Argélia: Enquadramento Económico

O país, apesar de gozar de um nível razoável de crescimento económico, não apresenta bons resultados nos principais índices internacionais. Assim, no Doing Business Report 2015 encontra-se no 154º lugar entre 189 países e o Global Competitiveness Index 2014-15 coloca-o na 79ª posição. Por sua vez, o índice de liberdade económica da Heritage Foundation coloca-o no 146º lugar, numa lista de 178 países. Quanto ao risco de crédito da Cosec, este é de 3 (numa escala de 1 a 7).

Não são números muito positivos, sobretudo tendo em conta o potencial de um país como a Argélia. O governo, aliás, consciente deste problema, estabeleceu já como objectivo para os próximos quatro anos alterar a posição do país nestes índices, de forma a melhorar a imagem da Argélia no exterior e promover a sua atractividade para o investimento directo estrangeiro.

O Banco Mundial prevê que o crescimento económico seja de 3,3% em 2015 e de 3,5% nos dois anos seguintes. Para isso, muito contribuirá a continuação de uma política de investimento público no apoio ao consumo privado e no desenvolvimento das infraestruturas, nomeadamente no sector habitacional. Os subsídios estatais, que pesam na economia, cobrem áreas como a alimentação, emprego e combustíveis, sendo os preços da gasolina e do gasóleo dos mais baixos a nível mundial.

O volume das importações argelinas, nomeadamente no sector alimentar, é um problema que preocupa o governo, sobretudo num momento como o actual. A inflação é superior a 10%.

Apesar de o país contar com um nível de reservas de moeda estrangeira muito confortável para enfrentar a crise representada pela descida dos preços do petróleo, o governo tem manifestado a sua preocupação com o futuro e tem feito diversas diligências junto da OPEP, de que é membro, no sentido de baixar a produção para permitir uma subida dos preços.

Embora os resultados do sector petrolífero tenham vindo a diminuir, fruto da baixa dos preços e de um menor investimento estatal no sector, o país tem alguns trunfos importantes para contrariar esta tendência. Assim, as suas reservas de shale gas estão entre as maiores do mundo e, embora os custos de exploração sejam muito elevados, o governo poderá abrir este sector ao investimento estrangeiro.

Também a activação de três plataformas de exploração de fosfatos na zona leste do país vai colocar o país entre os maiores produtores mundiais, o que lhe permitirá passar dos actuais 1,5 milhões de toneladas para cerca de 12 milhões num horizonte de dez anos. Trata-se de um investimento que gerará cerca de seis mil postos de trabalho e que assegurará uma enorme entrada de divisas.

Finalmente, importa referir que se espera que o plano de investimentos para o período de 2014-2019, apostando fortemente na diversificação da economia, possa contribuir de forma decisiva não apenas para contrabalançar a crise do sector petrolífero, mas também para gerar uma dinâmica de desenvolvimento económico e social que responda aos anseios da sua população. Trata-se de uma oportunidade decisiva para reformar o sistema e enfrentar alguns dos seus maiores problemas.

 

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