E-book RH noticia

“O mundo mudou”. Já todos ouvimos vezes sem conta esta frase, e podemos até já estar cansados de tanto a ouvir, mas é uma realidade!

De um dia para o outro, tivemos que correr uma maratona para a qual a grande maioria de nós não estava preparada.

De um dia para o outro, tivemos que fazer esforços para conseguir alcançar algo sem saber se iriamos ou não ser bem-sucedidos.

Tal como numa maratona, chegaram aos primeiros lugares aqueles que durante os longos quilómetros souberam gerir bem o seu esforço, e há quem tenha chegado (ou ainda chegue) com mais ou menos mazelas. Mas chegaram, e isso por si só é já uma grande vitória!

De um dia para o outro as empresas tiveram que repensar a forma como acolhiam, orientavam e acompanhavam as suas pessoas. A criatividade esteve no seu auge durante meses e este e-book demonstra isso mesmo. Com mais ou menos mazelas, as empresas conseguiram implementar diferentes estratégias e acompanhar a mudança.

 

Capa e Book RH 2021No final do dia o que queremos é acolher, orientar e acompanhar.

Pensando em palavras-chave na área dos Recursos Humanos para este ano de 2021, identificámos 5 que nos ajudaram a organizar as mudanças ou novos projetos que os 33 Responsáveis de Recursos Humanos de várias empresas partilharam connosco: alinhamento, comunicação, próximidade, desenvolvimento e digitalização.

No decorrer da sua leitura vai também encontrar artigos de opinião com reflexões sobre a gestão do talento nas empresas.

Aceda gratuitamente ao e-book e junte-se a nós nesta interessante leitura.

Noticia ME

Empresas portuguesas procuram novas oportunidades na economia mais competitiva de todo o mundo árabe!

A 12ª Missão Empresarial de 2021 já teve início, estamos nos Emirados Árabes Unidos. No primeiro dia da Missão as várias empresas que escolheram este mercado para mais uma deslocação empresarial, tiveram a oportunidade de reunir com os consultores CCIP no Pavilhão de Portugal da EXPO2020. A reunião serviu para apresentar e discutir as particularidades do mercado bem como para apresentar as agendas individuais de reuniões de cada uma das empresas.

Os EAU são uma economia aberta, a mais competitiva de todo o mundo árabe, com o 2º maior rendimento per/capita da região (depois do Qatar) e um dos mais elevados em todo o mundo. A sua economia é vibrante, aberta e possui um elevado rendimento per Capita. Os EAU prosseguem os investimentos em projetos importantes de infraestruturas, equipamentos e design de interiores. Graças à estratégia de diversificação da economia e à introdução de reformas legislativas e fiscais, o país vive um ciclo de crescimento económico sustentado e possui um ambiente favorável aos negócios.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios.

No âmbito desta deslocação que contou com 10 participantes, a CCIP preparou reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade no sector da joalharia, pedras e mármores, alimentar, promoção económica e captação de investimento para Lisboa, desenvolvimento e gestão de projetos e TI.

De 5 a 10 de dezembro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas dos EAU, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

Esta Missão tem a particularidade de no primeiro dia as empresas terem a oportunidade de visitar a Expo 2020 no Dubai. A Expo 2020 é uma exposição mundial organizada pelo Bureau International des Expositions. Ainda que originalmente marcada para o 2020, a Pandemia COVID-19 levou a que o evento fosse remarcado para o período entre 1 de outubro de 2021 até 31 de março de 2022, daí manter o nome de ‘Expo 2020’.

 

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Na última semana assistimos a uma definição sobre o futuro de um partido que, de uma forma mais ou menos assertiva, representou a direita em Portugal. Não representou toda a direita, e algumas vezes não defendeu aqueles que são os valores de direita, mas foi quem maioritariamente albergou a direita ao longo dos anos.

Desta vez, o PSD decidiu-se por um caminho que o leva definitivamente para o centro e mais ainda para muito perto do centro-esquerda.

Esta opção, que também poderá ter como motivação a procura de um acesso mais rápido ao poder, através de um potencial apoio a um governo socialista sem maioria, estará em parte condicionado por um certo desencanto com a excessiva predominância do tema económico sobre os restantes temas da vida que, por erro e omissão da direita, passaram a dar a ideia de que seriam temas de esquerda, como seja o ambiente, o social e a cultura, levando a uma viragem nesse sentido.

Por outro lado, o CDS entrou também numa crise de identidade, mergulhado numa divisão entre aqueles que se preocupam com a essência dos valores e princípios da democracia cristã e aqueles que seguiam focados na discussão do modelo económico como o objectivo fundamental da política nacional.

Seja qual for a razão, a verdade é que a direita deu um novo passo no sentido da sua divisão aumentando a sensação de vazio de soluções aglutinadoras e alternativas de vitória que permitam galvanizar o apelo ao voto e a acreditar que existe uma solução.

Pelo contrário, aquilo que estamos a assistir é a atomização dessa direita em diversos partidos que defendem soluções parciais e que conseguem os seus apoiantes com base nas preocupações mais imediatas de cada um.

Contudo, a sensação que se vive hoje na direita portuguesa é de alguma orfandade em relação aos seus representantes, não só pela crise que se instalou nestes partidos, mas também pelo trabalho que estes partidos não foram capazes de realizar na defesa dos valores e das convicções que as pessoas que a compõem acreditam.

Seja na área do apoio social, na defesa da vida, na defesa da família, no combate à permissividade, no consentimento de uma censura de esquerda baseada em valores que vão contra aquilo que foi construído ao longo de séculos, no revisionismo da história, a verdade é que o politicamente correto levou estas pessoas a terem que conviver com aquilo em que nunca acreditaram e sem ninguém que os defendesse.

A atomização da direita baseia-se, fundamentalmente, numa procura de projectos que defendam as preocupações mais imediatas de cada um. Conforme a sua própria vivência, cada pessoa foi procurar apoio naqueles que mais força dão aos temas que os afectam directamente.

No entanto, aquilo que sairá desta movimentação é uma continuidade da esquerda que nunca lhes trará os resultados que procuram. Terá que surgir uma solução mais global que permita reunir todas aquelas preocupações num projecto de união que reúna a direita e que lhe permita voltar ao poder.

A direita tem que decidir se quer que essa nova solução seja mais focada numa visão mais moderada ou mais radical, numa solução mais economicista ou mais social ou humana.

E isso vai ser definido pelas convicções daqueles que lançarem este novo projecto de reunir a direita.

Por isso é hoje muito mais importante começar a trabalhar nesse novo projecto do que continuar a batalhar pela vitória de qualquer das suas partes. Quem ganhar uma guerra dentro da direita apenas contribuirá para a dividir.

Só triunfará aquele que hoje tiver a visão de reunir de novo a direita com um projecto que seja inclusivo de todos e de todas as sensibilidades.

NOVA-BHRE-CONFERENCIA posts-geral-768x762

A CCIP associa-se à NOVA BHRE no debate sobre Negócios, Direitos Humanos e Sustentabilidade

“Os negócios sem direitos humanos não têm futuro”. Palavras de João Pedro Guimarães, secretário-geral da Camara de Comércio e Indústria Portuguesa, na abertura da primeira Conferência Anual Business, Human Rights and Sustainability, organizada pelo NOVA Centre on Business, Human Rights and the Environment (NOVA BHRE), que decorreu, virtualmente, nos dias 24 e 25 de novembro.

A Conferência contou com o apoio da CCIP, no âmbito da parceria estabelecida com NOVA BHRE, da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. O principal objetivo deste centro académico é contribuir para fomentar o exercício de uma conduta empresarial responsável que defenda o respeito pelos direitos humanos, pelo trabalho digno e pelas normas ambientais, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A Fundadora e Diretora da NOVA BHRE, Claire Bright, no seu discurso de abertura sobre os desafios e oportunidades de Negócios, Direitos Humanos e Sustentabilidade, sublinhou que o “O desenvolvimento não pode ser sustentável se o respeito pelos direitos humanos não estiver no seu centro ". Apelou à oportunidade de liderança das empresas na aposta no desenvolvimento sustentável, através da implementação de processos de due diligence em matéria de direitos humanos e ambiente, antecipando-se à “onde regulatória” que está em curso a nível europeu.

Os direitos humanos e as alterações climáticas estão intrinsecamente inter-relacionados, em áreas como o direito à vida, à água e ao saneamento básico, à alimentação, à saúde, à habitação, à autodeterminação, cultura e desenvolvimento. Dussu Djabula, aluna do 4º ano de Direito, falou, precisamente, sobre as implicações das questões climáticas nos direitos humanos e na necessidade de ter em conta os seus impactos desproporcionados no BIPOC (negros, indígenas e outros povos de cor) bem como nas mulheres.

Na conferência, o Comissário Europeu para a Justiça, Didier Reynders falou sobre a próxima diretiva europeia relativa à due diligence obrigatória em matéria de direitos humanos e ambiente. Afirmou que é “Uma oportunidade de transição, por parte da EU, para um modelo muito necessário, mais justo e sustentável e que conduz a um mundo de governação global sustentável”.

Ao longos dos dois dias, foram debatidos diversos temas como:

  • Os Negócios e os Direitos das Crianças: os desafios relacionados com o trabalho infantil e os direitos das crianças a nível global. Como atender e integrar adequadamente os direitos da criança nas práticas de due diligence em direitos humanos.
  • A Due Diligence Empresarial e a Transição Digital: as oportunidades e desafios dos direitos humanos colocados pelas novas tecnologias. A influência da tecnologia levanta sérias questões de direitos humanos e as empresas têm um papel muito importante a desempenhar.
  • Os Trabalhadores Migrantes e o Trabalho Digno: as dimensões jurídicas, sociais e organizativas da due diligence em contextos onde os direitos e as liberdades dos trabalhadores migrantes têm sofrido cada vez mais restrições. A importância de considerar os processos de due diligence empresarial.
  • Os Negócios e os Direitos Humanos em Portugal: a fraca aceitação e as baixas expectativas sobre a due diligence em direitos humanos por parte das empresas, as práticas para a realização de condutas empresariais responsáveis e algumas das medidas de direito e regulação europeias que serão relevantes para as empresas portuguesas no futuro.
  • A Due Diligence Empresarial e o Mercado de Capitais: o financiamento sustentável e a responsabilidade dos investidores em respeitar os direitos humanos ao longo das suas operações.

A conferência encerrou com a intervenção de Céline da Graça Pires, Manager of Human Rights na BSR, que falou sobre as questões da interseccionalidade e da responsabilidade intergeracional.

Mas afinal …

O que significa o conceito de diligência (due diligence) de direitos humanos?

Quais os impactos adversos nos direitos humanos que as empresas podem causar ou fomentar através das suas atividades?

Que tipo de ações as empresas podem exercer no processo de diligência (due diligence) em matéria de direitos humanos?

Que mecanismos de execução estão previstos por potenciais danos causados e incumprimento do dever de diligência?

Porque é que é importante a diligência (due diligence) de direitos humanos e ambiente?

A crescente consciência do papel das empresas em relação aos direitos humanos, ao ambiente e à realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU levou ao surgimento de uma série de iniciativas regulatórias ao nível doméstico, regional e internacional, nos últimos anos.

Atualmente, um número crescente de jurisdições começou a implementar os requisitos de diligência de direitos humanos em legislação nacional legalmente vinculativa, exemplos de França, Holanda, Suíça, Noruega e Alemanha, onde normas domésticas foram adotadas tornando obrigatório o exercício da diligência de direitos humanos (e em alguns casos ambiental) para as empresas.

Ao nível da União Europeia, foram já implementadas regulamentações de diligência obrigatória de direitos humanos para alguns setores específicos.

A todas as empresas, independentemente do setor de atividade em que atuam, é cada vez mais exigido que desenvolvam a sua atividade respeitando os direitos humanos e atuem de forma ativa para promover causas ambientais e sociais.

Em Portugal, o primeiro Inquérito Nacional sobre Conduta Empresarial Responsável e Direitos Humanos, levado a cabo em 2018, revelou que menos de uma em cinco das empresas têm processos de diligência de direitos humanos em prática.

A Nova School of Law desenvolveu um estudo sobre a “Diligência Obrigatória de Direitos Humanos: Recensão aos Desenvolvimentos Legislativos ao nível Europeu”, onde apresenta um resumo legal que constitui uma oportunidade para as empresas se colocarem a par dos conceitos de diligência em matéria de direitos humanos e ambiente e dos próximos desenvolvimentos legislativos.

Diligência Obrigatória de Direitos Humanos - Desenvolvimentos Legislativos ao nível Europeu

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

De uma crise não se sai sozinho, ou saímos todos ou não sai ninguém e também de uma crise não se sai igual: ou saímos melhores ou saímos piores e para isso os empresários têm trabalho."

É uma parte da mensagem que o Santo Padre me deixou gravar no final desta extraordinária oportunidade que tive de conversar com o representante máximo da Igreja Católica.

É muito importante termos esta consciência em todos os momentos da nossa vida: só ultrapassamos as dificuldades se estivermos juntos e que é nesse tempo que devemos decidir se queremos sair melhores dessas dificuldades.

É no tempo de paz que nos preparamos para a guerra. É nos tempos bons que nos devemos preparar para ultrapassar as crises.

E é por isso que devemos estar todos os dias atentos e focados em criar a união entre todos, para que na crise, que surge quando menos a esperamos, estejamos já unidos e preparados para a ultrapassar.

E podemos sair sempre melhores. Sair melhores quer dizer mais preparados para resistirmos a novas dificuldades, mais dispostos a estar com os outros de maneira que seja mais verdadeira aquela união que nos salva nos tempos difíceis.

Para conseguir essa união temos de ver no outro a pessoa que está à nossa frente, incluí-lo nas nossas decisões, fazê-lo participar na nossa vida, nas nossas dúvidas e nas nossas convicções.

Mas temos também de fazê-lo participar nas nossas dificuldades e nas nossas conquistas, partilhar com ele as nossas angústias e as nossas alegrias.

E tudo isto só é possível se eu considerar o outro como me considero a mim. Somos pessoas.

O Papa Francisco escreveu que a empresa é uma Vocação Nobre. Isto significa que o empresário recebeu essa vocação de ser capaz de juntar os diversos fatores de produção, de forma a criar maior riqueza, que é fundamental à melhoria da qualidade de vida no mundo.

