a introduzir em Portugal seria um regime ditatorial, provavelmente mais agressivo e letal do que aquele em que vivíamos e em que a censura não se faria pela eliminação dos conteúdos nos jornais, mas sim pelo assassínio daqueles que tinham opiniões diferentes sobre os temas que ele e os seus amigos - nunca eleitos -tinham sobre os mesmos assuntos. Otelo foi efetivamente um operacional de uma revolução que nos trouxe a democracia, mas tão-só porque não lhe foi permitido instituir a forma de governo que ele ambicionava para o nosso país.
Ele próprio o disse em diferentes momentos da sua vida, que tinha proposto colocar os contrarrevolucionários no Campo Pequeno e matá-los a todos. Criou uma polícia política que em nada fica atrás dos abusos que ele próprio criticava à PIDE, felizmente com muito menor eficiência e competência, o que não lhe permitiu conseguir os seus objetivos.
Frustrado com a derrota em 25 de novembro e por uma adesão popular a teorias democráticas que não lhe agradavam e que não acreditava que pudessem ser a vontade do povo, candidatou-se a Presidente da República, nas palavras do próprio, para vero que valiam as suas ideias.
Como o resultado foi negativo, não teve qualquer dúvida de que este povo estava perdido e seria obrigado a viver em democracia, pelo que decidiu tornar-se o grande responsável pela purificação da sociedade portuguesa através da eliminação de quantos achava que não tinham direito a manifestar a sua opinião e nem sequer a cumprir as suas funções-ainda que essas lhes tenham sido atribuídas pelas instituições democráticas.
Foi julgado e condenado e depois amnistiado por quem com ele partilhava certos ideais, ou que, porque lhe tinha reconhecido erradamente os seus méritos na instituição da democracia portuguesa, teve vergonha de mostrar ao mundo a verdadeira essência desta personalidade.
Mais uma vez, Portugal verga perante os grandes e poderosos, permitindo que assassinos não cumpram a pena que merecem pelas suas ações.
Vemos isto constantemente nos politicos que não são responsabilizados pelas suas decisões, nos empresários que abusam do seu poder prejudicando aqueles que deveriam ajudar, os juízes que nunca são medidos pelas suas decisões; enfim, todos aqueles que têm o poder e que o utilizam em seu próprioproveito.
Morreu um homem que tentou impor a Portugal uma ditadura, responsável pela morte de vários cidadãos portugueses que apenas cumpriam as suas obrigações, e tudo isto porque achava que tinha um saber maior do que todos os outros, o que lhe conferia o poder de deixar viver ou fazer morrer.
Morreu um potencial ditador que se tornou assassino, a quem os grandes deste país perdoaram a pena. É preciso que aqueles que contam a
história de Portugal e aqueles que são a voz pública do nosso país parem de nos falar do politicamente correto e noscontem a verdade sobre o que realmente se passou.
Morreu um assassino que não cumpriu a sua pena.

A Eurochambres e o Comité da Regiões lançaram no passado mês de maio um inquérito, no qual a CCIP participou, entre outras instituições europeias, para avaliar o estado da transformação digital a nível regional e as alterações induzidas pelo surto de COVID-19 nos modelos económicos e empresariais, bem como o seu impacto nas regiões europeias.
Os resultados deste inquérito revelam que cerca de 75% das empresas deram passos decisivos para digitalizar suas atividades durante a pandemia. Publicado no âmbito de um novo estudo do Comité das Regiões sobre o estado da transformação digital nas regiões europeias, “The state of digital transformation at regional level and COVID-19 induced changes to economy and business models, and their consequences for regions”, o inquérito revela também o importante papel das Câmaras de Comércio no apoio ao processo de transformação digital nas empresas.
O estudo do Comité das Regiões analisa também os principais facilitadores para acelerar a transformação digital e os principais entraves em todas as regiões da Europa. As empresas identificaram o financiamento à transformação digital como sendo o maior entrave, seguido pela falta de mão de obra qualificada.
Aceda aqui ao estudo
Conheça o Press Release da Eurochambres

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem vindo a desenvolver anualmente o Estudo Económico Europeu em colaboração com a Eurochambres – Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias.
Este estudo, que tem por objetivo aferir as perspetivas económicas das empresas para o ano seguinte, é baseado num inquérito desenvolvido em 28 países, numa ação coordenada pelas respetivas Câmaras de Comércio e Indústria. Na qualidade de representante em Portugal da Eurochambres, cumpre à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa conduzir este inquérito a nível nacional.
Face à importância de que se reveste esta iniciativa, solicitamos o contributo das empresas, até ao próximo dia 10 de setembro, para a elaboração deste estudo, mediante o preenchimento de um questionário que demora cerca de 1 minuto a responder e, que está disponível aqui.
O relatório, elaborado pela Eurochambres, com as conclusões deste estudo e com as comparações entre os vários países participantes estará disponível no final do próximo mês de novembro. Este relatório poderá ser solicitado diretamente para jpc@ccip.pt (João Paes Cabral).
Agradecemos antecipadamente a sua participação!

No dia 27 de julho, o recém-eleito secretário-geral da Câmara de Comércio luso-chinesa, Bernardo Mendia, foi recebido na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pelo Secretário-Geral, João Pedro Guimarães e pelo Diretor do Departamento de Comércio Internacional, Pedro Magalhães.
Esta visita teve como objetivo delinear potenciais parcerias entre Portugal e China para o ano de 2022, num momento de grandes desafios e oportunidades para as relações económicas e comerciais entre Portugal e a China.
Bernardo Mendia foi nomeado Secretário-Geral da Câmara de Comércio luso-chinesa no passado dia 12 de julho de 2021.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Eu conto-vos senhores sobre um povo
Que vivia muito perto do mar
Que soube fazer frente a Moscovo
Mas que nunca se soube governar
Um povo a quem o medo controla
Tudo aceita a quem o mandar
Que se esconde atrás da viola
Na saudade, no fado, a chorar
Aos bandidos presta-se vassalagem
Aos corruptos não há quem se oponha
Aos governantes não têm coragem
De lhes exigir que tenham vergonha
Não há povo que tenha mais valores
Nem há terra melhor para viver
Só nos falta, digo-vos eu, senhores
A vontade de nunca mais sofrer
Acreditar em sua própria gente
Não deixar que os malandros dominem
Criar filhos muito mais competentes
Que, com o amor, o poder combinem
Que sejam eles os mais responsáveis
Que na sua vida possam mandar
Que não mais deixem de ser imputáveis
E com esta miséria parar
Façam Portugal para o futuro
Um país com população valente
País que valoriza quem é puro
Que olha com respeito sua gente
Um país de orgulho sem igual
Exemplo de convicção no mundo
País em que cada um é tal qual
Em que nunca tem lugar o imundo
É deste povo que a vós vos falo
Desta nação que tem quase mil anos
Que à dor, o seu fulgor foi buscá-lo
Que já antes fez frente aos romanos
Conseguir mudar tão forte cultura
É trabalho para uma nação
A uma sociedade madura
Entregar-lhe todo o coração
Eu conto-vos senhores sobre um povo
Que vivia muito perto do mar
Governado por gente sem decoro
Que nem sequer se sabe comportar
Governantes que não cumprem as leis
Que nunca se importam destratar
Que como em novelas, coronéis
Outros sempre acabam por culpar
A duzentos quilómetros por hora
Viajam sem ter preocupação
Se porventura é sabido fora
Ninguém responde pela condução
Em tempo de vírus e pandemia
Não houve quem quisesse responder
Ao que ficar em casa não podia
Como poderia sobreviver
Aos quatrocentos mil novos pobres
Que ninguém pensou sequer ajudar
Não há em um coração desses nobres
Um lugar para os acomodar
Aos políticos da oposição
A quem deveríamos acorrer
Só importa ganhar a eleição
Por nada se querem comprometer
Muitos encantadores milagreiros
Em Portugal vamo-nos confrontar
Tomamo-los sempre como primeiros
Quando apenas querem enganar
Mas a todos estes que nos maltratam
Tendemos a tentar compreender
São coitadinhos todos os que matam
E também os que devemos prender
Por isso esta carta vos escrevo
Confiando em poder ajudar
Entregando com todo o enlevo
Aquilo que se está a passar
É este povo que tanto merece
A quem sempre seguirei dedicando
O tempo, saber, a ação e prece
Para ter o seu próprio comando

O primeiro semestre de 2021 terminou e fazemos um balanço muitíssimo positivo de todas as atividades realizadas pela CCIP no apoio à internacionalização das empresas portuguesas.
Depois de uma primeira e natural fase de adaptação, pós início de pandemia, verificamos agora, em 2021, uma muito maior estabilidade e um claro retorno das empresas portuguesas aos projetos de investimento na internacionalização – e de uma forma mais sustentada.
Entre janeiro e junho levámos a cabo, na CCIP, 15 Missões Empresariais, sendo que, destas, 5 foram presenciais e as restantes virtuais. Acompanhámos 40 empresas no seu processo de internacionalização em 16 geografias diferentes. Para melhor contextualizar, importa ter presente que, durante todo o ano passado, realizámos 16 Missões Empresariais (“apenas” mais uma do que em metade deste ano).
Realizámos também, neste primeiro semestre, 33 consultorias individuais em 27 países, possibilitando que inúmeras empresas conseguissem estar frente a frente com importadores, distribuidores e/ou cliente final. Os resultados já se fazem sentir e muitas destas empresas já estão a fazer mais negócios a nível internacional.
Dos vários países onde se desenrolaram as nossas ações, destacamos a Alemanha, os Emirados Árabes Unidos, Israel, a Polónia, o Egipto, o Panamá e Singapura. Estes foram os países mais solicitados pelos nossos clientes, muito devido às suas características económico-sociais e oportunidades presentes nesses mercados.
Nos primeiros seis meses do ano, a CCIP foi assim responsável por agendar mais de 300 reuniões entre empresas portuguesas e empresas estrangeiras, tanto B2B como B2C.
Para além destes factos, e devido às limitações em que vivemos hoje em dia, na CCIP apostámos em realizar vários eventos online, com o intuito de continuarmos próximos e mantermos o contacto com os nossos parceiros e clientes. Foram 21 ações que tiveram a participação de mais de 1.200 empresários. Estas iniciativas, sempre relacionadas com a temática da internacionalização, tiveram o formato de Meet-the-Market - seminário onde as empresas recebem um conjunto de informação e contexto económico sobre cada mercado e das oportunidades existentes; de Export Mentoring - onde fazemos o diagnóstico da atividade das empresas e o aconselhamento personalizado para a internacionalização; e, ainda, os One-to-One - onde as empresas têm a oportunidade de falar individualmente com um consultor local da CCIP sobre as oportunidades de entrada no mercado em questão.
Para o 2º semestre de 2021 a CCIP espera um aumento significativo das ações internacionais, já confirmado pela muita procura que estamos a ter neste momento!
Conheça as próximas ações internacionais da CCIP através da consulta do Plano de Ações Internacionais 2021
Venha connosco internacionalizar a sua empresa!

A Comissão Europeia lançou o Portal “Access2Markets”, que disponibiliza informação sobre direitos e impostos, procedimentos aduaneiros, requisitos aplicáveis aos produtos e estatísticas de comércio internacional para mais de 120 destinos de exportação.
Esta ferramenta online visa ajudar as PME a:
O Portal integra também uma ferramenta, (Rosa – Rules of Origin Self-Assessment) , que permite às empresas exportadoras fazerem uma autoavaliação do cumprimentos das regras de origem pelos seus produtos, no âmbito dos acordos de livre comércio da UE.
Neste Portal as empresas podem ainda apresentar casos concretos de obstáculos relacionados com o acesso aos mercados, para que a Comissão Europeia possa analisar a denuncia, identificar o problema reportado e desenvolver as ações tidas por relevantes.
Saiba mais sobre esta ferramenta de apoio às PME aqui.

Entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2021, Portugal presidiu, pela quarta vez, ao Conselho da União Europeia (UE). Portugal assumiu a Presidência, anteriormente, em 1992, 2000 e 2007. A Presidência do Conselho é exercida em regime rotativo pelos Estados-Membros da UE, por períodos de seis meses.
No âmbito do Tratado de Lisboa de 2009, foi estabelecido que as Presidências passam a ter um programa de trabalho acordado entre os três Estados-Membros que exercem a Presidência consecutivamente trabalhando em estreita cooperação através dos chamados “trios”.
O trio define os objetivos a longo prazo e prepara uma agenda comum que estabelece os temas e questões que o Conselho irá tratar ao longo de um período de 18 meses.
Portugal sucedeu à Alemanha e precedeu à Eslovénia, países com os quais integra o trio de Presidências. Os três países, em conjunto, elaboraram um programa para 18 meses, a partir do qual cada Presidência estabeleceu o seu programa específico, principais prioridades e linhas de ação.
A Presidência portuguesa que trabalhou sob o lema «Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital» definiu cinco grandes prioridades com um especial foco numa Europa mais resiliente, social, verde, digital e global, pondo o enfoque na Europa Social.
No dia 1 de julho a Eslovénia, sob o lema: ”Juntos, Resilientes, Europa”, assumiu a Presidência rotativa do Conselho da UE e o programa de trabalho articula-se em torno de quatro domínios principais:
Conheça os resultados da Presidência Portuguesa da UE
Saiba mais sobre as prioridades da Presidência Eslovena da UE

O voo direto que liga Lisboa a Kiev é operado pela WizzAir, uma companhia lowcost que permite a qualquer empresário português estar em 4h30 na capital ucraniana. Chegados a Kiev e devido ao regime atual fizemos um teste rápido pelo valor de 20€ e em 20 minutos obtivemos o resultado. Deparámos-mos com alguma dificuldade em falarem inglês, sempre ultrapassada pela boa vontade, pela capacidade gestual e pela vantagem das novas tecnologias (google translate).
As reuniões individuais para cada empresa ocorreram durante 3 dias, bem preenchidos e com contactos direcionados ao que as empresas portuguesas procuravam. 95% das reuniões tiveram lugar nas sedes das empresas ucranianas, em Kiev, Odessa e Dnipro.
A economia ucraniana está ainda muito assente no setor agrícola, mas com um crescimento exponencial do setor dos serviços (financeiros, consultoria, TI) e também na indústria automóvel e aeronáutica. A apetência por produtos da europa ocidental tem crescido muito e as camadas mais jovens idolatram as marcas conhecidas em todo mundo.
A relação conturbada com a Rússia tem afastado mais investimento estrangeiro do país, mas notou-se uma presença forte de empresas alemãs, francesas, italianas e espanholas, maioritariamente. A mão de obra barata, a boa formação de alguns quadros e a dimensão do país, tem atraído diversas empresas internacionais para a Ucrânia.
O feedback dos responsáveis com quem as empresas portuguesas reuniram, conhecem Portugal e a imagem é sempre positiva – a comunidade ucraniana em Portugal (em geral) tem beneficiado de uma excelente integração e reconhecem a nossa hospitalidade e qualidade dos nossos produtos e serviços. O “nosso” Cristiano Ronaldo apareceu muitas vezes nas conversas e é um ótimo “quebra-gelo”.
Percorremos também alguns supermercados e lojas de produtos alimentares e decoração e a presença portuguesa já se faz sentir ligeiramente, com vinhos, conservas e azeites na sua maioria, mas também alguma cerâmica e têxteis-lar. Existe naturalmente muito espaço para aumentar a diversidade e a quantidade de produtos portugueses neste mercado, aproveitando a boa conotação que o nosso país tem por lá.
E a CCIP cá estará para, como sempre, apoiar as empresas nesse processo e aumentar as exportações portuguesas. Contem connosco!
Consulte o nosso plano de ações internacionais.

