Do ponto de vista de segurança, a Argélia tem conseguido controlar a ameaça terrorista no Sul e criar um ambiente propício ao desenvolvimento, muito embora esteja agora bastante apreensiva com o recrudescimento das actividades jihadistas com origem na Líbia. Foram, assim, reforçados os efectivos militares na fronteira, ao mesmo tempo que foram lançadas operações em conjunto com as forças armadas tunisinas visando controlar as zonas fronteiriças e impedir a actuação destes grupos armados.
A nível económico foram desenvolvidas diversas iniciativas visando criar um melhor ambiente de negócios e facilitar a criação e funcionamento das empresas. São um conjunto de medidas que procuram ajudar o país a diversificar a sua economia, dado que tem tido grande dificuldade em o fazer, continuando muito dependente das exportações do petróleo (90% do total das vendas ao estrangeiro). As exportações de petróleo têm, aliás, diminuído, ao mesmo tempo que aumentam as importações de bens em geral.
O crescimento da economia em 2014 prevê-se que seja de 3,4% e com uma taxa de inflação de 3% (The Economist Intelligence Unit). O desemprego anda em torno dos 10%, embora seja de 20% para os jovens licenciados.
O país prevê realizar grandes investimentos em infraestruturas e transportes, o que poderá constituir uma boa oportunidade para as empresas portuguesas. Para os anos de 2015-2016, está prevista a aquisição de 27 navios de transporte de passageiros e mercadorias e 16 novas aeronaves que permitirão reforçar os destinos africanos da sua companhia aérea. Paralelamente, serão feitos grandes investimentos em portos comerciais e de lazer, nomeadamente a construção de 16 portos de lazer tendo em vista desenvolver a actividade turística.

