Colômbia: Enquadramento económico

De acordo com o Banco Mundial, a Colômbia ocupa o primeiro lugar entre as economias sul americanas enquanto país mais “business friendly.” De notar são também os resultados de políticas e reformas implementadas ao longo dos últimos anos e que permitiram que subisse 19 posições no ranking do World Business Report para 2015, ocupando o 34º lugar nesta escala.

De não menos importância são as taxas de crescimento económico que, não sendo extraordinariamente elevadas, denotam, ainda assim, uma tendência de evolução estável no sentido do crescimento. Depois do aumento do PIB em cerca de 5% nos dois últimos anos, espera-se que a Colômbia encerre 2015 com uma taxa de crescimento de 3,4%, prevendo-se valores mais positivos para os anos seguintes.

A taxa de desemprego tem também vindo a diminuir, tendência que deverá manter-se no futuro e a taxa de inflação tem-se mantido estável oscilando entre os 2% e os 3,4% entre 2013 e 2015.

Mas o caminho a percorrer ainda é longo. É necessário melhorar os índices de competitividade (a Colômbia encontra-se apenas na 66ª posição entre as 144 economias classificadas no ranking do Global Competiveness Index 2014 – 2015); melhorar infraestruturas (um dos factores mais problemáticos para quem quiser fazer negócios na Colômbia depois dos elevados níveis de corrupção); e eliminar problemas e obstáculos existentes que justificam a atribuição à Colômbia de um elevado risco de crédito (nível 4) por parte da agência portuguesa COSEC.

Ainda assim o clima é de optimismo, agora ainda mais reforçado pela evolução dos acontecimentos no plano político.

A exploração dos vastos recursos naturais do país, principalmente os energéticos (petróleo, gás natural, carvão e recursos hídricos) tem levado a Colômbia a afastar-se da sua tradicional imagem de país subdesenvolvido e tradicionalmente agrícola, tornando-se um país cada vez mais atractivo a investidores e empresas internacionais. No entanto, é crucial apostar na diversificação da economia para que a Colômbia não se torne demasiadamente dependente do sector energético e da indústria extractiva, que representa já cerca de 12% do PIB.

Mas esta necessidade de diversificação da economia pode também ser sinal de mais oportunidades de negócio num conjunto cada vez mais alargado de sectores que suportam a economia colombiana: os serviços financeiros, seguros e imobiliário (20,6% do PIB), comércio, restauração e hotelaria (12,5%) e o sector da indústria transformadora (12,3%).

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