
A Galucho abriu as portas à 4ª edição do evento Exportador do Mês da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa!
Para além dos momentos de networking, os participantes de empresas de diversos setores de atividade tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e o know-how que faz da Galucho uma empresa de referência no panorama nacional.
Com o objetivo de apresentar a cultura da empresa, foi realizada uma visita guiada pelos Key Decision Makers às instalações, dando a conhecer os métodos de trabalho de uma grande empresa nacional.
Como anfitriã, a Galucho, recebeu uma Menção Honrosa da CCIP, reconhecendo o seu importante papel na internacionalização da economia portuguesa.
Poderá saber mais sobre as iniciativas da CCIP consultando o Plano de Ações 2023.

Estratégia Global Gateway: Convite à apresentação de candidaturas para o Grupo Consultivo Empresarial
A Comissão Europeia lançou um convite à apresentação de candidaturas para Grupo Consultivo Empresarial (Business Advisory Group) da Estratégia Global Gateway da UE.
Através da Estratégia Global Gateway, a UE visa promover ligações inteligentes, limpas e seguras a nível dos setores digital, da energia e dos transportes, bem como reforçar os sistemas de saúde, educativos e de investigação em todo o mundo. Para tal, apoia investimentos inteligentes em infraestruturas de qualidade, respeitando as mais elevadas normas sociais e ambientais, em consonância com os valores e os padrões da UE.
Neste âmbito, para ajudar a Comissão Europeia a reforçar a cooperação com o setor privado europeu de uma forma estruturada, será criado o referido Grupo Consultivo Empresarial. Terá um máximo de 60 representantes de empresas europeias, com atividade internacional, para intercâmbios com a Presidente da Comissão Europeia e membros relevantes do Colégio dos Comissários.
Os representantes deverão ter experiência relevante em setores abrangidos pela Global Gateway sendo nomeados por um período de 3 anos.
As empresas interessadas em integrar o Grupo Consultivo Empresarial deverão apresentar a respetiva candidatura até ao dia 20 de abril às 13h00 através do seguinte email:
EC-GGBAG@ec.europa.eu
Consulte todas as informações sobre o Grupo Consultivo Empresarial e processo de candidatura.

Sustentabilidade e ESG (sigla inglesa para environmental, social and governance: em português ambiental, social e governo societário) estão, legitimamente, na ordem do dia. Dificilmente deixamos de ouvir estas palavras em debates públicos ou privados no meio empresarial. No entanto, a expressão “diligência devida”, ou due diligence em inglês, não goza do mesmo protagonismo. Simultaneamente, discute-se a nível europeu a proposta de diretiva relativa ao dever de diligência [devida] das empresas em matéria de sustentabilidade (doravante referida como “Diretiva”). Não é exagerado dizer que a Diretiva poderá revolucionar o mundo empresarial, levando a que as empresas que desejem continuar a ser fornecedoras de grandes empresas possam ter de incluir a diligência devida, ou due diligence, no seu vocabulário diário.
De que se trata a diretiva?
No dia 23 de fevereiro de 2022, foi publicada pela Comissão a proposta de Diretiva. De forma muito sumária, esta Diretiva obrigará determinadas empresas europeias ou que operem na União Europeia – essencialmente, empresas de muito grande dimensão e empresas de grande dimensão de setores considerados de alto risco – a responsabilizar-se pelos impactos nos direitos humanos e por determinados impactos ambientais causados pelas suas atividades, pelas atividades do seu grupo e por determinadas empresas com as quais se relacionem, em particular os seus fornecedores. Esta responsabilização é feita através do processo de diligência devida (ou due diligence).
A Diretiva é baseada nos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, reconhecidos por unanimidade em 2011 pelo Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas (doravante referidos como “UNGPs”), que reconhece a responsabilidade das empresas de respeitar os direitos humanos e abordar os impactos adversos com os quais se encontrem ligadas através das suas operações ou relações de negócio, bem como as Linhas Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais e o Dever de Diligência.
O que é a diligência devida/due diligence?
A diligência devida ao abrigo da Diretiva difere do processo tradicional de due diligence aplicado pelas empresas previamente a uma transação. As empresas obrigadas deverão implementar este processo contínuo para identificar, prevenir, mitigar e comunicar a forma como abordam os impactos adversos nos direitos humanos e no ambiente, decorrentes das suas operações e de determinadas empresas com quem se relacionem. Assim, as empresas deverão focar-se não no impacto que determinados fatores externos, em particular os direitos humanos e fatores ambientais, têm nas suas operações ou no seu valor, mas como é que as suas operações – ou operações de determinadas empresas com quem se relacionem – impactam os direitos humanos e o ambiente. É um raciocínio “de dentro para fora”, ao contrário da diligência devida tradicional, que se preocupa com o impacto “de fora para dentro” da empresa e para o seu valor.
Sou uma PME e não estarei abrangida diretamente pela aplicação da Diretiva – por que devo implementar o processo de diligência devida?
As PMEs não estão incluídas no âmbito de aplicação direto da Diretiva, ou seja, a Diretiva não lhes é diretamente aplicável. Sem prejuízo disso, é quase inevitável que a Diretiva seja indiretamente aplicável a muitas PMEs, por força da cadeia de valor das empresas abrangidas. Simplificando: uma grande empresa deverá identificar e avaliar os efeitos negativos nos direitos humanos e no ambiente dos seus fornecedores e adotar medidas para abordar estes efeitos. Além disso, a Diretiva prevê a responsabilidade civil das empresas, em determinadas situações, pelos efeitos negativos causados pelos seus fornecedores. Ora, é expetável que uma grande empresa questione o seu fornecedor sobre o processo de diligência devida que tem implementado, sobre os efeitos adversos que identificou e sobre a forma como os aborda. Caso a PME tenha um processo implementado, terá uma vantagem negocial, será um menor custo para a grande empresa e será um menor risco. Caso não tenha, é presumível que a grande empresa peça esta implementação ou, no limite, que considere excluir o fornecedor.
A própria Diretiva contém referências às PMEs, reconhecendo a aplicação indireta da Diretiva, bem como a necessidade de implementar medidas de apoio às PMEs no cumprimento dos requisitos em matéria de diligência devida. Além disso, os UNGP, com base nos quais a Diretiva foi redigida, preveem a proporcionalidade dos meios que uma empresa deve empregar no processo de diligência devida tendo em conta, entre outros fatores, a dimensão da empresa.
Por que devo preocupar-me agora?
A proposta de Diretiva encontra-se sob discussão. Depois da sua aprovação, a Diretiva terá de ser transposta para a legislação nacional pelos Estados-Membros e entrará em vigor, em princípio, até dois anos após a aprovação (embora este prazo se encontre em discussão).
No entanto, a implementação prévia de processos de diligência devida, em especial empresas que pretendam internacionalizar-se, poderá trazer muitas vantagens. Primeiro, não se espera que esta implementação seja breve – pelo contrário. Envolve designadamente a aprovação de políticas e procedimentos internos, comunicação constante com partes interessadas, ou stakeholders, processos de identificação e avaliação de riscos e aprovação de um plano para abordar os impactos. Segundo, porque a implementação deste processo numa fase em que ainda poucas empresas o fizeram pode ser utilizada como uma vantagem competitiva, nos termos acima descritos. Muitas grandes empresas já se encontram a implementar processos de diligência devida. A implementação após a entrada em vigor da Diretiva não permitirá uma diferenciação. Terceiro, porque em alguns países da União Europeia – França, Alemanha e Noruega – estas regras já existem. Portanto, as empresas destes países já iniciaram a implementação dos processos de diligência devida e encontram-se, por isso, em melhor posição. Quarto, porque este processo permite a identificação numa fase inicial de potenciais impactos negativos nos direitos humanos e ambiente, que podem também gerar graves riscos para as empresas, e a resolução antecipada destes impactos. Quinto, porque existe uma tendência crescente na legislação europeia no sentido de a adoção do processo de diligência devida ao abrigo dos UNGP ser um requisito para que uma empresa possa ser considerada sustentável. Este processo já se encontra refletido (i) no Regulamento Taxonomia, que define que atividades económicas se podem considerar sustentáveis do ponto de vista ambiental (ii) no Regulamento relativo à divulgação de informações relacionadas com a sustentabilidade no setor dos serviços financeiros (mais conhecido como SFDR), em particular no princípio de não prejudicar significativamente, que deverá ser cumprido para que um produto financeiro se possa considerar um investimento sustentável, e (iii) na Diretiva sobre o relato de sustentabilidade das empresas (mais conhecida como CSRD).
A implementação de processos de diligência devida permite tornar as empresas mais competitivas, melhorar a sua reputação e a confiança do mercado e atrair potenciais clientes. É “doing well by doing good" - lucrar tornando o mundo melhor.
Autora: Inês Crispim, Associate Researcher no NOVA Knowledge Centre for Business, Human Rights and the Environment

A cibersegurança está cada vez mais presente nas prioridades das empresas. No entanto, é um tema que normalmente envolve elevados investimentos em termos de soluções e sistemas de segurança, formação e recursos, não estando, por isso, ao alcance da grande maioria das empresas portuguesas.
A Contisystems, uma empresa que atua no desenvolvimento de soluções de pagamento e de gestão de comunicação com clientes, é um processador de dados sensíveis e trabalha já há várias décadas com entidades fortemente reguladas como o sector da banca e dos seguros. Nesse contexto, tem vindo a desenvolver fortes competências e aptidões ao nível da cibersegurança.
Foi neste sentido que a Contisystems decidiu dar uso ao seu know-how nesta matéria e pô-lo ao serviço das empresas nacionais que não têm dimensão que justifique a constituição de um departamento de cibersegurança.
Assim nasceu a marca CyberAdvisor.
Ao recorrer aos serviços do CyberAdvisor as PMEs podem ter perceção dos riscos a que estão expostas e identificar rápidos pontos de melhoria, que não requerem necessariamente grandes investimentos, e que lhes permitirão uma significativa mitigação dos riscos.
Estar consciente dos riscos é já um passo enorme em termos de cibersegurança. O desconhecimento deixa a gestão de uma empresa tranquila, mas apenas até ao dia em que uma vulnerabilidade é explorada e põe em causa todo o negócio construído. Ao tomar consciência das vulnerabilidades e dos riscos, as empresas têm oportunidade de os analisar, e escolher quais devem aceitar e quais têm de ser mitigados.
O CyberAdvisor é suportado numa equipa com diferentes níveis de atuação no âmbito da cibersegurança, o que se reflete em diferentes tipos de serviço, que se adaptam às necessidades de cada empresa:
Consiste numa avaliação rápida, com base em dados públicos disponíveis na internet sobre a empresa em causa, e usando como referência um conjunto de vetores de risco identificados como relevantes para a empresa.
É o programa mais completo, e que pode ser personalizado de acordo com as necessidades de cada negócio. Por norma, inicia-se este plano com uma avaliação completa da maturidade de cibersegurança da empresa. Após identificadas as principais vulnerabilidades, é proposto um plano de ação priorizado, em conjunto com a empresa. É ainda feito um acompanhamento, passo a passo, da implementação deste plano, para que as vulnerabilidades sejam controladas ou mitigadas da forma mais adequada ao contexto em questão. E porque as pessoas são uma peça fundamental na adequada gestão de riscos de cibersegurança, são ministradas ações de formação e informação em todas as etapas deste processo.
Trata-se de uma avaliação das vulnerabilidades, sejam elas tecnológicas ou não, que constituem riscos para a empresa.
Baseia-se no desenho de políticas e procedimentos ajustadas ao contexto, ao negócio e à realidade de cada empresa, para suportar a cibersegurança.
Se os seguros de cibersegurança são de grande utilidade, a verdade é que eles não previnem incidentes, apenas minimizam o impacto financeiro que lhes está associado. E é habitual que, para a realização deste tipo de seguros, existam pré-requisitos que a organização deve demonstrar em termos de segurança de informação.
Recorrer a este tipo de consultoria torna a empresa consciente do seu nível de exposição ao risco, e da forma como conseguirá geri-lo, encontrando as melhores estratégias para proteger os seus ativos de informação.
É também cada vez mais frequente que grandes empresas exijam aos seus fornecedores garantias ao nível da cibersegurança, seja através de ratings ou processos de qualificação e avaliação.
O CyberAdvisor poderá ajudar as empresas a prepararem-se, para que nenhum negócio fique posto em causa por este motivo.
Solicite um contacto e rapidamente poderá ser concretizado um Domain Scan que lhe dará visibilidade dos riscos ao nível público a que está exposto a fim de os poder gerir adequadamente. Numa fase posterior, se considerar que se justifica, poderá solicitar um projeto de Cyber Risk Mitigation que envolverá uma análise mais profunda.
Não adie, o seu negócio merece estar protegido, e não pode parar.
Para saber mais sobre este serviço e pedir um contacto vá a https://cyberadvisor.pt/