Mas esta vocação nobre, para conseguir ser de facto criadora dessa melhoria, tem de ter um resultado nobre de envolver e incluir todos os que participam na criação dessa riqueza, de forma que possamos, em conjunto e unidos com os mesmos sentimentos, trabalhar mais e melhor na conquista de uma maior criatividade.

Eu tenho uma empresa com 250 anos e sei que a empresa chegou a esta idade apenas porque as pessoas que aí trabalharam foram importantes.

Em dois séculos e meio de vida tivemos muitos momentos bons e muitos outros difíceis.

Passámos guerras e revoluções, crises económicas financeiras e pandémicas e foi exatamente na capacidade de estarmos unidos nessas crises que conseguimos sobreviver tantos anos.

Sem essa união teríamos sido abandonados por todos os que foram fundamentais para as ultrapassar e nunca teríamos chegado até aqui.

Mas também é essa capacidade de unir esforços, competências e interesses que nos leva a conseguir sair das crises melhores e não piores.

Uma crise facilmente pode promover um isolamento sobre mim mesmo.

A necessidade de sobrevivência leva-nos a considerar tratar primeiro de nós próprios e assegurar a nossa sobrevivência e essa tentação é a que nos faz ser pior, fugir à união com os outros e finalmente acabar por não sair verdadeiramente da crise.

Acabamos por seguir com essa crise dentro de nós, sem nos conseguirmos livrar dela. Foi este o desafio que me fez o Santo Padre. Que saiba criar na minha empresa uma nova forma de viver, em que todos participem na sua condução, no seu cuidado e no seu benefício.

Em que todos vivam uma união de vontade baseada numa diversidade de opiniões, em que cada um seja ele mesmo e que não tenha de se anular para levar a empresa por diante, mas que, pela sua diferença, contribua para uma melhor união e uma maior criatividade.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Estamos com um nível de vacinação contra a covid-19 de cerca de 86%. A terceira dose está a correr menos bem, mas também já se esperava com o regresso dos responsáveis pelas estruturas do nosso país, que tiveram de ser substituídos para que fosse possível o processo de vacinação ser concluído a tempo e com êxito. E assim voltou a ineficiência e a palhaçada.

Todos os dias assistimos a palestras dos pretensos responsáveis que sistematicamente desdizem o que tinham dito no dia imediatamente anterior. Falam de voltar a confinar, como um antigo mestre-escola ameaçava com as orelhas de burro um qualquer menino que se esquecia de estar com atenção ao que o professor lhe ensinava.

Não têm a mínima noção do prejuízo que causam com estes seus devaneios incompetentes. Criam medo aos cidadãos, inibem a liberdade, assustam os investidores, criam ansiedade aos trabalhadores e promovem a agressividade na sociedade.

E tudo isto apenas porque são incompetentes e incultos e estão ofendidos por terem sido humilhados por um militar que apenas cumpriu a sua missão. Ao contrário destes incompetentes, não falou, não inventou, não ameaçou e trabalhou em vez de estar sempre a tentar aparecer na televisão.

Ao fim de todo este trabalho de contenção do vírus, que em Portugal correu especialmente bem, as pretensas lideranças dos serviços responsáveis, em vez de se congratularem com isso e minimizarem os efeitos negativos que esta pandemia já registou, fazem tudo por conseguir que voltemos a confinar.

Não vacinam em tempo e ameaçam todos os dias com a desgraça.

Ao contrário do que nos tinham prometido, não deixaram de nos informar diariamente de quantos infetados há e quantos morreram com o vírus (e não do vírus).

E porque não nos dizem quantos infetados há com o vírus da gripe? E quantos morreram ontem com esse mesmo vírus? E os que morreram com todas as outras doenças?

Em Portugal morrem diariamente 300 pessoas, em média. Os mais idosos, que são aqueles que estão a sucumbir ao vírus, já morriam de outras enfermidades e também morrem com o vírus da gripe. Porque não tratamos também de informar de todas essas desgraças?

Assim poderíamos ter um país em luto, chorando por todos os cantos os nossos mortos. Com tanto pranto ficaríamos inibidos de pensar que é o futuro que nos pode salvar e que temos de trabalhar hoje para podermos viver amanhã.

É tempo de mudar, de aprender com a pandemia, e de que só com comportamentos responsáveis seremos capazes de sair desta crise melhores e mais fortes.

O Papa Francisco diz que de uma crise nunca se sai igual. Ou se sai melhor ou se sai pior: mas só se estivermos todos juntos é que poderemos sair melhores.

Vale a pena acreditar que é tempo de virar a página; de cumprir o nosso papel pensando nos outros e deixando de parte o nosso egoísmo, que nos leva a fazer aquilo que acreditamos que nos vai elevar aos olhos dos outros, para passarmos a fazer aquilo que é verdadeiramente melhor para os outros.

Deixemos de ser incompetentes por querermos mostrar a nossa importância e passemos a cuidar de cumprir a nossa missão.

 

Yunit-Logo

Já sabe quais os benefícios fiscais que pode obter do investimento que realizou em 2021? E os investimentos que ainda pode fazer para maximizar a dedução ao seu IRC?
É tempo de voltarmos a falar sobre benefícios fiscais para garantir que tira o maior partido possível!

Em 2020, foram atribuídos 694M€ em Benefícios Fiscais ao IRC!

Comecemos pelos números para perceber se faz sentido dedicar tempo a este assunto. Segundo dados da Autoridade Tributária, os valores da dedução à coleta no âmbito dos Benefícios Fiscais ao IRC cresceram 24% de 2019 para 2020, perfazendo um total de 694 M€. Os Benefícios Fiscais que contribuíram para 98% deste valor foram:

Noticia-yunit

 

Podemos ver ainda, em percentagem, o impacto de cada um dos Benefícios Fiscais no total dos valores da dedução à coleta.

Noticia-yunit1

No que diz respeito às deduções ao rendimento, notamos também algumas variações relevantes:

  • RCCS, Remuneração Convencional do Capital Social, que, em dois anos, cresceu 80%, para os atuais 28 M€ de benefício fiscal;
  • Patent Box, Rendimentos de direitos de autor e de propriedade industrial, que passou de 0,4 M€ para 2 M€.

 

O que significam estes números para o investimento produtivo?

O crescimento da dedução à coleta mostra que, em ano de pandemia e de incerteza, houve 30 mil empresas, num universo de 1,3 Milhões, a conseguirem investir e fechar o ano com resultados positivos. Um crescimento de 38% em relação a 2019.

Em 2020, + 38% de empresas conseguiram investir e fechar o ano com resultados positivos!

Uma vez que o CFEI e RFAI se aplicam, na sua maioria, à mesma natureza de investimentos, apesar de terem requisitos diferentes, interessa avaliar o comportamento dos dois benefícios fiscais em conjunto.

Apesar do RFAI ter diminuído, a sua soma com o CFEI aumentou 46%. Assumindo que o RFAI possa corresponder a investimento realizado em anos anteriores, o investimento sobre o qual incide o CFEI teve de ser realizado no 2.º semestre de 2020, já que em 2019 já não se verificou reporte deste benefício fiscal relativamente a investimentos em anos passados. Ou seja, as empresas investiram significativamente no segundo semestre de 2020.

 

E para a atividade de I&D?

O SIFIDE mais do que duplicou nos últimos 2 anos. Este aumento não foi corroborado por um acréscimo correspondente da despesa em I&D declarada no âmbito do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional, que foi de “apenas” 27% para o mesmo intervalo.

Então a que se deve o benefício fiscal acrescido? Por um lado, pode estar relacionado com a recuperação de benefício fiscal “angariado” em anos anteriores, já que o SIFIDE aprovado pela Agência Nacional de Inovação tem sido superior ao valor declarado pelas empresas à Autoridade Tributária em sede de IRC. Por outro lado, tendo em consideração a criação, nos últimos anos, de fundos de investimento direcionados a empresas que realizam atividades de I&D e notícias da Entidade Gestora do SIFIDE sobre esta matéria, podemos concluir que o aumento do SIFIDE se deve em grande parte ao resultado do investimento nestes fundos.

O aumento do SIFIDE se deve em grande parte ao resultado do investimento nos fundos de investimento direcionados a empresas que realizam atividades de I&D.

Cruzando com as lacunas identificadas no EIS (European Innovation Scoreboard) de insuficiência no que diz respeito à inovação de processos e às ações colaborativas entre empresas, seria muito interessante que este investimento em Fundos de Investimento em I&D indiciasse que as empresas estão a apostar no aumento do investimento em I&D. Assim, reconhecem que é a forma de aumentar significativamente a competitividade da economia nacional e delas próprias e passam a ter produtos e serviços melhores e mais diferenciados, mesmo que desenvolvidos por terceiros de quem esperam um resultado financeiro.

 

E quanto às deduções ao rendimento?

O aumento da Remuneração Convencional do Capital Social (RCCS) é uma resposta muito positiva à preocupação da capitalização das empresas portuguesas tão necessária.

O crescimento do Patent Box mostra o impacto da alteração da legislação pela inclusão. Além dos direitos relativos a patentes e desenhos ou modelos industriais, inclui também os direitos de autor sobre programas de computador. Verifica-se, assim, uma resposta muito categórica das empresas à alteração legislativa. Será de esperar que o aumento do Patent Box possa, também, contribuir para o crescimento do registo dos direitos de autor com consequências muito relevantes para a defesa das atividades realizadas pelas empresas de desenvolvimento de software.

 

Em conclusão

Contam-se pelos dedos de uma mão as divisões (ou seja, os CAE) em que não se aplicam benefícios fiscais ao rendimento.

Além dos valores parecerem interessantes, verifica-se que as empresas estão a alterar a forma de obterem benefícios fiscais, diversificando as aplicações realizadas.

Mas há ainda muitas empresas que não usufruem deste tipo de benefícios fiscais. Será que acham que não se aplicam a elas? A realidade de muitos anos a trabalhar nesta área de atividade mostra que não é o caso. Diria que se contam pelos dedos de uma mão as divisões (ou seja, os CAE) em que não se aplicam benefícios fiscais ao rendimento. Veja o Guia dos Benefícios Fiscais ao Investimento que lançamos recentemente.

Como Diretora de Sistemas e Processos da Yunit Consulting, recomendo que não perca a oportunidade de fazer um diagnóstico ao enquadramento da sua empresa em vários destes benefícios fiscais. Aproveite para fazer as simulações necessárias para tomar, de forma devidamente fundamentada, as decisões de investimento que lhe permitam maximizar as deduções, quer ao rendimento, quer à coleta, e que conduzam à minimização do IRC.

Nos últimos anos, a equipa da Yunit contribuiu para mais de 32 milhões de euros em Benefícios Fiscais para as empresas nacionais. Ajudamos as empresas a tomar melhores decisões, capitalizar oportunidades e promover o seu crescimento. Se precisar de apoio nesta jornada, estamos cá para ajudar!

 

Yunit-Celia-Esteves  

Célia Esteves | Diretora de Sistemas e Processos
Yunit Consulting

slide-obrigado

A CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA PORTUGUESA REALIZOU A 2º EDIÇÃO DO BOOTCAMP DE RECURSOS HUMANO E CONTOU COM A PRESENÇA DE MAIS DE 400 PARTICIPANTES.

"O Presente e o Futuro do Talento” foi o tema desta edição, que se realizou nos dias 10 e 11 de novembro, num formato 100% gratuito e online.

Foram dois dias de partilha e reflexão sobre a gestão do talento e sobre o futuro das organizações, com grande foco nas pessoas!

Ao longo de duas manhãs, cerca de 26 oradores e 5 moderadores falaram de temas relevantes e de grande atualidade:

  • Gerir Pessoas com a Ponta dos Dedos
  • Recursos Humanos cada vez mais sustentáveis
  • Presencial, Online, Misto - Qual o futuro da formação?
  • A Felicidade é Lucrativa?
  • O bem-estar psicológico das pessoas e das organizações
  • Workshop Recrutar com Sucesso pelo Linkedin
  • Mindfulness
  • Ser feliz a trabalhar

 

"Foi mais uma sessão muito rica de partilhas! Obrigada por promoverem estas iniciativas colaborativas"

Célia Santos

 

Se não teve a oportunidade de estar presente, poderá ter acesso às gravações do 1º e 2º dia na integra, no canal YouTube da CCIP.

 

 

Patrocinios 2Edicao RH 

MicrosoftTeams-image 3 1

A Câmara de Comércio dá a conhecer a sua proposta para a internacionalização das empresas portuguesas que procuram iniciar ou diversificar a sua atividade externa em 2022.

O plano contempla a realização de 46 missões empresariais, entre o formato presencial e virtual, com um foco principal fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa.

A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objetivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais. Neste sentido iremos realizar missões empresariais presenciais e virtuais a destinos em franco crescimento e que já têm trazido resultados muito positivos a empresas portuguesas, casos do México, de Marrocos, da Rússia, da Costa do Marfim e dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo.

Uma das principais novidades para 2022 será a criação de 4 clusters de empresas portuguesas dos setores Têxtil e Calçado, Tecnologias de Informação, Alimentar e Bebidas e Metalomecânica, de forma que as empresas destes setores possam abordar os mercados internacionais de forma conjunta e direcionada.

Vamos continuar com os seminários “Meet-the-Market”, totalmente em formato Webinar – 100% online e 100% gratuito - que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e nas business clinics “One-to-One, que consistem em sessões individuais e personalizadas entre as empresas e os nossos representantes locais de diversos mercados – também em formato 100% online.

Numa perspetiva de constante inovação e adequação às necessidades das empresas, continuará a ser disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização.

Teremos um conjunto de ações de formação para a Internacionalização, com sessões práticas e especificas sobre as temáticas que envolvem os processos de internacionalização.

A Câmara de Comércio conta com uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para suas iniciativas de apoio à internacionalização, com um foco especial na Rede das Câmaras de Comércio Portuguesas. Contamos, assim, com o apoio estratégico do único banco do mundo presente em sete países de língua portuguesa, que nos tem apoiado no trabalho de sensibilização das empresas portuguesas para as principais "ferramentas" e operações bancárias a utilizar no comércio internacional.

O plano foi construído a partir da experiência e do reporting de satisfação das empresas que participam nas ações que a Câmara de Comércio organiza. Procura, por isso, reforçar mercados mais tradicionais de sucesso, bem como abrir novas oportunidades, tendo em conta as geografias de crescimento e abertura às exportações.

