Arábia Saudita: Enquadramento Económico

Estabilidade, risco e recursos são três palavras-chave para qualquer investidor e no plano económico a Arábia Saudita passa com distinção em qualquer teste.

Com um PIB estimado em 559,9 mil milhões de euros em 2015, a Arábia Saudita figura como a maior economia do Médio Oriente, representando quase 27% do PIB da região – a grande distância dos seus parceiros regionais – e a 20ª a nível mundial.

O crescimento económico do país tem sido uma constante e com taxas de bastante positivas. Entre 2003 e 2008 o país cresceu a uma média de 7,4%. Mesmo face a um abrandamento em anos mais recentes, a economia saudita registou uma média de crescimento de 5,3% entre 2010 e 2014, claramente acima da média regional. Mesmo positivo, o Outlook parece menos animador com o FMI a avançar uma previsão de crescimento de apenas 2,2% para 2016 e uma média de 3% para os próximos dois anos.

Este abrandamento estará fortemente relacionado com a quebra do preço do petróleo nos mercados internacionais, o que não pode deixar de afectar a economia saudita. Contudo, importará sublinhar que a baixa do preço do petróleo, embora dramática no seu valor, não atingiu todos os produtores por igual. Entre outros factores, há que olhar para o custo médio de produção do barril e aqui as variações são muito significativas de país para país, com a Arábia Saudita a sair claramente em vantagem quando comparada com outros produtores. O país tem capacidade para extrair, transformar e distribuir petróleo a custos manifestamente inferiores face a muitos outros produtores. Como tal, mesmo perante uma baixa de preço como aquela a que se assistiu durante o último ano, as margens de lucro para um país como a Arábia Saudita continuam a ser bastante significativas.

Durante anos o maior exportador de petróleo em todo o mundo, a Arábia Saudita detém as segundas maiores reservas a nível mundial. O petróleo é responsável por cerca de 75% a 80% das receitas do Reino, 90% a 95% das suas exportações e (em conjunto com o gás natural) cerca de 45% do PIB. A sua importância para a afirmação do país no plano económico (e político) como potência regional é evidente, tornando a Arábia Saudita líder incontestável da Península Arábica.

Mas o sector energético não se esgota no petróleo. O país detém as sextas maiores reservas de gás natural do mundo sendo este um sector em claro desenvolvimento, assim como os da energia eólica, solar e nuclear. Trata-se, pois, de uma potência energética ainda em crescimento e com enorme potencial. Os recursos minerais são outro dos pontes fortes do país, especialmente tratando-se de ferro, ouro e cobre.

O ambiente de negócios é bastante atractivo. A Arábia Saudita é a 3ª economia mais competitiva da região (atrás do Qatar e dos EAU), ocupando o 25º lugar no ranking mundial do Global Competitiveness Report 2015-2016. De entre 189 economias analisadas pelo Banco Mundial no seu Doing Business Report para 2016, a Arábia Saudita ocupa a 82ª posição tendo subido dois lugares face a 2015.

Uma taxa de inflação nos 2,2% em 2015 – claramente abaixo dos 5% que representa a média da região – e baixos níveis de desemprego são outros dos factores que contribuem para um bom ambiente de negócios e um quadro macroeconómico positivo.

 

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