A economia indiana atravessa um momento de grande dinamismo, com milhares de start-ups a serem criadas por jovens empreendedores, em diversas áreas tecnológicas e com grande impacto social. A existência de uma população jovem constitui também um incentivo para o desenvolvimento de áreas como a tecnologia e a moda, entre outras.
Por outro lado, o governo incentiva o desenvolvimento de uma indústria virada sobretudo para a exportação, ao mesmo tempo que tudo faz para atrair o investimento estrangeiro. A economia indiana, antes muito virada para o mercado interno (calcula-se que 60% do PIB tenha origem no consumo interno), começa agora a olhar cada vez mais para o exterior e a reclamar o seu lugar de primeiro plano no comércio internacional de bens e serviços. Ao mesmo tempo, há uma grande aposta na indústria (que hoje representa apenas 15% do PIB, mas que se pretende que atinja os 25% nos tempos mais próximos) que se traduzirá na criação de numerosos postos de trabalho e sem a qual as tensões sociais serão inevitáveis no futuro.
Os dados estatísticos não tem sido, até agora, os mais favoráveis, com o Doing Business Report de 2015 a atribuir à Índia a 142ª posição entre 189 países e o Global Competitiveness Report 2014-2015 a colocá-la no 71º lugar entre 144 países. O risco de crédito é de 3 (sendo o menor 1 e o maior 7).
A Heritage Foundation, no seu índice de liberdade económica, colocou-a no 120º lugar entre 165 países.
O PIB, que tem vindo a crescer de forma modesta atendendo ao potencial do país, poderá ter este ano uma boa recuperação, caso se confirmem as previsões em torno dos 6%. E as perspectivas são optimistas quanto ao futuro, esperando-se que essa taxa venha a aumentar. A inflação prevê-se que desça também para valores rondando os 8,4%, pelo que o banco central poderá cortar os juros e, dessa forma, criar um clima geral de maior confiança.
Por outro lado, a rupia, que atravessou períodos bastante complicados, encontra-se hoje estabilizada e a valorizar-se em relação ao dólar.

