Os principais analistas e instituições internacionais estão a rever em baixa as suas previsões para a economia brasileira, apontando para um cenário de recessão para o ano de 2015. Se antes se falava numa contracção da economia de 0,5% (OCDE), começa-se agora a falar que a mesma poderá ser afinal de 0,66% (Nasdaq) ou mesmo de 1% (FMI). E, se para 2016 se falava já num crescimento de 1,5%, essas previsões começam agora a reduzir para 1,4% (Nasdaq) e 0,9% (FMI).
A inflação situa-se agora nos 7,5% e o desemprego começa a crescer (4,3% em Dezembro de 2014, 5,3% em Janeiro de 2015), ao mesmo tempo que se verifica um abrandamento do consumo interno, que tem vindo a dar um grande contributo para o crescimento da economia.
O ajustamento fiscal que está a ser levado a cabo, visando corrigir as contas públicas, está a levar a aumentos dos bens de consumo, a uma diminuição das prestações sociais e a um descontentamento crescente entre a população. Contudo, as instituições internacionais têm vindo a declarar que estas medidas vão na direcção certa e que são essenciais para o retomar da confiança e a atracção do investimento.
O Governo tem também a seu favor o facto de o país contar com uma economia relativamente diversificada e capaz de resistir às flutuações dos mercados, bem como um nível de reservas internacionais bastante confortável, a par de um sistema bancário forte. Espera-se também um muito bom ano agrícola.
O Brasil ocupa a 57ª posição no Global Competitiveness Index 2014-2015 e encontra-se na 120ª posição no Doing Business Report 2015. O seu risco de crédito é 3 (sendo que 1 é o nível menor de risco e 7 o maior).