A OCDE apresentou, no passado dia 20 de março, as conclusões do estudo “The Impact of Regulation on International Investment in Portugal”, que contou com o contributo de vários organismos nacionais, incluindo da CCIP.
Este relatório desenvolvido pela OCDE para a AICEP, com o apoio da Comissão Europeia, compara o quadro regulatório para o investimento em Portugal com um grupo de economias europeias homólogas, identifica eventuais entraves ao investimento e avalia em que medida um ambiente de negócios mais favorável pode ajudar a atrair mais IDE para o país. Do relatório constam também propostas para uma série de reformas que o Governo de Portugal poderia considerar para aumentar o nível de IDE na economia.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e a Câmara de Comércio de Cuba, assinaram, no dia 20 de março de 2023, um protocolo de cooperação com vista a estreitarem o relacionamento institucional e a incrementarem as relações económicas entre Portugal e Cuba, através de diversas iniciativas e ações conjuntas.
O referido Protocolo foi assinado pelo Vice-Presidente da CCIP, Nuno Pinto de Magalhães e pelo Presidente da Câmara de Comércio de Cuba, António Carricarte.

De 22 a 24 de março, com o objetivo de ajudar a internacionalização das empresas nacionais, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa fez-se representar no Uruguai por Pedro Magalhães, Diretor do Departamento de Comércio Internacional, em reuniões e eventos de promoção de Portugal e apresentação do potencial do país para investidores, instituições e empresários uruguaios.
A experiência resultou na compreensão da existência de bastantes semelhanças entre Portugal e o Uruguai que proporcionou um conjunto de oportunidades e sinergias prontas a serem trabalhadas.
A CCIP presta o seu agradecimento à Cámara de Comercio Uruguayo Portuguesa por todo o apoio local demonstrado e espera contribuir para intensificar e desenvolver as relações bilaterais dos dois países no futuro.

O oceano é uma vítima conhecida das alterações climáticas, mas também um espaço de soluções com elevado potencial para as combater. Carbono azul e renováveis oceânicas são apenas dois exemplos de como o uso sustentável do oceano e dos seus ecossistemas pode ser um game changer no domínio climático. Isso mesmo foi de novo abundantemente enfatizado na 10.ª conferência da revista The Economist, World Ocean Summit, regressada a Lisboa.
Se o carbono azul (e refiro-me a soluções de base natural) diz respeito à remoção do carbono assente nos ecossistemas marinhos, como as algas ou as pradarias marinhas, as renováveis oceânicas são uma forma de contribuir para o cortar ou evitar emissões de carbono. Ambas as vias são absolutamente críticas para um mundo em emergência climática porque, infelizmente, não basta cortar emissões, é também necessário remover e sequestrar o carbono que há existe na atmosfera.
A informação científica demonstra que os ecossistemas marinhos têm uma capacidade superlativa para fixar carbono, bem mais elevada do que os melhores ecossistemas terrestres, de que a floresta tropical é o exemplo cimeiro. A função de sumidouro de carbono do oceano tem passado despercebida a nível global a ponto de ser pouco ou nada considerada para efeito de proibição de práticas que libertam o carbono armazenado, como o arrasto de fundo, ou de justificação para uma proteção mais robusta de diversos ecossistemas (mangais, pradarias, etc.). É preciso valorizar essa função, sem se dar um valor, há sempre outras atividades aparentemente mais interessante no imediato.
São, pois, indispensáveis as ferramentas, como os mercados voluntários de carbono, que reconheçam esse valor e impulsionem investimentos no sentido de promover mais remoções e sequestro de carbono. Para este efeito estamos num momento especialmente interessante: a Comissão Europeia apresentou recentemente a sua proposta de regulamento de certificação de remoção de emissões, e refere expressamente os ecossistemas marinhos; o Governo português apresentou para discussão um projeto de diploma destinado a lançar os mercados voluntários de carbono, abarcando também o domínio do mar. É um caminho promissor, não isento de críticas, e por isso com necessidade de ser bem trilhado. Temas como a adicionalidade, essencial para evitar um green (ou blue) washing, ou o registo, fundamental para dar credibilidade e robustez ao mercado, evitando duplas transmissões dos mesmos direitos, têm de ser tratados com todo o rigor e segurança, sob pena de ser perder uma grande oportunidade.
Em qualquer caso, o uso de direitos transacionáveis, para efetivamente acrescentar e não ser apenas um caminho fácil de mascarar emissões crescentes, tem de ser limitar às parcelas de emissões para as quais não há ainda soluções viáveis de redução. O que me leva ao segundo tópico: reduzir ou evitar emissões por via da transição energética.
A nível mundial, o setor da energia corresponde à maior fatia na responsabilidade pela emissão de gases com efeitos de estufa. Cortar ou evitar emissões neste setor é um caminho incontornável. Com as melhores cumeeiras ocupadas já por eólicas e com o solar a disputar espaço nas cidades e no campo, o mar aberto surge como uma grande oportunidade. De águas pouco profundas, com soluções já encontradas, avança-se para soluções flutuantes, para águas mais fundas, especialmente relevantes para países como Portugal, com mar profundo bem perto da costa (não é por acaso que o primeiro projeto global de eólica flutuante, destinado a águas profundas, foi instalado em Portugal para testes em 2011). Para produção de eletricidade para injetar na rede ou de hidrogénio verde, nomeadamente para abastecer navios, há potencial e variedade suficientes para continuar a testar novas soluções e escalar outras.
Em todos estes domínios há um ponto comum: o acesso e o uso do espaço marítimo e marinho e a necessidade de garantir a escolha e a coexistência harmoniosa dos vários usos. A legislação em Portugal neste domínio, aprovada em 2014 e 2015 e pioneira a nível mundial, conhece crescentemente aplicação prática. Concebida para permitir iniciativas pública e privada, tem vindo a ser testada nessas duas frentes, sendo a recente definição de áreas em consulta pública para a instalação de parques eólicos offshore exemplo da primeira.
O oceano é muito vasto e parece vazio, mas os interesses são muitos múltiplos e nem sempre coincidentes, pelo que a lei será chamada com frequência a preveni-los e a resolvê-lo. Se é certo que a lei portuguesa favorece claramente a coexistência de usos na lógica do melhor aproveitamento do espaço, dentro desses usos vale a pena priorizar os que claramente contribuem para conter as alterações climáticas. Esses são hoje os mais urgentes.
Assunção Cristas
Professora Associada da Nova School of Law
Coordenadora do Master´s Degree in Law and Economics of the Sea – Ocean Governance
Diretora do NOVA Ocean Knowledge Centre
Of Counsel na VdA responsável pela área Ambiente e pela Plataforma de Serviços Integrados ESG

A The Navigator Company foi a anfitriã da 3ª edição do evento “Exportador do Mês” da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa!
Para além dos momentos de networking, os participantes de empresas de diversos setores de atividade tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e o know-how que faz da The Navigator Company uma empresa de referência no panorama nacional, europeu e mundial.
Com o objetivo de apresentar in loco a cultura da empresa, foi realizada uma visita guiada pelas instalações, dando a conhecer a cultura e métodos de trabalho de uma das mais importantes empresas nacionais.
Como anfitriã, a The Navigator Company, recebeu uma Menção Honrosa da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, reconhecendo o seu importante papel na internacionalização da economia portuguesa.
Poderá saber mais sobre as iniciativas da CCIP consultando o Plano de Ações 2023.

É com grande pesar que a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa se une a todos aqueles que lamentam a perda de Rui Nabeiro, o fundador da Delta Cafés. A sua morte representa uma perda enorme não apenas para a família, amigos e colaboradores, mas também para a comunidade empresarial portuguesa e para o país como um todo.
Rui Nabeiro foi um extraordinário exemplo de empreendedorismo, resiliência e inovação. A sua visão e determinação foram cruciais para transformar a Delta Cafés numa marca líder em Portugal e uma referência internacional no setor do café. Ao longo de décadas, liderou a empresa com paixão e dedicação, procurando sempre novas formas de melhorar e expandir o negócio.
Mas Rui Nabeiro foi também um humanista, alguém que colocou o bem-estar dos seus colaboradores, clientes e comunidade no centro da sua atividade. Conhecido pela generosidade e sensibilidade social, deixa um legado de responsabilidade e compromisso social que será sempre lembrado.
Neste momento difícil, gostaríamos de expressar as nossas sinceras condolências à família Nabeiro, bem como a todos aqueles que trabalharam com Rui Nabeiro e foram inspirados pela sua visão e exemplo. O seu legado continuará a viver através da Delta Cafés e das muitas vidas que ele tocou e influenciou ao longo da sua notável carreira.
Com os nossos mais profundos sentimentos,
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

Em Casablanca, a CCIP, com especial acompanhamento do Vice-Presidente Nuno Pinto de Magalhães, acompanhou empresas nacionais dos setores dos produtos alimentares, embalagens alimentares, produtos medicinais e têxteis, ao longo das suas agendas de reuniões individuais e exclusivas com os principais players do mercado.
Marrocos é, cada vez mais, um mercado relevante para empresas portuguesas devido à sua posição geoestratégica no contexto africano, à afinidade cultural com Portugal e à imagem muito positiva do nosso país junto dos cidadãos marroquinos.
Esta viagem está inserida no Plano de Ações Internacional 2023, e complementa o apoio exclusivo e tailor made à internacionalização e exportação que a CCIP presta às empresas nacionais.
Não perca a oportunidade de integrar a próxima Missão Empresarial à Costa do Marfim.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem o gosto de divulgar a 6ª Edição dos Encontros de Fornecedores CAAR, um encontro de profissionais do setor automotivo organizado pelo Cluster Automotivo e Mobilidade de Aragon, Espanha.
Com o objetivo de promover o desenvolvimento da cadeia de abastecimento do setor, facilitar aos potenciais compradores o contacto com empresas que possam tratar de alguns dos componentes ou de fases do processo produtivo, tal como a prestação de outro tipo de serviços.
O evento, a ser realizado no dia 11 de maio, no Pavilhão Zaha Hadid Bridge em Zaragoza, irá consistir em encontros individuais e exclusivos organizados tendo em conta o perfil individual que as empresas buscam em potenciais fornecedores industriais.
A participação inclui a organização de reuniões B2B, exclusivas e personalizadas ao perfil da sua empresa, viagens e alojamento e, potencialmente, se for desejável, visitas às instalações dos potenciais fornecedores.
A participação gratuita é sujeita à aprovação do questionário que poderá preencher aqui e enviar para o internacional@ccip.pt
Poderá saber mais sobre este evento aqui ou fazer a sua inscrição contatando o departamento: internacional@ccip.pt

