Suécia: Enquadramento Económico

A performance da economia sueca é bastante positiva, principalmente quando comparada com a de outros países ocidentais. Com um PIB de 443,3 mil milhões de euros em 2015, a Suécia figura como a maior economia escandinava e a 8ª maior na Europa. Os seus dois grandes pilares são a indústria transformadora – intensiva em conhecimento e orientada para as exportações – e os serviços, sendo que nos anos mais recentes subsectores considerados modernos, como o das tecnologias e comunicação, têm revelado particular dinamismo. Estocolmo, centro político e económico do país, é hoje conhecida como uma das cidades start up mais quentes para as empresas TIC.

De destacar ainda, o enorme peso das exportações de bens e serviços no PIB do país, o que explica a importância crescente do comércio externo nesta economia.

Muitas vezes descrita no passado como socialista, a economia sueca é actualmente encarada como exemplo de capitalismo bem sucedido. Trata-se de um modelo de economia mista no qual as parcerias público-privadas ocupam um lugar central. Um modelo assente numa rígida disciplina fiscal que permite alimentar uma rede de segurança social eficaz, fortemente subsidiada pelas receitas fiscais, permitindo aos suecos beneficiar de elevados níveis de bem-estar.

A Suécia apresenta dos mais baixos níveis de dívida pública, a inflação nos últimos 15 anos situou-se em média nos 1,5%, tendo ultrapassado a barreira dos 2% apenas por três vezes (2001, 2003 e 2008) e o sistema financeiro é saudável. Mas nem sempre foi assim.

A Suécia passou por períodos de baixo crescimento, altas taxas de inflação e sucessivas desvalorizações da sua moeda, a coroa sueca. O país foi atingido por uma profunda crise financeira no início dos anos 90. A evolução do PIB registou valores negativos, os bancos tornaram-se instáveis e dois chegaram a ser nacionalizados. O desemprego aumentou exponencialmente. Depois de no final da década de oitenta terem sido registadas taxas de desemprego na ordem dos 2%, na década seguinte o desemprego ultrapassou a barreira dos dois dígitos (1993 a 1997). A despesa pública disparou assim como a dívida.

A recuperação não foi fácil nem isenta de sacrifícios. Mas através de reformas inovadoras corajosas – que deram origem ao comummente designado “modelo económico sueco” – e depois se lhes mantendo fiéis, a Suécia conseguiu transformar a sua economia, tornando-a competitiva, dinâmica, diversificada, com bases sólidas e orientada para as exportações.

No início do novo milénio a economia já crescia a 4,7%. Os anos seguintes foram de crescimento mais lento com o PIB a expandir a uma média de 3% até 2007. A Suécia não passou incólume pela crise económico-financeira iniciada em 2008. Logo nesse ano o PIB contraiu -0,6%; contração reforçada em 2009 ano em que se registou um crescimento de -5,2%. O ano seguinte foi de clara retoma económica – taxa de crescimento de 6% – apenas para depois regressar a valores mais modestos. Entre 2011 e 2014 o PIB subiu em média 1,5%. Os números poderiam ter sido mais baixos não fosse o investimento estrangeiro. Depois de terem caído em 2013, os fluxos de IDE aumentaram cerca de 180% em 2014. Investimento vindo maioritariamente dos Países Baixos, Finlândia, Reino Unido e Alemanha direccionados sobretudo para os sectores da indústria, actividade financeira e seguradora, comércio, gás e electricidade.

Mesmo com taxas de crescimento mais baixas, a economia sueca tem-se revelado resiliente face ao actual quadro de crescimento a nível mundial, lento e de elevada incerteza. Sólidos fundamentos macroeconómicos, orçamentais e financeiros assim o permitem.

 

Overview
Relações com Portugal e Oportunidades de Negócio

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.