Coreia do Sul: Riscos e Oportunidades

Apesar da solidez que tem caracterizado o crescimento do país, a economia coreana não está isenta de vulnerabilidades

 

O rápido envelhecimento da população constitui um factor de risco, que colocará graves desafios ao nível da sustentabilidade dos sistemas de protecção social e da economia a longo prazo. A vulnerabilidade do sistema financeiro diminuiu significativamente com as lições tiradas da crise de 2008, mas, ainda assim, subsistem riscos.

 

A necessidade de reformas ambiciosas no plano fiscal, a nível do mercado de trabalho e do sector dos serviços constitui outros dos desafios que o país tem pela frente. Altas taxas de desemprego entre a população jovem e o gap significativo de rendimentos entre diferentes classes da população têm restringido o crescimento da procura interna. As falhas, recentemente tornadas públicas, no modo de gestão familiar dos grandes conglomerados industriais, responsáveis pelo sucesso do país e que ainda predominam no tecido económico, revelam as fragilidades desta economia. Acresce que as disparidades entre esta elite de famílias gestora dos grandes núcleos empresariais e um grande número de pessoas envolvidas em sectores mais tradicionais das pequenas empresas que não participam da riqueza gerada nas últimas décadas, pode vir a revelar-se uma ameaça à estabilidade social, com risco de manifestações e distúrbios principalmente numa altura em que se aproximam eleições.

 

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Enquanto isso, como país fortemente orientado para as exportações, a Coreia do Sul precisa de um ambiente económico externo mais favorável do que nunca, mas a conjuntura internacional não parece dar sinais nesse sentido.

 

Mas, se é certo que as vulnerabilidades existem, também o é quanto às potencialidades deste mercado asiático. Um mercado de cerca de 50 milhões de consumidores, apreciadores de sofisticação, inovação e qualidade, com uma clara apetência para o consumo de produtos de luxo, a que acresce um PIB per capita de 28,3 mil dólares em 2016, bem longe dos 67 dólares no início dos anos 1950.

 

 
Factores como estes ajudam a explicar a popularidade da Coreia do Sul entre as grandes multinacionais que hoje olham para o país como mercado privilegiado de teste para a introdução de novos produtos.

 

Mesmo o envelhecimento da população poderá significar um aumento das oportunidades de negócio no sector da medicina personalizada e medicina regenerativa, com a expansão do mercado dos serviços de saúde e da biotecnologia.

 

Num dos países mais tecnológicos do mundo – com as consequências que daí advêm e que são já visíveis ao nível da alteração nos padrões de consumo da população coreana, que recorre cada vez menos aos tradicionais centros comerciais, privilegiando a compra directa online procurando o melhor preço a nível global e potenciando de forma exponencial o mobile retail – o estilo de vida saudável tem vindo a ganhar um número crescente de adeptos, com reflexos no aumento das vendas de produtos “bio” nos mais variados sectores de actividade. Não obstante, os alimentos “prontos a consumir” continuam a representar um sector com potencial de crescimento, tal como as importações de frutas e carnes, pescado (congelado e fresco), vinho e café.

 

 

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