A It People apresentou, no dia 27 de Junho, "Realidade Virtual e Aumentada: Qual o valor do seu negócio?", no âmbito dos eventos A2A Know How e Boas Práticas.
Temas abordados
- Conceitos basilares de Realidade Aumentada
- Diferença entre Realidade Aumentada e Realidade Virtual
- Análise dos benefícios da Realidade Aumentada no contexto empresarial de cada participante:
- Como posso tornar o meu negócio mais eficiente?
- Quais são as mais-valias para os meus clientes?
- Posso garantir uma oferta distinta e única? - Casos de estudo nacionais e internacionais

Daqui a 6 meses, a Realidade Aumentada estará em 100 milhões de smartphones
Esta frase começa a ser repetida continuamente por especialistas internacionais – daqui a 6 meses, a Realidade Aumentada será uma tecnologia vulgar e disponível nos smartphones de mais de 100 milhões de utilizadores – ou seja, com maior expansão que Realidade Virtual. Como?
Bom, primeiro vamos estabelecer a diferença fundamental entre Realidade Virtual e Realidade Aumentada: a Virtual substitui totalmente a nossa Realidade por outra, enquanto a Aumentada adiciona elementos virtuais ao que já existe, tornando o mundo físico no espaço onde toda a minha navegação digital ocorre.
Isto permite fenómenos como:
- Um arquiteto trabalhar na planta de um projeto de arquitetura com outro arquiteto que está na Índia, na Austrália ou em qualquer outra parte do mundo - tendo a hipótese de ver a pessoa mesmo ali ao nosso lado, a indicar-nos as alterações que sugere. Com o projeto realizado, a pessoa pode visualizar o edifício em tamanho real no pátio da sua casa e (se este for suficientemente grande) visitar todas as divisões do seu projeto 3D entrando simplesmente na sua casa nova.
- Num museu ou monumento, hologramas de legionários romanos explicam-nos de forma direta em que quarto estou, de que forma cada romano utilizava aquele quarto ou a peça que está a apresentar e podem inclusivamente completar as peças arqueológicas que encontro – ânforas, estátuas ou armas podem agora ser visualizadas de forma completa, como na versão original. Este holograma pode acompanhar-nos na visita, como no caso do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, e outros museus nacionais;
- Simular como ficam os produtos na minha casa, sejam eles objetos do IKEA ou pavimentos na nossa cozinha com a Revigrés AR. Estes motores de simulação de catálogos não só ajudam a acelerar processos de decisão no consumidor final, como inclusivamente podem valer a redução de custos de suporte em eventos ou showrooms.
Através de aplicações como o Wallame, podemos deixar posts e mensagens diretamente nos objetos, ao invés de murais online. E utilizando a Next Reality, podemos aceder a experiências privadas de Realidade Aumentada, através de um simples código. Inclusivamente, a forma como nos vemos ao espelho vai alterar-se dramaticamente, com a evolução de Apps de Realidade Aumentada para testar maquilhagem virtualmente, como a Makeup Genius, ou para experimentar tatuagens e visualizá-las a partir de diferentes ângulos e em várias zonas do corpo, como o Inkhunter para Mixed Reality.
Todas estas aplicações já existem e permitem-nos aumentar a nossa liberdade de expressão e comunicação – contudo, para o fazermos, dependemos sempre que os outros possuam a tecnologia instalada – e muitas vezes os utilizadores nem fazem ideia do que estamos a falar. Tudo isto vai mudar em Outubro.
A Apple ARKit é a tecnologia que vai colocar Realidade Aumentada nos iPhones e iPads já a partir de Outubro, com o lançamento do novo iPhone 8. Esta distribuição massiva da tecnologia irá colocar a Realidade Aumentada com um volume de utilizadores muito acima da Realidade Virtual e com um mercado tremendo em 2018 – o que representa uma oportunidade para os pioneiros e um risco para quem ainda não pensou nestas tecnologias. E tudo o que tentámos fazer na nossa workshop na CCIP, no ultimo dia 27/06 foi precisamente isso – consciencializar os participantes sobre o futuro da nossa Realidade. E é, de facto, aumentado.
Luís Martins,
Head of Marketing | IT People Innovation