Autor: Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Este mês de julho, a Câmara de Comércio selecionou a Ucrânia para aquela que foi a 6ª Missão Empresarial em 2021.
A Ucrânia é um mercado que faz fronteira entre a Europa e a Rússia, assumindo uma enorme importância estratégica em termos de localização, cultura e, consequentemente, consumo. Foi por estas e outras razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial em busca de novos negócios.
No âmbito desta viagem de negócios, a CCIP preparou agendas com mais de 7 reuniões individuais para cada uma das empresas participantes com atividade no setor da produção de vinhos, veículos, engarrafamento de águas e novas tecnologias.
De 12 a 15 de julho, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas ucranianas, previamente aprovadas por cada um. Desta forma a CCIP garante que cada empresa tem um conjunto de reuniões com empresas com interesse efetivo. No decorrer da viagem, houve ainda um encontro com o Embaixador de Portugal em Kiev, António Vasco Alves Machado.
Conheça as próximas Missões Empresariais no nosso Plano de Ações Internacionais 2021.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A grande arma do ditador é o medo que consegue infligir na população que, por lhe faltar a coragem, aceita sem reclamar tudo aquilo que lhe é imposto.
E nós devíamos saber disto. Com tudo o que fizemos para manter vivo o monstro da ditadura - que nos foi condicionando em quase todas as decisões políticas da vida nacional durante os últimos 47 anos, sempre falando do grande mal da censura e do clima de terror da polícia política - não se compreende como esquecemos que foi a coragem de alguns que permitiu sempre fazer de Portugal um país que serve os seus cidadãos.
Ao longo daqueles mesmos 47 anos fomos assistindo a uma diminuição da valentia de quem nos liderava, sempre motivados por ideais de liberdade e de desenvolvimento, tornando esses mesmos valores numa mera moeda de troca para mantermos o comodismo das nossas vidas.
Eis senão quando, chega a pandemia e apanha-nos num momento de marasmo e de torpor que apenas nos permite aceitar comprometer a nossa liberdade, já bastante toldada, para que não fôssemos tão prejudicados pelo vírus com que nos confrontámos.
Na verdade, aceitámos de tudo. Desde a ideia de que podemos ficar em casa sem nos preocuparmos com a sobrevivência dos outros, à decisão de matar algumas atividades porque ninguém se querer dar ao trabalho de pensar como poderiam continuar com as condições mínimas que lhes assegurassem qualidade e segurança.
Mas já tínhamos antes percorrido algum deste caminho ao admitir uma nova forma de censura que nos é imposta por alguns partidos de esquerda, que não nos deixam dizer aquilo que pensamos, exigindo que tenhamos apenas uma opinião sobre qualquer tema que seja discutido. Os mesmos partidos que defendem a todo o custo a igualdade das mulheres e que defendem ao êxtase a prevalência da cultura muçulmana sobre a cristã, onde esses valores são inexistentes.
Partidos que são a favor do aborto e da eutanásia, mas que se revoltam se alguém tentar matar um animal por estar a sofrer. Partidos que dizem defender a democracia, mas não têm uma palavra para condenar a sua falta em Cuba. Que nos querem impor a ideia de que estamos num país essencialmente racista, quando foi sempre reconhecida a cultura de miscigenação que o país sempre promoveu e que os portugueses sempre praticaram. Um povo que tem na sua quase totalidade sangue judeu e muçulmano e em muita da sua população sangue indiano e africano, para além de sangue cigano. Um país com um primeiro-ministro de origem indiana, uma ministra da justiça angolana e ministros de diferentes origens raciais.
Partidos e militantes que se reveem em dirigentes que vão à televisão para uma entrevista e que pura e simplesmente se focam em atacar agressivamente o seu entrevistador por ter uma opinião diferente da sua - que será naturalmente a verdade absoluta - como aconteceu nesta semana com o ministro Pedro Nuno Santos. Atitude de falta de educação que ele próprio reconheceu...
Atitudes totalitaristas que nos deixam sempre com a sensação de que a proposta desta esquerda é uma mera destruição de valores, pela exclusiva vontade de ser disruptivo, não sabendo sequer como propor uma nova forma de sociedade.
Um verdadeiro fascismo da esquerda que tem o condão de despertar naqueles que nele não se reveem uma vontade de criar o oposto político, que acabará sempre por ser a proposta de uma ditadura da direita.
Ser livre é a maior felicidade que temos e o valor mais importante para o nosso desenvolvimento como pessoas.
Não podemos ter medo: unidos lutemos para evitar acabar em ditadura.

No dia 8 de julho de 2021, o Embaixador da Hungria, Miklós Tamas Halmai, foi recebido na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pelo Presidente da CCIP, Bruno Bobone.
Esta visita teve como objetivo estreitar as relações económicas entre os dois países e apresentar as oportunidades de negócio na Hungria para as empresas portuguesas, bem como as oportunidades que Portugal pode representar para empresa húngaras com vista à dinamização do comércio bilateral.
O Embaixador Miklós Tamas Halmai ingressou nos quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros húngaro em 2003 e apresentou credenciais ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em setembro de 2019.

No passado dia 1 de julho entraram em vigor novas regras, em matéria de IVA, aplicáveis às compras “online”. Uma das mudanças é o fim da isenção do IVA para compras extracomunitárias, de valor inferior a 22 euros, sendo também aplicáveis taxas aduaneiras e alfandegárias em compras acima dos 150 euros.
Para efeitos fiscais e no que respeita à aplicação de taxas aduaneiras e alfandegárias é considerada a origem do envio da mercadoria, e não o país onde está sedeada a loja “online”. Muitos sites têm morada em países da União Europeia, mas as mercadorias poderão ser enviadas diretamente dos países onde foram produzidas.
As alterações entraram em vigor, em simultâneo, nos 27 países da UE e resultam de uma diretiva comunitária.
Em comunicado, a Comissão Europeia, refere que as novas regras em matéria de IVA, para o comércio eletrónico, visam assegurar condições de concorrência mais equitativas para todas as empresas, simplificar o comércio eletrónico transfronteiras e aumentar a transparência para os compradores da UE no que diz respeito aos preços e à escolha dos consumidores.
Saiba mais aqui sobre o que muda.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Falta-nos participar nas decisões que nos importam. Falta-nos a vontade de mandar nos acontecimentos, de tomar as nossas oportunidades, de influenciar as normas que nos impõem, de sermos donos da nossa vida e do nosso destino.
Era essa a convicção de quem lutou para trazer a democracia às nossas vidas: para que pudéssemos ser parte da decisão e podermos influenciar a sociedade em que vivemos.
Pois bem, com abstenções nas eleições que passam os 60% é fácil de compreender que a população não quer saber daquilo que lhe pode acontecer.
Alguns dirão que não vale a pena, que os políticos são todos iguais; outros pensarão que é porque tudo se decide a favor de um Estado que não se preocupa com as pessoas; outros ainda que é de Bruxelas que vem a direção e que tanto faz aquilo que aconteça. E todos se abstêm de se envolver naquilo que seria natural e que pode verdadeiramente servir para melhorar as suas vidas e mudar a qualidade com que se vive em Portugal.
É verdade que tanto os partidos políticos como todos aqueles que por dentro os fazem viver e existir têm sido sempre os promotores de um distanciamento cada vez maior entre a população e o poder político. É verdade que para que eles continuem a mandar têm de conseguir que o povo fique anestesiado.
Mas é verdade também que está nas nossas mãos a possibilidade de mudar tudo isso, aumentando a nossa participação cívica - pelo menos indo votar.
Vai ser muito difícil conseguir mudar estas convicções, e está aberto caminho para soluções populistas. O que nem sequer é completamente negativo, considerando que poderão provocar o regresso à participação das pessoas que se tinham desligado da atividade pública.
Por outro lado, são soluções dramáticas que levam ao caos e ao autoritarismo - legitimadas e insufladas pelo descrédito das lideranças oportunistas, desligadas do real.
O que nos falta é encontrar quem represente uma alternativa que nos encha de esperança sobre o futuro, que justifique sairmos à rua e lutar para voltar a pertencer. A pertencer aos que conduzem Portugal, aos que acreditam que seremos melhores se participarmos todos. Que nos dê o alento de agradecer o que temos, apesar de aspirarmos a mais.
É preciso travar esta melancolia do presente. Amanhã será tarde.

Durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia decorreu, no dia 8 de maio, por videoconferência, uma reunião de dirigentes da UE e da Índia com o objetivo de aprofundar as potencialidades existentes entre ambas as partes, em particular ao nível da cooperação, do comércio e do investimento.
Por ocasião desta reunião os dirigentes UE-Índia celebraram uma Parceria de Conetividade abrangente, confirmando o seu empenho em colaborar no apoio a uma conetividade resiliente e sustentável, tanto na Índia como noutras regiões e países terceiros, incluindo em África, na Ásia Central e no Indo-Pacífico.
Esta reunião veio dar um novo impeto às relações económicas e comerciais bilaterais, tendo sido acordado:
O comércio bilateral de bens e serviços (2019) totalizou 110,4 mil milhões de euros, enquanto o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) acumulado ultrapassa 75 mil milhões de euros. Cerca de 6.000 empresas da UE estão presentes na Índia, fornecendo emprego direto e indireto a cerca de 6,7 milhões de pessoas.
No contexto do comércio internacional português a Índia, ocupa o 40º lugar no destino das exportações portuguesas de bens e serviços que, em 2020, alcançaram 747 milhões de euros. De acordo com os dados mais recentes, do Instituto Nacional de Estatística, 800 empresas portuguesas exportam para este mercado.
Em paralelo, a CCIP em colaboração com a EUROCHAMBRES, o India IP SME Helpdesk e o Business Support to the UE-India Policy Dialogue, organizou, no dia 4 de maio, o webinar “PME Europeias a Caminho da Índia: Propriedade Intelectual, Oportunidades de Negócios e Desafios”.
Este evento online teve por objetivo dar a conhecer às empresas a melhor estratégia para proteger a sua Propriedade Intelectual ao fazer negócios na Índia, com foco especial na proteção jurídica da inovação, bem como as oportunidades de negócio disponíveis e o apoio oferecido às empresas, em particular nos setores do meio ambiente, da urbanização, da energia e alterações climáticas e das tecnologias de informação e comunicação.
Infografia: Relações comerciais UE-India
Principais resultados da reunião dos dirigentes da UE e da India

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Quatrocentos mil novos pobres em Portugal por causa das medidas de combate à pandemia!
E ainda ninguém veio a público dizer que isto também é uma calamidade e que também é fundamental tratar deste assunto como uma emergência.
Durante um ano e meio cuidámos da resistência a um vírus - que teve uma letalidade que atingiu um número de mortos na ordem dos 17 mil - e que, felizmente, já não tem o mesmo impacto nem gravidade, uma vez que a grande maioria das pessoas de risco estão vacinadas.
Hoje é o tempo de tratar de todos quantos colocámos em situação de sofrimento. E precisamos de salvar todos aqueles que necessitam de toda a nossa atenção para voltarem a viver com um mínimo de dignidade e de respeito.
Foram eles que sacrificámos para que a maioria ficasse bem: para que todos os que precisaram - ou apenas aproveitaram - pudessem ficar em casa. Foram aqueles que não podiam ter parado quem ainda hoje estão a ser prejudicados pelas decisões erróneas da ministra da Saúde e dos governantes deste nosso país, que teimam em acrescentar sofrimento sem benefício para quem já tanto pagou, e que não podem fazer os seus negócios nem podem voltar à vida.
São os que verdadeiramente levam o país para a frente com o seu trabalho nas empresas quem cria a riqueza que permite ao Estado pagar as soluções para enfrentar a pandemia. São esses que ficaram sem parte ou a totalidade do seu ordenado para sustentar um aparelho público e manter os seus funcionários em casa sem perda de rendimento e recebendo o seu subsídio de alimentação, e muitos deles sem sequer estarem em teletrabalho.
E agora, que precisam que nos preocupemos com eles, não ouvimos sequer uma palavra deste mesmo Estado no sentido de os proteger, de lhes dar uma mão e de lhes permitir voltar a viver.
Mas é mesmo assim este Estado que esconde aqueles que prevaricam e só intervém quando é obrigado a fazer. Aconteceu com o Ihor, mas aconteceu também nos fogos e no desaparecimento das armas. Esperemos que não seja também o caso do Nuno, morto na autoestrada, sem se tornar público o que verdadeiramente aconteceu.
É este Estado que continua a decidir confinar Lisboa, prejudicando todos os que aí têm negócios, levando todos os lisboetas a almoçar e a comprar nos concelhos limítrofes.
Fechando atividades que já não têm onde ir buscar forças para continuar e condenando-as a uma entrada forçada na pobreza.
E tudo em prol de uma visão ideológica que, pelos resultados obtidos, não pode deixar de ser uma ideologia errada e prejudicial a Portugal e aos seus cidadãos.
É tempo de ter coragem e de defender aqueles que agora precisam de nós. Todos os que perderam o seu sustento e que a sociedade tenderá a esquecer e a deixar para trás, porque, entretanto, os substituirá nas suas funções por outros que saíram desta crise sem sofrimento.
Chega de fingir que nos preocupamos e chega de defender aqueles que estão menos expostos.
Vamos cuidar e ajudar aqueles que verdadeiramente precisam agora da nossa atenção.
Tenhamos coragem de servir a quem nos serviu e tirá-los desta calamidade.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Assistimos nas últimas duas semanas a uma disputa entre os principais responsáveis dos destinos do nosso país.
Depois de um ano e meio de grande sofrimento tanto pessoal como económico, em que fomos sendo confrontados com medidas extraordinárias que condicionaram as nossas vidas e que muitas vezes foram totalmente erráticas e voluntaristas, e chegados agora a um tempo em que a pandemia já não afeta da mesma maneira a saúde pública, somos confrontados com atitudes de afirmação pessoal e de utilidade duvidosa.
Já todos sabemos que, se em vez de fecharmos os supermercados às 13 horas no fim de semana, tivéssemos protegido os portugueses de mais de 70 anos, o resultado desta pandemia não teria sido aquele que foi. Já nesse momento a opção foi manifestamente ditada por questões ideológicas, em que se considerou ser mais importante afirmar que há igualdade entre novos e velhos do que defender os mais vulneráveis numa situação de crise muito grave.
Ainda assim, o povo deste país, sempre pronto a desculpar os erros de quem tem responsabilidades - a pior das maldições para qualquer português, pois todos sabemos que não há como ser capaz de assumir responsabilidades - foi compreensivo e cumpridor e nem sequer se revoltou por ter perdido significativamente a sua já parca qualidade de vida e permitiu que continuassem a governar-nos todos os que foram sendo responsáveis por grande parte dos nossos problemas.
Desde a certeza de que este vírus dificilmente chegaria à Europa e da certeza de que a utilização de máscaras seria sempre mais prejudicial à contenção do mesmo, até à incompetência da fase inicial da vacinação em que, uma vez mais, a questão ideológica nos obrigou a aceitar que pessoas manifestamente incompetentes tomassem a seu cargo a maior responsabilidade no combate ao maior mal que afetava a comunidade portuguesa, tudo tivemos de aceitar sob a desculpa de que tudo isto é novo e que ninguém poderia saber como fazer melhor.
Tudo isto aguentámos a bem de Portugal e da união dos portugueses.
Eis senão quando, passada a maior gravidade do problema, quando já estão vacinados os grupos de risco, quando a saúde pública, importantíssima, está estabilizada e podemos e devemos voltar a tratar da saúde económica do nosso país, os nossos líderes entram numa pequena questão de poder e decidem de novo pôr tudo em causa para marcar uma posição de força relativa entre eles e afirmar quem manda em Portugal.
Defeito claro do excesso de poder que resgataram durante a pandemia, em que puderam, sem escrutínio, decidir retirar-nos as liberdades fundamentais que estão previstas na constituição e pelas quais nos batemos durante tantos anos para as conseguir.
Não é justo que seja permitido ao poder político, escudando-se numa pretensa calamidade que neste momento não existe, voltar a tomar atitudes ditatoriais sobre a nossa forma de viver. E isto é tanto mais assim quanto as medidas agora adotadas não têm qualquer vantagem no combate ao vírus que lhes serve de argumento.
Ao fechar durante o fim de semana uma zona como a Área Metropolitana de Lisboa, não se está a conter a disseminação do vírus. O teletrabalho torna possível antecipar o fim de semana com a saída de casa na sexta-feira de manhã, trabalhando esse dia no local de destino e pondo em causa o controlo sobre o contágio.
Por outro lado, o fecho dos restaurantes às 22h30 não tem efeito sobre a disseminação do vírus, mas tem um enorme efeito sobre os prejuízos de um negócio que sofreu absurdamente durante o confinamento.
Senhores políticos, por favor deixem de brincar com a vida dos portugueses.
Ajudem verdadeiramente o país a sair deste drama e não queiram ganhar à conta do nosso sofrimento.
O dono da bola somos nós. Respeitem-nos!

