Suíça

Enquadramento económico

  

Sem taxas de crescimento particularmente elevadas, a solidez é a palavra-chave no quadro do crescimento económico do país.

Em virtude do grau de abertura da sua economia e dos elevados níveis de interdependência face a demais economias europeias, a Suíça sentiu o impacto da crise da zona euro. Se em 2008 se verificou uma clara contracção económica, com o PIB a crescer apenas 2,16%, o cenário agravou-se em 2009 como evidenciado pela taxa de crescimento negativo registado nesse ano (-1,94%). O aumento do desemprego em 2009 para os 3,70% (face a taxa de 2,58% relativa a 2008) foi outro dos sinais das dificuldades vividas.

A recuperação surgiu logo em 2010 como atesta uma taxa de crescimento real do PIB de 2,95% ou o início da redução do desemprego para os 3,52%. As pressões inflacionistas permaneceram fracas neste ano, ainda assim permitindo uma saída da deflação (-0,48%) registada em 2009 para 0,69% em 2010. Esta recuperação é explicada em larga medida pela retoma da procura interna e pelo quadro geral de recuperação económica.

O biénio de 2011-2012 foi também positivo, com um crescimento acumulado de 2,84%. Fruto de uma apreciação do franco suíço na ordem dos 14,4%, a inflação recuou em 2011 para os 0,23%, ao mesmo tempo que o desemprego voltou a baixar para os 2,84%.

De acordo com os dados oficiais divulgados pelo FMI para 2013, a Suíça registou um crescimento económico moderado de 1,96 % o que, ainda assim, revela uma melhoria face a 2012 que se saldou por um crescimento do PIB de 1,05%. O desemprego, no entanto, terá aumentado ligeiramente para os 3,18% quando comparado com os 2,91% do ano anterior. Na linha de 2012, o último ano terá terminado em deflação (-0,22%) embora inferior à registada no período homólogo (-0,7%).

As perspectivas são optimistas quanto aos próximos anos, com o FMI a avançar previsões de crescimento progressivamente maiores, dos 2,15% para 2014 para os 2,22% em 2015.

Dominada por PME’s, altamente desenvolvida e competitiva, esta é uma economia fortemente alicerçada nos serviços (72% do PIB) onde o grande motor é indubitavelmente o sector bancário. Igualmente importante é o sector da indústria (27% do PIB) no qual predomina a indústria transformadora essencialmente orientada para a exportação. O sector primário tem uma importância residual sendo a agricultura responsável por apenas 1% da riqueza nacional.

Será de destacar que uma das principais características desta economia é o seu carácter direccional para determinados nichos de mercado em detrimento de uma produção em grande massa. Trata-se, assim, de uma produção de valor acrescentado muito elevado, alicerçado em forças produtivas bastante qualificadas. Esta é uma realidade particularmente visível na relojoaria, na indústria farmacêutica ou outros subsectores da economia. 

 

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