De acordo com Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio, “o plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus associados é, como costumo dizer, um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. Em 2022, o regresso ao comércio internacional vai ser mais necessário do que nunca, para recuperar a economia.”

Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio vê com muito otimismo 2022: “Tendo em conta as enormes incertezas que vivemos este ano, preparámos um plano ambicioso e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem alavancar os seus negócios a nível internacional. Acreditamos que 2022 será um ano de muita atividade internacional, com os resultados que todos desejamos”.

Quer começar hoje mesmo a impulsionar o seu negócio além-fronteiras?

Consulte o plano de ações internacionais 2022.

A equipa de comércio internacional da CCIP está ao dispor das empresas portuguesas.
Fale connosco!

Email: internacional@ccip.pt
Telefone: +351 213 224 050

recém-eleito Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique

No dia 11 de novembro, o recém-eleito Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue, foi recebido na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pelo Diretor do Departamento de Comércio Internacional, Pedro Magalhães e pelo Consultor Internacional, Francisco Paula. Álvaro Massingue fez-se acompanhar pelo CEO da MPG, João Guerreiro que participou na última Missão feita pela CCIP à Rússia.

Esta visita teve como objetivo delinear potenciais parcerias entre Portugal e Moçambique para o ano de 2022, num momento de grandes desafios e oportunidades para as relações económicas e comerciais entre Portugal e Moçambique.

Para além dos webinars como o Meet-the-Market Moçambique, a CCIP irá organizar uma Missão Empresarial a Maputo já em 2022, estando planeada para setembro.

Álvaro Massingue foi nomeado Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique no passado dia 21 de setembro de 2021.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Estamos prestes a escrever uma nova página da nossa história. Acabou o tempo da experiência da geringonça. E o que aprendemos com essa experiência?

Acabou o mito de que não se podem fazer alianças com partidos extremistas, ainda que a esquerda nos queira fazer acreditar que isso é tão-só uma prerrogativa da sua área de influência. A verdade é que está desfeito o mito e é bom que a direita assuma claramente esta conclusão. Com esta pretensão, de ser apenas sua prerrogativa, a esquerda volta a mostrar a sua arrogância e a sua intolerância, tornando-se mais uma vez a grande promotora da censura, que tanto criticaram no passado.

Mas aprendemos mais.

Que a associação com partidos extremistas condiciona a razoabilidade das decisões governativas: estes partidos apenas vivem dos seus temas fraturantes, que começam por destruir os valores do bem comum, mas que acabam sempre por chegar ao ponto da destruição do próprio governo, no momento em que este já não pode continuar pura e simplesmente a ceder.

Aprendemos ainda que apesar de a associação a partidos extremistas não condicionar no imediato a essência da vida democrática, vai corroendo essa essência e vai distorcendo a forma de viver a democracia.

Finalmente, aprendemos que a determinação de não abrir a porta aos partidos de poder no sentido de encontrar as melhores soluções para o caminho do país, ainda que pontualmente se possa negociar com outros partidos para temas que o justifiquem, coloca os governos minoritários nas mãos de partidos que não têm qualquer preocupação com a situação real do país e dos seus cidadãos, para além de aumentar a clivagem de todos quantos acabam por ficar alheados das decisões de governação - e que normalmente representam cerca de 50% da população.

Tudo isto resulta inevitavelmente na criação de uma situação de crise política que nos arrasta para uma perda de qualidade de vida e para uma desaceleração do crescimento económico essencial a essa qualidade de vida.

E então o que queremos?

Queremos um governo com visão para Portugal, que não tenha de estar a negociar a todo o momento, um governo que nos dê a estabilidade para investir, que não proponha o facilitismo, que não aumente o peso da função pública, que siga os exemplos dos países que mais crescem, que apoie as empresas e os empresários a criar novos projetos, especialmente industriais e no âmbito do mar.

Queremos um governo que dialogue com quem produz e cria, que promova o salário digno que tem de ser conseguido pela motivação dos trabalhadores na sua produtividade. Que promova uma unidade nos projetos empresariais em vez de promover a política de ideologia.

Queremos um governo que nos escute e que nos envolva nas suas decisões, um governo que esteja verdadeiramente focado em promover o bem-estar dos portugueses e menos preocupado com o projeto pessoal e partidário de cada um.

Mas para isso também precisamos de ter à frente dos partidos pessoas que se disponham a bater-se por estas ideias e que deixem os seus conflitos individuais e pequeninos para poder beneficiar grandemente o nosso país.

Não façamos de Portugal o quintal de cada um, mas sim o projeto aglutinador de todos os portugueses.

Estudo Económico Europeu 2022  29ª edição

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias desenvolve, anualmente, em colaboração com as Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, um Estudo Económico Europeu, o qual é resultado de um inquérito anual à atividade das empresas e tem por objetivo a recolha de informação e de opinião junto dos empresários na Europa, sobre alguns aspetos da atividade empresarial, nomeadamente, evolução da procura e das vendas; investimento; emprego e clima de negócios.

Colaboraram, na 29ª edição deste estudo mais de 52.000 empresas de 26 países europeus. A nível nacional o estudo foi desenvolvido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

Os resultados indicam que as empresas portuguesas estão relativamente confiantes, em relação ao futuro, face ao atual contexto pandémico.

Conheça os resultados aqui.

 

ceta

No passado dia 21 de setembro, a UE e o Canadá celebraram o quarto aniversário do Acordo Económico e Comercial Global (CETA). Comparando com 2016 - ano antes da entrada em vigor do CETA - o comércio bilateral de mercadorias registou, em 2020, um aumento de 15%, tendo totalizado 53,3 mil milhões de euros.

Com a entrada em vigor deste acordo - a setembro 2017- foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias. Desde então e gradualmente, num prazo até 7 anos, atingir-se-á os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização podendo as empresas da UE poupar até 590 milhões de euros por ano em direitos aduaneiros.

Este acordo confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos, com condições jamais oferecidas a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.

No contexto do comércio internacional português de mercadorias, em 2020, o Canadá representou 0,58% das vendas totais de Portugal ao exterior e 0,20% das importações totais, ocupando a 23ª posição no ranking de clientes e a 41ª no de fornecedores.

O saldo da balança comercial entre os dois países, nos últimos cinco anos (2016-2020), foi sempre favorável a Portugal. Em 2020 exportaram para o Canadá 1.780 empresas portuguesas e as vendas atingiram 312 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 47,9% em relação a 2019, essencialmente devido a uma quebra acentuada nas vendas de veículos e material de transporte (-94,3%) para este mercado.

No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2020, por grupos de produtos, destacam-se os produtos alimentares (20,7%), seguidos de matérias têxteis (14%), dos produtos das indústrias químicas (11,9%), das máquinas e aparelhos (9,8%), dos plásticos e borracha (7,9%) e do calçado (5,7%) que, no seu conjunto, representaram 70% das nossas vendas para este mercado.

Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a agosto de 2021, as exportações portuguesas atingiram um montante de 233 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 12%, comparativamente com o período homólogo.

O CETA veio eliminar obstáculos ao comércio, facilitar as exportações para o mercado canadiano e proporcionar novas oportunidades de negócio para as empresas da UE. Mais informações poderão ser obtidas através dos seguintes links:

 

Missão Empresarial Arábia Saudita

Na primeira semana de novembro, a Câmara de Comércio selecionou a Arábia Saudita para aquela que foi a 11ª Missão Empresarial presencial em 2021 e a 2ª Missão à Arábia Saudita em 2021.

A Arábia Saudita é a maior economia do Médio Oriente, com um mercado consumidor de 33,8 milhões e com previsão de crescimento do PIB na ordem de 2,9% em 2021. É um mercado que apresenta oportunidades de negócio notáveis para empresas portuguesas, nomeadamente nos setores alimentares, minerais, máquinas e minérios, papel, químicos, turismo, entretenimento, plásticos, saúde, energias renováveis, construção, tecnologias de informação e comunicação, entre outros. O plano ambicioso de modernização do país é ímpar no mundo, levando consigo a data de 2030 para a execução de inúmeros projetos de grande envergadura.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios.

No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade no sector da maquinaria para a agricultura e transportes, mobiliário urbano, consultoria agrícola, ração animal e pedras e mármores. Um país em profunda transformação e com muitas oportunidades de negócio!

De 1 a 5 de novembro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas sauditas, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

Devido à grande procura e aos resultados francamente positivos que temos vindo a verificar, a CCIP está a ultimar o plano de acções para 2022 onde incluiremos mais destinos e novos eventos.

Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Nos últimos dias tenho pensado muito sobre esta história tão rica e tão desafiante que tem sido a história da Igreja e, mais ainda, a história ainda mais misteriosa da linhagem de papas, desde que Jesus Cristo nomeou São Pedro, até aos dias de hoje.

Não cheguei tão longe e comecei por tentar compreender a linhagem dos papas da minha vida.

Começando naturalmente pelo Papa Paulo VI, um homem que começou o seu trabalho com a finalização de uma grande revolução na Igreja Católica, no que se refere aos comportamentos.

Com a finalização do Concílio Vaticano II, a Igreja fazia uma grande mudança na sua forma de estar.

Aquilo que mais me marcou foi a sua profunda convicção sobre a separação da Igreja dos governos dos Estados, uma fundamental decisão tanto para o trabalho da Igreja como para o crescimento da independência governamental.

Esta mudança que, como todas as mudanças, tem sempre uma oposição por parte daqueles que se sentem cómodos na situação anterior, veio dar maior abertura à autonomia de alguns governos, mas veio sobretudo dar à Igreja a possibilidade de defender as suas crenças com base nos valores e princípios que defende.

Mas esta evolução não se deu, nem assim se esperava, de imediato. Foi um processo evolutivo que nos acompanha até aos dias de hoje.

Depois, quando morre Paulo VI, é eleito o Papa João Paulo I. É um Papa com um tempo de vida muito curta e que nos deixa suspeitas sobre o que lhe terá acontecido. Uma chamada de atenção de que algo não está perfeito dentro da Igreja.

Para nos reconciliar com esta Igreja, depois de uma revolução e de uma suspeita, vem João Paulo II, o homem que traz a Igreja a todos os recantos da Terra. Um homem que é um sorriso, uma amabilidade, um amigo.

É ainda uma grande imagem da disponibilidade e da proximidade de Jesus com todos nós.

Tudo ficou a parecer que era possível, tudo era fácil, tudo é amor. Mas ficou também o entendimento de cada um de nós sobre a mensagem que nos trazia.

Por isso vem depois o Papa Bento XVI. Um Papa que vem trazer muita clareza intelectual sobre aquilo que foi a mensagem do seu antecessor. Um homem de uma coragem enorme, de uma intelectualidade que permitiu escrever sobre a Igreja, revolucionada por Paulo VI e espalhada pelo mundo por João Paulo II.

Mas faltava olhar ainda ao alerta de João Paulo I. E Bento XVI não tem outra forma de o fazer que não sair, sem deixar que acabe o seu tempo, permitindo-lhe assim anunciar que a Igreja precisa de mudar. É de uma clareza a sua afirmação, que só um novo Papa, com características de fazedor de mudanças, o poderia realizar.

E vem assim o Papa Francisco. Com uma missão de uma vez mais revolucionar a forma da Igreja. Um homem que traz ideias mais radicais, que é dado à ação, e que pode cumprir a missão que lhe é atribuída.

Um Papa que conta com o apoio mundial de quem nele vê a mudança da Igreja. Alguns enganados e convencidos de que seria para reformar o pensamento de Cristo, outros mais conhecedores, sabendo que precisamos todos de ser recuperados nos nossos atos para voltar a olhar a essência da mensagem de Jesus.

Contou também com a resistência daqueles que mais sofrem com a mudança.

E assim vai fazendo o seu trabalho. Quem ler os escritos de cada um destes papados vai ver que a essência não muda, o que muda é o foco onde se quer produzir a mudança.

E a Igreja está mais forte.

Que história tão bem escrita!

noticia 4OpenDay

A 4ª edição do Open Day CCIP decorreu no passado dia 27 de Outubro.

Sob o tema “Vamos mudar o CHIP”, este foi o primeiro Open Day híbrido, com mais de 40 oradores e patrocinadores na CCIP ao longo do dia e 210 participantes online, via streaming.

Cultivar, Habilitar, Inspirar e Promover – a desconstrução da palavra CHIP marcou os 4 momentos ao longo do dia, com 24 oradores a partilharem o seu know how e insights sobre como marcar o momento de transição do estado de pandemia para a aceitação uma nova realidade sendo tempo de, efetivamente, mudar o mindset para um período que terá de ser de recuperação, dinamismo e regresso à normalidade!

Veja ou reveja os painéis aqui.

CULTIVAR – Como criar uma cultura organizacional positiva.

HABILITAR - A importância da aposta em novas competências. E o papel dos RH na motivação e no desempenho das pessoas.

INSPIRAR – As fundações em sectores-chave da economia - energia, educação e ambiente.

PROMOVER – A disrupção do tradicional.

 

Noticia PG

Terminou a 2ª edição da Pós Graduação em Gestão Aplicada para Gestores de PME, promovida pela CCIP numa parceria com a NOVA SBE, que teve como patrocinadores a SAGE, Yunit Consulting e SoftFinança e como embaixador Rui Fonseca, CEO da Altronix.

Durante 5 meses, 31 gestores de Micro e PME reuniram-se na CCIP, de 15 em 15 dias, com um objetivo comum: fortalecer as suas competências de gestão para serem ainda melhores líderes e gestores.

Foram meses de muito trabalho e com vários desafios a nível profissional e pessoal que demonstram a resiliência e vontade em crescer dos nossos gestores portugueses. Por outro lado, houve uma enorme partilha e troca de experiências e conhecimentos, não só entre participantes, mas também com todo o corpo docente, que muito ajudou a enriquecer esta Pós Graduação.

Na manhã do passado dia 30 de outubro, nas instalações da NOVA SBE , os 6 grupos de participantes tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos finais a um júri constituído por Isabel Corte Real (Diretora de Marketing e Comunicação da CCIP), Nadim Habib (Docente da NOVA SBE e Orientador dos trabalhos de grupo), Ana Teresa Ribeiro (Sales Director, Channel & Accountants da SAGE), Bernardo Maciel (Diretor Geral da Yunit Consulting) e Luis Teodoro (Administrador & Board Member da SoftFinança).

A todos os participantes, patrocinadores e embaixador desta 2ª edição da Pós Graduação, os nossos mais sinceros parabéns e agradecimentos pela confiança que depositaram em nós.

