
Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
A Alice viveu toda a sua infância no País das Maravilhas. Mas, quando cresceu, percebeu que vivia afinal no país do medo.
Um país em que os governantes não governam, em que os empresários não empreendem, em que os trabalhadores não trabalham, em que os vizinhos não se ajudam - porque todos têm medo.
Uns têm medo de perder o lugar, outros têm medo de arriscar, outros ainda têm medo de perder e há ainda outros que têm medo de parecer bonzinhos e que isso os poderá prejudicar.
Um país em que os empresários se tornaram dependentes do Estado para diminuir o risco do seu empreendimento e em que se focaram no salário baixo por medo de arriscar pagar para ter maior benefício.
Onde os trabalhadores têm medo de tudo dar pela empresa em que trabalham e que preferem combatê-la em vez de garantirem o seu êxito, por medo de não receberem o resultado do seu trabalho.
Onde dirigentes sindicais e patronais têm medo de concordar para resolver os seus diferendos por pensar que perderão os seus lugares.
Um país em que os cidadãos têm medo de ajudar os outros por não acreditarem que são membros da mesma sociedade e que partilham responsabilidades sobre a mesma.
Um país em que os políticos têm medo de dizer o que pensam para não serem expostos na imprensa e arriscarem perder o seu lugar. Em que o governo não decide mudar por medo de perder as eleições.
E foi neste país que a Alice tem vivido a pandemia da covid:
- Fechada em casa sem abrir a porta aos vizinhos, com medo do vírus, ainda que dizendo que é para defender os outros.
- Forçada por um governo que tem medo de ser responsabilizado pelos resultados das suas decisões e que prefere tomar as que mais facilmente nos inibem de viver, apesar dos efeitos gravíssimos nas nossas vidas -e porque estamos no país do medo ninguém os responsabilizará por elas.
Por outro lado, foi também pelo medo que conseguimos vencer a primeira fase do vírus. A nossa adesão à vacinação foi claramente uma forma de expressão do medo que grassa neste país, ainda que desta vez com resultados muito positivos.
Pena é que o medo tenha voltado a pôr-nos em casa. Com efeitos da pandemia completamente controlados graças ao sucesso da vacinação, nós, por medo, voltámos a fechar-nos, como se não estivéssemos vacinados e com os resultados que se verificam noutros países que, curiosamente, na sua maioria têm medidas de contenção muito menores do que as nossas.
Mas os nossos governantes e a sua oposição sabem que nós temos medo e, por isso, não duvidam uma única vez em prejudicar-nos um pouco mais - só por precaução.
E mandam fazer testes a todos os que não precisam, estragam a vida a todos os que querem viajar porque têm medo de um vírus que, em Portugal, não passa de uma gripe que parece mais generalizada, mas que nem isso sabemos, pois nunca ninguém se foi testar só para saber se acordou com gripe, nem nunca foi considerado morto por gripe quem morreu num acidente de viação ou de ataque de coração...
Por isso a Alice não compreende para que serviu o esforço se ninguém o valoriza. Se não tivéssemos sido tão cumpridores viveríamos exatamente o mesmo sacrifício.
E pensou que este medo destruiu o seu País das Maravilhas!
E a Alice saiu de casa, levou as crianças à escola e foi trabalhar. Tirou a máscara e foi respirar a brisa que vinha do mar, onde os valentes do seu país arriscaram sempre a vida, sem medo de morrer.
E foi viver, porque viver com medo também é morrer.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Há alguns anos, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pediu um estudo sobre as principais razões da limitação do crescimento da nossa economia na perspetiva dos empresários.
Foi com alguma surpresa que foram recebidas as respostas, principalmente porque os temas como a legislação laboral e a burocratização do sistema apareciam muito em baixo na lista, e à cabeça aparecia o tema da justiça. Curiosamente, os empresários não se queixavam das decisões dos juízes, em quem confiavam, mas dos mecanismos da justiça.
Em função deste inquérito, a CCIP preparou, com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, um trabalho sobre "Justiça Económica", que entregou a vários governos, mas sem que se tenha obtido solução desta inibição, como se os nossos dirigentes pouco ou nada estejam interessados em resolvê-la.
Passados todos estes anos, chegando a este período natalício, em que fazemos uma revisão da nossa vida e preparamos o ano que aí vem, pensei qual seria o maior desejo para este nosso Portugal de 2022.
E dei comigo de novo às voltas com o tema da justiça. E não só da justiça económica, mas de toda a justiça que não se pratica e se devia praticar em Portugal.
Como é possível termos tantos casos de corrupção, em que não são penalizados aqueles que neles participam, tantos casos de crimes económicos, em que os seus responsáveis continuam a viver sem terem sequer sido julgados pelos seus atos, tantos outros crimes mais comuns em que a justiça se embrenha em fórmulas de atraso e de desleixo e em que nunca é dado o exemplo de que não vale a pena transgredir.
A justiça está condicionada por um processo que, pretendendo dar garantias aos mais desprotegidos, acaba por favorecer todos os que, tendo prevaricado, utilizam o sistema de proteção para adiar e tentar prescrever as decisões que os condenariam.
Está condicionada por um processo de decisão demorado e complexo que apenas garante que a justiça é sempre tardia - e todos sabemos que uma justiça tardia é sempre uma injustiça, que descredibiliza o sistema e o Estado de direito.
Assim, porque não acreditamos na justiça para assegurar o comportamento correto, fomos avançando com controlos prévios, de forma a garantir a anulação da hipótese de ser cometido o crime ou a prevaricação.
Por isso exigimos aos detentores de cargos públicos a publicação de todo o seu património, não permitimos a utilização de valores em dinheiro, proibimos as transferências sem que seja muito bem justificada a sua razão e muitas outras ações que violentam as pessoas retirando-lhes a liberdade a que devem ter direito, apenas porque o sistema judicial, que deveria ser o garante de todas estas situações, não funciona e ninguém quer atuar na fonte do problema.
O normal seria confiar num juiz para conhecer o património do detentor de cargo público para garantir que não há enriquecimento indevido, ou confiar num juiz para avaliar se uma determinada transação é correta ou criminosa.
Não é a sociedade nem os indivíduos quem deve fazer este tipo de policiamento - e o que, naturalmente, acaba por acontecer é que a informação tornada pública passa a ser utilizada para difamar, o que acaba por afugentar muitos dos que poderiam dar o seu contributo ao desenvolvimento da vida do país, não porque tenham algo a esconder, mas tão-só porque não se sentem bem com a intrusão na sua privacidade.
Por outro lado, a imaginação humana, que é extraordinariamente criativa, vai proporcionado novas formas de fazer o errado - como a criação das criptomoedas, a passagem de património para outros membros da família, etc. - dificultando ainda mais a aplicação da justiça.
Um problema só se resolve atacando a fonte do próprio problema e nós ainda não quisemos fazer isso. As soluções que mitigam o problema acabam sempre por criar problemas maiores e hoje temos mais corrupção, mais enriquecimento indevido e menos qualidade nos nossos dirigentes públicos.
Façamos algo de bom para nós mesmos. Tratemos da justiça.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Hoje é Natal, festejamos o dia em que nasceu Jesus. Uma enorme esperança de salvação para o mundo. Um momento em que somos chamados a sair dos nossos afazeres diários e a visitarmos aquilo que verdadeiramente importa nas nossas vidas.
Há 2021 anos, mais ou menos, os pastores que estavam a guardar os seus rebanhos foram chamados a visitar o Menino que tinha nascido numa manjedoura, um símbolo de pobreza que nos chama a atenção para a nossa humanidade e para a nossa fragilidade enquanto pessoas.
É um Salvador e um Rei que vem para servir.
Pois é isso mesmo que eu gostaria de pedir e viver neste Natal.
Que tivéssemos a sorte de receber um líder para o nosso país que viesse para nos servir. Que, tendo poder e competência, possa ter a distância da riqueza que lhe permita ser humano e ocupar-se de todos nós, olhando-nos como pessoas que somos.
Que não queira dividir-nos para poder reinar, que não queira mais aos seus do que a todos os outros e que seja capaz de ser justo sem medo de perder o seu poder.
Peço um presente para todos nós, que nos ajude a sair desta crise que estamos ainda a viver e que não sabemos quando vai acabar, para que saiamos todos juntos e para que saiamos todos melhores.
Passámos quase dois anos a olhar a nossa vida de uma perspetiva diferente e fomos capazes de dar prioridade àquilo que foi sempre o mais importante e que são as pessoas.
Fomos solidários e fomos caridosos, fomos valentes para ajudar os outros passando à frente dos nossos próprios interesses e fomos capazes de deixar de tudo fazer para enriquecer, para que saíssemos juntos desta crise.
Agora vamos começar uma nova fase em que temos de nos ajudar uns aos outros a recuperar as nossas vidas - e aqueles que menos perderam, ou que até ganharam, são os que podem agora partilhar com os outros aquilo que têm.
Mas tudo isto só será verdade se recebermos um presente de Natal bom e verdadeiro, um governo virado para as pessoas e não para si mesmo.
Um governo que se disponha a servir os portugueses criando-lhes novas oportunidades de voltar a construir as suas vidas.
Que não as destrua com impostos e que não as abandone sem cuidados, que não dê mais aos que já têm, mas que valorize todos aqueles que querem trabalhar para ser parte da sociedade.
Que ajude os mais pobres e mais vulneráveis, mas que o faça de uma maneira a que se sintam incluídos e não lhes dê apenas esmola.
Que motive os que são mais capazes a apoiarem os que mais precisam - e que não prejudique aqueles sem que consiga ajudar estes.
E que se apoie em nós para fazer crescer Portugal em vez de querer fazer crescer Portugal à custa da nossa perda.
Um presente de Natal que faça deste país uma pátria de todos os portugueses e que faça que os meus concidadãos se orgulhem de ser parte desta nação.
Que todos saibamos gostar daquele que está ao nosso lado e com quem partilhamos a nossa origem, a nossa língua e a nossa cultura.
Finalmente, um presente que acabe com a mentira e com a maledicência como base e fundamento da nossa sociedade e que transforme este país num projeto comum que valoriza cada um e que se baseia em cada um de nós para fazer um Portugal maior e melhor do que aquele que cada um por si seria capaz de construir.

O desafio foi lançado. Saber as tendências que vão estar no topo da lista de prioridades dos responsáveis de marketing e comunicação para o próximo ano.
Nesta 3ª Edição do E-book de Tendências de Marketing, contamos com mais de 50 contributos, de especialistas de 20 sectores de atividade, que partilharam as suas visões, estratégias e soluções.
Convidamos todos os interessados a fazer o download gratuito desta publicação e a conhecer o que vai estar no topo da lista de prioridades das equipas de marketing no próximo ano.
A todos os que aceitaram este nosso desafio, um muito obrigado!
A todos os que vão querer usufruir deste e-book como fonte de conhecimento prático e de inspiração, desejamos uma boa leitura!
Aceda aqui ao E-book sobre as Tendências de Marketing para 2022

Nos dias 10 e 11 de dezembro, 3 empresas portuguesas participaram no Belgrade Wine Salon, uma feira de vinhos na Sérvia onde a Câmara de Comércio organizou a primeira participação portuguesa.
O evento Belgrade Wine Salon (BWS) é uma combinação B2B e B2C. Durante o primeiro dia, que estava destinado à vertente B2B, os expositores tiveram oportunidade de apresentar os seus produtos a especialistas do setor, retalhistas, distribuidores, importadores, restaurantes e hotéis líderes nas suas áreas. Participaram mais de 400 convidados, o que permitiu aos três expositores realizar inúmeros contactos com empresários locais.
Cada expositor teve direito a um espaço individual para exposição dos seus produtos, organização de momentos de degustação em salas privadas, bem como experiências diretas com sommeliers da região dos Balcãs e potenciais clientes.
Os vinhos portugueses já marcam alguma presença no mercado, existindo ainda um potencial de crescimento muito significativo. Os consumidores e empresários sérvios e dos Balcãs tendem a associar os vinhos portugueses a qualidade, preço competitivo e diversidade das castas.
A Câmara de Comércio está disponível para ajudar as empresas do sector vinícola a conseguir contactos de qualidade no mercado dos Balcãs, através de consultorias individuais. Para mais informações contacte-nos através do email internacional@ccip.pt

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estamos a caminho de um momento importante para a nossa democracia. As eleições de 30 de janeiro poderão redefinir o espectro político da direita portuguesa.
Por um lado, temos os partidos tradicionais com uma redefinição de lideranças e com uma crise de identidade que vai levar a algum reposicionamento dos seus eleitores.
Por outro, os novos partidos, que surgiram com soluções mais radicais em alguns temas, tornam-se apelativos para quem se não revê na imagem actual daqueles partidos e assim tornam-se o porto de abrigo desses eleitores descontentes.
Na minha perspectiva estas eleições não têm, para a direita portuguesa, uma oferta motivadora e credível que seja suficiente para justificar uma nova escolha: uns porque estão descaracterizados e outros porque não apresentam uma solução global para a sociedade, mas tão só para uma parte dos problemas.
Para mim uma sociedade tem que se basear nos seguintes princípios e valores:
- Os princípios do Bem Comum, do Destino Universal dos Bens, da Subsidiariedade, da Participação e da Solidariedade;
- Os valores da Verdade da Liberdade e da Justiça.
Preconizo uma sociedade baseada na Pessoa e que defende o direito à vida, o direito a viver numa família unida e num ambiente moral favorável ao desenvolvimento da própria personalidade, o direito a maturar a sua inteligência e liberdade na procura e no conhecimento da verdade, o direito a participar no trabalho para valorizar os bens da terra e a obter dele o sustento próprio e dos seus familiares, o direito a fundar uma família e a acolher e educar os filhos segundo as suas convicções e o direito à liberdade religiosa, entendida como direito a viver na verdade da própria fé e em conformidade com a dignidade transcendente da pessoa.
Isto significa que acredito numa sociedade tolerante e inclusiva, respeitadora da liberdade de todos e que acredita na pessoa humana e no seu desenvolvimento sempre na busca de felicidade.
Acredito numa economia de criação de riqueza destinada a ser partilhada por todos através de uma sociedade participativa em que todos são parte e todos são beneficiários.
Acredito num salário digno e na inclusão e participação de todos na empresa.
Acredito numa economia social de mercado, numa economia de liberdade, mas com intervenção social para evitar os desajustes que se têm verificado no Mundo.
Acredito no direito à propriedade privada, mas sempre na perspectiva da sua contribuição para o bem comum.
Acredito na preservação da natureza ao serviço da humanidade.
Não acredito na permissividade que tem substituído a tolerância e sou completamente contrário ao politicamente correcto.
Por tudo isto, porque sou cristão e democrata, sou democrata cristão.
E, apesar de ver que quem defende a democracia cristã no nosso país tem andado mais distraído com a discussão do "quem" antes do "o quê", acredito que é fundamental manter uma referência desta forma de pensar e desta forma de viver. E isso só será possível se se mantiver um partido com estas referências.
Hoje discute-se lideranças e quem defende melhor estes princípios e valores, mas eu preocupo-me mais em defender esses valores, independentemente de quem vai estar a defendê-los.
Se quem hoje lá estiver não for capaz outro virá para o tentar. Mas se esse partido acabar, esse outro não terá como o fazer.
Também já outros tentaram e falharam, também muitos que podiam ter lá estado não o fizeram. Hoje não é o futuro, mas é o momento para o preparar.
E eu não quero um futuro sem democracia cristã.

