Luxemburgo - Enquadramento económico

O sector financeiro é presentemente responsável por um terço do produto interno bruto do Luxemburgo, facto que não pode deixar de preocupar as autoridades do país, face às já referidas medidas que o afectarão a partir do início do próximo ano. Assim, terão de ser implementadas importantes reformas, que terão impacto não apenas na sua actividade económica mas também no modo de vida da população.


A indústria, que hoje se baseia em produtos e materiais como maquinaria e equipamentos, aço, químicos e borracha, bem como vidro, terá de se adaptar. A aposta será agora na alta tecnologia, o que levantará alguns problemas, entre os quais a necessidade de entrar cada vez mais na corrida pela caça aos talentos, já que necessitará de uma mão-de-obra muito preparada sob o ponto de vista tecnológico.


Paralelamente, terá de renovar o sector dos serviços, para, numa tentativa de diminuir a dependência do sector financeiro, apostar noutras áreas com elevada incorporação tecnológica e em iniciativas como a do já referido porto franco para bens de luxo. Outra das suas apostas recentes, o e-commerce, poderá também ser afectada pela decisão da União Europeia de alterar o regime do IVA para o comércio electrónico, dado que o Luxemburgo tem atraído muitas empresas desta área precisamente pelos baixos impostos que pratica.
Mas, ao mesmo tempo e para manter os resultados que tem vindo a obter, o país terá eventualmente de fazer poupanças, sendo provável que tenha de fazer reformas no seu sistema de segurança social, um dos mais generosos do mundo.


Apesar destas alterações que estão em curso e que reforçam a ideia de um país com uma notável capacidade de adaptação, o que constitui provavelmente o segredo do seu sucesso, a verdade é que o Luxemburgo apresenta dados económicos invejáveis. Assim, sendo considerado o país mais rico do mundo, com o PIB per capita mais elevado a nível global, acaba de ver confirmada a notação de AAA pela agência Fitch. Ocupa, ainda, o 60º lugar no Doing Business Report 2014 do Banco Mundial, entre 189 países e a 16ª posição no índice de liberdade económica da Heritage Foundation. O Global Competitiveness Report 2013-2014, do World Economic Forum, classifica o Luxemburgo na 22ª posição entre 148 países. Finalmente, o Global Talent Competitiveness Index 2013, que analisa a capacidade de 103 países nesta área, atribuiu-lhe a 5ª posição.


A economia luxemburguesa cresceu 2,1% em 2013 e o instituto nacional de estatísticas, STATEC, prevê que este crescimento passe para 3% em 2014 (um pouco acima das previsões apresentadas pela UE, de 2,6%), mantendo a sua grande atractividade para o investimento estrangeiro. Para isso, contribui também muito o baixo nível da inflação (1,7% em 2013 e previsões de 1,4% para 2014) e o desemprego tradicionalmente muito baixo (5,8% em 2013 e com tendência para descer para 5,7% no corrente ano). O Luxemburgo está, assim, a recuperar rapidamente da recessão que sofreu em 2009, a primeira em sessenta anos – fruto da crise económica mundial.


O crescimento previsto para 2014 estará pouco baseado no sector financeiro, apoiando-se mais em áreas como a da construção, indústria e serviços. Está assim a concretizar-se o objectivo de diversificação da economia.

 

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