Em janeiro de 2022 voltaremos a estar todos juntos para a entrega dos diplomas!

noticia Acordo UniãoEuropeia

A Eurochambres – Associação Europeia das Câmaras de Comércio e o Conselho das Câmaras de Comércio do Mercosul manifestaram publicamente, em declaração conjunta, o seu apoio à assinatura do Acordo entre os dois blocos regionais para que este entre em vigor com a maior brevidade possível.

O comércio bilateral da UE com o Mercosul – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - ascendeu a 68,7mil milhões de euros em 2020, e este Acordo irá trazer resultados expressivos para as economias envolvidas e em especial para o comércio e investimento bilateral. A UE exportou para o Mercosul mercadorias no valor de 35,5 mil milhões de euros e importou produtos do Mercosul com um valor quase idêntico, 33,1 mil milhões de euros.

A entrada em vigor de um acordo de comércio entre a União Europeia e o Mercosul, permitirá às empresas da UE beneficiar de um acesso privilegiado a um mercado de mais de 260 milhões de consumidores. Os exportadores da UE beneficiarão de reduções progressivas dos direitos aduaneiros que, ao longo do tempo, permitirão às empresas europeias realizar economias anuais superiores a 4 mil milhões de euros. (fonte Comissão Europeia)

Portugal é um dos países da UE que mais irá beneficiar com a entrada em vigor deste acordo comercial. Em 2020 as exportações portuguesas de bens para os países que integram o Mercosul, totalizaram 1.117,4 milhões de euros, com destaque para o Brasil que foi o principal mercado, com as exportações portuguesas a atingirem 781,2 milhões de euros.

Com a entrada em vigor deste acordo abrem-se novas perspectivas e oportunidades para as empresas portuguesas.

Mais informações sobre o acordo UE-Mercosul poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia, através deste link.

Conheça aqui a Declaração Conjunta da Eurochambres e do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul

noticia Programa para 2022

A Comissão adotou, no passado dia 19 de Outubro, o seu programa de trabalho para 2022, que define as próximas etapas da sua agenda ambiciosa e transformadora rumo a uma Europa pós-COVID-19 mais ecológica, mais justa, mais digital e mais resiliente.

O programa de trabalho contém 42 novas iniciativas estratégicas no quadro das seis principais ambições estabelecidas pela presidente Ursula von der Leyen nas suas orientações políticas, dando seguimento ao seu discurso – em 15 de setembro - sobre o estado da União de 2021.

Reflete igualmente os ensinamentos retirados da crise sem precedentes provocada pela pandemia, prestando especial atenção à geração jovem graças à proposta de Ano Europeu da Juventude 2022.

(fonte: Comissão Europeia)

 

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Passámos os últimos dois anos fechados em casa a fugir de uma pandemia que poderia ter sido enfrentada de outro modo, com maior coragem, em que verdadeiramente se poderia ter protegido os que acabaram por morrer e deixado todos os outros continuar a sua vida , sem o enorme prejuízo provocado pelas decisões erradas e erróneas de políticos muito promovidas e mesmo alardeadas por jornalistas.

Tentou-se vencer a pandemia através do medo. Não há maior erro do que depender do medo para liderar as nossas vidas.

O medo é a arma das ditaduras.

Agora, terminada que está a parte maior desta crise pandémica e no momento em que deveríamos estar a trabalhar para garantir o caminho da recuperação, aproveitando da melhor forma os apoios que nos foram disponibilizados, aqueles mesmos políticos que se tinham aproveitado do medo que eles próprios incutiram nos cidadãos decidiram que é o tempo de criar uma crise política que nos vai seguramente prejudicar absurdamente.

E tudo por interesses individuais e partidários que em nenhum momento consideraram o interesse nacional nem o bem comum.

A pandemia trouxe-nos, para além da crise económica e social e para além da gestão política pelo medo, o entendimento de que nós cidadãos temos mais poder do que julgávamos e mais capacidades do que conhecíamos.

O desenvolvimento das capacidades de comunicação digital, a noção de autonomia, a capacidade de resiliência, foram características que se nos apresentaram e nos deram novas formas de influenciar a sociedade civil.

É, pois, tempo de vencer o medo e de aproveitar estas novas competências para nos servirem para melhorar a condição de vida em Portugal.

Percebemos que os políticos apenas defendem o seu statu quo, que se pretendem manter no lugar, mesmo que para isso necessitem de comprometer a vida dos cidadãos. E, por isso, assistimos ao aumento do desinteresse das pessoas pela vida política e é por isso que sobe a abstenção.

Neste momento assistimos a uma vergonhosa e despudorada tentativa de tudo comprometer em troca de um apoio que permitisse salvar um governo, que já não governava por convicção, mas por pragmatismo de negociação, que não se focava na criação de riqueza, mas no seu esbanjar. Que se propunha a tudo pôr em causa, apenas para evitar buscar o apoio de partidos e ideias muito mais conscientes e coerentes com o caminho que Portugal precisa de levar, e que asseguraria incomparavelmente melhor o caminho de recuperação de que precisamos.

É neste momento que vos digo que temos de voltar a exercer as nossas competências de forma a promover um bom governo para o nosso país.

Um governo que junte todos aqueles que acreditam que é num regime de liberdade que queremos viver, que é criando riqueza que poderemos depois distribuir, que é trabalhando que poderemos desenvolver.

Mas que acreditem também que é ajudando as famílias e não as destruindo que poderemos ter uma sociedade equilibrada, que é promovendo a natalidade que conseguiremos dar futuro a Portugal.

E, acima de tudo, que é unindo-nos que poderemos ser verdadeiramente a alternativa que pode salvar e transformar este país de uma vez por todas numa terra em que vale a pena viver.

E isso só será conseguido com o envolvimento de uma sociedade civil que promova a união de todos os políticos que defendem esta visão, da direita ao centro-esquerda, sem preconceitos e sem medos, que nos conduzam à recuperação, aproveitando todas as ajudas disponíveis sem as dissipar em inutilidades ideológicas, com uma união de povo que somos e com a excelente capacidade que juntos sempre tivemos.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Com início no século XVIII, este empreendimento familiar participou em quatro séculos diferentes da economia portuguesa, passou por nove gerações. Por guerras e revoluções, pela grandeza de um império, pelo Atlântico e pela Europa, pelos mais diversos produtos e serviços e a tudo se adaptou para poder continuar sempre.

E tudo isto porque sempre teve consigo a consciência de que são as pessoas que importam.

Em 1853, a partir de Londres, o barão de Forrester escreveu em The Prize Essay on Portugal: "Os Ferreira Pinto Basto são uma família muito antiga e muito próspera (...). Cultivam o seu próprio milho, azeitona, fruta, lúpulo e legumes; criam os seus próprios cavalos, gado, ovelhas e porcos; produzem o seu próprio pão, vinho, manteiga, queijo e óleo, e refinam o seu próprio couro; constroem os seus próprios coches; são os arquitetos e construtores das suas vastas residências; são empreiteiros de obras públicas e, não raramente, de empréstimos governamentais também. Desde o Minho ao Algarve, possuem um conjunto de pousadas em propriedades suas, com uma distância entre elas de um dia de caminho."

Esta breve citação remete-nos para a descrição de um conglomerado de base familiar que tem resistido, com momentos piores e outros melhores, mas sempre com um sentido de responsabilidade e gosto pelo risco, numa busca permanente pela criação e pela partilha. Hoje o grupo tem um perfil diferente, mas não mudou o essencial.

Comemorar 250 anos de vida de uma empresa que esteve sempre ativa na economia de um país, e sempre pertencente a uma família, é uma honra, um motivo de orgulho e uma responsabilidade.

A Casa Pinto Basto, como originalmente era referida, é uma das instituições que influenciaram muitos momentos da vida nacional, seja através dos negócios que fundou e desenvolveu, seja pela sua participação corporativa na representação das empresas portuguesas, seja na sua intervenção política. Foi também sempre uma organização respeitada e consciente das suas responsabilidades para com a sociedade em que se desenvolveu e viveu.

Com um espírito muito enraizado na sua essência familiar, onde se trata por família donos e empregados da empresa, foi sempre um grupo empresarial dirigido com base nos valores cristãos e focado no respeito fundamental da pessoa humana.

Foi esse o segredo da resiliência de nove gerações de Pinto Bastos que conseguiram trazer este projeto, atravessando quatro séculos, até aos dias de hoje.

Uma empresa dedicada a contribuir com a sua excelência para o desenvolvimento das empresas portuguesas, para o reconhecimento internacional dos nossos produtos e para a promoção de Portugal no mundo.

Mas uma empresa que só aqui chegou porque tantos com ela colaboraram no sentido de ultrapassar todos os momentos difíceis da sua existência.

Por tudo isto, em honra de todos os membros da família que de alguma forma estiveram ligados a esta casa e pelos colaboradores que dela cuidaram com tanta dedicação, era essencial escrever a sua história e contar a sua aventura de vida.

Para se ser Pinto Basto não é preciso nascer Pinto Basto, basta um dia aqui trabalhar.

missao-russia-out-2021

A Câmara de Comércio está a realizar a 6ª Missão Empresarial à Rússia, uma das maiores economias mundiais, de 18 a 22 de outubro de 2021.

O maior Estado do mundo, com mais de 145 milhões de habitantes, afigura-se um mercado estratégico de investimento e crescimento para qualquer empresa em processo de internacionalização.

A recuperação russa tem-se sustentado em esforços macro fiscais de estabilização, no aumento nos preços do petróleo e, ainda, no boost que a distribuição de vacinas traz.

Complementarmente, o rublo tem atingido valores competitivos recorde, nomeadamente face ao dólar e euro. Esta tendência é acompanhada de um aumento do consumo interno, taxas de juro e abertura de oportunidades de investimento internacional.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.

No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade nos setores de indústria mobiliária e suplementação alimentar.

De 18 a 22 de outubro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas russas, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

O decorrer desta missão também deu lugar a um encontro na Embaixada com Marcelo Mathias, Encarregado de Negócios, e Nuno Leite, Diretor da Representação da AICEP em Moscovo e Conselheiro Económico da Embaixada.

A CCIP acredita que os resultados francamente positivos durante a missão conduzirão a uma nova missão a este mercado no próximo ano.

 

Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

websummit-reunioes-empresas

A Hungria é considerada uma das economias mais abertas da União Europeia (UE) com 9,7 milhões de habitantes. Entre as principais indústrias deste país, que aderiu à UE em 2004, destacam-se os setores automóvel, tecnologias de informação, eletrónica, metalurgia, materiais de construção, alimentar, química e farmacêutica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o país ocupou em 2020, o 24º lugar de destino das exportações portuguesas e o 18º enquanto fornecedor. Nas estruturas das exportações portuguesas, ainda em 2020, para este mercado destacam-se as máquinas e aparelhos (30,6% do total), os veículos e outro material de transporte (20,6% do total), os instrumentos de ótica e precisão (14,1% do total), os plásticos e borracha (11,1% do total) e os produtos químicos (6,4% do Total).

8 empresas húngaras vão estar em Portugal durante o Web Summit e têm interesse em estabelecer contatos com empresas portuguesas!

As empresas interessadas em agendar reuniões B2B com as empresas húngaras deverão contatar diretamente com a Embaixada da Hungria: comercial.hungria@outlook.com

pvwtinsa-jose-manuel-morgado

A PVW TINSA, líder da atividade de avaliação imobiliária em Portugal, tem acompanhado de forma direta o comportamento do mercado nacional e também nas restantes localizações geográficas onde o grupo está presente.

A nossa percepção direta é que em Portugal (e na maioria dos 18 países onde estamos a nível mundial) o mercado imobiliário resistiu de forma mais saudável e contrária às várias expectativas fortemente negativas que muitos previam.

Até à data não se tornou realidade o que muitos temiam de drásticas e generalizadas perdas de valor e estamos a notar um regresso à normalidade do mercado.

Muitos investidores com base neste comportamento viram reforçado o seu interesse no imobiliário como fonte segura e alternativa de aplicação de capital

Aquilo que temos observado nos últimos meses é uma normalização crescente com estabilização do mercado na maioria dos sectores (mercado residencial e de logística liderando o processo).

Os ativos ligados à exploração turística poderão inclusive vir a receber procura proveniente de mercados alternativos onde a segurança sanitária levantará alguns receios a curto e médio prazo.

Muitas empresas (algumas não do sector mas com ativos em balanço) estão também a reavaliar os seus ativos no sentido de transmitirem uma imagem de maior solidez das suas empresas junto da banca, acionistas e a todos as partes interessadas.

Ainda é cedo para conclusões definitivas mas a resiliência do imobiliário é o que tem vindo a ser observado de forma directa nos últimos meses e sendo que as expectativas são positivas a médio e longo prazo.

 

José Manuel Morgado
Managing Partner

www.pvwtinsa.pt
Linkedin

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Sou cristão e democrata. Gosto de viver num país em que se pode ter a liberdade de decidir e em que as pessoas se preocupam com quem vive ao seu lado.

Gosto da minha família e acredito que uma sociedade baseada no núcleo familiar é uma sociedade mais equilibrada, que cuida dos seus membros como pessoas e que promove um ambiente de paz e de desenvolvimento estruturado, que permite a cada um crescer no seu dia-a-dia num caminho de felicidade.

Acredito que, para que uma sociedade possa viver em liberdade, pode ser preciso em algum momento fazer uma revolução, mas não acredito que uma sociedade que viva em revolução possa ser promotora de uma vida feliz.

Eu acredito que as pessoas devem ser cuidadas como o centro de toda a vida e de todas as vertentes dessa mesma vida. Seja na perspetiva económica seja na perspetiva social, cultural ou política, tudo deve ser feito com o foco no cuidado pela pessoa.

Eu acredito que a criação de riqueza é um elemento fundamental para o desenvolvimento da sociedade e da qualidade de vida de cada um, mas acredito também que essa riqueza só é aproveitada verdadeiramente quando distribuída justamente por todos os que contribuem para a sociedade.

Eu não acredito em direitos sem deveres e acredito que os benefícios são merecidos pela nossa contribuição e não apenas porque existimos.

Eu acredito profundamente no salário digno que permite a cada pessoa sustentar-se com dignidade, educar os seus descendentes e ainda ter o suficiente para investir no seu próprio desenvolvimento pessoal, cultural e profissional.

