Canadá

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Canadá

Neste artigo tem acesso a informação diversificada sobre este mercado que lhe permite ter uma visão geral sobre esta geografia e conhecer as relações que tem mantido com Portugal. 

     

Em termos de extensão territorial, o Canadá fica apenas abaixo da Rússia: é maior que a China, que os Estados Unidos e que todo o continente australiano.

A fronteira de 8.894 Kms entre o Canadá e os Estados Unidos (ao sul do Canadá e a oeste com o Estado americano do Alasca) é a mais longa fronteira interestatal do mundo.

Do ponto de vista logístico e geográfico, o Canadá tem um enquadramento particularmente favorável à realização de negócios. A sua vasta extensão territorial, a localização estratégica e uma infraestrutura de transportes sólida tornam o país muito acessível para empresas estrangeiras. Com a clara vantagem geográfica de ser banhado por três oceanos — Atlântico, Pacífico e Ártico — o Canadá tem um acesso privilegiado às principais rotas marítimas globais. Esta posição facilita operações de expedição e recepção de mercadorias em larga escala, com altos níveis de eficiência. Com os seus mais de 550 portos marítimos, o país assume-se como um ponto nevrálgico essencial para o transporte internacional e o comércio global. Quanto a infraestruturas aéreas, tem mais de 1.000 aeroportos e cerca de 370 heliportos. Esta cobertura garante um acesso fácil às operações no território, permitindo deslocações rápidas e uma conectividade eficaz em todo o país.

O Canadá tem actualmente (2026) uma economia “em duas velocidades”. Os dados oficiais mostram uma estabilização pontual, com recuperação parcial do PIB depois da queda de Outubro 2025, e um mercado de trabalho surpreendentemente sólido; mas os inquéritos empresariais continuam a indicar uma contracção prolongada nos serviços e no sector industrial, com a incerteza comercial e as tarifas a manterem a procura contida.

 

Os primeiros europeus a chegar ao Norte do Novo Mundo foram os Vikings, que se estabeleceram na Islândia e na Gronelândia. Nos finais do século XV foi a vez dos Cabot, pai e filho, com cartas patentes do rei Henrique VII da Inglaterra. E mais tarde, os portugueses João Fernandes Lavrador e os irmãos Corte-Real alcançaram a Terra Nova.

A estas expedições seguiram-se outros europeus – como o francês Jacques Cartier, em nome de Francisco I; e no princípio do século XVII, em 1608, Samuel de Champlain fundou a cidade do Québec. Ao mesmo tempo, os ingleses intensificaram as viagens no tempo de Isabel I, Tudor, e de Jaime I, Stuart. Deste modo, a rivalidade e competição das duas monarquias, francesa e inglesa, também se projectaram no Novo Mundo. Mas os britânicos eram muito mais numerosos. Nos princípios do século XVIII, para os 16.000 franceses no futuro Canadá haveria cerca de dez vezes mais ingleses e escoceses.

Isto levou a vários conflitos entre 1688 e 1763. O último foi a guerra dos Sete Anos, que terminou pelo Tratado de Paris, que fixou os limites dos territórios coloniais das duas monarquias no Novo Mundo.

Veio logo a seguir a guerra da independência americana, que terminaria em 1781, com a vitória dos patriotas americanos. E, em 1812, nova guerra entre a Coroa britânica e a República norte-americana, com os ingleses do Canadá aliados a algumas tribos índias. E houve ainda as revoltas de 1837 contra os ingleses.

Na Conferência de Londres de 1866, com um crescente sentimento dos canadianos para a autonomia, veio a ideia de unir as várias províncias do Canadá numa Federação dentro do império britânico, considerando ainda os franco-falantes do Québec.
Os caminhos de ferro tiveram um importante papel na expansão do Canadá para Oeste, negociando tratados com as indígenas “First Nations”.

As guerras mundiais do século XX contribuíram largamente para a identidade e a independência canadiana, criando ao mesmo tempo alguma tensão entre as populações de origem francesa e inglesa: na Grande Guerra de 1914-1918, 620.000 homens foram mobilizados para a guerra na Europa, integrando a Canadian Expedition Force; destes, 67.000 morreram em combate e 173.000 ficaram feridos; isto é, cerca de 40% de baixas. As tropas canadianas bateram-se duramente nas batalhas do Somme, de Passchendaele e de Cambrai.

Com base na participação na guerra e na alta percentagem de baixas, o primeiro-ministro Borden conseguiu um lugar independente para o Canadá na Conferência de Paz de Paris de 1919. Passada a guerra, o Canadá foi duramente atingido pela crise de 1929-1933, com uma queda do PNB de 40% e 27% de desemprego.

E veio a Segunda Guerra Mundial. Com uma população de 11,5 milhões de habitantes, o Canadá mobilizou 1, 1 milhões para a guerra, com um balanço de 45.000 mortos e 55.000 feridos, entre forças terrestres, aéreas e navais. Seguindo o exemplo americano, 22.000 canadianos de origem japonesa foram detidos em campos de concentração.

A guerra trouxe para o Canadá, como para os Estados Unidos, o fim da crise de 1929. E nos anos subsequentes, o país conheceu um grande desenvolvimento no plano económico-social, com a criação do Estado Social.

Na Guerra Fria, o Canadá alinhou com os Estados Unidos. A partir dos anos 1970, as leis de imigração que até aí favoreciam a imigração europeia, passaram a admitir imigrantes de países asiáticos e centro-americanos. E a partir de 1981, os Canadianos pressionaram Londres para abolir os últimos vestígios de dependência.

