México: Enquadramento Económico

uma plataforma entre as américas

 

A economia mexicana está muito associada ao NAFTA – North American Free Trade Agreement – que, a par do México, integra o Canadá e os EUA. A ligação do México a este último é particularmente acentuada, nomeadamente no plano económico. Os Estados Unidos são, desde há muito, o principal parceiro comercial do México liderando quer como destino das exportações mexicanas, quer como mercado de origem das suas importações. No entanto, sente-se no país uma forte pressão interna para reduzir a sua dependência face ao gigante americano, o que poderá significar mais oportunidades para investidores e parceiros europeus.

O perfil económico do país registou importantes melhorias nos últimos anos. O México tem vindo a passar por um processo de transformação económica notável e hoje, para além de um importante produtor de petróleo, gás natural e de vários minérios estratégicos, é também um país de serviços, com uma indústria bastante consolidada e um importante destino turístico internacional.

Sendo o 11º maior produtor de petróleo a nível mundial, a economia mexicana não deixou de se ressentir da quebra do preço do crude nos mercados internacionais. Depois de ter crescido a um ritmo de 4% a 5% ao ano no início da década, a economia abrandou em 2014, crescendo apenas 2,3% nesse ano e 2,6% em 2015, ano em que o PIB se saldou em 1,1 biliões de dólares. Os principais motores deste crescimento foram os sectores das TIC, hotelaria e restauração, comércio, serviços financeiros e transportes.

O México está a saber gerir os impactos da descida do preço do petróleo, muito por via da diversificação da sua economia. As reformas dos últimos anos permitiram ao México alargar a sua estrutura económica e diversificar as suas exportações – as exportações petrolíferas representam apenas 7% no total das exportações mexicanas – e como tal o país conseguiu evitar o colapso vivido em países vizinhos como a Venezuela. A procura interna tem sido um dos pilares do crescimento, para o que muito têm contribuindo taxas de desemprego relativamente baixas (4,3% em 2015) e o aumento da classe média

O Outlook é positivo, com perspectivas de crescimento na ordem dos 2,4% até ao final de 2016 e de crescimento um pouco mais significativo para os dois próximos anos (2,6% e 2,8%). O México é hoje a 11ª economia do mundo em termos de PPA (paridade de poder aquisitivo) e a 15ª em termos nominais. Alguns economistas estimam que poderá vir a estar entre as seis ou sete primeiras dentro de poucos anos. Para este cenário, contribuem não penas a crise de outras economias como o Brasil, a Rússia e a Alemanha, como também as potencialidades do próprio mercado mexicano. Um mercado em clara rota de desenvolvimento.

 

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