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A poucas horas do Brexit. Um resumo do que precisa de saber sobre a movimentação de mercadorias entre Portugal e o Reino Unido

Está previsto que o Reino Unido deixe de pertencer à União Europeia ao fim do dia 31 de Janeiro de 2020. Pode acontecer, tanto uma saída com acordo, como uma saída sem acordo, mas tudo indica que será a primeira opção, o que é fundamental para que as empresas portuguesas avaliem os riscos, definam planos de contingência e tomem as medidas necessárias para acautelar os possíveis cenários.

 

Saída com acordo (Soft Brexit)

O que significa saída com acordo? Haverá um período para que o Reino Unido negocie com a União Europeia o regime de relacionamento futuro (provavelmente um acordo de comércio livre aprofundado). Este período transitório assegura que, pelo menos até 31 de Dezembro de 2020, se apliquem as mesmas regras até aqui praticadas – importações, exportações, movimento de pessoas, estabelecimento, legislação, etc. ou seja, até lá mantém-se tudo igual para os cidadãos e empresas portuguesas.

 

Saída sem acordo (Hard Brexit)

O que significa uma saída sem acordo? O Reino Unido deixará de ser um Estado-Membro a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020. Será tratado como um país terceiro e deixam de se aplicar todos os direitos europeus (acordos, legislação comum, liberdade de circulação ou inexistência de formalidades aduaneiras).

Não existirá um período transitório para que as empresas portuguesas se adaptem progressivamente, ou seja, todas as actividades da sua empresa que impliquem uma relação directa e indirecta com o território britânico serão afectadas, já a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020.

Neste caso, deixa de haver livre circulação de mercadorias entre a UE e o Reino Unido e será necessário que conheça as regras e os procedimentos que serão aplicados através das informações disponibilizadas no portal da Autoridade Tributária e Aduaneira, para além da necessidade do registo da sua empresa no EORI – Sistema de Identificação e Registo de Operadores Económicos, caso ainda não o tenha feito.

Deverá ser avaliado o custo/tempo do desalfandegamento em Portugal e no Reino Unido, da armazenagem, da preparação de documentação, restrições/proibições de certas mercadorias, ou do envolvimento de outras entidades nas operações existentes.

As suas exportações para o Reino Unido ficarão sujeitas a direitos aduaneiros.

O Reino Unido propôs um regime pautal temporário, por um período de 12 meses após a data de saída, a ser aplicado às suas importações. Prevê a isenção de direitos aduaneiros para cerca de 87% das suas importações (em valor).

Após esse período de 12 meses, as exportações para o Reino Unido ficarão sujeitas aos direitos aduaneiros consolidados na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as importações oriundas do Reino Unido ficarão sujeitas à Pauta Aduaneira Comum da UE.

 

Carnet ATA

Devo solicitar um carnet ATA no caso de uma exportação temporária para o Reino Unido prevista para fevereiro de 2020?

Vamos considerar, em princípio, a hipótese mais provável, soft Brexit (com acordo).

Como o Carnet ATA tem validade até um ano (com possibilidade de extensão em alguns destinos) e pode ser utilizado para diversas viagens e destinos dentro deste período, a CCIP, sugere às empresas portuguesas que solicitem o documento por forma a minimizar o risco de pagamentos alfandegários futuros.

Em termos práticos, imagine que a sua empresa actualmente envia materiais profissionais para o Reino Unido, através de um Carnet ATA, sem qualquer necessidade de garantias (pagamentos alfandegários). Este cenário poderá alterar-se ao fim do período de transição e passar a ser necessário um Carnet ATA ou outra garantia, nomeadamente pagamento de direitos e/ou taxas alfandegárias.

Mesmo o Reino Unido não averbando no Carnet ATA, a importação temporária das mercadorias devido a não aplicabilidade (período de transição), o documento pode servir no futuro para garantir a isenção do pagamento de direitos e taxas alfandegárias na altura do regresso das mercadorias à UE.

Vamos considerar agora, a hipótese menos provável, hard Brexit (sem acordo).

O Carnet ATA será aplicável nas movimentações de mercadorias entre Portugal e o Reino Unido já a partir do dia 1 de Fevereiro de 2020.

 

Certificados de Origem

As empresas portuguesas deverão acompanhar as actualizações sobre o desfecho do Brexit para perceberem sobre a necessidade (ou não) da solicitação de um

Certificado de Origem para exportações definitivas com destino ao Reino Unido.

 

A nossa equipa de comércio internacional está disponível para esclarecer todas as dúvidas que tenha. Sabemos que cada empresa possui suas particularidades e fazemos o possível para orientar de forma transparente e personalizada, apoiando as suas operações internacionais.

Para saber mais, fale connosco!

21 322 4064 ou ata@ccip.pt (Carnet ATA)
21 322 4066 ou certif@ccip.pt (Certificados de Origem)

Autor do artigo:
Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

lisboa-capital-verde-europeia

Ciente de que o Acordo de Paris para o Clima corresponsabiliza cada país na resposta à ameaça das alterações climáticas, a Câmara Municipal de Lisboa comprometeu-se com os objectivos previstos no Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia da União Europeia e na Rede C40, tendo definido metas para 2030 e 2050.

Neste sentido, a CML desafiou empresas e instituições para integrarem o Compromisso Lisboa Capital Verde Europeia 2020 com vista à prossecução de uma cidade neutra em carbono até 2050.

Esta iniciativa reuniu cerca de 200 entidades que, entre elas, levarão a cabo mais de 2.100 acções. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa aderiu a este movimento, manifestando a intenção de desenvolver diversas medidas em áreas como: Energia, Água, Economia circular e Cidadania.

 

 

geoestrategia-no-mundo-paulo-portas

"Estamos a viver um mundo em que a imprevisibilidade pode prevalecer" afirmou Paulo Portas. Se nos anos de 2017 e 2018 o mundo era encarado com um certo optimismo, 2019 ficou marcado por um sentimento pessimista. Já em 2020, esperamos uma visão mais realista e equilibrada.

O vice-presidente da CCIP, foi uma vez mais o keynote speaker do evento dedicado à Geoestratégia do Mundo para 2020, um tema que já marca a agenda de iniciativas da Câmara de Comércio.

“O mundo é complexo, cheio de perplexidades, embora existam muitas economias estáveis e com potencial para oferecer oportunidades de negócios às empresas portuguesas. Só é necessário saber gerir este “superavit” de imprevisibilidade, ser flexível e encontrar essas oportunidades, coisa que os portugueses fazem muito bem e que sempre souberam fazer!” – referiu.

Para o vice-presidente da CCIP, houve alguns factores de imprevisibilidade em 2019 que foram superados:
- Relação comercial EUA/China teve uma trégua
- Brexit

 

Existem, no entanto, factores que irão permancer:

1. Emergência da Ásia – Responsável por 55% do crescimento da economia mundial. Há 20 anos, os EUA eram o 1º cliente da maioria dos países; hoje em dia é diferente, principalmente na América Latina e África onde a China tem a maior quota de mercado.

2. Despertar dos EUA para o seu novo “rival” – É a China que é uma superpotência económica e digital e não a Rússia. Houve uma mudança do “inimigo” e também uma mudança interna: ao americanos de origem latina e asiática vão ser a maioria da população.

3. Dificuldades da Europa/UE – Para vencer neste mundo terá de saber posicionar-se e lidar com os EUA e China e perceber qual o seu papel nesta relação. A Europa tem de deixar de olhar para o mundo apenas com olhos europeus.


NOTAS RÁPIDAS SOBRE QUESTÕS RELEVANTES PARA 2020 NA ÓPTICA DE PAULO PORTAS

EUA - Haverá ou não uma mudança política nos EUA? Ainda é muito cedo para dizer.

Deverá haver um acordo favorável com a China e a parceria com o México mantém-se. Este trava as migrações que vêm da América do Sul e já se tornou no 1º parceiro comercial dos EUA.

Depois seguem-se Canadá, China e Japão. EUA refizeram o acordo comercial bilateral com México e Canadá.

Quanto ao acordo comercial com a China, é um pouco heterodoxo porque foi negociado em 2 fases e sai fora das regras da OMC. O entendimento EUA/China veio para ficar, não é algo desta presidência, mas sim uma alteração estratégica face ao novo rival.

Está em aberto a possibilidade de um acordo comercial EUA/EU, que traria “respiração” a alguns sectores de actividade da Europa, nomeadamente à indústria automóvel alemã, o que seria vantajoso também para os restantes países da Europa.

 

CHINA – 2019 foi um ano difícil, nomeadamente por causa de Hong Kong.

No entanto, em 2020, vão alcançar o objectivo de serem uma “sociedade relativamente próspera”, tal como havia preconizado Deng XiaoPing. Têm um desafio pela frente, além de HK, que é Taiwan. O modelo chinês acaba por ser inspirador para diversos países, reunindo autoritarismo político com crescimento económico – Um país, dois sistemas.

 

UNIÃO EUROPEIA – A nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem tomado algumas posições positivas

A 1ª visita que efectuou foi à União Africana; tem um proteccionismo de vanguardar no que diz respeito às questões energéticas e defende que há valores europeus. A Europa de Leste cresce acima dos 3%, chegando nalguns casos a 6% - Polónia, Hungria, Roménia, República Checa, países Bálticos. O mesmo se passa com os países nórdicos. “Confio mais na inovação das empresas do que na retórica política no que há transformação energética diz respeito”. Quanto a Espanha, tem um capitalismo muito forte, embora a capacidade de entendimento que sempre existiu entre diferentes partidos tenda a desaparecer. No entanto, a Europa recusa-se a encarar as seguintes problemáticas: problema demográfico, produtividade e o défice de competitividade fiscal (melhor IRC da Europa é o da Hungria, com 8%). Em 2016, a idade média dos europeus será de 49 anos e a dos portugueses de 55. “Se não endereçarmos esta questão rapidamente, com todos os impactos que ela tem, é porque não queremos ver”.

 

ÁFRICA – Este ano deverá ficar fechada a negociação do Acordo de Livre Comércio em África.

Isto é uma grande oportunidade para as empresas nacionais, porque só apenas 15% do comércio nesta região é entre países africanos. Moçambique pode voltar ao clube dos países que cresce mais de 5%. Angola, embora lutando com alguns problemas como é a inflação, poderá crescer se conseguir atrair investimento estrangeiro. Etiópia, Ruanda, Costa do Marfim, Quénia, Senegal, Botswana, Gana são os campeões do crescimento.

 

AMÉRICA LATINA – 2019 foi um ano de pesadelo para a maioria dos países, por isso, é natural que 2020 seja melhor.

A Venezuela decresceu 45% do PIB e teve um êxodo da população brutal. Só a Colômbia recebeu 1,7 milhoes de pessoas e estima-se que, no total, esse exôdo alcance os 8 milhões de pessoas. A Argentina continua em risco de default (já foi 8 vezes à falência). O Chile é a economia desta região com um rendimento per capita parecido com o da Europa (cerca de 25.000 USD). O Perú cresce muito independentemente da instabilidade política. O México e o Brasil deverão crescer mais do que no ano passado.

 

Outras notícias nos media:

Ásia e Pacífico definem "nova ordem económica" mundial

O oráculo de Paulo Portas para 2020 (sem Angola e CDS)

Catar-prepara-se-para-munidal-2022

Em Agosto de 2018, o Qatar integrou o programa do Carnet ATA, tendo sido o 78º país a integrar a Convenção ATA. Actualmente o Qatar aceita o documento apenas para mercadorias destinadas a utilização em feiras e exibições. No entanto, num futuro próximo, prevê-se que o Qatar aumente o âmbito da aplicabilidade e passe a aceitar o documento para outras finalidades, nomeadamente amostras comerciais e materiais profissionais.