O grupo Tinsa é a maior empresa de avaliações imobiliárias na Europa e na América Latina, estando igualmente já presente em Africa.
Fundiu-se em 2019 com a PVW, fundada em 2003, que já liderava a atividade em Portugal e que passou a fazer parte do grupo.
A nova PVWTINSA tem escritórios em Lisboa no Porto e no Algarve e conta com a maior rede nacional de avaliadores CMVM.
Mais de três milhões de avaliações anuais em três continentes levam a assinatura da Tinsa, sendo que mais de 2 milhões são geradas com apoio adicional de soluções digitais e bases de dados próprias ou utilizando modelos de avaliação automatizados ou software de avaliação especializado.
Liderança digital e internacionalização são os dois principais pilares da estratégia da TINSA.
Com uma presença já muito forte junto das instituições financeiras a aposta da PVW TINSA tem sido nas empresas, prestando cada vez mais serviços de avaliação de ativos imobiliários e mobiliários para efeitos contabilísticos, renegociações de créditos, determinação de preços de transferência, atualização de valores de ativos que estavam a custo histórico no balanço e apoiando processos de fusões e aquisições ou de tomada de decisão.
É para este novo mercado que nos temos vindo a dirigir, efetuando já muitas avaliações para empresas bem conhecidas onde os imóveis estavam com valores que não refletiam a realidade de uma maior solidez espelhada nas contas e nas demostrações financeiras.
A CCIP tem assumido um papel preponderante na nossa maior visibilidade junto do mundo empresarial e sabemos que poderemos continuar a contar com esse imprescindível apoio.
José Manuel Morgado
Managing Partner

Os empresários portugueses sentem múltiplos desafios nas reuniões internacionais, seja pela cultura, domínio da língua ou dificuldade de negócios.
Desafiámos Helga Stewart a partilhar algumas dicas e sugestões práticas para a realização de uma reunião comercial bem-sucedida.
Helga Stewart é fundadora da Lead-Results e especialista na aceleração de vendas B2B. Responde aos desafios que a prospeção de novos clientes representa para os responsáveis pelo crescimento do negócio.
É a primeira e única especialista de vendas em Portugal certificada "Fellow" pelo Institute of Sales Management (ISM) do Reino Unido, o nível mais elevado de reconhecimento de excelência no setor.
Capacita empresários e profissionais comerciais, destacando-se pela sua abordagem prática. O seu know-how de uma experiência profissional on-the-job internacional de 21 anos traduz-se em perspetivas testadas, frescas e inovadoras e boas práticas certificadas pelos padrões de qualidade mais rigorosos internacionalmente.
Atualmente docente na Nova SBE Executive Education e Coordenadora Científica dos seus programas de Vendas B2B é também a Diretora Executiva do Nova SBE Sales Lab.
Existem diversos fatores que influenciam uma conversa comercial. Helga Stewart destaca o saber transmitir e comunicar com o cliente.
Durante a conversa é necessário escutar para perceber qual a realidade, riscos e os resultados que pretende alcançar. O foco da reunião deverá ser o problema (dor/necessidade) apresentado pelo cliente e a resolução do mesmo.
Os maiores desafios das reuniões virtuais passam pela dificuldade criar envolvimento, nomeadamente pelo baixo nível de atenção e os diversos elementos que podem ser fatores de distração por parte do cliente. Para evitar a situação é importante que a conversa seja moderada, diferenciadora, memorável e impactante!
A atenção do cliente é fulcral e, para isso, é necessário adaptar e simplificar o discurso ao potencial cliente e manter o foco no tema da reunião. Deve manter em mente a necessidade de transmitir uma mensagem relevante e que gere confiança e segurança.
Estimular o envolvimento do cliente é muito importante para a realização de uma reunião comercial. A CEO da Lead Results partilhou algumas dicas, entre elas: a preparação da reunião através de um e-mail direcionado para o cliente e a criação de expectativa e controlo na reunião.
A linguagem corporal é um tipo de comunicação não-verbal, estando presente em gestos, postura e expressões faciais. A análise destes fatores relevante pois permite perceber o que o cliente está a sentir e adaptar o discurso ao momento.
Helga Stewart foi oradora na 7ª edição do Bootcamp Internacional, onde ministrou o workshop “Como fazer uma reunião comercial em diferentes cantos do mundo”. Descubra as dicas e sugestões práticas partilhadas pela oradora aqui.

No segundo semestre de 2021, a Câmara de Comércio continua a apostar em mercados considerados menos tradicionais, para trazer uma maior diversificação de oportunidades para as empresas portuguesas: Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Israel, Rússia, China, Suécia, Escandinávia e Peru são alguns desses exemplos.
Este Plano foi estrategicamente construído a pensar nos objetivos e desafios das empresas portuguesas de diversos setores de atividade, com o objetivo apoiarmos a expansão dos negócios a nível internacional.
Conheça as próximas iniciativas internacionais aqui!
Para qualquer esclarecimento, por favor contacte: internacional@ccip.pt ou 213 224 067

Com o objetivo de estar ao lado das empresas portuguesas nos seus processos de expansão internacional, a CCIP organizou uma Missão Empresarial à Polónia de 20 a 24 de junho de 2021.
Em conjunto com uma equipa de consultores locais, especialistas neste mercado, a Câmara de Comércio preparou agendas de reuniões para empresas portuguesas no setor têxtil, indústria automóvel, consultoria de IT e dispositivos médicos. Para cada uma das empresas portuguesas participantes, foram selecionadas as empresas polacas mais interessantes e adequadas, para que cada participante pudesse pré-selecionar as que mais lhe interessavam, de acordo com os seus objetivos específicos para este mercado. No final, cada empresa portuguesa ficou com a sua agenda de reuniões individual, previamente aprovada.
As Missões Empresariais da Câmara de Comércio têm mostrado ser uma mais-valia para as empresas participantes, quer para o estabelecimento de contactos com empresas locais, que de outra forma seria mais demorado e custoso, quer pelo apoio da CCIP durante toda a Missão. O acompanhamento da CCIP tem demonstrado ser uma mais valia para as empresas, com taxas de satisfação acima dos 90%.
Consulte o nosso Plano de Ações Internacionais 2021 para saber onde vamos a seguir. Acompanha-nos na próxima Missão?

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Vivemos num tempo em que o "agora" comanda as nossas vidas e esquecemo-nos de que é na continuidade que construímos a nossa felicidade. Tudo decidimos pelo resultado que esperamos obter o mais rapidamente possível e com esta atitude comprometemos qualquer hipótese de um futuro melhor. Um projeto de vida é absolutamente indispensável para podermos caminhar e construir a nossa passagem na Terra. Não é difícil dar exemplos desta realidade nas mais diferentes componentes da nossa vida. Seja na educação dos nossos filhos, na escolha do emprego, na opção dos nossos investimentos ou nas nossas escolhas políticas. Para sabermos medir o nosso sucesso em qualquer daquelas vertentes temos de estabelecer objetivos para cada uma delas. E para conseguir atingir aqueles objetivos temos de planear o nosso caminho. É exatamente isso que não fazemos hoje.
Estamos nas vésperas de novo período eleitoral com decisões que afetarão as nossas vidas nos próximos quatro anos e, uma vez mais, corremos o risco de decidir sem pensar no que mais importa:
Quem são as pessoas em quem vamos votar?
O que pensam essas pessoas sobre a vida dos portugueses?
Em que é que acreditam como valores da sua conduta?
Como veem o futuro do nosso país?
Que objetivos colocam e que caminho escolhem para aí chegar?
Pelo contrário, escolheremos aquele que parece dar-nos mais benefícios no imediato, que parece mais simpático, ou apenas aquele que é apoiado pelo partido em que temos votado, sem sequer sabermos se representa os seus ideais. Com este caminho continuaremos cada vez mais a comprometer a qualidade das nossas escolhas, permitindo o crescimento das soluções populistas com promessas de resultados imediatos, sempre conseguidos à custa de irremediáveis prejuízos futuros. O resultado destas opções será sempre uma situação catastrófica que terá de ser resolvida com uma solução de governo forte e de liberdades diminuídas. É por isso que acredito ser este o momento de voltar a tratar de nós com maior preocupação, aplicando mais tempo à análise dos candidatos e à sua proposta de ação para o cargo que pretendem desempenhar. É fundamental conseguir exigir a cada candidato que venha a público explicar aquilo que pretende fazer e é essencial podermos distinguir sobre a qualidade desses candidatos e dessas propostas. Por isso é indispensável pedir um debate, aberto e acessível ao público, entre os candidatos que permita a cada um expor as suas ideias, que permita também serem questionados sobre essas ideias e propostas, de forma que fique claro aquilo que podemos esperar da sua atuação. Mas é também essencial que os eleitores compreendam a importância desta oportunidade para que seja verdadeiramente melhorada a nossa escolha. Eu quero ouvir um debate entre Medina e Moedas, mas todos os restantes eleitores devem exigir ouvir os candidatos da sua região para que depois possamos avaliar a sua performance e os seus resultados.
Todos reconhecem que o mundo precisa de mudar e que a pandemia nos ajudou a compreender o que temos de fazer diferente. Para mim é claro que a mudança está na qualidade de quem nos dirige e na responsabilidade que assume perante o nosso futuro. Para isso temos de escolher bem para exigir melhor.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi há já 47 anos que vivemos um momento único de celebração de liberdade.
Muitos foram os que se bateram por esse momento, desde os que o fizeram dentro do sistema que dominava o país - através da sua influência para alterar o próprio sistema - até aos que viveram na clandestinidade - lutando e arriscando muito - para conseguir mudar aquilo que não estava bem e que era, essencialmente, a falta de liberdade.
Uma pessoa nunca poderá ser feliz se não puder viver em liberdade.
De imediato, os partidos mais à esquerda pretenderam assumir a propriedade dessa liberdade, assumindo-se como os verdadeiros detentores do poder de julgar tudo aquilo que seria ou não aceite como integrante dos seus conceitos.
Começou aí, desde o início, o erro da nossa democracia. Havia em Portugal uns que tinham mais direitos do que os outros. Os que sabiam e que podiam decidir sobre aquilo que é liberdade e o que o não é. Uma posição dominada por uma minoria de pretensos intelectuais da democracia que se autopromoveram a essa função.
E assim fomos vivendo durante estes 47 anos, sujeitos a uma ditadura de opinião que não permitia a existência de partidos de extrema-direita, mas que admite como defensores da liberdade partidos de extrema-esquerda que defenderam e defendem regimes políticos que não admitem qualquer princípio de democracia nos seus países-modelo.
Mas o povo é sereno e de brandos costumes, por isso lá foi mantendo na liderança dos seus governos os partidos que representavam a defesa de uma visão do mundo plural, sem se preocupar demasiado com esses autocratas da democracia.
E o hábito de "deixar andar" com que temos levado a nossa vida política garantiu a continuidade desta indiferença perigosa, que um dia nos vai trazer dissabores.
Mas em 2015, um destes partidos, num momento de necessidade de assumir uma visão mais pragmática da vida política portuguesa, decidiu abrir a governação aos partidos que verdadeiramente não têm qualquer convicção de liberdade.
É a partir desta decisão que se começa a questionar a situação em que vivia a democracia portuguesa, o seu desequilíbrio esquerdista, a inimputabilidade daqueles que se foram assumindo como os donos do regime, que teve em Otelo o seu expoente mais vergonhoso.
É também a partir deste momento que a direita mais extremista se assume e aparece a propor alternativas de comportamentos que têm acolhimento em parte da população, o que é fácil de compreender, e que resulta de uma reação natural ao peso dos que se foram mantendo como os detentores da verdade.
Esta manifestação de vontade de mudar e de sair da dependência dos pretensos sábios da democracia levou toda a esquerda mais radical a assumir aquilo que a caracteriza de verdade, começando a tentar controlar o sistema através de uma censura, que começou nos jornais e na opinião pública.
É muito grave esta primeira manifestação clara da intenção dos que se sentem ameaçados por não conseguirem mais manter o domínio da realidade política do nosso país, que mais não fazem do que repetir tudo aquilo que se passou em todas as tomadas de poder ditatorial na história, seja pelos extremos da direita ou da esquerda.
A nossa indiferença manteve-se e nem sequer nos demos conta, nem as pessoas nem - espante-se - os partidos políticos, de que aprovámos no parlamento legislação que permite decidir qual é a "verdade" aceite pelo sistema:
"O Estado apoia a criação de estruturas de verificação de factos por órgãos de comunicação social devidamente registados e incentiva a atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas dotadas do estatuto de utilidade pública" (artigo 6.º, n.º 6 da Lei 27/2021).
"Entidades fidedignas"?
"Selos de qualidade"?
"Estruturas de verificação" com o apoio do Estado?
A censura vem sempre com a capa de servir a liberdade e acaba sempre com a sua supressão.
A censura é o pior inimigo da liberdade. A censura é um produto do medo. Mas só o medo nos tira a liberdade.
Não tenham medo e gritem comigo: por favor, não me tirem a liberdade!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Dei-me conta nesta semana de que, para além da estirpe inglesa, da sul-africana, da brasileira, da indiana e da chinesa - que não se pode chamar assim -, há uma estirpe muito mais difícil de combater e dominar pela sua capacidade criativa.
É a estirpe portuguesa!
Ao contrário das restantes, esta estirpe tem características muito específicas e é muito sensível às regiões em que se instala.
Por exemplo, é, ao contrário de todas as outras, uma estirpe que começa o seu trabalho noturno cerca das 23h00, razão pela qual os nossos restaurantes têm de fechar as suas portas pelas 22h30, de modo que os clientes cheguem a casa em segurança antes que o vírus pegue ao serviço.
É também uma estirpe que se tornou, ao contrário da inglesa, fanática pelos jogos de futebol, o que não permite ao cidadão português, amante de bola, ir ao estádio. Pela razão oposta da estirpe inglesa, demasiado snob para desportos populares, e que deixa os sortudos cidadãos britânicos livres de qualquer impedimento de se deleitarem com os jogos dos seus clubes de eleição.
Por outro lado, a nossa estirpe é politicamente favorável à regionalização. Na cidade do Porto nunca ataca as pessoas que estejam à noite na rua a festejar os santos populares, não sendo ainda certo se atacará mais a partir das 23 horas ou se, neste caso, abdica de qualquer atividade noturna.
Em Lisboa, o vírus tem uma reação totalmente em linha com o seu dia-a-dia, não alterando o seu comportamento nem se deixando seduzir nem pela santidade nem pelo popular, que hoje tanto move os políticos.
Mas este sentimento regionalista não é só devido à época de festejos dos padroeiros, visto que já na experiência vivida nos restaurantes do Porto e de Lisboa se vinha a verificar esta alteração dos comportamentos virais.
Num restaurante do Porto as pessoas nunca podem sentar-se frente a frente, obrigando a que a conversa seja feita de cara à banda. Não há qualquer alteração no tipo de contacto pois, naturalmente, as pessoas estando lado a lado continuam a falar viradas uma para a outra mantendo exatamente igual a probabilidade de contaminação que ocorre nos restaurantes de Lisboa, em que a única vantagem é a de não se correr o risco de sair do almoço, ou do jantar, com um valente torcicolo.
Provavelmente, penso que ainda não foi confirmado, a estirpe portuguesa chegando ao Porto torna-se menos arguta e pode ser enganada pela disposição dos lugares na mesa, que dão a impressão de que um não está a almoçar com o outro e assim não se dissemina a doença.
Mas uma das mais importantes diferenças desta nossa estirpe lusa é o seu comportamento extraordinário como medicina preventiva. Num tempo em que estamos cada vez mais cientes do efeito do sol no desenvolvimento de doenças cancerígenas e em que não tivemos a mesma capacidade de deteção desses tumores devido ao constrangimento criado pela pandemia, o vírus decidiu que a praia será um dos locais de maior incidência das suas atividades. É de referir que a sua preocupação com a saúde dos portugueses é tão forte que nem sequer a questão de a praia se encontrar ao ar livre terá qualquer influência sobre a ineficácia da sua virilidade.
Meus caros amigos, sejamos razoáveis!
Não podemos continuar a criticar os nossos dirigentes por todas as dificuldades que tiveram em determinar critérios para combater este vírus que foi letal essencialmente para determinados tipos de grupos que não foram nunca protegidos, porque não podemos, em democracia, diferenciar entre pessoas, quando este vírus decidiu escolher Portugal para ser o seu local de maior criatividade.
Como quase diz o nosso fado: tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é parvo!

