Peru: Enquadramento económico

Durante a última década, o Peru afirmou-se como uma das economias de mais rápido crescimento da América do Sul

MEF

 

Mas, mais do que a rapidez do seu crescimento, a constância com que este tem ocorrido é uma das vantagens comparativas do Peru face aos seus vizinhos. Acresce um saudável controlo da inflação em torno dos 3% (média da última década), uma dívida pública que não tem ultrapassado os 30% do PIB - o ligeiro aumento nos últimos anos prende-se com uma aposta na melhoria de infra-estruturas de que o país necessita e que no longo prazo deverá reflectir-se numa melhoria ainda maior no ambiente de negócios - e a relativa estabilidade das suas taxas de câmbio (Ministerio de Economía y Finanzas del Peru).

 

Nos anos anteriores à eclosão da crise de 2008 o país cresceu a uma impressionante média de 7,4% (de 2005 a 2007) apenas atrás da Venezuela e da Argentina. Mas contrariamente a estes países, o boom económico do Peru tem vindo a revelar-se sustentável. Logo em 2008, enquanto a economia peruana conseguiu crescer face ao ano anterior, expandindo 9,1% (maior taxa de crescimento registada nesse ano em toda a América do Sul), as da Venezuela e da Argentina, ainda que com taxas positivas de crescimento (5,3% e 4,1% respectivamente), davam sinais de abrandamento. O ano seguinte veio reforçar a resiliência da economia do Peru que continuou a crescer – mesmo que apenas 1,1% – contrariamente às outras duas economias que nesse ano registaram taxas de crescimento negativas: -3,2% na Venezuela e -5,9% na Argentina.

 

Os anos seguintes deram mais um sinal do vigor e dinamismo da economia peruana que entre 2010 e 2013 expandiu a uma média de 6,7%. E, se os anos mais recentes foram de crescimento mais modesto – ligeiramente abaixo dos 3% – a performance económica do país no primeiro semestre de 2016 conseguiu suplantar todas as previsões tendo já atingido, de Janeiro a Setembro, os 4,1%.

 

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O crescimento do sector primário foi o que mais contribuiu para este novo impulso. Globalmente as actividades do sector cresceram 8% (no total representando quase 6% do PIB) enquanto as restantes apenas 3%. A produção do subsector de mineração metálica (12,4% do PIB) subiu 26,9% em virtude da entrada em funcionamento das minas de a Las Bambas e a ampliação das de Cerro Verde. O comércio (11,2% PIB) e restantes serviços (49,6% PIB) cresceram 2,5% e 4,3% respectivamente. De destacar ainda o conjunto da agro-indústria que mais ganhos de produtividade tem vindo a registar e o subsector das telecomunicações que tem revelado uma tendência para um maior dinamismo na economia.

 

A paulatina recuperação das exportações é outro dos vectores de sustentação do crescimento do país. No passado mês de Setembro, as exportações registaram um aumento de 20%. Minérios, escórias e cinzas (mais de 30% do total das vendas ao exterior), pérolas, pedras e metais preciosos, combustíveis e óleos minerais e cobre lideram as exportações peruanas.

 

A projecção de crescimento até ao final deste ano mantem-se nos 4%, mas deverá subir para 4,5% já em 2017. Prevê-se, porém, uma ligeira diminuição da procura interna, pese embora o aumento do poder de compra registado nos últimos anos, fruto de uma melhoria de acesso ao crédito e da redução dos níveis de pobreza, contribuindo para o crescimento de uma classe média e classe média alta.

 

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