EAU - Overview

Federação composta por 7 monarquias - Abu Dhabi (onde se situa a capital do país, com o mesmo nome), Dubai, Sharjah, Ajman, Ras Al Khaimah, Umm Al Quwain e Fujairah - os Emirados Árabes Unidos (EAU) são uma das grandes potências comerciais do Médio Oriente e foco de atracção crescente de investimento internacional. Pela estabilidade macroeconómica registada ao longo das últimas décadas, pela atractividade do ambiente de negócios e pelas múltiplas oportunidades que apresenta, este é hoje um mercado incontornável na região, no qual querem estar presentes as mais importantes multinacionais de todo o mundo. Mas nem sempre assim foi.

Apesar da sua localização estratégica de enorme relevância - à entrada do estreito de Ormuz, ligando os golfos Pérsico e de Omã (choke point vital para o comércio marítimo regional e para a rota do comércio mundial de petróleo) - há cerca de 5 décadas o país era um actor de reduzida importância no quadro da economia e comércio mundiais. O comércio marítimo, o comércio de pérolas, um reduzido número de actividades agrícolas, a pecuária, a par de uma manufactura eminentemente tradicional, alimentaram durante décadas uma economia, no essencial, de subsistência.

Hoje, a realidade é totalmente distinta. O país cresceu economicamente, desenvolveu-se e é actualmente um dos maiores símbolos de modernidade e riqueza em todo o mundo.

A descoberta e o início da exploração dos recursos energéticos de que dispõe (inicialmente petróleo, na década de 70, a que mais recentemente se juntou o gás natural) lançaram os EAU numa trajectória de crescimento notável, apresentando por diversas vezes taxas de crescimento superiores a dois dígitos. Mas as vulnerabilidades decorrentes da excessiva dependência económica do sector, e que foram sentidas logo na década de 80 na sequência da forte quebra do preço do petróleo nos mercados internacionais, evidenciaram a necessidade de diversificar a estrutura produtiva do país. Desde então têm-se multiplicado os esforços e os planos estratégicos nesse sentido, com resultados bastante positivos.

A expansão do sector privado e o desenvolvimento industrial foram dois dos principais vectores da mudança estrutural colocada em marcha. Fruto das medidas adoptadas, assistiu-se ao desenvolvimento paulatino das indústrias química, mecânica, farmacêutica e do cimento. Hoje, também o sector dos serviços se encontra bastante desenvolvido, sobretudo tratando-se do turismo, do comércio, serviços logísticos e financeiros.

Os números espelhavam o desenvolvimento do país e o carácter sustentável dos resultados atingidos. Conseguindo manter um ritmo anual de crescimento em torno dos 6,1% entre 1990 e toda a década de 2000, o país voltou a dar provas de resiliência, quando um novo choque petrolífero atingiu a economia mundial em 2013-2014. Ainda que afectado por uma conjuntura internacional negativa, os EAU conseguiram responder, crescendo a uma média de 4,7% neste período.

Embora a um ritmo mais moderado - a que não foram alheios os cortes da produção petrolífera decididos no âmbito da OPEP e que vigoraram até ao final de 2018 - o crescimento continua, e com um PIB estimado em 405,771 mil milhões de USD para 2019 (FMI, dados Out), o país posiciona-se como a 4ª maior entre as 14 economias do Médio Oriente, sendo apenas ultrapassado pelos chamados “gigantes” da região: a Arábia Saudita, a Turquia e o Irão.

Longe do passado, esta é hoje uma economia aberta, a mais livre de todo o Médio Oriente (com scores geralmente acima da média mundial), a 2ª mais competitiva (atrás de Israel), apresentando ainda o 3º maior rendimento per capita da região e um dos maiores a nível mundial. Dotado de infra-estruturas modernas, eficientes e em contínua expansão e com um ambiente de negócios altamente favorável, traduzido em posições de topo nos mais importantes rankings internacionais em matéria de comércio, negócio e investimento, este é indubitavelmente um mercado a ter em consideração pelas empresas nacionais interessadas no alargamento da sua geografia de internacionalização.

 

FACT BOX: EAU

Localização geográfica: Médio Oriente, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, fazendo fronteira com a Arábia Saudita (Oeste e Sul) e Omã (Leste)
Capital: Abu-Dhabi
Território: 83,600 Km2 (área terrestre)
População: entre 9,6 milhões (BM, 2018) e 10,4 milhões de habitantes (WEF, 2019)
Língua: Árabe (oficial); inglês bastante difundido, especialmente no âmbito comercial e no mundo dos negócios
Moeda: Dirham dos EAU (AED)
Ranking Doing Business Report 2019: 11/190 (+ 10 posições)
Global Competitiveness Index 2019: 25/141 (+ 2 posições)
Index of Economic Freedom-Heritage 2019: 9/180 (sem alterações)
PIB taxa de crescimento real: 3,3% (est. 2020, FMI)

 

Riscos e Oportunidades

Relações com Portugal e Potencial Exportador

 

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