Finlândia

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Finlândia

Neste artigo tem acesso a informação diversificada sobre este mercado que lhe permite ter uma visão geral sobre esta geografia e conhecer as relações que tem mantido com Portugal.

De 26 a 30 de junho, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa vai realizar a Missão Empresarial à Finlândia.

Classificada como um dos países mais estáveis do mundo segundo indicadores sociais, económicos, políticos e militares, a Finlândia ocupa actualmente o 5º lugar no ranking Good Country Index, nas mais diversas comparações socioeconómicas internacionais. A população tem um altíssimo nível de desenvolvimento humano, e o país tem dos melhores índices de qualidade de vida – bem-estar social, liberdade económica, educação pública, segurança pública, transparência política, expectativa de vida, prosperidade, acesso à saúde pública, e liberdade de imprensa do mundo. As suas cidades estão também entre as "mais habitáveis" do mundo – as mais seguras, limpas e organizadas do mundo.

Com milhares de lagos e ilhas – 187 888 lagos e 179 584 ilhas – a Finlândia é um dos países a norte geograficamente mais remotos. Quase dois terços do território são cobertos por florestas, o que a torna o país mais densamente arborizado da Europa, uma fronteira simbólica a norte, entre a Europa Ocidental e Oriental:
O país divide-se em 19 regiões e 70 sub-regiões e tem uma densidade populacional média de 17 habitantes por quilômetro quadrado, que a torna, depois de a Noruega e da Islândia, o terceiro país menos povoado da Europa. A maior concentração da população tem sido sempre nas regiões do sul do país, principalmente depois da urbanização do século XX. As cidades maiores e mais importantes da Finlândia são as da Área Metropolitana de Helsínquia — Helsínquia, Espoo e Vantaa. Outras grandes cidades incluem Tampere, Turku e Oulu.

 

O território do que é hoje a República da Finlândia foi, durante grande parte da História moderna, disputado entre a Suécia e a Rússia. Mas no princípio do século XIX, após a resistência e vitória contra Napoleão, os russos de Alexandre I passaram a ter o controle político da Finlândia como um Grão-Ducado do Império Russo e nessa qualidade os finlandeses combateram na Guerra da Crimeia contra os turcos, os ingleses e os franceses.

A Finlândia conheceu na época graves catástrofes como a grande fome de 1866- 68 que terá morto 15% da população. Nas décadas finais do século XIX, os governos do Czar intensificaram a russificação da Finlândia, enquanto no país, surgiam movimentos de resistência cultural, procurando reforçar a identidade cultural baseada na língua finlandesa e na adopção de uma moeda própria - a markka.

Mas foi no quadro da derrota russa na Grande Guerra e da revolução comunista de Outubro de 1917 que os Finlandeses conseguiram a sua independência; aproveitando a tomada do poder na Rússia pelos Bolcheviques, os partidos nacionalistas e conservadores finlandeses proclamaram a independência em 4 de Dezembro de 1917, independência que Lenine reconheceu em Janeiro de 1918, seguindo-se uma curta guerra civil, entre os Brancos e os Vermelhos que os primeiros venceram.

Em Novembro de 1939, Estaline, aproveitando a guerra na Europa atacou a Finlândia, mas mais uma vez os Finlandeses, apesar da desvantagem dos números, saíram vencedores contra os comunistas.

Entre a Alemanha hitleriana e a União Soviética de Estaline, os Finlandeses, graças à sua capacidade militar e à chefia do Marechal Mannerheim conseguiram sobreviver. Mas no fim da Segunda Guerra tiveram de se acomodar à poderosa vaga da Rússia comunista, e optar por uma terceira via, de neutralidade, entre o Ocidente euro-americano e a URSS. Deram, assim, origem a um vocábulo “finlandização” sinónimo de neutralização, um adjectivo inventado pela imprensa alemã.

O símbolo deste período foi o Presidente Urho Kekkonen, que chefiou o Estado finlandês entre 1956 e 1982. A Finlândia conseguiu manter-se independente e com uma economia de mercado e desenvolveu-se muito rapidamente, criando um Estado Social próspero, embora pontuado por várias crises.

Em 1989-1991 deu-se a crise e final da União Soviética. Embora com algumas consequências económicas negativas para a Finlândia - a o URSS era o seu primeiro parceiro económico - retomou a sua independência plena, aderindo à União Europeia em 1995 e à Eurozona em 1999.

Neste contexto histórico-político o país desenvolveu uma economia industrial, muito focada na indústria electrónica, sendo a marca Nokia uma referência muito importante. Embora tendo aderido à União Europeia, a Finlândia procurou manter o seu estatuto de neutralidade, mas, mais recentemente, no quadro da invasão russa da Ucrânia aderiu à NATO, uma política que é apoiada pelos principais partidos.

 

As trocas comerciais de bens transacionáveis entre Portugal e Finlândia representam um total de 317,6 M€ em exportações e 207,1 M€ em importações (2017-2021) correspondendo a um saldo positivo da balança comercial de cerca de 110,5 M€. Portugal exportou para Finlândia, em média anual no mesmo período, 26,6 M€ em produtos dos sectores agrícola e agroalimentar, mar e florestas ( 39ª posição em relação ao total dos países). As principais exportações agrícolas e agroalimentares neste período são vinhos (44%), tomates preparados (19%) e águas com açúcar ou outros produtos; As importações totalizaram 66,7 M€ (24ª posição), com um saldo negativo de -40,1 M€.  As importações agrícolas e agroalimentares mais relevantes referem-se a agentes de apresto ou de acabamento, etc. (18%), grãos de cereais processados (11%) e margarina e preparações de gorduras animais ou vegetais (11%).

 

A Finlândia tem um dos mais altos índices de inovação per capita e está no epicentro da revolução bio económica, com enormes oportunidades de crescimento, negócios e investimento, abrangendo uma vasta gama de indústrias. Há grandes investimentos e apoios governamentais, combinados com uma investigação experimental de qualidade e grande riqueza em recursos naturais, com plataformas e projectos no valor de milhares de milhões. O país é pioneiro dos têxteis sustentáveis. Dos tecidos antimicrobianos ecológicos às alternativas circulares ao algodão, a Finlândia poderia substituir 1/3 da produção global de algodão por inovações baseadas em fibras têxteis de próxima geração que estão a revolucionar toda a indústria.

 

Nome oficial: República da Finlândia

Área: 338.440 Km2

Capital: Helsínquia

Idioma oficial: Finlandês e Sueco

População: 5 548 241

Moeda: Euro

PIB: 266.679 M€ (2022)

PIB per Capita: 50,464.332 USD (2022)

Governo: República Parlamentar

Religião: Cristã Luterana e Ortodoxa

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,940 - 11º ranking mundial

Index of Economic Freedom- Heritage 2022: 78.3; Regional Average (Europe) 69.5

Ease of Doing Business Index: 93.5 – Rank:31º (World Bank)

 

A CCIP coloca à sua disposição três formas de abordar o mercado:

Peça a sua proposta através dos contactos internacional@ccip.pt | +351 213 224 067 «Chamada para rede fixa Nacional»

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.