Levar formação de qualidade, atenta aos desafios do mercado, às necessidades dos nossos parceiros e que acompanhe a inovação da sociedade é o mote para o nosso Plano de Formação do próximo ano.
Um plano capaz de responder às necessidades de quem nos procura.
Um plano pensado para o regresso ao modelo presencial e à troca de experiências que ele proporciona e, ao mesmo tempo pensado também para a continuidade e crescimento do modelo de formação online, capaz de nos manter próximos em contexto de aprendizagem, crescimento pessoal e profissional.
Esperamos em 2022, continuar a ser preferência de todos os que já nos acompanharam nos últimos anos e chegar a todos os que procuram um serviço de formação diferenciador e atento às necessidades das pessoas e das organizações.
Apresentamos as primeiras propostas de formação para os próximos 3 meses.
Esperamos receber-vos em breve.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estão lançados os dados para as próximas eleições. Rui Rio ganhou o direito a representar o PSD enquanto o Xicão não permitiu que fosse questionado como próximo candidato do CDS a governar Portugal.
Em face destas últimas decisões, o espectro político da direita está dividido entre quatro partidos com muitas posições coincidentes e com algumas questões que os dividem.
E não importa tanto explicar as razões da sua divisão, pois esta sempre existiu, mas recordar que durante anos acabou por se albergar, na sua maioria, no PSD e os restantes no CDS.
Contudo, pela performance destes dois partidos - que se deixaram envolver por um politicamente correto promovido e suportado pela censura imposta pelos partidos de esquerda e os seus pseudointelectuais, deixando de ser voz do descontentamento dos seus eleitores e de se baterem pelos valores que realmente caracterizam a direita - assistimos a uma dispersão do eleitorado por diferentes partidos que lhes apresentam a defesa dessas bandeiras de uma forma efetiva.
Mas, no fim das contas, nenhuma dessas alternativas que se apresentou acabou por recolher a votação suficiente para que possam ser verdadeiramente encaradas como potenciais soluções para que a direita passe a ter qualquer hipótese de voltar a chegar ao poder.
E este é de facto o único objetivo que importa, pois, sem estar no comando nunca será possível à direita mudar aquilo que hoje vê como sendo a destruição do país e da sociedade, que esta mesma direita contribuiu para criar e que quer ajudar a desenvolver.
Todos ouvimos os comentadores a dizer que essa oportunidade não é já possível para estas eleições e que a direita terá que passar por um período de mudança e refundação que lhe permita voltar a ser parte da corrida que leva ao governo.
E, de facto, se não houver hoje uma mudança sobre aquilo que são os diferentes discursos desta direita que se apresenta às eleições, assim será.
A direita vai para recauchutagem e vamos ver como e quando de lá sairá.
Mas não é preciso que seja assim. Pode haver já um pequeno milagre de mudança que, estou convencido, nos poderia levar a assistir a essa refundação.
Se Rui Rio se dispusesse a aliar-se com o CDS e com a Iniciativa Liberal e se mudasse o seu discurso de centro-esquerda para uma ideia de reeditar uma nova AD, com o entusiasmo de quem vai devolver a estes eleitores a esperança de uma nova vitória, de uma nova onda, de voltar a acreditar que é possível, então seria viável voltar a pensar que a direita podia passar a ser de novo uma grande alternativa.
Uma alternativa cheia de vida, com uma enorme confiança e com uma capacidade de fazer acreditar todos aqueles que procuram uma nova forma de viver neste nosso Portugal.
Fazer voltar a acreditar que é possível crescer e que é possível ser livre, que não precisamos mais de ter medo para conseguir vencer uma crise e que não temos que deixar de nos batermos por tudo aquilo em que acreditamos.
É este o pequeno milagre que peço aos líderes destes partidos.

O relatório descreve as ações da Comissão, em estreita parceria com as empresas da UE, os Estados-Membros e as partes interessadas, com vista a manter os mercados abertos e a garantir que os parceiros comerciais da UE cumprem os seus compromissos.
A UE possuí atualmente, em vigor, 45 acordos comerciais, que abrangem 77 países, e este relatório analisa e fornece informações sobre a aplicação de 37 dos principais acordos comerciais celebrados com 67 países.
O relatório apresenta dados estatísticos sobre o comércio de bens (2020) e serviços (2019) e dado que o Acordo de Comércio e Cooperação EU-Reino Unido só entrou em vigor a 1 de maio 2021 (aplicado provisoriamente desde 1 de janeiro), o impacto deste acordo não foi abrangido na análise.
Em 2020, quase um terço do comércio da UE foi realizado ao abrigo dos acordos comerciais preferenciais. O comércio com os 67 países em análise, em 2020, totalizou 1 167 mil milhões de euros, correspondendo a 32 % do comércio total da UE. As exportações totalizaram 646 mil milhões de euros e as importações 521 mil milhões de euros, resultando num saldo positivo de 124 mil milhões euros. Entre os 67 parceiros comerciais abrangidos pelo relatório a Suíça continuou a ser o maior parceiro preferencial da UE, representando 21,5% do comércio, seguida da Turquia com 11,3%, do Japão com 9,4%, da Noruega com 7,8% e da Coreia do Sul com 7,7%. Em conjunto este grupo de cinco países foi responsável por mais metade do comércio preferencial da UE (57,7%).
No contexto do comércio internacional português, entre o grupo dos 67 países abrangidos pelo relatório, a Turquia foi o nosso maior parceiro, representando 14,8% do comércio total, seguida da Suíça com 11,4%, Marrocos com 9,4%, Coreia do Sul (6,6%) e Canadá com 5,2%.
A Comissão Europeia lançou, em 2020, o portal “Access2Markets”, que disponibiliza informação sobre 122 destinos de exportação nomeadamente: direitos aduaneiros, impostos internos, regras de origem aplicáveis e procedimentos aduaneiros. Neste portal as empresas podem ainda apresentar casos concretos de obstáculos relacionados com o acesso aos mercados, para que a Comissão Europeia possa analisar a denuncia, identificar o problema reportado e desenvolver as ações tidas por relevantes. (fonte: Comissão Europeia).
Para mais informações:
Relatório sobre a Aplicação e o Cumprimento dos Acordos Comerciais da UE
Documento de trabalho dos Serviços da Comissão que acompanha o relatório

Esta iniciativa tem como objetivo dar visibilidade e premiar a coragem das PME portuguesas. Inscrições até final de janeiro de 2022.
Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição dos Prémios Heróis PME, uma iniciativa da Yunit Consulting, consultora nacional especializada em pequenas e médias empresas, que tem como objetivo premiar a visão, a coragem a capacidade de inovação e a persistência das PME portuguesas que ultrapassam as adversidades e seguem o caminho da prosperidade servindo de exemplo a outros empresários a dar o salto. Nesta edição, vai ser apresentado o primeiro barómetro sobre a capacidade de adaptação e recuperação das PME.
Para Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, “com a atribuição destes prémios queremos contribuir para o reconhecimento público de empresas vencedoras e histórias que inspirem outros empresários e empreendedores. Vamos também apresentar um barómetro sobre PME, com abordagens que envolvem desde os recursos humanos e a sustentabilidade à transformação digital, bem como as suas perspetivas para o futuro.”
Este será o primeiro estudo realizado no âmbito dos Prémios Heróis PME sobre PME portuguesas e tem como objetivo apresentar indicadores de recuperação, perceber como as empresas se adaptaram ao contexto desafiante que atravessamos e esboçar uma visão sobre o futuro próximo. Durante o período de candidaturas vão ser promovidos uma série de webinars
temáticos exclusivos.
As candidaturas, sem custos de participação, decorrem até dia 31 de janeiro de 2022 e podem ser realizadas no website www.heroispme.pt.
Nesta edição, o impacto na comunidade local, a coragem empresarial, a visão empresarial, a criatividade, a sustentabilidade e a transformação digital são os critérios que irão selecionar os finalistas. O grande vencedor será conhecido numa gala no dia 28 de abril.
A 4.ª edição dos Prémios Heróis PME conta com o apoio da VICTORIA Seguros, Softfinança, Caixa Geral de Depósitos, SAGE, Grosvenor House of Investments, PRA – Raposo, Sá Miranda & Associados, OKSofás e Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.
Lançada em 2016, a iniciativa Prémios Heróis PME já contou com mais de 300 candidaturas de setores de atividade tão distintos como agroindústria, TIC ou saúde.

De um dia para o outro, tivemos que correr uma maratona para a qual a grande maioria de nós não estava preparada.
De um dia para o outro, tivemos que fazer esforços para conseguir alcançar algo sem saber se iriamos ou não ser bem-sucedidos.
Tal como numa maratona, chegaram aos primeiros lugares aqueles que durante os longos quilómetros souberam gerir bem o seu esforço, e há quem tenha chegado (ou ainda chegue) com mais ou menos mazelas. Mas chegaram, e isso por si só é já uma grande vitória!
De um dia para o outro as empresas tiveram que repensar a forma como acolhiam, orientavam e acompanhavam as suas pessoas. A criatividade esteve no seu auge durante meses e este e-book demonstra isso mesmo. Com mais ou menos mazelas, as empresas conseguiram implementar diferentes estratégias e acompanhar a mudança.
No final do dia o que queremos é acolher, orientar e acompanhar.Pensando em palavras-chave na área dos Recursos Humanos para este ano de 2021, identificámos 5 que nos ajudaram a organizar as mudanças ou novos projetos que os 33 Responsáveis de Recursos Humanos de várias empresas partilharam connosco: alinhamento, comunicação, próximidade, desenvolvimento e digitalização.
No decorrer da sua leitura vai também encontrar artigos de opinião com reflexões sobre a gestão do talento nas empresas.