Esta alteração marca o início da preparação do Qatar para o Mundial 2022.

Significa que as empresas poderão recorrer à utilização do Carnet ATA nas operações de importação e exportação temporárias que deverão ocorrer antes, durante e depois do maior evento desportivo.

 

Em termos práticos, como é que o Carnet ATA facilita as exportações temporárias de mercadorias para o Catar?

Imagine a quantidade de equipamentos electrónicos, áudio visuais, bens de um modo geral, que deverão entrar no Qatar temporariamente tendo como objectivo a cobertura do mundial de 2022!

São diversos os canais de televisão e media, como também empresas, que irão enviar bens, muitos deles com alto valor agregado, para filmar, fotografar e registar todos os momentos do mundial.

O Carnet ATA é um documento que funciona basicamente como um passaporte de mercadorias. No qual o operador económico declara que os bens irão regressar à origem, após a utilização. Isto faz com que os direitos e imposições aduaneiras fiquem suspensos durante o período da validade do documento.

Após o vencimento, o documento original, deve ser devolvido à entidade emissora para a sua regularização. No caso de algum dos bens não regressar à origem, dentro da validade do Carnet ATA, será necessário que o operador económico regularize a situação. Em algumas destas situações poderá ser necessária a liquidação dos direitos, taxas alfandegárias e até mesmo coimas, dependendo do país de destino, caso as mercadorias não tenham sido reexportadas dentro do período permitido.

 

Não se trata de uma operação complexa e burocrática, pelo contrário, a utilização do Carnet ATA é simples e eficiente, desde que o titular perceba as suas obrigações básicas para a boa utilização do documento.

 

Não há dúvidas que será um desafio para o Qatar gerir tantas importações temporárias nos próximos anos, mas o Carnet ATA está a simplificar as operações.

Também o Brasil passou a integrar o programa ATA em 2016 tendo como principal factor motivador as Olimpíadas de 2016.

Em 2018, a CCIP registou um aumento de 15% das emissões de Carnet ATA em Portugal, com destino ao Mundial da Rússia.

 

O programa do Carnet ATA foi uma iniciativa conjunta da Federação Mundial das Câmaras de Comércio (WCF) e da Câmara de Comércio Internacional (CCI), em 1961, com objectivo de fomentar e facilitar o comércio internacional.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a única entidade garante emissora de Carnets ATA em Portugal. Aqui, vai encontrar uma equipa disponível para esclarecer todas as e explicar-lhe os benefícios, pormenores e actualizações sobre o documento.

Para saber mais, fale connosco através do telefone 21 322 4064 ou do email ata@ccip.pt

 

Autor do artigo:

Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

3-razoes-para-usar-certificado-de-origem

Para acompanhar a rápida mudança no Comércio Internacional e dar resposta às necessidades dos diversos operadores económicos, as Câmaras de Comércio mundiais têm vindo a adaptar os seus serviços, nomeadamente, através da disponibilização do Certificado de Origem no formato electrónico (eCO). Actualmente, os eCOs são emitidos por diversas Câmaras de Comércio em todo o mundo e contribuem significativamente para um ambiente comercial mais seguro, ajudando as empresas exportadoras a economizar tempo e dinheiro.

 

A CCIP disponibiliza, desde 2017, o Certificado de Origem Electrónico (eCOs) aos seus clientes, tendo sido a entidade pioneira na sua disponibilização em Portugal.

Neste artigo damos-lhe a conhecer 3 razões pelas quais os exportadores devem utilizar os eCOs.


1. POUPA TEMPO

Em vez de contratar um estafeta ou de ter de aguardar o envio do Certificado de Origem via CTT, pode receber o eCO directamente na sua caixa de correio electrónica, poucas horas após efectuar o seu pedido de Certificado de Origem Online. Permite poupar dias no processo de obtenção do seu Certificado de Origem, assim como, no processo de envio para o seu comprador.

 

2. POUPA DINHEIRO

Com o modelo tradicional de Certificado de Origem, os exportadores tinham um custo elevado com o envio da documentação para o país importador da mercadoria. O Certificado Electrónico permite reduzir esses custos.

 

3. MAIS SEGURO

Os Certificados de Origem Eletrónicos são mais seguros. Cada Certificado de Origem Eletrónico emitido é assinado digitalmente, garantido a sua proveniência e autenticidade.
Os nossos Certificados são emitidos de acordo com regras internacionais de acreditação da International Chamber of Commerce, o que significa que a sua emissão corresponde a um conjunto de requisitos de qualidade e que podem ser validados electronicamente em qualquer lugar do Mundo, acedendo ao portal da ICC World Chambers Federation em https:\\certificates.iccwbo.org. A CCIP é a única entidade emissora Certificada pela ICC em Portugal.

 


O QUE É O CERTIFICADO DE ORIGEM E PARA QUE SERVE?

O Certificado de Origem é um documento utilizado em relações de comércio internacional. Permite aos exportadores atestarem a origem dos seus produtos, sendo este também utilizado pelo importador com o mesmo objectivo. Praticamente todos os países do mundo consideram a origem das mercadorias importadas, para determinar o valor do imposto aplicado, pelo que, é fundamental a utilização deste documento no comércio internacional.

 

O ECO PODE SER UTILIZADO EM TODOS OS MERCADOS?

Os Certificados de Origem Electrónicos não são de todo uma novidade. São emitidos milhões todos os anos sem qualquer tipo de objecção, embora, ainda exista um caminho a ser percorrido, de forma a consciencializar todos os operadores de que não existe qualquer entrave na sua utilização. Deste modo, podemos afirmar que os eCOs são aceites em todo o mundo, já que, não existe qualquer legislação ou regra que impeça a aceitação dos eCOs nos diversos países importadores.

 

POSSO VERIFICAR ELECTRÓNICAMENTE A VALIDADE DO ECO?

No prazo máximo de 24 horas, após a emissão, em qualquer lugar do mundo, qualquer um dos intervenientes, pode validar, de forma autónoma e electrónica, a integridade e credibilidade do Certificado de Origem Electrónico. Para validar a autenticidade do mesmo, basta utilizar os dados fornecidos no próprio Certificado de Origem (Nº de Certificado, Data de Emissão e Company ID).

 

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a única entidade Portuguesa emissora de Certificados de Origem Electrónicos devidamente acreditada pela ICC.

Aqui, vai encontrar uma equipa disponível para esclarecer todas as suas dúvidas e explicar-lhe os benefícios na utilização deste documento.

 

"Sabemos que cada exportação possui as suas próprias particularidades e fazemos o possível para orientar de forma personalizada as empresas e ajudá-las nas suas operações internacionais."

 

Para saber mais fale connosco através do telefone 21 322 40 50 ou do email certif@ccip.pt.

 

Autor: André Costa | Coordenador Emissão de Certificados de Origem | Departamento de Comércio Internacional da Câmara de Comércio

plano-de-formacao-2020

Em 2019 formámos mais de 180 pessoas, num total de 20 cursos e com mais de 1.500 horas de formação realizadas.

Para 2020 preparámos um plano de formação centrado em 5 grandes áreas (desenvolvimento pessoal e profissional; marketing e publicidade; internacionalização; línguas; negociação e gestão; direito) em que os cursos apresentarão uma estrutura, dinâmica e cargas horárias diferentes do que se tem feito até agora.

 

É muito importante que organizações como a CCIP possam disponibilizar este tipo de iniciativas para que todos possamos crescer enquanto profissionais de forma a nos tornarmos mais competentes e competitivos no mercado global, e que as formações possam acompanhar as tendências tecnológicas.” André Santos, Be Engineering

 

Veja o plano de formação para o 1º semestre e inscreva-se!

guia-do-mercado-laboral

Todos os anos a Hays Portugal elabora um guia de tendências de emprego e salários, numa tentativa de melhor compreender o mercado de trabalho qualificado em Portugal.

Este ano, a Hays Portugal desafiou Bruno Bobone, Presidente da CCIP, a participar no Guia de Mercado Laboral.

Nesta publicação, Bruno Bobone, teve oportunidade de falar sobre a questão do salário digno e produtividade como factores-chave para o desenvolvimento da economia, temas que tem vindo a abordar.

No Guia do Mercado Laboral irá encontrar informação útil para o seu negócio, nomeadamente:

  • Perspectivas de recrutamento de mais de 600 empregadores
  • Que perfis terão mais procura nas regiões Norte, Centro e Sul do país
  • Valores salariais médios para mais de 250 funções qualificadas
  • Expectativas de carreira e benefícios valorizados pelos profissionais

A publicação ficará disponível brevemente mas poderá, desde já, solicitar o seu exemplar gratuito.

Guia do Mercado Laboral

vitor-sereno-embaixador-do-ano

Vítor Sereno, embaixador de Portugal no Senegal, é o vencedor do prémio da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa para o melhor diplomata económico do ano. O prémio será entregue no dia 6 de Janeiro durante o Seminário Diplomático.

Gonçalo Terenas, presidente da Câmara de Comércio e Industria Portugal – Senegal e Africa Oeste, que propôs o nome de Vítor Sereno considera que o diplomata demonstrou “enorme esforço e dedicação em prol do talento, excelência e competitividade de Portugal no mundo” e regozija-se com o sentimento de missão cumprida. “A todos os que connosco colaboraram, directa ou indirectamente, na preparação desta candidatura, gostaria de reiterar publicamente o meu sentido agradecimento e reconhecimento pessoal”, concluiu Terenas.


O PRÉMIO FRANCISCO MELO E TORRES

Este galardão, que homenageia o prestigiado diplomata português do século XVII, visa premiar anualmente o chefe de missão diplomática que se tenha destacado pelo seu empenho pessoal no apoio à internacionalização das empresas portuguesas e na captação do investimento estrangeiro, contribuindo para o crescimento da economia portuguesa.


Para mais informações veja consulte a página do Prémio Francisco de Melo e Torres

 

 

singapura

Entrou em vigor, no dia 21 de Novembro 2019, o Acordo de Comércio Livre entre a UE e Singapura.

Este país é o maior parceiro comercial da UE no Sudeste Asiático, com um comércio bilateral total de mercadorias de mais de 53 mil milhões de euros e um comércio de serviços de 51 mil milhões de euros. Mais de 10.000 empresas da UE estão estabelecidas em Singapura, que lhes serve de plataforma para toda a região do Pacífico. Singapura constitui também o principal país destinatário dos investimentos europeus na Ásia, tendo os investimentos entre a UE e Singapura vindo a aumentar nos últimos anos: o volume combinado dos investimentos bilaterais atingiu os 344 mil milhões de euros em 2017.

Ao abrigo deste acordo comercial, Singapura eliminará todos os direitos ainda existentes sobre os produtos da UE. O acordo oferece também novas oportunidades aos prestadores de serviços da UE, nomeadamente em sectores como as telecomunicações, os serviços ambientais, a engenharia, a informática e o transporte marítimo. Tornará também o ambiente empresarial mais previsível. O acordo conferirá igualmente uma protecção jurídica a 138 produtos alimentares europeus emblemáticos, conhecidos como indicações geográficas. Singapura já é o terceiro maior destino destes produtos especializados europeus. Singapura também acordou em eliminar obstáculos ao comércio, além dos direitos aduaneiros, em alguns sectores-chave como, por exemplo, reconhecendo os ensaios de segurança da UE relativos a automóveis e a muitos aparelhos eletrónicos ou aceitando as etiquetas que as empresas da UE utilizam para os produtos têxteis.

