Brasil

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Venha explorar a economia Brasileira, a 9ª maior do mundo!

Neste artigo tem acesso a informação diversificada sobre o mercado brasileiro que lhe permitem ter uma visão geral sobre esta geografia e conhecer as relações que tem mantido com Portugal.

 

Nona economia mundial (PIB 1.847 mil milhões USD), responsável por mais de 53% do PIB da Améria do Sul, a maior no conjunto de toda a América Latina, mercado de mais de 210 milhões de consumidores, o 5º país mais populoso do mundo, são alguns dos factores que fazem do Brasil um actor incontornável no actual sistema internacional.

No quadro do comércio internacional, em 2018, o país posicionou-se como o 30º maior importador (com uma quota de 0,92%) e o 27º exportador mundial (com uma quota de 1,24%) e, uma vez mais, o maior do continente sul-americano em ambas vertentes. No plano do investimento, depois dos recordes atingidos em 2017, o ano seguinte ficou marcado por um declínio em cerca de 9% dos fluxos de IDE dirigidos ao país, para os 61 mil milhões de USD, em virtude do quadro político e dos desafios macroeconómicos que marcaram 2018.

 

Ainda assim, o Brasil continua a ser um enorme polo de atracção de investimento internacional: o 7º maior destino de IDE em todo o mundo e o 1º na região da América Latina (2018).

 

A sua enorme riqueza natural, dispondo, desde logo, das mais vastas reservas de água do planeta, mas também rico em muitos outros recursos de grande potencial económico – energia eólica e solar, hidrocarbonetos e uma variedade de recursos minerais – ajudaram certamente à transformação do Brasil e ao crescimento económico que viria a colocar o país no radar dos investidores internacionais. Longe do passado, o Brasil apresenta actualmente uma economia diversificada, inovadora, altamente industrializada, líder em áreas tão distintas como os biocombustíveis, a medicina, a arquitectura e o design, telecomunicações etc.

Os anos mais recentes foram marcados por alguma instabilidade política e social que naturalmente afectaram a performance económica, prejudicaram o ambiente de negócios e desencorajaram o investimento. Entre 2015 e 2018 o Brasil cresceu a uma média anual de -1,2%. A tarefa de resgatar a economia à beira de uma recessão ainda mais profunda – como a que marcou os anos de 2015 (crescimento do -3,5%) e 2016 (-3,3%) – era urgente e foi admitida como prioritária pelo novo presidente, Jair Bolsonaro, que tomou posse no início de 2019, marcando um ponto de viragem na história política e económica do país.

bolsonaro

Fruto de medias e reformas colocadas em prática, geradoras de confiança aos olhos dos mercados, dos investidores e das agências de rating, a economia brasileira parece estar a reagir e as perspectivas são optimistas, com previsões de crescimento de 2% já para 2020 e em torno dos 2,3% para os anos seguintes. Um crescimento alicerçado sobretudo pelo investimento e pelo consumo privado.

 

Apesar de ser uma das maiores economias do mundo, o Brasil apresentou das mais baixas taxas de crescimento em 2018. Assim tem sido desde 2010, reflectindo o enorme gap que existe entre o potencial do país e o que realmente tem sido alcançado em termos de crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade. Uma lacuna que ganha contornos ainda mais expressivos tratando-se de um país em desenvolvimento com muitos de seus recursos ainda por explorar.

Uma dívida pública excessivamente elevada, altos níveis de corrupção, insegurança e criminalidade – especialmente nas grandes áreas urbanas de São Paulo e do Rio de Janeiro – associadas a redes de narcotráfico e outras formas de crime organizado, grandes assimetrias sociais e regionais são algumas das vulnerabilidades que este mercado apresenta. Uma máquina burocrática pesada, mão-de-obra qualificada cara e elevadas taxas aduaneiras em alguns sectores são outros obstáculos a considerar.

 

Mas para muitos, o Brasil está num momento de viragem e a agenda económica e comercial do novo governo tem encorajado empresários e investidores interessados no enorme potencial que esta economia ainda tem por explorar.

 

petróleobrasilAs empresas portuguesas deverão estar especialmente atentas ao potencial agrícola do país, às oportunidades em torno do sector das telecomunicações, das energias renováveis e ambiente, do petróleo – estima-se que o Brasil possa vir a tornar-se o 8º maior produtor de petróleo do mundo até 2050 – das infraestruturas (construção e obras públicas), do turismo, produtos agro-alimentares e bebidas. Também na indústria há oportunidades a ter em atenção. Desde equipamentos, a produtos industriais, componentes para a indústria automóvel, serviços e distribuição.