Ao longo dos dois dias, os participantes assistiram a 15 sessões entre conferências, workshops e mesas redondas sobre temas tão variados como internacionalizar a marca Portugal, apoios e incentivos às empresas, como fazer uma reunião comercial em diferentes cantos do mundo, entre outros.
Todo o evento decorreu de forma digital e, para permitir uma experiência melhorada, foi desenvolvida uma WebApp que permitia, entre outras funcionalidades:
Quando questionados sobre o interesse em participar noutros eventos semelhantes, 100% dos respondentes confirmaram o interesse!
| 13 | 402 | 1413 | 379 |
| marcas na área de exposição | participantes | mensagens trocadas | medalhas conquistadas |
"Gostei de ter participado. As minhas dores são as mesmas de outros e se eles já venceram eu também vou vencer. Abri três leads, agora vamos trabalhar para a concretização."
"Parabéns pelo vosso sempre profissionalismo, dedicação, qualidade técnica e desenvoltura corporativa."
"O evento foi recheado de temas muito interessantes associados a participações de profissionais de diversos sectores o que enriqueceu a análise de cada um dos temas apresentados."
"Adoro os vossos bootcamps!"

O 1º semestre ainda não terminou, mas podemos adiantar que já concretizámos 196 horas de formação e capacitámos 296 pessoas nas mais variadas áreas!
Contudo, ainda, este mês, temos algumas ações calendarizadas como o workshop sobre a certificação de origem e produtividade e planeamento inteligente.
Arrancámos em maio com a 2ª edição da Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME em parceria com a NOVA SBE e, até outubro, 31 gestores estarão focados no seu processo de crescimento pessoal e profissional.
Esta aposta e este crescimento também tem sido feito à medida das empresas, com um trabalho totalmente customizado e ajustado. Em parceria com os nossos Associados temos acompanhado o processo formativo de equipas de trabalho de várias empresas. Este ano são já mais de 100 horas de formação e cerca de 50 pessoas que confiaram nas nossas soluções.
Novos projetos e novidades vão surgir, mas para já partilhamos o plano de formação do 3º trimestre que traz uma novidade: pela primeira vez vamos estar juntos no mês de agosto!
Os meses de julho e setembro estão focados em temas da área internacional e, em agosto, vamos dinamizar um workshop prático sobre o que podemos fazer e como fazer para nos (re)adaptarmos a uma nova mudança: o regresso progressivo do presencial (ou misto) às empresas, para grande parte das pessoas.
No nosso site, no calendário de eventos estão disponíveis informações mais detalhadas sobre as ações dos próximos meses. Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Desde já há alguns anos que assistimos a uma tomada dos lugares públicos por pessoas com pouca preparação, tanto profissional como cultural, acabando por prestar um mau serviço ao nosso país. Na sua generalidade são pessoas que fizeram carreira partidária ou de assessoria governativa a outros que partilhavam a sua origem.
A culpa não é deles! É, sim, de quem lá os coloca, mas é também e principalmente de todos nós que não estamos disponíveis para assumir o lugar público.
E temos normalmente boas razões para não o fazer. Seja pelo excesso de exposição e de devassa das nossas vidas, seja pelo pouco que paga esse serviço a bem da nação e dos nossos concidadãos, seja porque não queremos correr o risco de perder ou de assumir as responsabilidades - a verdade é que não estamos lá.
E não estando disponíveis, terão de ser aqueles outros, que muitas vezes nada terão a perder, a tomar conta do nosso país e das nossas cidades.
Mas, desta vez, apareceu alguém que não tem medo de perder, que não tem medo de se expor, que está preocupado com o seu país e com os seus concidadãos. Que não hesitou em abdicar de um excelente lugar, garantido e bem remunerado, para se dedicar ao bem comum.
Uma pessoa que já deu provas da sua competência, da sua capacidade de trabalho e da sua independência.
Uma pessoa com princípios e valores e que os vive de uma forma verdadeira, ao ponto de deixar o seu lugar de elite e a sua vida bem-sucedida porque acredita que há um bem maior ao servir a comunidade.
Mas aquilo que mais me atrai na sua candidatura, sem desvalorizar em nada o que antes referi, é a sua preocupação com as pessoas.
A centralidade da pessoa humana no projeto público de Carlos Moedas é uma enorme revolução na política portuguesa, em que tudo faz sentido e tudo se constrói em torno do que é melhor para a forma de viver daqueles que do seu trabalho vão depender.
Hoje, todos aqueles que desempenham funções de liderança pública preocupam-se essencialmente com a dimensão espetacular dos seus projetos, com a sua dimensão e visibilidade, e com o protagonismo gerado.
Passado o momento da visibilidade, poucos se preocupam em lhes dar a continuidade indispensável à obtenção dos resultados em prol de todos aqueles a quem estavam destinados.
Realizar a Web Summit está muito bem. Mas quem sabe hoje qual foi o verdadeiro resultado desse evento na vida dos habitantes de Lisboa?
Promover o turismo é fundamental, mas quem se preocupou em tornar Lisboa numa cidade em que as pessoas querem viver beneficiando da riqueza criada por esse mesmo turismo?
Entre 2010 e 2019 Lisboa perdeu cerca de 42 mil habitantes. Como se faz uma cidade sem cidadãos?
Carlos Moedas não deixará de promover grandes eventos nem retirará turistas à cidade de Lisboa.
Mas Carlos Moedas vai seguramente ouvir os seus concidadãos para conseguir melhor resolver o convívio entre interesses - que são por vezes antagónicos e outras vezes complementares -, para dar aos lisboetas uma nova forma de viver, com mais tempo para cada um aproveitar a sua vida, os seus amigos, o seu trabalho, a sua cultura e o seu lazer.
E a grande revolução de Carlos Moedas vai ser trazer à política portuguesa um conceito fundamental: servir os portugueses e ajudá-los a caminhar para serem felizes!

Desde 2016, a CCIP já organizou mais de 90 Missões – em formato presencial ou virtual – e trabalhou com mais de 400 empresas portuguesas de renome que apostam na internacionalização como forma de expansão do seu negócio.
A CCIP tem a satisfação de poder contar com vários clientes que confiam nos seus serviços de apoio à internacionalização, nomeadamente as Missões Empresariais, onde para cada empresa participante é construída uma agenda individual de reuniões focada no contacto com potenciais clientes / distribuidores / importadores / parceiros de negócio, feita a partir dos objetivos individuais e do tipo de contactos pretendido pela empresa.
É com um enorme orgulho que a CCIP acompanha os seus clientes na esfera internacional, ajudando a impulsionar a “marca Portugal” pelo mundo fora.
Veja alguns testemunhos de empresas que beneficiaram da ajuda da CCIP para aumentar os seus negócios pelo mundo fora:
Tenho a referir que foi bem organizada, com um painel de reuniões interessante e diverso. O apoio no terreno antes e durante a missão, prestado pela CCIP, foi muito importante. Não teremos dúvidas em participar nestas iniciativas sempre e quando o mercado alvo nos interessar.
David Santiago Sousa
Key Account Manager | Carmo Wood
Em termos globais gostei imenso da missão. As empresas que me apresentaram foram, na sua grande maioria, muito interessantes e com potencial para se concretizar negócios. Felizmente tudo correu bem e já conseguimos concretizar um negócio e com perspetivas de fechar outros.
Francisco Capela
General Manager | WEX - Comércio Internacional
Graças ao apoio da Câmara de Comércio e Indústria, tivemos a oportunidade de conhecer e aprender em diferentes mercados como os Emirados Árabes Unidos e o Egito, ajudando-nos a conhecer clientes potenciais através de missões comerciais presenciais, ações essenciais para alcançar a introdução da nossa marca nestes mercados. Atualmente, já estamos presentes nos Emirados Árabes Unidos e em processo de registo para iniciar a penetração no Egito nos próximos meses.
Carlos Jimenez
International Commercial Executive | Carob World
A presente missão ajudou-nos a reforçar a nossa rede de contactos na região, que prevemos concretizar grandes implementações da nossa tecnologia nos próximos 6 meses, o que é bastante rápido no nosso setor de tecnologia industrial.
André Godinho Luz
Managing Partner | Infinite Foundry
O trabalho realizado pela CCIP no agendamento de reuniões para o mercado alemão decorreu com enorme profissionalismo, dedicação, persistência e foco no atingimento dos objetivos.
Mário Rodrigues
Sales Manager | Soul & Flavors Distribuição Produtos Regionais Lda
A metodologia usada para estabelecimento de contactos, o planeamento e organização da marcação de Reuniões Online, bem como o apoio durante e após as mesmas, minimizaram o impacto e eventuais desvantagens de não ser possível realizar uma visita presencial aos mercados. Uma aposta de sucesso da CCIP que deverá ser mantida, mesmo no futuro pós pandémico.
Cláudia Oliveira
International Area Manager | Laboratório Medinfar SA
“O balanço que faço é muito positivo. Todos os contactos proporcionados tinham potencial para efectuar negócio, o que é o que se espera de este tipo de missões. Seguramente que iremos estar presentes em futuros eventos do mesmo género.”
Pedro Gaspar
Partner | Portuguese Olive Oil Partners
“Queria dar os parabéns pela forma cuidada e profissional como foi organizada esta missão ao México.
Considero que o profissionalismo demonstrado virá a que participemos novamente em ações semelhantes.”
Fernando Oliveira
Sales Director | Global Fire
A participação da Trim NW, Lda na missão empresarial a Marrocos em Dezembro de 2017 foi a primeira atividade da nova estratégia de expansão.
Desde aí temos repetido a experiência por entendermos que é uma mais valia para certos mercados, quer do ponto de vista do acompanhamento durante a missão, bem como na organização e preparação dos contactos.
Iremos certamente contar com a Câmara de Comércio para nos continuar a apoiar neste e noutro tipo de ações.
Ricardo Fernandes
Diretor Comercial | Trim NW