Ao longo de 2 manhãs, reunimos profissionais da área do Marketing, com o objetivo de partilhar as principais tendências, as suas experiências, estratégias e ferramentas. Foram diversos os temas abordados:
A CCIP agradece a todos os participantes, oradores, Associados e parceiros que contribuíram para o sucesso desta edição!
APOIO


Entre os oradores já confirmados estão o Primeiro-Ministro, António Costa; Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta Cafés e presidente da CCIP; Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa; Filipe de Botton, Executive Chairman da Logoplaste; Miguel Pina Martins, CEO da Science4you; Sofia Tenreiro, partner da Deloitte; Sara do Ó, fundadora e CEO do Grupo Your; Nadim Habib, faculty member na Nova SBE; Ricardo Alves, administrador da Riberalves; Ana Paula Marques, executive board member da EDP; Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting; Pedro Castro e Almeida, CEO do Santader; e João Nuno Palma, Vice-Charmain executive comitte do Milennium BCP.
Neste grande evento as atenções vão centrar-se na internacionalização e na posição do país e das suas empresas no mercado global. Serão abordados temas tão importantes para os processo de internacionalização, tais como os desafios digitais, a construção de marcas globais, o financiamento da internacionalização ou os desafios da exportação.
Este é um dos mais delicados períodos que o mundo e o país atravessam em décadas. Os desafios que as empresas nacionais terão de enfrentar nos próximos tempos são complexos, afigurando-se essencial refletir sobre o papel que Portugal e as organizações nacionais podem e devem desempenhar na economia e comércio internacional. Por isso, este é um evento totalmente centrado na internacionalização das empresas e da economia nacional, uma das principais bandeiras da CCIP.
Durante todo o dia de 18 de abril serão abordados temas como a internacionalização e novos mercados, os desafios digitais, a construção de marcas globais, o financiamento da internacionalização ou os desafios da exportação.
"A internacionalização é um dos pilares da nossa atividade. A CCIP deve servir de plataforma para que as nossas empresas possam crescer e, com isso, contribuir para o desenvolvimento económico nacional. O Growth Forum será uma oportunidade para reunir alguns dos principais especialistas do país, que irão partilhar a sua experiência e visão, num momento especialmente desafiante para os nossos empresários e gestores", afirma Rui Miguel Nabeiro, Presidente da CCIP.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa promoveu a 2ª edição do evento "Exportador do Mês" na Central de Cervejas e Bebidas!
Para além dos momentos de networking, os participantes de empresas de diversos setores de atividade tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e o know-how que faz da Central de Cervejas e Bebidas uma empresa de referência no panorama nacional.
Com o objetivo de dar a conhecer in loco a cultura da empresa, foi realizada uma visita guiada pelas instalações, dando a conhecer a cultura e métodos de trabalho de uma das mais importantes empresas nacionais.
Como anfitriã, a Central de Cervejas e Bebidas, recebeu uma Menção Honrosa da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, reconhecendo o seu importante papel na internacionalização da economia portuguesa.
Poderá saber mais sobre as iniciativas da CCIP consultando o Plano de Ações 2023.

Na roda da Cibersegurança, todos, sem exceção, têm um importante papel e missão a cumprir. Um sistema adequado de gestão do risco acompanhado de boas práticas, formação e sensibilização das pessoas ajudará, decerto, a refletir e interiorizar a cultura da Cibersegurança a praticar nas empresas.
A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 108/2019, de 5 de junho, aprovou a Estratégia Nacional de Segurança do Ciberespaço 2019-2023. (ENSC) Nela, define-se a Cibersegurança como o conjunto de “medidas e ações de prevenção, monitorização, deteção, reação, análise e correção que visam manter o estado de segurança desejado e garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade e não repúdio da informação, das redes e sistemas de informação no ciberespaço, e das pessoas que nele interagem”.
Com relação aos Direitos Humanos a ENSC expressamente refere: “. A Estratégia assenta (…) na estrita observância da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais do Conselho da Europa, da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, da proteção dos direitos fundamentais, a liberdade de expressão, os dados pessoais e a privacidade”.
Consequentemente a implementação, como se verá, de uma Cultura para a Cibersegurança nas empresas com vista a garantir o triângulo dos objetivos da segurança que são a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação são importantes para a salvaguarda daqueles Direitos [1].O princípio da due diligence na implementação dos Direitos Humanos pelas empresas, irá, decerto, enriquecer e influenciar a própria cultura para a Cibersegurança.De acordo com o adágio popular “mais vale prevenir do que remediar”, os estudos da segurança têm, cada vez mais, apostado na prevenção. Percebe-se, por isso, que a ENSC tenha elegido como um dos eixos de intervenção (eixo 2) “a prevenção, educação e sensibilização” para a Cibersegurança. Assim, a dependência, em maior ou menor grau, do exercício das atividades empresarias no e para além do ciberespaço dita que a prevenção passe a ser, também para as empresas, um fator primordial.
Associada à prevenção anda o risco, mais concretamente, a sua identificação, análise, avaliação e controlo. Assim, para prevenir a ocorrência de um risco, importa conhecer, por um lado, a probabilidade de ocorrência de um fenómeno perigoso - a ameaça – e, por outro lado, a gravidade dos danos para a empresa que tal fenómeno, mais concretamente, o ciberataque ou a ciberexploração (exploitation), pode causar [2]. Feita a identificação dos diferentes tipos de risco, importa analisá-los de acordo com a metodologia definida, para, depois, avaliá-los.
É que os riscos não são todos iguais. Eles podem ter probabilidades de ocorrência e gravidades diferentes, devendo, por isso, serem avaliados (valorados) para, em passo subsequente, serem escolhidas, pelos responsáveis da empresa, as medidas preventivas adequadas [3]. Riscos distintos requerem, por isso, um tratamento diferente. Quanto maior for o risco, mais exigente será, decerto, a medida preventiva a implementar.
Percebe-se, assim, que cada empresa é única e, por isso, corre os seus próprios riscos. Contudo, podem ser elencados alguns fatores que terão, decerto, impacto no controlo e na gestão dos riscos. Nesse sentido, notamos, sem pretensão de exaustão, a exposição digital da empresa, a ligação à Internet, as compras e vendas online, os sistemas de interação automática/autónoma com clientes e fornecedores, a adoção de sistemas de alojamento remoto, o trabalho à distância [4], a informação e formação das pessoas, o investimento em Cibersegurança e a própria cultura empresarial para a Cibersegurança e para os Direitos Humanos.
De acordo com o World Economic Forum, os ciberataques mais temidos, pelas organizações que lidam com as questões da Cibersegurança, são o Ransomware, a Engenharia Social e ameaça interna maliciosa [5]. Para melhor percetibilidade, convém explicar, em termos simples, em que é que cada uma delas consiste.
O Rasomware “representa um tipo de malware que infeta os sistemas dos utilizadores e manipula o sistema de forma que a vítima não consiga utilizar, parcial ou totalmente, os dados que estão armazenados. A vítima geralmente recebe um aviso de chantagem por pop-up, pressionando a vítima a pagar um resgate para recuperar o acesso total ao sistema e aos arquivos” [6]. Já a engenharia social caracteriza-se pela manipulação psicológica das pessoas, pelos invasores, que levam as vítimas à execução de certas ações que lhes são prejudiciais ou à divulgação de informações confidenciais. Trata-se de técnicas de subterfúgio, com as devidas adaptações, muito parecidas com as burlas. Por último, a ameaça interna maliciosa caracteriza-se por alguém que teve ou tem ligações à empresa (exemplo, funcionários ou ex-funcionários, certos prestadores de serviços), com acesso à rede, sistema ou dados, utilizando a informação obtida para atividades maliciosas.
Principalmente, com relação à engenharia social e à ameaça interna maliciosa, verifica-se a importância do comportamento humano (erro ou má índole), para a concretização do risco. Na Cibersegurança, é de uso referir-se que mais do que as ameaças direcionadas para as máquinas, programas, rede, equipamentos, sistemas, importa não descurar os comportamentos humanos. Ciente dessa realidade, a ENSC acoplou, e bem, à prevenção, a educação e a sensibilização das pessoas.
Os procedimentos técnicos da segurança, acompanhados das soluções de engenharia informática e investimentos, têm como destinatários todas as pessoas que lidam, pelos mais diferentes motivos, com esta realidade. É por isso importante que comunguem de uma cultura para a Cibersegurança. Com efeito, a partilha e a interiorização de valores e normas, por uma determinada “comunidade empresarial”, são importantes para garantir um ambiente de informação seguro e contribui para o sucesso empresarial. Como toda a cultura leva tempo, aprende com os seus próprios erros e, por isso, está sempre sujeita à melhoria contínua, mas é fundamental.
A aposta na informação e na formação das pessoas é um importante investimento. Ela contribui para que sejam evitados graves prejuízos, tais como os danos nos sistemas e/ou a sua interrupção temporária e que impedem cumprimento das obrigações junto aos Clientes e terceiros, as perdas de informação, os danos de imagem (reputação) e, no caso do ransomware, o pagamento do resgate usualmente por criptomoedas [7].Um sistema adequado de gestão do risco, acompanhado de boas práticas, formação e sensibilização das pessoas, ajudará, decerto, a refletir e a interiorizar a cultura da Cibersegurança a praticar nas empresas.
É que na roda da Cibersegurança, todos, sem exceção, têm um importante papel e missão a cumprir.
Autora: Anabela Paula Brízido, Doutoranda em Direito e Assistente Convidada da NOVA School of Law, Investigadora Associada do NOVA Centre on Business, Human Rights and the Environment (NOVA BHRE) e membro associado do Centro de Investigação da Academia Militar (CINAMIL). E.mail: anabela.brizido@novalaw.unl.pt
[1] Conhecido pela CIA triad: Conifdentiality; Integrity e Availabiltiy. Maymí, Fernando, Harris, Shon, CISSP Exam Guide; (2019); 9ª ed.,New York, Mc Graw Hill.
[2] Noção adaptada de Roxo, Manuel M., (2006), Segurança e Saúde do Trabalho: Avaliação e controlo de riscos, Coimbra, Almedina.
[3] Para maiores desenvolvimentos: Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) Portugal, Guia para Gestão de Riscos em matérias de Segurança da Informação e Cibersegurança, V. 1.0, (s/data), disponível em https://www.cncs.gov.pt/docs/guia-de-gestao-dos-riscos.pdf; acedido em 21.02.2023.
[4] CNCS, Relatório Cibersegurança em Portugal, Economia, maio 2022, CNCS.
[5] World Economic Forum, (2022), Global Cybesecurity Outlook 2022, Insight Report, World Economic Forum.
[6] Noção constante no glossário do CNCS, disponível em https://www.cncs.gov.pt/pt/glossario/#linhasobservacao.
[7] CNCS, Relatório Cibersegurança em Portugal, Economia, maio 2022, CNCS.