A UE e Singapura celebraram também um acordo de proteção do investimento, que poderá entrar em vigor depois de ter sido ratificado por todos os Estados-Membros da UE, de acordo com os seus próprios procedimentos nacionais. (fonte: Comissão Europeia)

No contexto do comércio internacional português, Singapura ocupa a 53ª posição no ranking de clientes e a 62ª no de fornecedores com quotas de 0,12% e 0,07% respectivamente.

No que respeita à estrutura das exportações nacionais, em 2018, por grupos de produtos, destacam-se as máquinas e aparelhos (67,3% do total), seguidas de veículos e outro material de transporte (6,9%), minerais e minérios (4,9%), químicos (3%), metais comuns (2,6%) e produtos alimentares (2,1%), que, no seu conjunto, representaram 88,1 % das nossas vendas para este mercado.

Em 2018, exportaram para Singapura 430 empresas portuguesas e as vendas atingiram 71,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 16% em relação a 2017.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de Janeiro a Setembro de 2019, as exportações portuguesas alcançaram 61 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 23% comparativamente com o período homólogo.


Links úteis:

  • Comissão Europeia

Elementos-Chave dos acordos comerciais e de investimento EU-Singapura
Fichas informativas

 

Conheça o Plano de Acções Internacionais, da CCIP, para 2020 que contempla cerca de 30 missões empresariais!

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Este programa une o know-how, credibilidade e experiência no terreno de duas entidades líderes nas suas áreas de actividade: a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e a NOVA-SBE.

“Temos como ambição proporcionar uma visão global e abrangente de todas as áreas de gestão aos Gestores de Micros e PME, através de conteúdos direccionados para os seus desafios específicos, com a mesma garantia de qualidade da formação executiva para grandes empresas”, explica Bruno Bobone, presidente da CCIP. Por isso, “criámos uma solução formativa extremamente orientada para as necessidades das PME, procurando conciliar a qualidade dos conteúdos e da oferta com a preocupação de enquadrar financeiramente a mesma como uma opção viável para os seus destinatários”.

A Câmara de Comércio assumirá parte do financiamento deste programa executivo, para o qual conta já com apoio de algumas empresas como é o caso da SAGE, que se associou a este projecto desde a primeira hora. Rui Fonseca, CEO da Altronix, é o Embaixador deste programa.

 

Saiba mais sobre o Programa Executivo CCIP.

e-ata

Através da Federação Mundial das Câmaras de Comércio (WCF), a Câmara de Comércio Internacional (CCI) tem avançado com a iniciativa de desenvolver o primeiro sistema global de gestão de todo o ciclo do Carnet ATA em tempo real.

O projecto e-ATA, também conhecido como Mercury II, está na fase piloto de testes e prevê a utilização do documento apenas por via digital.

São muitas as vantagens deste projecto, entre elas a possibilidade de obter um histórico de todos os movimentos feitos com o Carnet ATA de forma fácil e rápida, através de uma aplicação. O projecto piloto e-ATA tem como participantes seis países: Bélgica, China, Rússia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

Na última reunião World ATA Carnet Council (WATAC), que se realizou em Paris em Novembro deste ano, foram apresentadas as actualizações do projecto.

Embora não seja um processo de implementação simples, uma vez que as alfandegas internacionais devem aprovar os procedimentos, concluiu-se que está a decorrer de uma forma mais lenta que a prevista.

Foi realizado o primeiro teste piloto no aeroporto de Zurique em Outubro deste ano numa exportação temporária digital entre a Suíça e Canadá. O Presidente Christian Modl da Alliance des Chambres de Commerce Suisses, entidade garante na Suíça, mostrou-se satisfeito com o resultado. Os próximos testes piloto irão decorrer até Abril 2020, com o apoio dos seis países participantes do projecto.

É importante salientar que, com 186 348 Carnets emitidos, apenas em 2018, que representam mercadorias com valor total de USD 25,130 bilhões, é fundamental assegurar que as alfandegas, operadores económicos, entidades emissoras e todas as partes envolvidas sejam mais produtivas e eficientes.

 

A digitalização do documento tem como objectivos:

  • Facilitar as movimentações de importação/exportação temporárias
  • Aumentar a segurança dos dados
  • Diminuir as excepções
  • Melhorar a administração dos documentos

 

Veja o vídeo demonstrativo da utilização do documento digital:

 

O que é o Carnet ATA?

O Carnet ATA é um documento aduaneiro que permite exportações temporárias para diversos países fora da União Europeia, sem burocracia e pagamentos aduaneiros. O documento funciona como um passaporte físico de mercadorias e abrange diversas finalidades, nomeadamente, feiras/exposições, materiais profissionais, amostras comerciais, eventos desportivos, entre outros.

Para saber mais, fale connosco através do telefone 21 322 4064 ou do email ata@ccip.pt

Autor do artigo:

Larissa Abreu
Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

E-BOOK-TENDENCIAS-MARKETING-DIGITAL

Mais de 25 responsáveis de marketing e CEOs de empresas nacionais elegeram a sua tendência de marketing, para o próximo ano. O resultado chegou no formato e-book – Tendências de Marketing para 2020, lançado pela Câmara de Comércio. Do back to basics ao instant messaging ou à voz como oportunidade. São mais de 20 as tendências de marketing a conhecer para a nova década. Este foi o mote para a entrevista de Andreia Jotta, directora de marketing da CCIP, a Vanda Jorge, do EcoolHunter.

 

Veja a entrevista e vídeo.

casablaca-marrocos

A Câmara de Comércio volta a organizar uma Missão Empresarial a uma economia dinâmica e em franco crescimento

Nesta 7ª Missão Empresarial a Marrocos, foram organizadas 20 reuniões individuais de negócios, em 3 dias, nas instalações das empresas marroquinas em Casablanca e arredores. No âmbito do programa desta missão, organizada em parceria com a CCISPM – Câmara de Comércio de Portugal em Marrocos, a delegação portuguesa teve ainda a oportunidade participar num jantar de networking com membros da CCISPM.

Fruto da modernização da sua economia e da sua posição estratégica privilegiada, Marrocos está cada vez mais a ser visto como um hub regional no domínio da logística. As oportunidades de negócios para este país foram identificadas em vários sectores, como o da construção civil e obras públicas, tendo em conta que uma das prioridades do governo é a construção e modernização das suas infraestruturas. O desenvolvimento do sector energético, especialmente na área das renováveis, é outra grande aposta.

Já em Abril de 2020 a Câmara de Comércio continua a apostar neste importante mercado para o comércio internacional português, que ocupa 14ª posição no ranking de clientes e o 43º fornecedor, organizando a 8ª Missão Empresarial a Marrocos.

Fale connosco para saber se a sua empresa tem o que é preciso para vingar neste mercado.

 

internacional@ccip.pt

 

think-tank

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa realizou a 2ª edição do Think Tank de Formação, um momento de partilha que visa impulsionar a formação CCIP.

A segunda edição do Think Tank de Formação realizou-se na sede da CCIP, no dia 27 de Novembro.
Ao longo de duas horas, num formato de pequeno-almoço, promovemos a partilha de experiências e percepções em que a formação CCIP foi o tema central. Nesta edição abordaram-se as vantagens e desvantagens da certificação DGERT e o impulsionamento da comunicação.

Juliana Paes, fundadora da SAVIV, dinamizou a sessão a convite da CCIP que contou com a presença da Academia Trivalor, Dots Training, Yunit Consulting, AESE Business School, Nova SBE, Intelcia, Crossing the Limit e Sonae Sierra.

A todos os participantes agradecemos a presença e os contributos.

pedro-magalhaes-director-comercio-internacional-ccip

Os perigos do Brexit, os novos mercados-alvo e as apostas que falharam no passado, foram alguns dos temas que o Director de Comércio Internacional da CCIP, abordou em entrevista ao Eco.

Pedro Magalhães, Director de Comércio Internacional da CCIP, recebeu o Eco para uma conversa sobre diversos temas relativos à internacionalização das empresas portuguesas.

Se por um lado as exportações portuguesas têm um historial de principal destino a União Europeia (cerca de 80%), nos últimos anos têm-se verificado um decréscimo neste valor e uma maior diversificação de mercados. Marrocos, México, Coreia do sul, Japão e Emirados Árabes Unidos, são alguns dos países que têm suscitado interesse das empresas portuguesas.

Quando questionado sobre o interesse das empresas na China, Pedro Magalhães dá um exemplo concreto de questões que ainda têm de ser trabalhadas em conjunto com o Governo:

 

“Portugal começou a vender carne de porco para este mercado há muito pouco tempo, mas durante anos não conseguiu exportar esse tipo de produto. Porém, era algo que os espanhóis já o faziam com frequência. Agora pergunto, o que levou a que esta situação demorasse tanto tempo a ser resolvida? É necessário que o Governo e as empresas estejam alinhados para serem mais céleres na resolução de possíveis problemas. O Governo e a esfera privada têm de ser mais unidos, pois barreiras vão surgir sempre.

 

Questionado directamente sobre a Venezuela, Pedro Magalhães responde que “Na minha ótica, a Venezuela nunca foi um “El Dorado” para Portugal. Foi de facto um bom investimento para algumas empresas grandes, mas de forma geral o número de exportações para esse país não foi muito expressivo. Como já referi, os empresários portugueses começaram a investir fortemente em países como o México, Colômbia e Chile. As empresas não param, se não dá na Venezuela, existem mais de 190 países em que é possível apostar.”

 

Veja a entrevista completa “A Venezuela nunca foi um El Dorado para Portugal”

mood-empresas-internacionalizadas

No 1º InSight (realizado em 2016), as PME portuguesas consideravam que a principal vantagem competitiva era a “qualidade dos seus produtos e/ou dos serviços prestados”. Em 2018, para além da qualidade da oferta, destaca-se também a necessidade de propor ao mercado, produtos e serviços inovadores.

Em grandes linhas, a criticidade destas duas dimensões prevalece em 2018, tendo associadas outras duas variáveis, também elas, consideradas bastante importantes ao longo do tempo: cerca de 42% dos inquiridos referem com principal vantagem competitiva a «rapidez de adaptação do negócio / resposta ao cliente» e, aproximadamente, 35% enunciam a centralidade do «preço competitivo».

Recuperando, novamente, a hipótese de que «nos próximos anos a empresa terá que inovar de forma estrutural para manter a sua competitividade em mercados internacionais» (ideia enunciada por 82% dos inquiridos), resulta claro que defender estes factores competitivos (qualidade + inovação + preço + flexibilidade) será chave para que as PME continuem numa senda de internacionalização bem-sucedida.

Em anos anteriores, as empresas referiam, com alguma representatividade, conseguir alavancar alguns factores exógenos para melhorar a competitividade das suas actividades de internacionalização. Afirmavam, por exemplo, ter conseguido no passado recente (então 2016 e 2017) fazer mais e melhor: (i) com uma adopção crescente do digital e (ii) beneficiando dos custos de viagens e comunicações.

Em 2018, as respostas ao inquérito, levam-nos a concluir que estamos perante gestores que já não veêm nestes factores reais contributos (novos) para a boa performance e para o crescimento da sua actividade internacional.

 

Aceda ao e-book gratuito da 3ª edição do InSight

Acordo-UE-China-proteccao-Indicacoes-Geograficas

A UE e a China concluíram, no passado dia 6 de Novembro, as negociações sobre um acordo bilateral para protecção contra as imitações e a usurpação de 100 Indicações Geográficas (IG) europeias na China e de 100 IG chinesas na UE.

Este acordo histórico deverá resultar em benefícios comerciais recíprocos e num aumento da procura de produtos de elevada qualidade de ambas as partes.

Vem garantir um elevado nível de protecção das Indicações Geográficas da UE no mercado chinês, numa matéria de grande relevância para Portugal, que resultará em benefícios comerciais recíprocos.

