A Internacionalização do Agro-Alimentar

Um sector cada vez mais relevante na economia nacional

 

A indústria nacional agro-alimentar parece estar em consonância com o resto da Europa, reclamando um lugar cada vez mais relevante na economia. Apesar das dificuldades dos anos mais recentes, fruto da crise económica mundial e do agravamento da carga fiscal em Portugal, esta indústria manteve-se sustentável, sendo, aliás, uma das que mais investe no país.

 

Hoje, o número de produtores pode até ser menor do que no passado, trabalhando em terrenos de produção também mais reduzidos. São, no entanto, mais produtivos e têm uma nova visão e capacidade empresariais. O sector tem sofrido alterações significativas, num processo de transformação assente, sobretudo, na crescente inovação, na alteração do perfil produtivo e no aumento das exportações, ajudando a uma maior internacionalização dos produtos e das marcas portuguesas.

 

Em exportações, o sector agro-alimentar representou, só no ano passado, mais de 11% do total da economia nacional, liderado pelas indústrias de produção de vinho, da conservação de peixe, do leite e derivados. De acordo com dados agora revelados pelo Ministério da Agricultura, de 2010 a 2015, estes foram dos sectores que mais venderam (em Portugal e) no estrangeiro.

 

vinho

 Com 4,5 milhões de garrafas vendidas anualmente, o sector dos vinhos – cuja produção duplicou em dez anos – é o que mais se destaca. Ocupa o primeiro lugar no volume de negócios no sector agro-alimentar e, no caso de algumas empresas, as exportações chegam a representar 40% do total das vendas.

 

leite-derivadosO leite e derivados são os segundos produtos agro-alimentares mais vendidos e, em muitos casos, as vendas internacionais só não aumentam mais (à semelhança do que acontece no mercado doméstico) pelas limitações impostas pela qualidade e especificidade do produto. Mas também aqui poder-se-ão encontrar novos caminhos para as empresas portuguesas nas suas estratégias de internacionalização: os nichos de mercado criados em torno da especificidade do fabrico e do produto português.

 

conservasA preparação e conservação de peixes, crustáceos e molúsculos – terceiro sector com mais volume de vendas na actividade agro-alimentar – subiu 8,5% entre 2010 e 2015. A média de crescimento anual das empresas a operar nesta área tem sido cerca de 20% (desde 2012), com as exportações a representarem 45% do total das suas vendas, sendo o Brasil o principal mercado de destino.

 

hortofrutícolaO sector hortofrutícola é outro dos que tem registado taxas de crescimento significativas ao nível das exportações. Segundo o INE, ao longo de uma década, a exportação de produtos hortícolas passou de 108 para 212 milhões de euros, o que significa um aumento de mais de 96%.

 

No entanto, em matéria de exportação agro-alimentar, os números nacionais estão ainda aquém dos congéneres europeus. O crescimento deste sector passará certamente por estratégias de diferenciação de modo a conquistar novos mercados. Nesta matéria, o aumento do número de clientes internacionais do comércio agro-alimentar tem sido bastante expressivo no quadro da lusofonia. Porém, existem outros mercados emergentes de grande potencial, sendo a Rússia um caso a destacar.

 

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