Na região de Maharashtra, empresas de setores da tecnologia, energia, vinícola, mobiliário e indústria automóvel, tiveram acesso a uma agenda personalizada e previamente validada com potenciais importadores, distribuidores, parceiros e/ou clientes finais.
Portugal possui relações seculares com a Índia, o que faz com que o potencial de negócio no país seja elevadíssimo, dada a consideração de excelência que são tidas as empresas portuguesas.
Esta viagem está inserida no Plano de Ações Internacional 2023, onde complementa o apoio exclusivo e tailor made à internacionalização e exportação que a CCIP presta às empresas nacionais.

Na Cidade do México, a CCIP proporcionou agendas de reuniões individuais com os principais players, para as empresas portuguesas dos setores têxtil, suplementos alimentares e indústria metalomecânica.
Este mercado, possui fortes instituições macroeconómicas e está aberto ao comércio e ao investimento privado. Esta estabilidade faz com que as perspetiva de negócio para as empresas portuguesas sejam positivas.
Esta viagem está inserida no Plano de Ações Internacional 2023, onde complementa o apoio exclusivo e tailor made à internacionalização e exportação que a CCIP presta às empresas nacionais.
A 11ª edição da Missão Empresarial ao México realiza-se entre 1 a 5 de maio. Não perca a oportunidade de internacionalizar o seu negócio na segunda maior economia da América Latina.

O ano de 2022 foi um ano “significativamente positivo para Portugal”, afirmou, realçando, no entanto, que na perspetiva microeconómica o ano foi “mais controverso”, pois a sociedade portuguesa registou uma perda significativa de poder de compra.
Num Salão Nobre da CCIP lotado, Paulo Portas deixou um elogio à União Europeia por ter conseguido reduzir a sua dependência energética em relação à Rússia.
O Vice-Presidente da CCIP considerou o diálogo entre os EUA e a China “o assunto mais importante dos próximos anos”, pois a competição entre estes dois países vai durar por muitos anos.
A marcar o ano estarão, ainda, quatro grandes tendências e prioridades que deverão guiar o caminho em direção à transição e à independência energética: as energias renováveis, o gás natural liquefeito, o hidrogénio e o nuclear.
Já no final, Paulo Portas referiu quatro fatores fulcrais para a economia portuguesa: o “extraordinário” peso do Turismo; o peso das compras de ativos por parte de estrangeiros; o mix energético que permite a Portugal não depender do Leste europeu neste âmbito; e os fundos do PRR, pedindo que haja “competência e eficácia” na sua gestão e execução, alertando para os timings que lhe estão associados.

Quando falamos de direitos humanos, em particular, em direitos das crianças, somos confrontados com uma triste realidade: a informação disponível é escassa, não permitindo uma avaliação do real contributo das empresas em relação ao impacto negativo e/ou positivo na proteção e respeito pelos direitos da criança. Também é verdade, que esta circunstância está relacionada com o facto das empresas, de modo geral, terem um conhecimento limitado dos efeitos e das consequências potencialmente marcantes que as suas operações e cadeias de abastecimento podem ter nos direitos e nas vidas das crianças.
Contudo, a época em que as iniciativas voluntárias eram a única forma de incentivar as empresas a respeitar os direitos humanos está a dar lugar ao reconhecimento de que são necessárias novas formas de regulação com força legal, onde a proteção dos direitos humanos e, em particular, os direitos das crianças, merecerá atenção.
Na Europa começam a surgir iniciativas por parte dos Governos de regulação da ação das empresas em matéria de violação dos direitos humanos e eventuais danos ambientais, e exigindo a aplicação do “dever de diligência” obrigatória às empresas. Por sua vez, a União Europeia pretende adotar uma abordagem comum nesta matéria. A proposta de “Diretiva sobre Dever de Diligência das empresas em matéria de sustentabilidade” , apresentada em 23 de fevereiro 2022, tem como objetivo fomentar um comportamento empresarial sustentável e responsável ao longo das cadeias de valor e por todo o mundo. Pretende estabelecer um dever de diligência das empresas no sentido de identificar, prevenir, eliminar, atenuar e responsabilizar pelos impactos adversos nos direitos humanos e no ambiente, tanto nas próprias operações da empresa, como nas suas filiais e nas suas cadeias de valor. Uma das situações de violação dos direitos humanos identificada, é a violação da proibição de trabalho infantil, incluindo situações de escravatura, servidão, trabalhos forçados, prostituição, atividades ilícitas e trabalho que, pela sua natureza ou circunstâncias em que é realizado, é suscetível de prejudicar a saúde, a segurança ou a moral das crianças .
É, por isso, fundamental que a equação “proteção” e “respeito” pelos direitos das crianças seja considerada um investimento para as empresas com benefícios comprovados, como o reforço da reputação da empresa enquanto referência em matéria de cumprimento de normas, a melhoria da gestão do risco, além de uma maior facilidade de contratação de mão-de-obra qualificada e do aumento da satisfação dos trabalhadores e consumidores.
Assim, como podem as empresas compreender o impacto (real e potencial) das suas decisões de investimento e atividades de negócio nos direitos das crianças?
O documento “Direitos da Criança e os Princípios Empresariais” (PEDC) desenvolvido pela UNICEF, a Organização “Save the Children” e o Pacto Global das Nações Unidas, em 2012, e inspirado pelos “Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos” (UNGPs) , a par do Comentário Geral nº 16 (CG16) do Comité dos Direitos da Criança , de 2013, continuam a fornecer um quadro de referência alargado às empresas na proteção e respeito pelos direitos das crianças. O primeiro, consubstanciado em 10 princípios, aponta as ações empresariais concretas, permitindo que estas avaliem o impacto das suas ações sobre os direitos das crianças, no âmbito das suas operações empresariais e cadeias de abastecimento. O segundo (CG16) identifica um leque de obrigações estatais relativas ao impacto do setor empresarial nos direitos da criança em matéria de regulação, operação, fiscalização e responsabilização das práticas empresariais.
Pela sua relevância e impacto será abordado apenas o PEDC. Neste quadro, cabe às empresas: cumprir com sua responsabilidade de respeitar e promover os direitos das crianças (1), contribuindo para a erradicação do trabalho infantil em todas as atividades e relações empresariais (2); proporcionar um trabalho digno aos jovens trabalhadores, pais e cuidadores (3); assegurar a proteção e segurança às crianças em todas as atividades e instalações empresariais (4), garantindo produtos e serviços seguros (5); assegurar serviços de marketing e publicidade que respeitem e promovam os direitos das crianças (6), incluindo em relação ao meio ambiente, aquisição e uso de terras (7), de forma segura (8), mesmo para às crianças afetadas por situações de emergência (9), reforçando os esforços da comunidade e do governo para proteger e satisfazer os seus direitos (das crianças) (10).
Nesta primeira década do PEDC, constatou-se que os esforços das empresas se concentraram em áreas como a eliminação do trabalho infantil, o trabalho decente dos jovens trabalhadores, pais e cuidadores, a par da proteção das crianças afetadas por emergências (conflitos armados e/ou catástrofes naturais). No momento presente, os desafios empresariais e societais são maiores, exigindo às empresas uma maior vinculação e compromisso em relação à proteção e respeito dos direitos das crianças, para além do compromisso da eliminação do trabalho infantil (inaugurado pelo Pacto Global das Nações Unidas - P5), alargando horizontes/alcance para outros princípios estabelecidos no PEDC, como a elaboração de códigos de conduta para garantir o respeito e proteção da criança, documento que deve definir, detalhadamente, as expectativas das empresas em relação à conduta dos indivíduos no âmbito de suas operações que interajam com crianças – define uma “política de tolerância zero das empresas para violência, exploração e abuso” (P4). Mas também, na área da informação, o PEDC aponta para o uso de “ferramentas de marketing e publicidade que apoiem e respeitem os direitos das crianças” (P6), sendo, por isso, esperado que as empresas assumam compromissos de comunicação responsável tanto para os consumidores em geral, como para as próprias crianças.
A operacionalização dos 10 princípios do PEDC dá-se em diferentes contextos: no local de trabalho, no mercado, na comunidade e meio ambiente. Os princípios 2 a 4 implementam-se nos locais de trabalho das empresas; os princípios 5 e 6 aplicam-se ao mercado, enquanto os restantes ao nível da comunidade e meio ambiente, conforme se apresenta no quadro 1.

Fonte: Save the Children, Children Rights and Business Principles (CRBP)
O princípio 1 “Integração dos Direitos da Criança”, é considerado orientador dos restantes 9 princípios, definindo três ações centrais para salvaguardar o respeito e proteção dos direitos das crianças pelas empresas: o “compromisso político”, as “medidas de dever de diligência” e os mecanismos de “remediação”. Por sua vez, os restantes 9 princípios encorajam as empresas a implementar ações concretas, a par da avaliação do seu impacto nas crianças no âmbito de todas as suas atividades e relações relacionadas com o local de trabalho, o mercado, a comunidade e o ambiente.
A seguir (Quadro 2) é apresentado um modelo desenvolvido pela Organização “Save the Children” para orientar e apoiar as empresas na implementação do PEDC nas suas estratégias empresariais.

Fonte: “Save the Children`s CRBP Support Model – Overview”.
Em jeito de conclusão, às empresas exige-se que assumam o compromisso de respeitar e proteger os direitos da criança, garantindo que estes são parte do quadro orientador das estratégias empresarial e sustentabilidade da empresa; depois analisar o contexto das suas operações de negócios e avaliar o respetivo impacto sobre as crianças (dever de diligência). A par disto, selecionar e colocar em prática ações dirigidas as crianças baseadas nas atividades principais do negócio, o que implica medir o impacto da sua ação e comunicar publicamente o progresso alcançado; e por fim, há que prever mecanismos de remediação transparentes e eficazes de situações de abusos.
Segundo as palavras do ex-Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, não estamos a pedir às empresas para fazer algo de diferente da sua atividade normal, estamos a pedir às empresas para fazer o negócio normal de forma diferente.
Os 10 princípios do PEDC:
Autora: Odete Severino Soares Perita em Direitos Humanos e Direitos da Criança. Mestranda em Direito na Nova School of Law e Associada do NOVA Centre on Business, Human Rights and the Environment. E-mail: ss.odete@gmail.com
[1] https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/ALL/?uri=CELEX%3A52022PC0071 - COM/2022/71 final
[2] https://www.consilium.europa.eu/pt/press/press-releases/2022/12/01/council-adopts-position-on-due-diligence-rules-for-large-companies/
[3] http://childrenandbusiness.org/
[4] https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/publications/GuidingprinciplesBusinesshr_eN.pf
[5] https://www.refworld.org/docid/51ef9cd24.html
[6] https://globalcompact.pt/index.php/pt/un-global-compact/os-dez-principios - Princípio 5 - “Abolição efectiva do Trabalho Infantil”.
[7] Tradução para língua portuguesa da responsabilidade da autora, baseado no “Save the Children`s CRBP factsheet”. Disponível: https://savethechildren.ch/wp-content/uploads/2020/03/factsheet_children_s_rights_and_business_principles.pdf
[8] Tradução para língua portuguesa da responsabilidade da autora, baseado no “Save the Children`s CRBP Support Model – Overview”. Disponível: in Children Rights and Business Principles Roundtable, June 2015, Pág. 13 https://www.sahrc.org.za/home/21/files/Childrens%20Rights%20and%20Business%20Principles%20Roundtable%20for%20web.pdf
[9] https://resourcecentre.savethechildren.net/document/childrens-rights-and-business-principles-crbp/

Para além dos momentos de networking, os participantes de diversos setores de atividade tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e o know-how da empresa.
Com o objetivo de dar a conhecer in loco a cultura que faz da Gelpeixe uma empresa líder na exportação nacional, o evento revelou-se um sucesso, tendo a CCIP tomado a iniciativa de não apenas ajudar a internacionalização das empresas nacionais, como também dar a conhecer a cultura e métodos que fazem da exportação e internacionalização de qualquer empresa um sucesso.
Como anfitriã, a Gelpeixe, recebeu uma Menção Honrosa da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, reconhecendo o seu papel exímio na internacionalização nacional.


