A França, além de ter um dos mais altos déficits orçamentais da União Europeia (117,5%), não tem, desde as eleições parlamentares de 2024, uma maioria partidária estável; e tem, na próxima Primavera, eleições presidenciais com duas candidaturas radicais que podem ser a escolha da segunda volta – Marine Le Pen do Rassemblement National (RN) e Jean-Claude Mélenchon, de La France Insoumisse (LFI).
Neste quadro altamente tenso, não vai ser fácil, em Outubro, aprovar um Orçamento para 2027. Quer o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, quer o ministro das Finanças, Roland Lescure, parecem conscientes desta dificuldade. Mas entre estar conscientes e ter soluções, vai um abismo. E Mélenchon e Le Pen, embora nos extremos da diferença entre si, não parecem muito propensos a políticas de austeridade orçamental.
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