Portugal tem seis Indicações Geográficas: Pêra Rocha do Oeste; Vinhos do Alentejo; do Dão e Douro; do Porto e Vinho Verde, entre as 100 a proteger com a entrada em vigor deste acordo.

Nos quatro anos seguintes, o âmbito do acordo deverá ser alargado para abranger mais 175 Indicações Geográficas de ambas as partes, tendo Portugal sete produtos nessa lista: Azeites de Moura; de Trás-os-Montes; do Alentejo Interior; Presunto de Barrancos/Paleta de Barrancos; Queijo S. Jorge; Vinho da Bairrada e Vinho da Madeira.

A China é o segundo destino das exportações agroalimentares da UE, que atingiram 12,8 mil milhões de euros no período de 12 meses entre Setembro de 2018 e Agosto de 2019. É também o segundo destino para as exportações de produtos protegidos como indicações geográficas da UE, incluindo vinhos, produtos agroalimentares e bebidas espirituosas, representando 9 % do respectivo valor.

Na sequência da conclusão das negociações, o acordo será agora objecto de análise jurídica. Do lado da UE, o Parlamento Europeu e o Conselho serão posteriormente convidados a aprová-lo. O acordo deverá entrar em vigor até ao final de 2020 (Fonte Comissão Europeia).

 

Mais informações:

Declaração conjunta à imprensa do comissário Phil Hogan e do ministro Zhong Shan sobre a conclusão das negociações de um acordo entre a União Europeia e o Governo da República Popular da China sobre a cooperação e a proteção das indicações geográficas

Lista das indicações geográficas europeias protegidas

Lista das indicações geográficas chinesas protegidas

Ficha de informação sobre o acordo

Cem indicações geográficas europeias a proteger na China

Comércio de produtos agroalimentares entre a UE e a China

 

No contexto do comércio internacional português, a China é um parceiro comercial com algum relevo. Em 2018, a quota da China foi de 1,1 % enquanto cliente e de 3,3% enquanto fornecedor. Neste ano o comércio bilateral alcançou 3 mil milhões de euros, com a China a ocupar a 13ª posição no ranking de clientes e a 6ª posição no ranking de fornecedores.

Relativamente à estrutura das exportações portuguesas para a China, os produtos alimentares representaram 9 % do valor global das nossas vendas que alcançaram 59 milhões de euros.

As PME que já exportam para a China ou que pretendem iniciar as suas exportações para este mercado, através do EU SME Centre, que tem a sede em Pequim, podem aceder a uma gama abrangente de serviços de apoio às empresas: consultoria de negócios, estudos de mercado sectoriais, assistência técnica, formação on-line para ajudar a compreender os desafios e estratégias de entrada no mercado chinês, bem como diversas publicações temáticas que podem ser descarregadas mediante o registo no site. O EU SME Centre é um projecto financiado pela UE e gerido pela Eurochambres em articulação com cinco parceiros institucionais.

Para as empresas interessadas em abordar este mercado a CCIP disponibiliza um conjunto de serviços de consultoria personalizados, nomeadamente: identificação de parceiros, preparação de uma viagem individual de negócios e agendamento de reuniões individuais com potenciais parceiros locais, entre outros.

Conheça o Plano de Acções Internacionais da CCIP para 2020 que contempla cerca de 30 missões empresariais!

Carnet-ATA-e-o-Brexit

Brexit e o Carnet ATA: é necessário utilizar para as exportações temporárias para o Reino Unido?

Estamos a atravessar um momento de incertezas e turbulências devido ao Brexit. Ninguém sabe exactamente o que irá acontecer e qual será o futuro da relação comercial entre Portugal e o Reino Unido.

Até agora, não há indicação se o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia será “soft” ou “hard”. Portanto, é necessário acompanharmos as comunicações das decisões sobre este assunto quase diariamente.

Obviamente vão acontecer mudanças e, consequentemente, os países envolvidos vão sentir os impactos das decisões tomadas. O principal objectivo deste artigo é esclarecer, de forma simples e práctica, como é que as empresas portuguesas podem posicionar-se para minimizar e precaver as suas exportações temporárias actuais.

A grande dúvida para as empresas neste momento é se devem, ou não, usar o Carnet ATA nas exportações temporárias para o Reino Unido.

 

O que é o carnet ATA e para que serve?

O Carnet ATA é um documento aduaneiro que permite exportações temporárias para diversos países fora da União Europeia, sem burocracia e pagamentos aduaneiros. O documento funciona basicamente como um passaporte de mercadorias e abrange diversas finalidades, nomeadamente, feiras/exposições, materiais profissionais, amostras comerciais, eventos desportivos, entre outros.

 

Actualmente o Carnet ATA é usado nas movimentações de bens entre Portugal e Reino Unido?

O Carnet ATA não é aplicável e necessário nas movimentações temporárias de bens dentro do território da União Europeia, por isso a dúvida das empresas e a incerteza do cenário comercial futuro mantém-se.

 

Futuramente vai ser necessário um Carnet ATA para o Reino Unido?

Como o Carnet ATA tem validade até um ano e pode ser utilizado para diversas viagens e destinos dentro deste período, a CCIP, sugere às empresas portuguesas que solicitem o documento por forma a minimizar o risco de pagamentos alfandegários futuros, pois, a realidade actual reflecte ainda muitas indefinições sobre o tema.

 

No caso do Reino Unido permanecer membro da União Aduaneira da UE depois do Brexit (soft Brexit), possivelmente não haverá qualquer mudança em relação ao cenário actual.

 

Mas, caso o Reino Unido deixe de fazer parte da União Aduaneira da UE (hard Brexit), pode significar que o Carnet ATA seja necessário para movimentar bens temporariamente entre o Reino Unido e países membros da UE.

 

exportacoes-temporarias-reino-unidoPor exemplo, se a sua empresa actualmente envia amostras comerciais para o Reino Unido, sem qualquer necessidade de garantias (pagamentos e documentos aduaneiros), o cenário poderá alterar-se e passar a ser necessário um Carnet ATA ou outra garantia, nomeadamente pagamento de direitos e/ou taxas alfandegárias.

No entanto, estes cenários são apenas especulações, pois, tendo em consideração o relacionamento comercial entre o Reino Unido e países membros da UE, é também possível que seja feito um acordo para isenção do pagamento de direitos e taxas nestas movimentações internacionais temporárias entre os países.

É importante salientar que nesta situação, não será necessária qualquer garantia financeira mas, no caso dos bens não serem reexportados do Reino Unido, poderão ser cobrados direitos e taxas. Portanto, tudo leva a crer que a União Aduaneira pode decidir cobrar garantias, independentemente do desfecho do Brexit.

Assim, o Carnet ATA será uma escolha óbvia, uma vez que é conhecido e aceite em todos os países membros da UE, e protege os interesses financeiros tanto do Reino Unido, como dos países membros nas operações de exportações temporárias.

 

Um pouco mais sobre o Carnet ATA…

O sistema do Carnet ATA é uma ilustração perfeita de como uma cooperação entre alfândegas pode facilitar o comércio internacional.

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a única entidade portuguesa emissora do Carnet ATA. Aqui, vai encontrar uma equipa disponível para esclarecer todas as dúvidas que tenha e explicar-lhe os benefícios e pormenores do documento. Sabemos que cada empresa possui suas particularidades e fazemos o possível para orientar de forma transparente e personalizada as empresas e ajudá-las nas suas operações internacionais.

Para saber mais, fale connosco através do telefone 21 322 4064 ou do email ata@ccip.pt

 

Autor do artigo:

Larissa Abreu

Consultora Carnet ATA
Departamento de Comércio Internacional

Andreia-Jotta-directora-de-marketing

Andreia Jotta, Directora de Marketing e Comunicação da CCIP, foi entrevistada pela PME Magazine sobre o valor do Associativismo para as pme.

Numa conversa com Mafalda Marques, Directora-Geral da Massive Media Portugal, Andreia Jotta explicou na prática os benefícios da filiação na CCIP, nomeadamente para as PME que não exportam.

Nesta conversa, a Directora de Marketing, também responsável pela área de Associados, teve oportunidade de dar a conhecer alguns exemplos práticos, nomeadamente o da Siteware.

 

"No início deste ano, a Siteware, uma empresa brasileira, tinha como objectivo reforçar a entrada no mercado nacional. Abordou-nos no sentido de perceber como é que os podíamos apoiar a persecução do seu objectivo. Rapidamente desenvolvemos um plano de comunicação, recorrendo a várias acções e canais da CCIP, que tem vindo a ser executado ao longo destes meses. Como resultado destas acções, gerámos mais de 50 leads para a Siteware. Com esta primeira base foi possível realizar reuniões de vendas e perceber a mais valia do software de gestão de performance para o mercado português."

 

Veja o artigo O Associativismo nas PME conta

eurochambres-economic-survey-results-2019

A Eurochambres apresentou, no dia 5 de Novembro, os resultados do “European Economic Survey 2020” (EES2020).

Nesta 27ª edição participaram cerca de 53.000 empresas de 28 países europeus. Os resultados em Portugal revelam que os principais desafios que as empresas consideram que vão enfrentar no próximo ano são as vendas no mercado nacional e as exportações. Em terceiro lugar surge a falta de mão-de-obra qualificada.

As perspectivas económicas das empresas portuguesas, para o próximo ano, são positivas com mais de 60% das empresas a preverem um aumento das exportações e do investimento e 55% a considerar em que o clima de negócios será favorável.

Saiba mais sobre os resultados do EES 2020.

ceta

Passados dois anos o Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá (CETA)  traz resultados positivos para os exportadores portugueses.

O Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá (CETA), entrou em vigor parcialmente a 21 de Setembro 2017. Com a sua aplicação foram desde logo eliminadas 98% das tarifas alfandegárias canadianas. Gradualmente, num prazo de 3,5 e 7 anos atingir-se-á os 100% para os restantes produtos previstos para a liberalização, o que corresponderá uma poupança, por ano, de cerca de 590 milhões de euros em tarifas alfandegárias.

Este acordo confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos jamais oferecido a empresas estrangeiras, não só a nível federal, mas também a nível provincial e municipal.

O ano de 2018 marcou o primeiro ano civil completo da aplicação do CETA. O comércio bilateral total atingiu 72,34 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 4,5% em relação a 2017. As exportações de produtos químicos da UE registaram o maior crescimento, isto é, 1,5 mil milhões de euros (um aumento de 23%), seguidas das dos sectores de máquinas e aparelhos que alcançaram 850 milhões de euros (um aumento de 10%). As exportações de produtos agroalimentares também registaram um aumento de 4%, constituindo 9% do total das exportações da UE para o Canadá.

Neste mesmo período, as exportações do Canadá para a UE registaram uma ligeira diminuição, de 1,7% (521 milhões de euros), em comparação com 2017, em grande medida devido à redução das exportações de sementes oleaginosas de cerca de 300 milhões de euros. (Fonte: Comissão Europeia)

No contexto do comércio internacional português, o Canadá ocupa a 22º posição no ranking de clientes e a 39º no de fornecedores, com quotas de 0,59% e 0,27% respectivamente.

No que respeita à estrutura das exportações portuguesas, em 2018, por grupos de produtos, destacam-se os produtos alimentares (17,4% do total), seguidos de metais comuns (11,7%), das matérias têxteis (10,2%), do calçado (9,2%) e das máquinas e aparelhos (9,1%), que, no seu conjunto, representaram 57,5 % das nossas vendas para este mercado.

Em 2018 exportaram para o Canadá 1.664 empresas portuguesas e as vendas atingiram 342 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 13,5% em relação a 2017. Determinados grupos de produtos apresentaram resultados particularmente positivos, destacando-se o aumento das vendas de veículos e material de transporte (225 %); vestuário (115%); metais comuns (111 %); plásticos e borracha (48%) e calçado (15%).


