Polónia: Overview

UMA PLATAFORMA DE LIGAÇÃO ENTRE AS EUROPAS OCIDENTAL E DE LESTE

A Polónia é um país já conhecido dos empresários portugueses, tendo sido por muitos escolhido para o início dos seus investimentos nos mercados da Europa Central. Discutir o potencial do país enquanto destino para as exportações e investimento portugueses não é por isso novidade, o que não prejudica, porém, a actualidade e pertinência do tema. Porque devem, então, os empresários portugueses continuar a apostar neste mercado?

A Polónia destaca-se, desde logo, pelo seu posicionamento estratégico. O país encontra-se confinado entre Estados Membros como a Alemanha, a República Checa, a Eslováquia e a Lituânia e países cruciais do Leste Europeu como a Ucrânia, a Bielorrússia e a Rússia. Significa isto um acesso privilegiado a cerca de 295 milhões de consumidores, para além dos 38 milhões na Polónia. Rotas de trânsito Este-Oeste e Norte-Sul atravessam o país. O desenvolvimento contínuo de redes rodoviárias facilita logisticamente o transporte e escoamento de produtos, potenciado ainda mais pela rede de aeroportos e portos marítimos existentes – factores que concorrem para a crescente afirmação do país enquanto plataforma de ligação entre o Oeste e o Leste europeus.

Entre as vantagens do mercado polaco contam-se ainda o dinamismo da sua indústria, a qualidade dos seus recursos humanos e o clima de estabilidade política e económica vivido ao longo dos últimos anos.

Trata-se da 7ª maior economia da União Europeia e aquela que registou o 6º maior crescimento em todo o bloco comunitário desde o início da década, ultrapassando largamente gigantes económicos como a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e a Espanha – as maiores economias da União. Entre as dez economias que aderiram a UE em 2004, a Polónia foi a segunda que mais cresceu desde então, apenas ultrapassada pela Eslováquia.

Desde a adesão que se vem assistindo a melhorias no ambiente de negócios, apostando na criação de um ambiente cada vez mais favorável à captação de investimento estrangeiro e na diminuição dos obstáculos à implementação de negócios no país. Estes esforços têm sido consubstanciados na criação de subsídios estatais a diversas actividades, incentivos fiscais, criação de zonas económicas especais e parques tecnológicos. Mais recentemente, entre 2014 e 2015, assistiu-se à implementação de reformas adicionais e melhorias legislativas, nomeadamente em matéria de constituição de sociedades e reestruturação de empresas em dificuldades económicas.

Os esforços parecem ter dado resultados e, hoje, o país ocupa a 24ª posição no ranking do Doing Business Report 2017 – o que significa uma espectacular subida de 50 lugares face a 2012 – e o 36º lugar no Global Competitiveness Index 2016-2017, o que traduz uma melhoria de 5 posições face ao ranking anterior. Na sua avaliação de risco-país, a Coface coloca a Polónia no grupo A3 – classificação de A1 (risco menor) a D (risco maior), estando o grupo A dividido em A1, A2, A3 e A4 – e a COSEC nem tão pouco a classifica para efeitos de risco de crédito.

Subsistem, porém, alguns factores problemáticos para se fazer negócios no país, principalmente em matéria de regime fiscal, uma legislação laboral restritiva, alguma instabilidade de políticas e carga fiscal.

Ainda assim, num contexto de profunda crise em que a Europa discute, mais do nunca, mecanismos de reinvenção e justificação do seu projecto, a Polónia parece contrariar o quadro geral de dificuldades e cepticismo, afirmando-se cada vez mais como destino privilegiado de investimento e estratégias de internacionalização por parte de empresas e parceiros internacionais. Devemos, por isso, continuar a acompanhar a trajectória do país, traduzida em inúmeras possibilidades de negócio e investimento para as empresas portuguesas.

 

ENQUADRAMENTO ECONÓMICO
RELAÇÕES COM PORTUGAL E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO

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