Mas acredito também que todos somos responsáveis por dar o nosso melhor à sociedade em que nos integramos e da qual beneficiamos.

Eu acredito na humanidade em que todos temos direitos iguais, mas que temos também o direito de sermos todos diferentes. Acredito na complementaridade entre mulheres e homens e acredito na complementaridade das raças e das etnias.

Acredito na multiculturalidade e também na espiritualidade de cada um. Mas acredito acima de tudo que a minha liberdade termina quando começa o espaço do outro.

Acredito no rigor e na justiça, mas também no perdão e na caridade.

Por isso me sinto abandonado.

Acreditei sempre que a democracia cristã, ainda que pudesse ter momentos de desvio da essência do seu pensamento, seria sempre a promotora desta sociedade que ambiciono e não entendo como se perdeu este destino.

Do CDS que me lembro era esta a sua luta, a criação de uma democracia cristã que promovesse a vida humana, a qualidade dessa vida e uma sociedade integradora, participativa e cuidadora.

Uma sociedade em que todos tinham respeito e ternura pelos mais pequenos e mais necessitados, mas que encoraja os seus membros a serem parte da sua vida, participantes nas grandes decisões de mudança e responsáveis uns pelos outros.

Deste CDS não tenho notícia e tenho enorme saudade.

Aos que hoje lideram este partido peço que sejam capazes de voltar a ter esta ambição de criar esta sociedade e de se baterem por aquilo que verdadeiramente importa.

A vida humana e cada pessoa!

Noticia ME Azerbaijão

De 11 a 15 do mês de outubro, a Câmara de Comércio está a realizar a 2ª Missão Empresarial ao Azerbaijão, um mercado repleto de oportunidades.

O Azerbaijão encontra-se numa das economias mais competitivas da região e caracteriza-se por ser um destino estratégico para investimento europeu e asiático. A sua enorme apetência para receber Investimento Direto Estrangeiro, foca-se principalmente nos setores não energéticos, de especial interesse para Portugal.

O país apresenta um setor industrial muito bem desenvolvido, sendo que a produção industrial é responsável por quase 60% do PIB do país.

A tudo isto acresce o bom posicionamento do Azerbaijão nos indicadores de ‘Liberdade de Negócios’ e de ‘Integridade das Instituições’ do Estado.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.

No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividade nos setores vinícola, ferragens, arquitetura, engenharia e tecnologia.

De 11 a 15 de outubro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas azeris, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

Posto isto, a CCIP acredita que os resultados francamente positivos durante a missão, levarão a uma nova missão ao mercado do Azerbaijão no próximo ano.

Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

formação diplomatas

O Secretário-Geral da CCIP, João Pedro Guimarães, participou recentemente na formação inicial de Adidos de Embaixada, que se realizou no Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao longo do mês de Setembro.

Ao longo de 42 dias, o Instituto Diplomático (ID) formou cerca de 30 alunos, em mais de 100 temas distintos, para o início da sua carreira diplomática. A formação é desenvolvida anualmente pelo Instituto Diplomático e conta com a participação de diversos organismos que contribuem para a formação dos Adidos de Embaixada, entre os quais a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, AICEP, Fundação para a Ciência e Tecnologia, entre muitíssimos outros.

O Instituto Diplomático tem como missão assegurar a formação de alto nível do pessoal do quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Secretário-Geral da CCIP partilhou com os alunos a missão da Câmara de Comércio e Indústria e as principais iniciativas que desenvolve, nomeadamente no âmbito do Comércio Internacional.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Eu sou de Quelimane. Acredito que a maioria dos portugueses não tenha ideia de onde é esta cidade moçambicana, mas foi de lá que saíram algumas figuras muito conhecidas no nosso país.

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, grande responsável pelo êxito do programa de vacinação, a ministra Maria Manuel Leitão Marques, responsável por uma remodelação administrativa que nos colocou na linha da frente europeia na digitalização, o empresário Fernando Nunes, o economista Victor Bento, o jornalista Camilo Lourenço, entre bastantes outros, são pessoas que estão ligadas a esta extraordinária cidade.

Desde que me lembro que a minha terra era uma pequena cidade de Moçambique. Capital da Zambézia, uma das maiores contribuintes para o PIB moçambicano, onde a vida era pacata e típica de uma cidade sem grandes pretensões.

As pessoas vinham e iam, mas poucas lá ficavam. Contudo, ali vivia-se uma cultura de desenvolvimento e de responsabilidade, de respeito e de compromisso, de aventura e coragem, que permitiu dar a Portugal, como também deu a Moçambique, pessoas que fizeram a diferença.

Ao contrário do que seria de esperar, as pessoas de Quelimane não foram apenas "mais umas" na sociedade em que se envolveram, foram sim, sempre, pessoas que se dedicaram a dar a essa sociedade aquilo que lhes competia conforme as suas capacidades.

A cultura moçambicana em que foram fazendo o seu caminho deu-lhes uma abertura de espírito que lhes permite aceitar que é sempre possível fazer bem e fazer o bem. A cultura de responsabilidade deu-lhes a capacidade de trabalho e a coragem permitiu-lhes aceitar as responsabilidades de serem competentes e inovadores.

Mas, acima de tudo, o que caracteriza estas figuras é a sua humanidade e o respeito pelos outros a quem servem.

Haverá sem dúvida noutras cidades pessoas valentes, decididas e competentes que também dão muito pelo seu país e haverá com certeza pessoas de Quelimane que não tenham conseguido fazer tanto pelo seu próximo, mas aquilo que quero fazer aqui é valorizar a comunhão de valores humanos, de humildade e de tolerância que caracterizam estas pessoas - que também são exigentes e esforçadas no seu desempenho, como exemplo para aquilo que acredito ser o modelo de cidadãos que quero para o meu país.

Que definitivamente deixemos de aceitar a mentira em que nos temos enredado ao longo dos últimos anos em que passámos a ter de acreditar que quem nunca assumiu responsabilidades não se dedica aos outros, não é exigente, é egoísta e sobranceiro, que não pode ser a referência da nossa sociedade ou que será sequer capaz de assumir nela um lugar de liderança.

É tempo de reconhecer os atos grandes daqueles que nos conduziram às soluções de sucesso, em quem pudemos confiar verdadeiramente e que são sempre exemplo de respeito pelas pessoas e pela sociedade.

Já chega de seguir pessoas que se afirmam as grandes defensoras das causas humanas e que nunca nada fizeram em prol das pessoas que as rodeiam. De ser condicionado por todos os que nos inibem de dizer o que pensamos sob a justificação de que a democracia tem de inibir a liberdade.

Temos de motivar que venham a público todos os que, oriundos das várias Quelimanes dispersas por este nosso país, nos tragam de novo o orgulho de Portugal e nos levem a sair de casa para ajudar este nosso grande país.

Inquérito

As formas de trabalho alteraram-se e há vários aspetos que passaram a ser prioridade hoje, entre os quais a formação dos ativos.

As empresas hoje valorizam e apostam ainda mais numa estratégia de aprendizagem e formação como uma resposta aos desafios atuais e do futuro.

Em janeiro de 2020 foi publicado um relatório pelo World Economic Forum que dizia que o mercado laboral terá tendência para desenvolver as soft skills da criatividade, inteligência emocional, colaboração, persuasão e adaptabilidade. Destaca ainda que há áreas de aprendizagem fundamentais para o futuro, entre as quais o marketing, vendas, recursos humanos e desenvolvimento de produto.

Como forma de irmos ao encontro do que são os estudos e projeções, todos os anos, na Câmara de Comércio o mês de outubro é dedicado ao Levantamento de Necessidades de Formação para o ano seguinte.

Este ano e com algumas das apostas que temos feito na área da formação, fizemos alguns ajustes ao nosso questionário e queremos recolher o maior número de colaborações possíveis para que em 2022 possamos ter um plano de formação cada vez mais próximo das reais necessidades das empresas portuguesas, e receber, presencialmente e/ou online, ainda mais pessoas e empresas.

Contamos com a sua colaboração.
Aceda aqui ao nosso breve questionário.

 

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

O domingo chegou como mais um dia de eleições. Com as previsões claramente marcadas pelas sondagens e com a garantia de que a maior probabilidade seria de que a esquerda, e especialmente o partido do governo, sairiam deste ato eleitoral com mais uma vitória, sem alternativa por parte da população que se identifica mais com a direita em Portugal.

Apesar de haver já o fenómeno dos independentes ganhadores, onde se destacavam Rui Moreira, Isaltino Morais e Santana Lopes, a vitória anunciada estava muito baseada na conquista da cidade de Lisboa, bastião de honra do Partido Socialista.

Mas em Lisboa aconteceu aquilo que ninguém acreditava ser possível.

A população da capital estava farta de uma gestão altiva da Câmara de Lisboa, que tinha ficado rica por condições excecionais, resultado primeiro de uma negociação muito inteligente de António Costa, que vendeu os terrenos do aeroporto de Lisboa ao governo nacional, ganhando uma verdadeira fortuna, e do aumento exponencial do turismo, que muito pouco ficou a dever ao executivo camarário da cidade.

A par disto, a sensação de incompetência que transmitiu a excessiva dependência de um arquiteto na gestão urbanística da cidade que, mesmo depois de ter saído da posição informal de vice-presidente da câmara, se manteve sempre demasiado perto, deixando a ideia da incapacidade do anterior executivo da municipalidade.

A postura altiva com que foram feitas as grandes escolhas da estratégia de desenvolvimento da qualidade de vida na cidade de Lisboa, seja na absurda imposição das ciclovias em detrimento dessa mesma qualidade de vida, seja da gestão do alojamento local, da incapacidade de desenvolver ofertas de habitação, seja até da falta de cuidar das ruas de Lisboa, levaram a que o povo de Lisboa não quisesse mais acreditar em quem lhe promete aquilo que nem sequer pensa cumprir.

Por outro lado, a grande humildade com que o engenheiro Carlos Moedas se apresentou como candidato, a defender valores de que a maioria dos partidos já se esqueceu, mostrando que as pessoas lhe importam de verdade e o cuidado com que se trata as suas preocupações é essencial, trouxeram de volta a votar nele todos aqueles que nas eleições anteriores tinham votado em candidaturas mais alternativas como forma de protesto.

De uma vez mostrou que tanto a política baseada no marketing de ideias como a que se baseia em excessos como forma de protesto, são completamente destronáveis por quem trabalha seriamente e se propõe servir os outros e não servir-se deles.

Por outro lado, aqueles que se sentem menos identificados com a sua origem política e que não consideraram votar nele também não viram na sua possível candidatura razões de preocupação para que os levasse a manter o voto útil no Partido Socialista, como tinham feito em eleições anteriores.

Certo é que a proposta que Carlos Moedas vem trazer à política é uma proposta de verdade, de educação, de cuidado com as pessoas e de seriedade, que foi muito mais aglutinadora do que a maioria dos analistas acreditaram e que as sondagens - avaliações cheias de buracos negros - falharam redondamente.

É esta mudança política que me enche de esperança de que seja possível voltar a ocupar os lugares de liderança do nosso país com pessoas que são credíveis porque acreditam mesmo que o país está acima de quaisquer interesses.

Mas não nos deixemos enganar. Esta foi uma vitória de Carlos Moedas e não do PSD ou do CDS, que pouco mudaram no entretanto e que muito pouco se disponibilizaram a apoiar verdadeiramente a sua candidatura. Apenas na parte final, quando começou a parecer que poderia haver alguma massa crítica para dar fôlego a estes partidos, é que eles se envolveram nesse apoio.

A Carlos Moedas o que é de Carlos Moedas. E é a partir de Carlos Moedas que devemos reestruturar a forma de fazer política em Portugal.

curso-comercio-internacional-icc-portugal

A realidade atual do comércio mundial deixa a descoberto a importância de todos os intervenientes nas cadeias logísticas, abrindo caminho a uma discussão alargada sobre novas formas de integração e simplificação dos procedimentos.

Com a crise pandémica, os países onde o comércio melhorou foram aqueles cujas economias apresentaram uma rápida recuperação. Além disso, ouvem-se ecos de que o comércio internacional (de mercadorias) está a recuperar muito mais rapidamente durante esta “crise pandémica” do que após a crise financeira de 2008.

Por isso é fundamental que todos os intervenientes – e não apenas compradores e vendedores – conheçam bem as melhores práticas, regras e normas para criar (e manter) um sistema de comércio que seja seguro e que tenha condições para enfrentar os desafios do futuro (nomeadamente quanto a questões de digitalização e sustentabilidade).

A ICC Portugal está determinada a ajudar neste processo e preparou uma nova edição do Curso de Comércio Internacional. Neste curso procuram dar a conhecer todas as fases relevantes para as operações de importação e exportação, através do conhecimento e experiência dos Formadores - especialistas, de entre os Membros das Comissões da ICC – que ajudarão a compreender as regras e a usá-las da melhor forma, no dia a dia.

 

Ao longo de 6 manhãs, os participantes vão aprofundar temas como:

  • O contrato de compra e venda internacional de mercadorias
  • Os Incoterms®2020
  • A resolução alternativa de litígios internacionais – arbitragem
  • A Propriedade Intelectual no Comércio Internacional
  • Introdução às práticas de trade finance I e II
  • O contrato e os documentos de transporte marítimo
  • O contrato e os documentos de transporte rodoviário e aéreo
  • A verificação de qualidade da mercadoria
  • Práticas de seguros internacionais de mercadorias
  • Procedimentos e regimes aduaneiros no comércio internacional
  • Apresentação do Porto de Sines

 

Este curso é organizado pela ICC Portugal, com o apoio da APAT, AGEPOR e APS, e realiza-se nas manhãs dos dias 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de outubro.

 

Para saber mais consulte o Curso de Comércio Internacional no site da ICC-Portugal.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

É absolutamente necessário criar uma nova alternativa para a direita portuguesa. Depois de ter assistido a duas campanhas eleitorais de enorme frustração, em que as soluções da direita não conseguiram agarrar os seus eleitores e, naturalmente, não chegaram sequer a ser consideradas como hipótese por aqueles que, não se sentindo desse lado, gostavam de votar numa alternativa que lhes oferecesse um melhor destino para Portugal, a verdade é que a montanha pariu um rato e as movimentações que houve no quadro partidário apenas serviram para dividir ainda mais a já fraca expressão que a direita hoje tem.