O acordo político alcançado em 2019 entre a União Europeia e o Mercosul, com vista à criação de um novo quadro regulador das relações comerciais entre as partes, através do qual se prevê a eliminação da maioria dos direitos aduaneiros sobre as exportações da UE com destino ao Brasil, à Argentina, ao Paraguai e o Uruguai – num mercado calculado em cerca de 780 milhões de consumidores – deverá impulsionar ainda mais as oportunidades de negócio no país. O sector agro-alimentar será um dos mais beneficiados, especialmente tratando-se das exportações de queijos e outros lacticínios. No domínio industrial, o destaque vai para o sector automóvel, farmacêutico e do vestuário.

A tudo isto, acresce a posição privilegiada do país na região, dando ao Brasil particulares vantagens enquanto base para o lançamento de operações e negócios em países vizinhos e na região mais vasta da América Latina.

 

O Brasil tem um peso significativo no comércio internacional português. Em 2018, entre importações e exportações foram cerca de 1,815 mil milhões de euros transaccionados, fazendo do Brasil o 4º mais importante parceiro comercial de Portugal fora do espaço comunitário, apenas ultrapassado pelos EUA, pela China e por Angola. No entanto, este valor representou um quebra importante no comércio bilateral na ordem dos -16%, contrariando o crescimento verificado nos dois anos antecedentes.

Inconstância e oscilações têm, com efeito, caracterizado o relacionamento comercial com o Brasil que assim vai alternando entre anos de crescimento significativo – como 2017 (+35,8%) ou 2011 (+37,6%) – e outros de forte contracção – como foram 2009 (-29,8%) ou 2013 (-23,4%). Uma trajectória à qual não será certamente indiferente a evolução da situação política e macroeconómica do país nestes anos mais recentes, que ora beneficia, ora desencoraja a internacionalização das empresas portuguesas para o mercado brasileiro. Na vertente da exportação, isto significa 1.504 empresas a exportar para Brasil em 2018, ou seja, menos 8% do que em 2014, mas mais 38% do que em 2009.

Pese embora uma balança comercial tradicionalmente deficitária para Portugal, o conjunto da última década (2008-2018) apresenta motivos para optimismo com as exportações a crescerem a uma média anual manifestamente superior à das importações no período considerado: +13% e +0,1% respectivamente. A diferença é ainda mais expressiva se pensarmos que de 2008 para 2018 as exportações aumentaram quase 153% (passando de 319,8 milhões para 808,8 milhões de euros), enquanto as importações diminuíram -26,2%. Ainda assim, superando os 1,006 mil milhões de euros, em 2018 as compras ao Brasil continuaram a ultrapassar as vendas, daqui resultando mais um ano de défice comercial para Portugal.

 

O mais importante destino das exportações portuguesas para toda a América do Sul (11º no ranking geral de clientes entre Jan-Nov 2019), o potencial do mercado brasileiro é evidente especialmente tratando-se de produtos agrícolas que representaram mais de 50% do total das exportações para o país nos primeiros onze meses do último ano.

 

Seguiram-se as exportações de veículos e outros materiais de transporte (17,2%), produtos alimentares (9,7%) – onde as tripas, bexigas e buchos de animais, exc de peixes, frescos e salgados se têm assumido como nicho com especial potencial de negócio; a fruta deverá também ser considerada, principalmente tratando-se de maçãs, pêras e marmelos – as máquinas e aparelhos (7,5%) e metais comuns (3,1%). A madeira, a cortiça e o calçado, são outros grupos de produtos que têm revelado especial dinamismo podendo aqui encontrar-se outros nichos com potencial exportador a aproveitar.

 

brasil2Localização geográfica: América do Sul, fazendo fronteira com a Venezuela, a Guina, o Suriname e a Guiana Francesa (a Norte), a Colômbia (Noroeste), o Peru e a Bolívia (Oeste), o Paraguai e a Argentina (Sudoeste) e o Uruguai (Sul). Banhado pelo Atlântico Sul (a Este) ao longo de quase 7 500 Km de costa.

Capital: Brasília

Território: 8.358.140 Km2 (área terrestre)

População: 210,147 milhões (IBGE, 2019)

Língua: Português

Moeda: Real do Brasil (BRL)

Ranking Doing Business Report 2020: 124/190 (- 15 posições)

Global Competitiveness Index 2019: 71/141 (+ 1 posição)

Index of Economic Freedom-Heritage 2019: 150/180 (+ 0,5 pontos)

PIB taxa de crescimento real: 2,0% (est. 2020, FMI)

 

Em 2018, 1.527 empresas portuguesas já exportavam para o Brasil.

As oportunidades de negócio neste país são múltiplas e as áreas de negócio com potencial são praticamente em todos os sectores de actividade.

É por isso mesmo que, em Abril de 2020, embarcamos em mais uma Missão Empresarial ao Brasil. Esta Missão conta com o acompanhamento pessoal de Paulo Portas, Vice-Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

 

 

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