A fraude na certificação de origem não é uma novidade no mundo do comércio internacional. No entanto, desde o surto de COVID-19, existiu um aumento significativo do número de casos de fraude, nomeadamente quando se trata de remessas para o combate à pandemia.
Os funcionários das alfândegas, a nível mundial, procuram constantemente o Selo ICC WCF CO das Câmaras de Comércios Acreditadas pela ICC nos CO que recebem, antes de permitir que as mercadorias entrem no seu país, de forma a garantir a autenticidade dos mesmos.
Com o site de verificação de CO, este processo é realizado em apenas alguns minutos, garantindo o rápido desalfandegamento das mercadorias. Deste modo, não constitui uma surpresa que o site de verificação, no ano de 2020, tenha atingido um número recorde de acessos por parte das alfândegas (+ 193% em relação a 2019).
Em janeiro de 2013, todas as organizações e administrações alfandegárias mundiais foram notificadas sobre a implementação do site de verificação para os CO desenvolvido pela ICC WCF. Criado para apoiar os membros da Cadeia de Acreditação de CO da ICC WCF International, o site permite que as autoridades alfandegárias verifiquem a autenticidade dos CO emitidos pelas Câmaras Acreditadas, através da utilização de uma plataforma segura.
As autoridades aduaneiras podem validar o CO inserindo na plataforma o número do certificado e selecionando a Câmara de Comércio Acreditada emissora. As informações do CO são imediatamente disponibilizadas, nomeadamente a data de emissão, o nome do expedidor e as informações de contacto da Câmara emissora. Se o CO não tiver sido emitido por uma Câmara Acreditada, surge de imediato uma notificação de segurança, garantindo assim a fiabilidade do sistema de verificação.
Criado para os membros da Cadeia de Acreditação de CO, o site de verificação reforça os padrões internacionalmente aceites na Certificação de Origem.
Para garantir a autenticidade das informações apresentadas, apenas as Câmaras emissoras estão autorizadas a transferir dados para a plataforma global.
Os dados transferidos são carregados diariamente no site de verificação de CO. As informações incluem o número do CO, a data de emissão e o nome do expedidor do CO.
O site de verificação permite que as autoridades alfandegárias, embaixadas e quaisquer outras entidades envolvidas no processo de verificação, confirmem a autenticidade da informação presente nos CO ainda antes da chegada das mercadorias.
Para saber mais fale connosco através do telefone 21 322 40 50 ou do email certif@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Foi publicada nesta semana uma sondagem que prevê para o PSD uma percentagem de votos inferior à que teve nas últimas eleições.
Neste momento estamos a viver o sexto ano do mandato de António Costa à frente do governo do nosso país, e, apesar de serem reconhecidos pela comunicação social, pelos partidos políticos e pela população em geral vários casos de gestão governativa negativos, a verdade é que a probabilidade de se verificar uma alternância a este governo é praticamente nula.
Todos sabemos, e eu, que fui seu companheiro de liceu ainda mais, que António Costa é um grande político, muito inteligente e rápido na sua gestão e que isso, a par de uma primeira sensação de melhoria de qualidade de vida após os quatro anos de contenção a que estivemos sujeitos, são condições que lhe dão uma certa vantagem na apreciação popular.
Contudo, nem sequer isso justifica que não haja, à direita, uma solução alternativa que entusiasme os portugueses que se revêm no valor da pessoa humana, na iniciativa privada, na defesa do Bem Comum, na defesa do compromisso com a sociedade, no rigor das decisões governativas e no desenvolvimento da economia com o objetivo de criar riqueza que beneficie a população portuguesa.
A eleição de António Costa e a maioria parlamentar que se gerou provocaram uma mudança na liderança dos partidos da oposição tradicionais e no lançamento de novos partidos dentro desse espectro.
Ainda assim, e apesar da falta de oposição ou de alternativa ao projeto socialista, nem as novas direções dos antigos partidos, nem os novos projetos conseguiram criar uma verdadeira onda de apoio que mobilizasse uma população de direita e do centro, que normalmente estaria hoje a trabalhar numa alternativa à situação atual e a organizar-se para dar continuidade à alternância que caracteriza as democracias de sucesso.
Na realidade, a falta de projeto estimulante e motivador resultou naquilo que as sondagens nos transmitem hoje: ninguém se move!
É preciso acordar Portugal!
É preciso encontrar lideranças mais estruturadas, com carisma e com um projeto que seja inovador na nossa forma de viver, que justifique que cada um se envolva na luta por um Portugal melhor e maior, que nos faça sair do marasmo em que nos encontramos, sem líder nem projeto que nos faça acreditar e que nos deixe sonhar.
Portugal está a viver um novo período de eleições em que a estrutura partidária não está a realizar a sua função de promover a mudança, de nos fazer chegar mais longe.
É tempo de voltar a defender Portugal. Temos que sair à rua para dizer o que queremos, exigir daqueles que se apresentam para nos governar aquilo que Portugal precisa para que os portugueses vivam melhor.
Precisamos de deixar este modelo em que apenas se preocupam em parecer, e passar a procurar que o nosso país seja um país de valor, de responsabilidade, comprometido com o desenvolvimento do Mundo, cuidando do Mundo, mas também criando condições de vida digna, de respeito pelos nossos concidadãos.
Temos que deixar de ser comandados por quem apenas quer o poder e passar a participar nas decisões que comandam o caminho de Portugal.
Por este nosso país maravilhoso vale a pena lutar. Vale a pena sair do nosso conforto e trabalhar para o Bem Comum e para cada um dos que cá vive!

Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da CCIP, acompanhou várias empresas portuguesas numa Missão Empresarial presencial a Belgrado, capital da Sérvia.
As missões empresariais da Câmara de Comércio são focadas em proporcionar novos negócios. Nestas iniciativas, garantimos que cada empresa participante tem uma agenda de reuniões individual, com contactos de qualidade, adequada ao seu setor e objetivos.
No âmbito desta missão foram preparadas, em parceria com o consultor local, agendas individuais e personalizadas para empresas ligadas aos setores das TIC, Telecomunicações e Indústria Automóvel. Assim, os empresários tiveram oportunidade de reunir com potenciais clientes finais, distribuidores e parceiros locais.
Tendo coincidido neste período a deslocação institucional do Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, foi proporcionado um encontro de networking, na Embaixada Portuguesa em Belgrado, entre a comitiva portuguesa e empresas sérvias com interesse no mercado português.
Outros encontros e iniciativas contaram com a participação de Eurico Brilhante Dias que, nomeadamente, visitou a unidade industrial da Cabopol, uma empresa que se dedica à produção de termoplásticos e que representa um importante investimento português na Sérvia.
A deslocação presencial das empresas portuguesas aos mercados tem demonstrado excelentes resultados na concretização de negócios a nível internacional, contribuindo para o aumento das exportações portuguesas.
Este ano, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa já organizou missões empresarias em formato presencial a mercados como o Egito (fevereiro), Panamá e Costa Rica (março), Geórgia (abril) e Sérvia (maio), estando previstas mais deslocações nos próximos meses. Veja o Plano Internacional da CCIP e fale connosco para mais informações.

Nesta cerimónia, os alunos da edição piloto receberam os seus diplomas e certificados pelas mãos dos patrocinadores: Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, e Josep Raventós, Country Manager da Sage Portugal, acompanhados por Bruno Bobone, Presidente da CCIP.


A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa felicita os alunos por esta conquista! Para a CCIP é um orgulho contribuir para uma nova geração de gestores mais preparados para enfrentar os desafios da gestão empresarial.
A 2ª edição da Pós-Graduação CCIP/Nova-SBE conta com 30 participantes que iniciaram o seu percurso na aquisição de novos conhecimentos e partilha de experiências. Especialmente para eles, os patrocinadores da nova edição (SofFinança, Yunit Consulting e Sage Portugal) assim como o embaixador do programa, Rui Fonseca, CEO da Altronix, transmitiram uma mensagem de motivação e reforçaram a importância da aposta numa formação de executivos relevante.

Aos novos alunos a CCIP dá as boas-vindas e deseja muito sucesso neste percurso de 4 meses que inicia agora.
Para mais informações sobre a Pós-Graduação de Gestão Aplicada para Gestores de PME, contacte formacao@ccip.pt.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
O vírus quando já não mata passa a ser uma doença normal! Em Portugal morreram, durante a pandemia, cerca de 17 mil pessoas, sendo que 650 tinham menos de 60 anos. Destas 650, a sua quase totalidade tinha comorbilidades.
Hoje, tanto em Portugal como na Europa, na América do Norte e na América do Sul, estes grupos de risco estão praticamente todos vacinados e, por isso, estamos a assistir a uma diminuição sustentada do número de mortes associadas a esta doença, que tenderá para desaparecer à medida que a vacinação vá prosseguindo.
A estatística de casualidades desta pandemia vem reforçar a ideia de que a forma de tratar assumida pelos líderes das várias nações foi francamente incompetente ao não terem tido a coragem de isolar e proteger grupos de risco, que encheram os hospitais e criaram as situações de catástrofe nos serviços de saúde.
Pelo contrário, reagindo por medo e falta de clareza, deixaram estas populações desprotegidas e criaram fortes e graves medidas de limitação à liberdade da sociedade em geral, através de proibições de circulação e de desenvolvimento de atividades que, por um lado destruíram psicologicamente os cidadãos e, por outro, prejudicaram enormemente a economia criando uma nova onda de pobreza de que nos vamos dar conta a partir dos tempos mais próximos.
A desculpa de falta de conhecimento da situação, que poderia ter sido aceite no início da crise, deixou de fazer qualquer sentido a partir do verão do ano de 2020, altura em que se tornou claro quais eram os grupos afetados dramaticamente pelo vírus.
A esta falta de coragem e de competência para enfrentar a crise da pandemia, à falta de confiança na população que tem demonstrado sempre uma enorme competência na tomada de cuidados sobre os seus comportamentos e através da impunidade com que se limitou a liberdade aos cidadãos, veio juntar-se uma postura de poder ditatorial que passou a permitir todas e quaisquer decisões sem que pudessem ser contrariadas por quem se sentisse prejudicado ou mesmo sujeito a um abuso de poder.
A limitação dos horários de funcionamento de algumas atividades, que promoveram a concentração de pessoas nos supermercados, a limitação dos horários dos restaurantes, que ainda hoje se mantêm sem qualquer razão entendível, as decisões de operacionalidade dos recintos públicos que levaram o aeroporto de Lisboa a manter portas fechadas para obrigar todas as pessoas a utilizar apenas uma porta para entrar e outra para sair - e muitas outras, são a demonstração de que apenas havia vontade de criar proibições e de abusar do poder sem qualquer efeito positivo para a gestão da crise pandémica.
A requisição das instalações do empreendimento Zmar, em Odemira, apenas veio reforçar a postura de desrespeito democrático pelos cidadãos por parte das autoridades, dando-nos a ideia de que, afinal, tudo aquilo que nos parecia ser sagrado, e que era a liberdade individual de cada português, apenas funciona para quem pode, para quem está junto de quem pode ou para quem tem a força para exigir, como foi o caso de algumas entidades políticas.
Se aceitámos posturas irrazoáveis durante o período em que a pandemia estava mais ativa, isso justifica-se por este povo ser correto e humanista, sempre preparado para corresponder ao apelo da solidariedade.
Mas hoje basta! Não são aceitáveis negacionismos: nem de quem não quis ver a ameaça nem de quem nos nega, agora, um futuro.
Não queremos mais ditadura. Queremos voltar a viver, a ser donos da nossa vontade e a ser respeitados por aqueles que nos deviam servir e que muitas vezes se servem de nós.

