África do Sul: Enquadramento económico

A economia sul-africana, que na primeira década do século cresceu a um ritmo de 4,5% ao ano, está agora a desacelerar de forma significativa. Em 2014 registou uma taxa de crescimento de 1,5% e está previsto que este ano não cresça mais de 2%, o que manifestamente não é suficiente para absorver os milhares de jovens, que todos os anos, chegam ao mercado de trabalho.

A economia é muito dependente da produção e exportação dos seus recursos naturais que, embora tenham vindo a crescer, são afectados pela descida dos preços nos mercados internacionais, o que acontece muito por força da crise, mas também devido ao aumento da produção de muitos deles. O sector atravessa uma crise que pode levar ao encerramento de algumas minas de platina (cujo preço tem vindo a descer de forma acentuada nos últimos anos) e ao consequente despedimento de muitos milhares de trabalhadores.

O país conta também com um sector agrícola muito importante e dinâmico, mas que dá emprego a apenas cerca de 5% da população activa e que é responsável por uns modestos 2,4% do PIB. A África do Sul é, nomeadamente, um dos grandes exportadores mundiais de vinho.

Muito mais importante é o sector dos serviços, onde se inclui uma poderosa componente financeira. Os serviços ocupam quase 70% da população activa e são responsáveis por dois terços do PIB.

O sector industrial dá emprego a 25% da população activa e representa quase 30% do PIB. Para além do sector mineiro, há a destacar a indústria automóvel, a produção de máquinas, os têxteis e o aço, bem como os químicos, os alimentos e a reparação naval.

Face à referida situação económica, têm-se verificado diversas perturbações da ordem social, seja sob a forma de violência xenófoba, onde os estrangeiros são acusados de virem roubar o emprego aos locais, seja através de greves, sobretudo no sector mineiro, onde os sindicatos têm vindo a exigir aumentos considerados pouco realistas.

Soma-se a esta situação a já referida questão do desemprego que, em 2014, foi de 25,1%. Não é difícil constatar que estamos perante um problema social grave, tanto mais que existem questões muito importantes por resolver como a do crescente desemprego jovem e a sempre adiada reforma da terra. Este é um tema de importância cada vez maior já que a maior parte da terra continua a estar nas mãos da minoria branca. O governo prometeu já nova legislação sobre a matéria durante o corrente ano.

A economia sul-africana é considerada a 72ª mais livre do mundo, tendo mantido a classificação do ano passado da Heritage Foundation. Ocupa também o 56º lugar no ranking do Global Competitiveness Index 2014-15 e a 43ª posição do Doing Business Report 2015. O risco do país está no nível 3 (sendo 1 o risco menor e 7 o maior).

Ser Associado da Câmara de Comércio significa fazer parte de uma instituição que foi pioneira do associativismo em Portugal.

 

Os nossos Associados dispõem do acesso, em exclusividade, a um conjunto de ferramentas facilitadoras da gestão e organização das respectivas empresas.