De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de Janeiro a Agosto de 2019, as exportações portuguesas alcançaram 358 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 62% comparativamente com o período homólogo.

Entre os grupos de produtos que registaram o maior aumento de vendas, destacam-se: veículos e outro material de transporte cujo valor decuplicou e atingiu 152 milhões de euros; pastas celulósicas e papel (um aumento de 62%); vestuário (um aumento de 57 %); plásticos e borracha (um aumento de 33%); matérias têxteis (um aumento de 11%) e produtos agrícolas (um aumento de 8%).

Tendo em vista as oportunidades que surgiram com a entrada em vigor do CETA e a maior facilidade na venda de produtos e serviços para este mercado a Câmara de Comércio vai realizar uma missão empresarial ao Canadá que irá decorrer entre 17 e 22 de Novembro 2019.

 

Mais informações sobre o CETA poderão ser obtidas através dos seguintes links:

Fichas informativas
Procedimentos para exportar para o Canadá
Cidades e municípios que exportam para o Canadá
Texto do CETA

 

Assista ao Webminar: “How to Export to Canada & Benefit from CETA” e saiba mais sobre os procedimentos para exportar para o Canadá.

Conheça o Plano de Acções Internacionais, da CCIP, para 2020 que contempla cerca de 30 missões empresariais!

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Um mood de optimismo prevalece, muito consciente

O InSight desenvolveu um indicador proprietário da confiança dos gestores das PME Internacionalizadas, a bem de uma compreensão mais fina, e em série longa, do Mood das empresas portuguesas internacionalizadas.

Pretende-se, com este indicador, compreender esse Mood fazendo confluir os sentimentos dos inquiridos relativamente ao presente que vivem e as suas expectativas face ao futuro que prognosticam e que proactivamente tentam construir no desenvolvimento das suas actividades internacionais.

As respostas de 2018 confrontam-nos com uma amostra mais optimista do que a de 2017, mas também, com uma amostra em que a % de pessimistas aumenta, num curioso processo em que a neutralidade perde muita expressão.

 

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Previamente neste Paper, enunciámos a hipótese, confirmada pelas respostas dos inquiridos, de que se estará a entrar num novo estágio mais desafiante e complexo para as PME Internacionalizadas (por exemplo, 82% dos inquiridos afirmaram que «nos próximos anos a empresa terá que inovar de forma estrutural para manter a sua competitividade em mercados internacionais»).

Será que tal perspectiva não determinará, a prazo, uma polarização da performance da actividade (e desde já do Mood), com a diferenciação extremada entre as empresas capazes de investir na construção de um futuro diferenciado e aquelas que não consigam preparar-se para tempos de maior complexidade e exigência?

 

indice-concordancia

 

Os resultados do Mood parecem levar-nos a essa conclusão.

Neste contexto, são coerentes os drivers de investimento enunciados pelos inquiridos.

Perante a necessidade de explorar novos estágios de internacionalização, e de inovar estruturalmente as suas propostas de valor, os gestores das empresas internacionalizadas referem como investimento de maior criticidade «o aumento das vertentes de diferenciação da oferta... para conseguir manter os preços praticados».

Por outro lado, antecipando a necessidade de defender clientes e mercados, em face do aumento da concorrência, os inquiridos referem como 2.ª prioridade de investimento o «desenvolvimento de relações de parceria de médio/longo prazo com alguns dos principais clientes».

 

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A Câmara de Comércio organizou pela 6ª vez uma Missão Empresarial Multissectorial a à Rússia, de 21 a 25 de Outubro de 2019.

A delegação portuguesa, acompanhada pelo Director de Assuntos Europeus da CCIP, João Paes Cabral, contou com 8 participantes de diferentes sectores de actividade. Nesta edição, contamos com empresas dos sectores do investimento imobiliário, dos têxteis, da extracção e transformação de mármores e da distribuição e produção de bens alimentares e não alimentares.

Como já é habitual, a Câmara de Comércio, em conjunto com os seus parceiros locais, proporcionou um agendamento de reuniões individuais, customizado e que permitiu ir de encontro ao perfil e necessidades de cada empresa participante.

O balanço final é muito positivo e as perspectivas de negócio são muito elevadas, fazendo desta missão um sucesso para todos os participantes.

A Câmara de Comércio tem prevista uma nova missão empresarial a este mercado em Abril de 2020. Contamos em breve anunciar o programa.

Veja o plano de ações internacionais para 2020 que a Câmara de Comércio preparou para a sua empresa!

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O Prémio Francisco de Melo e Torres volta este ano com mais uma edição para premiar um Chefe de Missão Diplomática português que se tenha destacado pelo seu trabalho no apoio à internacionalização das empresas portuguesas, na promoção de Portugal no estrangeiro e na captação de investimento estrangeiro para o nosso país.

Se conhece:
1. Casos concretos de empresas que se tenham internacionalizado e de projectos de internacionalização bem-sucedidos que tenham tido um apoio directo do Chefe de Missão Diplomática (lobby/ facilitação de contactos, entre outros);
2. Casos concretos de empresas estrangeiras que se tenham estabelecido em Portugal ou entrado no capital de uma empresa portuguesa, através de uma actuação directa do diplomata;
3. Eventos organizados pelo Chefe de Missão Diplomática para promover a imagem de Portugal e artigos publicados na imprensa local.

Faça a sua proposta de nomeação até ao dia 13 de Dezembro.

Saiba mais sobre o Prémio Francisco Melo e Torres e candidaturas.

privatizacao-angola

Quer conhecer e debater as principais alterações do novo Programa de Privatizações em Angola e o seu impacto nos negócios? A Abreu Advogados, em parceria com o Banco Económico de Angola, organiza uma conferência sobre o tema, no próximo dia 29 de Outubro, em Lisboa.

Este evento conta com a participação de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na mesa redonda dedicada às privatizações.

 

Saiba mais aqui.

tendencias-marketing-2020

Mais de 25 Responsáveis de Marketing e CEO’s elegem a sua tendência de Marketing para 2020

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa lançou um e-book dedicado às tendências de Marketing para 2020.

Todos os anos, diversas empresas lançam as tendências de marketing para o ano seguinte e, todos os anos, os profissionais de marketing lêem-nas atentamente, para validar se estão no caminho certo e avaliar um possível enquadramento das novidades nas suas estratégias de marketing.

O nosso objectivo não é esse!

Desafiámos diversas empresas, na pessoa dos seus Directores de Marketing ou CEO’s, a partilharem “A” tendência que para cada um deles faz, ou vai fazer, a diferença.

O e-book Tendências de Marketing 2020 – A visão de Directores de Marketing e CEO’s é disponibilizado gratuitamente para todos os profissionais de marketing e interessados no tema, a partir de dia 21 de Outubro.

Este projecto contou com o contributo de empresas como: Konica Minolta, SamyRoad, FullSix, Novabase, WeDo Technologies, L’Oréal, Rock in Rio Lisboa, Central de Cervejas, ShiftThinkers e muitas outras.

Aceda aqui ao

 

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No passado recente a actividade internacional cresceu

destaque-actividadeEm 2016, foi impressionante constatar que, para mais de 40% das empresas inquiridas, o crescimento da actividade internacional verificado nos 2 exercícios anteriores (2015 e o próprio 2016) havia superado os 10% e que, para mais de 19% das inquiridas, esse crescimento havia superado uns impressionantes 20%.

Para 59% das empresas inquiridas, 2018 foi um ano positivo, de crescimento da actividade internacional, no que aparentemente reflecte um cumprimento das expectativas dos gestores (56% dos casos).

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Um futuro próximo em que se perspectiva continuar a crescer (mas menos) 

A investigação confirma o que indicadores avançados do INE e do Banco de Portugal referem, quanto às perspectivas de crescimento da actividade internacional (exportadora) das empresas portuguesas: o crescimento vai continuar (ainda que a um ritmo menor).

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Da análise do gráfico com a resposta à questão: «qual a expectativa que traduz a ambição para a evolução do Volume de Negócios Internacional nos próximos 3 anos», é possível extrair a interessante conclusão de que, a 3 anos, a globalidade da amostra ambiciona crescer na sua actividade internacional (mesmo que tal crescimento não seja expectável em 2019 – 4% dos inquiridos afirmaram esperar ter uma redução da actividade internacional no ano em curso).

Mesmo antecipando maior competitividade e algum abrandamento, as empresas não deixam de ver na internacionalização um caminho certo de crescimento.
Interessante é, também, observar que são as empresas há menos tempo internacionalizadas aquelas que ambicionam maiores crescimentos – 46% das empresas internacionalizadas há menos de 5 anos ambicionam crescer entre 5% e 10%, sendo que outras 28% indicam o propósito de crescer mais de 10% (percentagens que são respectivamente 38% e 16% para empresas internacionalizadas há mais de 10 anos).

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Neste contexto é interessante constatar que os inquiridos expressam, segundo diferentes enunciados, a convicção de que o futuro, que o crescimento que dele se perspectiva, será pautado pela necessidade de prosseguir novas estratégias, eventualmente entrando-se num novo estágio para a grande maioria das PME internacionalizadas.

As PME ter-se-ão que capacitar para actuar em mercados mais complexos e competitivos, terão que inovar, terão que ponderar o desenvolvimento de presenças físicas junto dos seus principais mercados/clientes.

 

A dinâmica geográfica da internacionalização das PME

Se parte do crescimento observado em 2018 se prendeu com a abertura de novos mercados, também o crescimento perspectivado para 2019 se explica com o foco das empresas em continuar uma dinâmica de somatório de geografias – 86% das empresas ora inquiridas ponderam entrar em pelo menos 1 mercado novo, no decurso do próximo ano.

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A Europa destaca-se, naturalmente, como a macrorregião geográfica em cujos mercados se encontra presente (ou para onde exporta) a maior percentagem de empresas portuguesas internacionalizadas [83%].

Não obstante o facto de ser tratar de uma macro mercado, há longos anos tido como incumbente, continua a ser, também, a região onde mais empresas entraram nos últimos 12 meses [33%] e aquele onde mais empresas ponderam entrar no decurso de 2019 [40%].

Já África, apesar de continuar a ser a segunda macrorregião onde maior percentagem de PME internacionalizadas actua, tem vindo a perder dinâmica para as Américas e Ásia, com esta última, a ser a macrorregião onde mais empresas entraram pela 1.ª vez [29% das que abriram novos mercados].

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Aceda ao e-book gratuito da 3ª edição do InSight

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A Câmara de Comércio está novamente no México a acompanhar um grupo de empresas portuguesas. A Missão Empresarial multissectorial ao México está a decorrer desde dia 13 e que terminará no dia 18 de Outubro.

A delegação portuguesa, acompanhada pelo Director do Departamento de Comércio Internacional, Pedro Magalhães, conta com 6 participantes de empresas de diversas áreas de actividade, tal como o sector da electrónica, panificação, informática, petfood e indústria metalúrgica.

Tal como nas restantes missões organizadas pela Câmara de Comércio, esta Missão Empresarial proporciona uma agenda individual construída de acordo com o perfil de cada uma das empresas de acordo com os objectivos e o tipo de contactos pretendido apontados pelas empresas. No total dos 3 dias de reuniões, serão concretizadas cerca de 40 reuniões B2B com empresas mexicanas interessadas no trabalho desenvolvido das empresas portuguesas, na Cidade do México e Guadalajara.

Para além das reuniões individuais de negócios, a missão conta também com diversos momentos de networking dos quais se destaca o jantar com o Embaixador de Portugal no México, Jorge Roza de Oliveira.