Os EAU são uma economia aberta, a mais competitiva de todo o mundo árabe, com o 2º maior rendimento per/capita da região (depois do Qatar) e um dos mais elevados em todo o mundo. A sua economia é vibrante, aberta e possui um elevado rendimento per Capita. Os EAU prosseguem os investimentos em projetos importantes de infraestruturas, equipamentos e design de interiores. Graças à estratégia de diversificação da economia e à introdução de reformas legislativas e fiscais, o país vive um ciclo de crescimento económico sustentado e possui um ambiente favorável aos negócios.
Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios.
No âmbito desta deslocação que contou com 10 participantes, a CCIP preparou reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade no sector da joalharia, pedras e mármores, alimentar, promoção económica e captação de investimento para Lisboa, desenvolvimento e gestão de projetos e TI.
De 5 a 10 de dezembro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas dos EAU, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.
Esta Missão tem a particularidade de no primeiro dia as empresas terem a oportunidade de visitar a Expo 2020 no Dubai. A Expo 2020 é uma exposição mundial organizada pelo Bureau International des Expositions. Ainda que originalmente marcada para o 2020, a Pandemia COVID-19 levou a que o evento fosse remarcado para o período entre 1 de outubro de 2021 até 31 de março de 2022, daí manter o nome de ‘Expo 2020’.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Na última semana assistimos a uma definição sobre o futuro de um partido que, de uma forma mais ou menos assertiva, representou a direita em Portugal. Não representou toda a direita, e algumas vezes não defendeu aqueles que são os valores de direita, mas foi quem maioritariamente albergou a direita ao longo dos anos.
Desta vez, o PSD decidiu-se por um caminho que o leva definitivamente para o centro e mais ainda para muito perto do centro-esquerda.
Esta opção, que também poderá ter como motivação a procura de um acesso mais rápido ao poder, através de um potencial apoio a um governo socialista sem maioria, estará em parte condicionado por um certo desencanto com a excessiva predominância do tema económico sobre os restantes temas da vida que, por erro e omissão da direita, passaram a dar a ideia de que seriam temas de esquerda, como seja o ambiente, o social e a cultura, levando a uma viragem nesse sentido.
Por outro lado, o CDS entrou também numa crise de identidade, mergulhado numa divisão entre aqueles que se preocupam com a essência dos valores e princípios da democracia cristã e aqueles que seguiam focados na discussão do modelo económico como o objectivo fundamental da política nacional.
Seja qual for a razão, a verdade é que a direita deu um novo passo no sentido da sua divisão aumentando a sensação de vazio de soluções aglutinadoras e alternativas de vitória que permitam galvanizar o apelo ao voto e a acreditar que existe uma solução.
Pelo contrário, aquilo que estamos a assistir é a atomização dessa direita em diversos partidos que defendem soluções parciais e que conseguem os seus apoiantes com base nas preocupações mais imediatas de cada um.
Contudo, a sensação que se vive hoje na direita portuguesa é de alguma orfandade em relação aos seus representantes, não só pela crise que se instalou nestes partidos, mas também pelo trabalho que estes partidos não foram capazes de realizar na defesa dos valores e das convicções que as pessoas que a compõem acreditam.
Seja na área do apoio social, na defesa da vida, na defesa da família, no combate à permissividade, no consentimento de uma censura de esquerda baseada em valores que vão contra aquilo que foi construído ao longo de séculos, no revisionismo da história, a verdade é que o politicamente correto levou estas pessoas a terem que conviver com aquilo em que nunca acreditaram e sem ninguém que os defendesse.
A atomização da direita baseia-se, fundamentalmente, numa procura de projectos que defendam as preocupações mais imediatas de cada um. Conforme a sua própria vivência, cada pessoa foi procurar apoio naqueles que mais força dão aos temas que os afectam directamente.
No entanto, aquilo que sairá desta movimentação é uma continuidade da esquerda que nunca lhes trará os resultados que procuram. Terá que surgir uma solução mais global que permita reunir todas aquelas preocupações num projecto de união que reúna a direita e que lhe permita voltar ao poder.
A direita tem que decidir se quer que essa nova solução seja mais focada numa visão mais moderada ou mais radical, numa solução mais economicista ou mais social ou humana.
E isso vai ser definido pelas convicções daqueles que lançarem este novo projecto de reunir a direita.
Por isso é hoje muito mais importante começar a trabalhar nesse novo projecto do que continuar a batalhar pela vitória de qualquer das suas partes. Quem ganhar uma guerra dentro da direita apenas contribuirá para a dividir.
Só triunfará aquele que hoje tiver a visão de reunir de novo a direita com um projecto que seja inclusivo de todos e de todas as sensibilidades.

“Os negócios sem direitos humanos não têm futuro”. Palavras de João Pedro Guimarães, secretário-geral da Camara de Comércio e Indústria Portuguesa, na abertura da primeira Conferência Anual Business, Human Rights and Sustainability, organizada pelo NOVA Centre on Business, Human Rights and the Environment (NOVA BHRE), que decorreu, virtualmente, nos dias 24 e 25 de novembro.
A Conferência contou com o apoio da CCIP, no âmbito da parceria estabelecida com NOVA BHRE, da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. O principal objetivo deste centro académico é contribuir para fomentar o exercício de uma conduta empresarial responsável que defenda o respeito pelos direitos humanos, pelo trabalho digno e pelas normas ambientais, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A Fundadora e Diretora da NOVA BHRE, Claire Bright, no seu discurso de abertura sobre os desafios e oportunidades de Negócios, Direitos Humanos e Sustentabilidade, sublinhou que o “O desenvolvimento não pode ser sustentável se o respeito pelos direitos humanos não estiver no seu centro ". Apelou à oportunidade de liderança das empresas na aposta no desenvolvimento sustentável, através da implementação de processos de due diligence em matéria de direitos humanos e ambiente, antecipando-se à “onde regulatória” que está em curso a nível europeu.
Os direitos humanos e as alterações climáticas estão intrinsecamente inter-relacionados, em áreas como o direito à vida, à água e ao saneamento básico, à alimentação, à saúde, à habitação, à autodeterminação, cultura e desenvolvimento. Dussu Djabula, aluna do 4º ano de Direito, falou, precisamente, sobre as implicações das questões climáticas nos direitos humanos e na necessidade de ter em conta os seus impactos desproporcionados no BIPOC (negros, indígenas e outros povos de cor) bem como nas mulheres.
Na conferência, o Comissário Europeu para a Justiça, Didier Reynders falou sobre a próxima diretiva europeia relativa à due diligence obrigatória em matéria de direitos humanos e ambiente. Afirmou que é “Uma oportunidade de transição, por parte da EU, para um modelo muito necessário, mais justo e sustentável e que conduz a um mundo de governação global sustentável”.
Ao longos dos dois dias, foram debatidos diversos temas como:
A conferência encerrou com a intervenção de Céline da Graça Pires, Manager of Human Rights na BSR, que falou sobre as questões da interseccionalidade e da responsabilidade intergeracional.
Mas afinal …
O que significa o conceito de diligência (due diligence) de direitos humanos?
Quais os impactos adversos nos direitos humanos que as empresas podem causar ou fomentar através das suas atividades?
Que tipo de ações as empresas podem exercer no processo de diligência (due diligence) em matéria de direitos humanos?
Que mecanismos de execução estão previstos por potenciais danos causados e incumprimento do dever de diligência?
Porque é que é importante a diligência (due diligence) de direitos humanos e ambiente?
A crescente consciência do papel das empresas em relação aos direitos humanos, ao ambiente e à realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU levou ao surgimento de uma série de iniciativas regulatórias ao nível doméstico, regional e internacional, nos últimos anos.
Atualmente, um número crescente de jurisdições começou a implementar os requisitos de diligência de direitos humanos em legislação nacional legalmente vinculativa, exemplos de França, Holanda, Suíça, Noruega e Alemanha, onde normas domésticas foram adotadas tornando obrigatório o exercício da diligência de direitos humanos (e em alguns casos ambiental) para as empresas.
Ao nível da União Europeia, foram já implementadas regulamentações de diligência obrigatória de direitos humanos para alguns setores específicos.
A todas as empresas, independentemente do setor de atividade em que atuam, é cada vez mais exigido que desenvolvam a sua atividade respeitando os direitos humanos e atuem de forma ativa para promover causas ambientais e sociais.
Em Portugal, o primeiro Inquérito Nacional sobre Conduta Empresarial Responsável e Direitos Humanos, levado a cabo em 2018, revelou que menos de uma em cinco das empresas têm processos de diligência de direitos humanos em prática.
A Nova School of Law desenvolveu um estudo sobre a “Diligência Obrigatória de Direitos Humanos: Recensão aos Desenvolvimentos Legislativos ao nível Europeu”, onde apresenta um resumo legal que constitui uma oportunidade para as empresas se colocarem a par dos conceitos de diligência em matéria de direitos humanos e ambiente e dos próximos desenvolvimentos legislativos.
Diligência Obrigatória de Direitos Humanos - Desenvolvimentos Legislativos ao nível Europeu

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
De uma crise não se sai sozinho, ou saímos todos ou não sai ninguém e também de uma crise não se sai igual: ou saímos melhores ou saímos piores e para isso os empresários têm trabalho."
É uma parte da mensagem que o Santo Padre me deixou gravar no final desta extraordinária oportunidade que tive de conversar com o representante máximo da Igreja Católica.
É muito importante termos esta consciência em todos os momentos da nossa vida: só ultrapassamos as dificuldades se estivermos juntos e que é nesse tempo que devemos decidir se queremos sair melhores dessas dificuldades.
É no tempo de paz que nos preparamos para a guerra. É nos tempos bons que nos devemos preparar para ultrapassar as crises.
E é por isso que devemos estar todos os dias atentos e focados em criar a união entre todos, para que na crise, que surge quando menos a esperamos, estejamos já unidos e preparados para a ultrapassar.
E podemos sair sempre melhores. Sair melhores quer dizer mais preparados para resistirmos a novas dificuldades, mais dispostos a estar com os outros de maneira que seja mais verdadeira aquela união que nos salva nos tempos difíceis.
Para conseguir essa união temos de ver no outro a pessoa que está à nossa frente, incluí-lo nas nossas decisões, fazê-lo participar na nossa vida, nas nossas dúvidas e nas nossas convicções.
Mas temos também de fazê-lo participar nas nossas dificuldades e nas nossas conquistas, partilhar com ele as nossas angústias e as nossas alegrias.
E tudo isto só é possível se eu considerar o outro como me considero a mim. Somos pessoas.
O Papa Francisco escreveu que a empresa é uma Vocação Nobre. Isto significa que o empresário recebeu essa vocação de ser capaz de juntar os diversos fatores de produção, de forma a criar maior riqueza, que é fundamental à melhoria da qualidade de vida no mundo.
Mas esta vocação nobre, para conseguir ser de facto criadora dessa melhoria, tem de ter um resultado nobre de envolver e incluir todos os que participam na criação dessa riqueza, de forma que possamos, em conjunto e unidos com os mesmos sentimentos, trabalhar mais e melhor na conquista de uma maior criatividade.
Eu tenho uma empresa com 250 anos e sei que a empresa chegou a esta idade apenas porque as pessoas que aí trabalharam foram importantes.
Em dois séculos e meio de vida tivemos muitos momentos bons e muitos outros difíceis.
Passámos guerras e revoluções, crises económicas financeiras e pandémicas e foi exatamente na capacidade de estarmos unidos nessas crises que conseguimos sobreviver tantos anos.
Sem essa união teríamos sido abandonados por todos os que foram fundamentais para as ultrapassar e nunca teríamos chegado até aqui.
Mas também é essa capacidade de unir esforços, competências e interesses que nos leva a conseguir sair das crises melhores e não piores.
Uma crise facilmente pode promover um isolamento sobre mim mesmo.
A necessidade de sobrevivência leva-nos a considerar tratar primeiro de nós próprios e assegurar a nossa sobrevivência e essa tentação é a que nos faz ser pior, fugir à união com os outros e finalmente acabar por não sair verdadeiramente da crise.
Acabamos por seguir com essa crise dentro de nós, sem nos conseguirmos livrar dela. Foi este o desafio que me fez o Santo Padre. Que saiba criar na minha empresa uma nova forma de viver, em que todos participem na sua condução, no seu cuidado e no seu benefício.
Em que todos vivam uma união de vontade baseada numa diversidade de opiniões, em que cada um seja ele mesmo e que não tenha de se anular para levar a empresa por diante, mas que, pela sua diferença, contribua para uma melhor união e uma maior criatividade.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estamos com um nível de vacinação contra a covid-19 de cerca de 86%. A terceira dose está a correr menos bem, mas também já se esperava com o regresso dos responsáveis pelas estruturas do nosso país, que tiveram de ser substituídos para que fosse possível o processo de vacinação ser concluído a tempo e com êxito. E assim voltou a ineficiência e a palhaçada.
Todos os dias assistimos a palestras dos pretensos responsáveis que sistematicamente desdizem o que tinham dito no dia imediatamente anterior. Falam de voltar a confinar, como um antigo mestre-escola ameaçava com as orelhas de burro um qualquer menino que se esquecia de estar com atenção ao que o professor lhe ensinava.
Não têm a mínima noção do prejuízo que causam com estes seus devaneios incompetentes. Criam medo aos cidadãos, inibem a liberdade, assustam os investidores, criam ansiedade aos trabalhadores e promovem a agressividade na sociedade.
E tudo isto apenas porque são incompetentes e incultos e estão ofendidos por terem sido humilhados por um militar que apenas cumpriu a sua missão. Ao contrário destes incompetentes, não falou, não inventou, não ameaçou e trabalhou em vez de estar sempre a tentar aparecer na televisão.
Ao fim de todo este trabalho de contenção do vírus, que em Portugal correu especialmente bem, as pretensas lideranças dos serviços responsáveis, em vez de se congratularem com isso e minimizarem os efeitos negativos que esta pandemia já registou, fazem tudo por conseguir que voltemos a confinar.
Não vacinam em tempo e ameaçam todos os dias com a desgraça.
Ao contrário do que nos tinham prometido, não deixaram de nos informar diariamente de quantos infetados há e quantos morreram com o vírus (e não do vírus).
E porque não nos dizem quantos infetados há com o vírus da gripe? E quantos morreram ontem com esse mesmo vírus? E os que morreram com todas as outras doenças?
Em Portugal morrem diariamente 300 pessoas, em média. Os mais idosos, que são aqueles que estão a sucumbir ao vírus, já morriam de outras enfermidades e também morrem com o vírus da gripe. Porque não tratamos também de informar de todas essas desgraças?
Assim poderíamos ter um país em luto, chorando por todos os cantos os nossos mortos. Com tanto pranto ficaríamos inibidos de pensar que é o futuro que nos pode salvar e que temos de trabalhar hoje para podermos viver amanhã.
É tempo de mudar, de aprender com a pandemia, e de que só com comportamentos responsáveis seremos capazes de sair desta crise melhores e mais fortes.
O Papa Francisco diz que de uma crise nunca se sai igual. Ou se sai melhor ou se sai pior: mas só se estivermos todos juntos é que poderemos sair melhores.
Vale a pena acreditar que é tempo de virar a página; de cumprir o nosso papel pensando nos outros e deixando de parte o nosso egoísmo, que nos leva a fazer aquilo que acreditamos que nos vai elevar aos olhos dos outros, para passarmos a fazer aquilo que é verdadeiramente melhor para os outros.
Deixemos de ser incompetentes por querermos mostrar a nossa importância e passemos a cuidar de cumprir a nossa missão.

