As eleições europeias do próximo dia 9 de junho são aguardadas com natural expectativa, sendo unânime a convicção de que elas vão representar mais um avanço na direita. Os dois grupos de partidos da direita, os Conservadores e Reformistas Europeus (CRE) e o grupo Identidade e Democracia, podem, no seu conjunto, vir a ter 25% dos lugares no Parlamento Europeu, o que significaria mais que os grupos por enquanto maioritários – os Populares do PPE e os Socialistas e Democratas (S e D).
A olhar o princípio da campanha, parece que independentemente da vitória, nas ruas e nos lugares os partidos ditos da “extrema-direita” já conseguiram que os seus temas – imigração e custos para a Indústria e os cidadãos europeus da “Economia Verde” – fossem adotados, ainda que adaptados, pelos partidos ligados ao PPE.

