Análise de Mercado | Filipinas

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Filipinas

Neste artigo tem acesso a informação diversificada sobre este mercado que lhe permite ter uma visão geral sobre esta geografia e conhecer as relações que tem mantido com Portugal.

De 14 a 19 de maio, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa vai realizar a primeira Missão Empresarial às Filipinas.

As Filipinas são um país insular do sudeste asiático no Oceano Pacífico ocidental, constituído por 7.641 ilhas situadas a cerca de 800 km ao largo da costa do Vietname. O arquipélago não tem fronteiras terrestres, é delimitado pelo Mar das Filipinas a Leste, Mar de Celebes e Mar de Sulu a Sul e Mar da China Meridional a Oeste. O Estreito de Luzon, a Norte, separa as Filipinas de Taiwan; o Estreito de Balabac, a Sudoeste, é uma das fronteiras marítimas com a Malásia; e faz também fronteira marítima com a Indonésia, a Sul, através do Mar de Celebes, e com o Vietname, através do Mar da China Meridional.

Com uma população de mais de 100 milhões de habitantes, as Filipinas são o sétimo país mais populoso da Ásia e o 13º mais populoso do mundo. Há ainda cerca de 12 milhões de filipinos a viver no exterior, o que representa uma das maiores diásporas do mundo.
A sua localização estratégica na Ásia Oriental, entre o Oceano Pacífico e o Mar do Sul da China, em plena rota de aproximação ao grande mercado asiático, tem condições ímpares para ser capitalizada política, militar, económica e comercialmente. No século XXI verificou-se um crescimento consistente da economia e uma forte transição da agricultura para os serviços. As reformas lançadas na década de 90 e posteriores planos de desenvolvimento possibilitaram quase 20 anos de crescimento ininterrupto, chegando as Filipinas a revelar-se como uma das economias com maior solidez, estabilidade e potencial de crescimento na região.

Apesar de um impacto duro na economia fruto da tragédia da erupção do vulcão Taal, em Janeiro, e da pandemia da Covid-19, olhando para 2023, o país deverá recuperar com um crescimento projectado de cerca de 5,3 %, com muitas oportunidades para empresas que queiram entrar ou exportar para este mercado.

 

Os primeiros europeus a chegar às Filipinas foram os oficiais e marinheiros da expedição de Fernão de Magalhães, o navegador português que, ao serviço de Espanha, ali chegou em 1521. Mas a primeira tentativa de colonização seria iniciada, mais de 20 anos depois, em 1543, por Ruy López de Villalobos, que baptizou as ilhas de Samar e Leyte, de Filipinas, em referência e homenagem ao filho do monarca espanhol e príncipe herdeiro, futuro Filipe II. Viallalobos e os seus seriam repelidos pelos locais, e Villalobos morreu numa prisão portuguesa nas Molucas, assistido por S. Francisco Xavier..

A partir de 1565, o arquipélago foi governado a partir do Vice-Reinado da Nova Espanha, com capital na Cidade do México, regime que persistiu até à independência do México em 1821. Durante o século XIX, mantiveram-se na colónia sentimentos independentistas, por vezes objectivados em revoltas duramente reprimidas; e em 1898, aquando da guerra entre Espanha e os Estados Unidos, desencadeada pela intervenção americana na rebelião cubana contra Madrid, a esquadra americana do Almirante Dewey destruiu a velha esquadra espanhola e assim o exército revolucionário filipino alcançou a vitória, que foi ratificada pelo Tratado de Paris. Foi a independência, com a proclamação de Emilio Aguinaldo, um dos dirigentes independentistas, como primeiro presidente da República das Filipinas.

A independência durou pouco, pois em 4 de Fevereiro de 1899, estalou a guerra entre os filipinos e as forças americanas na ilha, guerra que terminou com a rendição de Aguinaldo em 1 de Abril de 1901.

Seguiu-se um longo período de controlo americano sobre o Arquipélago, tutelado pelo Bureau of Insular Affairs que administrava também, Cuba e Porto Rico. Esta tutela estendeu-se até 1935, quando Manuel Quezon foi eleito presidente da Comunidade das Filipinas. Em Dezembro de 1941, os Japoneses invadiram as ilhas e em três meses ocuparam as principais cidades das Filipinas.

Com a derrota do Japão em 1945, veio finalmente a verdadeira independência, reconhecida pelo Tratado de Manila, de 4 de Julho de 1946. Manuel Roxas, que tinha sido ajudante do general Mac Arthur, foi o primeiro Presidente deste período.