Não podemos deixar que isto aconteça, tanto pela orfandade de uma parte muito importante da população portuguesa, que não pode deixar de ter candidatos potenciais a dirigir os destinos do seu país, como, e mais preocupante, a qualidade da nossa democracia fica posta em causa pela falta de alternância na condução do governo da nação.

Na primeira eleição, a do Presidente da República, deu a ideia de que estaria a haver uma movimentação de renovação dessa direita, estivéssemos ou não de acordo com essa oferta.

Com a afirmação de um partido de uma direita mais extrema, que recolheria o voto mais descontente, e com a criação de um outro que se focava exclusivamente numa solução de economia de mercado que, ao não defender valores, se propunha a conquistar um eleitorado menos radical, estava a ser proposta uma solução de substituir os partidos tradicionais por uma direita mais atual.

Ora, sempre que há uma mobilização verdadeira em torno de um novo projeto que as pessoas veem como alternativa possível para a sua escolha, o resultado é sempre um apoio indiscutível a esse projeto, seja em que circunstâncias for, e os seus apoiantes, quais recém-convertidos, incansavelmente se perfilam em promoção do seu novo herói.

Nesta segunda campanha foi exatamente isto que não aconteceu. Em nenhum caso assistimos a uma explosão do apoio aos candidatos dos partidos da esperança, da coisa nova.

Antes pelo contrário, apesar das fracas prestações dos líderes dos partidos tradicionais da direita, é à volta das suas propostas que surgem as opções de vitória, tenham estas maior ou menor impacto na solução futura, que a direita tem obrigatoriamente de encontrar.

E é por isto que eu digo que tenho uma visão.

Chegou o momento de encontrar uma solução na direita portuguesa que una e não divida, que seja motivadora e que agregue todos aqueles que acreditam verdadeiramente que é preciso mudar e que lhes dê o estímulo indispensável à sua tão necessária participação.

É preciso que ganhemos coragem de dizer basta a tudo o que nos têm vendido como sendo politicamente correto. Não podemos aceitar que nos obriguem a viver sob uma censura de esquerda, baseada em valores recém-criados, que apenas fingem defender os mais necessitados quando as suas políticas apenas os multiplicam em maior número.

Não podemos deixar de poder dizer a verdade com a pretensão de que essa verdade prejudica as minorias. Não é mentindo que as cuidaremos, é sim tratando-as com respeito e verdade que as integraremos.

Não podemos continuar a ter de aceitar que é desperdiçando dinheiro e oportunidades que se melhora a vida de um povo. Não é dando incondicionalmente que se integra uma sociedade, é fundamental conseguir que todos se sintam contribuintes para essa sociedade, que se sintam participantes e parte importante da mesma.

É tempo de compreender que uma nova direita terá de se bater pelos seus valores e não abdicar dos seus valores.

É preciso compreender que foi esta direita quem se preocupou em criar a democracia e que fez o verdadeiro 25 de Abril para a sociedade portuguesa, quando reformou a Constituição e aboliu o Conselho da Revolução.

Não há mais tempo. Tem de ser agora. Temos de começar.

É esta a minha visão.

MEMarrocos

 

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa está de volta a Marrocos para a 11ª Missão Empresarial a este mercado.

Dentro da região do Magrebe, Marrocos é o país que apresenta maior estabilidade política e económica, o que lhe permite, a par com as reformas económicas, manter um mercado aberto, dinâmico e atrativo a países de todo o mundo. Os acordos comerciais celebrados com a União Europeia e os Estados Unidos permitiram o aumento continuado das exportações nos últimos anos. Estes fatores, somados à sua aproximação ao mercado europeu e o investimento em sectores estratégicos, tornam Marrocos numa verdadeira porta de entrada para o mercado da África do Norte.

Portugal surge na 8ª posição enquanto fornecedor de Marrocos, sendo este um dos principais mercados de exportação portuguesa.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a Marrocos, na expectativa de alavancar os seus negócios, contribuindo com a qualidade dos seus produtos e serviços, impulsionando, simultaneamente, o crescimento da economia portuguesa.

No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou um conjunto de reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que representam os setores alimentar, energético, serviços, tecnologia e inovação.

De 19 a 23 de setembro, os empresários participantes realizaram as suas reuniões negócio, previamente validadas e aprovadas, com empresas marroquinas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante reúne apenas com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

Devido à grande procura deste mercado e aos resultados francamente positivos que temos vindo a verificar, a CCIP já agendou a próxima Missão a Marrocos para o início do mês de dezembro.

Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

Plano de formação

Atualidade, inovação, qualidade e diferenciação é o mote da formação CCIP para o 4º trimestre

Estamos a entrar no último trimestre de 2021 e, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, continuamos a apostar na área da formação alicerçada na atualidade, inovação, qualidade e diferenciação.

Como associação empresarial, reconhecemos o valor e mais valias da formação para as pessoas e empresas. A pandemia veio demonstrar que a formação é essencial para uma maior dinâmica e capacitação empresarial.

No terceiro trimestre mais de 100 pessoas provenientes de 60 empresas encontraram e reconheceram na oferta formativa da Câmara de Comércio uma mais-valia para desenvolver e aprofundar conhecimentos.

Para os últimos meses do ano, preparámos 9 ações em áreas como finanças, marketing, desenvolvimento pessoal, comércio internacional e recursos humanos.

Neste periodo, a CCIP terá oportunidade de se debruçar sobre estes temas em diversas vertentes, entre elas: “Aspetos práticos do transporte e venda no comércio internacional”, “Ciclo de Workshops: Da cultura organizacional ao bem-estar, passando pela liderança”, “Power-BI”, entre outros.

 

No calendário de eventos encontra informações mais detalhadas sobre as ações dos próximos meses.

Para qualquer esclarecimento adicional ou pedido de informação contacte-nos através do email formacao@ccip.pt

Digital

No último ano assistimos à aceleração mundial da nova revolução, a digital.

A visão sobre o mundo do trabalho e sobre a formação e desenvolvimento das pessoas mudou. Contudo, não podemos dizer que não contávamos com esta revolução, há já alguns anos que ela se fazia sentir, mas a passos muito lentos. De um dia para o outro, por causa de uma pandemia mundial, fomos obrigados a ajustar e/ou mudar processos e procedimentos.

Na área da formação e desenvolvimento, a forma como cada organização reagiu foi diferente e o que se fazia até março de 2020 é visivelmente diferente do que se fez em março de 2021 e será logicamente diferente em março de 2022.

Apesar dos impactos que a pandemia trouxe, uma coisa é certa: é fundamental apostar, ou continuar a apostar, na aprendizagem e no conhecimento das pessoas.

As suas competências e aptidões estão em constante adaptação ao meio que as rodeia e é isso que nos faz crescer e evoluir. Precisaremos de profissionais com capacidades e conhecimentos novos e atuais para enfrentar os desafios de hoje e de amanhã!

Segundo um estudo da Mercer (Total Compensation Portugal 2021), verifica-se uma preocupação crescente na aposta da formação, por sua vez é um benefício que vai subindo na escala dos mais valorizados pelas pessoas. A isto pode associar-se outro aspeto, a retenção de talento.

Quem agora chega ao mercado de trabalho não é motivado só pela remuneração ou outros benefícios, a formação (técnica ou não técnica) é um dos aspetos amplamente valorizado.

Numa coisa certamente estamos todos de acordo, o presencial continua a ter um papel importante, mas o digital veio complementá-lo certamente. Não há um “modelo melhor” ou “pior”, os dois são necessários e temos que tirar o melhor partido de cada um.

A formação e o desenvolvimento são por isso fulcrais e indissociáveis da sobrevivência de todas as organizações.

 

Convido a consultarem o Plano de Formação do 4º Trimestre da CCIP.

 

Autora:

Cátia Moura | Responsável pela Formação, Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

almoco-debate-carlos-moedas

O candidato à Câmara Municipal de Lisboa aceitou o desafio da CCIP para participar num almoço-debate, no âmbito das eleições autárquicas que se realizam no dia 26 de setembro.

Recebido por Bruno Bobone e Paulo Portas, Presidente e Vice-Presidente, respetivamente, Carlos Moedas partilhou a sua visão estratégica para a cidade.
O candidato apresentou algumas das suas propostas para Lisboa, desde logo transportes gratuitos para mais jovens e mais velhos, plano de saúde para os mais desfavorecidos, uma verdadeira política de cultura ligada ao setor empresarial, eficácia na política de licenciamentos urbanísticos ou um aproveitamento decidido das potencialidades do mar.

Perto de 70 empresários/as estiveram presentes nesta iniciativa que marcou o regresso dos eventos presenciais à Camara de Comercio e Indústria.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Para nós portugueses é sempre um orgulho termos alguma coisa em que somos os melhores do Mundo. Temos épocas melhores e outras piores, mas, de quando em vez, lá vamos tendo os nossos motivos de orgulho.

Depois de termos tempos em que o nosso maior orgulho era a maior mesa de pratos lavados, na ponte Vasco da Gama, outros tempos em que o que nos destacava era o maior deficit nas contas públicas. E houve ainda outros que nos presentearam com grandes feitos, como Eusébio, Amália, Carlos Lopes, Durão Barroso, Salvador Sobral, Marisa, o Euro 2016, António Guterres e Cristiano Ronaldo.
Hoje temos um novo destaque mundial. A vacinação!

Ora, estava eu precisamente a desfrutar do meu orgulho de português, no sábado passado, com a televisão ligada à espera de ver a entrada triunfal do nosso Cristiano (nosso, naturalmente, porque me coloca no topo do Mundo sem que eu nada tenha feito para o conseguir...) que, com uma velocidade superior aos seus adversários e uma presença de espírito de quem não envelhece, marcou só e mais nada os dois primeiros golos da sua equipa, quando muito surpreendido me dei conta de que nas bancadas estava uma multidão de adeptos que, imaginem os despudorados, estavam desmascarados!

Pensei que das duas uma, ou estava a ver o canal história ou... então não é que os doidos dos ingleses, que não têm nem por sombras a competência "vacinadora" das nossas instituições, estavam a viver uma vida normal. Então não querem lá ver que não há ninguém naquele país que possa mandar prender quem se atreve a tirar a máscara?

Nós, por cá, ao menos temos o bom senso de andar de máscara posta, em muitos casos até quando estamos sozinhos num automóvel... não vá o bicho ter alguma nova estirpe que seja mais dado à condução.

Felizmente essa noite li nas notícias que o governo britânico iria voltar a repensar a sua decisão quanto às máscaras e que voltaria a ser provável a sua utilização em algumas situações de ajuntamentos. Lá descansei...

E não é que no dia seguinte lá vem o primeiro-ministro inglês que, não só não diz nada sobre as máscaras, mas ainda afirma que não vai ser exigida a apresentação do certificado de vacinas para entrar em nenhum lugar? Como é que eles vão ser capazes de prejudicar os restaurantes e os bares se não os obrigarem a enxotar os clientes com todas aquelas questões de saber sobre a nossa vida privada, sem que tenham qualquer competência para o fazerem?

E a sensação de controlo constante sobre as nossas vidas que se perde porque não estão sempre a tentar condicionar-nos?

No meio de toda esta minha confusão de sentimentos vem a notícia de que também nós iríamos ter o nosso "Freedom Day". Uma "freedom" muito relativa. A partir de segunda-feira já não seria obrigatório usar máscara ao ar livre.

Mas atenção, tanto os comentadores televisivos como a liderança da DGS, com uma saudade evidente do seu poder de mandar em nós, recomendavam a todos que, apesar de não ser obrigatório era muito recomendável manter a sua utilização. No fundo, a ideia de uma burka sanitária que, já não sendo necessária, sempre mantém o povo debaixo de controlo.

Está bem de ver que somos de facto muito mais inteligentes que os nossos aliados ingleses, que provavelmente só por muita sorte têm vivido sempre muito melhor que nós e que prezam a liberdade como se fosse uma religião e que com pragmatismo sempre seguem uma estratégia compreensível para todos os seus cidadãos, por respeito por eles próprios.

Já nós não. Somos muito mais capazes de destruir as nossas próprias decisões e de confundir os nossos cidadãos com ordens e contra ordens, tentando sempre não perder a possibilidade de controlar cada pessoa. Como dizia um velho amigo: "A censura, afinal, é de esquerda".

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Portugal recebe este ano um valor exorbitante da UE para relançar a economia, após um período de dois anos em que, seja pelo impacto direto da pandemia, seja pela errónea gestão feita durante a mesma, sofremos grandes prejuízos económicos, psicológicos comportamentais e políticos.

A extrema propagação do pânico, criada por lideranças do nosso país e muito promovida em certas redes e por quem quer recuperar a sua influência na sociedade, aumentaram significativamente os prejuízos causados por este vírus que foi grave e que, segundo os números oficiais, matou 0,17% da população portuguesa, essencialmente pessoas com doenças já declaradas e de idade avançada.

Vale a pena aqui referir que estão incluídos nestes números todas as pessoas que morreram em acidentes de automóvel e de outras razões não provocadas pelo vírus, desde que estivessem infetados, o que desvirtua a análise sobre os efeitos reais da pandemia.

Agora que politicamente já tem interesse voltar a dar às pessoas alguma liberdade para que recuperem um sentimento de vitória e apreciem com maior bondade as forças políticas que estão no poder (e é justo reconhecer que qualquer força política que estivesse nestas circunstâncias tomaria provavelmente decisões semelhantes), em que já pouco importa criticar o passado, é tempo de olhar o futuro e tentar evitar cair em erros que nos coloquem de novo em situações de perda de qualidade de vida e de oportunidades de desenvolvimento.

A BAZUCA, nome impressionante para uma entrada de dinheiro destinado à salvação e projeção da economia, está já disponível e a ser distribuída, sem que se saiba ao certo para onde irá, quais os objetivos de cada aplicação e quais os resultados que se esperam do investimento realizado.

Pior, aquilo que sabemos é que vamos ser inundados de investimento público sem qualquer valor produtivo e pouco ou nada será investido na estrutura produtiva deste país.

Quando os americanos, no pós-guerra, aprovaram um plano de apoio à economia europeia, que brilhantemente tinha gerido um conflito essencial ao futuro do Mundo, fizeram-no sempre com o objetivo de dotar os diversos países de uma estrutura produtiva.

Para conseguir esse objetivo e porque a crise então vivida, ao contrário da pandemia que estamos a ultrapassar, destruiu todas as estruturas essenciais ao desenvolvimento, era evidente a absoluta necessidade do investimento público que permitiria desenvolver a economia, sempre baseada na criação da capacidade de produção.