Em Varsóvia, Boleslawiek e Bydgoszcz, os empresários participantes, das áreas da automatização industrial e financeira, tiveram acesso a uma agenda personalizada, exclusiva, individual e previamente validada, de potenciais importadores, distribuidores e/ou clientes finais.
A Polónia é hoje sinónimo de estabilidade política e social, e caracteriza-se por apresentar um desenvolvimento dinâmico e grande confiança no futuro, com o maior crescimento, em termos de PIB, da União Europeia. Apresentando inúmeras vantagens às empresas portuguesas, como um sistema bancário resiliente e a forte demanda do mercado doméstico.
Esta viagem complementa o apoio exclusivo e de qualidade à internacionalização e exportação que a CCIP procura constantemente prestar às empresas portuguesas.
Convidamo-lo a saber mais sobre as Missões Empresariais da CCIP consultando o Plano de Ações Internacionais de 2023.

O inquérito da Eurochambres “Women Network” 2023 está online!
Embora haja muitos desafios que as mulheres empresárias (que tenham constituído ou adquirido uma empresa) enfrentam na sua vida diária, ainda não há muita informação disponível sobre o que é necessário fazer a nível europeu para estimular o empreendedorismo feminino.
Este inquérito visa recolher dados sobre a situação das mulheres empresárias e ter uma imagem mais clara dos desafios que enfrentam nas empresas e das soluções que seriam necessárias.
Ao responder a este inquérito, irá ajudar-nos a ter uma imagem mais clara do que ainda é necessário fazer para garantir que as mulheres empresárias tenham as mesmas oportunidades e proteção que os seus homólogos masculinos.
O inquérito leva menos de 5 minutos a ser preenchido, e está disponível em português neste link.
A data limite de resposta é dia 19 de Fevereiro de 2023

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) dedicou a manhã de dia 17 de janeiro a debater e a pensar as conexões ferroviárias entre Portugal e Espanha. Foram representadas neste evento instituições como a Sudoeste Ibérico en Red, a B-Rail ou a Infraestruturas de Portugal.
Este evento foi organizado pela CCIP em parceria com o Corredor Sudoeste Ibérico e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola. No centro da discussão estiveram as necessidades atuais das ligações ferroviárias ibéricas e o seu desenvolvimento futuro.
As boas-vindas foram dadas por Nuno Pinto de Magalhães, Vice-Presidente da CCIP, e por Miguel Seco Fernández, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola. De seguida subiu ao palco Antonio Garcia Salas, do Sudoeste Ibérico en Red, para falar sobre o “Corredor Sudoeste Ibérico como Eixo do Desenvolvimento Ibérico”. A mesa-redonda da manhã teve como tema as “Necessidades, Desafios e Perspetivas das Conexões entre Portugal e Espanha no Horizonte 2030”, e foi composta por Miguel Cruz, Presidente da Infraestruturas de Portugal, Alberto Castanho Ribeiro, Administrador da B-Rail (Grupo Barraqueiro) e Raul Magalhães, Presidente da Associação Portuguesa de Logística. O encerramento foi realizado por João Maria Grilo, Presidente da ADRAL.

Francisco Ribeiro de Menezes, embaixador português em Berlim, é o vencedor do prémio Francisco de Melo e Torres, atribuído pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), que distingue anualmente o chefe de missão diplomática que mais se destacou pelos resultados no apoio à internacionalização das empresas portuguesas e na promoção da imagem de Portugal.
Ribeiro de Menezes é embaixador em Berlim desde 2020, sendo que, depois de ultrapassada a fase mais aguda da pandemia da Covid-19, de janeiro a outubro de 2020, as exportações nacionais de bens e serviços cresceram 40%, dado que se salda num novo recorde na taxa de cobertura das exportações sobre as importações – uns expressivos 96%. No mesmo período, o investimento alemão cresceu 200%, sobressaindo áreas de ponta como a indústria automóvel (com 7 centros de engenharia criados em Portugal), as energias renováveis e as soluções digitais.
“O momento definidor da relação luso-alemã foi a nossa presença, como país convidado, na edição deste ano da Hannover Messe, a mais relevante feira industrial do mundo. Tratou-se da maior ação de promoção económica no exterior empreendida por Portugal, com cerca de 110 empresas envolvidas”, explica o embaixador Francisco Ribeiro de Menezes.
Antes da capital alemã, Ribeiro de Menezes foi embaixador em Espanha, principal parceiro económico de Portugal, onde a atividade, em matéria de diplomacia económica, se centrou na promoção das empresas portuguesas no mercado espanhol em estreita articulação com as duas Câmaras de Comércio, em Lisboa e Madrid, e no reforço da posição privilegiada de Portugal como destino turístico para os consumidores espanhóis. Durante estes cinco anos e meio, sempre com indicadores crescentes em matéria de exportações de bens e serviços, foi possível reforçar os laços bilaterais em matérias tão relevantes como a cooperação transfronteiriça, o aproveitamento conjunto de recursos naturais partilhados e a diversificação e incremento da presença de grandes grupos empresariais portugueses em Espanha, o que contribuiu para o significativo aumento do peso das exportações no PIB nacional.
O prémio da CCIP é relativo a 2021 pelo facto de, no ano passado, não ter sido atribuído devido à pandemia. Ribeiro de Menezes foi distinguido nesta quarta-feira, dia 4 de janeiro, no Seminário Diplomático, que contou com a presença da ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock.

A Comissão Europeia publicou, recentemente, o segundo Relatório de Aplicação e Cumprimento dos Acordos de Comércio Livre da União Europeia (UE). O relatório analisa e fornece informações sobre a aplicação dos acordos comerciais da UE, que já vigoravam em 2021, e descreve as ações da Comissão, em estreita parceria com as empresas da UE, os Estados-Membros e as partes interessadas, com vista a manter os mercados abertos e a garantir que os parceiros comerciais da UE cumprem os seus compromissos.
Em 2021, a UE tinha em vigor 42 acordos comerciais que abrangem 74 países e 44% das trocas comerciais realizaram-se ao abrigo destes acordos, prevendo-se que este número aumente para 47,4%, com a incorporação de acordos atualmente em fase de adoção ou de ratificação. De acordo com o relatório apresentado, as exportações da UE para os parceiros preferenciais (menos Reino Unido) aumentaram mais (16%) do que as exportações da UE para todos os outros parceiros (13%), entre 2020 e 2021.
O comércio da UE com os 74 países, em 2021, totalizou 1 891 mil milhões de euros, com as exportações a alcançar 1 049 mil milhões de euros e as importações 841 mil milhões de euros, resultando num saldo positivo de 124 mil milhões euros. O Reino Unido é agora o primeiro parceiro preferencial da UE (7º maior em termos globais) representando 22,8% do comércio da UE com os parceiros preferenciais, seguido da Suíça, com 14,8%, da Turquia com 8,3%, da Noruega com 6,9% e do Japão com 6,6%. Em conjunto este grupo de cinco mercados foi responsável por mais metade do comércio preferencial da UE (60%). No entanto, os exportadores europeus poderiam tirar ainda maior partido das oportunidades oferecidas pelos acordos em vigor.
A Comissão Europeia lançou, em 2020, o novo portal “Access2Markets”, que contém informações sobre o funcionamento dos acordos comerciais. As empresas podem também consultar informação sobre 135 mercados de exportação nomeadamente: direitos aduaneiros, impostos internos, regras de origem aplicáveis e formalidades de importação e procedimentos aduaneiros. Neste portal as empresas podem ainda apresentar casos concretos de obstáculos relacionados com o acesso aos mercados, para que a Comissão Europeia possa analisar a denúncia, identificar o problema reportado e desenvolver as ações tidas por relevantes. (fonte: Comissão Europeia).
Para mais informações:

