Arábia Saudita: Relações com Portugal e Oportunidades de Negócio

Uma economia estável e cujos sectores não dependentes do petróleo têm vindo a crescer nos últimos tempos, facilitando a contínua transformação de um reino desértico – e antes subdesenvolvido – para um dos Estados mais ricos do mundo, com uma das economias mais competitivas a nível global, cada vez mais desenvolvida do ponto de vista tecnológico e com oportunidades de negócios a explorar, particularmente no sector energético, da construção, na indústria farmacêutica e no sector automóvel.

O saldo da balança comercial entre Portugal e a Arábia Saudita é tradicionalmente negativo para o nosso país, tendo atingido em 2015 um défice de quase 594 milhões de euros. Isto apesar do crescimento em 14,4% das nossas exportações – que totalizaram 128,7 milhões de euros – e da quebra em 8% das importações, que ainda assim somaram 722,4 milhões de euros.

Numa nota mais positiva, será de sublinhar a tendência registada nos anos mais recentes para um maior crescimento das exportações e para uma diminuição das importações. Se, em média, aquelas aumentaram a um ritmo de 11,4% de 2011 a 2015, em termos absolutos esse aumento foi de 38,5%. Já no plano das importações a tendência é a contrária. À excepção de 2014, as importações têm vindo a descer progressivamente no período considerado. De 2011 para 2015 essa descida foi de 21%.

Estas tendências parecem ter sido confirmadas no primeiro mês de 2016, quando as exportações registaram um crescimento de 7,5% face ao mês homólogo de 2015 e as importações, uma quebra de quase 79% no mesmo período.

 

Será igualmente de considerar o aumento do número de empresas portuguesas exportadoras para o mercado saudita que em 2014 foram 394, o que representa um aumento de quase 60% comparativamente a 2010.

 

Ainda assim a Arábia Saudita continua a ocupar um lugar de maior relevo enquanto fornecedor de Portugal (29º lugar no ranking) do que enquanto cliente (46º lugar), com uma cota de apenas 0,2% do total das nossas exportações.

Os investidores e as empresas portuguesas não devem deixar de apostar neste mercado pois as oportunidades de negócios multiplicam-se. Para além dos sectores de maior nível de exportações em 2015 – minerais e minérios (26,7%) e máquinas e aparelhos (21,7%) – há nichos de mercado com vasto potencial de exploração e crescimento: produtos alimentares, agrícolas, metais comuns, matérias têxteis, vestuário, madeira e cortiça, pastas celulósicas e papel, plásticos e borrachas, calçado, medicamentos, etc.

Cientes deste potencial do mercado saudita, a Câmara de Comércio organizou mais uma edição dos seminários Exportar & Investir, desta vez dedicado à Arábia Saudita, no passado dia 18 de Março. Neste dia, lançou também a Missão Empresarial à Arábia.

Consulte o programa da missão e inscreva-se aqui!

 

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Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.