Israel

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Israel, uma das economias mais resilientes do mundo!

Neste artigo tem acesso a informação diversificada sobre este mercado que lhe permite ter uma visão geral sobre esta geografia e conhecer as relações que tem mantido com Portugal.

 

Israel é uma das economias mais robustas e tecnologicamente mais avançadas em todo o mundo. Os seus recursos humanos altamente qualificados e a elevada concentração de capital de risco, permitem ao país afirmar-se como um dos líderes mundiais em quase todos os setores de alta tecnologia. Casa do Silicon Wadi – por referência ao Silicon Valey californiano –, Israel é uma referência mundial na indústria da inovação, com cerca de 8400 empresas a operar no país no setor da tecnologia - um setor central para a economia israelita, sendo nele que se encontram as maiores taxas de crescimento. 

Há muito conhecida como uma start-up nation, o constante desenvolvimento do setor tecnológico, a permanente aposta em investigação e inovação, e o crescente número de empresas a operar no mercado nestas áreas, têm levado a um rebranding revelador da evolução do ambiente de negócios no país, hoje visto já não apenas como uma start-up, mas, antes, como uma verdadeira scale-up nation.    

Este é um dos mercados mais dinâmicos e com melhores indicadores socioeconómicos do Médio Oriente. 

À exceção de 2001-2002, a economia israelita vem crescendo de forma sustentável ao longo dos anos: 3,5% entre 1980-89; 5,7% nos anos 1990’s; 3,8% de 2003 a 2009; e 4,2% ao longo da última década (2010-2019). Uma trajetória notável, num país não raras vezes envolto em contextos de tensão e conflito regional, que tendencialmente poderiam levar a um agravamento das condições securitárias e do ambiente de negócios no país. Mas a resiliência e o carater sólido do crescimento desta economia são evidentes e altamente encorajadores para os investidores internacionais.

A pandemia de Covid 19 afetou a economia israelita que contraiu -2,15% em 2020.  Mas a recuperação foi rápida e robusta esperando-se que o país encerre 2021 com um crescimento de 7,1%, claramente acima da média mundial (4,5%). No contexto do Médio Oriente, apenas a Turquia deverá ter uma melhor performance económica.  

Com um PIB estimado em USD 467,5 mil milhões, Israel surge atualmente como a 4ª maior economia da região, o que é muito considerável para um país territorialmente pequeno, com escassos recursos naturais, ao contrário de outras economias do Médio Oriente como o Irão, a Arábia Saudita e a Turquia.

As perspetivas para os próximos cinco anos são otimistas, com projeções de crescimento em torno dos 3,5%. 

O crescimento do país tem sido acompanhado por uma política financeira prudente, baixas taxas de juro, controlo da dívida pública (baixa e em declínio) e uma crescente abertura do mercado ao exterior. Ao longo dos últimos anos, Israel tem vindo a implementar medidas diversificadas no sentido de uma maior liberalização do regime de importações, nomeadamente no que toca à redução das restrições e imposições aduaneiras. Medidas que melhoram a atratividade do país e que devem ser aproveitadas pelas empresas portuguesas interessadas em explorar as oportunidades neste mercado de cerca de 9 milhões de consumidores, com o 2º maior poder de compra na região, onde são apenas ultrapassados pelo Qatar. 

 

 Inserido numa região de risco político considerado elevado, as relações que Israel foi desenvolvendo com os seus vizinhos, desde a sua criação em 1948, foram geralmente tensas e não raras vezes conflituosas ou até mesmo bélicas. A independência do país, as suas fronteiras e o seu papel no Médio Oriente ainda hoje são largamente contestados por alguns atores da região, o que constitui um fator potencialmente desestabilizador, gerador de alguma instabilidade que poderá desencorajar o investidor estrangeiro.

A histórica assinatura, em 2020, dos Acordos de Abraão e a normalização das relações entre Israel, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein foram um importante fator de estabilização, abrindo novas oportunidades ao mercado israelita.  

Centro de excelência tecnológica, Israel está no radar de muitas empresas internacionais que acompanham de perto as tendências em evolução no país, com o objetivo de investir e adquirir tecnologia inovadora. Os setores da segurança, da segurança cibernética, saúde e equipamentos médicos, inteligência artificial, fintech, foodtech e tecnologia automóvel continuam a atrair fluxos significativos de investimento estrangeiro em virtude das oportunidades de negócio que apresentam. 

A biotecnologia, nanotecnologia, telecomunicações, eletrónica, tecnologias de informação e comunicação, e aeroespacial, são outras áreas em expansão com potencial de negócio a explorar. 

De sublinhar, ainda, oportunidades em setores mais tradicionais como o agroalimentar, a pecuária, o mar, tratamento de águas e energias limpas, nunca esquecendo a vertente da inovação e da tecnologia até mesmo nestas áreas. 

Não obstante a trajetória de crescimento, Israel continua a importar muito daquilo que consome. Os grupos das máquinas, aparelhos mecânicos, equipamento elétrico, veículos, combustíveis e óleos minerais, produtos farmacêuticos, e instrumentos de ótica e precisão, lideraram as importações israelitas em 2020 (International Trade Center), encontrando-se aqui muitas oportunidades de negócio para as empresas portuguesas com capacidade de produção e exportação nestas áreas.  As pérolas (naturais ou de cultivo), os plásticos e moldes, o mobiliário, o calçado (nomeadamente calçado técnico) e a cortiça, são outros produtos com peso nas importações do país, aos quais muitas das nossas empresas poderão dar resposta.