A partir de 1946, as Filipinas assumiram-se como Estado independente; um Estado muito especial, pois embora situado na Ásia tinha uma população que era maioritariamente católica e falava inglês. A Igreja Católica, embora fora da política, foi um factor de estabilidade. Até 1972, o regime republicano e democrático, inspirado nas instituições norte-americanos, funcionou sem problemas, com a economia com boa dependência de ligações aos Estados Unidos. Manila e Washington mantiveram-se estritamente ligados no plano militar e de segurança, o que ajudou a dominar alguns movimentos subversivos, como a rebelião dos Huks.

Eleito em 1965 e reeleito em 1969, Ferdinand Marcos, alegando os perigos da ameaça comunista e da rebelião separatista de Mindanau declarou, em 1972 a lei marcial; a principal ameaça vinha dos insurgentes do Partido Comunista das Filipinas, uma organização maoista violenta.

Os Estados Unidos de Nixon apoiaram a proclamação do estado de sítio, dentro do quadro político da Guerra Fria e da estratégia de contenção da União Soviética e da China de Pequim.

O estado de sítio durou, oficialmente, até Janeiro de 1981, por ocasião da visita do João Paulo II às Filipinas e da posse de Ronald Reagan. Entretanto, a instabilidade permaneceu e a situação deteriorou-se rapidamente com o assassinato do líder oposicionista Benigno Aquino, um crime que parte da opinião pública atribuiu a Marcos. Este acabaria por abandonar o poder, por pressão norte-americana, em 1986. Marcos morreu no exílio em 1989. Com a queda de Marcos foi a viúva de Aquino, Maria Corazón (“Cory”) Aquino que foi eleita presidente, cargo que exerceu até 1992.

O sucessor de Cory Aquino foi um militar, o general Fidel Valdez Ramos, cujo papel como chefe de Estado-Maior das Forças Armadas fora decisivo, em 1986, para a queda de Marcos. O seu sucessor, Joseph Estrada, um conhecido actor de cinema, acabou destituído por corrupção a meio do mandato em 2001.

Glória Macapagal-Arroyo, vice-Presidente de Estrada, foi então empossada como Presidente, a seguir à queda de Estrada e reeleita até 2010. Sucedeu-lhe Benigno Aquino, do Partido Liberal que governou até 2016. Em 2016, foi eleito presidente Rodrigo Duterte, um populista que levou por diante uma política de luta contra o crime organizado – narcotráfico - com aspectos violentos, sendo acusado de violação dos direitos humanos.

E em 2022, confirmando o carácter clânico-familiar e dinástico da política filipina, Ferdinand Romualdez Marcos, filho do antigo presidente Ferdinand Marcos e de sua esposa Imelda, foi eleito 17º presidente da República das Filipinas.

 

O comércio bilateral entre Portugal e as Filipinas tem sido ao longo dos anos mais favorável às Filipinas, com a balança comercial a apresentar saldos negativos para Portugal. Apesar de se verificar um aumento de empresas portuguesas exportadoras, há ainda muito a fazer para reforçar as relações comerciais entre os dois países.

 

O país é um mercado com potencial exportador para empresas portuguesas de vestuário, matérias têxteis, calçado, peles e couros, pastas celulósicas e papel ou até de produtos químicos. Antes da contracção de 2020, no período entre 2016 e o primeiro semestre de 2017 as empresas estavam a verificar aumentos das suas exportações com destino ao mercado filipino entre os 220% e os 460%. Como o país terminou o ano de 2022 com uma das mais rápidas taxas de crescimento, há razões para uma expectativa optimista.

 

Nome oficial: República das Filipinas

Área: 300.000 km2

Capital: Manila

Idioma oficial: Filipino e Inglês

População: 110.200.000

Moeda: Peso Filipino (PHP)

PIB: 394.09 mil milhões USD (World Bank 2021)

PIB per capita: 3,460.5 USD (WB 2021)

Governo: República presidencialista unitária

Religiões: Catolicismo (80.6%), Protestante (8.2%), Islamismo (5.6%), Outra forma de

Cristianismo (3.4%), Religião tribal (0.2%), Outra religião (1.9%), Sem Religião (0.1%)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): IDH- 0,699; Ranking IDH-116º (2021)

Index of Economic Freedom- Heritage 2022: 61.1 (64.1 em 2021) World Rank: 80º (73º em 2021)

Ease of Doing Business Index: 95ª posição entre 190 economias, (subida de 29 pontos relativamente a 2019)

 

A CCIP coloca à sua disposição três formas de abordar o mercado:

Peça a sua proposta através dos contactos internacional@ccip.pt | +351 213 224 067 «Chamada para rede fixa Nacional»

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.