Japão: Enquadramento Económico 2016

Apenas atrás dos EUA e da China, o japão é o terceiro maior contribuidor para o PIB mundial. A sua importância para a economia internacional é, portanto, indiscutível.

 

O quadro económico do país é fruto de uma evolução positiva que remonta ao “milagre japonês” e que se estendeu até finais do séc. XX. Apesar de taxas de crescimento não muito significativas ao longo dos últimos anos - em torno dos 1,5% entre 2000 e 2007 (FMI) - a grande vantagem da economia japonesa é a sua sustentabilidade e solidez. Mas os anos mais recentes parecem reflectir uma certa estagnação desta economia pivot e a crise de 2008-2009 veio apenas acentuar este quadro.

 

Se em 2010 a economia parecia dar sinais de recuperação, com o PIB a crescer 4,7% - em muito impulsionado pelo aumento das exportações, subida do consumo privado e por um ligeiro aumento do investimento e da poupança - o ano de 2011 veio deitar por terra as expectativas mais optimistas quanto à evolução macroeconómica. O terramoto de 11 de Março, o tsunami que se seguiu, os incidentes na central nuclear de Fukushima e meses de cheias na Tailândia (provocando a interrupção de várias cadeias de fornecimento) tiveram efeitos devastadores, fazendo de 2011 um annus horribillis para a economia nipónica que contraiu -0,76% neste ano. O tímido crescimento registado em 2012 tornou clara a urgência de se impulsionar a retoma económica.

 

Acreditou-se, por isso, que 2013 seria um ano de mudança e que algumas das debilidades desta economia - a maior dívida pública entre as economias industrializadas, a persistente deflação, entre outras - seriam finalmente debeladas, relançando-se o crescimento. Era esta, pelo menos, a intenção do Primeiro-Ministro Shinzō Abe - eleito em Dezembro de 2012 para o seu segundo mandato - ao lançar um conjunto de reformas económicas que seriam conhecidas como abemonics honrando o nome do seu autor. Um conjunto de reformas que assentava em três pilares-chave: medidas de incentivo fiscal; uma flexibilização da política monetária e reformas estruturais. Os resultados ficaram, porém, aquém do esperado. Se em 2013 a economia cresceu 1,36%, o ritmo de expansão foi bem menor nos dois anos seguintes, situando-se abaixo dos 0,5%.

 

O actual quadro não permite grande optimismo. Um fraco crescimento dos salários, a incerteza quanto à evolução da economia global, e um yen forte, limitaram um crescimento mais robusto no segundo quadrimestre deste ano. Neste contexto o governo anunciou um novo pacote de estímulos à economia avaliado em 269 mil milhões de USD. Enquanto o programa representa o maior estímulo fiscal desde 2009, os analistas advertem para o elevado montante dos gastos governamentais envolvidos. Os dados mais recentes sugerem uma continuação da valorização do yen o que em nada beneficia as exportações que contraíram ao ritmo mais rápido desde 2009.

 

Apesar deste quadro, o mercado japonês ainda apresenta grande potencial que não deve desencorajar as empresas portuguesas. Trata-se de um mercado forte e competitivo, apostado na criação de novas oportunidades.

 

Para além da força do seu mercado interno - trata-se do território com o mais elevado poder de compra em toda a Ásia - uma outra importante característica desta economia é a sua diversificação. A estrutura do produto interno bruto japonês revela características típicas de uma economia bastante desenvolvida onde predominam os serviços (19,6% do PIB), seguidos da indústria transformadora (18,5%), onde o sector automóvel ocupa especial destaque. Em 2015 o Japão foi o terceiro maior construtor de veículos automóveis (OICA). A indústria de componentes electrónicas é igualmente importante. Segue-se o comércio (14,1%), o sector imobiliário (11,56%) e a construção (6,1%, Japan Statistical Bureaux). Não menos importante é o sector das energias renováveis que actualmente regista uma expansão galopante, abrindo uma série de oportunidades para as empresas tecnológicas europeias e portuguesas.

 

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