Angola: Overview

Angola tem gozado nos últimos anos de excelentes condições para o seu desenvolvimento e tem apresentado anualmente resultados de forte expansão económica. Este crescimento teve sempre como base a sua condição de grande país exportador de hidrocarbonetos, muito embora sejam enormes as suas potencialidades noutras áreas, como a agricultura e pescas, mas também os diamantes, o ouro e diversos minerais estratégicos.

A economia angolana, contudo, não se conseguiu libertar ainda de uma excessiva dependência da exportação de petróleo, pelo que as sucessivas descidas no preço deste produto levaram a uma quebra no ritmo de crescimento do país. As previsões para 2015 são particularmente difíceis, o que levou o governo angolano a optar por refazer o orçamento do Estado e a lançar as bases legais para a promoção de uma efectiva diversificação da economia, há muito anunciada.

A queda drástica do preço do petróleo tem como causa directa a revolução energética provocada pelos avanços tecnológicos nos Estados Unidos da América, que permitiram explorar o petróleo e gás de xisto. Desta forma aumentaram consideravelmente as reservas mundiais de hidrocarbonetos e países que outrora eram grandes importadores, como os próprios EUA, diminuíram as suas importações. Também a decisão da OPEP de não reduzir a produção, levou naturalmente a um agravar da situação.

Os países exportadores de petróleo que tenham uma excessiva dependência desta actividade, como é o caso de Angola, têm uma maior exposição às flutuações dos preços, pelo que serão mais duramente afectados. No caso angolano, a situação foi ainda agravada pelo facto de, no primeiro semestre de 2014, a produção ter sido afectada pela paragem de alguns poços, com vista à realização de trabalhos de reparação e manutenção. Tratou-se de uma questão pontual, ultrapassada logo no segundo semestre, mas que afectou os resultados económicos do país para o conjunto do ano.

No corrente ano, o governo tem a noção de que enfrentará tempos difíceis e está já a reagir em várias frentes. Desde logo, no sector petrolífero, tentando aumentar a produção e promovendo a adjudicação de novos blocos de exploração. Este ano está previsto fechar os processos relativos aos concursos para dez novos blocos onshore, nas bacias do Congo e Kwanza, e lançar 15 concursos para a exploração de novos blocos nas bacias do Congo e Namibe. Assim, o governo prevê este ano alcançar uma produção de petróleo de 1,83 milhões de barris por dia.

Paralelamente, foi anunciada uma estratégia de diversificação da economia, através de apoios às PME, de limitações à importação de alguns produtos e da tentativa de atração de investimento estrangeiro. Finalmente, e mostrando uma boa capacidade de reagir à crise, o governo reviu em baixa as expectativas para o corrente ano, o que levou a um reajustamento do Orçamento do Estado para 2015, de forma a contemplar as novas realidades do preço do petróleo. Foram, neste âmbito, anunciadas medidas tendentes à diminuição das despesas do Estado e ao aumento de impostos, bem como à redução de subsídios (o mais importante dos quais é o do preço da gasolina).

 

Enquadramento económico

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