Já sabe quais os benefícios fiscais que pode obter do investimento que realizou em 2021? E os investimentos que ainda pode fazer para maximizar a dedução ao seu IRC?
É tempo de voltarmos a falar sobre benefícios fiscais para garantir que tira o maior partido possível!
Em 2020, foram atribuídos 694M€ em Benefícios Fiscais ao IRC!
Comecemos pelos números para perceber se faz sentido dedicar tempo a este assunto. Segundo dados da Autoridade Tributária, os valores da dedução à coleta no âmbito dos Benefícios Fiscais ao IRC cresceram 24% de 2019 para 2020, perfazendo um total de 694 M€. Os Benefícios Fiscais que contribuíram para 98% deste valor foram:

Podemos ver ainda, em percentagem, o impacto de cada um dos Benefícios Fiscais no total dos valores da dedução à coleta.

No que diz respeito às deduções ao rendimento, notamos também algumas variações relevantes:
O crescimento da dedução à coleta mostra que, em ano de pandemia e de incerteza, houve 30 mil empresas, num universo de 1,3 Milhões, a conseguirem investir e fechar o ano com resultados positivos. Um crescimento de 38% em relação a 2019.
Em 2020, + 38% de empresas conseguiram investir e fechar o ano com resultados positivos!
Uma vez que o CFEI e RFAI se aplicam, na sua maioria, à mesma natureza de investimentos, apesar de terem requisitos diferentes, interessa avaliar o comportamento dos dois benefícios fiscais em conjunto.
Apesar do RFAI ter diminuído, a sua soma com o CFEI aumentou 46%. Assumindo que o RFAI possa corresponder a investimento realizado em anos anteriores, o investimento sobre o qual incide o CFEI teve de ser realizado no 2.º semestre de 2020, já que em 2019 já não se verificou reporte deste benefício fiscal relativamente a investimentos em anos passados. Ou seja, as empresas investiram significativamente no segundo semestre de 2020.
O SIFIDE mais do que duplicou nos últimos 2 anos. Este aumento não foi corroborado por um acréscimo correspondente da despesa em I&D declarada no âmbito do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional, que foi de “apenas” 27% para o mesmo intervalo.
Então a que se deve o benefício fiscal acrescido? Por um lado, pode estar relacionado com a recuperação de benefício fiscal “angariado” em anos anteriores, já que o SIFIDE aprovado pela Agência Nacional de Inovação tem sido superior ao valor declarado pelas empresas à Autoridade Tributária em sede de IRC. Por outro lado, tendo em consideração a criação, nos últimos anos, de fundos de investimento direcionados a empresas que realizam atividades de I&D e notícias da Entidade Gestora do SIFIDE sobre esta matéria, podemos concluir que o aumento do SIFIDE se deve em grande parte ao resultado do investimento nestes fundos.
O aumento do SIFIDE se deve em grande parte ao resultado do investimento nos fundos de investimento direcionados a empresas que realizam atividades de I&D.
Cruzando com as lacunas identificadas no EIS (European Innovation Scoreboard) de insuficiência no que diz respeito à inovação de processos e às ações colaborativas entre empresas, seria muito interessante que este investimento em Fundos de Investimento em I&D indiciasse que as empresas estão a apostar no aumento do investimento em I&D. Assim, reconhecem que é a forma de aumentar significativamente a competitividade da economia nacional e delas próprias e passam a ter produtos e serviços melhores e mais diferenciados, mesmo que desenvolvidos por terceiros de quem esperam um resultado financeiro.
O aumento da Remuneração Convencional do Capital Social (RCCS) é uma resposta muito positiva à preocupação da capitalização das empresas portuguesas tão necessária.
O crescimento do Patent Box mostra o impacto da alteração da legislação pela inclusão. Além dos direitos relativos a patentes e desenhos ou modelos industriais, inclui também os direitos de autor sobre programas de computador. Verifica-se, assim, uma resposta muito categórica das empresas à alteração legislativa. Será de esperar que o aumento do Patent Box possa, também, contribuir para o crescimento do registo dos direitos de autor com consequências muito relevantes para a defesa das atividades realizadas pelas empresas de desenvolvimento de software.
Contam-se pelos dedos de uma mão as divisões (ou seja, os CAE) em que não se aplicam benefícios fiscais ao rendimento.
Além dos valores parecerem interessantes, verifica-se que as empresas estão a alterar a forma de obterem benefícios fiscais, diversificando as aplicações realizadas.
Mas há ainda muitas empresas que não usufruem deste tipo de benefícios fiscais. Será que acham que não se aplicam a elas? A realidade de muitos anos a trabalhar nesta área de atividade mostra que não é o caso. Diria que se contam pelos dedos de uma mão as divisões (ou seja, os CAE) em que não se aplicam benefícios fiscais ao rendimento. Veja o Guia dos Benefícios Fiscais ao Investimento que lançamos recentemente.
Como Diretora de Sistemas e Processos da Yunit Consulting, recomendo que não perca a oportunidade de fazer um diagnóstico ao enquadramento da sua empresa em vários destes benefícios fiscais. Aproveite para fazer as simulações necessárias para tomar, de forma devidamente fundamentada, as decisões de investimento que lhe permitam maximizar as deduções, quer ao rendimento, quer à coleta, e que conduzam à minimização do IRC.
Nos últimos anos, a equipa da Yunit contribuiu para mais de 32 milhões de euros em Benefícios Fiscais para as empresas nacionais. Ajudamos as empresas a tomar melhores decisões, capitalizar oportunidades e promover o seu crescimento. Se precisar de apoio nesta jornada, estamos cá para ajudar!
Célia Esteves | Diretora de Sistemas e Processos
Yunit Consulting

"O Presente e o Futuro do Talento” foi o tema desta edição, que se realizou nos dias 10 e 11 de novembro, num formato 100% gratuito e online.
Foram dois dias de partilha e reflexão sobre a gestão do talento e sobre o futuro das organizações, com grande foco nas pessoas!
Ao longo de duas manhãs, cerca de 26 oradores e 5 moderadores falaram de temas relevantes e de grande atualidade:
"Foi mais uma sessão muito rica de partilhas! Obrigada por promoverem estas iniciativas colaborativas"
Célia Santos
Se não teve a oportunidade de estar presente, poderá ter acesso às gravações do 1º e 2º dia na integra, no canal YouTube da CCIP.

O plano contempla a realização de 46 missões empresariais, entre o formato presencial e virtual, com um foco principal fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa.
A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objetivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais. Neste sentido iremos realizar missões empresariais presenciais e virtuais a destinos em franco crescimento e que já têm trazido resultados muito positivos a empresas portuguesas, casos do México, de Marrocos, da Rússia, da Costa do Marfim e dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo.
Vamos continuar com os seminários “Meet-the-Market”, totalmente em formato Webinar – 100% online e 100% gratuito - que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e nas business clinics “One-to-One, que consistem em sessões individuais e personalizadas entre as empresas e os nossos representantes locais de diversos mercados – também em formato 100% online.
Numa perspetiva de constante inovação e adequação às necessidades das empresas, continuará a ser disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização.
Teremos um conjunto de ações de formação para a Internacionalização, com sessões práticas e especificas sobre as temáticas que envolvem os processos de internacionalização.
A Câmara de Comércio conta com uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para suas iniciativas de apoio à internacionalização, com um foco especial na Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas. Contamos, assim, com o apoio estratégico do único banco do mundo presente em sete países de língua portuguesa, que nos tem apoiado no trabalho de sensibilização das empresas portuguesas para as principais "ferramentas" e operações bancárias a utilizar no comércio internacional.
De acordo com Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio, “o plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus associados é, como costumo dizer, um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. Em 2022, o regresso ao comércio internacional vai ser mais necessário do que nunca, para recuperar a economia.”
Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio vê com muito otimismo 2022: “Tendo em conta as enormes incertezas que vivemos este ano, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional. Acreditamos que 2022 será um ano de muita atividade internacional, com os resultados que todos desejamos”.
Quer começar hoje mesmo a impulsionar o seu negócio além-fronteiras?
Consulte o plano de ações internacionais 2022.
A equipa de comércio internacional da CCIP está ao dispor das empresas portuguesas.
Fale connosco!
Email: internacional@ccip.pt
Telefone: +351 213 224 050

No dia 11 de novembro, o recém-eleito Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue, foi recebido na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pelo Diretor do Departamento de Comércio Internacional, Pedro Magalhães e pelo Consultor Internacional, Francisco Paula. Álvaro Massingue fez-se acompanhar pelo CEO da MPG, João Guerreiro que participou na última Missão feita pela CCIP à Rússia.
Esta visita teve como objetivo delinear potenciais parcerias entre Portugal e Moçambique para o ano de 2022, num momento de grandes desafios e oportunidades para as relações económicas e comerciais entre Portugal e Moçambique.
Para além dos webinars como o Meet-the-Market Moçambique, a CCIP irá organizar uma Missão Empresarial a Maputo já em 2022, estando planeada para setembro.
Álvaro Massingue foi nomeado Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique no passado dia 21 de setembro de 2021.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Estamos prestes a escrever uma nova página da nossa história. Acabou o tempo da experiência da geringonça. E o que aprendemos com essa experiência?
Acabou o mito de que não se podem fazer alianças com partidos extremistas, ainda que a esquerda nos queira fazer acreditar que isso é tão-só uma prerrogativa da sua área de influência. A verdade é que está desfeito o mito e é bom que a direita assuma claramente esta conclusão. Com esta pretensão, de ser apenas sua prerrogativa, a esquerda volta a mostrar a sua arrogância e a sua intolerância, tornando-se mais uma vez a grande promotora da censura, que tanto criticaram no passado.
Mas aprendemos mais.
Que a associação com partidos extremistas condiciona a razoabilidade das decisões governativas: estes partidos apenas vivem dos seus temas fraturantes, que começam por destruir os valores do bem comum, mas que acabam sempre por chegar ao ponto da destruição do próprio governo, no momento em que este já não pode continuar pura e simplesmente a ceder.
Aprendemos ainda que apesar de a associação a partidos extremistas não condicionar no imediato a essência da vida democrática, vai corroendo essa essência e vai distorcendo a forma de viver a democracia.
Finalmente, aprendemos que a determinação de não abrir a porta aos partidos de poder no sentido de encontrar as melhores soluções para o caminho do país, ainda que pontualmente se possa negociar com outros partidos para temas que o justifiquem, coloca os governos minoritários nas mãos de partidos que não têm qualquer preocupação com a situação real do país e dos seus cidadãos, para além de aumentar a clivagem de todos quantos acabam por ficar alheados das decisões de governação - e que normalmente representam cerca de 50% da população.
Tudo isto resulta inevitavelmente na criação de uma situação de crise política que nos arrasta para uma perda de qualidade de vida e para uma desaceleração do crescimento económico essencial a essa qualidade de vida.
E então o que queremos?
Queremos um governo com visão para Portugal, que não tenha de estar a negociar a todo o momento, um governo que nos dê a estabilidade para investir, que não proponha o facilitismo, que não aumente o peso da função pública, que siga os exemplos dos países que mais crescem, que apoie as empresas e os empresários a criar novos projetos, especialmente industriais e no âmbito do mar.
Queremos um governo que dialogue com quem produz e cria, que promova o salário digno que tem de ser conseguido pela motivação dos trabalhadores na sua produtividade. Que promova uma unidade nos projetos empresariais em vez de promover a política de ideologia.
Queremos um governo que nos escute e que nos envolva nas suas decisões, um governo que esteja verdadeiramente focado em promover o bem-estar dos portugueses e menos preocupado com o projeto pessoal e partidário de cada um.
Mas para isso também precisamos de ter à frente dos partidos pessoas que se disponham a bater-se por estas ideias e que deixem os seus conflitos individuais e pequeninos para poder beneficiar grandemente o nosso país.
Não façamos de Portugal o quintal de cada um, mas sim o projeto aglutinador de todos os portugueses.

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias desenvolve, anualmente, em colaboração com as Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, um Estudo Económico Europeu, o qual é resultado de um inquérito anual à atividade das empresas e tem por objetivo a recolha de informação e de opinião junto dos empresários na Europa, sobre alguns aspetos da atividade empresarial, nomeadamente, evolução da procura e das vendas; investimento; emprego e clima de negócios.
Colaboraram, na 29ª edição deste estudo mais de 52.000 empresas de 26 países europeus. A nível nacional o estudo foi desenvolvido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.
Os resultados indicam que as empresas portuguesas estão relativamente confiantes, em relação ao futuro, face ao atual contexto pandémico.
Conheça os resultados aqui.

