Coreia do Sul: Enquadramento económico

Como foi já referido, o modelo económico sul-coreano baseia-se muito nas exportações de produtos tecnológicos oriundos das suas indústrias de ponta. As principais áreas são a electrónica, telecomunicações, produção automóvel, químicos, construção naval e produção de aço. Também a indústria nuclear é muito activa.

Trata-se de uma economia muito aberta ao exterior e, portanto, também muito susceptível de ser afectada pelas crises internacionais. É nomeadamente o que está a acontecer neste momento, com as suas vendas ao exterior a serem fortemente afectadas pela diminuição das compras por parte da China e da Rússia.

Para a explicação da actual situação económica na Coreia do Sul também contribui muito o forte endividamento das famílias e um congelamento dos salários nas grandes empresas, que tem um impacto importante na estagnação do consumo interno. É este, aliás, um dos combates da Presidente Park Geun-hye com a sua política de “economia criativa”, que, entre outras medidas estruturais, procurará incentivar as empresas a aumentar os salários e, desta forma, promover o aumento do consumo das famílias.

A nova política económica é muito mais do que isso. Trata-se de mudar todo o modelo económico do país, tornando-o menos dependente das exportações (45% do PIB) e, portanto, mais atento ao mercado interno, que terá de se expandir. Com isto, o país não deixará apenas de ser tão afectado pelas crises internacionais, mas também, no campo social, as grandes empresas familiares deixarão de ter o peso que têm na sociedade, abrindo as portas para a dinamização das PME e a uma produção mais dependente das novas orientações do mercado, nomeadamente com uma grande aposta na economia digital.

Apesar da aposta no novo modelo económico que irá desenvolver-se no país, a verdade é que estas medidas estruturais demoram tempo a ser postas em prática. A descida dos preços do petróleo (o país é o 4º maior importador mundial) é certamente um factor que irá facilitar um aumento do consumo e do investimento.

Um outro problema que está a afectar as exportações é o valor da moeda. De facto, o won está muito valorizado e isso está a reflectir-se nas exportações para países como o Japão, onde a moeda nacional foi desvalorizada (recorde-se que existe uma grande competição entre os dois países nas exportações, nomeadamente, de automóveis e electrónica).

A MERS e a consequente diminuição do consumo e do turismo levaram já o governo a injectar na economia o equivalente a cerca de 17,6 mil milhões de euros, de maneira a contrabalançar o fraco crescimento do primeiro trimestre (apenas 0,8% e com as exportações a diminuírem 4,2% face a igual período do ano passado) e conseguir atingir o objectivo de crescimento anual de 3,1%.

Entre as medidas para estimular a economia estão a descida dos impostos sobre os lucros e a construção de infraestruturas e investimentos na área da investigação e desenvolvimento de maneira a apoiar esta nova economia que se pretende ver nascer.

A Coreia do Sul está na 29ª posição no índex de liberdade económica da Heritage Foundation. Ocupa também o 5º lugar no ranking do Doing Business Report 2015 e está na 26ª posição no Global Competitiveness Index 2014-15. O risco do país é BBB (sendo AAA o risco menor e D o maior).

 

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