Coreia do Sul: Overview

A Coreia do Sul é a quarta maior economia da Ásia (depois da China, Japão e Índia), tendo crescido a uma velocidade impressionante a partir de 1953, depois de terminada a guerra da Coreia, o que lhe valeu a inclusão no grupo dos chamados “tigres asiáticos”. Com efeito, de um país destruído pela guerra e assente numa economia de subsistência, construiu-se uma potência económica baseada essencialmente num grande número de indústrias de ponta e nos serviços.

Como foi possível, no espaço de sessenta anos, uma tal transformação? A resposta a esta questão tem sido unânime entre os analistas: a aposta na formação. O país encontrava-se destruído, empobrecido e com uma economia apenas de subsistência. Sem grandes recursos naturais, virou-se para o único recurso de que dispunha em abundância, a sua população. A aposta na formação possibilitou que, anos mais tarde, a constituição de indústrias de ponta, necessitadas de um grande número de engenheiros e de técnicos especializados, pudesse despontar com a pujança que se viu.

Contudo, o milagre sul-coreano e o crescimento que o sustenta têm vindo a desacelerar nos últimos anos. A grande aposta feita no sector industrial tecnológico, com recurso à importação de matérias-primas e de tecnologia, em detrimento dos sectores tradicionais como a agricultura, levou a que a economia do país se voltasse muito para o exterior. Descurou-se, assim, o mercado interno e o nível de vida das famílias, às quais se aconselhava a poupança.

Este modelo económico depressa apresentou resultados e permitiu a reconstrução e o desenvolvimento do país aos níveis de hoje em dia, mas trouxe também alguns problemas. É, sobretudo, o caso das disparidades sociais entre a elite das famílias que controlam os grandes conglomerados industriais, responsáveis pelo sucesso do país e um grande número de pessoas envolvidas na agricultura e em sectores mais tradicionais das pequenas empresas, que não participam da riqueza gerada nas últimas décadas.

Trata-se de um problema que importa ter em consideração e que tem vindo a agravar-se nos últimos anos, sendo os grandes conglomerados, ainda com uma gestão de tipo familiar, alvo da crítica da população, por não repartirem a riqueza e não apoiarem as PME. O problema torna-se mais grave num momento em que a economia começa a desacelerar, sobretudo devido à diminuição das importações por parte dos seus principais clientes, a China, o Japão, os Estados Unidos e a União Europeia.

Também o aparecimento da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS) tem-se revelado um duro golpe para a economia do país. Milhares de estadias turísticas têm sido canceladas e muitas reuniões de negócios têm sido adiadas, resultando numa acumulação de prejuízos de cerca de 900 milhões de dólares. Um pacote de ajudas foi lançado pelo governo para fazer face a esta crise, embora a doença, entretanto, pareça estar em vias de ser controlada.

Existe actualmente a percepção de que o anterior modelo económico, responsável pelo sucesso do país, precisa de ser alterado e que a grande aposta nas exportações tem agora de ser contrabalançada por uma maior atenção ao mercado interno e por uma promoção do consumo das famílias.

 

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