É inquestionável o papel que os jogos olímpicos assumem no panorama internacional. Falamos do maior evento desportivo a nível global, de uma competição que estimula e agrega povos dos seis continentes.
Já referia Pierre de Coubertin, considerado o fundador dos jogos olímpicos da era moderna, “o importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.
Um dos eixos de trabalho é garantir que todos os equipamentos necessários à competição dos atletas viajem para o país anfitrião, sem qualquer contratempo. Tendo 6 continentes a participar, falamos duma logística com um nível de complexidade que abrange todo o planeta. Neste sentido e para evitar atrasos e adversidades, torna-se essencial contar com mecanismos que facilitem todo este processo.
Desde há várias olimpíadas que a Câmara de Comércio contribui de uma forma eficaz para a chegada dos bens dos nossos atletas ao país anfitrião. Este contributo é assegurado através da emissão de um passaporte temporário de mercadorias (Carnet ATA), a utilizar nas alfândegas respetivas e que vai garantir que estão reunidas as condições aduaneiras para evitar qualquer problema ou cobrança de valores nestes casos.
Já sobejamente conhecido por diversas federações nacionais e atletas, é possível afirmar que nomes ligados à vela, jet-ski, remo, equitação, futebol, pesca submarina, entre outros, já utilizam este documento.
Estando em ano de olimpíadas, a CCIP deseja a todos os atletas participantes uma excelente competição e se possível, algumas medalhas para Portugal!
Autora: Sónia Morgadinho, Consultora ATA @ Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Depois de receber o prémio de diplomata económico do ano em 2020 atribuído pela CCIP, o embaixador de Portugal no Senegal, Vítor Sereno, lançou a unio, uma aplicação informática que se destina a ajudar os empresários portugueses a encontrar oportunidades de negócio no estrangeiro e que foi apresentada ao público esta segunda-feira, dia 10 de maio, no quadro da Presidência Portuguesa da União Europeia.
Ao inscreverem-se, as empresas portuguesas e senegalesas inserem os seus dados, serviços e necessidades. Desta forma, passam a ter automaticamente contacto com aquelas que estejam a disponibilizar serviços que respondam a essas necessidades ou oportunidades. "Se houver um match entre as duas abre-se uma sala de chat onde os seus responsáveis podem conversar, trocar contactos e experiências e a partir daí potenciar parcerias e negócios", referiu Vítor Sereno.
João Pedro Guimarães, Secretário-Geral da CCIP, explicou que “criámos o prémio Francisco de Melo e Torres que distingue, anualmente o chefe de missão diplomática que se tenha destacado pelo seu empenho pessoal no apoio à internacionalização das empresas portuguesas e na captação do investimento estrangeiro, contribuindo para o crescimento da economia portuguesa. Neste contexto, a criação e desenvolvimento da aplicação unio, projeto do embaixador de Portugal no Senegal, Vítor Sereno, insere-se perfeitamente no espírito do prémio e vem, uma vez mais reforçar o excelente trabalho que tem realizado à frente da nossa missão diplomática em Dakar.”
O Prémio atribuído pela CCIP, no valor de 25 mil euros, permitiu desenvolver esta aplicação que teve um investimento de 15 mil euros. “O remanescente será utilizado um grande seminário sobre petróleo e gás que está a ser preparado também", indicou o diplomata.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A CPLP é, sem qualquer dúvida, o espaço natural de desenvolvimento do mercado português. Contudo, quando foi criada, baseava-se em três pilares que lhe davam a forma, o objetivo e o caminho. A concertação político-diplomática, a cooperação e a promoção e a difusão da língua portuguesa eram as metas que se estabeleceram nessa altura e que serviram bem para criar este conceito.
Em 1996, com uma visão clara de que os países de língua portuguesa beneficiariam muito de ter uma voz comum a defender os seus interesses, era muito importante dar o pontapé de saída para este enorme projeto.
Passados estes anos de consolidação desta ideia, tornou-se óbvio que a CPLP não poderia cumprir a sua missão sem envolver dois novos aspetos essenciais à vida dos países e dos seus cidadãos, que são fundamentais ao desenvolvimento das sociedades que os compõem.
Uma comunidade nunca é uma verdadeira comunidade se os seus membros não tiverem iguais direitos de acesso à totalidade do seu espaço comunitário.
É fundamental conseguir instituir uma livre circulação de pessoas entre os países que compõem a CPLP, de forma a falarmos, de facto, de uma comunidade que se sente unida e que só nessas condições poderá defender interesses comuns.
Por outro lado, uma ideia de união que nos comprometa a todos a cooperar no sentido do desenvolvimento precisa de ter interesses comuns mais fortes do que os interesses individuais de cada um dos seus membros e isso só é possível introduzindo o pilar económico na sua estrutura.
A partir do momento em que se inclua a economia, com uma perspetiva muito clara de que todos podem contribuir para o desenvolvimento de cada um, então passaremos a encontrar muito mais pontos de convergência para as decisões conjuntas que precisamos de tomar se queremos vir a ser uma verdadeira comunidade.
A introdução deste pilar económico na estrutura da CPLP tem a vantagem de associar, aos intervenientes que desde o seu início acompanharam e acarinharam a formação desta organização, que maioritariamente seriam representantes do setor governativo dos Estados que a compõem, os representantes da iniciativa privada e das empresas. Estes têm sempre uma maior capacidade de intervenção direta nos mercados e nas suas gentes e verão nesta decisão a oportunidade de fazer crescer os seus mercados naturais para a dimensão total da CPLP que hoje engloba cerca de 260 milhões de pessoas.
Esta motivação dada aos empresários é claramente uma forma de fazer crescer o interesse de todas por um projeto que é querido a todos os países mas que sem estes nunca chegará verdadeiramente a atingir os seus objetivos.
A criação da Confederação Empresarial da CPLP foi um grande passo nesse sentido. E a cimeira que hoje se realiza em Malabo demonstrou com clareza como todos podemos ser úteis e retirar vantagens deste projeto que une os utilizadores da língua portuguesa num projeto comum de desenvolvimento.
O apoio dado pelos Estados representados neste evento, em alguns casos através dos seus mais altos representantes, foi inequívoco e em uníssono se ouviu com clareza as suas palavras de compromisso profundo com este caminho.
Neste mandato presidencial liderado por Cabo Verde foi dada força ao processo da livre circulação dentro do espaço de língua portuguesa, com um apoio inequívoco de Portugal. Na próxima presidência será promovido o pilar económico.
É fundamental que Portugal não perca esta oportunidade.
Para as empresas portuguesas e para o desenvolvimento da nossa economia é indispensável a promoção de dimensão dos mercados em que operamos e a promoção de mercados que nos deem vantagens competitivas para nos permitir continuar a crescer na concorrência com as grandes empresas internacionais.
Não nos podemos distrair com a Europa e esquecer o que mais nos pode ajudar.
Costa Silva, na sua estratégia, disse com muita clareza: sempre que nos virámos para a Europa definhámos e apenas crescemos quando nos virámos para o mar. A CPLP está no caminho e do lado do mar.
É fundamental caminhar por aí e cuidar daqueles que podem verdadeiramente ser a solução do nosso país!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Enrique Shaw foi um empresário argentino que viveu a sua experiência empresarial sempre trazendo os ensinamentos de Jesus Cristo no seu dia-a-dia.
Foi militar, foi empresário, foi preso, mas, em todas as fases da sua vida, nunca deixou de ter presente a preocupação de olhar o outro como pessoa, como destino essencial de todas as suas decisões.
A sua frase, "para juzgar a un obrero primero hay que amarlo", é bem representativa da sua visão do mundo e, no seu caso, do mundo empresarial.
No final da semana passada, o Papa Francisco declarou a Venerabilidade de Enrique Shaw.
E o que é que torna tão importante esta declaração, num momento em que a Igreja Católica tem tido uma postura de tornar santos todos aqueles que, cumprindo os critérios essenciais a essa santificação, sejam exemplos de vida que possam ser seguidos por todos os crentes?
A perspetiva de reconhecer um empresário como exemplo de um caminho de santidade é inédita e aproxima muito duas realidades que costumamos considerar como quase antagónicas, apesar de nada na sua essência o justificar.
Toda a religião tem como projeto a salvação da humanidade. E, porque isso está sempre ligado à criação divina, a primeira obrigação de cada pessoa é adorar a Deus.
A forma de adorar a Deus no nosso dia-a-dia é apenas possível através das nossas ações e dos seus efeitos nos outros.
Por outro lado, a vida de empresário está normalmente associada a uma perspetiva de competitividade que leva a pensar que tudo se pode esquecer e que tudo se torna permitido para conseguir atingir o melhor resultado possível.
É por isso que esta declaração se torna tão relevante, porque aproxima a razão de ser empresário da razão de viver.
Porque uma vida como a de Enrique Shaw mostra que também o empresário pode ser exemplo de vida e amar aqueles que o rodeiam. Ou ainda mais, que é através da relação com aqueles que consigo trabalham que o empresário consegue atingir o seu melhor resultado.
O empresário é, na sua génese, um criador. Tem uma ideia, desenha um projeto e cria uma nova oportunidade de desenvolvimento. E cria emprego e novas oportunidades de vida para todos quantos com ele caminham.
Não há maior amor do que criar oportunidades aos outros. É fundamental que quem seja capaz de ter esta vocação tão nobre de empreender compreenda que o seu êxito está em conseguir que todos aqueles que com ele colaboram no empreendimento sejam parte da sua vida.
Mas este processo de santificação tem ainda o mérito de fazer ver aos que são responsáveis pela Igreja que sejam também capazes de melhor compreender a enorme função que tem e deve ter o empresário na construção de um mundo melhor, em que todos tenham lugar e em que todos se sintam incluídos.
Um mundo que podemos construir em conjunto, sem ter objetivos contrários, já que a criação de felicidade é promotora da motivação de fazer melhor e a vontade de incluir todos torna-nos mais próximos e mais resilientes perante as dificuldades.
É, por isso, muito importante que encontremos nesta declaração de Venerabilidade de Enrique Shaw a oportunidade de mudar a nossa forma de nos confrontarmos, dirigentes e empregados, responsáveis religiosos e responsáveis das empresas.
É o momento para mudar e deixar de combater para passarmos a colaborar entre todos.
Enrique Shaw quando estava a morrer precisou de transfusões de sangue e todos se admiraram de ver que todos os seus empregados estavam à porta do hospital para lhe dar o que ele precisava e ele dizia que tinha o orgulho de ter o sangue dos seus colaboradores nas suas veias.
Mais do que dizia Enrique Shaw, para julgar um operário e para julgar um empresário, é preciso primeiro amá-lo.

Nadim Habib partilhou com a audiência: “Eu não sei cozinhar, mas a minha mulher comprou uma bimby e eu já sei fazer bolo de chocolate”. Quando serve esse bolo aos seus amigos dizem-lhe que não foi ele que o fez, mas sim a bimby. Ao que lhes responde “querem um bom bolo de chocolate ou preferem que eu invente e tente ser artista?”. Nadim acredita que se o for, 9 em cada 10 vão correr mal, mas se seguir a receita, corre sempre bem. Estamos a falar de um bolo de chocolate, embora o professor da Nova SBE considere que na gestão de uma empresa, a situação é a mesma.
O contexto pandémico em que vivemos há mais de um ano trouxe muitas mudanças. No entanto, muitos gestores continuam a tratar a pandemia como uma exceção e que, “quando tudo passar”, voltamos ao ponto de partida e que iremos regressar “àquele normal”. Mas na realidade não será assim!
A economia e a nossa forma de trabalhar mudaram de forma permanente e, se continuarmos a encarar esta mudança como uma exceção ou uma situação temporária, enfrentamos um problema. Como alertou Nadim Habib, no passado dia 23 de abril, perante uma audiência online de mais de 150 gestores, “se persistirmos nesta visão, é certo que chegará o dia em que não conseguiremos acompanhar o ritmo e será o fim.” Temos de repensar a nossa forma de trabalhar e voltar a ganhar rentabilidade e crescimento!
Na sua intervenção, no âmbito do webinar dedicado à jornada de profissionalização de um gestor de PME, Nadim referiu que, já em 2019, estávamos a ter “sinais” de que as coisas não eram sustentáveis e que era preciso mudar. Mudar o quê? Na sua perspetiva, os gestores destacavam duas áreas: a organização e o planeamento.
Sobre a organização afirmou que “organizamos para controlar”, mas que há uma grande diferença entre organização e controle. Por exemplo “a simples marcação de férias pode dar a noção de que estamos a organizar quando as pessoas marcam as suas férias, mas isto não é organização, é controlo. É alguém a controlar que todas as pessoas têm as férias marcadas. E isto é muito diferente daquilo que começamos a encontrar em empresas novas, pequenas e grandes, que estão a dizer aos seus funcionários que não há limite de férias, tirem os dias que quiserem, mas preocupem-se em garantir que todos os elementos da equipa estão coordenados.” Isto é uma forma diferente de organizar e que traz resultados mais interessantes.
Relativamente ao planeamento, os gestores referem que têm de planear melhor, mas na realidade, mesmo quando o conseguimos fazer podemos não conseguir cumprir com o que planeámos, porque o mundo muda e o mundo mudou. E o planeamento também tem necessariamente de mudar.
“Há pessoas que pensam que gerir é uma arte, no sentido de que qualquer pessoa o pode fazer, e isto é um problema por dois motivos. Pois a arte é altamente subjetiva e uma empresa não é subjetiva, os lucros são muito objetivos, há crescimento ou não há crescimento, tenho clientes satisfeitos, ou não tenho clientes satisfeitos, tenho pessoas que querem trabalhar comigo ou não tenho, e isto não é arte, é ciência!”.
Todos nós conhecemos empresas de sucesso e com bons desempenhos. Isso acontece porque implementam práticas de gestão com rigor e ciência e que trabalham essa gestão com muita disciplina. Não é muito relevante se gerimos uma empresa porque queremos deixar um legado para a família, ou porque queremos ter rendimentos no final do mês ou porque queremos mudar o mundo. O que mais importa é “que devemos perceber que para gerir uma empresa é preciso ciência, rigor e disciplina”.
E essa ciência pode ser encontrada num programa de gestão, que tem que incutir, necessariamente, três coisas nas pessoas:
Desta forma, quando abordamos a gestão de um ponto de vista científico e a gerimos dessa forma, no prazo de 3 a 6 meses é possível ter melhores resultados.
Começamos a ter uma empresa que funciona bem, sem grande intervenção do seu gestor ou fundador, e que lhe permitirá começar a planear os próximos 6 a 24 meses, sem estar preocupado em “apagar fogos”.
Em síntese, quando gerimos uma organização e queremos construir rentabilidade daqui para a frente, devemos ter:
1. Uma visão clara e estratégica sobre a maneira de funcionar;
2. Disciplina para implementar as coisas, mesmo que sem resultados imediatos, e
3. Refletir em como queremos desenhar a empresa para daqui a 6, 12 ou 24 meses.
Nadim Habib termina a sua exposição com um conselho “abordem a gestão como ciência”, “estudem a gestão como deve ser, implementem os procedimentos e práticas gradualmente e, um dia, ao acordarem, de repente, vão ver que têm mais sucesso”.
Nadim Habib
Mestre em Economia pela London School of Economics e um comunicador nato. Consultor internacional nas áreas de estratégia, inovação e criatividade, sendo frequentemente convidado como orador. Com uma vasta experiência internacional de gestão, é professor assistente na Nova-SBE e no Curso Executivo da CCIP, onde leciona o módulo dedicado à Agilidade Organizacional.
Saiba mais sobre a 2ª edição do curso executivo da CCIP/Nova-SBE.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
É tempo de assumirmos a nossa responsabilidade.
Cada ano que passa vamos assistindo a um maior fosso entre as lideranças políticas do país e os cidadãos.
A mais evidente prova dessa separação está à vista no constante aumento da abstenção nas eleições, uma tendência que prevalece sem retorno.
É claro que o mais fácil é pôr as culpas naqueles que ocupam esses lugares de chefia e dizer que são incompetentes. É a solução mais simples, que resolve a minha consciência e absolve a minha culpa, mas não muda nada e nada soluciona.
O comum dos cidadãos vê nos líderes e na atividade política uma espécie de lepra da qual quer distância e que lhe dá repulsa. Tratamo-los por "eles", os que assumem essa função e sempre calculamos que só lá estão porque querem tirar benefícios por isso.
É esse o nosso erro e é essa a razão pela qual estamos cada vez mais desmoralizados com o caminho do país.
Mas, graças a Deus, a culpa também é minha!
Costumo dizer que só quando tenho eu a culpa é que posso mudar aquilo que está errado. Quando não sou responsável, dependo dos outros e nada posso fazer.
A verdade é que o nosso país e o sistema democrático em que vivemos está a ser condenado por não assumirmos a nossa responsabilidade de cuidar dele.
Viver numa democracia, sistema em que todos temos a capacidade de decidir sobre o nosso futuro, em que não nos colocamos nas mãos de um, ou de poucos, para que decidam por nós, significa que temos de assumir a responsabilidade de cuidar do país e da sua condução para garantir que vamos para onde queremos e conseguimos aquilo que pretendemos.
Isso significa também pensar no modelo de sociedade que desejamos, de nos batermos por essas ideias e de trabalhar para a comunidade, de modo a ajudar a construir esse modelo.
Em concreto, significa ter um comportamento cívico participativo, assumir as responsabilidades e poder dizer: eu também tenho a culpa e, por isso, posso mudar!
Para isso é fundamental aumentar a educação cívica da nossa juventude, criar na sua educação uma perspetiva de responsabilidade, não só pela sua vida como pelo desenvolvimento da sociedade em que vivem. Compreender que ser político não significa ter vantagens, mas sim ter responsabilidades, e que todos somos chamados a assumi-las.
Implica respeitar aqueles que nos educam para que possamos aprender mais e melhor.
Mas, acima de tudo, sermos capazes de voltar a ser responsáveis pela vida deste país - e não a entregar-nos nas mãos de uns quantos para que decidam por nós.
A perda da democracia não resulta de haver correntes políticas que propõem regimes totalitários, mas da desistência de um povo de trabalhar e cuidar da sua democracia.
A escolha de soluções de lideranças paternalistas advém da frustração da forma como funciona, ou não funciona, a democracia e isso é da responsabilidade de cada um de nós.
Estamos a chegar a um ponto de saturação já muito avançado, o que se manifesta no extremar das soluções políticas que têm surgido ao longo dos anos. Ainda estamos a tempo de retomar o nosso caminho e de não perder a liberdade de decidir.
Mas para inverter esse caminho temos de compreender que temos a responsabilidade e o poder de o fazer. Temos de ter a vontade e o querer. Temos de assumir o trabalho de cuidar.
Para isso tenho de ter a consciência de que a culpa também é minha e por isso posso mudar!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Assistimos na passada sexta-feira a um episódio da maior importância no que respeita à justiça portuguesa.
A leitura da decisão instrutória do processo Operação Marquês foi acompanhada por uma parte importante dos cidadãos nacionais, que no final ficaram muito mal impressionados com o sistema judicial português.
Na sua decisão, o juiz Ivo Rosa conseguiu reconhecer que o acusado tinha praticado atos de corrupção, mas não pode ser julgado por isso. Que o acusado recebeu dinheiro de outras pessoas sem que houvesse razão para tal acontecer, mas encontrou razões para o justificar e para o ilibar do pagamento de imposto que paga o comum dos mortais, apenas por receber o seu salário honesto. Não acusou aqueles que receberam dinheiro e pagaram favores, mas acusou os seus acusadores. Finalmente o juiz Ivo Rosa ilibou pessoas, apesar de reconhecer que foram parte em transferências de valores importantes não justificadas, sem nunca o ter preocupado a origem e a razão dessas transferências.
Em face desta situação, as reações fizeram-se sentir e dividiram-se entre aqueles que consideram que o Juiz Ivo Rosa é incompetente por não conseguir pronunciar quem é corrompido nem quem é corruptor, outros que, ainda que justifiquem a sua competência, consideram que errou em várias das suas decisões e os terceiros que, por alguma relação política ou pessoal com os arguidos, preferem reconhecer que, apesar da postura amigável do juiz Ivo Rosa, ainda assim há uma pronúncia aos acusados que não deixa de ser alguma justiça.
Em todas elas há uma coincidência.
A sensação de que a justiça não foi alcançada!
E não importa se a competência do juiz advém da sua formação de origem nem se o processo penal deve ou não ser encarado desta ou de outra maneira. Aquilo que se pretende de um processo judicial é que faça justiça, e isso falhou.
A existência de apenas dois juízes para se ocuparem desta fase do processo não é compreendida, mas que estes dois juízes tenham entendimentos tão distintos daquilo que é a justiça funciona como uma desacreditação de todo o sistema. Se sair um juiz, a probabilidade é de que seja pronunciado, se sair outro, já não.
Daquilo que entendi, a decisão do juiz de instrução baseia-se na sua análise sobre se há uma previsibilidade substancial de que haja uma condenação, caso em que deve decidir-se pela pronúncia.
Ora, esta dependência da justiça sobre a capacidade de previsão de um juiz não deixa de a tornar, ainda mais, um certo jogo de sorte, já que, presumo eu, as avaliações das capacidades prospetivas não farão parte da prova de exame para juiz.
Na verdade, aquilo que verificamos, se formos analisar os casos que têm sido tornados públicos e que estiveram nas mãos do juiz Ivo Rosa, é que a capacidade de previsão deste juiz é bastante fraca, já que, em muitos deles, depois de decidir não pronunciar muitos daqueles que estavam acusados pelo Ministério Público, estes acabaram por ser julgados e condenados.
Ou seja, tudo leva a concluir que não há dúvida de que o sistema judicial português não está a funcionar e que as suas decisões deixaram todos convencidos de que a justiça não foi feita. É certo que ainda há todo um caminho e que existem muitas possibilidades de mudar aquilo que foi agora decidido. Mas se é para mudar porque não se faz certo desde o princípio?
Na verdade, aquilo que esta decisão de Ivo Rosa nos veio trazer foi a certeza de que o sistema judicial português tem de ser mudado.
Por isso digo que temos hoje, a partir das diferentes reações à decisão deste juiz, a oportunidade de mudar a justiça portuguesa e essa mudança pode ser verdadeiramente a sua salvação.