Poucas afirmações terão uma aceitação tão unânime e incontestada no meio empresarial como aquela que garante que o segredo é a alma do negócio. Contudo, e porque o paradigma está a mudar, a transparência é agora a nova palavra de ordem para as empresas do futuro –ainda que um futuro muito, muito próximo, com consumidores e intuitos legislativos a exigirem, em conjunto, mais e melhor informação.
A 23 de fevereiro deste ano, a Comissão Europeia adotou a Proposta de Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa ao dever de diligência das empresas em matéria de sustentabilidade. Já se aguardava algum impulso de grande monta por parte do legislador europeu neste âmbito, sobretudo depois de fixados, em 2015, pelos EstadosMembros das Nações Unidas, os dezassete objetivos de desenvolvimento sustentável a serem atingidos até 2030, entre os quais consta o ODS 12, onde se ambiciona garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis. Faltam sete anos a partir do próximo mês.
Sendo certo que apenas três categorias de empresas ficam sujeitas ao cumprimento da Diretiva, se vier a ser aprovada nos termos sugeridos, esta Proposta veio alavancar a necessidade de as empresas dedicarem atenção ao impacto que as suas atividades económicas representam ou podem representar para o ambiente e os direitos humanos nas suas cadeias de valor globais. As PME não estão diretamente abrangidas pelo texto da Proposta, ainda que possam vir a ser afetadas por ela indiretamente (por exemplo, se pertencerem às cadeias de abastecimento das empresas visadas pelo diploma). Ainda assim, está inaugurada a oportunidade de qualquer empresa, independentemente da sua dimensão lucrativa e/ou de recursos humanos e ainda que não vinculada ao texto da Proposta de Diretiva, iniciar uma reflexão interna acerca do seu impacto no mundo, mais especificamente no que concerne à sustentabilidade ambiental e social.
Esta Proposta não vem apenas refletir os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. A nível europeu, a Diretiva referente à divulgação de informações não financeiras sobre a governação sustentável das empresas, de 2014, já apontava um encaminhamento bastante claro no sentido da sustentabilidade. Ainda assim, provavelmente o diploma mais representativo da tomada de atenção europeia à questão ambiental data de 11 de dezembro de 2019, altura em que foi implementado o Pacto Ecológico Europeu, e, mais recentemente, com enfoque nos consumidores e na transição ecológica, a Nova Agenda do Consumidor, de 13 de novembro de 2020.
Mais relevante do que elencar os diplomas europeus e internacionais atentos à sustentabilidade, sempre será a constatação de que eles próprios refletem um certo encaminhamento da sociedade num determinado sentido. Até muito recentemente, as preocupações mais vincadas em matéria de violação de direitos humanos não se imiscuíam, regra geral, nas relações de direito privado. Essa era uma matéria a que o direito público e o direito internacional poderiam dedicar-se. Não se duvide de que esta alteração de paradigma foi significativamente impulsionada pela mudança dos tempos e da sociedade como um todo, sendo de salientar, em especial, o papel dos consumidores – esses, cada vez mais atentos, diligentes, solicitadores de informação precisa.
Nesta senda, a manter-se o padrão crescente de intransigência dos consumidores pela violação de direitos humanos e pela desconsideração do impacto ambiental das empresas, o crescimento económico significante ficará seguramente reservado àquelas que souberem implementar mecanismos de controlo das cadeias de valor globais o quanto antes, selecionando criteriosamente com quem e como contratam nas suas cadeias de abastecimento e de que forma executam a sua atividade. A manter-se o padrão de intransigência, as empresas com maiores oportunidades de sucesso acabarão por ser as que demonstrarem maior disponibilidade para oferecer informação fidedigna aos consumidores.
Ao nível nacional em particular, assistimos já à monitorização das empresas que mais promovem os fatores de ESG (Environmental, Social, Governance) e a Diretiva ainda nem foi aprovada, o que revela um impulso interessante de um ponto de vista corporativo. Em 2021, entre as empresas avaliadas, a que melhor ficou cotada nestes domínios foi o Grupo Nabeiro (Delta Cafés), segundo a avaliação do Merco, sendo este escrutínio particularmente relevante considerando que a sua área de atividade é uma das muito permeáveis à violação de direitos humanos.
Faltam sete anos a partir do próximo mês para serem atingidos padrões de consumo e de produção sustentáveis. Abertas as hostilidades ao controlo das cadeias de valor globais e à implementação de instrumentos legais para o efeito, é agora hora de as empresas iniciarem um diálogo com os consumidores, fornecendo-lhes informações fidedignas acerca das razões éticas pelas quais eles devem contratar com elas.
Autora: Maria Miguel Oliveira da Silva
Doutoranda em Direito e Assistente Convidada da NOVA School of Law. Investigadora Associada do NOVA Centre on Business, Human Rights and the Environment e do NOVA Consumer Lab em matérias de direito do consumo e direitos humanos. E-mail: mariamiguel.silva@novalaw.unl.pt.


A Yunit Consulting e a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) prepararam um Roadmap de Acesso à Internacionalização para ajudar as empresas, desde a estratégia inicial e preparação do projeto, passando pelo financiamento, à prospeção comercial nos mercados que forem selecionados.
“A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem ajudado inúmeras empresas portuguesas exportadoras a fazerem mais negócios a nível internacional. Conseguimos que os nossos clientes poupem tempo, dinheiro e recursos no processo de desenvolvimento de negócio internacional, em mais de 90 mercados distintos e fruto de uma rede ampla de consultores especializados”, evidencia Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da CCIP.
Ambas as organizações acreditam que esta parceria irá sem dúvida trazer resultados benéficos e sustentáveis a médio e longo prazo para as PME nacionais.

A União Europeia e o Chile concluíram, no dia 9 de dezembro, as negociações sobre o Acordo-Quadro UE-Chile. O acordo coloca valores comuns como os direitos humanos, o comércio sustentável e a igualdade de género no cerne das relações UE-Chile e reforça a cooperação sobre desafios globais comuns, como a luta contra as alterações climáticas e o ambiente.
Este acordo visa também aprofundar a cooperação, promover o investimento e proporcionar novas oportunidades às empresas da UE, na quinta maior economia da América Latina:
O comércio bilateral da UE com o Chile ascendeu, em 2021, a 16,9 mil milhões de euros. No contexto do comércio internacional português, o Chile, como cliente de Portugal ocupou, em 2021, a 45ª posição, com uma quota de 0,2% do total, e como fornecedor a 66ª posição (0,1%).
As exportações nacionais de mercadorias para este mercado, em 2021, totalizaram 125,9 milhões de euros e as importações, no mesmo período, ascenderam a 50,6 milhões de euros, traduzindo-se assim num saldo da balança comercial positivo.
As exportações foram constituídas essencialmente por máquinas e aparelhos (26,8%); madeira e obras de madeira e cortiça (22,6%); metais comuns e suas obras (12,7%); plásticos e suas obras (10,5%); veículos e outro material de transporte (6%); pastas de madeira (3,8%) e produtos das indústrias químicas (3,6%).
Quanto às importações provenientes do Chile, estas dizem respeito principalmente a produtos agrícolas (63,7%); pastas celulósicas e de papel (23,8%) e produtos industriais alimentares (10,3%).
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que, em 2020, exportaram para o Chile 436 empresas portuguesas.
Este acordo vem criar oportunidades de negócios para as empresas europeias, em termos de acesso ao mercado, e o comércio entre Portugal e o Chile tem, por esta razão, um grande potencial para se desenvolver.
A UE e o Chile celebraram, em 2002, um Acordo de Associação, que inclui um acordo de comércio livre e abrangente e, desde então, e até 2021, o comércio bilateral de mercadorias cresceu 163%. Neste mesmo período o comércio entre Portugal e Chile cresceu 134%.
O novo Acordo-Quadro UE-Chile responde a novas prioridades e desafios globais que emergiram desde a assinatura do atual Acordo de Associação, em vigor, assinado há 20 anos.
Numa primeira etapa, após revisão jurídica, os textos do novo acordo-quadro serão traduzidos para todas as línguas da UE. Posteriormente, e numa fase seguinte, irá avançar-se para a sua conclusão e ratificação.

Esta é a nova proposta da CCIP para apoiar as empresas portuguesas no seu processo de internacionalização. O serviço tem como objetivo ajudar as empresas nacionais a chegar até fabricantes e fornecedores chineses com selo de garantia ao longo de todo o processo.
A experiência de há muitos anos da CCIP permite oferecer parceiros de qualidade com base nos requisitos de cada cliente, sendo o nosso compromisso e dos consultores da CCIP no mercado chinês encontrar os mais fiáveis fornecedores.
Entre muitas outras, as vantagens para fabricar/comprar na China são:

A 3ª edição do Bootcamp de Recursos Humanos e Sustentabilidade da CCIP realizou-se nos dias 21 e 22 de novembro, num formato 100% gratuito e presencial.
Foram duas manhãs de partilha e reflexão sobre o Futuro dos Recursos humanos e Sustentabilidade em que cerca de 24 oradores, falaram de temas relevantes como: Saúde, bem-estar, benefícios, retenção, sustentabilidade e os desafios da regulação da mesma.
A CCIP agradece a todos os participantes, oradores e parceiros que contribuíram para o sucesso desta edição!
APOIO


A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio e Indústria Europeias desenvolve, anualmente, em colaboração com as Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, um Estudo Económico Europeu, o qual é resultado de um inquérito anual à atividade das empresas e tem por objetivo, a recolha de informação e de opinião junto dos empresários na Europa, sobre alguns aspetos da atividade empresarial, nomeadamente, evolução da procura e das vendas; investimento; emprego e clima de negócios.
Colaboraram, nesta 30ª edição do estudo mais de 42.000 empresas de 25 países europeus. A nível nacional o estudo foi desenvolvido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Conheça os resultados aqui.

De 14 a 18 de novembro, a CCIP está a realizar a Missão Empresarial à Suécia, a maior economia dos países nórdicos. Cada empresa presente tem vindo a reunir com um conjunto de interlocutores deste país, esperando que no final desta missão existam bons resultados e perspetivas de negócio.
Os empresários portugueses reúnem com importantes nomes do setor têxtil nas cidades de Estocolmo, Boras, Vasby e Koping.
A Suécia caracteriza-se por ser uma das economias mais desenvolvidas, abertas e competitivas do mundo, sendo um exemplo de capitalismo bem-sucedido. O mercado sueco apresenta um alto grau de tecnologia, uma capacidade inovadora líder e uma cultura empresarial distinta entre os demais mercados internacionais.
Esta viagem complementa o apoio à internacionalização e exportação que a CCIP procura constantemente prestar às empresas portuguesas. No próximo ano, o Plano de Ações Internacionais para 2023 dá continuidade a missões empresariais como estas e a tantas outras iniciativas que procuram ajudar na internacionalização da indústria portuguesa.

A atual conjuntura macroeconômica é motivadora de alguma incerteza no mercado imobiliário, decorrente da crescente inflação, dos incrementos das taxas de juro, da subida de custos de construção (que já se tinha vindo a manifestar anteriormente) e ainda dos riscos de mercado de capitais e da seleção de aplicações financeiras, onde o mercado imobiliário assume um relevante papel.
Os cenários macroeconómicos que se avizinham vêm reforçar a pertinência e a relevância da correcta valorização dos imóveis para efeitos contabilísticos em sede de balanço e igualmente para efeitos de coberturas de seguro e eventuais renegociações do mesmo por parte das empresas.
Uma correcta valorização de imóveis, de acordo com as IAS "International Account Standards", permitirá a terceiros uma correta perceção de valor das empresas (especialmente naquelas que ainda possuem os seus ativos registados a custo histórico), permitindo ainda ter uma melhor cobertura em termos de sinistro pela sua base de valor.
Uma valorização realizada com o conhecimento e experiência de um especialista independente, é ainda crucial na proteção dos Valores Seguros em apólice, matéria que muitas vezes leva à a disrupção entre as partes do contrato de seguro no momento em que se verifica um sinistro.
De notar ainda que a procura de investimento em mercado imobiliário é ainda superior à oferta em alguns segmentos do mercado e que o investimento imobiliário continuará nos próximos anos reforçando a relevância de soluções de produtos seguradores diferenciadores, que para além de garantir ao proprietário o ressarcimento de danos resultantes de riscos inerentes ao defeito, por um período de 10 anos, independentemente da responsabilidade dos diversos intervenientes no processo de concepção e construção, é ainda capaz de dar maior expressão à excelência dos seus ativos imobiliários.
A amplitude de cobertura desses seguros específicos permitirá uma solução que transfere para um Segurador os danos no objeto construído, por motivos que coloquem em causa a integridade estrutural do imóvel, que resultem de falha no funcionamento dos sistemas de impermeabilização, das instalações especiais, dos equipamentos ou das infraestruturas de serviço ao imóvel.
Com a participação de uma entidade técnica certificada e independente na apreciação de todo o processo construtivo, desde o projeto até à conclusão da obra, é possível integrar num projeto imobiliário uma perspetiva técnica qualificada adicional, situação que possibilita ao Segurador segurar o objeto construído durante um período de 10 anos e ao Promotor de acrescentar ao seu projeto imobiliário 10 anos de garantia seguradora distinta, particularidade tangível no argumento de venda.
Para além da inequívoca proteção do investimento no período após construção esta abordagem dará ao Promotor Imobiliário um conjunto de ferramentas comerciais capazes de acrescentar valor no momento da venda, como:
Produto marcadamente técnico, exige a presença de um corretor de seguros experimentado na sua elaboração, capaz de acompanhar o cliente durante a consulta ao Segurador, durante a emissão de apólice, no acompanhamento do Organismo de Controlo Técnico (OCT), no desenvolvimento da obra e sendo um valor acrescentado a um projeto imobiliário, através de um produto inovador, com valências no argumento de venda, na gestão de risco de imagem, de reputação e do patrimônio dos investidores, marcando assim a diferença"
José Manuel Morgado, Partner at PVWTINSA - Avaliações Imobiliárias, Lda.
Luis Costa, Responsável Técnico da Verlingue.

