1-PP-Geo2026

Pelo 10º ano consecutivo, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) realizou o evento “Geoestratégia do Mundo em 2026”, onde Paulo Portas, vice-presidente da CCIP, lança o ano que agora começa identificando as principais tendências geopolíticas e geoeconómicas.

Começando com uma nota de esperança, pois “se não houver mais instabilidade do que aquela que já conhecemos, já aprendemos a navegar nesta instabilidade e volatilidade”, Paulo Portas começa por elencar as principais lições de 2025.

O ano passado provou que os “EUA já não vencem uma guerra comercial com a China como venciam há 25 anos”, o que significa que existe, atualmente, uma “mútua dependência sem posição de superioridade de nenhuma das partes”.

Outra das lições, foi o facto de ter desaparecido o consenso de que a China ultrapassaria, em volume, os EUA. “O voo da economia chinesa foi intercetado em 2020 com o Covid e não recuperou”, afirma, acrescentando que este país “registou os mais baixos números de nascimentos e as mais altas taxas de mortalidade em muitos anos”. Ou seja, “se os demógrafos estiverem certos, a China terá, no final deste século, metade da população que tem hoje”.

Em 2025, também houve uma “tentativa ingénua e ingrata de fazer o divórcio entre a China e a Rússia”, que falhou. “Há mais estabilidade na aliança entre Rússia e a China do que a aliança entre os EUA e a Europa”.

Por último, no ano passado, o pêndulo tradicional da América Latina orientou-se “decisivamente para a direita, como se tinha orientado há uns anos para a esquerda”.

Lançando o ano que agora começa, parte das previsões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), para dizer que as expectativas para 2026 são “ligeiramente melhores” do que em 2025, principalmente porque se prevê um crescimento global moderadamente superior ao ano passado, e um crescimento de 2.2% ou 2.4% dos EUA. Na União Europeia também há melhorias, porque, “finalmente, a Alemanha começa a levantar a cabeça”.

Em relação aos EUA, a questão central para este ano é saber se o atual Presidente vence ou não as eleições intercalares de novembro. No que diz respeito à Europa, a grande dúvida é se “a Alemanha recupera, o que faz toda a diferença”, e se, no Parlamento Europeu, “onde os extremos abundam”, será bloqueado o acordo do Mercosul.

Em relação a Portugal, avisa que este é o último ano do PRR, que “é uma oportunidade, mas também um desafio”, antecipando que Portugal possa ter mais um excedente orçamental – “precisamos de construir uma reputação de orçamentos equilibrados”. Por fim, deixa dois temas que se devem tornar prioridades para Portugal: a produtividade e a inovação.

Sobre a CCIP:
Com mais de 190 anos, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é a Associação Empresarial mais antiga do país tendo como missão apoiar as empresas no seu crescimento e expansão para os mercados estrangeiros, afirmando-se, assim, como parceira privilegiada para a internacionalização da economia nacional e promovendo igualmente a ligação entre as PME e as grandes empresas. Preside, há 80 anos, à delegação portuguesa da ICC - Câmara de Comércio Internacional, a maior organização associativa empresarial do mundo, presente em 130 países.

Mais Informações:
Local: Rua das Portas de Santo Antão, nº89, 1169-022 Lisboa
Manuel Louro – 918881124|manuel.louro@jlma.pt

Saiba como fazer parte da rede da Câmara de Comércio

 

Torne-se nosso associado