Hoje, isto não é verdade!

Temos infraestruturas disponíveis e em alguns casos até excedentes em relação às nossas necessidades. Haverá casos pontuais em que tal desenvolvimento será necessário, como é o caso de todas as atividades relacionadas com o mar e que, curiosamente, têm muito pouca presença nos projetos de que temos conhecimento.

Aquilo que é indispensável, é um investimento numa rede de projetos industriais, diversificado e desenvolvidos com base numa análise profunda das necessidades dos mercados e com uma consciência clara dos objetivos que queremos atingir, seja geográfica (quais os países em que queremos intervir), seja da relevância dos produtos produzidos.

Em 1945 foi feito um plano, foram aplicados muitos milhões e a Europa tornou-se o melhor continente do Mundo em qualidade de vida.

Hoje vão ser aplicados milhões, sem um plano e provavelmente vamos aumentar a nossa qualidade de vida durante cinco anos e voltaremos a ser pobres de aí por diante.
Não tinha que ser assim, não devia ser assim, porque a pobreza não pode ser um destino.

 

ICR

Isabel Corte Real assumiu a liderança do departamento de Marketing e Comunicação da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). Com uma larga experiência nesta área, passou por empresas como a PT, VIVO Brasil, Altice, ou por instituições como o Sporting Clube de Portugal ou The Lisbon MBA das universidades Nova SBE e Católica de Lisboa.

«A Isabel Corte Real entra na equipa da CCIP num momento muito particular, onde o país e o mundo começam a sair de um período de paralisação económica e social. A CCIP tem desempenhado um papel ímpar no apoio ao desenvolvimento da economia nacional. Estivemos ao lado das empresas e dos empresários durante a pandemia e pretendemos continuar a ser um agente activo da recuperação económica, contribuindo para a internacionalização das empresas, aumento das exportações e capacitação das PME. Neste sentido, o desafio do marketing e comunicação é fundamental para chegar às empresas e parceiros», diz João Pedro Guimarães, secretário-geral da CCIP.

«O posicionamento de uma instituição como a CCIP é, neste momento, da maior importância para as empresas e empresários portugueses. Iremos garantir que os nossos parceiros e empresários em geral não se sintam sozinhos num período particularmente delicado. A consolidação do posicionamento da CCIP é crucial para a concretização desse objetivo», afirma Isabel Corte Real.

Isabel Corte Real conta com 17 anos de experiência na área do marketing, comunicação e organização de eventos.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Francisco Pinto Balsemão viveu uma vida ligada à intervenção na sociedade portuguesa.
Foi jornalista, empresário e político. Até hoje esteve sempre presente nos momentos que marcaram a vida do nosso país e nunca abdicou de ser quem é, quaisquer que fossem as contrariedades e as dificuldades da situação.

Foi, em todo o seu percurso de vida, um democrata que acreditou sempre na verdade e na isenção da informação. Promoveu a separação do poder económico da liderança dos projetos de informação.

Quando foi primeiro-ministro promoveu a revisão constitucional que permitiu a introdução da democracia em Portugal.

Promoveu sempre a modernidade e com coragem liderou a evolução da comunicação no nosso país. Criou o primeiro canal de televisão privado e tornou-o líder na comunicação social.

Mas acima de tudo foi um homem de grande coragem que se expôs publicamente sempre que o país, a sociedade ou o seu projeto empresarial o necessitavam.

Mas foi também um homem com defeitos e não os escondeu. Não caiu na tentação de parecer quem não era, ao contrário daquilo que hoje é o comportamento de quem quer chegar ao sucesso.

A sua ambição foi participar na sociedade em que viveu. Foi criar e desenvolver, mais do que ser reconhecido. E só assim se consegue verdadeiro sucesso.

Passou momentos muito complicados em que teve de assumir responsabilidades sobre muitos ou mesmo sobre todos nós. A morte de Sá Carneiro, a crise da comunicação social e as traições a que se refere regularmente, com mágoa, foram desafios que soube superar com um rigor e uma determinação que fazem parte do seu caráter.

Muitas vezes ouvi dizer que não tinha as características para o lugar político que ocupou ou que não tinha a coragem de liderar o seu jornal com a força de condicionar as opiniões dos seus jornalistas.

Pois é aí que eu encontro a maior razão para este meu texto. Um homem que não tinha as características ideais para a política foi primeiro-ministro de Portugal no momento mais difícil do pós-25 de Abril, em que foi fundamental evitar uma crise interna provocada pela exigência de vingança pela morte de Sá Carneiro e, ao mesmo tempo, não perdendo a oportunidade de criar uma Constituição que permitiu a afirmação da democracia.

Um homem que teve a coragem de não mandar na opinião dos seus jornalistas, sujeitando-se à critica e à condenação dos seus próprios atos é, sem dúvida, um homem valente.

Que pena não termos criado mais homens destes, que são pecadores, que são limitados e que tanto bem fazem pelo nosso país e para que possamos, todos nós, viver melhor.

Que farto estou de homens perfeitos que parecem fazer tudo bem e que pouco ou nada contribuem para o nosso bem-estar. Antes pelo contrário, por quererem sempre manter essa imagem de perfeição falsa em que o povo quer acreditar, não assumem as suas responsabilidades e não nos ajudam a crescer.

É a este homem que presto hoje homenagem.

Um homem que se diz de esquerda e que fundou o partido que liderou a direita portuguesa durante os últimos 46 anos da nossa história.

Um homem de defeitos a quem tenho de agradecer, com quem tantas vezes discordo e que, por isso mesmo, preciso de conviver.

A verdade não é de ninguém e deve ser sempre independente.

Untitled-1 1

No final de mês de agosto, a Câmara de Comércio selecionou a Arábia Saudita para aquela que foi a 7ª Missão Empresarial presencial em 2021.

A Arábia Saudita é a maior economia do Médio Oriente, com um mercado consumidor de 33,8 milhões e com previsão de crescimento do PIB na ordem de 2,9% em 2021. É um mercado que apresenta oportunidades de negócio notáveis para empresas portuguesas, nomeadamente nos setores alimentares, minerais, máquinas e minérios, papel, químicos, turismo, entretenimento, plásticos, saúde, energias renováveis, construção, tecnologias de informação e comunicação, entre outros. O plano ambicioso de modernização do país é ímpar no mundo, levando consigo a data de 2030 para a execução de inúmeros projetos de grande envergadura.

Foi maioritariamente por estas razões que várias empresas portuguesas aceitaram o desafio e integraram a Missão Empresarial a este mercado, na expectativa de alavancar os seus negócios.

No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou mais de 55 reuniões individuais para as empresas participantes, que têm atividade no setor Alimentar, Transportes e Logística, Construção e Novas Tecnologias.

De 29 de agosto a 1 de setembro, os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas sauditas, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.

Devido à grande procura deste mercado e aos resultados francamente positivos que temos vindo a verificar, a CCIP já agendou a próxima Missão à Arábia Saudita para o início do mês de novembro. Faça a sua pré-inscrição aqui e venha expandir os seus negócios com o apoio da CCIP.

Conheça o nosso Plano de Ações Internacionais 2021!

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Tenho assistido nos últimos tempos a um enorme vazio de opinião da área da direita portuguesa. Nem PSD nem CDS têm conseguido transmitir uma ideia de alternativa ao governo atual. Não há uma visão de qual seria o caminho a seguir, de qual é o Portugal que gostariam de construir nem de quais os valores que quereriam implementar.

É um silêncio ensurdecedor que deixa quase 50% da população sem saber que pode esperar melhor.

Entretanto, surgiram vozes à direita que vêm, com coragem, mostrar algumas das coisas que estão mal e com as quais não devíamos ser obrigados a conviver. Erros que também tenho vindo a denunciar, que estão a condicionar a vida da nossa sociedade e que, sem qualquer dúvida, devemos denunciar e, principalmente, nunca pactuar.

Outros, sem se afirmarem nos valores da direita, defendendo o absoluto do liberalismo (algo que em alguns temas se confunde com a anarquia), têm levantado o dedo a determinadas atitudes governamentais que condicionam a vida dos cidadãos e que lhes roubam a sua capacidade de decidir, bem como denunciado o abuso fiscal em que se vive em Portugal.

Na verdade, nem uns nem outros nos deram a visão do que poderíamos contar caso viessem a ser eles os eleitos para liderarem o nosso país.

Tudo isto foi assim durante os últimos anos, tanto nos tempos normais em que nos preocupávamos com os temas correntes da gestão do país, como nos tempos anormais da pandemia, em que senti ainda mais a ausência de quem me representasse e que me defendesse ante a louca desorganização e prepotência a que fomos sujeitos, sob a desculpa de que tudo estava a ser feito para o bem das pessoas e sem que essas mesmas pessoas fossem consideradas.

Chegados agora ao verão, o silêncio tornou-se ainda mais pesado. O governo, de férias, toma decisões sobre as nossas vidas que ninguém contesta; Rui Rio está de férias e nem trabalha nem deixa que alguém trabalhe por ele; de Chicão nem noticias; Ventura reorganiza-se com o partido a tentar ser, e o Liberal desapareceu.

O governo decide e a dívida portuguesa atingiu o seu máximo de sempre. A bazuca já está a ser distribuída. As medidas de contenção da pandemia foram alteradas. Os fogos voltaram, como sempre.

E da oposição da direita apenas assistimos a uma absurda proposta de prolongar a utilização de máscaras por parte do PSD, numa altura em que de Inglaterra não recebemos as tão previstas notícias de caos por terem libertado o povo britânico das medidas de contenção da pandemia.

O número de infeções manteve-se aparentemente elevado, mas o vírus tornou-se de facto uma doença endémica e deixou de condicionar a vida do país em termos económicos e sociais como o fez ao longo do período da pandemia.

Um governo sem contraditório é um aborto da democracia. O silêncio da oposição é inaceitável.

Precisamos de mudar depressa. De voltar a condicionar a vida política, de ser capazes de limitar os erros da governação e de fazer valer os nossos pontos de vista.

Precisamos de criar uma visão alternativa do nosso país que nos leve a ter vontade de lutar por uma nova maneira de viver. Precisamos de nos bater por criar uma sociedade baseada nos valores e princípios em que acreditamos. Uma sociedade que se preocupa com as pessoas e o seu futuro, com as famílias e a educação, com o bem comum e o respeito pelo que é de todos.

Para isso precisamos de que esteja aí alguém.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Estamos a viver um momento em que alguns pretensos iluminados nos vêm dizer que tudo aquilo em que acreditámos até ao dia de hoje - as verdades em que baseamos toda a estrutura da nossa vida - está errado.

Ao contrário daquilo que nos possa parecer, a nós, simples mortais sem a inteligência iluminada, aquilo que vemos, deixou de ser verdade.

Há poucos anos deixámos de ter raças humanas. Já não há pessoas de cores diferentes. As crianças não nascem rapazes e raparigas: o que tanto faz porque também já não existe diferença entre os sexos.

Os animais têm tantos ou mais direitos do que as pessoas e não as podem servir, mas serem por elas servidos. Se um cão é de raça perigosa (os cães por enquanto podem ter raças...), quem tem de tomar cuidado com eles são os que com eles se cruzam, até porque, apesar de estar proibido passear cães sem trela ou açaime, é prática corrente o incumprimento da lei, sendo mesmo indesculpável que alguém tente chamar a atenção sobre essa questão.

Os animais não podem ser mortos, enquanto as crianças podem.

Na verdade, vivemos hoje num mundo em que fizemos crescer significativamente a riqueza produzida, em que conseguimos aceder à tecnologia no sítio mais recôndito, em que as populações têm acesso a mais informação, em que temos a capacidade de chegar e fazer chegar produtos a todo lado.

Contudo, apesar de toda esta evolução, a realidade de alguns setores da sociedade não tem o mesmo acesso à distribuição da riqueza produzida, a distribuição dessa riqueza não está a ser razoavelmente partilhada por toda a sociedade.

É esta insatisfação que dá espaço a que apareçam as teorias de destruição de valor como ideologias de salvação, afirmando que a solução está no oposto dos valores em que baseámos a nossa estrutura de vida.

Uma visão populista que afirma tudo e o seu contrário, mas que utiliza a ideia de dar satisfação a todos os sofrimentos que caracterizam a vida de cada um, com um objetivo único de conseguir ascender ao poder.

Utilizam o sofrimento de algumas pessoas para generalizar a teoria de género, o sofrimento das mães para justificar o aborto, o mau-trato de alguns animais para promover a sua idolatração, utilizam o exemplo de ostracização de algumas minorias que não se querem integrar na sociedade para justificar a promoção de um antirracismo contra quem nunca foi racista.

Por outro lado, promovem regimes em que a mulher é maltratada, outros em que há escravatura, outros ainda em que o poder é detido e suportado pelo comércio ilegal de drogas. Um verdadeiro paraíso da incongruência e do desvario, apenas para ganhar o apoio dos descontentes.

Ora, a maioria de nós sabe que a verdadeira solução não está na destruição da base de valores e princípios que estruturaram a nossa sociedade e que a permitiram crescer até este ponto em que estes contestatários podem dizer tudo o que lhes apetece porque vivem numa sociedade democrática e livre, com relativo poder económico e uma tecnologia de comunicação em que todos podem manifestar as suas opiniões.

A solução está em melhorar esta sociedade, mas sempre com base nos valores que são imutáveis. O valor da vida humana, da centralidade da pessoa, da família, da segurança, da responsabilidade, do respeito pelo ambiente, do respeito pelas instituições.

É essencial que nos empenhemos todos a defender aquilo em que acreditamos, a lutar contra o politicamente correto que nos leva a caminhar no sentido errado. Deixemos de acreditar em que temos de aceitar o que nos impõem apenas porque não fazemos ouvir a nossa voz.

De uma vez por todas vamos mudar. Voltemos a tomar parte ativa na decisão do nosso destino.

Uma sociedade baseada nas ideias que nos tentam vender não é sustentável, não é criadora de riqueza, não é livre e não melhora a qualidade de vida de ninguém.

Falta-nos a coragem do pequeno que ousou dizer a todos que, apesar de o grande alfaiate dizer o contrário, o rei ia nu.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

O que se passará com o governo para que não tenha tornado pública a velocidade a que seguia o carro do ministro Cabrita quando tragicamente atropelou o trabalhador numa autoestrada?