Conheça o Plano de acções internacionais para 2020.

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Com as contínuas transferências de fundos de hoje em dia e os desenvolvimentos tecnológicos actuais é fácil roubar ou encobrir activos líquidos de instituições financeiras em qualquer parte do mundo – e no combate a este tipo de crimes é cada vez mais decisiva a actuação rápida na recuperação dos activos.

Para fazer face a esta necessidade, a ICC criou em 2004 a marca FraudNet, uma rede de advogados especialistas na matéria de combate à fraude e na recuperação de ativos em cada país, que utilizam os métodos mais sofisticados de investigação, ferramentas forenses e procedimentos precisos para ajudar as vítimas destes processos fraudulentos a uma escala mundial – os quais podem envolver seguros, mercadorias, banca, corrupção e insolvência. O combate eficaz à fraude internacional e à corrupção exige competências especializadas e concertadas em várias jurisdições que transcendem a aplicação do direito tradicional.

A ICC Portugal em parceria com a ICC FraudNet, organiza a conferência "Fraude e Recuperação de Bens" que reunirá especialistas nacionais e internacionais, no dia 23 de Outubro, num espaço único de debate e networking.

Entre outros temas estará em análise os esquemas fraudulentos, a potencial exposição das instituições bancárias, bem como o rastreio dos activos envolvidos e procurará sensibilizar para a importância de uma identificação precoce e prevenção especializada da fraude.

 

Saiba mais sobre a conferência "Fraude e recuperação de bens em análise"

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o-sucesso-da-internacionalizacao-das-empresas-portuguesasUma das mais interessantes análises que os 3 inquéritos já realizados pelo InSight (2016, 2017 e 2018) têm permitido desenvolver é a que se prende com a avaliação do impacto que a internacionalização tem nos resultados financeiros das empresas.

É uma análise que tem que ser concretizada à luz de duas realidades chave:
(i) estamos num ciclo de forte crescimento do volume de negócios das actividades internacionais, mas, (ii) estamos, também, num ciclo em que a esse crescimento está associada uma crítica necessidade de investimento (na abertura de novos mercados, no reforço das equipas comerciais, no aumento das capacidades instaladas de produção). Em mais uma confirmação da relevância estatística da amostra de 2018, constatamos que o caminho de evolução da performance financeira das actividades internacionais se consolida.

Os dados, por exemplo o facto de apenas 2% dos inquiridos referir que a actividade internacional é deficitária por ainda se encontrar numa forte fase de investimento (valor que era de 17% há um ano), poderão evidenciar que estamos a entrar num novo estágio de consolidação da internacionalização.resultados-positivos-internacionalizacao-empresas

Um estágio de maior foco na rentabilização dos mercados em que já se actua e dos clientes que já se tem, para melhor responder a um expectável abrandamento e aumento da concorrência nos principais mercados de actuação das empresas nacionais. Algo a confirmar no futuro próximo!

 

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A análise dos resultados financeiros das actividades de internacionalização permite enriquecer, mais ainda, a tese da correlação supra enunciada, acrescentando-lhe mais uma variável:
Há uma correlação positiva entre (i) a escala da actividade internacional, (ii) a antiguidade das empresas e do seu processo de internacionalização, (iii) a diversificação de mercados internacionais em que a empresa actua (entendidos como um proxy de diversificação de risco e de somatório de oportunidades de crescimento) e (iv) o nível de resultados financeiros gerados pelas actividades internacionais.

Nas respostas ao inquérito, constamos que a % de empresas que afirma que os resultados da actividade internacional são positivos, evolui de forma expressiva, de 42% no caso das empresas internacionalizadas há menos de 5 anos para 78% nas que estão internacionalizadas há mais de 10 anos.

A mesma natureza de conclusão se observa na análise da variável «número de mercados» (que, como vimos, está estritamente correlacionada com a antiguidade da actividade internacional). Só no caso das empresas que estão presentes em apenas um mercado é dominante o número daquelas em que os resultados são negativos.

 

Aceda ao e-book gratuito da 3ª edição do InSight

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Às portas das eleições legislativas, o Dinheiro Vivo perguntou a 25 decisores qual a medida que gostavam que o próximo governo tomasse.

Da banca à agricultura, muitas foram as propostas dos gestores.

Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foi desafiado a contribuir para esta reflexão.
A medida escolhida foi: Lucro distribuído, salário digno

“Para mim a principal medida que gostava de ver implementada seria a instituição do conceito do salário digno, com uma estruturação do rendimento salarial respaldado na produtividade criada e na garantia da distribuição de uma parte substancial da riqueza por ela gerada aos trabalhadores. Para promover esta medida o governo deveria isentar de imposto o lucro gerado a mais que fosse efetivamente distribuído aos trabalhadores. Esta medida tem o fim de melhorar efetivamente a qualidade de vida dos trabalhadores através do aumento da riqueza criada e implicaria transformar as empresas em verdadeiros ambientes de equipa, como se verifica em quase todas as de novas tecnologias – e não os campos de batalha sindical que durante mais de 40 anos pouco fizeram por essa qualidade de vida.”

Veja as restantes medidas sugeridas pelos gestores.

O Plano de Relações Internacionais para 2020 contempla a realização de cerca de 30 missões empresariais, com um foco fora dos mercados tradicionais de exportação portuguesa.

A diversificação dos destinos de exportação das empresas portuguesas é um claro objectivo da Câmara de Comércio, alinhado com as expectativas e desafios colocados pelo governo e pelas empresas exportadoras nacionais. Iremos realizar missões empresariais a destinos em franco crescimento e que já têm trazido resultados muito positivos a empresas portuguesas: México, Marrocos, Rússia, Costa do Marfim e Coreia do Sul.

Vamos também apostar em visitas a importantes Feiras Internacionais, com o objectivo de proporcionar aos empresários um acompanhamento personalizado nestas deslocações: Feira Arab Health no Dubai, Feira Prowein na Alemanha e Feira de Cantão na China. Tentaremos que um membro do governo nos acompanhe nestas deslocações e que dê um maior peso à comitiva.

Daremos continuidade aos seminários “Meet-the-Market”, que aprofundam a realidade económica e comercial de um determinado país, e às business clinics “One-to-One”, que consistem em sessões individuais e personalizadas entre as empresas e os nossos representantes locais de diversos mercados. Será também disponibilizado um serviço de consultoria individual e mentoring para empresas que estejam a iniciar os seus processos de internacionalização, bem como faremos workshops específicos com testemunhos e casos reais de empresas já internacionalizadas.


De acordo com Paulo Portas, Vice-Presidente da Câmara de Comércio, "o plano de internacionalização que todos os anos a CCIP aprova para servir os seus associados é um passaporte prático para que as empresas nacionais possam melhorar as suas exportações, estabelecer parcerias e continuar o caminho - o melhor caminho em economia global - para a sua internacionalização. O plano foi naturalmente construído a partir da experiência e do reporting de satisfação das empresas no ano que está a terminar. Procura, por isso, insistir em mercados mais tradicionais de sucesso, bem como abrir novas oportunidades, tendo em conta as geografias de crescimento e abertura às exportações." Tendo tido oportunidade de acompanhar pessoalmente algumas das missões realizadas este ano, Paulo Portas afirma que "muitas empresas reforçaram os seus contactos internacionais e as vendas em novos mercados, frequentando as missões que organizamos nas quais temos a preocupação de garantir as adequadas reuniões B2B. Também a partilha de experiências e oportunidades com outras empresas se revelou frutífera."

Faça download do Plano de acções internacionais para 2020.

Para mais informações contacte-nos internacional@ccip.pt

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Ursula von der Leyen, Presidente eleita da Comissão Europeia, apresentou, no dia 10 de Setembro, a estrutura da próxima Comissão e os pelouros dos Comissários designados.

O novo colégio de Comissários terá oito Vice-Presidentes, dos quais três serão executivos assumindo uma dupla função. Serão responsáveis por uma das três prioridades cruciais da agenda da Presidente eleita (gestão de uma política em matéria de alterações climáticas; assegurar uma economia ao serviço das pessoas e preparar a Europa para era digital), e simultaneamente Comissários.

Cabe a cada país da UE designar um Comissário. Elisa Ferreira, nome indicado por Portugal, ficou com a pasta da “Coesão e Reformas”. Terá a responsabilidade da definição de fundos europeus, como o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e o Fundo de Coesão, e reformas estruturais. Ficará também responsável por um fundo que visa a transição energética.

O Reino Unido não designou um comissário devido ao seu processo de retirada da UE. Conheça os novos Comissários indigitados.

 

Próximas etapas:

Cada Comissário indigitado será sujeito uma audição perante a comissão parlamentar competente para a pasta que é proposto e os membros da comissão parlamentar irão decidir por votação sobre a aptidão do candidato para o cargo. As audições irão decorrer de 30 de Setembro a 8 de Outubro.

A Comissão no seu todo (Presidente, Comissários indigitados, Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros), terá de ser aprovada pelo Parlamento Europeu, o que deverá acontecer no dia 23 de Outubro, na sessão plenária, em Estrasburgo.

Uma vez que o Parlamento tenha dado a sua aprovação, o Conselho Europeu endossa formalmente a Comissão Europeia que iniciará o mandato 2019-2024 no dia 1 de Novembro.

A Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio Europeias, a BusinessEurope e a SMEunited, apelam, numa declaração conjunta, para que uma nova estratégia europeia a favor das PME seja incluída na agenda para a Europa. Conheça a declaração destas associações europeias.

internacionalizacao-realidade

A internacionalização é o principal caminho estratégico para assegurar o crescimento das PME (internacionalizadas).

No início de 2019, já estávamos num estágio de desenvolvimento da actividade das PME portuguesas internacionalizadas estruturalmente diferente daquele que pautava no ano de 2016, quando se realizou o 1º inquérito.

Como se verifica na figura 4, em 2016, confrontámo-nos com PME que viam na internacionalização uma das principais alavancas do crescimento da sua actividade – contrapondo um tempo de profunda contracção do mercado interno, a internacionalização era, para muitas empresas, o caminho possível para prosseguir um crescimento que é sempre desejado, e naturalmente necessário.

Em 2018, a internacionalização aparenta ser mais do que uma solução para compensar quebras no mercado interno. Mesmo com o crescimento da economia portuguesa, para muitas PME, a internacionalização tende a afirmar-se como o «principal caminho estratégico para crescer», nessa medida, um desígnio de criticidade extremada, depois dos impressionantes ritmos de crescimento das exportações observados no passado recente (6,2% e 7,1% em 2017 e 2018 respectivamente, excluindo exportação de combustíveis, de acordo com dados do INE).


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23% das empresas têm uma actividade internacional que representa mais de 80% do seu volume de negócios

 

Neste contexto, depois de um período de tempo de tão expressivo crescimento das exportações portuguesas (da internacionalização do tecido empresarial português) é compreensível que na amostra de respondentes tenhamos 23% de empresas para quem a actividade internacional representa mais de 80% do volume de negócios (acrescendo mais 14% com uma representatividade da actividade internacional no volume entre os 50% e os 80%).

 

A internacionalização é um processo de maturação em que o tempo é, na maioria dos casos, a variável que melhor explica a performance e os resultados.

Na análise segmentada dos resultados, quando se analisa os comportamentos entre empresas «essencialmente internacionais» e «empresas maioritariamente focadas no mercado nacional» observamos comportamentos e moods estruturalmente diferentes.

A consolidação das actividades internacionais com a capacidade de atingir escalas relevantes concorreu para a existência de uma percentagem relevante de empresas que olha para o futuro com uma impressionante resiliência.