Em Tashkent, empresas portuguesas das áreas da construção e materiais de construção, metalomecânica e equipamentos para o setor petrolífero e de gás tiveram acesso a uma agenda personalizada, e previamente validada, de potenciais importadores, distribuidores e/ou clientes finais
O Uzbequistão é hoje sinónimo de estabilidade política e social, e caracteriza-se por apresentar um desenvolvimento dinâmico e grande confiança no futuro. Para além de ser o maior e mais diversificado mercado da Ásia Central, apresenta uma coerência das reformas em todos os domínios da vida pública e política.
Esta viagem complementa o apoio à internacionalização e exportação que a CCIP procura constantemente prestar às empresas portuguesas. No próximo ano, o Plano de Ações Internacionais para 2023 dá continuidade a missões empresariais como estas e a tantas outras iniciativas que procuram ajudar na internacionalização da indústria portuguesa.

Estamos a terminar 2022 e as notícias e estimativas que vamos recebendo para o próximo ano parecem tudo menos positivas. Inflação alta, custos energéticos em níveis históricos, tensões bélicas de grande proporção, custos de transporte que continuam elevados, mão de obra escassa, entre outras barreiras que condicionam uma maior competitividade das empresas portuguesas no mercado global. Não apenas nós, mas o mundo todo, parece estar cada vez mais apreensivo e com falta de confiança no futuro que se avizinha.
No entanto, a verdade é que, apesar destas notas menos positivas, o desenvolvimento económico mundial nunca deixou de acontecer, com maior ou menor intensidade. Relembro que, num período de crise pandémica global, as perspetivas económicas de várias instituições de relevo mundiais para 2020 e 2021 ficaram muito aquém da realidade, sendo que a economia mundial cresceu neste último ano ao maior ritmo dos últimos 50 anos, segundo a UNCTAD.
Nesse mesmo sentido, 2022 será lembrado como um ano extraordinário para as exportações de bens e serviços portugueses. No que respeita ao peso que as exportações têm no Produto Interno Bruto Português, estamos muito perto de atingir o valor de 50%, algo que depois de passarmos por uma pandemia ninguém assumiria como possível de alcançar em tão curto espaço de tempo.
Setores como a Metalomecânica, o Têxtil e o Calçado, Mobiliário, TIC, Alimentar e Agroindústria, Pedras e Mármores, Vinhos e naturalmente o Turismo (entre outros), contribuíram e muito para que as exportações portuguesas tivessem a prestação que se vem refletindo ao longo deste ano, com números recorde nunca conseguidos anteriormente. E estou convicto que isto aconteceu, em grande parte, pela capacidade de resiliência, visão e investimento feito em 2020 e 2021 por parte de muitos dos nossos empresários destes diferentes setores.
Os cenários macroeconómicos mais negativos poderão, de forma legitima, afetar as perspetivas de crescimento e investimento por parte de algumas empresas, receosas do que o próximo ano possa significar em termos de encomendas e aumento do volume de negócios. Por outro lado, também é verdade que, aqueles que puderem e decidirem continuar a investir, ganharão mais terreno na luta por um lugar nos mercados internacionais, repletos de empresas de todo o mundo a quererem vender produtos e serviços semelhantes aos das nossas empresas.
A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) tem falado com inúmeras empresas portuguesas exportadoras de diferentes setores, dimensões e distribuição geográfica, as quais na sua grande maioria expressam a vontade de continuar a investir em 2023 em ações que lhes vão permitir alavancar os seus negócios de uma forma mais rápida, mais fiável e com maior probabilidade de sucesso. E, acima de tudo, crentes de que, assim, 2024 e 2025 começam a ser construídos com uma base mais sólida e planeada.
Neste sentido preparámos um plano de ações internacionais para 2023 que contempla um conjunto de iniciativas em mais de 50 mercados, em geografias tão diversas como as Filipinas, o México, a Nigéria, o Canadá, a Arábia Saudita, entre muitas outras. Estas ações têm como foco colocar as empresas exportadoras portuguesas frente a frente com potenciais importadores, distribuidores, agentes, fornecedores e/ou clientes finais, de forma que possam aumentar os seus negócios a nível internacional com maior fiabilidade e critério, conforme atestam as várias empresas que apoiámos nestes últimos anos.
Aliado a este plano, a CCIP continua a liderar e a crescer nos serviços de documentação internacional. Os Certificados de Origem e os Carnets ATA têm-se revelado essenciais para as empresas que pretendam exportar bens para a maior parte dos países fora da União Europeia. Em 2022 assistimos a uma cada vez maior digitalização destes processos, sendo que 2023 será um ano-chave para a transição digital neste tipo de serviços.
Estamos conscientes das dificuldades que todos iremos enfrentar mas, simultaneamente, certos de que a resiliência, capacidade de inovação e visão das nossas empresas exportadoras farão toda a diferença, para melhor, em 2023!
Pedro Magalhães
Diretor de Comércio Internacional da CCIP

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em colaboração com a Câmara de Comércio Polónia Portugal, realizou a missão inversa com empresas polacas!
Organizaram-se reuniões individuais para cada uma das 5 empresas participantes, com importadores, distribuidores e/ou clientes finais. Num total de 40 reuniões, estes empresários polacos dos setores da Cosmética, Zonas Económicas Exclusivas, Alimentar, Fisioterapia e Wellness estiveram frente a frente com empresas Portuguesas do seu setor, para estabelecimento de parcerias e contratos de fornecimento.
Foi a segunda Missão Inversa de empresas da Polónia a Portugal este ano, contribuindo para um aumento significativo das relações económicas bilaterais entre os dois países.

De 16 a 21 de outubro, a CCIP realizou a Missão Empresarial ao Japão, a terceira maior economia mundial. Cada empresa presente reuniu individualmente com importantes nomes industriais do país, regressando otimistas com perspetivas de negócio neste mercado de enorme potencial.
Em Tóquio, as agendas individuais e personalizadas possibilitaram oportunidades no setor alimentar e dos vinhos. Nuno Rocha, da Pinhais, afirma que o “acompanhamento altamente customizado durante toda a missão com base sólida nas necessidades da empresa e das expectativas dos clientes, é uma fórmula de sucesso para futuras abordagens a mercados estratégicos”.
Num dos maiores mercados do mundo e muito aberto às importações, a presença portuguesa representa a ousadia e qualidade dos negócios portugueses. Esta viagem complementa o apoio à internacionalização e exportação que a CCIP procura constantemente prestar às empresas portuguesas.
"Num dos mercados mais atrativos e competitivos do mundo, a participação da Conservas Pinhais&Cia na Missão empresarial ao Japão atingiu todos os objetivos propostos graças à proximidade, organização e acompanhamento detalhado da CCIP. O pre-matching foi bem trabalhado, tornando as reuniões bastante profícuas, eficientes e com excelentes perspetivas de desenvolvimento do negócio. Com um acompanhamento imaculado e altamente customizado das equipas durante toda a missão com base sólida nas necessidades da empresa e expectativas dos clientes, estamos convictos que esta é uma fórmula de sucesso para futuras abordagens a mercados estratégicos.”
Nuno Rocha | Diretor Comercial | Pinhais
Para saber mais sobre a nossa atividade pode consultar o nosso Plano de Ações Internacionais para 2023 ou entrar em contacto connosco.

O Plano Internacional contempla a realização de 38 missões empresariais, entre o formato presencial e virtual, com foco fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa.
De acordo com Paulo Portas, Vice-presidente da Câmara de Comércio, “O plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus associados é, como costumo dizer, um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. Em 2023, a continuação do comércio internacional vai ser mais necessário do que nunca, para recuperar a economia global e a nossa.”
A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objetivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais.
Vamos continuar com os seminários “Meet the Market”, totalmente em formato Webinar – 100% online e 100% gratuito - que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país.
Todos os meses vamos possibilitar às empresas um conjunto de sessões individuais e personalizadas com os nossos consultores locais em diversos mercados – One to One - também em formato 100% online.
Numa perspetiva de constante inovação e adequação às necessidades das empresas, continuará a ser disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização.
Uma das principais novidades para 2023 será a criação de 4 Mostras de Portugal em 4 diferentes mercados, para produtos e serviços portugueses dos setores Alimentar e bebidas, Vinhos, Metalomecânica e Pedras e Mármores, de forma que as empresas destes setores possam abordar os mercados internacionais de forma conjunta e direcionada.
Teremos um conjunto de ações de formação para a Internacionalização, com sessões práticas e especificas sobre as temáticas que envolvem os processos de internacionalização.
Outra das novidades para 2023 trata-se do Evento Exportador do Mês, um evento exclusivo para um máximo de 10 empresas e que permitirá a visita a uma empresa líder exportadora nacional.
Pedro Magalhães, Diretor de Comércio Internacional da Câmara de Comércio vê com muito otimismo 2023: “Tendo em conta o extraordinário ano em termos de números para as exportações portuguesas, com records de vendas em diversos setores, preparámos um plano de ações internacionais diversificado e que procura responder às necessidades das empresas exportadoras nacionais, que pretendem aumentar os seus negócios a nível internacional. Acreditamos que 2023 continuará a ser um ano com muita atividade internacional, e com a esperança de resultados superiores a 2022. Vamos continuar a estar ao lado das empresas, apoiando-as com contatos de qualidade em mais de 50 mercados distintos, com um foco claro na customização – cada empresa tem necessidades diferentes e por isto mesmo trabalharemos com cada uma delas de forma individual e procurando alcançar um objetivo principal – gerar mais negócios a nível internacional.“
A Câmara de Comércio conta com uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para suas iniciativas de apoio à internacionalização, o único banco do mundo presente em sete países de língua portuguesa.