No passado dia 21 de setembro, a UE e o Canadá celebraram o quarto aniversário do Acordo Económico e Comercial Global (CETA). Comparando com 2016 - ano antes da entrada em vigor do CETA - o comércio bilateral de mercadorias registou, em 2020, um aumento de 15%, tendo totalizado 53,3 mil milhões de euros.
Com a entrada em vigor deste acordo - a setembro 2017- foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias. Desde então e gradualmente, num prazo até 7 anos, atingir-se-á os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização podendo as empresas da UE poupar até 590 milhões de euros por ano em direitos aduaneiros.
Este acordo confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos, com condições jamais oferecidas a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.
No contexto do comércio internacional português de mercadorias, em 2020, o Canadá representou 0,58% das vendas totais de Portugal ao exterior e 0,20% das importações totais, ocupando a 23ª posição no ranking de clientes e a 41ª no de fornecedores.
O saldo da balança comercial entre os dois países, nos últimos cinco anos (2016-2020), foi sempre favorável a Portugal. Em 2020 exportaram para o Canadá 1.780 empresas portuguesas e as vendas atingiram 312 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 47,9% em relação a 2019, essencialmente devido a uma quebra acentuada nas vendas de veículos e material de transporte (-94,3%) para este mercado.
No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2020, por grupos de produtos, destacam-se os produtos alimentares (20,7%), seguidos de matérias têxteis (14%), dos produtos das indústrias químicas (11,9%), das máquinas e aparelhos (9,8%), dos plásticos e borracha (7,9%) e do calçado (5,7%) que, no seu conjunto, representaram 70% das nossas vendas para este mercado.
Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a agosto de 2021, as exportações portuguesas atingiram um montante de 233 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 12%, comparativamente com o período homólogo.
O CETA veio eliminar obstáculos ao comércio, facilitar as exportações para o mercado canadiano e proporcionar novas oportunidades de negócio para as empresas da UE. Mais informações poderão ser obtidas através dos seguintes links:

Na primeira semana de novembro, a Câmara de Comércio selecionou a Arábia Saudita para aquela que foi a 11ª Missão Empresarial presencial em 2021 e a 2ª Missão à Arábia Saudita em 2021.
A Arábia Saudita é a maior economia do Médio Oriente, com um mercado consumidor de 33,8 milhões e com previsão de crescimento do PIB na ordem de 2,9% em 2021. É um mercado que apresenta oportunidades de negócio notáveis para empresas portuguesas, nomeadamente nos setores alimentares, minerais, máquinas e minérios, papel, químicos, turismo, entretenimento, plásticos, saúde, energias renováveis, construção, tecnologias de informação e comunicação, entre outros. O plano ambicioso de modernização do país é ímpar no mundo, levando consigo a data de 2030 para a execução de inúmeros projetos de grande envergadura.
Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios.
No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade no sector da maquinaria para a agricultura e transportes, mobiliário urbano, consultoria agrícola, ração animal e pedras e mármores. Um país em profunda transformação e com muitas oportunidades de negócio!
De 1 a 5 de novembro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas sauditas, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.
Devido à grande procura e aos resultados francamente positivos que temos vindo a verificar, a CCIP está a ultimar o plano de acções para 2022 onde incluiremos mais destinos e novos eventos.
Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Nos últimos dias tenho pensado muito sobre esta história tão rica e tão desafiante que tem sido a história da Igreja e, mais ainda, a história ainda mais misteriosa da linhagem de papas, desde que Jesus Cristo nomeou São Pedro, até aos dias de hoje.
Não cheguei tão longe e comecei por tentar compreender a linhagem dos papas da minha vida.
Começando naturalmente pelo Papa Paulo VI, um homem que começou o seu trabalho com a finalização de uma grande revolução na Igreja Católica, no que se refere aos comportamentos.
Com a finalização do Concílio Vaticano II, a Igreja fazia uma grande mudança na sua forma de estar.
Aquilo que mais me marcou foi a sua profunda convicção sobre a separação da Igreja dos governos dos Estados, uma fundamental decisão tanto para o trabalho da Igreja como para o crescimento da independência governamental.
Esta mudança que, como todas as mudanças, tem sempre uma oposição por parte daqueles que se sentem cómodos na situação anterior, veio dar maior abertura à autonomia de alguns governos, mas veio sobretudo dar à Igreja a possibilidade de defender as suas crenças com base nos valores e princípios que defende.
Mas esta evolução não se deu, nem assim se esperava, de imediato. Foi um processo evolutivo que nos acompanha até aos dias de hoje.
Depois, quando morre Paulo VI, é eleito o Papa João Paulo I. É um Papa com um tempo de vida muito curta e que nos deixa suspeitas sobre o que lhe terá acontecido. Uma chamada de atenção de que algo não está perfeito dentro da Igreja.
Para nos reconciliar com esta Igreja, depois de uma revolução e de uma suspeita, vem João Paulo II, o homem que traz a Igreja a todos os recantos da Terra. Um homem que é um sorriso, uma amabilidade, um amigo.
É ainda uma grande imagem da disponibilidade e da proximidade de Jesus com todos nós.
Tudo ficou a parecer que era possível, tudo era fácil, tudo é amor. Mas ficou também o entendimento de cada um de nós sobre a mensagem que nos trazia.
Por isso vem depois o Papa Bento XVI. Um Papa que vem trazer muita clareza intelectual sobre aquilo que foi a mensagem do seu antecessor. Um homem de uma coragem enorme, de uma intelectualidade que permitiu escrever sobre a Igreja, revolucionada por Paulo VI e espalhada pelo mundo por João Paulo II.
Mas faltava olhar ainda ao alerta de João Paulo I. E Bento XVI não tem outra forma de o fazer que não sair, sem deixar que acabe o seu tempo, permitindo-lhe assim anunciar que a Igreja precisa de mudar. É de uma clareza a sua afirmação, que só um novo Papa, com características de fazedor de mudanças, o poderia realizar.
E vem assim o Papa Francisco. Com uma missão de uma vez mais revolucionar a forma da Igreja. Um homem que traz ideias mais radicais, que é dado à ação, e que pode cumprir a missão que lhe é atribuída.
Um Papa que conta com o apoio mundial de quem nele vê a mudança da Igreja. Alguns enganados e convencidos de que seria para reformar o pensamento de Cristo, outros mais conhecedores, sabendo que precisamos todos de ser recuperados nos nossos atos para voltar a olhar a essência da mensagem de Jesus.
Contou também com a resistência daqueles que mais sofrem com a mudança.
E assim vai fazendo o seu trabalho. Quem ler os escritos de cada um destes papados vai ver que a essência não muda, o que muda é o foco onde se quer produzir a mudança.
E a Igreja está mais forte.
Que história tão bem escrita!

A 4ª edição do Open Day CCIP decorreu no passado dia 27 de Outubro.
Sob o tema “Vamos mudar o CHIP”, este foi o primeiro Open Day híbrido, com mais de 40 oradores e patrocinadores na CCIP ao longo do dia e 210 participantes online, via streaming.
Cultivar, Habilitar, Inspirar e Promover – a desconstrução da palavra CHIP marcou os 4 momentos ao longo do dia, com 24 oradores a partilharem o seu know how e insights sobre como marcar o momento de transição do estado de pandemia para a aceitação uma nova realidade sendo tempo de, efetivamente, mudar o mindset para um período que terá de ser de recuperação, dinamismo e regresso à normalidade!
Veja ou reveja os painéis aqui.
CULTIVAR – Como criar uma cultura organizacional positiva.
HABILITAR - A importância da aposta em novas competências. E o papel dos RH na motivação e no desempenho das pessoas.
INSPIRAR – As fundações em sectores-chave da economia - energia, educação e ambiente.
PROMOVER – A disrupção do tradicional.

Terminou a 2ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME, promovida pela CCIP numa parceria com a NOVA SBE, que teve como patrocinadores a SAGE, Yunit Consulting e SoftFinança e como embaixador Rui Fonseca, CEO da Altronix.
Durante 5 meses, 31 gestores de Micro e PME reuniram-se na CCIP, de 15 em 15 dias, com um objetivo comum: fortalecer as suas competências de gestão para serem ainda melhores líderes e gestores.
Foram meses de muito trabalho e com vários desafios a nível profissional e pessoal que demonstram a resiliência e vontade em crescer dos nossos gestores portugueses. Por outro lado, houve uma enorme partilha e troca de experiências e conhecimentos, não só entre participantes, mas também com todo o corpo docente, que muito ajudou a enriquecer esta Pós Graduação.
Na manhã do passado dia 30 de outubro, nas instalações da NOVA SBE , os 6 grupos de participantes tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos finais a um júri constituído por Isabel Corte Real (Diretora de Marketing e Comunicação da CCIP), Nadim Habib (Docente da NOVA SBE e Orientador dos trabalhos de grupo), Ana Teresa Ribeiro (Sales Director, Channel & Accountants da SAGE), Bernardo Maciel (Diretor Geral da Yunit Consulting) e Luis Teodoro (Administrador & Board Member da SoftFinança).
A todos os participantes, patrocinadores e embaixador desta 2ª edição da Pós Graduação, os nossos mais sinceros parabéns e agradecimentos pela confiança que depositaram em nós.
Em janeiro de 2022 voltaremos a estar todos juntos para a entrega dos diplomas!

A Eurochambres – Associação Europeia das Câmaras de Comércio e o Conselho das Câmaras de Comércio do Mercosul manifestaram publicamente, em declaração conjunta, o seu apoio à assinatura do Acordo entre os dois blocos regionais para que este entre em vigor com a maior brevidade possível.
O comércio bilateral da UE com o Mercosul – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - ascendeu a 68,7mil milhões de euros em 2020, e este Acordo irá trazer resultados expressivos para as economias envolvidas e em especial para o comércio e investimento bilateral. A UE exportou para o Mercosul mercadorias no valor de 35,5 mil milhões de euros e importou produtos do Mercosul com um valor quase idêntico, 33,1 mil milhões de euros.
A entrada em vigor de um acordo de comércio entre a União Europeia e o Mercosul, permitirá às empresas da UE beneficiar de um acesso privilegiado a um mercado de mais de 260 milhões de consumidores. Os exportadores da UE beneficiarão de reduções progressivas dos direitos aduaneiros que, ao longo do tempo, permitirão às empresas europeias realizar economias anuais superiores a 4 mil milhões de euros. (fonte Comissão Europeia)
Portugal é um dos países da UE que mais irá beneficiar com a entrada em vigor deste acordo comercial. Em 2020 as exportações portuguesas de bens para os países que integram o Mercosul, totalizaram 1.117,4 milhões de euros, com destaque para o Brasil que foi o principal mercado, com as exportações portuguesas a atingirem 781,2 milhões de euros.
Com a entrada em vigor deste acordo abrem-se novas perspectivas e oportunidades para as empresas portuguesas.
Mais informações sobre o acordo UE-Mercosul poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia, através deste link.
Conheça aqui a Declaração Conjunta da Eurochambres e do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul

A Comissão adotou, no passado dia 19 de Outubro, o seu programa de trabalho para 2022, que define as próximas etapas da sua agenda ambiciosa e transformadora rumo a uma Europa pós-COVID-19 mais ecológica, mais justa, mais digital e mais resiliente.
O programa de trabalho contém 42 novas iniciativas estratégicas no quadro das seis principais ambições estabelecidas pela presidente Ursula von der Leyen nas suas orientações políticas, dando seguimento ao seu discurso – em 15 de setembro - sobre o estado da União de 2021.
Reflete igualmente os ensinamentos retirados da crise sem precedentes provocada pela pandemia, prestando especial atenção à geração jovem graças à proposta de Ano Europeu da Juventude 2022.
(fonte: Comissão Europeia)

