Cuba: Relações com Portugal e oportunidades de negócio

Portugal não é indiferente a toda esta evolução. Apesar de quase um século de história de relações diplomáticas entre Portugal e Cuba, foi em 2014 que a aproximação entre os dois países ganhou uma nova expressão com a deslocação a Cuba do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português – acompanhado por uma delegação de empresários portugueses – com o objectivo de assinar um memorando com vista ao estabelecimento de consultas políticas regulares entre Portugal e Cuba. Era, assim, dado um novo fôlego às relações políticas e económicas entre Portugal e Cuba.

Esta manobra por parte da diplomacia económica portuguesa, promovendo a internacionalização de empresas para lá dos mercados tradicionais das exportações e investimento portugueses, surge precisamente neste contexto de transformações económicas e abertura do regime cubano.

Crescimento económico, recursos naturais com potencial de exploração económica, necessidade de atrair investimento internacional e uma nova política de maior abertura poderão significar mais oportunidades de negócio para as empresas portuguesas neste mercado de 11 milhões potenciais consumidores.

O saldo das trocas comerciais entre Portugal e Cuba têm sido positivo para o nosso país. No ano transacto o valor das nossas exportações atingiu os 33,6 milhões de euros. Dados do INE relativos aos primeiros oito meses de 2015 revelam um crescimento das exportações em 15,7% quando comparado com período homólogo em 2014.

Os esforços político-diplomáticos por parte de Portugal e as mudanças no quadro político-económico em Cuba poderão abrir portas a um aumento do volume de exportações portuguesas com destino a este país, contrariar a tendência dos últimos anos no sentido da pouca relevância de Cuba enquanto cliente de Portugal – ocupou a 56ª posição de Janeiro a Agosto deste ano – e aumentar a sua quota enquanto fornecedor – em 2014, Portugal atingiu a 18º lugar como fornecedor de Cuba, com uma quota de 0,74%.

Tal como uma vez referido pela Embaixadora de Cuba acreditada em Lisboa, Johana Tablada, “há uma compatibilidade entre as prioridades de Cuba e o que Portugal pode oferecer,” dando como exemplo a necessidade de fábricas de transformação de frutas ou de tomate e de indústrias de moldes e plásticos – áreas em que os portugueses têm experiência.

Existem ainda outros produtos cuja exportação tem também potencial de crescimento: garrafões, garrafas, frascos; papel e cartão (não revestidos); anti-soro e vacinas, componentes para automóveis, TIC, equipamentos hospitalares e muitos outros de demais sectores. Parafraseando de nova a Embaixadora Johana Tablada, há (em Cuba) "capital científico e humano e condições para Portugal desenvolver os seus projectos". 

Em 2014 eram apenas 64 os operadores portugueses a exportar para Cuba.

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