 

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O estudo permitiu também entender que à medida que o estágio de internacionalização das empresas evolui, o peso desta actividade passa a ser, naturalmente, mais representativo no seu volume de negócios total e garante de resultados positivos.

 

Aceda ao e-book gratuito da 3ª edição do InSight

CongressoCEAPI

Bruno Bobone, Presidente da CCIP, é um dos oradores convidados do III Congresso Iberoamericano CEAPI, de 30 de Setembro a 2 de Outubro, em Madrid.
Esta iniciativa é pensada para partilhar, gerar negócios e criar uma rede de contactos internacional. Oferece um programa que inclui temas de interesse em sectores estratégicos da economia.

É considerada a maior reunião de negócios ibero-americana organizada por empresários para empresários onde se analisa a economia ibero-americana e os desafios futuros das empresas.

Ao longo do congresso vão decorrer diversas actividades paralelas, nomeadamente:
- Jornada Next generation
- Mesas de Negócios
- Jornada Mulheres nos Negócios
- Jantares exclusivos
- Entre outras.

Saiba mais sobre a conferência aqui

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O Embaixador da República da Coreia, S.E. Song Oh, e a Terceira Secretária e Vice-Cônsul, Yunseon Yang, foram recebidos na Câmara de Comércio (CCIP) pelo Secretário-Geral, João Pedro Guimarães.

Esta reunião teve como objectivo aprofundar as relações económicas bilaterais e as oportunidades de negócio para as empresas de ambos os países. A Coreia do Sul tem um Acordo de Livre Comércio com a UE, que entrou em vigor em 2011, e posiciona-se como uma das quinze maiores economias a nível mundial, situando-se nos dez primeiros lugares enquanto exportador e importador. No passado mês de Julho, a CCIP organizou a terceira missão empresarial a este mercado.

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Na terça-feira, dia 10 de Setembro, o presidente do PSD, Rui Rio, deslocou-se à Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa para falar sobre o que propõe para o país, numa altura em que falta menos de um mês para as legislativas. Foi o terceiro e último protagonista político a particiar nesta série de debates organizada pela CCIP, depois da presença de Assunção Cristas, líder do CDS, e de António Costa, actual primeiro-ministro e secretário-geral do PS.

Foram três conversas esclarecedoras e que permitiram perceber muito daquilo que estes três candidatos pensam para o futuro do país e conhecer as suas visões sobre a situação actual de Portugal.

Ao contrário de Cristas e Costa, Rio optou por iniciar a sessão com uma declaração onde expôs aquilo que fará caso seja eleito primeiro-ministro. Tal como já tinha explicado ao longo das últimas semanas, o líder social-democrata destacou a reforma estrutural que pretende concluir em quatro grandes áreas: descentralização, Segurança Social, Justiça e sistema político.

Desta vez, o responsável pela condução da conversa foi Miguel Horta e Costa, vice-presidente da CCIP. E foi das suas perguntas que surgiram, na minha opinião, as declarações mais interessantes de Rio.

Primeiro, Rio rejeitou uma “geringonça” à direita. A resposta peremptória sugeria uma rejeição total a um acordo com o CDS ou com outros partidos à direita. Mas a explicação dada depois por Rio esclareceu este ponto: uma geringonça é “algo mal amanhado” e que não foi pensado com um “sentido estratégico”. Ou seja, o líder do PSD fará acordos à direita se existir o tal sentido estratégico de que falou. Uma maioria não se pode resumir a “somar 116 deputados de qualquer maneira”, explicou ainda.

Também em resposta a uma questão colocada por Miguel Horta e Costa, Rio criticou a actuação do Banco de Portugal nos últimos anos e colocou uma boa dose das culpas pelo estado do sistema financeiro nesta instituição. Disse que se o Banco de Portugal tivesse estado “mais atento” ou “mais independente do sistema”, talvez as coisas fossem diferentes. Isto levou-o a concluir que “nenhum português pode ver a atuação do Banco de Portugal com bons olhos”.

Este foi o último debate no âmbito do ciclo que a CCIP organizou. Tentámos com estas conversas esclarecer os empresários e os portugueses em geral sobre o que esperar dos nossos responsáveis políticos e candidatos a chefiar o futuro Governo. Durante a campanha eleitoral - que apesar de ainda não ter começado oficialmente, já arrancou na prática – o acessório pode ter mais destaque do que o essencial. E o essencial, neste caso, é o conteúdo das propostas dos partidos. Espero que neste ciclo de debates tenhamos conseguido extrair o que realmente interessa dos candidatos a primeiro-ministro.

 

Bruno Bobone

Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

 

Artigo de opinião

 

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Com o objectivo de apoiar as empresas no processo de internacionalização, a CCIP participou numa sessão de esclarecimento com o tema “Portugal 2020: Incentivos e financiamento para empresas”, no passado dia 10 de Setembro, no Barreiro.

Este evento, organizado pela AERLIS em parceria com a Câmara Municipal do Barreiro, contou com a presença de Pedro Magalhães, director de Comércio Internacional, que partilhou os factores que as empresas devem ter em conta desde a decisão de exportar até à entrada no mercado.

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Mais do que o primeiro-ministro, interessa o candidato às legislativas

Na quarta-feira, dia 4 de Setembro, recebi na Câmara de Comércio e Indústria o primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, António Costa. Este foi o segundo debate de um ciclo que a CCIP está a realizar com as eleições legislativas como pano de fundo. O nosso objetivo é claro: ouvir, questionar e debater o que os protagonistas políticos querem para o nosso país. Numa altura onde as incertezas políticas e económicas marcam a agenda e as preocupações dos portugueses, estas conversas centram-se, essencialmente, no futuro de Portugal.

Por isso mesmo, mais do que o papel de António Costa como primeiro-ministro – que, com toda a sua habilidade política, conseguiu colocar o Bloco de Esquerda a dizer que tem um programa social-democrata – interessava-me ouvir António Costa como candidato do PS às próximas legislativas.

Esta conversa permitiu retirar vários pontos de interesse daquilo que Costa pretende para o país e sobre a visão que o atual primeiro-ministro tem sobre alguns temas importantes para a economia nacional:

  • Não há nacionalizações no programa eleitoral do PS: ainda que tenha como “parceiros” de governação o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, tão adeptos das nacionalizações das grandes empresas portuguesas, Costa garantiu que essa questão não se coloca nem se vai colocar. Especificamente, o primeiro-ministro rejeita a nacionalização da Galp e da EDP. Defendeu também a posição que o Estado detém na TAP, assegurando que os sócios privados estão satisfeitos com esta situação. Estas declarações parecem responder afirmativamente ao repto que eu próprio lhe lancei, quando pedi que tenha as empresas no seu coração, ainda que este esteja à sua esquerda;
  • Salário mínimo não vai aumentar: esta é outra das grandes preocupações dos empresários, numa altura em que o salário mínimo está já muito próximo ao salário médio nacional. E é outro dos temas preferenciais da esquerda que apoia o atual Governo. António Costa foi também taxativo nesta matéria, afirmando que será difícil existirem mais aumentos, defendendo, como alternativa, medidas para valorizar os rendimentos dos mais jovens. O desafio é, tal como o próprio explicou, chegar a um acordo em concertação social;
  • O que talvez os empresários presentes no debate menos gostaram de ouvir foi o que Costa pensa sobre as taxas de IRC: o primeiro-ministro discordou que a redução destas taxas possa servir como incentivo ao investimento privado, defendendo que aquilo que mais impulsiona as empresas é manter as taxas de juro baixas;
  • O papel de Mário Centeno: o ministro das Finanças é porventura a estrela maior deste Governo. Apesar dos elogios, que lhe valeram o cargo de presidente do Eurogrupo, é também a ele que atríbuem grande parte da responsabilidade pelas cativações que contribuíram para a degradação de alguns dos serviços públicos. Aqui, Costa tentou desvalorizar o papel do responsável pela pasta das Finanças, afirmando que este é “hipervalorizado”;
  • Conjuntura política: estas eleições ameaçam provocar uma profunda transformação política. A grande incógnita neste momento é qual o puzzle parlamentar que sairá das legislativas caso o PS não obtenha a maioria absoluta: mantém-se a geringonça ou Costa vai “procurar” sustentação noutro lado? O primeiro-ministro tem sido recorrentemente quesionado sobre esta matéria e, na conversa na CCIP, esforçou-se para mostrar que, pelo menos, não quer ser confundido com os seus parceiros à esquerda, nomeadamente com o Bloco de Esquerda. Como vimos anteriormente, rejeita algumas das principais bandeiras da esquerda e garantiu que o “programa do PS não é o do Bloco de Esquerda”.

Esta foi mais uma conversa construtiva e esclarecedora. Só assim, debatendo, questionando e ouvindo, poderemos chegar às urnas informados. As nossas preocupações não podem ficar ao sabor do vento. É preciso expô-las a quem nos governa e exigir explicações. Na terça-feira, dia 10 de Setembro, será a vez de Rui Rio, presidente do PSD, a sentar-se ao meu lado para mais um debate. A postura vai ser a mesma: questionar, escutar e pensar o futuro de Portugal.

 

Bruno Bobone

Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

 

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70% dos empresários consideraram que o Mercado Único não está suficientemente integrado

O Mercado Único foi criado há mais de 25 anos. No entanto a realidade, do dia-a-dia dos empresários, demonstra que ao fazer negócios noutro país da União Europeia pode ainda ser complicado.

Seja por questões de legislação, de diferentes exigências nacionais ou de procedimentos excessivamente complexos, é notório que as potencialidades do Mercado Único não são plenamente aproveitadas. Esta realidade foi confirmada numa sondagem da Eurochambres – Associação de Câmaras de Comércio Europeias, na qual 70% dos empresários consideraram que o Mercado Único não está suficientemente integrado.

O novo mandato da Comissão Europeia tem início em Novembro, sob a Presidência de Ursula Von der Leyen. Este inquérito, promovido pela Eurochambres em colaboração com as Câmaras de Comércio da UE, dá-lhe a oportunidade de se pronunciar sobre as prioridades que considera que Comissão deverá ter em conta nos próximos cinco anos, e permite-lhe dar a sua opinião sobre as barreiras que foram identificadas e soluções para as mesmas.

A Eurochambres irá preparar um relatório sobre as barreiras e problemas identificados pelas empresas para entregar à nova Comissão Europeia.

Poderá aceder ao inquérito, que demora menos de 10 minutos a preencher, através deste link.

 

O seu contributo é importante! Agradecemos a sua colaboração até dia 25 de Setembro.

Logo que o relatório esteja concluído, estará disponível no site da CCIP.

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Os resultados da 3ª incursão do InSight confirmam, uma vez mais, que a «exportação», em diferentes modalidades, é o modelo de internacionalização prevalecente das PME portuguesas – mantém-se a ideia de que, para as empresas de menor dimensão a exportação é o «modelo único» possível de internacionalização.

Dito isto, uma amostra com empresas em média mais antigas, de maior dimensão, e há mais tempo internacionalizadas do que as amostras de 2016 e 2017, enquadra percentagens já expressivas (maiores do que 10%) de empresas com diferentes formas de presença física em mercados internacionais.

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A ideia do Observatório InSight surgiu, em 2016, da necessidade de conhecermos com maior rigor o fenómeno da internacionalização das PME portuguesas, para que as pudéssemos continuar a apoiar no futuro, com base em dados concretos retirados do passado.

Notámos ao longo do tempo que existia uma falta de dados actualizados e fidedignos sobre a única transformação verdadeiramente estrutural dos últimos anos: a internacionalização da economia Portuguesa.

Tendo este facto em consideração, o estudo é a resposta da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa a uma carência sentida por todos, assumindo-se como uma ferramenta única para a compreensão do percurso de internacionalização do universo das PME nacionais.