Todos somos levados a pensar que o carro do ministro iria em excesso de velocidade, pois se assim não fosse já saberíamos há muito que estava dentro da lei.

Aquilo que nos parece que estamos a assistir é, só e mais nada, a uma tentativa de desvincular o ministro do acidente e de tentar chegar à conclusão do processo com a condenação do motorista por ser ele quem se encontrava ao volante.

A justiça funcionará como deve e ninguém pode interferir no seu caminho, mas a política deve ser feita de uma forma séria e por pessoas que assumem as suas responsabilidades em face das decisões que tomam ou que não tomam.

Ninguém pode saber se o ministro Cabrita deu instruções ao seu condutor sobre a velocidade a que se deveria deslocar nem sequer poderemos saber se ele não terá sugerido ao mesmo motorista que fosse mais devagar.

Aquilo que sabemos é que, sendo o ministro o responsável pela viatura e que ninguém no seu juízo normal tomaria a decisão de ir contra aquilo que o ministro determinasse, a responsabilidade moral será, no mínimo, dos dois e que a responsabilidade política é, sem dúvida, deste membro do governo que já por diversas vezes se assumiu ser inimputável em face das decisões que toma (ou não toma).

Mas tão mau como a atitude que tem assumido o governo é o silêncio da oposição.

Como é possível que a oposição esteja tranquila perante uma situação de impunidade total? Como é possível que não questione sobre a responsabilidade moral e política de um membro do governo?

Volto a dizer que a justiça terá de fazer o seu caminho e que ninguém pode intervir na sua decisão. Apenas deve pedir que seja justa e célere.

No que respeita à questão moral e política, aí sim, temos de interferir.

Um povo espera que os seus governantes sejam exemplo. Não espera que sejam santos nem que não cometam erros, mas espera que sejam responsáveis e que não se escondam perante a adversidade.

Que assumam com coragem a responsabilidade que o lugar lhes deu e que se apresentem com a verdade quando são questionados.

Tenho a certeza de que o ministro Cabrita estará penalizado pelo sucedido e que muitas vezes terá pensado na infortuna do trabalhador que o seu automóvel atropelou. Estou certíssimo de que nunca lhe terá passado pela cabeça que tal poderia acontecer, mas isto não o iliba da responsabilidade de partilhar publicamente, com o povo que governa, a verdade das circunstâncias em que se verificou o acidente.

É isso que esperamos de um ministro, é isso que esperamos de uma oposição. Que sejam capazes de desempenhar as suas funções com a categoria que é exigida a quem lidera e a quem espera liderar este país.

A imagem que fica é a de um país podre em que ninguém defende os pequenos, em que o corporativismo dos políticos se sobrepõe ao bem dos portugueses e em que o disfarçar a situação serve melhor do que enfrentar a verdade.

É possível que o Nuno tenha tomado a decisão errada ao atravessar a autoestrada e é possível que tudo venha a clarificar-se. Mas enquanto nos escondem a informação, o ministro toma uma posição de pouco respeito pelos governados e a oposição assume uma atitude de compadrio que nos faz pensar que algo está muito errado.

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Depois de dois anos de pandemia, de uma vida controlada, em que muitas das nossas convicções foram postas em causa, de um tempo em que a nossa liberdade foi completamente condicionada por razões de saúde pública, chegou finalmente o tempo de voltar a viver.

E é exatamente neste momento de me reabrir ao mundo e de voltar a ser dono das minhas decisões e ações que eu sinto este vazio.

Uma sensação de que tudo o que vivíamos desde há muito não era mais do que deixar andar, de que nos fomos perdendo num caminho em que, para conseguirmos manter o que tínhamos, nos fomos adaptando às lentas correções que, pouco a pouco, nos retiraram exatamente aquilo que queríamos manter.

Quando vivi a chegada da liberdade, lutei pela minha convicção do que era para mim essa liberdade. Discuti com outros aquilo em que discordávamos e, juntos, com uns mais de acordo e outros mais em desacordo, Portugal avançou para uma normalidade em que nos sentíamos integrados e em que uma grande maioria tentava participar.

Seguimos depois um caminho em que se foram tentando remover obstáculos e em que cada um tentou trazer as suas ideias a público de modo a fazer evoluir a situação em que tínhamos acordado viver.

Passaram os anos e fomo-nos acomodando, de tal modo que fomos aceitando as tais pequenas mudanças, sem já despender esforços para lutar pelas nossas convicções e permitindo aos profissionais da política assumir os destinos de Portugal.

Chegados ao tempo da pandemia, e aqui aceitando o argumento de peso da saúde pública, fomos acatando as decisões que nos condicionaram a liberdade a um nível que nunca antes nos tinha passado pela cabeça. Permitimos que, sem qualquer explicação, nos retirassem a possibilidade de fazer aquilo que pudesse ser mais natural, sem que fosse seguro que essa decisão tivesse qualquer peso no combate ao vírus que nos afetava.

E agora vamos voltar a viver. Aos poucos! Pois é difícil a quem controla assumir que vai perder esse poder.

Mas aquilo que mais me preocupa é que eu não quero voltar a viver o que vivíamos antes da pandemia... eu não quero voltar a não participar nas decisões do futuro do meu país. Eu não quero ser liderado por quem mais não fez do que esperar pela sua vez. Eu não quero ser comandado por quem não tem a visão, a ambição, a coragem e a vontade de fazer deste Portugal um país grande de homens e mulheres interessados em fazer mais e melhor.

Eu quero poder dizer o que penso, lutar pelo que acredito, partilhar com quem não pensa como eu e, em conjunto, levar o meu país a ser um grande país.

No espectro partidário não encontro quem me possa representar, quem defenda os valores da pessoa humana e que queira verdadeiramente o melhor para cada pessoa que faz este país.

E sinto um vazio na minha alma.

Um vazio que precisa de ser preenchido para que eu possa voltar a viver. Que possa ser substituído por uma esperança de amanhã ser melhor e de ver à minha volta as caras felizes de quem se sente realizado por participar na construção de uma realidade maior.

Para isso precisamos de boa gente e de nova gente, de atrair aqueles que estão disponíveis para dar, mas que não se sentaram nos partidos à espera da sua vez.

Precisamos de mudar para voltar a acreditar e de aprender a voltar a viver.

Agora que temos uma nova oportunidade não a podemos perder.

Noticia---formação

Findo o primeiro semestre de 2021, fazemos um balanço das atividades realizadas no âmbito da formação CCIP.

Na área da formação terminámos o 1º semestre com números muitíssimo interessantes que refletem - e reforçam - a aposta que a CCIP tem feito nesta atividade.

  • Alcançámos uma taxa de realização de 100% - todas as ações calendarizadas a 01 de janeiro, foram realizadas;
  • A mesma empresa, em média, enviou os seus colaboradores duas a três vezes para ações de formação da CCIP, o que demonstra bem a confiança que depositam em nós;
  • 91% dos participantes referem que estão totalmente ou muito satisfeitos na avaliação global que fazem da formação CCIP;
  • A nossa aposta na qualidade e diferenciação reflete-se também no nível de recomendação do serviço prestado (índice NPS) que está a aumentar, com 61% das pessoas a recomendarem a formação CCIP;
  • Na formação à medida verifica-se uma procura crescente para acesso a este serviço e já atingimos 60% do objetivo anual.

Estes são resultados muito bons que nos levam a querer fazer mais e melhor!

Nos próximos meses apresentaremos novas ações e novos projetos na área da formação.

Conheça aqui o plano de formação do próximo trimestre e, se precisar de capacitar pessoas e equipas na sua empresa, temos um serviço de formação à medida totalmente customizado e com um acompanhamento permanente.

Conte connosco!

opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Em quase todos os comentários que li sobre a morte de Otelo Saraiva de Carvalho, notei que quem os escreveu teve muito medo de não valorizar a sua intervenção na revolução do 25 de Abril.

Em jeito de politicamente correto, houve muito poucos comentadores a referir com verdade aquilo que foi a participação de Otelo na vida política do país.

A maioria dos portugueses não têm qualquer dúvida de que o regime em que vivíamos antes da revolução de 1974 não tinha qualquer hipótese de sobreviver. Teríamos sempre de acabar por mudar, fosse no 25 de Abril fosse numa outra data qualquer.

Mas aquilo em que a maioria dos portugueses também acreditam é que apenas um sistema democrático poderia ser a alternativa em Portugal. Este era o único caminho para a convergência com o resto da Europa Ocidental e que nos levaria, pouco mais de uma década depois, a aderir à Comunidade Europeia.

Não era esse o entendimento de Otelo. Para ele, a solução de regime a introduzir em Portugal seria um regime ditatorial, provavelmente mais agressivo e letal do que aquele em que vivíamos e em que a censura não se faria pela eliminação dos conteúdos nos jornais, mas sim pelo assassínio daqueles que tinham opiniões diferentes sobre os temas que ele e os seus amigos - nunca eleitos -tinham sobre os mesmos assuntos. Otelo foi efetivamente um operacional de uma revolução que nos trouxe a democracia, mas tão-só porque não lhe foi permitido instituir a forma de governo que ele ambicionava para o nosso país.

Ele próprio o disse em diferentes momentos da sua vida, que tinha proposto colocar os contrarrevolucionários no Campo Pequeno e matá-los a todos. Criou uma polícia política que em nada fica atrás dos abusos que ele próprio criticava à PIDE, felizmente com muito menor eficiência e competência, o que não lhe permitiu conseguir os seus objetivos.

Frustrado com a derrota em 25 de novembro e por uma adesão popular a teorias democráticas que não lhe agradavam e que não acreditava que pudessem ser a vontade do povo, candidatou-se a Presidente da República, nas palavras do próprio, para vero que valiam as suas ideias.

Como o resultado foi negativo, não teve qualquer dúvida de que este povo estava perdido e seria obrigado a viver em democracia, pelo que decidiu tornar-se o grande responsável pela purificação da sociedade portuguesa através da eliminação de quantos achava que não tinham direito a manifestar a sua opinião e nem sequer a cumprir as suas funções-ainda que essas lhes tenham sido atribuídas pelas instituições democráticas.

Foi julgado e condenado e depois amnistiado por quem com ele partilhava certos ideais, ou que, porque lhe tinha reconhecido erradamente os seus méritos na instituição da democracia portuguesa, teve vergonha de mostrar ao mundo a verdadeira essência desta personalidade.

Mais uma vez, Portugal verga perante os grandes e poderosos, permitindo que assassinos não cumpram a pena que merecem pelas suas ações.

Vemos isto constantemente nos politicos que não são responsabilizados pelas suas decisões, nos empresários que abusam do seu poder prejudicando aqueles que deveriam ajudar, os juízes que nunca são medidos pelas suas decisões; enfim, todos aqueles que têm o poder e que o utilizam em seu próprioproveito.

Morreu um homem que tentou impor a Portugal uma ditadura, responsável pela morte de vários cidadãos portugueses que apenas cumpriam as suas obrigações, e tudo isto porque achava que tinha um saber maior do que todos os outros, o que lhe conferia o poder de deixar viver ou fazer morrer.

Morreu um potencial ditador que se tornou assassino, a quem os grandes deste país perdoaram a pena. É preciso que aqueles que contam a
história de Portugal e aqueles que são a voz pública do nosso país parem de nos falar do politicamente correto e noscontem a verdade sobre o que realmente se passou.

Morreu um assassino que não cumpriu a sua pena.

opção 1

Inquérito da Eurochambres e do Comité das Regiões revela acentuado crescimento da transformação digital nas empresas durante a Pandemia.

A Eurochambres e o Comité da Regiões lançaram no passado mês de maio um inquérito, no qual a CCIP participou, entre outras instituições europeias, para avaliar o estado da transformação digital a nível regional e as alterações induzidas pelo surto de COVID-19 nos modelos económicos e empresariais, bem como o seu impacto nas regiões europeias.

Os resultados deste inquérito revelam que cerca de 75% das empresas deram passos decisivos para digitalizar suas atividades durante a pandemia. Publicado no âmbito de um novo estudo do Comité das Regiões sobre o estado da transformação digital nas regiões europeias, “The state of digital transformation at regional level and COVID-19 induced changes to economy and business models, and their consequences for regions”, o inquérito revela também o importante papel das Câmaras de Comércio no apoio ao processo de transformação digital nas empresas.

O estudo do Comité das Regiões analisa também os principais facilitadores para acelerar a transformação digital e os principais entraves em todas as regiões da Europa. As empresas identificaram o financiamento à transformação digital como sendo o maior entrave, seguido pela falta de mão de obra qualificada.

Aceda aqui ao estudo
Conheça o Press Release da Eurochambres

Estudo-Economico-Europeu-2022

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem vindo a desenvolver anualmente o Estudo Económico Europeu em colaboração com a Eurochambres – Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias.

Este estudo, que tem por objetivo aferir as perspetivas económicas das empresas para o ano seguinte, é baseado num inquérito desenvolvido em 28 países, numa ação coordenada pelas respetivas Câmaras de Comércio e Indústria. Na qualidade de representante em Portugal da Eurochambres, cumpre à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa conduzir este inquérito a nível nacional.

Face à importância de que se reveste esta iniciativa, solicitamos o contributo das empresas, até ao próximo dia 10 de setembro, para a elaboração deste estudo, mediante o preenchimento de um questionário que demora cerca de 1 minuto a responder e, que está disponível aqui.

O relatório, elaborado pela Eurochambres, com as conclusões deste estudo e com as comparações entre os vários países participantes estará disponível no final do próximo mês de novembro. Este relatório poderá ser solicitado diretamente para jpc@ccip.pt (João Paes Cabral).

Participar no Estudo Económico Europeu

Agradecemos antecipadamente a sua participação!

Noticia

No dia 27 de julho, o recém-eleito secretário-geral da Câmara de Comércio luso-chinesa, Bernardo Mendia, foi recebido na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa pelo Secretário-Geral, João Pedro Guimarães e pelo Diretor do Departamento de Comércio Internacional, Pedro Magalhães.

Esta visita teve como objetivo delinear potenciais parcerias entre Portugal e China para o ano de 2022, num momento de grandes desafios e oportunidades para as relações económicas e comerciais entre Portugal e a China.

Bernardo Mendia foi nomeado Secretário-Geral da Câmara de Comércio luso-chinesa no passado dia 12 de julho de 2021.

Saiba como fazer parte da rede da Câmara de Comércio

 

Torne-se nosso associado