A Economia Mundial em 2016: o que esperar?

As perspectivas económicas para 2016 apontam para um crescimento comparável com o desempenho da economia mundial ao longo dos anos mais recentes, embora em moldes distintos. Estima-se que os países europeus possam registar um ligeiro crescimento das suas economias; os países asiáticos, senão um decréscimo marginal, pelo menos uma estagnação; enquanto os países com economias assentes quase exclusivamente na exploração dos seus recursos naturais devem registar um desempenho significativamente pior.   

De acordo com projecções do FMI, em termos mundiais a economia deverá crescer 3,6% em 2016, acima das estimativas referentes a 2015 (3,1%). As economias avançadas e emergentes serão aquelas que mais contribuíram para esta melhoria.

Para a Europa, espera-se um crescimento moderado de 1,9% o que, dada a taxa muito reduzida de crescimento populacional do continente, é bastante positivo. Ainda assim, longe de qualquer boom económico.

A performance económica dos países da América do Norte deve manter-se relativamente em linha com os níveis registados no ano passado. Os EUA deverão continuar a sua trajectória de crescimento na ordem dos 2,8% (um pouco acima dos 2,6% de 2015). O Canadá deverá crescer a um ritmo mais lento devido ao peso do petróleo e outras commodities na sua economia. Ainda assim é expectável uma pequena melhoria face a 2015 com o PIB a crescer 1,7% face aos anteriores 1%. Já o México deverá passar dos 1,16 para 1,18 mil milhões de US dólares o que representa uma subida na ordem dos 2,8%. O crescimento da economia mexicana tem-se manifestado sólido, com uma baixa inflação e baixo desemprego, pelo que as perspectivas quanto ao mercado mexicano são particularmente positivas.

São os mercados asiáticos que constituem a grande incógnita quanto ao panorama económico mundial, a China em particular. Por muito que se fale e escreva sobre o gigante asiático, a verdade é que, em rigor, ninguém sabe ao certo o que aí se passa. Longe dos níveis de crescimento do início do milénio, a economia chinesa tem vindo a desacelerar, pelo menos, desde 2010, último ano em que se registou uma taxa de crescimento a dois dígitos (10,6%). A partir de então, o crescimento chinês começou a ser sucessivamente mais lento, atingindo os 7,3% em 2014. A taxa oficial de crescimento do PIB foi de 6,9% em 2015, ligeiramente acima do estimado pelo FMI (6,8%).

Para 2016 o quadro não parece melhor, com projecções à volta dos 6,3%, podendo mesmo chegar aos 6% em 2017. A evolução da economia chinesa deverá continuar, por isso, a ser uma preocupação pelo impacto que terá nos outros mercados.  

Quanto ao mercado japonês não são de esperar alterações significativas. Depois de em 2014 ter apresentado um crescimento negativo de - 0,1%, o crescimento da economia japonesa deverá manter-se entre os 0,6% registados em 2015 e uma média de crescimento anual de 0,7% para os próximos cinco anos. Uma população claramente envelhecida e, consequentemente, níveis cada vez mais baixos de mão-de-obra, impedem um crescimento maior.

O grande protagonista deverá ser a Índia onde, aí sim, poderá vir a assistir-se um verdadeiro boom económico no futuro. Depois de uma ligeira descida do PIB de 2014 para 2015, é expectável que economia indiana volte a expandir-se já em 2016 (taxa de crescimento 7,5%) e mais ainda em 2017 e anos seguintes. As expectativas quanto ao potencial do mercado indiano são altas, esperando-se cada vez mais oportunidades de negócio e investimento.

O quadro é bem diferente tratando-se de países altamente dependentes de commodities e que se encontram maioritariamente na América do Sul, em África e algumas regiões da Ásia. São países cujas economias passam por momentos difíceis, dada a diminuição em cerca de 30% do preço das commodities, em comparação com o pico atingido em 2011. Esta situação tem especial impacto na indústria extractiva (mineração e petróleo) e na agricultura. Ainda assim, o nível actual dos preços é melhor do que qualquer outro verificado antes de 2007.

Não é no entanto suficiente para justificar a continuação dos níveis de produção alcançados nos últimos anos. As empresas deverão por isso ter especial cuidado se negoceiam, ou pretendam negociar, com países como Angola, Nigéria, Venezuela ou mesmo o Brasil, tanto mais quanto várias restrições políticas e institucionais continuam a gerar alguma incerteza quanto à estabilidade destes mercados.

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