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Passámos os últimos dois anos fechados em casa a fugir de uma pandemia que poderia ter sido enfrentada de outro modo, com maior coragem, em que verdadeiramente se poderia ter protegido os que acabaram por morrer e deixado todos os outros continuar a sua vida , sem o enorme prejuízo provocado pelas decisões erradas e erróneas de políticos muito promovidas e mesmo alardeadas por jornalistas.
Tentou-se vencer a pandemia através do medo. Não há maior erro do que depender do medo para liderar as nossas vidas.
O medo é a arma das ditaduras.
Agora, terminada que está a parte maior desta crise pandémica e no momento em que deveríamos estar a trabalhar para garantir o caminho da recuperação, aproveitando da melhor forma os apoios que nos foram disponibilizados, aqueles mesmos políticos que se tinham aproveitado do medo que eles próprios incutiram nos cidadãos decidiram que é o tempo de criar uma crise política que nos vai seguramente prejudicar absurdamente.
E tudo por interesses individuais e partidários que em nenhum momento consideraram o interesse nacional nem o bem comum.
A pandemia trouxe-nos, para além da crise económica e social e para além da gestão política pelo medo, o entendimento de que nós cidadãos temos mais poder do que julgávamos e mais capacidades do que conhecíamos.
O desenvolvimento das capacidades de comunicação digital, a noção de autonomia, a capacidade de resiliência, foram características que se nos apresentaram e nos deram novas formas de influenciar a sociedade civil.
É, pois, tempo de vencer o medo e de aproveitar estas novas competências para nos servirem para melhorar a condição de vida em Portugal.
Percebemos que os políticos apenas defendem o seu statu quo, que se pretendem manter no lugar, mesmo que para isso necessitem de comprometer a vida dos cidadãos. E, por isso, assistimos ao aumento do desinteresse das pessoas pela vida política e é por isso que sobe a abstenção.
Neste momento assistimos a uma vergonhosa e despudorada tentativa de tudo comprometer em troca de um apoio que permitisse salvar um governo, que já não governava por convicção, mas por pragmatismo de negociação, que não se focava na criação de riqueza, mas no seu esbanjar. Que se propunha a tudo pôr em causa, apenas para evitar buscar o apoio de partidos e ideias muito mais conscientes e coerentes com o caminho que Portugal precisa de levar, e que asseguraria incomparavelmente melhor o caminho de recuperação de que precisamos.
É neste momento que vos digo que temos de voltar a exercer as nossas competências de forma a promover um bom governo para o nosso país.
Um governo que junte todos aqueles que acreditam que é num regime de liberdade que queremos viver, que é criando riqueza que poderemos depois distribuir, que é trabalhando que poderemos desenvolver.
Mas que acreditem também que é ajudando as famílias e não as destruindo que poderemos ter uma sociedade equilibrada, que é promovendo a natalidade que conseguiremos dar futuro a Portugal.
E, acima de tudo, que é unindo-nos que poderemos ser verdadeiramente a alternativa que pode salvar e transformar este país de uma vez por todas numa terra em que vale a pena viver.
E isso só será conseguido com o envolvimento de uma sociedade civil que promova a união de todos os políticos que defendem esta visão, da direita ao centro-esquerda, sem preconceitos e sem medos, que nos conduzam à recuperação, aproveitando todas as ajudas disponíveis sem as dissipar em inutilidades ideológicas, com uma união de povo que somos e com a excelente capacidade que juntos sempre tivemos.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Com início no século XVIII, este empreendimento familiar participou em quatro séculos diferentes da economia portuguesa, passou por nove gerações. Por guerras e revoluções, pela grandeza de um império, pelo Atlântico e pela Europa, pelos mais diversos produtos e serviços e a tudo se adaptou para poder continuar sempre.
E tudo isto porque sempre teve consigo a consciência de que são as pessoas que importam.
Em 1853, a partir de Londres, o barão de Forrester escreveu em The Prize Essay on Portugal: "Os Ferreira Pinto Basto são uma família muito antiga e muito próspera (...). Cultivam o seu próprio milho, azeitona, fruta, lúpulo e legumes; criam os seus próprios cavalos, gado, ovelhas e porcos; produzem o seu próprio pão, vinho, manteiga, queijo e óleo, e refinam o seu próprio couro; constroem os seus próprios coches; são os arquitetos e construtores das suas vastas residências; são empreiteiros de obras públicas e, não raramente, de empréstimos governamentais também. Desde o Minho ao Algarve, possuem um conjunto de pousadas em propriedades suas, com uma distância entre elas de um dia de caminho."
Esta breve citação remete-nos para a descrição de um conglomerado de base familiar que tem resistido, com momentos piores e outros melhores, mas sempre com um sentido de responsabilidade e gosto pelo risco, numa busca permanente pela criação e pela partilha. Hoje o grupo tem um perfil diferente, mas não mudou o essencial.
Comemorar 250 anos de vida de uma empresa que esteve sempre ativa na economia de um país, e sempre pertencente a uma família, é uma honra, um motivo de orgulho e uma responsabilidade.
A Casa Pinto Basto, como originalmente era referida, é uma das instituições que influenciaram muitos momentos da vida nacional, seja através dos negócios que fundou e desenvolveu, seja pela sua participação corporativa na representação das empresas portuguesas, seja na sua intervenção política. Foi também sempre uma organização respeitada e consciente das suas responsabilidades para com a sociedade em que se desenvolveu e viveu.
Com um espírito muito enraizado na sua essência familiar, onde se trata por família donos e empregados da empresa, foi sempre um grupo empresarial dirigido com base nos valores cristãos e focado no respeito fundamental da pessoa humana.
Foi esse o segredo da resiliência de nove gerações de Pinto Bastos que conseguiram trazer este projeto, atravessando quatro séculos, até aos dias de hoje.
Uma empresa dedicada a contribuir com a sua excelência para o desenvolvimento das empresas portuguesas, para o reconhecimento internacional dos nossos produtos e para a promoção de Portugal no mundo.
Mas uma empresa que só aqui chegou porque tantos com ela colaboraram no sentido de ultrapassar todos os momentos difíceis da sua existência.
Por tudo isto, em honra de todos os membros da família que de alguma forma estiveram ligados a esta casa e pelos colaboradores que dela cuidaram com tanta dedicação, era essencial escrever a sua história e contar a sua aventura de vida.
Para se ser Pinto Basto não é preciso nascer Pinto Basto, basta um dia aqui trabalhar.

A Câmara de Comércio está a realizar a 6ª Missão Empresarial à Rússia, uma das maiores economias mundiais, de 18 a 22 de outubro de 2021.
O maior Estado do mundo, com mais de 145 milhões de habitantes, afigura-se um mercado estratégico de investimento e crescimento para qualquer empresa em processo de internacionalização.
A recuperação russa tem-se sustentado em esforços macro fiscais de estabilização, no aumento nos preços do petróleo e, ainda, no boost que a distribuição de vacinas traz.
Complementarmente, o rublo tem atingido valores competitivos recorde, nomeadamente face ao dólar e euro. Esta tendência é acompanhada de um aumento do consumo interno, taxas de juro e abertura de oportunidades de investimento internacional.
Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.
No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade nos setores de indústria mobiliária e suplementação alimentar.
O decorrer desta missão também deu lugar a um encontro na Embaixada com Marcelo Mathias, Encarregado de Negócios, e Nuno Leite, Diretor da Representação da AICEP em Moscovo e Conselheiro Económico da Embaixada.
A CCIP acredita que os resultados francamente positivos durante a missão conduzirão a uma nova missão a este mercado no próximo ano.
Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

A Hungria é considerada uma das economias mais abertas da União Europeia (UE) com 9,7 milhões de habitantes. Entre as principais indústrias deste país, que aderiu à UE em 2004, destacam-se os setores automóvel, tecnologias de informação, eletrónica, metalurgia, materiais de construção, alimentar, química e farmacêutica.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o país ocupou em 2020, o 24º lugar de destino das exportações portuguesas e o 18º enquanto fornecedor. Nas estruturas das exportações portuguesas, ainda em 2020, para este mercado destacam-se as máquinas e aparelhos (30,6% do total), os veículos e outro material de transporte (20,6% do total), os instrumentos de ótica e precisão (14,1% do total), os plásticos e borracha (11,1% do total) e os produtos químicos (6,4% do Total).
As empresas interessadas em agendar reuniões B2B com as empresas húngaras deverão contatar diretamente com a Embaixada da Hungria: comercial.hungria@outlook.com

A PVW TINSA, líder da atividade de avaliação imobiliária em Portugal, tem acompanhado de forma direta o comportamento do mercado nacional e também nas restantes localizações geográficas onde o grupo está presente.
Até à data não se tornou realidade o que muitos temiam de drásticas e generalizadas perdas de valor e estamos a notar um regresso à normalidade do mercado.
Muitos investidores com base neste comportamento viram reforçado o seu interesse no imobiliário como fonte segura e alternativa de aplicação de capital
Aquilo que temos observado nos últimos meses é uma normalização crescente com estabilização do mercado na maioria dos sectores (mercado residencial e de logística liderando o processo).
Os ativos ligados à exploração turística poderão inclusive vir a receber procura proveniente de mercados alternativos onde a segurança sanitária levantará alguns receios a curto e médio prazo.
Muitas empresas (algumas não do sector mas com ativos em balanço) estão também a reavaliar os seus ativos no sentido de transmitirem uma imagem de maior solidez das suas empresas junto da banca, acionistas e a todos as partes interessadas.
Ainda é cedo para conclusões definitivas mas a resiliência do imobiliário é o que tem vindo a ser observado de forma directa nos últimos meses e sendo que as expectativas são positivas a médio e longo prazo.
José Manuel Morgado
Managing Partner

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Sou cristão e democrata. Gosto de viver num país em que se pode ter a liberdade de decidir e em que as pessoas se preocupam com quem vive ao seu lado.
Gosto da minha família e acredito que uma sociedade baseada no núcleo familiar é uma sociedade mais equilibrada, que cuida dos seus membros como pessoas e que promove um ambiente de paz e de desenvolvimento estruturado, que permite a cada um crescer no seu dia-a-dia num caminho de felicidade.
Acredito que, para que uma sociedade possa viver em liberdade, pode ser preciso em algum momento fazer uma revolução, mas não acredito que uma sociedade que viva em revolução possa ser promotora de uma vida feliz.
Eu acredito que as pessoas devem ser cuidadas como o centro de toda a vida e de todas as vertentes dessa mesma vida. Seja na perspetiva económica seja na perspetiva social, cultural ou política, tudo deve ser feito com o foco no cuidado pela pessoa.
Eu acredito que a criação de riqueza é um elemento fundamental para o desenvolvimento da sociedade e da qualidade de vida de cada um, mas acredito também que essa riqueza só é aproveitada verdadeiramente quando distribuída justamente por todos os que contribuem para a sociedade.
Eu não acredito em direitos sem deveres e acredito que os benefícios são merecidos pela nossa contribuição e não apenas porque existimos.
Eu acredito profundamente no salário digno que permite a cada pessoa sustentar-se com dignidade, educar os seus descendentes e ainda ter o suficiente para investir no seu próprio desenvolvimento pessoal, cultural e profissional.
Mas acredito também que todos somos responsáveis por dar o nosso melhor à sociedade em que nos integramos e da qual beneficiamos.
Eu acredito na humanidade em que todos temos direitos iguais, mas que temos também o direito de sermos todos diferentes. Acredito na complementaridade entre mulheres e homens e acredito na complementaridade das raças e das etnias.
Acredito na multiculturalidade e também na espiritualidade de cada um. Mas acredito acima de tudo que a minha liberdade termina quando começa o espaço do outro.
Acredito no rigor e na justiça, mas também no perdão e na caridade.
Por isso me sinto abandonado.
Acreditei sempre que a democracia cristã, ainda que pudesse ter momentos de desvio da essência do seu pensamento, seria sempre a promotora desta sociedade que ambiciono e não entendo como se perdeu este destino.
Do CDS que me lembro era esta a sua luta, a criação de uma democracia cristã que promovesse a vida humana, a qualidade dessa vida e uma sociedade integradora, participativa e cuidadora.
Uma sociedade em que todos tinham respeito e ternura pelos mais pequenos e mais necessitados, mas que encoraja os seus membros a serem parte da sua vida, participantes nas grandes decisões de mudança e responsáveis uns pelos outros.
Deste CDS não tenho notícia e tenho enorme saudade.
Aos que hoje lideram este partido peço que sejam capazes de voltar a ter esta ambição de criar esta sociedade e de se baterem por aquilo que verdadeiramente importa.
A vida humana e cada pessoa!

O Azerbaijão encontra-se numa das economias mais competitivas da região e caracteriza-se por ser um destino estratégico para investimento europeu e asiático. A sua enorme apetência para receber Investimento Direto Estrangeiro, foca-se principalmente nos setores não energéticos, de especial interesse para Portugal.
O país apresenta um setor industrial muito bem desenvolvido, sendo que a produção industrial é responsável por quase 60% do PIB do país.
A tudo isto acresce o bom posicionamento do Azerbaijão nos indicadores de ‘Liberdade de Negócios’ e de ‘Integridade das Instituições’ do Estado.
Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.
No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade nos setores vinícola, ferragens, arquitetura, engenharia e tecnologia.
De 11 a 15 de outubro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas azeris, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.
Posto isto, a CCIP acredita que os resultados francamente positivos durante a missão, levarão a uma nova missão ao mercado do Azerbaijão no próximo ano.
Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

O Secretário-Geral da CCIP, João Pedro Guimarães, participou recentemente na formação inicial de Adidos de Embaixada, que se realizou no Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao longo do mês de Setembro.
Ao longo de 42 dias, o Instituto Diplomático (ID) formou cerca de 30 alunos, em mais de 100 temas distintos, para o início da sua carreira diplomática. A formação é desenvolvida anualmente pelo Instituto Diplomático e conta com a participação de diversos organismos que contribuem para a formação dos Adidos de Embaixada, entre os quais a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, AICEP, Fundação para a Ciência e Tecnologia, entre muitíssimos outros.
O Instituto Diplomático tem como missão assegurar a formação de alto nível do pessoal do quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O Secretário-Geral da CCIP partilhou com os alunos a missão da Câmara de Comércio e Indústria e as principais iniciativas que desenvolve, nomeadamente no âmbito do Comércio Internacional.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Eu sou de Quelimane. Acredito que a maioria dos portugueses não tenha ideia de onde é esta cidade moçambicana, mas foi de lá que saíram algumas figuras muito conhecidas no nosso país.
O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, grande responsável pelo êxito do programa de vacinação, a ministra Maria Manuel Leitão Marques, responsável por uma remodelação administrativa que nos colocou na linha da frente europeia na digitalização, o empresário Fernando Nunes, o economista Victor Bento, o jornalista Camilo Lourenço, entre bastantes outros, são pessoas que estão ligadas a esta extraordinária cidade.
Desde que me lembro que a minha terra era uma pequena cidade de Moçambique. Capital da Zambézia, uma das maiores contribuintes para o PIB moçambicano, onde a vida era pacata e típica de uma cidade sem grandes pretensões.
As pessoas vinham e iam, mas poucas lá ficavam. Contudo, ali vivia-se uma cultura de desenvolvimento e de responsabilidade, de respeito e de compromisso, de aventura e coragem, que permitiu dar a Portugal, como também deu a Moçambique, pessoas que fizeram a diferença.
Ao contrário do que seria de esperar, as pessoas de Quelimane não foram apenas "mais umas" na sociedade em que se envolveram, foram sim, sempre, pessoas que se dedicaram a dar a essa sociedade aquilo que lhes competia conforme as suas capacidades.
A cultura moçambicana em que foram fazendo o seu caminho deu-lhes uma abertura de espírito que lhes permite aceitar que é sempre possível fazer bem e fazer o bem. A cultura de responsabilidade deu-lhes a capacidade de trabalho e a coragem permitiu-lhes aceitar as responsabilidades de serem competentes e inovadores.
Mas, acima de tudo, o que caracteriza estas figuras é a sua humanidade e o respeito pelos outros a quem servem.
Haverá sem dúvida noutras cidades pessoas valentes, decididas e competentes que também dão muito pelo seu país e haverá com certeza pessoas de Quelimane que não tenham conseguido fazer tanto pelo seu próximo, mas aquilo que quero fazer aqui é valorizar a comunhão de valores humanos, de humildade e de tolerância que caracterizam estas pessoas - que também são exigentes e esforçadas no seu desempenho, como exemplo para aquilo que acredito ser o modelo de cidadãos que quero para o meu país.
Que definitivamente deixemos de aceitar a mentira em que nos temos enredado ao longo dos últimos anos em que passámos a ter de acreditar que quem nunca assumiu responsabilidades não se dedica aos outros, não é exigente, é egoísta e sobranceiro, que não pode ser a referência da nossa sociedade ou que será sequer capaz de assumir nela um lugar de liderança.
É tempo de reconhecer os atos grandes daqueles que nos conduziram às soluções de sucesso, em quem pudemos confiar verdadeiramente e que são sempre exemplo de respeito pelas pessoas e pela sociedade.
Já chega de seguir pessoas que se afirmam as grandes defensoras das causas humanas e que nunca nada fizeram em prol das pessoas que as rodeiam. De ser condicionado por todos os que nos inibem de dizer o que pensamos sob a justificação de que a democracia tem de inibir a liberdade.
Temos de motivar que venham a público todos os que, oriundos das várias Quelimanes dispersas por este nosso país, nos tragam de novo o orgulho de Portugal e nos levem a sair de casa para ajudar este nosso grande país.

