Após uma longa interrupção causada pela acção dos terroristas jihadistas no Norte de Moçambique surgem sinais de que o consórcio liderado pela Exxon Mobil poderia retomar o Projeto de uma instalação para a liquefação de gás natural de Área Quatro da Bacia do Rovuma.
Devido à erupção dos ataques terroristas e à incapacidade das autoridades de controlar a situação, a companhia norte-americana parou, em 2018, a sua actividade na região e suspendeu o anúncio da Decisão Final de Investimento.
As notícias sobre uma possível retoma do Projecto têm a ver com o anúncio, publicado no diário moçambicano Notícias, no sentido de propostas para serviços de engenharia para a construção de uma fábrica de liquefação de gás natural na península de Afungi, no distrito de Palma, a mesma região onde o outro grande operador, a francesa Total projectou a construção de duas unidades do mesmo tipo. A Total parara as actividades de construção há dois anos, quando os terroristas atacaram a cidade de Palma. A retoma dos projectos está relacionada com progressos observados no controlo militar da região, graças aos esforços conjuntos dos militares locais, apoiados pelo contingente ruandês e pela missão militar da SADEC.

