O crescimento de cerca de 13,3% das exportações para a Austrália em 2016 (totalizando 122,5 milhões de euros) não foi suficiente para manter o dinamismo do comércio bilateral na medida em que, depois do reforço muito significativo dos fluxos comerciais entre os dois países (+ 35,3%) em 2015, o ano de 2016 encerrou com um volume de comércio na ordem dos 136 milhões de euros. Isto significou uma descida de -5,9%, face ao ano anterior, uma retracção explicada pela diminuição das importações em mais de 62% (totalizando 13,5 milhões de euros), o que não deixou de contribuiu para uma balança comercial positiva para Portugal, à semelhança do que vem acontecendo nos últimos dez anos. 
Mas esta tendência para saldos comerciais favoráveis parece ameaçada pelos dados relativos aos primeiros três meses de 2017, que revelam um crescimento das importações acima dos 200%, contra uma diminuição de quase -8% das nossas exportações. Este maior fulgor das importações explica a subida da Austrália em 21 posições no ranking de fornecedores (passando para o 67º lugar) contra uma descida de 7 posições no ranking de clientes onde ocupa o 48º lugar.
Em 2016, com 890 empresas a venderem para o mercado australiano, os minerais e minérios, a madeira e a cortiça, o calçado, e as máquinas e aparelhos lideraram as exportações. Mas o grande destaque foi para as vendas de metais comuns que registaram uma subida de quase 130%. A par deste sector, os produtores nacionais poderão encontrar outras oportunidades de negócio tratando-se de instrumentos de óptica e precisão, produtos alimentares (especialmente produtos de padaria, pastelaria ou da indústria de bolachas e biscoitos), plásticos e borrachas, peles, couros e produtos agrícolas.
A Câmara de Comércio tem estado atenta ao potencial de negócios do país. No último dia 29 de Maio organizou um seminário Exportar & Investir: Australia e de 17 a 23 de Setembro vai levar uma delegação de empresas a este mercado. Consulte o programa desta missão e reserve já o seu lugar!

