Guerra: Quase todos perdem, mas alguns ganham

Com o já considerado o maior choque na oferta energética nos últimos anos – a guerra do Médio Oriente envolvendo o Irão, as monarquias e sultanatos do Golfo, Israel e os Estados Unidos – há também países ganhadores. É o caso da Nigéria, que, além do aumento praticamente para o dobro do preço do seu crude, viu aumentar substancialmente a capacidade exportadora para a região. Angola não aumenta a produção, mas tem ganho com as subidas de preços. Também Moçambique valoriza muito as suas ainda inexploradas reservas de LNG ao longo de Cabo Delgado, enquanto a crise de gás do Qatar leva os compradores a procurar alternativas fora do Golfo. O mesmo acontece com a sua vizinha do Norte, a Tanzânia.

Assim, embora longe de suplantar a produção dos países do Golfo, estes e outros Estados da África subsaariana podem afirmar-se melhor agora como futuras alternativas seguras para a produção de petróleo e gás.

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