A saída do Reino Unido da União Europeia trouxe consigo alterações substanciais, no que diz respeito à circulação das mercadorias. Atualmente, assistimos a um contexto diferente do que era habitual. Onde antes se aplicavam as regras de livre circulação de mercadorias, agora existe a obrigatoriedade de declaração junto das alfândegas correspondentes.
Assim, quem se desloca para o Reino Unido com mercadorias novas ou usadas, sejam elas de âmbito profissional, para demonstração em feiras, amostras comerciais, material científico e desportivo, entre outros, e cujo objetivo não seja uma transação comercial (ou seja, a intenção é sair do país e regressar), terá obrigatoriamente que assegurar as respetivas formalidades, sob pena de enfrentar o pagamento de garantias e retenção das mercadorias.
Na Câmara de Comércio recebemos inúmeros pedidos de esclarecimento sobre como fazer uma exportação temporária para fora da União Europeia. Para ajudar a clarificar algumas dúvidas, desenhámos um fluxo que ilustra as várias hipóteses, bem como os seus perigos, riscos e vantagens.

Para assegurar uma simplificação de todo este processo, a CCIP disponibiliza um passaporte de mercadorias (Carnet ATA), simples de pedir e de utilizar, que resolve todas as questões na alfândega sem complicações.
Esta solução, que não requer um conhecimento específico nem apoio especializado, basta ser apresentada com as mercadorias na respetiva alfândega, na entrada e saída dos bens.
O Carnet ATA é um documento alfandegário internacional que permite a entrada temporária de mercadorias em mais de 110 países/regiões, com o limite de um ano, sem pagamentos aduaneiros. As iniciais “ATA” provêm das palavras francesas e inglesas “Admission Temporaire/Temporary Admission”.
Este documento cobre diversos tipos de bens, tais como: equipamento eletrónico, ferramentas, instrumentos, joias, arte diversa, máquinas, equipamento desportivo e para competições, cavalos, entre outros.
Se precisa de fazer uma exportação temporária para o Reino Unido ou outros destinos fora da União Europeia, fale com os nossos consultores de Comércio Internacional.
Saiba mais através do telefone 213 224 064 ou do email ata@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Dizia António Costa Silva, no seu Plano de Recuperação, que Portugal sempre cresceu quando assumiu a sua vocação atlântica e definhou quando se virou para a Europa. E propunha que desta vez Portugal aproveite as duas vertentes para crescer melhor.
António Costa está completamente focado na sua ligação europeia, até pela responsabilidade que assumiu com a presidência portuguesa da União Europeia, mas esqueceu outra vertente, aquela que dá outra capacidade de crescimento e desenvolvimento, que é a atlântica.
Em todo o Projeto de Recuperação e Resiliência não há qualquer referência a um grande investimento no mar nem qualquer referência a um maior envolvimento com os países africanos de língua oficial portuguesa.
Num momento em que todo o mundo já compreendeu que o futuro terá o seu foco de maior desenvolvimento na exploração dos recursos marítimos e no desenvolvimento do continente africano nós, Portugal, que temos extraordinários recursos marítimos e que somos, ainda, referência nas relações com os países africanos, de língua oficial portuguesa e outros, decidimos que não temos qualquer interesse em investir em qualquer destas áreas, que nos poderia tornar relevantes no mundo em que vivemos.
Portugal candidatou-se a ficar com a responsabilidade de gerir uma extensão do oceano Atlântico que nos permitirá obter uma dimensão territorial superior ao subcontinente indiano. Vários governos investiram neste processo e asseguraram ter as competências para o realizar.
E agora, num momento de grande oportunidade de fazer os investimentos necessários a beneficiar deste projeto, apenas nos esquecemos de o incluir na nossa estratégia!
Quanto ao continente africano, e ao mesmo tempo em que assistimos a um avanço enorme da influência chinesa, nós, sem qualquer nota de preocupação, deixamos abandonados aqueles países, que não só têm sofrido com crises económicas fortes como estão a precisar do nosso apoio em face da pandemia.
E, claro, se não ocupamos o nosso lugar, outros o ocuparão. Assistimos, nesta semana, a uma movimentação por parte do governo espanhol para ganhar posição em África garantindo todo o apoio às suas empresas e assegurando a capacidade de lhes dar a influência para ganharem esses mercados.
E Portugal, o que tem feito? O nosso governo pensa de forma diferente: por questões de ideologia, que não lhe permitem reconhecer a importância de apoiar as empresas portuguesas, num momento em que o Conselho Económico da CPLP faz uma reunião com todos os seus membros e com representantes dos respetivos governos, em alguns casos com a participação do próprio Presidente da República, não envia qualquer representante seu a esta reunião, manifestando o claro desinteresse por este projeto, que é tão-só uma das maiores oportunidades para o crescimento da nossa economia e das nossas empresas.
Gerir momentos é uma qualidade essencial para sobreviver hoje, mas não haverá país se não existir uma visão e uma estratégia para o futuro. E as nossas empresas e os portugueses não merecem essas vistas curtas que destruirão tudo aquilo que foram eles a construir.
As vistas curtas das nossas elites não podem deitar a perder tudo aquilo que os portugueses criaram.

Ninguém tem dúvidas, hoje em dia, sobre a importância da formação para uma carreira profissional bem-sucedida. Nem se põe em causa que a formação - dos gestores e colaboradores - numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida beneficia, em primeira (e última) instância, as instituições nas quais trabalham.
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) tem este facto bem presente desde que foi criada, em 1834.
Com efeito, logo nos primeiros anos de vida, começou por pressionar as instituições responsáveis pelo Ensino Técnico no sentido de criarem o “Curso de Direito Mercantil” (lecionado ao tempo por José Maria Alves de Sá) e, em seguida, fundou o curso de “Economia Política”, que ficou a cargo de António de Oliveira Marreca.
E a verdade é que nunca mais parou. Durante estes 187 anos de história, a CCIP tem desenvolvido ações de formação (para associados e não associados), dirigidas aos gestores portugueses interessados em aprofundar os seus conhecimentos e em fazer crescer as suas operações.
Foi neste contexto que, no final de 2019, a CCIP decidiu dar mais um contributo para ajudar as empresas portuguesas a capacitarem-se e a adquirirem novas competências para se diferenciarem da concorrência e atingirem uma performance ainda melhor.
Sabemos, não temos dúvidas, de que o trabalho realizado pelos nossos empresários e gestores tem sido extraordinário e que tem sido a sua dedicação, persistência e empenho que tem estado na base do nosso crescimento, enquanto país, nos últimos anos.
No entanto, vivemos tempos que exigem conhecimentos específicos, nalguns casos, especialização, e sabemos que é importante, simultaneamente, aprender durante toda a vida.
Cientes deste facto, e assentes no conhecimento prático que temos da economia e da realidade vivida pelas empresas e por todos aqueles que vivem – e fazem viver - a nossa economia, decidimos lançar um novo curso dirigido aos gestores de PME portugueses.
No entanto, na CCIP não gostamos de fazer as coisas sozinhos; acreditamos no valor das parcerias. E temos presente que, sempre que há colaboração, a soma é maior do que as partes.
Temos também a sorte, diria o privilégio, de conseguirmos trabalhar com os melhores. E na formação não é diferente.
Foi assim que avançámos para a 1ª edição deste curso com a NOVA SBE, uma escola que é, não apenas líder nas áreas de gestão e economia como, também, reconhecidamente, uma instituição inovadora com os olhos postos no futuro.
E o sucesso foi tal que estamos agora a arrancar para a 2ª edição. A junção entre saberes com origens distintas, o terreno e a academia, não podia ser mais complementar.
Por outro lado, e numa outra vertente, a CCIP tem realizado um trabalho ímpar na internacionalização das empresas portuguesas. A internacionalização – o apoio nesta área – e, ainda, a ajuda na identificação de novos mercados de destino (diminuindo o risco da exposição quase única ao mercado da União Europeia), são também funções “originais” desta Câmara de Comércio.
Um exemplo, entre tantos ao longo da história, diz-nos que cerca de 1840 o então Ministro da Marinha consulta a nossa Câmara de Comércio sobre a oportunidade de se formar uma companhia de barcos a vapor com a finalidade de facilitarem as comunicações litorais com os portos da América. Um outro, bem mais recente, expressa-se no InSight, um estudo de cariz único em Portugal que a CCIP promove (juntamente com outro excelente parceiro, a ROI) sobre a internacionalização das PME e que vai já na 4ª edição.
Um estudo que nos ajuda a enquadrar a necessidade de fazer face à mudança, a repensar a atividade e a forma como as empresas trabalham e a importância da aquisição de competências que permitam aos gestores das PME navegar eficazmente a mudança que os tempos sempre trazem, ajudando-os a tomar melhores decisões, identificar as melhores oportunidades por forma a aumentarem a sua competitividade, em Portugal e no estrangeiro.
E a CCIP é o parceiro certo para apoiar os empresários já que, por um lado, proporciona as ferramentas e as soluções formativas juntamente com a Nova SBE, ajustadas às necessidades atuais e, por outro, presta o apoio comercial necessário aos primeiros passos na internacionalização das empresas.
Acreditamos firmemente que a conjugação destas duas realidades e áreas de trabalho, a formação e a internacionalização, poderá formar um círculo virtuoso contribuindo, no final do dia, para a melhor gestão das nossas PME exportadoras e, também, para aumentar, como todos queremos, as exportações, quer em valor, quer em termos de peso no PIB nacional.
Autor: João Pedro Guimarães, Secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