No pós-Segunda Guerra Mundial manteve-se por alguns anos a predominância do Partido Liberal (que vinha já desde 1935). Nos anos seguintes, entre 1957 e 1963, John Diefenbaker, dos Progressive Conservatives, conseguiu formar governo. Mas em 1963 foi a vez dos liberais com Lester B. Pearson, voltarem a governar até 1968. Pearson introduziu o serviço nacional de saúde e a nova bandeira. Foi depois substituído por Pierre Trudeau.

Trudeau, de origem franco canadiana por parte do pai, mas de mãe anglo-canadiana, fomentou uma política de bilinguismo franco-inglês, dentro da unidade nacional canadiana. Em Fevereiro de 1984 abandonou a política e foi substituído por John Turner. Este acabou por perder para o conservador Brian Mulroney.

Entretanto, em 1982, o novo Acto Constitucional acabou com qualquer dependência da Grã-Bretanha.
Em 1993 os liberais voltaram ao poder, perante o insucesso dos Conservadores Progressistas. Formaram-se também novos partidos como o separatista Bloc Québécois.

E em 2006 foi a vez do novo Conservative Party de Stephen Harper tomar o poder, para ser substituído, em 2015, pelo liberais, desta vez liderados por Justin Trudeau, filho de Pierre.

Houve, com este último, uma certa abertura à esquerda, no plano económico-social. Entretanto, a mais importante questão no Canadá continua a ser a questão da unidade nacional e o problema do separatismo. Reconhece-se que as alusões de Donald Trump à possibilidade de se tornar um 51º Estado da União funcionaram contra os conservadores canadianos de Pierre Poilievre, que foram vencidos pelos liberais de Mark Carney depois de, durante algum tempo, estarem muito à frente nas sondagens em relação aos liberais. Estas pretensões de Trump, embora enunciadas em tom jocoso, devem ter sido determinantes para fazer baixar o voto nos conservadores. Na eleição de 28 de Abril de 2025, os 343 lugares do Parlamento canadiano ficaram assim repartidos numa eleição onde houve 69,5% de afluência: 169 lugares para o Partido Liberal; 144 para o Partido Conservador; 22 para o Bloc Québécois. Deste modo, Mac Carney é actualmente o primeiro ministro do Canadá e tem mostrado a sua hostilidade e Trump, como aconteceu em Davos.

 

As relações entre Portugal e o Canadá ocorrem num período de tensões tarifárias globais, onde ambas as partes procuram diversificar parcerias para diminuir a dependência de mercados tradicionais; beneficiam da plena vigência do CETA, assinado em 2016 mas só recentemente entrado em vigor; este acordo económico e comercial continua a ser o motor das trocas, eliminando a quase totalidade das tarifas alfandegárias e assegurando a competitividade das empresas portuguesas, que contam agora com o apoio activo da nova Câmara de Comércio e Indústria Canadá-Portugal.

Dados oficiais indicam que o comércio bilateral de mercadorias entre Canadá e Portugal atingiu 3,24 mil milhões de dólares canadianos em 2024 (cerca de 2,2 mil milhões de euros), com destaque para exportações canadianas de aeronaves e componentes, oleaginosas e cereais.

 

O sector Agroalimentar e Bebidas é um dos sectores com maior crescimento, sobretudo a carne, vinhos, queijos e pescado. A protecção das Indicações Geográficas no Canadá é um factor importante de vantagem para os produtores nacionais, combate a imitação e permite que os produtores portugueses pratiquem preços superiores, pois o nome funciona como um selo de autenticidade e qualidade superior reconhecido por lei .

Os benefícios tarifários do CETA criaram também novas janelas de oportunidade nos plásticos e borracha, enquanto máquinas, equipamentos, peças metálicas e produtos farmacêuticos têm vindo a ganhar peso nas exportações.

O mercado canadiano é receptivo a empresas portuguesas de engenharia e materiais de construção, que podem aproveitar o acesso facilitado a concursos públicos federais e municipais, garantido pelo acordo comercial.

O acordo CETA facilita ainda a transferência intragrupo de profissionais qualificados (Intra-Company Transferees), permitindo que empresas portuguesas estabeleçam equipas técnicas no Canadá com menos entraves burocráticos do que, por exemplo, nos EUA.

Finalmente, a nível de incentivos ficais, o programa canadiano de Créditos Fiscais para Investigação Científica e Desenvolvimento Experimental é um dos mais generosos do G7, sendo um factor decisivo, segundo a Câmara de Comércio Canadá-Portugal, para a fixação de hubs tecnológicos portugueses em solo canadiano.

 

 

Nome oficial: Canadá
Área: 10 000.000 km²
Capital: Ottawa (Ontário)
Idioma: Inglês e Francês
População: 40.408.315 (Worlometer Março 2026)
Governo: Democracia Parlamentar, monarquia constitucional (membro da Commonwealth)
Moeda: Dólar Canadiano
WB Business Ready – 33º em 100 países
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,939 ; classificação "Muito Alto"; entre os 15-20 melhores;
Index of Economic Freedom Heritage: Ranking mundial: 14º; Pontuação: 75.6; Categoria: “Mostly Free”

A CCIP coloca à sua disposição três formas de abordar o mercado:

Peça a sua proposta através dos contactos internacional@ccip.pt | +351 213 224 067 «Chamada para rede fixa nacional»

 

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