As empresas hoje valorizam e apostam ainda mais numa estratégia de aprendizagem e formação como uma resposta aos desafios atuais e do futuro.
Em janeiro de 2020 foi publicado um relatório pelo World Economic Forum que dizia que o mercado laboral terá tendência para desenvolver as soft skills da criatividade, inteligência emocional, colaboração, persuasão e adaptabilidade. Destaca ainda que há áreas de aprendizagem fundamentais para o futuro, entre as quais o marketing, vendas, recursos humanos e desenvolvimento de produto.
Como forma de irmos ao encontro do que são os estudos e projeções, todos os anos, na Câmara de Comércio o mês de outubro é dedicado ao Levantamento de Necessidades de Formação para o ano seguinte.
Este ano e com algumas das apostas que temos feito na área da formação, fizemos alguns ajustes ao nosso questionário e queremos recolher o maior número de colaborações possíveis para que em 2022 possamos ter um plano de formação cada vez mais próximo das reais necessidades das empresas portuguesas, e receber, presencialmente e/ou online, ainda mais pessoas e empresas.
Contamos com a sua colaboração.
Aceda aqui ao nosso breve questionário.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
O domingo chegou como mais um dia de eleições. Com as previsões claramente marcadas pelas sondagens e com a garantia de que a maior probabilidade seria de que a esquerda, e especialmente o partido do governo, sairiam deste ato eleitoral com mais uma vitória, sem alternativa por parte da população que se identifica mais com a direita em Portugal.
Apesar de haver já o fenómeno dos independentes ganhadores, onde se destacavam Rui Moreira, Isaltino Morais e Santana Lopes, a vitória anunciada estava muito baseada na conquista da cidade de Lisboa, bastião de honra do Partido Socialista.
Mas em Lisboa aconteceu aquilo que ninguém acreditava ser possível.
A população da capital estava farta de uma gestão altiva da Câmara de Lisboa, que tinha ficado rica por condições excecionais, resultado primeiro de uma negociação muito inteligente de António Costa, que vendeu os terrenos do aeroporto de Lisboa ao governo nacional, ganhando uma verdadeira fortuna, e do aumento exponencial do turismo, que muito pouco ficou a dever ao executivo camarário da cidade.
A par disto, a sensação de incompetência que transmitiu a excessiva dependência de um arquiteto na gestão urbanística da cidade que, mesmo depois de ter saído da posição informal de vice-presidente da câmara, se manteve sempre demasiado perto, deixando a ideia da incapacidade do anterior executivo da municipalidade.
A postura altiva com que foram feitas as grandes escolhas da estratégia de desenvolvimento da qualidade de vida na cidade de Lisboa, seja na absurda imposição das ciclovias em detrimento dessa mesma qualidade de vida, seja da gestão do alojamento local, da incapacidade de desenvolver ofertas de habitação, seja até da falta de cuidar das ruas de Lisboa, levaram a que o povo de Lisboa não quisesse mais acreditar em quem lhe promete aquilo que nem sequer pensa cumprir.
Por outro lado, a grande humildade com que o engenheiro Carlos Moedas se apresentou como candidato, a defender valores de que a maioria dos partidos já se esqueceu, mostrando que as pessoas lhe importam de verdade e o cuidado com que se trata as suas preocupações é essencial, trouxeram de volta a votar nele todos aqueles que nas eleições anteriores tinham votado em candidaturas mais alternativas como forma de protesto.
De uma vez mostrou que tanto a política baseada no marketing de ideias como a que se baseia em excessos como forma de protesto, são completamente destronáveis por quem trabalha seriamente e se propõe servir os outros e não servir-se deles.
Por outro lado, aqueles que se sentem menos identificados com a sua origem política e que não consideraram votar nele também não viram na sua possível candidatura razões de preocupação para que os levasse a manter o voto útil no Partido Socialista, como tinham feito em eleições anteriores.
Certo é que a proposta que Carlos Moedas vem trazer à política é uma proposta de verdade, de educação, de cuidado com as pessoas e de seriedade, que foi muito mais aglutinadora do que a maioria dos analistas acreditaram e que as sondagens - avaliações cheias de buracos negros - falharam redondamente.
É esta mudança política que me enche de esperança de que seja possível voltar a ocupar os lugares de liderança do nosso país com pessoas que são credíveis porque acreditam mesmo que o país está acima de quaisquer interesses.
Mas não nos deixemos enganar. Esta foi uma vitória de Carlos Moedas e não do PSD ou do CDS, que pouco mudaram no entretanto e que muito pouco se disponibilizaram a apoiar verdadeiramente a sua candidatura. Apenas na parte final, quando começou a parecer que poderia haver alguma massa crítica para dar fôlego a estes partidos, é que eles se envolveram nesse apoio.
A Carlos Moedas o que é de Carlos Moedas. E é a partir de Carlos Moedas que devemos reestruturar a forma de fazer política em Portugal.

Com a crise pandémica, os países onde o comércio melhorou foram aqueles cujas economias apresentaram uma rápida recuperação. Além disso, ouvem-se ecos de que o comércio internacional (de mercadorias) está a recuperar muito mais rapidamente durante esta “crise pandémica” do que após a crise financeira de 2008.
Por isso é fundamental que todos os intervenientes – e não apenas compradores e vendedores – conheçam bem as melhores práticas, regras e normas para criar (e manter) um sistema de comércio que seja seguro e que tenha condições para enfrentar os desafios do futuro (nomeadamente quanto a questões de digitalização e sustentabilidade).
A ICC Portugal está determinada a ajudar neste processo e preparou uma nova edição do Curso de Comércio Internacional. Neste curso procuram dar a conhecer todas as fases relevantes para as operações de importação e exportação, através do conhecimento e experiência dos Formadores - especialistas, de entre os Membros das Comissões da ICC – que ajudarão a compreender as regras e a usá-las da melhor forma, no dia a dia.
Ao longo de 6 manhãs, os participantes vão aprofundar temas como:
Este curso é organizado pela ICC Portugal, com o apoio da APAT, AGEPOR e APS, e realiza-se nas manhãs dos dias 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de outubro.
Para saber mais consulte o Curso de Comércio Internacional no site da ICC-Portugal.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
É absolutamente necessário criar uma nova alternativa para a direita portuguesa. Depois de ter assistido a duas campanhas eleitorais de enorme frustração, em que as soluções da direita não conseguiram agarrar os seus eleitores e, naturalmente, não chegaram sequer a ser consideradas como hipótese por aqueles que, não se sentindo desse lado, gostavam de votar numa alternativa que lhes oferecesse um melhor destino para Portugal, a verdade é que a montanha pariu um rato e as movimentações que houve no quadro partidário apenas serviram para dividir ainda mais a já fraca expressão que a direita hoje tem.
Não podemos deixar que isto aconteça, tanto pela orfandade de uma parte muito importante da população portuguesa, que não pode deixar de ter candidatos potenciais a dirigir os destinos do seu país, como, e mais preocupante, a qualidade da nossa democracia fica posta em causa pela falta de alternância na condução do governo da nação.
Na primeira eleição, a do Presidente da República, deu a ideia de que estaria a haver uma movimentação de renovação dessa direita, estivéssemos ou não de acordo com essa oferta.
Com a afirmação de um partido de uma direita mais extrema, que recolheria o voto mais descontente, e com a criação de um outro que se focava exclusivamente numa solução de economia de mercado que, ao não defender valores, se propunha a conquistar um eleitorado menos radical, estava a ser proposta uma solução de substituir os partidos tradicionais por uma direita mais atual.
Ora, sempre que há uma mobilização verdadeira em torno de um novo projeto que as pessoas veem como alternativa possível para a sua escolha, o resultado é sempre um apoio indiscutível a esse projeto, seja em que circunstâncias for, e os seus apoiantes, quais recém-convertidos, incansavelmente se perfilam em promoção do seu novo herói.
Nesta segunda campanha foi exatamente isto que não aconteceu. Em nenhum caso assistimos a uma explosão do apoio aos candidatos dos partidos da esperança, da coisa nova.
Antes pelo contrário, apesar das fracas prestações dos líderes dos partidos tradicionais da direita, é à volta das suas propostas que surgem as opções de vitória, tenham estas maior ou menor impacto na solução futura, que a direita tem obrigatoriamente de encontrar.
E é por isto que eu digo que tenho uma visão.
Chegou o momento de encontrar uma solução na direita portuguesa que una e não divida, que seja motivadora e que agregue todos aqueles que acreditam verdadeiramente que é preciso mudar e que lhes dê o estímulo indispensável à sua tão necessária participação.
É preciso que ganhemos coragem de dizer basta a tudo o que nos têm vendido como sendo politicamente correto. Não podemos aceitar que nos obriguem a viver sob uma censura de esquerda, baseada em valores recém-criados, que apenas fingem defender os mais necessitados quando as suas políticas apenas os multiplicam em maior número.
Não podemos deixar de poder dizer a verdade com a pretensão de que essa verdade prejudica as minorias. Não é mentindo que as cuidaremos, é sim tratando-as com respeito e verdade que as integraremos.
Não podemos continuar a ter de aceitar que é desperdiçando dinheiro e oportunidades que se melhora a vida de um povo. Não é dando incondicionalmente que se integra uma sociedade, é fundamental conseguir que todos se sintam contribuintes para essa sociedade, que se sintam participantes e parte importante da mesma.
É tempo de compreender que uma nova direita terá de se bater pelos seus valores e não abdicar dos seus valores.
É preciso compreender que foi esta direita quem se preocupou em criar a democracia e que fez o verdadeiro 25 de Abril para a sociedade portuguesa, quando reformou a Constituição e aboliu o Conselho da Revolução.
Não há mais tempo. Tem de ser agora. Temos de começar.
É esta a minha visão.

Dentro da região do Magrebe, Marrocos é o país que apresenta maior estabilidade política e económica, o que lhe permite, a par com as reformas económicas, manter um mercado aberto, dinâmico e atrativo a países de todo o mundo. Os acordos comerciais celebrados com a União Europeia e os Estados Unidos permitiram o aumento continuado das exportações nos últimos anos. Estes fatores, somados à sua aproximação ao mercado europeu e o investimento em sectores estratégicos, tornam Marrocos numa verdadeira porta de entrada para o mercado da África do Norte.
Portugal surge na 8ª posição enquanto fornecedor de Marrocos, sendo este um dos principais mercados de exportação portuguesa.
Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a Marrocos, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.
No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que representam os setores alimentar, energético, serviços, tecnologia e inovação.
De 19 a 23 de setembro, os empresários participantes realizaram as suas reuniões negócio, previamente validadas e aprovadas, com empresas marroquinas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante reúne apenas com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.
Devido à grande procura deste mercado e aos resultados francamente positivos que temos vindo a verificar, a CCIP já agendou a próxima Missão a Marrocos para o início do mês de dezembro.
Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

Estamos a entrar no último trimestre de 2021 e, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, continuamos a apostar na área da formação alicerçada na atualidade, inovação, qualidade e diferenciação.
Como associação empresarial, reconhecemos o valor e mais valias da formação para as pessoas e empresas. A pandemia veio demonstrar que a formação é essencial para uma maior dinâmica e capacitação empresarial.
No terceiro trimestre mais de 100 pessoas provenientes de 60 empresas encontraram e reconheceram na oferta formativa da Câmara de Comércio uma mais-valia para desenvolver e aprofundar conhecimentos.
Para os últimos meses do ano, preparámos 9 ações em áreas como finanças, marketing, desenvolvimento pessoal, comércio internacional e recursos humanos.
Neste periodo, a CCIP terá oportunidade de se debruçar sobre estes temas em diversas vertentes, entre elas: “Aspetos práticos do transporte e venda no comércio internacional”, “Ciclo de Workshops: Da cultura organizacional ao bem-estar, passando pela liderança”, “Power-BI”, entre outros.
No calendário de eventos encontra informações mais detalhadas sobre as ações dos próximos meses.
Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