 

São quase dez anos consecutivos de crescimento das trocas entre Portugal e Israel. À exceção de 2013 e 2019, todos os outros foram anos de aumento do comércio bilateral, a uma média anual de 9% entre 2010 e 2020, neste último ano tendo superado a barreira dos € 446 milhões, o valor mais alto da última década. Sublinhe-se, foi precisamente em ano de pandemia que se atingiu aquele valor recorde e que correspondeu a uma subida de 6,2% em relação a 2019. Israel surge, por isso, em claro contraciclo com a generalidade dos parceiros comerciais de Portugal, o que não deixa de ser revelador do potencial deste mercado para as empresas portuguesas.

O quadro torna-se ainda mais animador, se pensarmos que o grande motor do crescimento verificado em 2020 foram as exportações. Com quase €275 milhões em bens vendidos, o que refletiu um aumento superior a 20% face ao ano anterior, as exportações ultrapassaram largamente as importações, que somando €71,6 milhões, caíram 26,6% no mesmo período considerado. Mais ainda, analisando o quadro geral dos últimos dez anos, as exportações foram subindo a um ritmo médio de 16%, enquanto as importações apresentam um crescimento quase nulo (0,1%). Os valores são ainda mais expressivos quando comparamos os números do início da década com o último ano. Enquanto as exportações subiram quase 300% no período considerado, as importações diminuíram 15,5%. Por outras palavras, ao longo da última década, nunca exportámos tanto para Israel, e nunca importámos tão pouco, como em 2020.

Resultado? O maior excedente comercial alcançado nos últimos dez anos! Um resultado notório e que vem no seguimento de uma trajetória iniciada em 2016, ano em que Portugal conseguiu inverter a balança comercial a seu favor, depois de sete anos de défice.  

Os dados disponíveis relativos a 2021 reforçam este quadro. De janeiro a setembro deste ano, registou-se um aumento das exportações na ordem dos 32%, face a igual período de 2020, atingindo um total muito perto dos €260 milhões. Já as importações subiram menos (25%), somando apenas €63,7 milhões. Em relação ao período pré-pandemia (jan-set 2019), os números são ainda mais reveladores deste predomínio das exportações, ao registarem uma subida de 45%, enquanto as importações desceram 19,7%.

Para esta trajetória de sucesso no relacionamento comercial de Portugal com Israel, muito contribuíram as nossas empresas exportadoras que em 2019 se contaram em 856, o que reflecte um aumento de 63% face ao início da década (+ 331 empresas).  

Entre exportações e importações, os €323, 62 milhões em bens transacionados nos primeiros nove meses do ano, fazem de Israel o nosso 36º maior parceiro comercial em todo o mundo, e o 3º maior na região do Médio Oriente, onde é ultrapassado pela Turquia e pela Arábia Saudita. Tratando-se de exportações, apenas a Turquia se encontra melhor posicionada. Responsável por quase 25% do total que Portugal exportou para o Médio Oriente em 2021, Israel surge como o nosso 2º mais importante cliente na região. 

Entre os produtos mais exportados para o país neste período encontram-se os animais vivos e produtos do reino animal (50,3%), as pastas de madeira ou de outras matérias celulósicas fibrosas (8,68%), as máquinas e aparelhos (7,1%), os plásticos e borrachas (6,18%) e os produtos alimentares e bebidas (5,86%). 

No entanto, fora dos lugares cimeiros deste ranking há outros produtos que evidenciaram particular dinamismo face ao mesmo período em 2019 (período pré-pandemia), e que por isso devem ser olhados com especial atenção em virtude do potencial exportador que relevam: É este o caso:

  • das exportações de café, chá e especiarias, que registaram o estrondoso aumento superior a 3000%, passando de € 7,6 milhões para perto de € 239 milhões;
  • do aumento, também na ordem dos 3000%, nas exportações de zinco e suas obras;
  • com valores inferiores, mas ainda assim muito expressivos, são também de destacar as exportações de pérolas, de produtos e obras em couro e de combustíveis minerais, (todos com aumentos superiores a 600%);
  • as exportações de óleos essenciais, produtos de perfumaria e de cosmética e as exportações de algodão (aumentos superiores a 400%);
  • sabões, fibras têxteis vegetais e outros tecidos, obras de pedra, gesso e cimento, artigos de relojoaria (todos com subidas acima dos 100%). 

Com uma posição ainda relativamente modesta entre os principais mercados de destino das exportações portuguesas, Israel tem um potencial expressivo para as nossas empresas numa multiplicidade de sectores. A Câmara de Comércio, depois de ter organizado um seminário “Exportar & Investir” sobre o mercado israelita, vai lançar uma MISSÃO EMPRESARIAL MULTISSECTORIAL, de dia 27 de fevereiro a 3 de março. Conheça o programa completo aqui e integre esta iniciativa!

 

 Localização geográfica: País do Médio Oriente, banhado pelo Mediterrâneo (a Oeste), entre o Líbano (a Norte) e o Egito (a Sul-Sudoeste), a Síria (a Nordeste) e a Jordânia (a Este-Sudeste) 

Capital: Jerusalém 

Território: 21.497 Km2 (superfície terrestre)

População: 8,787 milhões (CIA WFB, est. Jul 2021) 

Língua: Hebraico (oficial); árabe (estatuto especial); inglês (uso generalizado e língua de negócios)

Moeda: Novo Shekel (ILS/NIS)

Ranking Doing Business Report 2020: 35/190 (+ 14 posições)  

Global Competitiveness Index 2019: 28/141 

Index of Economic Freedom – Heritage 2021: 26/178 (-0,2 pontos) 

PIB, taxa crescimento real: 4,1% (est. 2022, FMI)

 

A CCIP coloca à sua disposição três formas de abordar o mercado:

Peça a sua proposta através dos contactos internacional@ccip.pt | +351 213 224 067

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.