Israel: Enquadramento Económico

Com um PIB de 289,4 mil milhões de euros em 2015, Israel surge como a 6ª maior economia do Médio Oriente (considerando o Egipto). As perspectivas de evolução são positivas com o FMI a avançar previsões de crescimento na ordem dos 3% até 2018.

 

Partindo de uma estrutura económica agrária desenvolvida numa lógica colectivista onde os kibutz tinham um papel central, Israel conseguiu, ao longos das últimas seis décadas, transformar-se numa economia dinâmica, diversificada e de alta tecnologia.

 

Mesmo sendo um país de independência recente, Israel já viveu longos períodos de elevado crescimento. Neste percurso destacam-se dois grandes momentos de viragem: a “revolução da água” e a “revolução da informação”.

 

DADOS ISRAEL

Escasso em recursos naturais com potencial económico (até recentemente), o país viu-se na necessidade de apostar intensivamente no seu capital humano e direccionar a sua economia para o domínio da investigação e desenvolvimento (I&D), criando conhecimento e tecnologia capaz de ultrapassar obstáculos ao crescimento da sua economia. Em virtude de um clima semidesértico e da enorme escassez de recursos hídricos, Israel foi obrigada a desenvolver soluções, técnicas e instrumentos de aproveitamento e distribuição de água – que hoje figuram como os mais desenvolvidos do mundo, nomeadamente ao nível da dessalinização – que permitiram o desenvolvimento de uma importante prática agrícola que esteve na base da economia israelita nos seus anos iniciais. Os desenvolvimentos registados nesta área e as suas ramificações para domínios distintos permitiram o sucessivo crescimento do país, animado por elevados níveis de procura interna. Nos primeiros 25 anos de existência a economia israelita cresceu a um ritmo de 10% ao ano.

 

O crescimento foi mais lento na década de 80 (média de 3,5%). No entanto, o início da “revolução da informação” abriu portas a uma recuperação ao longo dos anos 90, tendo sido atingidas taxas de crescimento entre 6% e o 9%. Impulsionado pelas necessidades do país em termos securitários e de defesa, o sector das TIC foi ganhando cada vez mais importância na estrutura económica do país, pelo que a economia não pode deixar de ser afectada pela crise das “dot.com” no início do milénio. Mas logo em 2003 o país dava sinais de recuperação, iniciando-se um novo período de crescimento com taxas acima dos 5%. Mesmo em 2006, numa conjuntura de guerra com o Líbano, o PIB cresceu 5,8%. Paralelamente, os fluxos de investimento estrangeiro registaram subidas, assim como as exportações. Pela primeira vez na sua história Israel teve um saldo positivo da balança comercial.

 

Esta linha de evolução manteve-se até a eclosão da crise financeira de 2008. Mas à semelhança do passado, Israel não deixou de crescer mesmo que a níveis inferiores. A solidez do seu sistema financeiro, conservador e não demasiadamente exposto a activos financeiros de elevado risco, a elasticidade do mercado de trabalho e o vigor do consumo interno, ajudaram à capacidade de resiliência desta economia, proporcionando a criação de bases sólidas para o seu desenvolvimento. Entre 2010 e 2011 a economia já crescia a um ritmo médio de 5%, mais do que qualquer outro país da OCED, exceptuando-se a Turquia.

 

A exploração de gás natural, descoberto em finais de 2000’s, contribuiu para a evolução económica registada. A sua contínua exploração será determinante para a sua evolução futura.

 

É assim que Israel se apresenta hoje. Um mercado de cerca de 8,2 milhões de pessoas; transparente, competitivo e bem regulado; com uma mão-de-obra altamente qualificada e taxas de desemprego controladas e relativamente baixas (5,3% em Março de 2016). Uma economia sólida e de elevada performance tecnológica baseada em I&D intensiva; com elevados níveis de empreendorismo; cada vez mais aberta ao investimento estrangeiro, atraindo o interesse de multinacionais, de venture capital e de fundos binacionais traduzidos em parcerias estratégicas de sucesso.

 

Mas nem tudo é positivo. Uma elevada burocracia, carga fiscal elevada e acesso ao financiamento lideram o conjunto de factores mais problemáticos para se fazer negócio em Israel. Ainda assim o país consegue classificações positivas nos mais importantes rankings mundiais: 53/189 no Doing Business Report 2016; 27/140 no Global Competitiveness Index 2015-2016; e 35/178 no Economic Freedom Index 2016.

 

Em apenas 68 anos, os excepcionais avanços na agricultura, agrotecnologia, irrigação, energia solar, comunicações, biotecnologia, nanotecnologia, sector farmacêutico, em muitas indústrias hi-tech e start-up’s, levam muitos a falar de um “milagre económico” israelita. Mas o verdadeiro milagre foi alcançar patamares de excelência em conjunturas políticas e securitárias negativas e altamente adversas.

 

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