É fundamental dotar as pessoas, e consequentemente as empresas, das ferramentas e competências necessárias para enfrentarem novos desafios, facilitarem os processos de mudança e promoverem a sua capacidade de adaptação e resiliência.
Esta aquisição de competências pode ser efetuada de várias formas, sendo que a formação executiva desempenha aqui um papel fundamental porque permite consolidar e experienciar os conhecimentos adquiridos, além da troca de experiências e partilha entre empresas de diferentes sectores e dimensão.
Conseguir uma visão 360º e holística do negócio é uma ambição de muitos gestores e que significa uma compreensão das dimensões culturais, processos e pessoas de uma organização, uma “imagem única” de componentes como estratégia, atividade, comunicação e informação, recursos disponíveis, liderança, entre outras, e as suas ligações.
Isto permite tomar decisões e perceber o seu impacto nas diferentes componentes da empresa, sem se perder a abrangência e o propósito.
Abaixo partilho 12 áreas de conhecimento e intervenção que poderão servir de base a um roadmap para os gestores conseguirem mais eficazmente esta visão única e abrangente do seu negócio:
1. Aquisição e consolidação e conceitos e princípios económicos que servem de suporte a boas práticas de gestão.
2. Agilidade organizacional: em muitas organizações, o desafio estratégico está na execução. Ou, seja, na tradução de linhas orientadoras em atividades, projetos, indicadores e atitudes.
3. Identificação do potencial de criação de valor de uma empresa e o modo como esta pode, através das suas decisões estratégicas, influenciar a sua rentabilidade.
4. Integração de ferramentas de planeamento estratégico, por forma a traduzir a estratégia em ação, construir um quadro conceptual de referência comum que apoie os colaboradores na sua atividade de gestão quotidiana.
5. Aposta nas competências de negociação que permitam encarar situações negociais, quer internas ou externas, com habilidade e capacidade de decisão.
6. Compreensão da linguagem contabilística, que é por excelência a linguagem dos negócios. No atual contexto organizacional, é fundamental dispor de conhecimentos que possibilitem aos mais diversos intervenientes na atividade económica estarem aptos a compreender e a usar informação de natureza económico financeira.
7. Implementação de um processo de transformação digital que vise impactar toda a organização e implique uma aculturação do processo por todos.
8. Construção de uma cultura positiva que gere estratégias mais eficazes, melhores resultados e mais talento. Esta combinação traduz-se em equipas e pessoas mais focadas, mais motivadas e mais resilientes, que lideram a mudança em vez de se limitarem a reagir a ela.
9. Aplicação de estratégias de comunicação e persuasão a situações comuns nas organizações, desde a linguagem de venda à criação de adesão interna.
10. Promoção de competências de gestão de equipas que levem ao seu alto desempenho, na perspetiva da sua contribuição para a performance global da organização.
11. Planeamento para a internacionalização e preparação para as especificidades de novos mercados e culturas.
12. Identificação das principais tendências do Marketing do Futuro e as suas implicações no marketing das PME.
Construir uma visão 360º do negócio não é uma tarefa fácil, mas com o apoio de duas entidades líderes nas suas áreas de atividade - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e Nova School of Business and Economics – é possível!
Em parceria, foi desenhada a Pós-Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME, um programa direcionado para os desafios específicos das pequenas e médias empresas, com a garantia de qualidade da formação executiva para grandes empresas e um investimento competitivo e ajustado à sua realidade. Descubra aqui a jornada deste programa executivo.
Autor: Andreia Jotta, Diretora de Marketing e Comunicação

O Observatório Insight chega à sua quarta edição. Desde 2016 que esta é uma plataforma de grande importância para responder à necessidade de maior conhecimento sobre a internacionalização das PME portuguesas. Desde o início que o principal objetivo é compreender as dinâmicas de internacionalização, os níveis de confiança e as perspetivas de desenvolvimento futuro. Tudo isto para que possamos apoiar as nossas PME no futuro, olhando para o que se tem feito até aqui.
Não é de estranhar, portanto, que o sentimento das empresas internacionalizadas se tenha alterado tanto quando comparado com o início do ano. É isso que nos demonstra a comparação com um inquérito realizado em fevereiro de 2020, onde 90% das empresas internacionalizadas afirmaram que este ano seria positivo ou muito positivo. Oito meses depois, em outubro, 47% das empresas inquiridas previam quebras superiores a 10%, quando no início do ano apenas 2% estimavam quebras na atividade internacional.
Este dado apenas demonstra a profunda alteração de cenário que a pandemia provocou. Mas é imperativo destacar um facto extraordinário que este Insight demonstra: apesar das enormes incertezas em relação ao futuro, continua a existir otimismo e, acima de tudo, uma enorme resiliência.
As empresas estão dispostas a enfrentar os desafios que se avizinham para construir um futuro sustentável e estável. Têm também consciência dos obstáculos e da mudança de paradigma. Mas sozinhas, pouco ou nada poderão alcançar. O que este Insight demonstra é que todo o ecossistema económico deve remar para o mesmo lado, apoiando todos que dele fazem parte. A CCIP aqui estará para o fazer, apoiando as nossas empresas para que possam atravessar esta tempestade.
Autor: Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa
Veja o vídeo de Bruno Bobone onde explica a importância do Insight.


Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Ao longo dos últimos anos o Papa Francisco tem-se referido à atividade económica como uma nobre vocação. E é nobre porque é capaz de criar riqueza, de criar emprego e de contribuir para o desenvolvimento económico das sociedades.
São os empresários que receberam essa vocação quem tem a responsabilidade de a pôr em prática e de conseguir cumprir as expectativas de desenvolvimento de uma comunidade.
A vocação não é em si mesma um mérito de quem a recebe. É um dom e como tal não é conquistado. O mérito total do empresário que arriscou é a aplicação prática dessa vocação, através do trabalho e do risco assumido em cada investimento.
É esse ato responsável de pôr a render os seus talentos que lhe atribui a nobreza da sua circunstância. É aí que o empresário se pode assumir como detentor de uma vocação nobre.
Ser nobre é sempre sinónimo de qualidades especiais. Representa alguém que se distingue dos seus pares por possuir capacidades diferentes da maioria e que lhe permite acesso a responsabilidades na direção de uma comunidade.
Mas ser nobre é ter a responsabilidade de entregar os resultados dessa nobreza, das suas capacidades diferentes e das suas competências superiores. É ter como missão contribuir para que aqueles que dirige sejam tratados com humanidade e que tenham uma vida digna e um desenvolvimento constante.
Ora, nas empresas, a vocação nobre tem obrigação de ser aplicada naquilo que é o seu objetivo: criar riqueza. Mas tem de criar riqueza de forma que não ponha em causa a dignidade da pessoa humana nem a sociedade em que se insere ou a natureza que a rodeia. Tem de criar riqueza com respeito.
Mas tem também de ter em atenção qual será o destino dessa riqueza e a vocação nobre do empresário. Isso implica que a riqueza criada se destine a cuidar daqueles que colaboraram para criação dessa mesma riqueza, de uma forma justa e digna.
Estamos a viver a Semana Santa, na preparação da Páscoa, um tempo de meditação e de preparação e arrependimento. Em Portugal, país em que 80% da população se considera católica, seria um bom momento para que empresários e dirigentes da sociedade utilizassem este tempo para compreender o que temos de fazer para conseguir criar bom trabalho, bons produtos e boa riqueza no dia-a-dia das empresas.
Mas também para compreender como podemos assegurar que essa boa riqueza criada pelas empresas seja distribuída de forma a tornar a vida de todos mais digna e condigna com a convicção que, como católicos, devemos ter da função de cada um de nós no mundo e que é de amar o próximo como a si mesmo.
Gostaria de desafiar todos os portugueses, católicos e não católicos, empresários e trabalhadores, ricos e pobres, a aproveitar este tempo de reflexão - para uns motivado pela vivência da Quaresma e para outros resultante da violência do confinamento - para nos darmos conta de tudo o que foi falado neste ano de pandemia sobre a solidariedade e sobre a heroicidade de ajudar os que mais necessitam, para que possamos, em conjunto, mudar a estrutura da nossa sociedade deixando de estar divididos e passando a estar solidários, garantindo que partilhamos de uma forma mais justa e que nos unimos verdadeiramente para produzir maior riqueza e para termos mais para distribuir.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Na reunião da concertação social da passada semana, Francisco Assis tentou santificar-se salvando o mundo das injustiças e das desigualdades.
Apresentou um documento com o título: "Manual de linguagem neutra".
É a entronização do politicamente correto em que tudo se pretende e não se pretende nada.
Como se alguma coisa mudasse por se mudar os termos que se utilizam para os definir e como se alguém deixasse de estar marginalizado ou maltratado por lhe mudarem o nome ou o adjetivo.
A mudança que se procura, e que é essencial, é uma mudança cultural de verdadeiro respeito e de atenção a cada um. Uma cultura integradora e inclusiva que veja em cada um as suas virtudes e que as estimule e valorize.
Mas, claro, isto dá muito trabalho.
É preciso educar, cuidar, responsabilizar, solidarizar e acima de tudo tolerar e confiar. Tudo o contrário daquilo que defendem os atuais donos da nova verdade, que querem criar uma sociedade permissiva baseada no facilitismo, na desunião, no egoísmo e na desconfiança.
Assim, para que se pretenda que se faz de facto um trabalho no que respeita à integração e ao respeito por todos os membros da nossa sociedade, sem esse esforço que lhe é essencial, a alternativa simplista que nos é apresentada é a de criar um manual de comportamento, neste caso linguístico e, a partir deste, uma censura baseada na denúncia, para que se encontrem culpados e descansem as consciências sem que verdadeiramente nada tenha mudado.
Já assistimos muitas vezes a este tipo de caminho de fingimento que cria um embrulho para mudar o conteúdo. Passou-se exatamente a mesma coisa com a tentativa de criar transparência no setor económico.
Criaram-se uns quantos códigos, inventaram-se novas palavras, esqueceu-se a educação e acabámos cheios de governança nas empresas - e com bancos falidos por falta de respeito pelas normas básicas da confiança. Carregados de códigos de ética, mas sem qualquer pejo em roubar todos os acionistas e depositantes.
Não é por definir uma pessoa pela cor, pela raça ou por qualquer outra característica que se desrespeita um qualquer membro da sociedade em que vivemos. Todos eles se orgulham da sua raça e essa não será nunca a sua vergonha. É na educação, no respeito pelos outros e no amor ao próximo que poderemos ir buscar as bases de uma sociedade justa, inclusiva e respeitadora de cada um.
Dizer que alguém é de raça cigana ou de etnia cigana é exatamente a mesma coisa e não melhora em nada o respeito por um ser humano. Aquilo que melhora é saber que essa pessoa é uma pessoa e como tal merece todo o meu respeito, e isso não muda com o nome, mas sim com a educação.
Por essa lógica, acabarão por criar "etnistas" em vez de racistas, o que também resultará exatamente no mesmo desrespeito social.
Fica ainda também a incompetência do proposto no manual que quer transformar "gestores" em "população em cargos de gestão". Não se compreende se, por passar uma palavra masculina a uma frase feminina, passará a ser mais inclusiva. Porque não advogam antes uma "germanização" do português, criando o género neutro, ou a "britanização"da nossa língua, tratando tudo como neutro.
Ah, claro, isso daria imenso trabalho...
Do que estou certíssimo é de que há racismo nos países que falam inglês e há também desigualdade em muitos desses países em que a língua nada ajudou!
O tempo que passamos a mudar os nomes às coisas é exatamente o tempo que não dedicamos a tratar dessas mesmas coisas.

A CCIP continua a estar ao lado de todas as empresas que pretendem exportar ou expandir os seus negócios para economias em franco crescimento. Em Março de 2021, foi a vez de as levar ao Panamá e Costa Rica (de 22 a 29 de Março).
O Panamá é o segundo país da América Latina com a maior taxa de crescimento do PIB projetada para 2021, traduzindo-se num ambiente em que os investimentos públicos são altos e o investimento privado continua forte.
Já a Costa Rica teve um crescimento económico estável nos últimos 25 anos, resultado de uma estratégia de crescimento voltada para o exterior, atraindo o investimento estrangeiro e o comércio internacional.
Os dois mercados estão estragicamente localizados, o que permite um claro destaque das empresas portuguesas que exportem os seus produtos ou serviços para estas geografias.

A pandemia, com todas as suas regras e restrições, veio mostrar às organizações, grandes e pequenas, a necessidade absoluta de adotar novas formas de relacionamento com clientes e empregados não por uma questão de diferenciação, mas sim por pura necessidade de manutenção da sua atividade.
Quer tenha sido a força de trabalho que num único dia se tornou remota, ou os clientes que deixaram de poder utilizar os tradicionais canais de relacionamento com a organização, em qualquer caso o digital foi a saída, para qualquer destas abordagens.
No entanto, grandes e pequenas organizações têm perante si desafios distintos. Enquanto uma grande empresa tem acesso a recursos para poder reunir-se das melhores condições para definir e executar a sua estratégia, as PME têm normalmente maiores restrições orçamentais e de recursos, apesar de terem uma maior flexibilidade. Esta ausência de recursos obriga as PME a serem muito mais precisas nos seus objetivos e flexíveis ao executar a mudança.
Uma transformação digital é uma estratégia essencialmente centrada na excelência operacional da organização e nas experiências que esta proporciona a clientes e colaboradores sempre que estes com ela interagem. Para alcançar estes objetivos a organização recorre à utilização de tecnologia, à recolha e exploração intensiva dos dados, e ao redesenho dos processos. Estes três fatores, combinados em novas configurações permitem à organização definir o programa de mudança capaz de levar a organização a transitar do seu estado atual para níveis superiores de funcionamento.
Desenhar um programa de mudança não é, no entanto, tarefa simples. É absolutamente necessário criar uma equipa que reúna um elevado conhecimento de tecnologia e de exploração analítica de dados e que, conhecendo igualmente o negócio, seja capaz de entender as melhores oportunidades combinar estes fatores de forma a transformar o negócio. As PME raramente possuem na sua estrutura todos estes elementos, forçando-as à escolha criteriosa de serviços especializados que a possam apoiar, na realização dessa transformação.
O programa de transformação e mudança de uma PME deve centrar-se nos seguintes esforços:
Transversal a todos estes aspetos, a adoção de políticas de tomada de decisão conduzidas pela análise continuada dos dados permite que a organização seja capaz de identificar novas oportunidades de melhorar a sua eficiência, melhor compreender os hábitos e anseios dos seus clientes e de melhor apetrechar os seus colaboradores.
Mas o programa de transformação é apenas isso, um programa. Mais do que o definir é fundamental executá-lo, e é aqui que reside o risco de alguma coisa correr mal.
As PME têm uma vantagem importante quando se trata da capacidade de uma organização executar a mudança, fruto da sua pequena ou média dimensão, estas organizações são mais ágeis comparativamente com as grandes organizações, e têm igualmente maior facilidade em desenvolver ligações sólidas com os seus clientes e colaboradores.
De pouco servirá ter a melhor estratégia se a organização não for capaz de partilhar a cultura necessária para a concretizar. Se os seus colaboradores não abraçarem a visão da empresa terão pouco entusiasmo na execução do plano e a estratégia terá fracas hipóteses de ser bem-sucedida.
Torna-se assim, o fator crucial para executar a mudança, conseguir reunir a equipa certa de tecnologia, dados e processos capaz de trabalhar em conjunto, enquadrada por um líder forte capaz de trazer a mudança, alguém que seja capaz de não deixar que “a estratégia seja comida pela cultura ao pequeno-almoço” (Peter Drucker).
Autor: Luís Teodoro, Administrador na SoftFinança
A Softfinança apoia a 2ª edição Pós-Graduação - Gestão Aplicada para Gestores de PME