Aceda ao e-book gratuito da 3ª edição do InSight

 

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A União Europeia, através do Corpo Europeu de Solidariedade (CES), oferece às empresas a possibilidade de recrutarem jovens europeus através de contratos com duração entre os 2 e os 12 meses, para desenvolverem actividades que encerrem uma dimensão solidária. Estes contratos podem integrar oportunidades de trabalho, estágio ou aprendizagem e as empresas beneficiam de um apoio financeiro (até 2.000€ no caso de ser PME).

Se a sua organização se quiser envolver numa acção de Responsabilidade Social Corporativa, geradora de benefícios mútuos, e de fazer nascer ou ampliar a dimensão multicultural da sua empresa, pode ter acesso, através desta iniciativa da UE, a jovens com competências profissionais e talento.

Exemplos de áreas de ofertas de trabalho/estágio que se enquadram no âmbito desta iniciativa:

  • Educação: qualquer área
  • Saúde e bem-estar: qualquer área
  • Acolhimento e integração de refugiados e de migrantes;
  • Recuperação e prevenção de catástrofes naturais;
  • Assistência e apoio no fornecimento de refeições/comida a pessoas vulneráveis (sem abrigo/pobres/refugiados);
  • etc.

Se tem interesse em participar nesta iniciativa e acolher jovens, nacionais ou estrangeiros, no âmbito do CES, poderá registar a oferta de emprego/estágio através deste link ou contactar directamente com o IEFP: escportugal@iefp.pt (c/c beatriz.antunes@iefp.pt). Mais informações aqui.

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A parceria no âmbito do Programa de Parcerias Caixa Top permite o acesso das empresas clientes da CGD a produtos e serviços da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), nomeadamente àqueles respeitantes à área do comércio internacional (participação em missões empresariais, preparação de viagens individuais de negócios, mentoring, entre outros), beneficiando de condições vantajosas.

A estratégia da CCIP passa por ajudar as empresas a conseguirem alargar o seu espectro de actuação, a exportarem, a investirem no estrangeiro, a criarem parcerias internacionais; e isto fazemo-lo maioritariamente através da preparação de agendas customizadas de contactos de qualidade a nível internacional e que resultam em negócios para as empresas portuguesas.

 

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“Marcamos a diferença porque trabalhamos individualmente com as empresas e percebemos as suas necessidades, adequando posteriormente uma acção para cada caso. Os resultados são muito satisfatórios e temos recebido muitos testemunhos de empresas muito satisfeitas com o apoio que têm recebido. Elaboramos um plano de acções internacionais diversificado que pretende proporcionar às empresas a informação e as ferramentas que necessitam para abordar determinados mercados internacionais, seja para uma empresa que esteja a dar os primeiros passos na internacionalização, seja para empresas já internacionalizadas”, esclarece Pedro Magalhães, Director de Comércio Internacional da CCIP.

 

Sublinha ainda que "a parceria estabelecida entre a CCIP e a CGD vem, desta forma, contribuir para uma maior oferta no apoio à internacionalização das empresas Caixa TOP, proporcionando-lhes serviços de qualidade que se traduzem em negócios a nível internacional. Ao mesmo tempo, as empresas associadas da CCIP têm na CGD um canal direto para a excelente gama de produtos de trade finance que esta instituição oferece.”

A Caixa Geral de Depósitos atribui o estatuto Caixa TOP às empresas que se destacam nos sectores mais dinâmicos da economia e que apresentam um crescimento anual de vendas superior a 20%, ou a empresas exportadoras/ inovadoras com crescimento superior a 20% nas exportações. O estatuto Caixa TOP é também possível de alcançar pelas empresas PME Líder ou que integrem os rankings das 1000 Maiores PME ou 500 Melhores PME.

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A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa tem vindo a desenvolver anualmente um Estudo Económico Europeu em colaboração com a Eurochambres – Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias.

Este Estudo, que tem por objectivo aferir as perspectivas económicas das empresas para o ano seguinte, é baseado num inquérito desenvolvido em diversos países, numa acção coordenada pelas respectivas Câmaras de Comércio e Indústria. Na qualidade de única Câmara de Comércio em Portugal filiada na Eurochambres, cumpre à Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa conduzir este inquérito a nível nacional.

Face à importância de que se reveste esta iniciativa, solicitamos o seu contributo para a elaboração deste Estudo, mediante o preenchimento de um questionário, que demora cerca de 3 minutos a responder, até ao próximo dia 20 de Setembro.

Posteriormente, o relatório com as conclusões deste estudo, elaborado pela Eurochambres, estará disponível no final do próximo mês de Novembro. Este relatório poderá ser solicitado directamente para jpc@ccip.pt (João Paes Cabral).

Agradecemos antecipadamente a sua participação!

Responda aqui ao questionário.

 

Para mais informações ou esclarecimentos adicionais contacte o Departamento de Assuntos Europeus através do telefone 213 224 050 ou do e-mail jpc@ccip.pt

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A Associação Comercial do Porto e a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa estabeleceram uma parceria com o objectivo de apoiarem as empresas nos seus processos de internacionalização, nomeadamente através da participação em missões empresariais conjuntas nesta área. Este acordo representa mais um passo significativo para as mais antigas associações empresariais privadas portuguesas, que têm como uma das suas linhas de operação apoiar os seus associados, e respectivas empresas e instituições, a alcançarem novos mercados através de parcerias e eventos.

No âmbito desta parceria, as instituições apresentam um vasto plano de acções por todo o mundo que leva empresas e instituições a realizarem negócios em mercados interessantes para as suas respectivas áreas. Consulte todas as informações sobre o modelo de operação e o plano de acções relativas às missões empresariais.

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Depois do sucesso das edições de 2017 e 2018, a Câmara de Comércio voltou à Coreia do Sul pela 3ª vez com uma delegação de 6 empresas portuguesas de diversos sectores de actividade, entre os quais: alimentar, pedras e mármores e TI.

Os empresários tiveram oportunidade de conhecer o ambiente de negócios e concretizar cerca de 50 reuniões individuais, com excelentes perspectivas de negócios para a maior parte das empresas.
Durante a missão, foram proporcionados alguns momentos de networking onde se destaca um jantar com o Embaixador português na Coreia do Sul, Sr. Manuel Gonçalves de Jesus.

 

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Fale connosco.

Departamento de Comércio Internacional
internacional@ccip.pt | +351 213 224 067

plano-formacao-2semestre

No primeiro semestre de 2019, realizámos um volume de 621 horas de formação com cerca de 80 participantes. Nestas sessões formámos colaboradores de empresas de diversos sectores de actividade, entre elas: Fapil, Vantagem +, Ship4You, Sumol+Compal, MDS, Farmaka, Autoeuropa, Novabase, JMBS Investimentos, Coutinho, Neto & Orey Lda., PLMJ, Caixa Agrícola Seguros, Casa da Comida e muitas outras.

O nível de satisfação das formações aumentou face ao período homólogo. Passámos de uma média de 4,14 para 4,30, com o maior número de cursos realizados nas áreas de marketing, vendas e negociação e desenvolvimento pessoal.

No segundo semestre vamos continuar a apoiar as empresas portuguesas no desenvolvimento e aprofundamento de competências do seu capital humano nas áreas de soft skills; internacionalização; marketing; vendas; protecção de dados; gestão de projectos; finanças; contabilidade e línguas.

Contamos com uma equipa de formadores certificados e com entidades parceiras associadas que prestam os melhores serviços de formação. Esta equipa marca a diferença pelo conhecimento e pela partilha das suas experiências práticas que cruzadas com a dos participantes se traduzem em formações bastante enriquecedoras.

Consulte o nosso plano e planeie connosco a sua formação no segundo semestre!

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Assunção Cristas, Presidente do CDS-PP, esteve na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa para explicar as suas propostas para as legislativas, que se realizam em Outubro.

Numa conversa com Bruno Bobone, Presidente da CCIP, a líder do CDS-PP respondeu a diversas perguntas. Ao longo das suas intervenções, Assunção Cristas referiu que “o CDS falava sozinho dentro e fora do parlamento” pois o “PSD não está disponível para isso” (coligação pré-eleitoral), referiu que a estabilidade fiscal está no topo da sua agenda, nomeadamente através de um decréscimo fiscal estável para as empresas, e mencionou que é necessário um maior envolvimento da iniciativa privada junto dos partidos políticos.

A Presidente do CDS-PP afirmou que as eleições de 2015 ditaram uma mudança "na prática" do sistema eleitoral, dado que António Costa e o PS não ganharam as eleições e estão a governar, resultado da maioria de esquerda na Assembleia da República. Hoje, já não existe, afirmou, "a pressão do voto útil que levava a que o CDS não tivesse a expressão" que Cristas disse sentir que "poderia ter" e que o voto hoje "está mais livre", permitindo ao eleitor escolher com mais liberdade sabendo qual a política de alianças dos centristas.

Assunção Cristas clarificou ainda que, após as eleições, a aliança preferencial será com o PSD e outros partidos da área do centro-direita, afastando quaisquer entendimentos com os partidos à esquerda.

A líder do CDS-PP foi a primeira convidada do ciclo de almoços-debate da CCIP, dedicados às eleições legislativas, seguindo-se, em Setembro, outros líderes partidários.

 

Outras notícias:

Jornal Económico

Antena 1

Notícias ao Minuto

TSF

DN

SIC Notícias

Público

Embaixador-Republica-Islamica-em-Portugal

No passado dia 12 de Julho, Bruno Bobone, Presidente da CCIP, recebeu o novo embaixador da República Islâmica do Irão em Portugal, S.E. Morteza Damanpak Jami.  Durante a reunião os intervenientes assumiram o compromisso de investir no desenvolvimento das relações económicas entre os dois países.

O novo embaixador tem desempenhado cargos representativos do Irão em várias organizações internacionais, nomeadamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Jami ingressou nos quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano em 1989 e foi já embaixador do Irão em Djibouti, na Etiópia, e em Copenhaga, na Dinamarca.

paulo-nunes

Aos 60 anos, Paulo Nunes de Almeida, Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), faleceu na sequência de uma doença prolongada.


“Morreu um grande nome do associativismo português”, destaca Bruno Bobone, Presidente da CCIP. “Paulo Nunes de Almeida foi um amigo de quem se gosta pela sua simplicidade, simpatia, honestidade e dedicação ao seu projeto. Tomou a seu cargo uma importante associação empresarial, que atravessava uma situação complicada e difícil e conseguiu dar-lhe as condições de se tornar numa das organizações empresariais que mais contribuíram para o apoio ao desenvolvimento da economia portuguesa nos últimos anos. Com a sua postura tranquila e a sua simplicidade simpática, conseguiu mover as montanhas que poucos se atreveriam a enfrentar e obteve os resultados que poucos acreditariam ser possíveis. Recuperou uma instituição garantindo-lhe as competências e os apoios que foram necessários à manutenção da credibilidade do seu projeto. Perdemos um amigo, um lutador e um grande defensor das empresas e da economia portuguesa.”

Paulo Nunes de Almeida nasceu no Porto, a 24 de Março de 1959, licenciado em Economia. Foi Vice-Presidente na Associação Nacional dos Jovens Empresários e teve vários cargos directivos na Associação Comercial do Porto. Tornou-se o 30º Presidente da AEP em 2014, depois de ter exercido seis anos como Vice-Presidente na anterior Direcção.

Por ocasião dos 170 anos da AEP, Nunes de Almeida foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito Empresarial, pela intervenção enquanto dirigente associativo na defesa das empresas e da economia nacional.

Saiba como fazer parte da rede da Câmara de Comércio

 

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