A visão sobre o mundo do trabalho e sobre a formação e desenvolvimento das pessoas mudou. Contudo, não podemos dizer que não contávamos com esta revolução, há já alguns anos que ela se fazia sentir, mas a passos muito lentos. De um dia para o outro, por causa de uma pandemia mundial, fomos obrigados a ajustar e/ou mudar processos e procedimentos.
Na área da formação e desenvolvimento, a forma como cada organização reagiu foi diferente e o que se fazia até março de 2020 é visivelmente diferente do que se fez em março de 2021 e será logicamente diferente em março de 2022.
As suas competências e aptidões estão em constante adaptação ao meio que as rodeia e é isso que nos faz crescer e evoluir. Precisaremos de profissionais com capacidades e conhecimentos novos e atuais para enfrentar os desafios de hoje e de amanhã!
Segundo um estudo da Mercer (Total Compensation Portugal 2021), verifica-se uma preocupação crescente na aposta da formação, por sua vez é um benefício que vai subindo na escala dos mais valorizados pelas pessoas. A isto pode associar-se outro aspeto, a retenção de talento.
Quem agora chega ao mercado de trabalho não é motivado só pela remuneração ou outros benefícios, a formação (técnica ou não técnica) é um dos aspetos amplamente valorizado.
Numa coisa certamente estamos todos de acordo, o presencial continua a ter um papel importante, mas o digital veio complementá-lo certamente. Não há um “modelo melhor” ou “pior”, os dois são necessários e temos que tirar o melhor partido de cada um.
A formação e o desenvolvimento são por isso fulcrais e indissociáveis da sobrevivência de todas as organizações.
Convido a consultarem o Plano de Formação do 4º Trimestre da CCIP.
Autora:
Cátia Moura | Responsável pela Formação, Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

O candidato à Câmara Municipal de Lisboa aceitou o desafio da CCIP para participar num almoço-debate, no âmbito das eleições autárquicas que se realizam no dia 26 de setembro.
Recebido por Bruno Bobone e Paulo Portas, Presidente e Vice-Presidente, respetivamente, Carlos Moedas partilhou a sua visão estratégica para a cidade.
O candidato apresentou algumas das suas propostas para Lisboa, desde logo transportes gratuitos para mais jovens e mais velhos, plano de saúde para os mais desfavorecidos, uma verdadeira política de cultura ligada ao setor empresarial, eficácia na política de licenciamentos urbanísticos ou um aproveitamento decidido das potencialidades do mar.
Perto de 70 empresários/as estiveram presentes nesta iniciativa que marcou o regresso dos eventos presenciais à Camara de Comercio e Indústria.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Para nós portugueses é sempre um orgulho termos alguma coisa em que somos os melhores do Mundo. Temos épocas melhores e outras piores, mas, de quando em vez, lá vamos tendo os nossos motivos de orgulho.
Depois de termos tempos em que o nosso maior orgulho era a maior mesa de pratos lavados, na ponte Vasco da Gama, outros tempos em que o que nos destacava era o maior deficit nas contas públicas. E houve ainda outros que nos presentearam com grandes feitos, como Eusébio, Amália, Carlos Lopes, Durão Barroso, Salvador Sobral, Marisa, o Euro 2016, António Guterres e Cristiano Ronaldo.
Hoje temos um novo destaque mundial. A vacinação!
Ora, estava eu precisamente a desfrutar do meu orgulho de português, no sábado passado, com a televisão ligada à espera de ver a entrada triunfal do nosso Cristiano (nosso, naturalmente, porque me coloca no topo do Mundo sem que eu nada tenha feito para o conseguir...) que, com uma velocidade superior aos seus adversários e uma presença de espírito de quem não envelhece, marcou só e mais nada os dois primeiros golos da sua equipa, quando muito surpreendido me dei conta de que nas bancadas estava uma multidão de adeptos que, imaginem os despudorados, estavam desmascarados!
Pensei que das duas uma, ou estava a ver o canal história ou... então não é que os doidos dos ingleses, que não têm nem por sombras a competência "vacinadora" das nossas instituições, estavam a viver uma vida normal. Então não querem lá ver que não há ninguém naquele país que possa mandar prender quem se atreve a tirar a máscara?
Nós, por cá, ao menos temos o bom senso de andar de máscara posta, em muitos casos até quando estamos sozinhos num automóvel... não vá o bicho ter alguma nova estirpe que seja mais dado à condução.
Felizmente essa noite li nas notícias que o governo britânico iria voltar a repensar a sua decisão quanto às máscaras e que voltaria a ser provável a sua utilização em algumas situações de ajuntamentos. Lá descansei...
E não é que no dia seguinte lá vem o primeiro-ministro inglês que, não só não diz nada sobre as máscaras, mas ainda afirma que não vai ser exigida a apresentação do certificado de vacinas para entrar em nenhum lugar? Como é que eles vão ser capazes de prejudicar os restaurantes e os bares se não os obrigarem a enxotar os clientes com todas aquelas questões de saber sobre a nossa vida privada, sem que tenham qualquer competência para o fazerem?
E a sensação de controlo constante sobre as nossas vidas que se perde porque não estão sempre a tentar condicionar-nos?
No meio de toda esta minha confusão de sentimentos vem a notícia de que também nós iríamos ter o nosso "Freedom Day". Uma "freedom" muito relativa. A partir de segunda-feira já não seria obrigatório usar máscara ao ar livre.
Mas atenção, tanto os comentadores televisivos como a liderança da DGS, com uma saudade evidente do seu poder de mandar em nós, recomendavam a todos que, apesar de não ser obrigatório era muito recomendável manter a sua utilização. No fundo, a ideia de uma burka sanitária que, já não sendo necessária, sempre mantém o povo debaixo de controlo.
Está bem de ver que somos de facto muito mais inteligentes que os nossos aliados ingleses, que provavelmente só por muita sorte têm vivido sempre muito melhor que nós e que prezam a liberdade como se fosse uma religião e que com pragmatismo sempre seguem uma estratégia compreensível para todos os seus cidadãos, por respeito por eles próprios.
Já nós não. Somos muito mais capazes de destruir as nossas próprias decisões e de confundir os nossos cidadãos com ordens e contra ordens, tentando sempre não perder a possibilidade de controlar cada pessoa. Como dizia um velho amigo: "A censura, afinal, é de esquerda".

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Portugal recebe este ano um valor exorbitante da UE para relançar a economia, após um período de dois anos em que, seja pelo impacto direto da pandemia, seja pela errónea gestão feita durante a mesma, sofremos grandes prejuízos económicos, psicológicos comportamentais e políticos.
A extrema propagação do pânico, criada por lideranças do nosso país e muito promovida em certas redes e por quem quer recuperar a sua influência na sociedade, aumentaram significativamente os prejuízos causados por este vírus que foi grave e que, segundo os números oficiais, matou 0,17% da população portuguesa, essencialmente pessoas com doenças já declaradas e de idade avançada.
Vale a pena aqui referir que estão incluídos nestes números todas as pessoas que morreram em acidentes de automóvel e de outras razões não provocadas pelo vírus, desde que estivessem infetados, o que desvirtua a análise sobre os efeitos reais da pandemia.
Agora que politicamente já tem interesse voltar a dar às pessoas alguma liberdade para que recuperem um sentimento de vitória e apreciem com maior bondade as forças políticas que estão no poder (e é justo reconhecer que qualquer força política que estivesse nestas circunstâncias tomaria provavelmente decisões semelhantes), em que já pouco importa criticar o passado, é tempo de olhar o futuro e tentar evitar cair em erros que nos coloquem de novo em situações de perda de qualidade de vida e de oportunidades de desenvolvimento.
A BAZUCA, nome impressionante para uma entrada de dinheiro destinado à salvação e projeção da economia, está já disponível e a ser distribuída, sem que se saiba ao certo para onde irá, quais os objetivos de cada aplicação e quais os resultados que se esperam do investimento realizado.
Pior, aquilo que sabemos é que vamos ser inundados de investimento público sem qualquer valor produtivo e pouco ou nada será investido na estrutura produtiva deste país.
Quando os americanos, no pós-guerra, aprovaram um plano de apoio à economia europeia, que brilhantemente tinha gerido um conflito essencial ao futuro do Mundo, fizeram-no sempre com o objetivo de dotar os diversos países de uma estrutura produtiva.
Para conseguir esse objetivo e porque a crise então vivida, ao contrário da pandemia que estamos a ultrapassar, destruiu todas as estruturas essenciais ao desenvolvimento, era evidente a absoluta necessidade do investimento público que permitiria desenvolver a economia, sempre baseada na criação da capacidade de produção.
Hoje, isto não é verdade!
Temos infraestruturas disponíveis e em alguns casos até excedentes em relação às nossas necessidades. Haverá casos pontuais em que tal desenvolvimento será necessário, como é o caso de todas as atividades relacionadas com o mar e que, curiosamente, têm muito pouca presença nos projetos de que temos conhecimento.
Aquilo que é indispensável, é um investimento numa rede de projetos industriais, diversificado e desenvolvidos com base numa análise profunda das necessidades dos mercados e com uma consciência clara dos objetivos que queremos atingir, seja geográfica (quais os países em que queremos intervir), seja da relevância dos produtos produzidos.
Em 1945 foi feito um plano, foram aplicados muitos milhões e a Europa tornou-se o melhor continente do Mundo em qualidade de vida.
Hoje vão ser aplicados milhões, sem um plano e provavelmente vamos aumentar a nossa qualidade de vida durante cinco anos e voltaremos a ser pobres de aí por diante.
Não tinha que ser assim, não devia ser assim, porque a pobreza não pode ser um destino.

Isabel Corte Real assumiu a liderança do departamento de Marketing e Comunicação da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). Com uma larga experiência nesta área, passou por empresas como a PT, VIVO Brasil, Altice, ou por instituições como o Sporting Clube de Portugal ou The Lisbon MBA das universidades Nova SBE e Católica de Lisboa.
«A Isabel Corte Real entra na equipa da CCIP num momento muito particular, onde o país e o mundo começam a sair de um período de paralisação económica e social. A CCIP tem desempenhado um papel ímpar no apoio ao desenvolvimento da economia nacional. Estivemos ao lado das empresas e dos empresários durante a pandemia e pretendemos continuar a ser um agente activo da recuperação económica, contribuindo para a internacionalização das empresas, aumento das exportações e capacitação das PME. Neste sentido, o desafio do marketing e comunicação é fundamental para chegar às empresas e parceiros», diz João Pedro Guimarães, secretário-geral da CCIP.
«O posicionamento de uma instituição como a CCIP é, neste momento, da maior importância para as empresas e empresários portugueses. Iremos garantir que os nossos parceiros e empresários em geral não se sintam sozinhos num período particularmente delicado. A consolidação do posicionamento da CCIP é crucial para a concretização desse objetivo», afirma Isabel Corte Real.
Isabel Corte Real conta com 17 anos de experiência na área do marketing, comunicação e organização de eventos.

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.
Francisco Pinto Balsemão viveu uma vida ligada à intervenção na sociedade portuguesa.
Foi jornalista, empresário e político. Até hoje esteve sempre presente nos momentos que marcaram a vida do nosso país e nunca abdicou de ser quem é, quaisquer que fossem as contrariedades e as dificuldades da situação.
Foi, em todo o seu percurso de vida, um democrata que acreditou sempre na verdade e na isenção da informação. Promoveu a separação do poder económico da liderança dos projetos de informação.
Quando foi primeiro-ministro promoveu a revisão constitucional que permitiu a introdução da democracia em Portugal.
Promoveu sempre a modernidade e com coragem liderou a evolução da comunicação no nosso país. Criou o primeiro canal de televisão privado e tornou-o líder na comunicação social.
Mas acima de tudo foi um homem de grande coragem que se expôs publicamente sempre que o país, a sociedade ou o seu projeto empresarial o necessitavam.
Mas foi também um homem com defeitos e não os escondeu. Não caiu na tentação de parecer quem não era, ao contrário daquilo que hoje é o comportamento de quem quer chegar ao sucesso.
A sua ambição foi participar na sociedade em que viveu. Foi criar e desenvolver, mais do que ser reconhecido. E só assim se consegue verdadeiro sucesso.
Passou momentos muito complicados em que teve de assumir responsabilidades sobre muitos ou mesmo sobre todos nós. A morte de Sá Carneiro, a crise da comunicação social e as traições a que se refere regularmente, com mágoa, foram desafios que soube superar com um rigor e uma determinação que fazem parte do seu caráter.
Muitas vezes ouvi dizer que não tinha as características para o lugar político que ocupou ou que não tinha a coragem de liderar o seu jornal com a força de condicionar as opiniões dos seus jornalistas.
Pois é aí que eu encontro a maior razão para este meu texto. Um homem que não tinha as características ideais para a política foi primeiro-ministro de Portugal no momento mais difícil do pós-25 de Abril, em que foi fundamental evitar uma crise interna provocada pela exigência de vingança pela morte de Sá Carneiro e, ao mesmo tempo, não perdendo a oportunidade de criar uma Constituição que permitiu a afirmação da democracia.
Um homem que teve a coragem de não mandar na opinião dos seus jornalistas, sujeitando-se à critica e à condenação dos seus próprios atos é, sem dúvida, um homem valente.
Que pena não termos criado mais homens destes, que são pecadores, que são limitados e que tanto bem fazem pelo nosso país e para que possamos, todos nós, viver melhor.
Que farto estou de homens perfeitos que parecem fazer tudo bem e que pouco ou nada contribuem para o nosso bem-estar. Antes pelo contrário, por quererem sempre manter essa imagem de perfeição falsa em que o povo quer acreditar, não assumem as suas responsabilidades e não nos ajudam a crescer.
É a este homem que presto hoje homenagem.
Um homem que se diz de esquerda e que fundou o partido que liderou a direita portuguesa durante os últimos 46 anos da nossa história.
Um homem de defeitos a quem tenho de agradecer, com quem tantas vezes discordo e que, por isso mesmo, preciso de conviver.
A verdade não é de ninguém e deve ser sempre independente.