País em destaque: “Marrocos: Mercado de Oportunidades para Construção e Obras Públicas, Turismo, Energias Renováveis, Construção Automóvel e Têxteis”

Marrocos, sendo um país do Magrebe, fortemente marcado pela cultura mediterrânica. Com efeito, o Estado marroquino, marcado pela sua Monarquia constitucional, que lhe confere uma estabilidade rara na região, é um país que se abre ao mundo, o que se traduz numa economia muito dinâmica e em crescimento. É ainda um país com quem Portugal não tem quaisquer divergências quer sob o ponto de vista político quer económico.

 

Com uma economia de mercado em franco crescimento, marcada por um grande esforço de liberalização e abertura ao exterior, a que não é alheia a figura do Rei Mohammed VI, tem sido possível manter a inflação em níveis baixos e reduzir o desemprego, embora neste último campo muito haja ainda a fazer, sobretudo ao nível dos jovens. As exportações têm crescido de forma muito satisfatória, com uma taxa de variação homóloga 2012-2013 de 59,5 %, para o que têm contribuído os acordos comerciais celebrados com os EUA e Europa.


A economia marroquina tem, contudo, algumas fragilidades que as autoridades tentam resolver. Assim, para além da sua forte dependência da importação de matérias-primas (com excepção dos fosfatos que constituem uma das suas principais riquezas), tem uma economia muito baseada na agricultura e muito dependente do seu relacionamento com a Europa. Este facto fez com que em 2012 a sua economia se ressentisse bastante com a crise europeia, ao que se veio juntar uma má colheita agrícola. Mas Marrocos conseguiu ultrapassar a situação e em 2013 iniciara já a recuperação económica, conseguindo também captar investimentos dos países do Golfo. Existem ainda boas perspectivas de reservas petrolíferas no offshore marroquino.


Fruto da modernização da sua economia e da sua posição estratégica privilegiada, Marrocos está cada vez mais a ser visto como um hub regional no domínio da logística e manutenção navais. O porto de Tânger e a zona de comércio livre que lhe está associada representam ainda um factor adicional de atractividade da sua economia.


Um grande desafio para o país é constituído pelas vagas de imigração ilegal que lhe chegam constantemente da África subsaariana, constituída por pessoas em busca de dar o salto para o Eldorado europeu e que constitui fonte de problemas ao nível social e económico. Sob o ponto de vista político, destaque para a questão não resolvida do Saara Ocidental, para a rivalidade com a vizinha Argélia e para a rivalidade com Espanha face aos territórios de Ceuta e Melilla.

 

Enquadramento económico


Como já referido, a economia marroquina está excessivamente dependente da agricultura, um domínio em que o país é bastante forte, fruto da riqueza dos seus solos. A indústria está muito centrada na mineração e processamento dos fosfatos, no processamento de alimentos resultante da sua agricultura, nos artigos em couro e nos têxteis, bem como na energia e turismo.


Embora o ano de 2012 tenha sido particularmente difícil, a verdade é que o país apresentou já uma boa recuperação em 2013, com o PIB a crescer 4,5 %, para o que muito contribuiu um ano agrícola particularmente bom. Para o corrente ano, o FMI prevê uma taxa de crescimento de 4%. Segundo a mesma organização, a inflação em 2013 foi de 1,8 %, tendo o desemprego atingido os 9,2 %.


Segundo o Global Competitiveness Report 2013-2014, Marrocos está na 77ª posição entre 148 países (a mesma posição de 2013) e na 87ª posição do Doing Business Report 2014 (97ª em 2013). No que se refere ao risco, a COSEC classificou-a no nível 3.

 

Relações económicas com Portugal e oportunidades de negócio


A balança comercial com Marrocos tem sido favorável a Portugal, as exportações nacionais para este país têm tido um óptimo desempenho nos últimos anos, tendo tido um crescimento de 59,5 % em 2013. Pelo contrário, as importações de Marrocos diminuíram 8,3 % no mesmo período (INE). Ainda assim, a tendência das importações de Marrocos nos últimos anos foi sempre crescente, com excepção de 2013, resultados esses que, certamente, muito se ficaram a dever à crise que o País atravessa.


Assim, Marrocos como cliente de Portugal ficou em 2013 na 11ª posição, sendo que como fornecedor está na 38ª posição (INE).
A estrutura das exportações de Portugal para Marrocos foi composta, em 2013, por 36,6 % de combustíveis minerais, 20,8 % de metais comuns, 12,7 % de máquinas e aparelhos, 7,6 % de plásticos e borracha, 4,0 % de matérias têxteis e 3,3 % de pastas celulósicas e papel.
No que se refere às importações, estas foram compostas por máquinas e aparelhos (38,4 %), produtos agrícolas (22,6 %), químicos (6,9 %), madeira e cortiça (6,7 %), plásticos e borracha (5,4 %) e metais comuns (5,0 %), segundo fontes do INE.


Quanto às oportunidades de negócio com Marrocos, surge em primeiro lugar o sector da construção e obras públicas, dado que a renovação das infraestruturas foi apontada como uma das prioridades de Marrocos. Também o turismo oferece grandes potencialidades num país que tem sabido preservar a estabilidade, numa região que tem sofrido muita agitação social e política. Outro sector, no qual Portugal tem já uma considerável experiência, é o das energias renováveis, nomeadamente a solar e a eólica, nas quais os marroquinos querem apostar para contrabalançar a sua forte dependência de fontes de energia importadas. Outros sectores onde se poderiam estabelecer parcerias entre as empresas portuguesas e marroquinas era o da construção automóvel, bem como o sector dos têxteis.

 

Conheça algumas das nossas Associadas com presença em Marrocos:

Efacec

A Unidade de Mercado Magrebina assenta a sua actividade em três países, a Argélia, a Tunísia e Marrocos. O mercado marroquino representa uma forte aposta da Efacec. Neste mercado, onde a empresa tem uma forte implantação na área dos transportes, a Efacec tem vindo a desenvolver outros importantes negócios, nomeadamente na área de automação.

Sovena

Já em laboração, desde o final do ano de 2010, o novo lagar construído em Marrocos disponibiliza duas linhas de extracção de azeite, surge como o complemento lógico do ambicioso projecto de plantação de olival em Marrocos iniciado em 2006 pela Soprolives, que é uma empresa do grupo com actividade exclusivamente em Marrocos.


Consulte as apresentações efectuadas no Seminário “Oportunidades de Negócio e Investimento em Marrocos” promovido pela Câmara de Comércio.

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.