Com cerca de 98 milhões de consumidores e uma estimativa de crescimento económico de 5,5% para 2022, apontada pelo Banco Mundial, está entre as 50 maiores economias mundiais.
É o segundo maior parceiro comercial da UE na região - também a seguir de Singapura - com um comércio bilateral de mercadorias que ultrapassou os 49 mil milhões de euros, em 2021, e um comércio de serviços que alcançou 5,7 mil milhões de euros, em 2020, de acordo com os dados mais recentes da Comissão Europeia.
No contexto do comércio internacional português, o Vietname, como cliente de Portugal ocupou, em 2021, a 54ª posição e como fornecedor a 25º posição.
As exportações nacionais de mercadorias para este mercado, em 2021, totalizaram 70,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 101,5%, comparativamente com o período homólogo do ano anterior, sendo que as importações de produtos vietnamitas, no mesmo período, ascenderam a 448 milhões de euros, traduzindo-se assim num saldo negativo da balança comercial com este país.
As exportações foram constituídas essencialmente por máquinas e aparelhos (58,7%); produtos têxteis (8,2%); couro e produtos afins (7%); produtos químicos e farmacêuticos (5,9%) e produtos alimentares (5,1%). Quanto às importações provenientes do Vietname, estas dizem respeito principalmente a máquinas e aparelhos (45,6%); metais comuns (25,3%); produtos agrícolas (7,9%); produtos alimentares (4,5%) e matérias têxteis (4,4%).
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de janeiro a agosto de 2022, as exportações portuguesas alcançaram 29,5 milhões de euros, e as importações totalizaram 365,4 milhões de euros.
O acordo comercial, que entrou em vigor no dia 1 de agosto de 2020, irá eliminar de uma forma progressiva - ao longo de 10 anos - 99 % dos direitos aduaneiros, aplicáveis aos bens da UE, sendo que 65% dos direitos aduaneiros aplicados pelo Vietname foram eliminados de imediato com a entrada em vigor deste acordo. As empresas da UE passam também a poder participar em concursos para contratos públicos no Vietname em pé de igualdade com as empresas nacionais.
Para que os exportadores possam beneficiar da isenção ou redução dos direitos aduaneiros é necessário que estejam registados no Sistema de Exportador Registado (sistema REX).
Este acordo veio criar oportunidades de negócios para as empresas europeias, em termos de acesso ao mercado, e o comércio entre Portugal e o Vietname tem, assim, um grande potencial para se desenvolver.
Mais informações sobre as relações económicas com o Vietname e os principais elementos do acordo de comércio, poderão ser obtidas na página da Comissão Europeia.

O dia 11 de outubro foi dedicado ao Open Day da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), um dos principais eventos do calendário anual da instituição.
Henrique Gouveia e Melo, Tiago Pitta e Cunha, Bruno Bobone, Nuno Pinto Magalhães, João Meneses e Ana Isabel Trigo Morais, foram alguns dos especialistas presentes nesta edição, em que foram debatidos temas que estão na ordem do dia.
O painel "Red Alert" centrou-se no impacto que a atual situação internacional tem na economia e empresas; "Blue Economy" em que se discutiu o potencial da economia do mar; "Green is Good" destacou empresas verdes que estão a mudar o mundo e o painel "Yellow Mood" foi dedicado à gestão de marca e criatividade.
A CCIP agradece a todos os participantes e oradores que contribuíram para o sucesso desta 5ª edição do Open Day!
APOIO


No passado dia 21 de setembro, a UE e o Canadá celebraram o quinto aniversário da entrada em vigor provisória do Acordo Económico e Comercial Global (CETA). Entrou em vigor a título provisório, em 2017, e passará a definitivo quando todos os Estados-Membros ratificarem o acordo com os respetivos procedimentos nacionais. Até à data 16 dos 27 Estados-Membros, incluindo Portugal, já ratificaram o CETA.
O saldo destes 5 anos é muito positivo, com o comércio bilateral entre a UE e Canadá a registar um aumento de 31% para as mercadorias, atingindo 60 mil milhões de euros, e de 11% para os serviços, em comparação com a situação antes da entrada em vigor do CETA.
Com a sua aplicação foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias. Gradualmente, num prazo de 7 anos, desde a entrada em vigor do acordo, atingir-se-ão os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização, podendo as empresas da UE poupar até 590 milhões de euros por ano só em direitos aduaneiros.
Este acordo confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos jamais oferecido a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.
No contexto do comércio internacional português, não sendo um dos principais parceiros comerciais, o Canadá é, ainda assim, um importante mercado para o comércio internacional português e com potencial de crescimento. Ocupou, em 2021, a 26º posição no ranking de clientes e a 37º no de fornecedores, com quotas de 0,6% e 0,2% respetivamente.
A balança comercial com o Canadá, nos últimos cinco anos (2017-2021), foi sempre favorável a Portugal. No que respeita à estrutura das exportações nacionais, em 2021, por grupos de produtos, destacam-se os produtos alimentares (18,1% do total), seguidos de matérias têxteis
(14,4 %), dos plásticos e borracha (11,3%), de metais comuns (11,1%) e de produtos químicos (6,9%) que, no seu conjunto, representaram 61,8% das nossas vendas para este mercado.
Em 2021 exportaram para o Canadá 1.830 empresas portuguesas e as vendas de bens atingiram 351 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 12,5% em relação a 2020, essencialmente motivado por um aumento das vendas de plásticos e suas obras (61,8%), de pastas de madeira (40,1%), de calçado (26,3%) e de animais vivos e produtos do reino animal (21%).
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de janeiro a julho de 2022, as exportações portuguesas alcançaram 266,6 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 31%, comparativamente com o período homologo anterior. Determinados grupos de produtos registaram um acentuado crescimento, destacando-se as vendas de produtos químicos com um aumento superior a 150%, de peles e couros (74,7%), de matérias têxteis (49,8%), de máquinas e aparelhos (44,8%), de calçado (30,8%) e de produtos alimentares e bebidas (8,4 %).
O CETA veio facilitar as exportações para o mercado canadiano e proporcionar importantes oportunidades de negócio. Mais informações poderão ser obtidas através dos seguintes links:

O Vice-ministro do Comércio e Serviços do Paraguai, Pedro Mancuello e o Embaixador do Paraguai em Portugal, Julio Van Humbeck, foram recebidos, no dia 28 de setembro, pelo Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Rui Miguel Nabeiro e pelo Secretário-Geral, João Pedro Guimarães.
O principal objetivo desta visita foi estreitar as relações institucionais, e apresentar as oportunidades de negócio no Paraguai para as empresas portuguesas, com vista à dinamização das relações económicas bilaterais.

Nas cidades de Yaounde e de Douala, as agendas individuais e personalizadas de cada empresa portuguesa decorreram junto dos principais nomes dos setores do retalho, distribuição alimentar e bebidas, farmacêutico e distribuição clínica e hospitalar. A confiança e o otimismo de todos os envolvidos previram boas possibilidades de negócio no futuro.
A República dos Camarões é um dos países da África Ocidental menos dependente de ajuda externa com uma população superior a 26 milhões de habitantes. Ao representar cerca de 40% do PIB nacional, o setor dos hidrocarbonetos revela-se como motor da sua economia, que se acompanha pelo setor agrícola e pela produção do cacau. A nível internacional, os Camarões caracterizam-se por ser um mercado dinâmico e oportuno para cinco grupos de produtos: os veículos e outras matérias de transporte, as máquinas e aparelhos, os produtos agrícolas e, por fim, os químicos.
Esta viagem é um exemplo do apoio que a CCIP presta às empresas portuguesas, apoiando em diferentes fases o seu processo de internacionalização e exportação.
Para ficar a saber mais sobre os serviços prestados pode consultar o nosso site.

O Secretário-Geral da CCIP, João Pedro Guimarães e Diogo Ivo Cruz da Invest Lisboa, receberam no passado dia 27 de setembro, a Embaixadora Sabine Böhlke-Möller, Deputy Director do Ministry of International Relations and Coorperation e uma delegação da Namíbia Investment Promotion and Development Board.
O principal objetivo desta reunião foi de estreitar o relacionamento institucional e promover a troca de experiências em matéria de captação de investimento estrangeiro.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa recebeu em audiência, no Palácio de Belém, a nova direção da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP).
O Chefe de Estado referiu a importância da Rede de Câmaras de Comércio e Indústria Portuguesas e o papel da CCIP na internacionalização da economia nacional.

Durante a manhã do dia 20 de setembro, reunimos diversos profissionais reconhecidos da área da Cibersegurança, com o objetivo de partilharem conhecimento, promoverem o debate e identificarem os riscos que as empresas portuguesas enfrentam atualmente, bem como as melhores práticas para se protegerem de ciberataques.
Ao longo da manhã foram abordados temas relevantes:
A Câmara de Comércio agradece aos parceiros desta 1ª edição, MDS Group e NOS, a todos os intervenientes e participantes.

Na semana de 5 a 9 de setembro decorreu a Missão Empresarial a Israel. A Câmara de Comércio (CCIP) levou um conjunto de empresas a uma das economias mais resilientes do mundo!
Israel dispõe de uma economia com um desempenho macroeconómico e fiscal contínuo e notável. O seu crescimento apresenta-se como forte, com baixas taxas de juros e uma política financeira prudente.
Israel apresenta um dos melhores indicadores socioeconómicos da região do Médio Oriente e Norte de África.
A economia israelita é diversificada e muito avançada em termos tecnológicos. Na indústria, destacam-se as tecnologias de ponta, os produtos farmacêuticos, os produtos químicos, a lapidação de diamantes, entre outros setores. Do lado dos serviços, realça-se a importância do turismo.
No âmbito desta deslocação, a CCIP preparou reuniões individuais para cada uma das empresas participantes, que têm atividades nos seguintes sectores: alimentar, moldes, metalomecânica, agricultura e transportes.
Os empresários participantes realizaram reuniões individuais de negócios com empresas israelitas, previamente valoradas e aprovadas. Desta forma a CCIP garante que cada empresa participante apenas reúne com os players mais indicados para o desenvolvimento dos seus negócios.
Convidamo-lo a conhecer o nosso Plano de Ações Internacionais 2022, através do qual poderemos ajudar a sua empresa na entrada em novos mercados com contactos de qualidade e que aumentem as suas exportações.

Em plena era digital, marcada por ataques informáticos que se multiplicam, é fulcral que as empresas encontrem as melhores estratégias para prevenir, identificar de forma precoce e eliminar rapidamente vulnerabilidades que apresentem potencial para colocar em causa a integridade da estrutura tecnológica das empresas e a segurança dos seus dados digitais.
A adoção do teletrabalho e o crescente número de ataques que vieram a público no início da pandemia alimentaram a preocupação com a segurança, a qual está a crescer de forma acelerada face aos acontecimentos recentes, nomeadamente no sector das telecomunicações, pois afetaram não só a empresa-alvo como também os seus clientes, que deixaram de poder fazer negócio. Segundo um estudo da MDS em colaboração com a CCIP e a BA&N Research Unit.
Este evento gratuito foi desenhado para partilhar conhecimento, promover o debate e identificar os riscos que as empresas portuguesas enfrentam atualmente, bem como identificar as melhores práticas para se protegerem de ciberataques.
As inscrições abrem brevemente!

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio Europeias, vai organizar, no dia 9 de setembro das 9:30 às 10:30, o evento online “Delivering the 2021 EU Industrial Strategy: from policy to action”, sobre a estratégia industrial da UE que define prioridades e medidas para reforçar a resiliência do mercado único europeu e impulsionar a transição para uma economia da UE mais sustentável, digital, e competitiva a nível mundial.
Qual é o futuro da capacidade industrial da Europa num contexto de crescente incerteza política? Como podem as instituições da UE garantir que o atual quadro regulamentar permitirá a transformação industrial? De que infraestruturas, recursos e investimentos as empresas precisam para garantir eficiência e crescimento? Estas e outras questões serão abordadas e debatidas no âmbito deste evento.
A Eurochambres convida os empresários e gestores a participar neste evento e no debate sobre como trazer soluções sustentáveis e digitais para o tecido industrial europeu, criando assim as bases para a prosperidade e inovação a longo prazo.
A agenda do evento e uma descrição mais detalhada podem ser consultadas aqui e os interessados podem efetuar o registo através do link: