Angola: Overview

Nos últimos anos, Angola tem sido um bom exemplo de estabilidade em África. Terminada a guerra civil, procedeu-se à pacificação da sociedade, com a integração dos militares da UNITA nas estruturas de defesa e segurança do país, ao mesmo tempo que se criaram as condições para o desenvolvimento económico. Com efeito, tem sido constante o crescimento angolano e sempre a um ritmo invejável, muito embora esta excelente prestação tenha assentado em demasia nas vendas de petróleo. Este sector é, aliás, responsável por 96,6% do total das exportações de Angola.


Esta excessiva dependência do petróleo está há muito identificada e o governo tem dado provas de estar consciente da sua existência. Com efeito, nos últimos anos tem-se dado início a um vasto programa de modernização de infraestruturas que são, por si só, geradoras de uma maior atractividade do país para a realização de negócios. Por outro lado, tem-se procurado diversificar a economia, apostando-se em outros sectores – como os minérios, os diamantes ou a agricultura – que são susceptíveis de dar alguma segurança a um país que vê com preocupação a sua dependência das variações do preço do petróleo.


Angola é um país que enfrenta ainda algumas dificuldades de monta. Em primeiro lugar, coloca-se o facto de não ter conseguido promover com a celeridade necessária uma maior distribuição da riqueza, entre uma elite detentora das grandes empresas e que beneficia dos recursos petrolíferos do país e a massa da população, incapaz de chegar aos níveis de alfabetização necessários ao seu desenvolvimento e que não detém ainda as condições de vida consideradas mínimas para a sua dignidade, nomeadamente o acesso à higiene, à saúde e à educação. Este é, porventura, o principal problema do país, já que para manter o mesmo ritmo de crescimento precisa de um maior número de trabalhadores qualificados para empregar nas várias empresas que vão sendo criadas.


Apesar do anteriormente referido, é justo mencionar o aparecimento de uma classe média, sobretudo em Luanda e em algumas outras grandes cidades. Embora ainda insipiente, começa de facto a despontar uma classe média com formação, com aspirações e que é um instrumento fundamental para o crescimento do país.

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